Wagner Lenhart deixa o governo, Sultani assume interinamente

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O secretário de Gestão e Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, divulgou há pouco uma nota para anunciar sua saída do governo. Conforme antecipou a Coluna Brasília-DF, ele deixa a equipe do ministro Paulo Guedes, porque a mulher está grávida e está difícil conciliar a rotina familiar em São Paulo com a ponte aérea e o trabalho no Ministério. A nota na coluna acabou antecipando um processo que estava previsto para o final deste mês. Lenhart será substituído pelo secretário-adjunto Leonardo Sultani. A reforma administrativa continua como a prioridade da gestão Guedes nessa área de pessoal. Eis a íntegra da nota:

“Nota do Secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, sobre a sua saída do cargo.

Comunico meu pedido de exoneração do cargo de Secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia. Com a proximidade do nascimento do meu primeiro filho e o início de um novo ciclo pessoal e profissional, entendo que é o momento de fazer a sucessão na Secretaria.

O projeto até aqui realizado continua, em especial, a reforma administrativa. Nossa gestão sempre considerou fundamental repensar a administração pública, propondo um modelo mais digital, moderno e focado no cidadão.

Despeço-me grato pela oportunidade de servir ao meu país durante mais de dois anos e de trabalhar sob a liderança do Ministro Paulo Guedes, pessoa que eu já admirava e passei a admirar ainda mais neste período. Grato também aos Secretários Especiais do ME com os quais tive o prazer de trabalhar, profissionais de primeira qualidade, dedicados a construir um país melhor.

Finalmente, não poderia deixar de agradecer a todos com quem tive a oportunidade de interagir nesse período, servidores públicos, senadores, deputados, jornalistas, representantes da sociedade civil. E, claro, à incrível equipe da SGP, pessoas que honram o serviço público e que continuarão trazendo o protagonismo que a área de gestão de pessoas precisa assumir para termos a prestação de serviços que sonhamos.”

Os dados que preocupam Bolsonaro e as dúvidas em relação a Moro

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De todas as simulações e dados apresentados pela pesquisa XP/Ipespe divulgada hoje, apenas um gera preocupação substancial no Palácio do Planalto: a de que apenas 15% da população deseja que o presidente eleito em 2022 “dê continuidade à forma como o Brasil esta sendo administrado” e 52% espera “que mude totalmente a forma com o Brasil está sendo administrado e 29% “que mude um pouco a forma como o Brasil está sendo administrado, dando continuidade a algumas coisas e mudando outras”. Também destaca-se o dado de que 63% consideram que a economia está no caminho errado, e 61% consideram ruim e péssima a atuação de Bolsonaro para enfrentar o coronavírus. A economia, os bolsonaristas põem na conta do isolamento social e do fim do auxílio emergencial. Já a gestão da pandemia, Bolsonaro acredita que até a campanha isso muda.

O percentual de desejo de mudança na forma de governar é o que assombra os governistas. Em relação aos demais dados, como a presença de Lula bem posicionado, com a subida de intenções de voto na pesquisa espontânea, de 5% para 17%, depois da anulação das condenações são vistas como parte do jogo, assim como o empate nas simulações de segundo turno. Aliás, o Planalto torce mesmo para que essa polarização permaneça. Afinal, dizem os bolsonaristas, cola mais chamar o adversário de “ex-presidiário” e falar dos “roubos na Petrobras”, do que atacar os demais. Até porque a própria pesquisa registra que 52% desaprovam a anulação das condenações pelo ministro do STF Edson Fachin.

Até aqui, avaliam que o governador de São Paulo, João Dória, é o “almofadinha”, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, é o “ministro desobediente, que mandou as pessoas ficarem em casa”. O empresário e apresentador Luciano Huck é o “candidato da Globo” e o ex-juiz Sérgio Moro, bem… Entre os bolsonaristas, Diane do fato de Moro aparecer na frente das simulação de segundo turno, 34% a 31%, há quem diga que não dá para definir o ex-juiz como parcial no julgamento de Lula, porque só reforçaria o PT. Até aqui, prevalece a tese de que o ex-ministro da Justiça tem que ser tratado como um desleal, que saiu do governo porque queria ser candidato a presidente. É o que se tem para hoje.

Receio de panelaço leva Bolsonaro a cancelar pronunciamento

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Os problemas em série e o desgaste sofrido pela compra de uma mansão por Flávio Bolsonaro levaram o presidente Jair Bolsonaro a cancelar o pronunciamento que faria hoje para destacar que zerou os impostos do diesel. Além disso, há ainda o aumento do número de mortos pela covid-19, a vacinação lenta e as dificuldades de toda a sorte no sistema de saúde. Diante desse quadro, há quem diga que um panelaço seria inevitável.

Porém, o que mais incomoda nesse momento é o “caso Flávio”. Aliados do presidente que se referem à compra da mansão como “um tiro no pé”. Flávio é hoje visto como um ponto frágil na política bolsonarista, porque pode ser muito explorado em 2022, na campanha reeleitoral do pai. Além do negócio da compra da mansão __ algo que a população entende e ainda pode levar a comparações com o caso triplex e o sítio atribuídos a Lula __, há a questão das rachadinhas e investigações travadas. Em meio aos problemas financeiros do país, há entre aliados de Bolsonaro quem esteja preocupado com o fato de o filho do presidente se apresentar como alguém que está “nadando em dinheiro”.

A notícia da compra da mansão ferve nas redes sociais desde ontem, quando foi publicada pelo site O Antagonista. O imóvel foi registrado em Brazlândia, o que foi visto como uma tentativa de esconder o negócio. O senador, da sua parte, divulgou hoje nota e um vídeo para explicar que parte do pagamento dos quase R$ 6 milhões foi feita com recursos oriundos da venda de um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro __ imóvel adquirido em 2014 e que o Ministério Público suspeita que tenha sido adquirido em parte com recursos das “rachadinhas”, desvio de salário de servidores da Assembleia Legislativa do Rio de janeiro.

A explicação, porem, ainda deixa a desejar, porque Flávio não divulgou por quanto vendeu o imóvel e, no vídeo, disse que se tratava de um “instrumento particular de compra e venda” e que, depois, seria, divulgado. Parte do pagamento, R$ 3,1 milhões, foi financiado pelo BRB, a juros nominais de 3,75%. No vídeo, o senador diz que não vai deixar de fazer nada por causa do que a imprensa possa pensar e divulgar. Se fosse só a imprensa, estava tranquilo. Mas, até na cozinha do bolsonarismo, o negócio é visto como algo que precisa de mais explicações.

Deputados adiam a votação da PEC da Imunidade parlamentar

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O presidente da Câmara, Arthur Lira, acaba de determinar a instalação de uma comissão especial para avaliar a PEC da Imunidade. Sem a acordo, ele encerrou a sessão convocada para votar a PEC da Imunidade Parlamentar, um texto escrito depois da prisão do deputado Daniel Silveira e que já recebeu diversas versões nas últimas 48 horas. A dificuldade em fechar um acordo para apreciação da PEC e as rusgas que já provocou com o STF levou vários deputados a uma série de apelos agora há pouco, para que seja instalada uma Comissão Especial, conforme determina o texto constitucional.

O texto tem apoio na Casa, mas a queima das etapas e a insistência em que fosse votado às pressas, de afogadilho, sem que sequer os deputados saibam o teor da versão final, provoca desconfianças e levou até mesmo a PEC a ganhar o apelido de PEC da Impunidade. Para discutir melhor, por exemplo, os crimes inafiançáveis, e outras questões, os líderes começaram a defender a instalação de uma Comissão Especial. Assim, será possível construir uma maioria folgada, de forma a não passar a ideia de que a PEC pretende blindar aqueles que praticam crimes comuns.

Nos últimos dois dias, a Câmara foi muito criticada e, agora, tem a oportunidade de baixar a poeira e, daqui a alguns dias, levar o texto ao plenário com mais apoios e com o conhecimento de todos os deputados.

Deputado pede que CVM investigue manipulação de mercado no caso da Petrobras

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O vice-presidente nacional do Cidadania, deputado Rubens Bueno (PR), encaminhou um pedido de investigação à comissão de Valores Mobiliários (CVM) para saber se há indícios de manipulação de mercado com as declarações do presidente Jair Bolsonaro. “Queremos saber quem vendeu e quem comprou ações da Petrobras antes e depois das declarar˜Eos do presidente. Isso é necessário para que que tenhamos certeza de quem ganhou ou perdeu, se tem relação com o presidente Jair Bolsonaro ou com membros da sua equipe. Um prejuízo desses não pode passar em branco E nem há como passar a mão na cabeça do presidente. Quem vai pagar os R$ 100 bilhões dessa palhaçada, orquestrada ou não, de Bolsonaro?”, pergunta o deputado.

A intenção do deputado é ela pela transparência que as ações e palavras devem ter, até para acalmar o mercado. “Precisamos ter certeza de que não foi caso pensado e que não existiu informação privilegiada. Se existiu, é crime gravíssimo e cabe atuação da PGR e do Congresso. Se não, servirá para acalmar o mercado”, ponderou.

Atualização

A CVM já decidiu que irá investigar a Petrobras. Demorou, mas agora vai agir.

Troca de relator irrita PSDB, dá protagonismo ao Centrão e cria mal estar na Câmara

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Deputados querem dar uma “chamada” no STF, algo que, segundo relatos, Sampaio não topou

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) só soube que não seria mais relator do caso Daniel Silveira quando desembarcou em Brasília, especialmente para proferir seu parecer no plenário, que se reúne daqui a pouco para decidir sobre a prisão do deputado Daniel Silveira. No PSDB, a insatisfação com Arthur Lira é grande. Houve quem dissesse que convidar para desconvidar depois do deputado se dirigir a Brasília especialmente para o parecer foi uma humilhação e uma deselegância ao partido. No Centrão, porém, a explicação é a de que não houve outra saída, depois que Sampaio anunciou o que chancelaria a prisão e não deu sinais de que passaria “um pito” no Supremo Tribunal Federal, ao mandar prender o deputado numa noite de terça-feira, defesa da inviolabilidade do mandato e por aí vai. Magna Mofatto (PL-GO), a nova relatora, promete seguir o script.

Nos bastidores, entretanto, ficou o mal estar entre Lira e os partidos que apoiaram o candidato Baleia Rossi (MDB-SP), caso do PSDB __ que, depois de apelos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo, João Dória. A impressão é a de que Lira, sempre que houver algo capaz de dar visibilidade, prestigiará os seus. Até aí, dizem alguns, faz parte do jogo. Agora, convidar a assumir a relatoria, deixar o sujeito comprar passagem, se deslocar para Brasília e, depois, desconvidar, incomodou. Mais uma rusga para o presidente da Câmara resolver mais à frente.

Ciro Gomes leva Miro Teixeira de volta ao PDT para coordenar a pré-campanha

Publicado em Política, Rumo a 2022

Na luta por uma candidatura de esquerda capaz de atrair o centro, o ex-ministro de Ciro Gomes (PDT) acaba de conquistar um dos nomes capaz de servir de ponte para essa construção. O ex-ministro de Comunicações de Lula e ex-deputado Miro Teixeira, volta ao PDT, partido em que esteve filiado até 2013, para, a partir da semana que vem, começar a trabalhar um projeto nacional ao lado de Ciro para apresentar na campanha do ano que vem.

Miro estava na Rede de Marina Silva e depois de passar por varias legendas nos últimos oito anos, Pros, Apps (hoje Cidadania). Nesse período de isolamento social, as conversas com os antigos colegas de PDT e o com próprio Ciro foram aos poucos formatando esse retorno. “Ciro tem a situação do país na cabeça. É um cara do Nordeste que conhece o Sul”, disse Miro Teixeira ao blog, certo de que falta um planejamento estratégico para o Brasil.

“Não temos a pretensão de sairmos convencendo ninguém. Todas as atenções permanecem dedicadas à pandemia e em como reduzir número de mortes e de contaminações. E planejar, a fim de evitar no futuro o que passamos agora por falta de um projeto e de planejamento nacional. Ora, o Brasil tem história na produção de vacinas, a Fiocruz, o Butantan. Se tivesse planejado com antecedência, não estaríamos passando por isso”, diz Miro.

No momento, ele não fala do PT e nem de possíveis aliados ou adversários do próximo ano. “Quem fará esta conversa é Carlos Lupi”, diz ele, referindo-se ao presidente do PDT. Mas, nesse momento, em que juntar cartas é importante, Ciro Gomes acaba de conseguir um ás. Já é alguma coisa.

Pacheco inverte prioridades do governo

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No papel de presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) acaba de inverter o cronograma que o governo havia montado para as reformas em 2021. A prioridade do ministro da Economia, Paulo Guedes, era a chamada PEC Emergencial, seguida da reforma administrativa, e a tributária. Tanto é que a proposta governamental sobre a tributária chegou ao Congresso na forma de uma carta de intenções, sem a formatação de um projeto de lei. Na semana passada, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), comentava com amigos que a ordem seria a PEC Emergencial, a reforma administrativa. A reforma tributária ficaria para depois, porque não seria tão tranquilo tratar desse tema na Casa com o autor da proposta, o deputado Baleia Rossi (MDB), e o relator, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) __ aliado do ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, que apoiou Baleia Rossi.

Pacheco, que nada tem a ver com a disputa de poder na Câmara baixa, colocou Arthur Lira e Aguinaldo Ribeiro na mesma foto, lado a lado, logo depois da reunião na residência oficial do Senado, onde recebeu Lira e os relatores da tributária, o deputado Aguinaldo Ribeiro e o senador Roberto Rocha. Sem esses problemas políticos de inimizades, nem as arestas que restaram da disputa da Câmara, o presidente do Senado hoje tem mais condições de ocupar o espaço de centro, colocando todos à mesa. Faz política focado nos fatos e não nas intrigas e ressentimentos.

Lira já percebeu esses movimentos e foi direto: ” por sua vez, pediu a Pacheco que fosse instalada logo a Comissão Mista de Orçamento, primordial, porque o Orçamento deste ano não está aprovado. Pacheco concordou com a urgência do tema, mas lembrou que é preciso discutir esse tema com os líderes, ou seja, não dá para instalar ainda esta semana. Quanto às reformas, Lira citou ainda que, “nosso compromisso na Câmara é tratar com rapidez da reforma administrativa e, no Senado, da PEC Emergencial”. Falou ainda que “não vai haver briga entre Câmara e Senado por protagonismo” em relação às reformas.

A frase de Lira foi vista, entretanto, por alguns políticos como alguém que já percebeu que Rodrigo Pacheco não deixará o palco livre para que o presidente da Câmara desfile sozinho. Hoje cedo, Pacheco já ligou para Paulo Guedes, para tratar da PEC Emergencial, da reforma tributária e também da necessidade das questões sociais, leia-se auxílio emergencial. Ficaram de se reunir ainda nesta quinta-feira, no início da noite. O Senado, aliás, já tem sessão de votação hoje à tarde, com dois projetos de lei de conversão (nome que se dá quando há alteração de medidas provisórias), que tratam do acordo para as vacinas contra Covid-19 e ainda, da transferência para a União das ações representativas do capital social das Indústrias Nucleares do Brasil S.A. e da Nuclebras Equipamentos Pesados S.A, de titularidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear.

2022 pesa e PSDB volta ao bloco de Baleia Rossi, mas racha permanece

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As pontes para o futuro falaram mais alto dentro do PSDB e o partido permaneceu no bloco construído por Baleia Rossi e Rodrigo Maia. Mas, o líder Rodrigo de Castro (MG), ligado ao deputado Aécio Neves, ex-candidato a presidente da Republica, é visto como alguém que tentou levar o partido para o Aldo de Arthur Lira. Nas hostes de Baleia Rossi (MDB-SP) comenta-se inclusive ue Rodrigo de Castro já estava com tudo encaminhado, com 17 assinaturas, para mudar de lado na última hora. Afinal, outro integrantes da bancada de Minas Gerais, Domingos Sávio, participou do jantar em apoio a Lira na última sexta-feira. O governador de São Paulo, João Dória, estrilou. Afinal, há uma parceria dos tucanos com o MDB em São Paulo e não seria de bom tom abandonar o barco de Baleia Rossi nessa reta final, como fez o DEM.

O fato de segurar o PSDB no bloco de Baleia Rossi, porém, não apaga as divisões internas. Aécio Neves joga para evitar que João Dória seja o grande líder do partido e possível candidato a presidente da República pelo PSDB. Da mesma forma, ACM Neto joga para escantear Rodrigo Maia rumo a 2022, conforme o leitor do blog já sabe. Bolsonaro está feliz da vida. Enquanto os partidos de centro estiverem divididos, o presidente reinará em paz para compor sua campanha à reeleição sem grandes dissidências na sua fatia do eleitorado.

Certo da vitória no primeiro turno, Lira trata dos outros cargos da Mesa

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Com a liberação das bancadas do DEM e do PSDB, e outros movimentos de última hora, a tendência é Lira ser eleito em primeiro turno hoje, com um “placar de emenda constitucional”, ou seja, acima de 308 votos. Para se eleger em primeiro turno, precisa de 257. Confiante de que terá esse total, Lira trata agora dos outros cargos da Mesa Diretora, atraindo até mesmo alguns integrantes da oposição. Já está certo que Marília Arraes (PT-PE) será candidata avulsa ao cargo que seu partido tiver direito a escolher, no caso, a primeira-secretaria, e o bloco de Lira descarregará os votos para ajudá-la. O mesmo acontecerá em relação ao PSB, onde o candidato deve ser o deputado Júlio Delgado (MG).

Essas candidàturas, estimuladas por Arthur Lira, são vistas como cruciais para que o deputado alagoano conquiste votos tanto no PT, quanto no PSB e seja eleito com o “placar de PEC”, conforme comentam seus aliados.