Categoria: STF
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 5 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Estrategistas da pré-campanha de Flávio Bolsonaro consideram que, apesar dos pesares, ele não perdeu a preferência da maioria dos que escolheram Jair Bolsonaro na eleição de 2022, levando o então presidente ao segundo turno contra Lula. Por isso, todo o esforço agora é no sentido de manter esses eleitores fiéis ao clã. Não por acaso, os eventos do partido começam com exaltação ao ex-presidente, exibição de vídeos e áudios daquele que ainda é considerado o maior detentor devotos à direita. O difícil, avaliam alguns, será ultrapassar esse eleitorado, de forma a garantir uma vitória no segundo turno. Para que isso ocorra, será preciso se livrar das vinculações a Daniel Vorcaro e do “Tariflávio”, a cada dia mais forte na internet.
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Na defensiva/ Desde que vazaram os áudios em que Flávio Bolsonaro chama o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de “meu irmão”, o pré-candidato ao PL à Presidência da República não conseguiu colocar sua pré-campanha em voo de cruzeiro. Quando achou que havia respirado com a visita a Donald Trump, terminou atropelado pelo novo tarifaço anunciado pelo governo Trump. E, para completar, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ao tentar ajudar o irmão, complicou ainda mais ao citar o Zelle, o sistema de pagamentos privado que funciona somente no sistema bancário norte-americano, em alguns bancos filiados. Já o Pix brasileiro é público, universal e gerido pelo Banco Central do Brasil. Não demorou para que as redes taxassem os bolsonaros como “entreguistas” e “inimigos do Pix”. Os estrategistas agora terão que quebrar a cabeça para tentar jogar mais esse problema para escanteio.
Agora, faz sentido
Muita gente no BRB achava estranho quando Paulo Henrique Costa dividia as operações do banco com o Master em parcelas inferiores, mas não desconfiava que era de caso pensado para burlar os processos de controle. Depois que a história dos apartamentos veio à tona, a decepção por ali foi grande.
Sem clima
A avaliação geral é a de que dificilmente PHC terá um ambiente amistoso e cordial para, talvez, quem sabe, um dia, voltar a trabalhar na Caixa ou em qualquer outro estabelecimento ligado ao mercado financeiro. Melhor mudar de ramo, conforme aconselham alguns advogados.
Vai ter que mudar
Será necessário muito mais do que um projeto de lei para conceder alguma isenção capaz de ajudar os micro e pequenos empreendedores na implementação do fim da escala 6×1. É que a reforma tributária veda novas isenções fiscais. Dentro do Senado, há quem defenda que é preciso votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar essa saída ao empresariado.
Por falar em 6×1…
O governo ficou preocupado ao ver presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmar que encaminhará a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça. E, como não quer esperar para votar a proposta que muda a escala de trabalho, vai propor ao comandante da Casa que junte o texto aprovado na Câmara à PEC do senador Paulo Paim (PT-RS), que está pronta para ser votada em plenário. Seria uma forma de encurtar o tempo de tramitação no Senado. Alcolumbre resiste a essa solução.
Cerco às piratas
Com a sanção do “Marco Legal de Combate ao Mercado Ilegal de Jogos e Apostas” nesta semana, a expectativa do governo e do setor é sufocar financeiramente as plataformas ilegais de apostas. Agora, as operadoras de cartões de crédito devem identificar todas as transações com as casas de apostas irregulares, ou seja, as que estão fora da listagem da secretaria de prêmios e apostas.
CURTIDAS

Melhor evitar/ Ao transmitir uma live onde andava no meio da multidão durante a 34ª Marcha para Jesus em São Paulo, apoiadores de Flávio pediram nos comentários que não fizesse isso e lembraram do atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Alguns até perguntaram sobre o colete à prova de balas que o senador usava por baixo da camiseta.
Homenageado I/ No último dia do XIV Fórum de Lisboa, 15 magistrados e políticos se juntaram em torno do ex-presidente Michel Temer, para marcar os 10 anos de sua ascensão ao Planalto (foto). Logo depois do almoço, o ex-presidente posou para fotos, ladeado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, seu ex-ministro da Justiça, indicado por Temer ao Supremo. E, ainda, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Luís Salomão, e o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, do STJ, além dos aliados Carlos Marun, ex-ministro-Chefe da Secretaria de Governo, e Henrique Pires, advogado e ex-presidente da Funasa.
Homenageado II/ No almoço, Temer recebeu uma placa com os dizeres “único jurista empossado com supremo magistrado da nação brasileira após a promulgação da Constituição Cidadã de 1988”. E, ainda, “pela passagem em 12/05/2026 dos 10 anos do início de seu governo”
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 3 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Não foi desta vez que Donald Trump, conseguiu ajudar o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). E o que levou até alguns bolsonaristas a essa conclusão foi o fato de Trump publicar uma foto com elogios ao senador apenas seis dias depois da visita do filho 01 ao presidente dos Estados Unidos e menos de 24 horas após o anúncio de mais um tarifaço sobre produtos brasileiros. Nesse sentido, mesmo que Flávio não tenha trabalhado por novas taxações ou contra o Pix, o termo “tariflávio” viralizou na internet. Na tarde de ontem, foi o segundo assunto mais comentando na rede social X (antigo Twitter). Em primeiro ficou “O Pix é nosso” e, em terceiro, “Bolsonaros inimigos do Brasil”. Tal qual como “Taxad”, em referência ao então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o senador terá que trabalhar para se desvincular do possível novo tarifaço durante a campanha.
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Vem jogo de empurra/ No calor dos acontecimentos e de empresários fazendo cálculos, o que se viu nas últimas 24 horas, e que prosseguirá nos próximos dias, é o governo acusando os “meninos de Bolsonaro” de jogarem contra o Brasil. E muita gente diz que se Flávio tivesse solicitado que o governo dos Estados Unidos não tarifasse o Brasil, teria dito isso na coletiva que concedeu após o encontro com Trump. No meio de toda essa confusão, restará ao grupo mais aliado ao senador acusar o governo de não conseguir negociar. Mas, na internet, onde eles navegam de braçada, essa leitura não ganhou tração.
E o Pix, hein?
A oposição está indignada com as acusações do governo de que há um trabalho contra o Pix. Membros do PL lembram que a forma de pagamento foi lançada no governo de Jair Bolsonaro e que ninguém vai abrir mão dele. E mais: afirmam que é “jogo baixo” o governo dizer que Flávio trabalhou pelo fim do Pix com argumento de que as facções criminosas utilizam o pagamento para lavagem de dinheiro.
Nem vem
Hoje, as transações acima de R$ 5 mil são monitoradas pela Receita Federal, tal como as movimentações de mesmo valor em cartões de crédito. Ou seja, não dá para culpar o Pix pela movimentação do crime organizado.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro…
O PL faz uma pesquisa interna para ver qual será o melhor nome para concorrer ao Senado pelo estado. Alguns nomes no partido do ex-presidente Bolsonaro já dizem que o deputado e líder da bancada na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, está fora da disputa porque o pastor Silas Malafaia é contra a candidatura.
Melhor de dois Carlos
Os outros dois nomes, deputado Carlos Jordy e senador Carlos Portinho, seguem na disputa. O líder do PL no Senado já conversou com Flávio Bolsonaro reforçando sua intenção de disputar a vaga para continuar na Casa. Os prefeitos também têm saído em defesa da indicação do senador. Quanto à Jordy, fontes ligadas ao partido acreditam que ele seja o favorito entre os dois, por ser muito mais ligado aos bolsonaristas-raiz e ser próximo do clã.
CURTIDAS

Música para o empresariado/ No jantar com empresários de Minas Gerais, Flávio Bolsonaro fixou seu discurso em tributos — “a carga está excessiva”, apregoou — e segurança pública. É por aí que ele pretende levar a campanha.
E Daniel Vorcaro?/ Não faz parte do discurso do senador na campanha. Ali, o objetivo é falar de segurança, economia, atacar o PT, Lula e o governo.
Ele tem a força/ O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG, foto) foi o mais aplaudido ao ser anunciado no encontro do partido com Flávio em Minas Gerais. E, ao falar, relembrou o caso da facada em Bolsonaro em Juiz de Fora, no interior do estado. Não por acaso, Flávio estava de colete balístico por baixo da camisa no evento partidário.
Mote de campanha/ Nikolas fez o papel de mestre de cerimônia numa parte do encontro do partido em Minas. Ao chamar pelo deputado Domingos Sávio, pré-candidato ao Senado, pergunta: “Vai votar a favor do impeachment de ministro do Supremo Tribuna Federal?” Domingos Sávio nem pestanejou ao responder: “É para já!”
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 31 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Quem acompanha de perto o caso de Daniel Vorcaro faz uma comparação direta com do empreiteiro Marcelo Odebrecht e sua empresa. Nos idos de 2015, até pedir desculpas ao Brasil, em 1° de dezembro de 2016, a Norberto Odebrecht — hoje Novonor — soltou uma série de notas de esclarecimento dizendo ser mentira qualquer envolvimento em irregularidades relacionadas aos pagamentos de propina revelados na Operação Lava-Jato. Tal qual a turma da Odebrecht, Vorcaro inicialmente negou tudo. Depois, apresentou uma delação rejeitada porque incluiu ali a perspectiva de retorno ao mercado financeiro e ao status de banqueiro. Agora, o que se diz é que ou o ex-banqueiro fala ou permanecerá preso. Foi assim com Marcelo Odebrecht e o departamento de propina que mantinha em sua empresa. O empresário virou a página daqueles tempos obscuros. O avô dele, Norberto Odebrecht, que dedicou a vida à construtora, morreu em 2014 e não chegou a ver o neto preso. O pai dele, hoje com 81 anos, mandou demitir o filho do comando da companhia e, à época, coordenou o processo de delação premiada, o maior da história do país.
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Banco, só o da praça/ Marcelo hoje vive em São Paulo, afastado das empresas de construção, cuidando dos processos que ainda restam. É esta a tendência que muitos veem para o futuro de Daniel Vorcaro depois da delação. Vida de banqueiro, captando dinheiro a rodo Brasil e mundo afora? Nunca mais.
Por falar em Lava-Jato…
Apesar das semelhanças entre um caso e outro, investigadores do Master estão tomando todo cuidado para não ocorrer neste episódio o que houve com o escândalo da Lava-Jato. Lá atrás, as conversas vazadas pelo portal The Intercept Brasil terminaram ajudando a defesa de muitos personagens a anular provas.
Porta-voz de Silveira
O deputado General Pazuello (PL-RJ) explicou à coluna que votou contra a convocação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, à Comissão de Minas e Energia na Câmara, porque “não adiantava” aprovar o pedido. De acordo com o deputado, Silveira estará de férias em 2 de junho e, por isso, outra pessoa seria designada para comparecer. Segundo o parlamentar, isso não resolveria o problema, uma vez que os deputados querem ouvir as justificativas do próprio ministro sobre o leilão das termelétricas. “Eu expliquei na comissão. Silveira me disse que irá, convidado ou convocado, no dia 10 de junho”, disse Pazuello.
Ficou ruim
A turma do PL não engoliu essa explicação. Afinal, conforme o leitor da coluna já sabe, o pedido de convocação partiu do deputado Evair de Melo (Republicanos-ES), um dos líderes de Jair Bolsonaro na Casa. Quando um líder do partido pede, cabe aos aliados apoiarem os pedidos.
Depois da Copa do Mundo…
Sobe na bolsa de apostas a ida do presidente do PSD, Gilberto Kassab, para o posto de candidato a vice na chapa encabeçada por Ronaldo Caiado. Mas Kassab contou à coluna que nada será decidido agora. Qualquer anúncio será feito apenas em julho. Afinal, a temporada de convenções para oficialização de candidaturas só começa em 20 de julho. Até lá, tem muito jogo. E não apenas nos gramados dos Estados Unidos, do México e do Canadá.
CURTIDAS

Combustíveis adulterados/ Na posse como presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI), o deputado Júlio Lopes (PP-RJ, foto) destacou a alta probabilidade de que o consumidor pague por combustível falsificado nos postos de gasolina. “Quando abastecemos nosso carro com um litro de gasolina, temos 40% de chance de receber 700ml, 600ml de gasolina batizada. Ao invés de recebermos uma gasolina com 30% de etanol, recebemos com 50%, 60% de metanol”, afirmou.
Pobreza zero/ Nesta terça-feira, será assinada uma parceria institucional para fortalecer a construção de políticas públicas contra a pobreza. O acordo será firmado entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a ONG Gerando Falcões. O ministro Wellington Dias e o presidente da instituição, Edu Lyra, estarão à frente do evento, que será no Polo da ONG em Poá (SP).
Preparem os estoques e os bolsos/ No XIII Forum de Lisboa, no ano passado, as autoridades e os advogados endinheirados que passaram pela tradicional loja de vinhos A Garrafeira levaram todas as caixas do tinto Pera Manca (entre R$ 2,7 mil R$ 5 mil a garrafa). Na semana que vem, com a maior edição já prevista do evento, a turma do direito aposta que não será diferente. Começa amanhã uma semana de muitos bastidores regados a bons e caros vinhos na capital portuguesa.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 29 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O acordo entre o governo federal e o GDF para salvar o Banco de Brasília é motivo para comemorar, mas quem entende do riscado afirma que todo o movimento ainda não permite colocar uma pedra sobre esse tema BRB/Master. Ainda vem por aí a possível delação de Paulo Henrique Costa, o ex-presidente da instituição, e a do ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro — que, conforme o leitor da coluna já sabe, trabalha uma nova proposta nesse sentido. Logo, a tensão política não se dissipou. Há apenas um alívio institucional, o que por si só, é considerado uma vitória.

Por falar em alívio institucional…/ Especialistas do mercado financeiro avaliam que o acordo fechado ontem, que resultará no empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ao BRB, cria um precedente. “Em operações de crédito de entes federativos, o aval da União melhora a segurança para o credor, porque o Tesouro Nacional fica como garantidor. Nesse aval, a fiança é de um sindicato de bancos e contragarantias do DF, como receitas de Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). A medida reduz risco sistêmico imediato, mas cria precedente institucional sensível ao dispensar limites fiscais ordinários e concentrar monitoramento no STF” , comentou o consultor financeiro Carlos Henrique Silva Junior. Ou seja, outros entes federados e instituições financeiras podem querer o mesmo, o que foge do rito comum.
Preço a pagar
Os partidos mais à esquerda ficaram revoltados a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) das Igrejas, que garante imunidade de impostos sobre a aquisição de bens e serviços de templos de qualquer culto. Tem muita gente apostando que essa proposta foi moeda de troca para que o Centrão não criasse problemas na votação da PEC que acabou com a escala 6×1. A esquerda foi surpreendida e votou contra. “Esse tipo de acordo eles (Centrão) não nos colocam” , reclamou o deputado Tarcísio Motta (PSol-RJ).
A Fazenda tomou um susto
Ninguém esperava que, numa sessão com votação remota, houvesse quórum para votar uma emenda constitucional, que requer 308 votos sim para ser aprovada, ainda mais numa quinta-feira. Essas sessões costumam durar no máximo duas horas. Mas, ontem, foram sete horas para garantir a aprovação nos dois turnos.
6 x 1 e o Senado
Os senadores oposicionistas começaram a se movimentar para modificar o texto do fim da escala 6 x 1 no Senado. A ideia é discutir um modelo de período de transição maior para a redução das horas trabalhadas. Esse, porém, é o plano B. O plano A da oposição é tentar emplacar a sugestão do senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê pagamento de salário por horas trabalhadas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a proposta à Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
Melhor de três
Os deputados Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e o senador Carlos Portinho estão na briga pela vaga de candidato ao Senado pelo PL do Rio de Janeiro, aberta com a desistência do ex-governador Cláudio Castro ao pleito. Portinho é líder do PL no Senado há seis anos e comandou a bancada governista durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O teste das urnas
Portinho está no páreo, embora tenha assumido o mandato porque era primeiro suplente do senador Arolde de Oliveira, que morreu na pandemia, em 2020. À coluna, Portinho afirmou: “Todos sabem que eu trabalhei o meu mandato para a minha reeleição. Fui eleito melhor senador do Brasil e estou dentro da campanha do Flávio até o pescoço para elegê-lo” .
CURTIDAS
O que vem por aí/ Crescem as apostas sobre pré-candidaturas ao Senado ficando pelo caminho, tal como ocorreu com Cláudio Castro. O prazo das convenções para oficialização das postulações só abre em 20 de julho. Tem muita tente dizendo que, se a Polícia Federal (PF) trabalhar direito, outros cairão antes disso.
E tem mais/ O receio não pega apenas nestas eleições de outubro. Mas se estenderá às mesas diretoras da Câmara e do Senado em 2027. Ou seja, a tensão continuará seja quem for presidente eleito.
E a CMO, hein?/ Quem procura saber dos parlamentares quando será instalada a Comissão Mista de Orçamento (CMO) ouve como resposta: “Pergunte ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)” . Quem já foi dessa comissão diz que a CMO só deve ser instalada após as eleições e a Lei de Diretrizes Orçamentárias será apreciada junto com a Lei Orçamentária Anual (LOA), em novembro.
Lembrança/ Após acompanhar a votação do fim da escala 6×1, o padre Júlio Lancellotti voltou à Câmara dos Deputados para entregar à deputada Erika Kokay (PT-DF) o livro Dilexi Te — Sobre o Amor para com os Pobres, do papa Leão XIV. De acordo com o padre, o documento é uma herança do papa Francisco, que começou a escrever a obra e seu sucessor resolveu compartilhar com o mundo.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 27 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Sem meios de evitar a aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara, os empresários jogam em três frentes: a primeira, tentar adiar a votação da proposta pelos deputados. A segunda é modificar o texto, ampliando a transição. E, paralelamente a esses movimentos, tentar conquistar o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que vai jogar uma no cravo e outra na ferradura, de olho na própria reeleição para presidir o Senado.

Embora a oposição aposte que o presidente do Senado não levará a Proposta de Emenda à Constituição a voto neste semestre, tem muita gente certa de que o senador pelo Amapá não vai querer ser o “o coveiro” de um tema que mobilizou a sociedade. Se a onda estiver mais favorável ao projeto, ele não vai contrariar os anseios da sociedade, especialmente, no seu estado. Mas o governo não está tão confiante. Tanto é que o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, saiu-se com essa: “Espero que Alcolumbre tenha compromisso com o povo” .
Cai o primeiro governador
Assim, os deputados e senadores se referem a Cláudio Castro e o caso Master. A avaliação geral é a de que outros virão. Especialmente, de estados que tiveram seus institutos de previdência com carteiras de investimentos vinculadas ao banco de Daniel Vorcaro. Inclua-se na conta o Distrito Federal.
Proteção aos aposentados
O líder do PSol na Câmara dos Deputados, Tarcísio Motta (RJ), apresentou um projeto apelidado de “PL Anti-Vorcaro” . A proposta tenta blindar os recursos da Previdência contra riscos do mercado financeiro. O texto determina que 80% dos recursos dos fundos de pensão sejam investidos em ativos públicos seguros, como títulos do governo e instituições financeiras públicas. E os 20% restantes poderão ser investidos na iniciativa privada, mas seguindo critérios rígidos de transparência.
E as candidaturas, hein?
Até o período de convenções partidárias, em meados de agosto, ninguém está seguro como candidato. Leia-se o caso de Aldo Rebelo no Avante comandado por João Caldas.
Alerta máximo!
Especialistas tributários estão preocupados com o efeito da Reforma Tributária na inflação de 2027. Alguns têm defendido que a maioria dos empresários não vai saber calcular a forma de aplicar preço nos produtos corretamente, e há um grande risco de tudo ficar mais caro por causa da dupla tributação: modelo antigo adicionado com modelo novo, em vez de retirar os impostos que não serão mais usados com a implementação da reforma. Por isso, acham que a inflação pode bater a casa dos 7%.
CURTIDAS

A ponta do arco-íris/ Fontes ligadas à Polícia Federal calculam que Daniel Vorcaro tenha, no mínimo, R$ 180 bilhões escondidos em algum paraíso fiscal. A suspeita foi levantada depois da oferta de R$ 60 bilhões do ex-banqueiro para tentar compensar os danos causados ao setor financeiro e, segundo a PF, “comprar” sua delação premiada.
E o Flávio, hein?/ O pré-candidato do PL ao Planalto volta dos Estados Unidos com uma foto, em pé, ao lado de Donald Trump, mas, até o fechamento desta edição, sem nenhum pronunciamento oficial por parte da Casa Branca. Agora, vai começar uma onda de versões sobre o encontro na internet, com gente, inclusive, dizendo que a foto foi montada. No mar de fake news em que o mundo vive, vale tudo.
Honra para Edinho/ O presidente do PT, Edinho Silva, recebeu, ontem, o título de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro. A honra foi conferida pelo vereador Leonel de Esquerda (PT).
Pentacampeã/ A Vale é reconhecida como maior investidora do esporte no país pela quinta vez consecutiva. A empresa recebeu, nesta semana, a Comenda Incentivadora do Esporte, concedida pela Câmara dos Deputados àquelas que mais investem em esporte, via leis de incentivo. Só em 2025, a Vale investiu R$ 143,3 milhões em 171 projetos sociais esportivos. Somando esse investimento aos das empresas controladas, o valor chega a R$ 191,5 milhões para 175 projetos, desdobrados em 469 iniciativas em vários estados do país. O prêmio foi recebido por Bruno Queiroz (D), da equipe de responsabilidade social da empresa, que estava acompanhado do deputado Luís Lima (Novo-RJ) (E).

Por Eduarda Esposito* — Os pré-candidatos à Presidência Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão) defenderam a reforma do Poder Judiciário, caso eleitos, durante o painel “Planalto 2026” no Fórum Esfera Guarujá neste sábado (23/5). Para o ex-ministro Rebelo, a reforma deve ser feita no primeiro dia de mandato.
“Tem que começar com emenda à constituição que tem que ser apresentada no primeiro dia do governo, chamo de emendão. Todos os artigos que dão ao Supremo (Tribunal Federal) poder de interferir e substituir os demais poderes tem que ser revogados, senão o país se torna ingovernável”, defendeu Aldo que luta para manter sua pré-candidatura pelo partido (leia mais no blog).
Para o pré-candidato, é o STF quem tem decidido se haverá ou não Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e sobre o Orçamento, o que considera inconstitucional. “Isso se chama usurpação de atribuições e gera, não apenas insegurança jurídica, mas insegurança institucional entre os Poderes”, pontuou.
Renan Santos seguiu uma pensamento semelhante na questão da atuação do STF em relação aos demais Poderes. Para Santos, a suprema corte não pode agir como última instância.
“O Judiciário tem que cumprir apenas o papel de guardião da Constituição e de ator que discute temas abstratos ligados à questão da constitucionalidade e não mais como última instância do processo legislativo”, defendeu.
O pré-candidato do Missão ainda criticou a atuação de escritórios ligados aos ministros dentro da Suprema Corte. “Ministros do STF não podem ter escritórios ligados a eles fazendo negócio por aí. Todo mundo sabe que isso ocorre. Decisões monocráticas tem que acabar e tem que haver filtro de entrada. São oito mil ações que rolam no STF brasileiro, enquanto a Suprema Corte americana tem 50”, destacou.
Por fim, Santos seguiu Rebelo sobre a temporalidade ao defender que as ações referentes ao Judiciário precisam ser feitas no começo do mandato, mas enfatizou que não quer uma guerra com o Supremo.
“Um presidente que chega com moral, coisa que infelizmente os que estão primeiro nas pesquisas não tem, tem que chegar com essa moral e não para guerrear com o STF. Eu não quero guerra, quero que todo mundo tenha suas atribuições e aí sim o poder executivo recupera seu poder de executar, porque falta ao Brasil poder de execução”, finalizou.
Barroso comenta as dificuldades em regular a inteligência artificial

Por Eduarda Esposito* — O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso participou do Fórum Esfera Guarujá comentando sobre a Inteligência Artificial. O ex-ministro destacou os benefícios e malefícios da tecnologia. Para Barroso, a sociedade precisará ser educada para lidar com as consequências do desenvolvimento da IA.
“Do mesmo modo que se democratizou o acesso também se abriram as avenidas para a desinformação, pros discursos de ódio, para as teorias conspiratórias. A IA traz muitos benefícios, maior capacidade de tomada de decisões, porque pode armazenar muito mais informações que o cérebro humano e processá-las com muito maior velocidade. A massificação da desinformação é um problema preocupante porque todos somos ensinados a acreditar naquilo que a gente vê e o dia que nós não pudermos mais acreditar naquilo que a gente vê e ouve, a liberdade de expressão terá perdido o significado. E isso é um pacto muito grande sobre a democracia que pressupõe as pessoas estarem esclarecidas e informadas”, explicou.
Regulação da IA
Na visão do ex-ministro, regular algo em andamento torna tudo mais complicado, principalmente quando não se sabe até onde a IA vai chegar. “Regulação da inteligência artificial antes de chegar no direito é muito difícil. Primeiro que você tem que regulá-la como trem em movimento. Está todo mundo querendo produzir o mais rápido possível a maior inovação. Mil cientistas já pediram duas vezes para dar uma pausa até ter um código de ética. Ninguém para porque ninguém quer ficar para trás. A segunda dificuldade de você regular juridicamente é a velocidade da transformação”, comentou.
Barroso explica que o impacto no Judiciário pode ser extremamente positivo. Relembrou que o STF reduziu os processos de 150 mil para 20 mil com o auxílio da ferramenta. “Apenas com um programa capaz de fazer uma seleção daquilo que já tinha precedente para mandar embora os recursos repetitivos”, destacou.
Outra dificuldade nessa questão é a regulamentação tributária, principalmente de empresas que atuam no mundo digital e cria desafios para estabelecer um regramento adequado. “Houve uma territorialização, o sistema tributário é preparado para a tributação física, a saída da mercadoria, a entrada da mercadoria no país. No mundo que é virtual, você não consegue tributar adequadamente as empresas que têm maior capacidade contributiva.
*Repórter viajou a convite do Esfera Brasil
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 20 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A série de versões do senador Flávio Bolsonaro sobre sua conversa com o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro deixou uma parte da bancada do PL e de legendas aliadas com dúvidas sobre a capacidade de reverter o desgaste provocado pelos contatos e os negócios entre os Bolsonaro e o ex-banqueiro. Até aqui, as explicações deixam a desejar, e a maioria não está totalmente segura de que nada mais aparecerá. Em conversas reservadas, muitos dizem que virão novos fatos sobre os negócios do senador.
Omissão até vai…/ …, mas mentira não. A bancada do PL ainda está chateada com a falta de comunicação do senador Flávio Bolsonaro sobre as negociações com Daniel Vorcaro. Os integrantes do PL avaliam que honestidade é um dos valores mais defendidos pelos conservadores e, nesse sentido, se surgir algo além do encontro já divulgado, talvez a candidatura de Flávio não suporte, porque ficará configurado que ele mentiu aos seus pares. Alguns afirmam que Flávio acertou ao falar sobre o encontro, porém só o fez depois que essa informação já estava circulando no meio político. As próximas semanas serão cruciais para saber se o parlamentar sobreviverá aos solavancos da montanha-russa.
Esqueça aliança formal
A relação exposta pelo The Intercept Brasil sobre o financiamento de Daniel Vorcaro ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro fragilizou o apoio do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Para o PP, por exemplo, a “crise” começou ainda na conduta de Flávio com a busca e a apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O filho do ex-presidente disse que “as acusações são gravíssimas” e soltou um “parabéns, Mendonça” . Nada disse foi bem-visto pela bancada do PP. Já há um movimento pela neutralidade em curso, ou seja, o PP não apoiar ninguém oficialmente na eleição presidencial.
É o que tem para hoje
Tem muita gente no PL reclamando de Flávio Bolsonaro e com receio de problemas, mas ninguém baterá na porta do ex-presidente Jair Bolsonaro para pedir a troca de candidato. Afinal, o melhor nome que o bolsonarismo tinha, o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não pode concorrer ao Planalto este ano, porque não se desincompatibilizou do cargo estadual.
Não tem o que fazer
Alguns parlamentares do PL estão frustrados com o desgaste de Flávio, mas Michelle Bolsonaro não é vista como uma opção, nem mesmo na ala mais moderada do partido. Sua viabilidade é defendida apenas em um nicho muito pequeno, e isso, de acordo com parlamentares, deve-se à falta de confiança do próprio Jair Bolsonaro e dos filhos na ex-primeira-dama.
E a 6 x 1, hein?
Está prevista para hoje a apresentação do relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na comissão especial. Uma das mudanças deve ser a contagem de horas, que passaria a ser contabilizada mensalmente e não mais semanais, embora haja o desejo de manter a proporção de 40 horas. O texto também não deve definir um número máximo de horas extras. Ainda na noite de ontem, o relator, Léo Prates (Republicanos-BA), negociava com os partidos os últimos detalhes, sob a orientação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
CURTIDAS

Enquanto isso, na Ásia… / O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira (foto), faz um périplo por países asiáticos em busca de novos mercados para produtos brasileiros. Lá, descobriu o interesse do Japão em importar petróleo do Brasil.
… tem jogo/ está todo mundo buscando meios de fugir do conflito e do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circula o óleo que sai do Oriente Médio. A aposta é de que a guerra criará novas rotas de comércio e de produtos.
Alfinetou/ Durante sua apresentação na XXVII Marcha dos Prefeitos, o senador Flávio Bolsonaro falou sobre muitos assuntos — como economia, segurança pública e tecnologia —, mas excluiu os fatos recentes sobre o filme biográfico de seu pai, Jair Bolsonaro. Ovacionado, ele aproveitou o momento para dar uma indireta ao presidente Lula, que não marcou presença: “Um grande desrespeito não comparecer a um evento como esse” .
Nem todo mundo/ Enquanto o senador Flávio Bolsonaro citava que é empresário, advogado, esposo e pai, um dos participantes da Marcha dos Prefeitos questionou da plateia: “Rachador também?”
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 19 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A reunião desta terça-feira com os próceres do PL será a chance de o senador Flávio Bolsonaro convencer o próprio partido de que tudo não passou de um grande “engano ou mal-entendido” . O que se diz entre os correligionários do parlamentar é que, se ele não conseguir deixar os seus aliados convictos de que a relação com Daniel Vorcaro não era tão próxima quanto dão a entender os diálogos, será difícil manter uma campanha forte em defesa do pré-candidato ao longo dos próximos meses.
Aliás…/ Dentro do PL, já há muita gente olhando para o retrovisor, arrependida de ter deixado Tarcísio de Freitas candidato ao governo de São Paulo, porque cresce a cada dia a certeza de que ele seria o melhor nome para concorrer contra o presidente Lula. Se Flávio não convencer, o movimento pró-Ronaldo Caiado ganhará força dentro do partido, tal e qual já se vê no mercado financeiro, em que, conforme o leitor da coluna já sabe, o senador Flávio Bolsonaro perdeu musculatura.
Quem está seguindo Arruda?
De volta à política como pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda enfrenta por esses dias uma situação, no mínimo, preocupante. Em 30 de abril, ao sair de casa para buscar a filha na escola, ele percebeu que estava sendo seguido. Mais tarde, ao chegar à casa de um amigo para almoçar, na QI 9 do Lago Sul, foi avisado pelo caseiro que estavam fotografando a casa. E o mesmo veículo que o seguira mais cedo, um Renault Clio, cor preta, estava parado na rua.
E com que objetivo?
A perseguição continuou até que Arruda, ao parar o carro nas proximidades do Centro Comercial Gilberto Salomão, foi ultrapassado pelo veículo. No semáforo, o ex-governador emparelhou seu automóvel com o do perseguidor e perguntou por que estava sendo seguido. O sujeito mostrou uma arma de fogo, da qual Arruda não se recorda o calibre. O caso agora está em apuração pela polícia do DF. As duas perguntas — quem mandou seguir Arruda e por quê — seguem sem resposta pelas autoridades de segurança pública.
Se insistir, vai se desgastar
No Senado, já há pareceres em elaboração para que qualquer tentativa de reapresentar o nome de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal seja devolvida. Afinal, a Casa já deliberou sobre isso nesta sessão legislativa e não irá apreciar o mesmo nome novamente.
CURTIDAS

Mágoas/ O ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato ao Planalto, tem um vídeo em que João Caldas, presidente do Avante, cita o nome dele como candidato à Presidência da República. Aldo tem dito aos quatro ventos que sua candidatura está mantida.
Ciro e a energia I/ O deputado Danilo Forte (União-CE) encontrou um conterrâneo para ajudar na luta pela energia limpa. Pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) reforça em suas redes a campanha contra o leilão para a contratação de termoelétricas movidas a carvão, gás e óleo diesel.
Ciro e a energia II/ “Enquanto o mundo inteiro procura investir em energia limpa e mais barata possível, o governo brasileiro faz o contrário: privilegia energia a carvão, a gás, energia suja. Isso gera mais inflação, compromete o potencial de hidrogênio verde, e você paga mais cara a sua conta de luz.”
Sarney da Academia/ O ex-presidente José Sarney (foto), que ocupa a cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras, lança, nesta quarta-feira, às 18h30, no Salão Negro do Congresso Nacional, uma coletânea com três romances, O Dono do Mar, Saraminda e A Duquesa Vale uma Missa.
Coluna Brasília-DF publicada no Sábado, 16 de maio de 2025, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Os gabinetes do Senado Federal estão em polvorosa com a expectativa do movimento de milhares de prefeitos pelos corredores do Congresso Nacional na próxima semana. A partir de segunda-feira, será dada a largada da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Mais de12 mil gestores e três mil prefeitos estão confirmados, mas esse número ainda pode aumentar, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que promove o evento, e que promete ser a maior edição da história.
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Realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), no Setor de Clubes Sul, a Marcha dos Prefeitos será marcada pela primeira sabatina presencial com os os principais pré-candidatos à Presidência da República. A programação política terá início na terça-feira. Confirmaram presença o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), além de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). Eles devem responder às perguntas dos participantes nas mais diversas áreas da administração municipal ao longo dos dias 19 a 21, data final do evento. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava confirmada até o fechamento desta edição.
Flávio na berlinda
Apesar de uma parte do mercado financeiro ainda aguardar os desdobramentos do impacto do vazamento das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negociando recursos para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse (Cavalo Negro, na tradução literal), alguns analistas já começam a admitir que a candidatura do filho 01 morreu, conforme informou ao Correio um analista de uma grande gestora de ativos financeiros, que pediu anonimato.
Chapa competitiva
“A busca, agora, é por chapa competitiva e que tenha pelo menos uma mulher na composição”, disse o analista. Na avaliação dele, o fato de Flávio ter sido atingido, contudo, não significa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está reeleito. “É muito cedo para concluir isso. Há opções maduras na direita”, acrescentou. Na avaliação dele, o centro e a direita do país precisam ser pragmáticos e trabalhar por outro candidato o quanto antes para que a chapa tenha condições de ser mais competitiva contra Lula e Geraldo Alckmin. “Se a política falhar (novamente), aí sim entregarão mais quatro anos para Lula”, afirmou.
Caiu nas redes
Após o vazamento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, os petistas não perdoaram e fizeram uma música sertaneja por inteligência artificial (IA) com as falas do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro para o ex-banqueiro intitulada “Estarei sempre contigo”.
Deu certo
Os bolsonaristas mais fiéis usam as redes sociais para defender o patrocínio “oculto” do Banco Master ao filme biográfico de Jair Bolsonaro Dark Horse. De acordo com internautas, Daniel Vorcaro patrocinou o projeto para receber parte dos lucros da bilheteria do projeto. Do outro lado, os petistas estão felizes coma nova postura do PT em publicar, diversas vezes, o áudio vazado. Não só comemoraram, como pediram mais. De acordo com alguns, a esquerda aprendeu a usar as mesmas ferramentas que a direita.
Rachou legal
Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro não gostaram nada das críticas enfáticas do pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). O momento gerou um racha dos mais próximos de Flávio Bolsonaro com o mineiro. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), afirmou à coluna que a ruptura não engloba o partido Novo. Mesmo com uma tentativa de Flávio em apaziguar o atrito, ainda há quem não queira uma reaproximação por enquanto.
Pressões por delações I
Detentos presos preventivamente por conta da Operação Sem Desconto, que apura as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dizem sofrer pressão para firmarem acordos de delação. De acordo com as alegações, a ação ocorreria no Bloco 5 da Penitenciária do Distrito Federal (PDF) IV. A parentes e advogados, eles contam serem vítimas de pressão psicológica para forçá-los a assinar acordos de colaboração. Entre as queixas estão ter de dormir em colchões cortados pela metade, receber quentinhas já abertas, ouvir barulhos altos e intermitentes de equipamentos de raio-x instalados na porta das celas e até permanecer por horas em um espaço apertado após receberem a visita de seus defensores.
Pressões por delações II
Os presos dizem que são pressionados a entregar eventual participação de autoridades do Tribunal de Contas da União (TCU) e dos Poderes Legislativo e Judiciário na suposta organização criminosa investigada. Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou “que todas as rotinas de custódia, movimentação, segurança e atendimento aos reeducandos nas unidades prisionais do DF seguem protocolos operacionais padronizados, fundamentados na legislação vigente, nas normas de segurança penitenciária e nos princípios previstos na Lei de Execução Penal”. Sobre eventual pressão para firmar acordo de delação, a Seap disse que “não há, até o presente momento, registro formalizado na Corregedoria da Pasta acerca de supostas abordagens indevidas e que toda denúncia recebida pelos canais oficiais é devidamente apurada, com rigor e observância ao devido processo administrativo”
Colaborou Renato Souza












