Categoria: Congresso
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nesse “esquenta” da campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana com desgastes por causa dos inquéritos envolvendo seu filho Fabio Luís, o Lulinha, e o empréstimo da lobista Roberta Luchsinger, amiga dele, a um dos principais assessores do gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Porém, no Planalto, a avaliação é de que nada disso envolve diretamente o presidente. No caso do filho, Lula tem o discurso de que está sob investigação e o ministro que indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, é tão independente que abre inquérito contra o primogênito do presidente. Em relação ao assessor, caberá a ele se explicar o mais rápido possível. A ordem é evitar que isso se prologue por mais dias. Afinal, a partir de 16 de agosto, quando a campanha começa de fato, com o ato em São Paulo, o presidente quer poder cuidar de mostrar os feitos de seu governo. E não ficar respondendo sobre suposto envolvimento, nem do filho, nem do assessor. Cada um que cuide de si.
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E o senador, hein?/ A visão no Planalto é a de que Flávio Bolsonaro, ao contrário de Lula, tem explicações a dar, uma vez que foi pessoalmente pedir que Daniel Vorcaro contribuísse para o filme Dark Horse chamando o enrolado ex-banqueiro de “meu irmão”. Até aqui, o contrato não foi apresentado pelo pré-candidato. No calor da campanha, será Flávio — e os demais — acusando Lula, enquanto Lula — e os demais — acusarão Flávio. E o eleitor que durma com um barulho desses.
Maria Luíza pagou a conta
Não há diplomata brasileiro que não esteja surpreso com o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luíza Viotti, por causa do que os norte-americanos consideram demora do governo brasileiro em conceder o “agrément” a Daniel Perez como futuro embaixador dos EUA no Brasil. Primeiro, porque o “agrément” é algo sigiloso e só divulgado quando o país que receberá o embaixador concorda com a indicação — e não há prazo para que isso ocorra.
Inversão dos fatores
Embaixadores comentam que seria preciso que o governo brasileiro aceitasse a indicação para, em seguida, o nome fosse enviado ao Senado norte-americano para deliberação. O envio ocorreu sem o “agrément” do Brasil. Algo tão inusitado quanto o cancelamento do visto.
A força de Vigilante
A pesquisa Correio/Opinião publicada hoje indica que se Chico Vigilante abraçar algum candidato do PT à Câmara dos Deputados, as chances de ajudar o escolhido a chegar lá cresce. Ele é o petista mais citado na hora do entrevistado elencar em quem votará para deputado federal. Bem abaixo vem o deputado distrital Ricardo Vale (PT).
Chama o Lula!
Os petistas estão confiantes na candidatura de Leandro Grass, o nome da esquerda que aparece melhor na pesquisa de hoje. A aposta de alguns palacianos é de que se Lula entrar na campanha, as chances de chegar ao segundo turno crescem, ainda que o Distrito Federal tenha um eleitorado mais conservador. Dos cenários apresentados para o segundo turno, apenas José Roberto Arruda aparece bem no mano a mano contra a governadora Celina Leão.
CURTIDAS

Tem para todos/ O escritório de advocacia Aragão & Tomaz, com uma máquina de contar dinheiro, é mais um ponto que deixa o PT constrangido. Afinal, Eugênio Aragão, sócio de Willer Tomaz no escritório, foi o último ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff. E Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro.
Sanduíche de pão com pão/ À exceção de Lula, que tem o PSB de Geraldo Alckmin (foto) como seu parceiro de chapa, todos os demais candidatos ao Planalto caminham sem um outro partido disposto a apresentar um nome à Vice-Presidência. Romeu Zema (Novo) optou pelo senador Eduardo Girão (CE). Nas hostes de Flávio Bolsonaro (PL), as deputadas do partido ganham força para uma composição. A única que está fora de cogitação é a ex-primeiradama Michelle Bolsonaro. Os dois com o mesmo sobrenome não dá.
Pede para sair/ Após mais uma fase da Operação Sem Desconto, desta vez contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), as apostas por lá são de que a candidatura à reeleição tornouse inviável e puxa para baixo a chapa do candidato ao governo Orleans Brandão (MDB). Mesmo com a péssima repercussão das investigações, a decisão de sair do pleito terá de ser do senador.
A hora do debate/ A segurança jurídica e sua necessidade para o desenvolvimento da infraestrutura do país está em pauta hoje, a partir de 8h, no 8º Brasília Summit LideCorreio Braziliense, no Hotel Brasília Palace. Juristas como o ministro Gilmar Mendes e demais autoridades vão debater esse tema, que terá ainda empresários, parlamentares e especialistas no setor de regulação — como o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e o presidente da Associação das Agências Reguladoras (Abar), Vinícius Benevides.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 4 de agosto de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito
Na volta do recesso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, fez o que se esperava: defendeu a urna eletrônica e o sistema que consagra a democracia brasileira. Para comprovar o que diz, pretende promover diversas demonstrações públicas, entre atividades educativas e visitas guiadas, acerca da “transparência” e “robustez” da urna eletrônica e do sistema digital de votação.
A mensagem de Nunes Marques é um contraponto à posição de Flávio Bolsonaro em relação à lisura da disputa eleitoral no Brasil. Em julho, o presidenciável lançou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, ao mencionar uma empresa envolvida em suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas. Na ocasião, o TSE afirmou serem “falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil”.

Para além do discurso, há uma expectativa de como Nunes Marques atuará ao longo dos próximos meses na batalha das urnas. Pesquisas eleitorais, uso de deep fakes e suspeitas contra a eleição são os primeiros problemas a desafiar a corte comandada pelo ministro. Há, ainda, a vigilância de integrantes do Supremo Tribunal Federal, como o ministro Alexandre de Moraes. Ele já deixou claro ter uma visão bastante severa sobre artimanhas como o vídeo de IA com Jair Bolsonaro. Moraes cobrou explicações da campanha de Flávio, alegando possível “flagrante desrespeito à legislação eleitoral.”
Violência processual
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve aprovar, nesta terça-feira, uma recomendação para orientar magistrados a identificar e coibira violência processual de gênero — quando o processo judicial é usado para intimidar, controlar, retaliar ou revitimizar mulheres.
Não à intimidação
Relatora da proposta, a conselheira Jaceguara Dantas afirma que a medida busca impedir que o próprio sistema de Justiça seja transformado em instrumento de perpetuação da violência. Segundo ela, é comum que, após a vítima denunciar o agressor, este passe a mover sucessivas ações nas áreas cível, criminal e de família como forma de intimidação e continuidade do ciclo de violência. A iniciativa será apresentada às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha.
Suspense
Na convenção partidária estadual realizada no último fim de semana, a federação União Progressistas deixou em aberto a decisão de apoiar ou não a candidatura do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB). O evento oficializou a candidatura do deputado Arthur Lira (PP) ao Senado, mas sem nome ao governo ou apoio ao projeto de JHC. A Federação e o PSDB devem conversar mais até amanhã para selar ou declinar do apoio ao ex-prefeito.
Cálculos mineiros I
O PL de Minas Gerais entrou em campo para apoiar a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo. O presidente do diretório estadual, deputado Zé Vitor, reuniu-se ontem com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para reforçar o apoio ao senador e garantir a aliança até o final.
Cálculos mineiros II
O movimento, contudo, foi insuficiente. Agora, o PL vai recalcular rota e organizar a chapa própria ao governo mineiro. A ideia de coligar com o senador republicano era atrair o apoio da federação União Progressista e formar uma grande aliança da direita no estado.
Chapa feminina
Após a expulsão de Aldo Rebelo do partido e a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa de concorrer ao Palácio do Planalto, o Democracia Cristã aposta na força das mulheres para a corrida presidencial. O partido deve oficializar, amanhã, o nome da advogada e presidente do diretório em Mato Grosso, Clariana Barão, como candidata à presidente e o da advogada Fabiana Torquato como sua vice.

O fator Lula
Aliados do ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) acreditam que, quando o presidente Lula subir ao palanque do presidente do PSB, o nome de Campos vai deslanchar na eleição para o governo de Pernambuco. Eles afirmam que não veem Lula apoiando Raquel Lyra (PSD). Explicam que há vários gestos do PT ao PSB, como a manutenção da vice-presidência de Geraldo Alckmin. Não haveria motivos, portanto, para se fazer “uma descortesia” com João Campos.
Contas públicas
O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo Filho (foto), é um dos palestrantes do 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense. Amanhã, a partir das 8h, no Hotel Brasília Palace, juristas, parlamentares e empresários debatem a segurança jurídica e os desafios para o desenvolvimento da infraestrutura do Brasil. Todos os leitores poderão acompanhar pelas redes sociais do Correio, TV Lide e se informar sobre os principais pontos do evento na edição impressa do Correio Braziliense.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 1° de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nas conversas entre o PL e a federação União Progressista, chegou a ser sugerida uma inversão da chapa presidencial, com Tereza Cristina na cabeça e Flávio Bolsonaro no papel de candidato a vice. Diz-se, inclusive, que a chapa invertida representaria um projeto de país, enquanto a permanência de Flávio era um projeto de família. O PL não topou, uma vez que quem tem a predominância da direita hoje é o sobrenome Bolsonaro, que, aliás, ajudou muita gente a se eleger país afora nas eleições mais recentes. Zero Um chegou para ficar. E não pretende abrir a liderança do bolsonarismo para ninguém que possa representar algo que deixe o sobrenome em segundo plano.
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A senadora que, nos tempos de pandemia, como ministra da Agricultura, trabalhava noite e dia para manter o agro a pleno vapor não tinha uma candidatura à Vice-Presidência como parte dos seus planos. Esta semana foi procurada pelo PL e disse que, se o partido topasse, ela comporia a chapa. Com a negativa, Tereza, aliviada, volta-se aos movimentos no Poder Legislativo, onde, se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não concorrer a mais dois anos no comando da Casa, ela será candidata.
Suspense prolongado…
As tensões para formação das chapas não vão terminar em 5 de agosto, último prazo para realização das convenções destinadas à oficialização das candidaturas. É que, em muitos estados, os diretórios vão delegar essas decisões às comissões executivas, a fim de permitir a composição dos palanques até o dia do registro das candidaturas, 15 de agosto.
… para Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ficou de dar uma resposta final ao partido apenas no próximo domingo, mas não está descartado que isso seja prorrogado para 15 de agosto, se houver essa delegação à comissão executiva.
O dinheiro está curto
A campanha nem começou e os deputados comentam que já estão faltando recursos. Na federação petista na Bahia (PT-PCdoB-PV), por exemplo, cada deputado deve receber cerca de R$ 2 milhões. E as despesas com transporte, material gráfico e impulsionamento nas redes sociais superam esse montante. Muitos estão adeptos das vaquinhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou um teto de gastos de R$ 3,1 milhões para cada candidato a deputado federal.
Master & Bahia
Aliados dos petistas no estado acreditam que o escândalo do Banco Master, no qual o senador Jaques Wagner (PT) é investigado, não deve ser o diferencial nas eleições baianas. Isso porque o ex-prefeito de Salvador ACM Neto também terá de se explicar. Porém, nos eventos de campanha, nada disso tem sido cobrado pelo eleitor.
CURTIDAS

Master e o Congresso/ O Ranking dos Políticos ouviu deputados e senadores sobreo que pensam acerca do escândalo do Banco Master e como ele impactará as eleições de outubro. Segundo o levantamento, a maioria do Congresso avalia que o caso vai beneficiar mais Lula, 49,1% na Câmara e 57,1% no Senado. Além disso, o Centro aposta que as investigações do banco vão favorecer o petista, sendo 40,3% na Câmara e 57,2% no Senado.
“Sou candidato a governador. Não há hipótese de ser vice de ninguém” Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ADBI), que, nessa segunda-feira, será oficializado candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSB.
Assuma!/ A resistência da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (foto, PSD), e de outros candidatos a governos estaduais pelo PSD em baterem no peito e chamarem Ronaldo Caiado (PSD) de “meu candidato a presidente da República” está incomodando muita gente na política. Muitos dizem “não entender” essa postura, ainda mais com o presidente do partido, Gilberto Kassab, no papel de vice na chapa.
Segurança jurídica/ Esse é o tema central do 8º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, na próxima quarta-feira. Entre os palestrantes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva (foto).
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 31 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A conversa “produtiva” da senadora Tereza Cristina (PP-MS) com o pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ainda não é suficiente para levar toda a estrutura da federação União Progressista, que une PP e União Brasil, a fechar um casamento nacional entre eles. Para isso, será preciso o PL abrir mão de algumas candidaturas e, para completar, ajustar diferenças de projetos entre a maioria dos partidos de viés conservador coma família Bolsonaro. O que se diz nas bastidores é que Tereza Cristina, ao abrir a porta para ser vice, pretende tirar dos próprios ombros qualquer responsabilidade sobre o futuro de Flávio. Aliás, lá atrás, o próprio Jair Bolsonaro dizia não confiar em Tereza para ser vice de seu filho.
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O que vem por aí/ Os próximos dias prometem muita tensão entre União Brasil e PP, uma vez que as alianças já estão fechadas na maioria dos estados e nem todas estão alinhadas ao PL. Nem no Sul do país. No Paraná e em Santa Catarina, a federação é adversária do PL, situação que se repete em, pelo menos, outros 10estados. Essa será a queda de braço do momento.
Mensagem clara
O fato de a direção do Republicanos trazer a convenção nacional do partido para a sede em Brasília foi lido como uma forma de reforçar a neutralidade da legenda na corrida presidencial deste ano. Interlocutores afirmam à coluna que a decisão está tomada e será anunciada na próxima terça-feira. Como o foco da legenda é aumentar as bancadas no Legislativo, os diretórios têm pedido ao presidente, deputado Marcos Pereira (SP), que mantenha a agremiação neutra.
E a Bahia, hein?
É um dos lugares em que Flávio Bolsonaro deverá usar o palanque de candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado, como o do pré-candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos), para se promover. É que interlocutores próximos a ACM Neto, postulante ao governo baiano, afirmam que ele deve apoiar o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial.
Pressão para o “sim”
O ex-prefeito de Divinópolis (MG) e pré-candidato a deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do senador Cleitinho (Republicanos), foi às redes sociais pedir o apoio dos eleitores a fim de pressionar a legenda a lançar a candidatura do senador ao governo de Minas Gerais. Gleidison afirma que a demora em decidir foi devido ao luto pela perda de outro irmão, Matheus, e disse que “eles (o partido) não querem deixar ele ser candidato”. No vídeo, Gleidson elogia o presidente Marcos Pereira e acredita que a decisão de barrar Cleitinho foi apenas devido a um desencontro.
E o Lulinha, hein?
Todas as vezes que alguém do PT cita as agruras de Flávio Bolsonaro no caso BRB-Master — em especial o financiamento do filme Dark Horse —, a turma do PL rebate citando as suspeitas sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silvano escândalo dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS. Agora, com a perspectivada investigação, Lula ganha o discurso de que não protege ninguém. E, para completar, o filho do presidente não é candidato ao Palácio do Planalto.
CURTIDAS

Queremos mais/ Com quase R$ 881milhões em valor de fundo eleitoral, o PL lançou uma vaquinha virtual para arrecadar doações para a campanha de Flávio Bolsonaro. “A contribuição é fundamental para fortalecer nossa mobilização”, afirma o candidato. Mesmo com esse montante, o partido disse não ter recurso suficiente para bancar todas as candidaturas lançadas.
Empatou geral/ A última pesquisa Quaest mostrou cinco pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul tecnicamente empatados: Manuela D’Avila (PSol, foto), com 12% das intenções devoto; Germano Rigotto (MDB), com 9%; Paulo Pimenta (PT), também com 9%; Marcel Van Hattem (Novo), com 7%; e Ubiratan Sanderson (PL), com 6%. Outro dado da pesquisa mostra que 65% do eleitorado gaúcho não sabe em quem votar.
Polarização no RS/ O levantamento da Quaest também analisou o cenário eleitoral para o Planalto. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados no estado. O presidente com 30% e o senador com 32%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Melhor prevenir…/ …do que remediar. Preocupada com o efeito do El Niño nos municípios brasileiros, uma vez que há a possibilidade de se tornar um dos eventos climáticos mais intensos das últimas décadas, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) lança um guia para as cidades. O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para prefeituras, secretarias e equipes técnicas. A ideia é dar subsídio para organizar prevenção, resposta emergencial e recuperação dos territórios atingidos.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com a renovação do “emergency act” contra o Brasil publicada no Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, chovem memes nas redes sociais, em especial, no WhatsApp, insinuando o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tal e qual os norte-americanos fizeram com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Até aqui, essas postagens não têm qualquer relação com a verdade ou ações dos Estados Unidos. Porém, os que receiam o caos são unânimes em afirmar que o governo brasileiro tem que estar preparado para tudo.
Faca de dois gumes/ Qualquer ação mais radical de Donald Trump, porém, tende a jogar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no mesmo gueto que levou seu pai a perder a eleição em 2022. Naquele período, as ações radicais de apoiadores às vésperas do pleito — como, por exemplo, a então deputada Carla Zambelli correndo pelas ruas de São Paulo de arma em punho em perseguição a um apoiador de Lula — foram vistas pelos próprios aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como algo que reduziu a ampla diferença que ele teria para o petista em São Paulo. Se o governo Trump praticar qualquer ação extremista, Flávio terá novas dificuldades pela frente.
Cada um com seu cada qual
Com os excelentes índices apresentados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no levantamento da Quaest, é nele que Flávio terá que ancorar sua candidatura para ampliar a diferença em relação a Lula. Já o adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), e Lula terão que colar suas campanhas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram a corrida paulista para o Senado.
Por falar em Tarcísio…
O presidente do Republicanos no Distrito Federal, Joaquim Mauro, não esconde de ninguém que Tarcísio era o “mais preparado” para concorrer ao Palácio do Planalto. Porém, “há fatores políticos que estão acima do mundo ideal”, afirmou em entrevista ao CB.Poder.
Porta de saída
Ao dizer que será candidato a governador de qualquer jeito, o senador Cleitinho (Republicanos) corre o risco de terminar expulso do partido. Apesar do luto pelo falecimento do irmão, em 18 de julho, o partido esperava uma satisfação aos correligionários, que esperavam há meses por uma resposta. Para completar, Cleitinho, agora, chamou os partidários de “vagabundos”.
Ainda tem muito chão
A Polícia Federal ainda não concluiu as análises de todos os telefones do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Falta avaliar o conteúdo de três aparelhos, o que só aumenta o suspense entre os candidatos a estas eleições — e em todos os partidos.
CURTIDAS

Polarização eterna/ A eleição de 2026 mal começou e alguns políticos já anteveem que o mano a mano entre uma direita mais radical e a esquerda não vai passar tão cedo. Depois de Lula e os Bolsonaro, a próxima aposta é Nikolas Ferreira (PL-MG) versus João Campos (PSB-PE).
Por falar em Minas…/ Por lá, se diz que o senador Cleitinho está igual à famosa frase de José Saramago sobre o desencontro amoroso em “História do Cerco de Lisboa”: “Quando me querias, eu não te quis. Quando eu queria, não me quiseste. Quando quisemos, a vida não quis.” A vida, no caso, é o partido Republicanos.
Um adesivo de eliminação/ O adesivo redondo escrito “anti Manu” que o deputado Zucco (PL-RS) exibia no peito, com um X sobre o rosto da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D’Ávila, era da pré-candidata a deputada federal Júlia Zardo (Novo, foto). Num tom agressivo no Instagram pessoal, ela disse que trata-se de uma crítica a tudo que Manuela representa. Fez questão de colar o adesivo no peito e afirmou que seu nome havia sido apagado da reclamação feita pelo PSol. Citou, ainda, que há muros pichados em Porto Alegre coma inscrição “nocaute à extrema direta”, onde aparece o nome da ex-deputada Luciana Genro.
Em tempo/ Uma candidata a deputada federal começar a campanha ao Parlamento, a Casa do diálogo, com o adesivo “anti” qualquer pessoa, e com um x sobre o rosto de uma adversária política, corre o risco de queimar a largada.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 29 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Essa frase será muito ouvida nas campanhas dos adversários da família Bolsonaro no nível estadual e federal. O fato de todos os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro terem deixado o Rio de Janeiro para outros voos — inclusive o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina — reforçará esse discurso. Ainda que Rogéria Bolsonaro, a ex-mulher de Bolsonaro, mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente, seja cotada como candidata a deputada federal pelo PL e use o sobrenome do ex-marido, não será a mesma coisa. Até porque nenhum dos filhos conseguirá acompanhá-la diariamente na campanha. Não por acaso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Rio de Janeiro nessa terça-feira. É um dos estados em que Bolsonaro nadou de braçada em 2022.
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Calcanhar de Aquiles/ O tema segurança pública também não será um mar de rosas para Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, por causa do enfrentamento do crime organizado no estado. “Um aliado principal de Flávio, o ex-governador do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), e os seus aliados de forma geral no Rio de Janeiro, estão profundamente imbricados num estado onde a questão da segurança está longe de ter sido enfrentada com a eficiência necessária”, comentou o cientista político Antônio Lavareda, em recente almoço do grupo Lide (Líderes Empresariais).
Ponto para Flávio
O Ranking dos Políticos foi acampo verificar quais os reflexos eleitorais da decisão dos Estados Unidos de classificar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na Câmara, 73,6% dos deputados acreditam que Flávio Bolsonaro (PL) é mais beneficiado. No Senado, esse percentual aumenta para 78,6%. O levantamento mostra que até na esquerda há essa percepção: 11,5% de deputados e 28,6% dos senadores desse viés político afirmaram que Flávio capitaliza mais.
Aposta eleitoral
A Polymarket, maior plataforma de mercado de previsões (prediction market) baseada em criptomoedas do mundo, anunciou que as chances de reeleição de Lula dispararam para um recorde histórico de 63% entre os seus usuários. Na plataforma, os apostadores compram tokens de “sim” ou “não” e, caso o desfecho escolhido se concretize, as pessoas podem trocar as criptomoedas pelo valor proporcional ao total apostado.
Plano B em curso
Como forma de contornar a falta de palanques nas disputas para os governos estaduais, os candidatos à corrida presidencial planejam compartilhar os comícios e caminhadas dos correligionários que concorrem às vagas no Legislativo. Assim, os presidenciáveis conseguem viabilizar campanhas em estados, mesmo sem a chapa completa. Antes de entrar para a sabatina do Correio, Ronaldo Caiado deixou claro que contará mais com os deputados do PSD e o seu vice, Gilberto Kassab, do que com Tarcísio de Freitas.
CURTIDAS

Olho no Joaquim/ O futuro político de Joaquim Barbosa (foto) é mais um dos vários suspenses que rondam as eleições deste ano. Ele deixou para a última semana a decisão sobre uma candidatura a vice-presidente, em parceria com outro mineiro, o ex-governador de Minas Romeu Zema, que oficializou seu nome ao Planalto.
“Não sou pão de queijo para me meterem conversa de dois mineiros” João Caldas, presidente do Democracia Cristã, numa conversa com a coluna em que foi incisivo ao dizer que se Joaquim Barbosa topar ser vice de Zema, está feito
Todos têm meta/ Não existe um só partido sem projeções eleitorais. O Novo, por exemplo, calcula conseguir eleger três senadores e de 10 a 15deputados federais.
Hora H/ Pré-candidatos e candidatos com baixa expressão em pesquisas de intenção de votos apostam nos debates como momento de virada entre o eleitorado brasileiro. O que mais defendem é que, ao serem escutados, os indecisos e eleitores que desejam uma opção à polarização do PT e PL vão, finalmente, se ver representados na disputa.
Coreia e Brasil/ Depois do forró no Alvorada, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jaemyung, saiu-se com esta, ao referir-se à proximidade que está criando com Lula: “Nos tornamos uma relação em que ‘como tem passado?’ soa mais natural do que ‘prazer em conhecê-lo’”. Vale lembrar que, na visita de Lula e da primeira-dama Janja à Coreia, o uso do “hanbok” (traje típico coreano) por Janja foi considerado uma deferência positiva às tradições daquele país.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Por mais que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, insista numa chapa com um integrante do Republicanos de vice, esse casamento partidário está para lá de difícil — e o motivo principal nem é o peso de Lula no Nordeste. É a entrada do senador e filho 01 nas igrejas evangélicas Brasil afora sem pedir bênção a ninguém. Esse é o principal motivo apontado nas conversas mais reservadas dentro do partido.
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Demorou demais/ Obviamente, somam-se a isso as parcerias fechadas pelo Republicanos com outros candidatos ao Planalto Brasil afora. Vale lembrar que, na primeira campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994,o então presidente do extinto PFL, Jorge Bornhausen, que iria indicar o vice em abril daquele ano, cobrou dos tucanos que se esforçassem para apoiar os candidatos pefelistas e recusassem outros parceiros. Houve tempo de corrigir algumas rotas, mas não todas. No caso do Republicanos, a avaliação é de que Flávio demorou demais. Tratou o partido como “sobra”, uma vez que outros movimentos fracassaram. E agora é tarde. A legenda caminha para anunciar a neutralidade, tal e qual a federação União Progressista e o MDB.
“Quem é esse cara?!”
A pergunta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva referindo-se ao presidente Javier Milei, logo depois que tomou conhecimento das críticas e acusações feitas pelo argentino. No Planalto, a avaliação é de que Milei quer chamar Lula para o ringue a fim de se cacifar para ser o interlocutor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul, caso Flávio Bolsonaro perca a eleição.
Respostas institucionais, mas…
Lula está decidido a não cair nas provocações de Milei. A intenção, conforme avaliam assessores palacianos, é o presidente ficar quieto e “não bater palma para maluco dançar”. Obviamente, no calor de um discurso de improviso num palanque, vai ser difícil cumprir a própria determinação.
Enquanto isso, no Itamaraty…
As medidas oficiais a respeito do comportamento de Milei ainda serão decididas em um novo encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli. O desta semana foi apenas para troca de ideias.
Meta robusta
A neutralidade do MDB na eleição presidencial deste ano vem no sentido de criar condições para a eleição de 50 deputados federais e algo entre 10 e 12 senadores. Em Alagoas, por exemplo, o partido está aliado a Lula, mas, em Goiás, a Ronaldo Caiado (PSD). E em São Paulo, o partido apoia Flávio Bolsonaro (PL).
CURTIDAS

Adesivo agressivo/ A campanha do deputado Zucco, em Porto Alegre, começa com um adesivo que entrou no perigoso terreno da violência contra a mulher. Diz “Seja Anti Manu Ela”, com o rosto da ex-deputada Manuela D’Ávila riscado com um X (foto). A bancada feminina na Câmara dos Deputados não gostou. Até deputadas do PL consideram a postura de muito mau gosto.
Mais uma escanteada/ Filiada ao partido Novo e mãe de João Giffoni, um dos presos do 8 de Janeiro, a pedagoga Theresa Vale contava com uma candidatura de deputada federal no DF. Só descobriu que estava fora da nominata na convenção local. Ela culpa o candidato a governador Kiko Caputo: “Soube que meu nome saiu porque o partido decidiu lançar candidato a governador. Como usa a dor de uma mãe, faz palanque comigo e, depois, me descarta sem nenhuma explicação?”, reclamou.
Não é a única/ Antes de Theresa Vale, Sílvia Waiãpi, no Amapá, teve a mesma surpresa na convenção local do PL. E ninguém duvida deque outras mulheres correm o risco de ter a mesma surpresa na hora de conferir as nominatas.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 24 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O senador Flávio Bolsonaro demorou mais de um mês para pedir desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pela desconsideração com que a tratou quando foi guindado à condição de pré-candidato do PL ao Planalto. Agora, porém, diante das inúmeras dificuldades que sua campanha atravessa, não teve saída, senão buscar a aproximação. Coincidentemente, o gesto vem no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autoriza a abertura de inquérito para investigar o financiamento do filme Dark Horse — que levou Flávio a pedir dinheiro ao ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. A avaliação de muita gente próxima ao senador é a de que Michelle pode ajudar em várias frentes, até no episódio do filme.
Pulinhos/ Quando o nome de André Mendonça foi aprovado para ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2021, Michelle foi ao Senado acompanhar a votação ao lado de Mendonça. Ali, fizeram orações e comemoraram. À época, o vídeo em que Michelle aparece pulando de alegria pela aprovação do nome fez o maior sucesso nas redes sociais. Tem muita gente avaliando que se tem alguém capaz de fazer com que Mendonça dê algum alento a Flávio, é a madrasta do senador.
Nem vem
O ministro André Mendonça tem dito a amigos que suas atitudes não têm nada de deslealdade com os Bolsonaro. Ele tem feito o que foi indicado para fazer: seguir a lei e a Constituição. Nesse sentido, qualquer conversa com Michelle Bolsonaro sobre a investigação do filme Dark Horse não surtirá o efeito desejado pelos aliados de Flávio Bolsonaro.
Mais urgentes
Paralelamente à lupa que a Polícia Federal colocará sobre financiamento do filme Dark Horse, Michelle é considerada crucial para ajudar Flávio no eleitorado feminino, especialmente, no segmento evangélico. O senador está com dificuldade de conseguir mais espaço entre as igrejas pentecostais, onde Michelle fez muita campanha em 2022 em defesa da reeleição do marido.
Por falar em dificuldades…
Flávio Bolsonaro retomou as lives que o pai dele tinha o hábito de comandar. Aliás, ele tem estudado tudo o que o pai fez lá atrás para ver se consegue repetir o feito do então deputado, vitorioso em 2018. A diferença é que, naquela época, os filhos do então candidato a presidente eram desconhecidos. A receita das lives precisa de alguns ingredientes novos.
Hora de arrumar a casa
Interlocutores da campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará afirmam que o pré-candidato está muito ocupado com a corrida ao Palácio da Abolição para se preocupar com a eleição nacional. De acordo com a equipe econômica de Ciro, o estado deverá ter um déficit fiscal de R$ 2,2 bilhões em 2026, considerado uma situação “dificílima de recuperar”. Já existe um plano para reduzir o número de secretarias. Quando Ciro foi governador, eram 18 pastas. Cid Gomes governou para 21. Elmano de Freitas aumentou para 39.
CURTIDAS

O agradecimento dela/ No vídeo em que aceitou o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradece à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e à senadora Damares Alves (RepublicanosDF) pelo trabalho de pacificação entre madrasta e enteado. Não citou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Roseana e a saúde/ Recuperada do câncer, a ex-governadora, ex-senadora e ex-deputada Roseana Sarney (foto) está de volta aos palanques políticos maranhenses como candidata ao Senado. “Estou preparando uma série de projetos para a área de saúde e a luta contra o câncer”, diz ela à coluna. Roseana, que foi uma das musas do impeachment de Fernando Collor de Mello e da defesa da democracia no passado, agora se dedicará de corpo e alma a esses projetos.
Meu país, Piauí/ O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), está totalmente em modo campanha eleitoral. Menos de 24 horas após anunciar a neutralidade da federação União Progressista no pleito nacional e depois de diversas publicações sobre entregas no estado, o senador postou um vídeo curto com a filha. Dirigindo, ainda fez dancinha, em clima de “zero” preocupação.
Para onde vai Leila/ Pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-interventor na segurança pública Ricardo Cappelli não desistiu de ter a senadora Leila Barros compondo a sua chapa como candidata à reeleição. No PDT, porém, o que se diz é que Leila deve sair alinhada ao PT. A ausência do PSB nacional na convenção do PDT esta semana e a presença em peso do PT no evento foram lidos como um sinal de que Leila sairá na chapa petista.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A ordem agora no governo brasileiro é dialogar com cada setor afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos, de forma a tentar reduzir os danos. Porém, negociação direta com os norte-americanos só mesmo depois das eleições. A ideia é repisar que o tarifaço é, na verdade, um “Tariflávio”, numa referência ao pré-candidato do PL à Presidência da República, que, quando das primeiras tarifas, no ano passado, elogiou a atitude dos Estados Unidos e, agora, amplia as críticas a Lula sem atacar diretamente o governo de Donald Trump pela decisão. Flávio, por sua vez, promete enfatizar o “PT — o partido do tarifaço”. O tema vai tomar conta deste período de pré-campanha justamente na largada das convenções. No entanto, a avaliação de aliados de Flávio é de que, a partir de agosto, a segurança pública ainda prevalecerá sobre esse assunto das tarifas, em que o senador do PL espera ter mais vantagem sobre o presidente Lula.
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Divisor de águas/ A nota divulgada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) a respeito das tarifas, com críticas às negociações por parte do governo brasileiro, deixou claro que a instituição não apoiará a reeleição de Lula. A dúvida de muitos empresários é se abraça Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro, a quem muitos paulistas têm forte resistência.
Pouco a apresentar
Até os deputados do PL titubeiam na hora de elencar os trabalhos de destaque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Parlamento. Este ano, ele não relatou qualquer proposta importante e votou de forma presencial apenas sete vezes, conforme levantamento da coluna no portal do Senado.
Um defensor inesperado
Especialista em Orçamento, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi, dia desses, à tribuna defender o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), adversário ferrenho de seu partido no estado. Rocha tem dito que Dino está certo em cobrar transparência e foi incisivo ao dizer que, no MDB, presidente de partido não pede emendas a demais parlamentares. “No MDB não tem disso. Isso e coisa de partido que tem dono.”
E a reforma tributária, hein?
Estudo da consultoria fiscal V369, que analisou 6,4 milhões de notas fiscais, mostra que 66,2% desses documentos têm inconsistências que podem comprometer o crédito de IBS e CBS, previsto na reforma tributária. A advogada tributarista e coordenadora do MBA em gestão tributária da Trevisan Escola de Negócios, Elizabeth Martos, adverte: “A partir de 1º de agosto, encerram-se as flexibilizações e passam a produzir efeitos as penalidades pelo descumprimento das novas obrigações acessórias. Em 3 de agosto, os sistemas passarão a rejeitar os documentos fiscais eletrônicos emitidos sem os campos obrigatórios de IBS e CBS”.
Origem de tudo
O estudo demonstra que a origem do erro nas notas fiscais ocorre no começo do processo, na compra de materiais com os fornecedores, que não estão preenchendo o campo obrigatório de IBS e CBS. “Se o documento for rejeitado e a operação ocorrer sem documento fiscal válido, há risco de agravamento das penalidades e da responsabilização do contribuinte”, ressalta Martos.
CURTIDAS

Atrás delas/ Com o crescimento do eleitorado feminino, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques de forma a tentar alavancar sua empatia com as mulheres. No início, 2,8 mil pessoas acompanhavam a live.
Compensa aí/ Brigado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), Flávio quer transformar Daniela em sua grande ponte com as eleitoras brasileiras.
Proteção dos jovens/ O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no ambiente digital — lei que protege meninas e meninos na internet — completa quatro meses de vigência e, até aqui, o iFood é a única plataforma de delivery a cumprir as exigências do ECA. À coluna, o Ministério da Justiça justificou a classificação: é que o aplicativo “apresentou comprovação de bloqueio de acesso para crianças e adolescentes não acessarem funcionalidades permitidas exclusivamente para adultos e, por isso, recebeu reclassificação indicativa como não recomendado para menores de 14 anos”, afirmou.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O PL deixará nas mãos do senador Flávio Bolsonaro a escolha do nome que o acompanhará na vaga de candidato à vice-presidência da República. Só vai ponderar que o escolhido tenha votos. Se essa premissa for levada ao pé da letra, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques ficará dedicada ao programa de governo. Afinal, nunca concorreu a qualquer mandato eletivo. A senadora Tereza Cristina, que tem votos e prestígio, é pré- candidata a presidente do Senado. E se colocou exatamente para sair desse imbróglio, especialmente depois de Flávio se referir à parlamentar como “vozinha”. Embora tenha tentado justificar, dizendo que ela lhe lembrava a sua avó, a fala foi vista como machista e “etarista” até por parlamentares do próprio PL. A tendência hoje é chapa pura.
Tensão só aumenta
Os partidos estão meio zonzos diante da decisão do ministro Flávio Dino de cobrar que todos se expliquem sobre as indicações de emendas parlamentares. A nota do MDB, por exemplo, afirma que “o jurídico está analisando como se posicionar, pois — via de regra — é evidente que emenda é prerrogativa só de parlamentar”. PSol e Novo negaram veementemente o uso desse tipo de prática. Os demais também se mostraram indignados, mas ninguém pretende descumprir a ordem do ministro do STF.
Quem procura…
… acha. Deputados de partidos de esquerda preparam um requerimento de informação para saber exatamente onde Tuca está trabalhando neste momento. No site de consulta do sistema da Câmara dos Deputados, a servidora aparece lotada na Diretoria Administrativa, mas não especifica em qual departamento. Esses parlamentares acreditam que, pela lógica, ela deveria estar no Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade, mas quem telefona para lá é informado que não há nenhuma Mariângela Fialek trabalhando ali.
Segue o fio
Parlamentares querem entender a função que Tuca exercia e para quem ela respondia dentro da Casa, afinal, até agora já foi descoberto que a servidora cuidava de emendas do Progressistas, PL e Republicanos. Deputados desejam entender como funciona o sistema de sugestão e até que ponto Tuca apenas “realizava seu trabalho técnico”.
E as pesquisas, hein?
O PT respirou aliviado com a melhora da aprovação do presidente Lula apontada na pesquisa Genial/Quaest divulgada esta semana. Porém a avaliação interna é de que não dá para o petista se deitar em berço esplêndido. Não pode haver erros. Nem de Lula, nem de seus principais aliados. Vale lembrar que ele ganhou por uma pequena diferença em 2022.
Ainda tem jogo
Os eleitores de direita não bolsonaristas que, na pesquisa espontânea, afirmam votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno caíram de 44% para 32% entre junho e julho. No meio bolsonarista, a queda foi de cinco pontos percentuais, de 50% para 45%. Porém, até o momento, esses votos não migraram para Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%) ou outro candidato. Sinal de que, a depender da forma como Flávio levar a sua campanha, podem voltar.
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Onde pega/ Embora o gabinete de Flávio Bolsonaro tenha divulgado uma nota dizendo que o senador não conhece o “Sicário” de Daniel Vorcaro com quem aparece numa foto que circulou na internet, o PL ficou com pé atrás ante a notícia. É que Flávio aparece sem camisa ao lado de Luiz Phillipi Mourão, indicando algo bem diferente das fotos tiradas nas ruas. Há o receio de que se repita o que houve no episódio do encontro com Vorcaro, quando, num primeiro momento, o senador mentiu, dizendo que não havia se encontrado com o banqueiro. Por isso, a ordem agora é aguardar as investigações.
A luta pelo 2222 e pelo 1313/ Em todos os estados, pré-candidatos a uma das vagas de deputado federal pelo PL e pelo PT brigam pelo direito de usar os números dos respectivos partidos na hora de se apresentar ao eleitor. Há uma certeza de que isso ajuda, e muito, a incrementar o número de votos. No PL, Valdemar Costa Neto vai deixar essa questão a ser resolvida por cada estado.
E o Missão?/ A legenda está bem otimista com as eleições deste ano. O foco do partido é crescer as bandas estaduais e federais, principalmente a da Câmara dos Deputados. Pela conta dos dirigentes, em um cenário pessimista, a legenda deve eleger quatro deputados em São Paulo, e eles consideram que no estado cinco pré-candidatos têm projeção relevante.
Lembrança dos tucanos/ Ao dizer, em entrevista ao portal Uol, que a sociedade brasileira “nunca teve uma primeira- dama que trabalhasse efetivamente”, Janja Lula da Silva (foto) se esqueceu dos anos 1990, em que Ruth Cardoso, professora e intelectual, trabalhava, e muito, conforme lembram os representantes do PSDB que conviveram com a primeira-dama no governo Fernando Henrique Cardoso. Aliás, quando Lula foi eleito pela primeira vez, Fernando Henrique e D. Ruth receberam o casal Lula e Marisa Letícia para jantar e mostrar as dependências do Palácio da Alvorada. Um exemplo de respeito à democracia e ao voto do povo brasileiro.









