CPI vai prorrogar trabalhos para ouvir Queiroga

Publicado em CPI da Covid

 

 

Antes de encerrar seus trabalhos, a CPI da Pandemia deseja ouvir novamente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Por isso, já está decidido adiar mais uma vez a entrega do relatório. A decisão de ouvir novamente Queiroga já estava tomada e  foi discutida ontem à noite, na casa do presidente da CPI, Omar Aziz, logo depois que o ministro anunciou o resultado do teste positivo para covid. O ministro deve cumprir 14 dias de isolamento no hotel onde toda a comitiva brasileira ficou hospedada em Nova York, nos Estados Unidos. Ele passa e bem não apresentou sintomas graves. Sua equipe acredita que a ausência de sintomas se deve à vacinação, uma vez que o ministro está vacinado meses e já tomou duas doses.  Assim que ele voltar, o depoimento será marcado.

Além de Queiroga, a CPI tem ainda muito trabalho pela frente. Os senadores querem  terminar de montar o quebra-cabeça do submundo do lobby no Ministério da Saúde e as suspeitas de tráfico de influência, especialmente, na diretoria de logística. Ali, alguns ex-diretores estão sob investigação e já foram alvo de operações da Polícia Federal.

Amanhã, a Comissão ouvirá o empresário Danilo Trento, sócio da empresa Primarcial Holding Participações, que funciona no mesmo endereço de outra, que tem como sócio Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, que foi alvo de busca e apreensão na semana passada.  A CPI quer saber qual a relação entre Trento e Maximiano. A contar pelas peças que ainda estão faltando, seja nas denúncias envolvendo a Precisa, seja naquelas relativas à Prevent Sênior e os testes de medicamentos, serviço não falta. Como em dito o senador Randolfe Rodrigues, “enquanto houver bambu, haverá flecha”.

Tensão impera no PP

Publicado em coluna Brasília-DF

Os ex-diretores de logística do Ministério da Saúde se tornaram os grandes fios desencapados do governo; em especial, Davidson Tolentino, alvo da operação da Polícia Federal que investiga pagamentos suspeitos dessa área em contratos de 2016 a 2018, durante o governo Michel Temer. Naquela época, o Partido Progressista do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, comandava a pasta. Davidson saiu de lá e foi para a Codevasf, uma indicação atribuída a Ciro Nogueira. Já não está mais no cargo, justamente por causa das denúncias relativas ao Ministério da Saúde. Tolentino já fez chegar aos padrinhos que não pretende carregar tudo nas costas.

Administrativa

Os adiamentos da votação da reforma administrativa na Câmara indicam que o governo terá dificuldades em aprovar o texto. A avaliação geral dos partidos é a de que essa reforma não terá votos suficientes para aprovação no plenário da Câmara.

Te cuida, Ciro
Aliados do PT começam a espalhar aos sete ventos que o presidente do PDT, Carlos Lupi, vai puxar o tapete eleitoral do ex-ministro, ex-governador do Ceará e ex-deputado Ciro Gomes para apoiar Lula. Lupi tem sido procurado  insistentemente para fechar com o petista.

Tabata fará o que o partido determinar
O PSB tende a apoiar Lula na eleição do ano que vem, a depender ainda de certos estaduais. Os socialistas querem apoio em Pernambuco, no Espírito Santo e pretendem ainda angariar o respaldo do PT para Beto Albuquerque, no Rio Grande do Sul. Nesse sentido, Tabata Amaral pode terminar no mesmo palanque que Lula em São Paulo.

Apostas tucanas
As contas tucanas apontam que, tecnicamente, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, teria hoje mais votos que o de São Paulo, João Doria. Só tem um probleminha: Doria tem muito mais volume de campanha hoje para tentar virar o jogo.

E o Pacheco, hein?
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tem estendido o tapete vermelho para os pedessistas na Casa. Por exemplo, concedeu ao PSD a relatoria da reforma do Imposto de Renda. Quem queria o cargo era o líder do MDB, o senador Eduardo Braba, que fez questão de participar da solenidade de comemoração dos 10 anos do PSD.

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Um novo capitão Rodrigo/ Os congressistas identificam em Rodrigo Pacheco hoje o que Rodrigo Maia representou nos tempos em que era presidente da Câmara. Naquela época, Maia ouvia todo mundo, mas fazia o que queria. Pacheco segue no mesmo caminho.

Federação sob risco/ O líder do PCdoB, Renildo Calheiros, busca aliados na Câmara e no Senado a fim de dar quórum a uma sessão do Congresso que possa derrubar o veto à federação de partidos. É que, se esse veto não for derrubado até 2 de outubro, acabou.

Freud explica/ Depois do discurso em que Jair Bolsonaro pintou um Brasil cor-de-rosa na ONU, os bolsonaristas tentaram defender a fala presidencial levando às redes sociais trecho de uma entrevista que a então presidente Dilma Rousseff concedeu em 2015, nas Nações Unidas, mencionando que o mundo se beneficiaria de uma tecnologia para estocar vento. Pelo visto, faltaram argumentos para defender a “credibilidade” do Brasil lá fora e as maravilhas ditas pelo atual presidente a respeito da economia nacional.

À flor da pele/ Considerado um dos mais cordatos e educados ministros do governo, Wagner Rosário, da CGU, reconheceu que errou ao chamar a senadora Simone Tebet de “descontrolada”. Menos de 24 horas antes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, desfilava numa van em Nova York distribuindo gestos obscenos a manifestantes brasileiros. Sinal de que a vida dos ministros não está nada cor-de-rosa.

E o Luís Miranda, hein?/ Ele buscou socorro entre os senadores para que o ajudem no Conselho de Ética da Câmara.

Na ONU, Bolsonaro vende um Brasil cor-de-rosa

Publicado em Bolsonaro na ONU

 

Em sua fala mais moderada na ONU em três anos de governo, o presidente Jair Bolsonaro quis desfazer a imagem de autoritário, de comandar um país em dificuldades financeiras, com retrocesso na preservação ambiental e, e quebra, atravessando uma greve crise sócio-econômica. Porém, para quem queria vacinar o mundo contra a visão negativa que prevalece lá fora em relação ao Brasil, o presidente brasileiro exagerou na dose ao colocar o pais como um porto totalmente seguro para investimentos. A credibilidade brasileira, ao contrário do que disse o presidente, não está recuperada no mundo. As incertezas na economia e as dúvidas sobre o equilíbrio fiscal crescem a cada dia, especialmente, depois que o mercado financeiro foi pego de surpresa com aumento de impostos para financiar o Auxílio Brasil. Em suma, Bolsonaro seguiu a máxima que ficou famosa no governo do presidente Itamar Franco, quando  o então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, em entrevista, teve uma fala captada antes do início da gravação, com a frase “o que é bom, a gente divulga. O que é ruim, a gente esconde”.

Detentor do título de único líder do G-20 que não tomou vacina contra a Covid-19, a parte do discurso que tratou da pandemia da mesma forma que tratou em várias lives para seus apoiadores: Defendendo um tratamento precoce considerado ultrapassado pela maioria dos países e pela própria ONU. De quebra, criticou o lockdown, adotado por muitos países com o intuito de evitar colapso do sistema de saúde quando ainda não havia vacina.

O discurso, porém, foi bem mais comedido do que no ano passado, quando o presidente atribuiu os incêndios e o desmatamento na Amazônia aos índios e caboclos que queimam seus roçados em busca da sobrevivência. Desta vez, o discurso ambiental, que menciona em uma duvidosa redução do desmatamento, veio acoplado a um aviso: O Brasil vai tratar do mercado de crédito de carbono na COP26, em Glasgow, na Escócia, para cobrar dos países desenvolvidos, que continuam campões em emissões de gases, financiem a preservação. Por isso, a citação aos dois terços de vegetação nativa e a lembrança de que, somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta e a antecipação do prazo para que o país atinja a neutralidade climática, de 2060 para 2050.

A plateia da ONU, formada por chefes de estado, ministros e diplomatas, tem conhecimento do cenário de seus respectivos países e, em sua maioria, sabe das dificuldades econômicas e sociais do Brasil.  Por isso, soa falso ver o presidente do país dizer que a credibilidade está recuperada, como o melhor lugar do mundo para que os investidores depositem seus recursos. E pior: conforme alguns analistas: Coloca no mesmo balaio dados duvidosos __ como essa recuperação de imagem e econômica__ e alguns verdadeiros, como a privatização do saneamento no Rio de Janeiro e privatização de aeroportos.

A mudança de chanceler __ Ernesto Araújo saiu em março deste ano __ é vista no Itamaraty como responsável pelo tom mais moderado apontado no discurso e inclusive o agradecimento pela eleição do Brasil para uma vaga rotativa do Conselho de Segurança da ONU, onde o país contou com o voto de 181 nações. O discurso, porém, não menciona que o Brasil era candidato único. Para aquela plateia da ONU, essa informação não fez falta, porque aquele público já sabia. Para o cidadão brasileiro comum, entretanto, o que foi bom para o governo estava dito. O que era ruim, vencer sem adversários, ficou escondido. A fala de Ricúpero, de 1994, que lhe custou o cargo de ministro. No caso de Bolsonaro, é mais um ponto de desgaste político internacional.

 

 

Luiz Miranda pede socorro a senadores

Publicado em CPI da Covid, Política

O deputado Luiz Miranda (DEM-DF) telefonou nesta segunda-feira para senadores da CPI da Pandemia para pedir uma ajuda nesta terça-feira, no Conselho de Ética. Miranda fez apelos para que alguns intercedessem junto a deputados do conselho. O relator é o deputado Gilberto Abramo, do Republicanos, eleito por Minas Gerais. É bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e aliado ao governo.

A preocupação do deputado deixou a muitos senadores a certeza de que Luiz Miranda não gravou a conversa com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Alvorada, onde esteve junto com o irmão, Luiz Ricardo, para denunciar cobrança de propinas na Saúde na compra de vacinas.

Em várias oportunidades, o deputado Luiz Miranda deu a entender aos senadores que havia gravado a conversa. Em entrevista ao CB.Poder, disse com todas as letras que teria como provar cada palavra dita a Bolsonaro. E acrescentou não saber que seu irmão tinha alguma gravação do encontro com Bolsonaro.

Empresariado não dará cheque em branco a candidatos 

Publicado em coluna Brasília-DF

No almoço do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com representantes do empresariado do Centro-Oeste, ficou nítida a vontade de se buscar um nome que consiga quebrar a polarização entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, ninguém vai apostar no mercado futuro. Entre os vários setores que compareceram à casa do líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas, pré-candidato a governador do Distrito Federal, a ordem é ver quem terá fôlego para isso mais à frente, ao longo da campanha oficial do ano que vem. Muitos consideram que deram um cheque em branco a Jair Bolsonaro, mas a economia do país não está reagindo a contento, nem dá para dizer que tudo é culpa da pandemia.

A passos lentos

Assim os deputados e senadores se referem à tramitação do projeto de lei que o governo enviou ao Congresso para modificar o marco civil da internet. A lei atual foi debatida no parlamento por mais de três anos, e a aposta dos deputados é a de que o texto enviado por Bolsonaro seguirá pelo mesmo caminho.

Virou mote eleitoral
Com o aumento do IOF, os adversários de Bolsonaro vão deitar e rolar daqui para frente. João Doria, por exemplo, disse ao empresariado do DF que promoveu vários benefícios sem precisar aumentar imposto.

O que Bolsonaro quer
Em algumas conversas, Jair Bolsonaro tem dito que seu maior objetivo será impedir a “volta da esquerda ao poder”. Só tem um probleminha: até aqui, ele considera todos os demais candidatos como “de esquerda”.

O que Bolsonaro dirá
Em sua fala hoje na ONU, o presidente Jair Bolsonaro voltará a dizer que o seu governo não promove nem incentiva o desmatamento, muito menos as queimadas. Ao contrário: trabalha dia e noite para contê-los.

Meus comerciais, por favor
O presidente abordará, ainda, o agro brasileiro como força capaz de alimentar o mundo e, de quebra, o auxílio emergencial. Deve vir nesse pacote, segundo aliados do presidente, críticas ao #fiqueemcasa.

Ibaneis versus Izalci
À mesa, na casa do senador Izalci Lucas, os empresários comentavam que vai ser dureza a campanha do líder tucano no Senado contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). A turma do PIB do DF tem um bom relacionamento com o atual governo, mas também têm muita simpatia pelo senador, que promete chegar com um projeto de desenvolvimento para o “quadradinho”.

O segredo
O que encanta o empresariado em Ibaneis hoje é o prazo para pagamento das notas fiscais das obras: não ultrapassa 20 dias. Algo que não era costume nos governos anteriores.

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Movimentos/ A participação presencial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no Congresso da Abras foi vista como uma deferência ao setor. Coisa de quem deseja mesmo “rodar” o país.

Lunch sem vacina/ Sem o certificado de vacinação para apresentar, o presidente Jair Bolsonaro encontrou um jeito de comer muito bem em Nova York. Foi com a comitiva à área externa da churrascaria Fogo de Chão, onde o rodízio custa US$ 44,95, R$ 239,58, pela cotação de ontem (R$ 5,33), sem contar os impostos e a taxa de serviço.

Shame on you/ No momento em que praticamente todos os importantes líderes mundiais já tomaram vacina contra covid, o fato de Jair Bolsonaro fazer propaganda de que não tomou o imunizante tornou-se mais uma vergonha internacional. Nem os filhos dele, Eduardo e Flávio, chegaram a tanto.

Enquanto isso, na casa de Izalci…/ Perguntado se seria candidato a algum mandato eletivo no ano que vem, o ex-senador Adelmir Santana respondeu assim: “Nem a síndico!”

Aras foi contra apreensão no Ministério da Saúde: “Pedido genérico e abstrato”

Publicado em CPI da Covid
Crédito: MPF/Divulgação

 

 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, negou a busca e apreensão no Ministério da Saúde pedida pra CPI da Pandemia, porque considerou que, “se deferida a medida em tela, de forma precipitada, informações sensíveis e sigilosas, que não dizem respeito ao objeto da CPI, podem ser indevidamente capturadas, e prejudicar o interesse público da função exercida naquele ministério”, diz o parecer assinado por Aras, ao qual o blog tem acesso. O procurador considera que o perigo de destruição de documentos, no caso do Ministério da Saúde, não se aplica, porque os documentos públicos estão protegidos por duas leis, a de arquivos e a lei da Transparência. Cita ainda parte da Le de Transparência que considera a destruição de documentos “conduta ilícita” por parte de “agente público ou militar”.

Aras considera que a mera presunção ou ocultamento de dados ou informações em órgãos públicos não afasta a presunção contida nas normas legais de proteção do dado e as consequência de seu descumprimento. Portanto, diz o procurador, a busca e apreensão no Ministério da Saúde “não há como ser deferida”. O ministro Dias Toffoli, do STF, acolheu a recomendação da PGR e autorizou apenas a busca e apreensão na precisa, à qual a PGR não se opôs.

Além a sede da precisa Medicamentos, os senadores haviam pedido busca e apreensão no Ministério da Saúde alegando que há resistência, atrasos injustificáveis e desobediência do Ministério da saúde no que toca ao atendimento de requisições de documentos aprovadas pela CPI. No pedido inicial, o presidente da CPI, senador Omar Aziz, cita que o Ministério da Saúde age com a clara intenção de “descumprir, deliberada e sistematicamente, determinações aprovadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito, assim como o propósito de obstruir as investigações conduzidas pelo Poder Legislativo”.

No documento enviado ao STF,  Aziz cita a CPI que requisitou documentos reunidos no processo administrativo relativo à aquisição das vacinas fabricadas pelo laboratório Bharat Biotech em poder do Ministério da Saúde e que, “apesar de terem sido objeto de reiteradas solicitações da CPI, ainda não foram entregues”. Citou ainda que o Serviço de Análise Técnica Administrativa do Ministério da Saúde passou a indeferir pedidos de acesso aos autos do processo relativo à compra do imunizante, “mediante motivação genérica e inidônea”. Agora, a CPI terá que buscar outros meios para buscar essas informações. Porém, os senadores calculam que, diante do curto prazo que falta para o encerramento dos trabalhos, será difícil obter essas informações.

Abacaxi da sabatina de André Mendonça sobrou para Pacheco

Publicado em coluna Brasília-DF

O mandado de segurança apresentado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Podemos-GO) ao Supremo Tribunal Federal virou um problema para o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Até aqui, o parlamentar por Minas tem sido paciente e esperado a decisão do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a respeito da data da sabatina do ex-chefe da Advocacia Geral da União André Mendonça para o STF. Mas, agora, com o risco de o STF mandar marcar essa reunião, os senadores ligados a Pacheco começaram a pressionar o senador mineiro a intervir.

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Há um grupo preocupado, que não quer ver Pacheco passar pelo constrangimento de ver o STF mandando fazer uma simples sabatina. Para os aliados do presidente do Senado, não dá para repetir o que houve com a CPI da Pandemia, quando uma decisão do Supremo Tribunal Federal obrigou a Casa legislativa a instalar o colegiado. A ordem agora é marcar a sabatina antes que o STF o determine.

“Preciso de paz”
Há um entrave para o presidente Jair Bolsonaro substituir André Mendonça. É que a indicação foi feita também pela primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente não quer problema em casa.

CPI vai entrar aí…

A decisão do Ministério da Saúde de suspender a vacinação de adolescentes contra a covid-19 sem ouvir antes a Anvisa foi vista como mais uma trapalhada do governo ao longo da pandemia. Nos Estados Unidos, os adolescentes tomaram a vacina da Pfizer sem problemas. Tem coisa aí, suspeitam os senadores, e não se trata de decisão técnica.

… com a mira em Queiroga
Na CPI da Pandemia, muita gente aposta que o governo mandou suspender a vacinação apenas por receio de faltar imunizantes para atender a toda a população idosa com a terceira dose.

E a tributária, hein?
A reunião de líderes do Senado, marcada para a próxima quarta-feira, ganhou um novo molho com o aumento do IOF anunciado para bancar o Bolsa Família. A reunião vem sendo tratada como um “vai ou racha” tanto na reforma do Imposto de Renda quanto na proposta de emenda constitucional 110, que unifica vários impostos federais, ICMS e ISS. A ideia dos senadores é tomar a frente da tributária, uma vez que a Câmara simplesmente tirou de cena o parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

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A impressão dele/ Presidente da Comissão de Educação do Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), vê Michel Temer como interessadíssimo em concorrer em 2022. “Acho que Temer ainda acalenta a esperança de voltar à Presidência”, disse, em entrevista à Rede Vida.

Paes na área/ O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, jantou com senadores do PSD e almoçou a bancada de deputados do partido. Nos bastidores, a impressão dos deputados é a de que está cada vez mais difícil apostar na reeleição do presidente da República. A maioria da bancada, porém, quer uma via alternativa a Lula e Bolsonaro.

Perfil/ Nos encontros, o perfil do candidato está traçado: tem quer ser alguém equilibrado, porém, com pulso forte para bater em Lula e Bolsonaro ao mesmo tempo, sem parecer arrogante.

Ele bate, mas…/ O governador de São Paulo, João Doria, estará em Brasília na segunda-feira para registrar sua candidatura na prévia do partido. Em conversas reservadas, são muitos os tucanos que o citam como o favorito para vencer a prévia. Doria é considerado “pesado” do ponto de vista político, e é visto como alguém que não aceitaria ser vice de ninguém.

Impasses entre Câmara e Senado dificultam a vida do governo

Publicado em coluna Brasília-DF

A definição de uma agenda comum entre Senado e Câmara dos Deputados não vai resolver o problema do governo, ou seja, acelerar a pauta das reformas. A insatisfação está no baixo clero, que já fez as contas e descobriu que cada aliado do governo recebeu algo em torno de R$ 10 milhões em emendas extras e foram liberados mais de R$ 5 bilhões. Ou seja, uns levaram mais do que outros. O final do ano está chegando e o estresse daqueles ávidos pelas emendas também.

Em tempo: o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a dizer a alguns deputados que não adiantava colocar as propostas do governo em pauta, porque o Senado não estava interessado em levar adiante os textos da Câmara. Porém, diante da turma que deseja ser contemplada com as emendas de RP9, a aposta de um grupo expressivo de parlamentares é que o problema é a falta dessas mesmas emendas.

Amortecedor quebrado

A convocação de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Jair Renan, foi, para os bolsonaristas raiz, um indício de que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, vende gato por lebre. Ele havia dito para o presidente que a missão da CPI da Covid estava cumprida.

A confusão da vez
Daqui para frente, cada vez mais se verá uma queda de braço entre os senadores da CPI. Um grupo encabeçado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) quer levar adiante o trabalho. Outro, mais ligado ao governo, prefere encerrar o mais rápido possível e vai cobrar do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), a promessa de apresentar o relatório até o final da próxima semana.

Diagnóstico dos experientes
Na abertura do seminário “Um Novo Rumo para o Brasil”, os três ex-presidentes — Michel Temer, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, nesta ordem — afastaram a hipótese de ruptura institucional no país. “A situação é de relativa tranquilidade, apesar de tudo”, disse FHC, ao passo que Temer e Sarney lembraram que a tradição do Brasil é de soluções pacíficas.

Termômetro militar
Mediador do debate, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim foi enfático ao dizer que os militares não querem entrar nessa de ruptura e/ou crise institucional.

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Suplicy em QG bolsonarista/ Pelo seu sonho em ver o projeto de renda mínima implantado no Brasil, o ex-senador e atual vereador paulistano Eduardo Suplicy deixa de lado a ideologia. Junto com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e representantes da Rede Brasileira de Renda Básica, ele esteve com o ministro da Cidadania, João Roma. O ministro, atencioso, abriu o diálogo com o grupo sobre o novo Auxílio Brasil.

Nem vem/ O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) apresentou projeto que fixa em 30 dias o prazo para que a Presidência da Câmara decida o que fará com pedidos de impeachment. Só tem um probleminha: Arthur Lira não colocará esse texto em pauta nem por decreto.

Tebet no CB.Poder/ A senadora Simone Tebet (MDB-MS) é a entrevistada de hoje, às 13h20, TV Brasília e redes sociais do Correio Braziliense.

Olha só/ O carro 0027 do Senado, de uso do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), foi flagrado por um leitor do Correio estacionado em vaga de portadores de necessidades especiais. A coluna entrou em contato com o gabinete do senador, que ficou de responder e, até o fechamento desta edição a resposta não chegou.

Ciro falhou ao tentar conter CPI, avaliam assessores

Publicado em CPI da Covid
Crédito: Moreira Mariz/Agencia Senado

O governo está atônito com a convocação de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, para depor na
CPI da Covid. A ira está grande e a quantidade de impropérios contra os senadores idem. A avaliação feita há pouco por alguns inquilinos do Planalto nesta temporada inclui frases do tipo,  “eles (os senadores do G7) só pensam em f… o Bolsonaro”.  Para completar, ainda tem a suspeita de que o senador, do qual o lobista Marconny Faria diz não se lembrar do nome, é o 01, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Diante desse cenário, os palacianos consideram que a missão “segura CPI”, entregue ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, está longe de ser cumprida, embora o ministro tenha dito que estava tudo resolvido.  Ciro teria dito recentemente ao presidente Bolsonaro que ele não precisaria se preocupar, porque a CPI não tem nada que envolva o presidente ou seus ministros em corrupção. Porém, mesmo com esse cenário, a convocação da ex-esposa do presidente deixa claro que Bolsonaro ainda terá muita dor de cabeça com a CPI da Pandemia.  No Palácio, entretanto, segue a avaliação de que o presidente está blindado em relação à vacina Covaxin e à Precisa Medicamentos, porque não houve um centavo gasto nessas operações nebulosas.Ninguém contava com a astúcia do G7, de aprovar a convocação de Ana Cristina Vale, a mãe de Jair Renan, que, a pedido de Marconny Faria, teria tentado influenciar na nomeação do chefe da Defensoria Pública da União.

 

Líderes governistas terão que fazer ajustes na base no Congresso Nacional

Publicado em coluna Brasília-DF

As desventuras em série do governo no Congresso, logo na primeira semana depois que Jair Bolsonaro mostrou força nas ruas e recorreu a Michel Temer, desprezando outros aliados de primeira hora, indicam aos líderes governistas que será necessário um ajuste na base aliada. Num dia só, houve um bombardeio sobre o presidente da Petrobras na Câmara, a rejeição da medida provisória que muda as regras da internet e, de quebra, a Comissão Mista de Orçamento se prepara para rejeitar o projeto que, em meio a uma série de créditos suplementares, propõe transferir recursos do combate à pobreza para o Programa Nacional de Desestatização. É muito desgaste para que tudo seja tratado como fatos isolados.

O baixo clero da Câmara, por exemplo, está muito insatisfeito com os líderes que tomaram para si as emendas de relator, as RP9. As reclamações sobre o destino dos recursos dessas emendas são cada vez mais constantes nas conversas reservadas das excelências.

Quem manda

Os deputados têm reclamado injustamente dos líderes para tratar das emendas de relator. Hoje, quem cuida dessa seara é o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

CPI na Holanda
Um ponto já está decidido pelos senadores, quando o relatório final estiver pronto: denunciar Bolsonaro ao Tribunal Internacional de Haia, que julga os crimes contra a humanidade.

Uber partidário
É assim que as excelências já se referem à fusão do PSL com o DEM. É que tem muita gente interessada em pedir o ingresso no partido apenas para fugir da cláusula de fidelidade partidária sem ter que esperar a janela para mudança de legenda. Consulta nesse sentido será levada em breve ao Tribunal Superior Eleitoral.

Só uma viagem curta
A ideia dos deputados é verificar se é possível fazer um pit stop no partido capitaneado por Luciano Bivar e ACM Neto antes de escolher um destino.

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Defesa e ataque/ Durante a audiência do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, na Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) reagiu assim: “Desse jeito, podemos ficar descansados. O Centrão ocupou o espaço da oposição”.

Serviu como luva/ E olha que a audiência nem foi pedida pelo Centrão. Quem redigiu o pedido foi o deputado Danilo Forte (PSDB-CE). O Centrão apenas aproveitou o embalo para demonstrar sua insatisfação com o governo.

Estava em Marte/ O líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), sequer discursou para dar uma força ao comandante da Petrobras. Sua atenção estava voltada à CPI da Covid, onde Marcos Tolentino prestava depoimento. Tolentino é amigo de Barros e negou qualquer envolvimento no contrato da Covaxin.

Estavam ali mesmo/ 
Deputados aliados de Arthur Lira (PP-AL), como Elmar Nascimento (DEM-BA), foram bastante incisivos ao criticar a Petrobras. A empresa saiu do plenário da Câmara como quem só pensa em distribuição de lucros e dividendos, e não num projeto estratégico de energia e combustível para o país.

A torcida por Aras/ Às vésperas de Augusto Aras ter a recondução ao cargo de procurador-geral da República publicada no Diário Oficial da União, os senadores torcem mesmo é para que Jair Bolsonaro o indique para o Supremo Tribunal Federal.