Partidos apostam em Marçal para ministro de Flávio

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Os partidos políticos já trabalham de olho nos cargos de um futuro governo Flávio Bolsonaro. Por mais que a campanha tente evitar o “já ganhou”, as agremiações que fecharam o apoio ao candidato do PL não conseguem evitar as conversas sobre um futuro governo Bolsonaro 2. Alguns apostam que Marçal irá para o governo, como ministro da Prosperidade.

Próspero, mas sem recursos

Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, a formatação desse Ministério da Prosperidade é que vai definir o futuro ministro. Se for cuidar de programas sociais, o PL não vai abrir mão dessa pasta. Se for apenas uma mudança de nome do atual Ministério do Empreendedorismo, aí, avisam alguns deputados, o ex-coach Pablo Marçal pode ficar com o cargo.

Ainda sobre o debate

Se funcionou nos Estados Unidos…/ A movimentação do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no palco do debate da Band no último domingo foi inspirada em Donald Trump. Foi nos debates de Trump com Hillary Clinton e com Joe Biden. Lá deu certo. Aqui, ainda não se sabe se ficar atrás do candidato com gestos e expressões faciais, algumas vezes de deboche, terá efeito prático.

Etarismo, não/ Flávio tentou, ainda, evitar qualquer posição que pudesse ser considerada desrespeito à pessoa idosa. Porém, tropeçou no discurso ao dizer que aposentaria Lula. Num país em que os idosos, em muitos casos, sustentam a família e mantêm a capacidade de trabalho, alguns marqueteiros viram um preconceito contra pessoas idosas.

O arriar da mala/ A contar pela forma agressiva com que se comportou o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), ninguém tem dúvidas de que ele chegará à Câmara disposto a “lacrar”. Se chegar por lá do jeito que se mostrou nos bastidores do debate, xingando adversários com provocações desrespeitosas, arrisca entrar para o folclore, como ocorreu com tantos outros desde a redemocratização.

O que as manifestações europeias têm a dizer aos candidatos no Brasil?

Repercussão das eleições brasileiras no mundo. Arte: Caio Gomez
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As manifestações que tomaram conta de várias cidades em países europeus e também na Argentina, na Colômbia e no Peru, têm um denominador comum: a cobrança de direitos sociais. Independentemente de quem sair vitorioso no próximo domingo, a avaliação geral de congressistas dos dois lados da política brasileira é a de que o eleito precisará ter uma capacidade de diálogo para conversar com jovens a fim de garantir o colchão de proteção social que vem sendo cobrado na Europa e nos países da América do Sul. Na Argentina, por exemplo, a megamanifestação da semana passada foi consequência dos cortes de gastos públicos e da política de austeridade do presidente Javier Milei.

No Brasil, por enquanto, a palavra de ordem de grande parte dos bolsonaristas aliados de Flávio é o “fora Lula”, e de muitos que votam em Lula é impedir o retorno do clã Bolsonaro ao centro do poder. Ocorre que, conhecido o resultado, seja Flávio, seja Lula, não haverá o mesmo lastro para governar. As apostas são as de que, no dia seguinte, Flávio perderá o apoio de muitos que o elegeram apenas para tirar o PT do poder. Em especial, aquela classe C, que se afastou do petista. Num cenário com Lula, onde muitos já foram às ruas pregando a manutenção de direitos sociais, a expectativa é a de que terá ainda um tempo para respirar e conversar com o público jovem. Porém, nenhum dos dois estará livre de manifestações em prol desses direitos sociais.

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Enquanto isso, no mundo virtual…/ A avaliação dos políticos que estão atentos a essas manifestações mundo afora é a de que a sociedade civil voltou às ruas, deixando um pouco de lado o barulho das redes sociais dominado pelos algoritmos. É com esse público real que o eleito terá que conversar e demonstrar talento para o diálogo.

E, dada as necessidades da população, esses movimentos não vão demorar.

Larga ele rapidinho

Entre os congressistas, causa preocupação a denúncia de que o advogado Willer Tomaz tinha uma conta com o senador Flávio Bolsonaro no papel de “usuário master”. O senador negou, disse que tudo não passa de fake news às vésperas da eleição. Porém, as investigações continuam, e deputados consideram este mais um problema para a campanha do senador a cinco dias do pleito. Se Flávio for eleito, a avaliação geral é a de que Flávio terá que largar a mão de Willer Tomaz, com quem o candidato do PL já viajou aos Estados Unidos num jatinho do qual Daniel Vorcaro é sócio. O advogado é, ainda, suspeito de ter acesso antecipado a decisões a serem tomadas no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

E o servidor público, como fica?

Formado por várias instituições de servidores, o movimento Pacto pelo Serviço Público foi medir o compromisso dos finalistas da eleição presidencial com as reivindicações dos funcionários em 16 temas. Embora Flávio Bolsonaro tenha vencido a eleição no Distrito Federal, onde o funcionalismo público de alta gestão e qualificação predomina, a avaliação do Pacto é a de que Lula está mais alinhado com os anseios das diversas categorias. Ela ganha de Flávio em todos os quesitos analisados.

Marçal, o treinador

Pablo Marçal entrou de cabeça na campanha de Flávio Bolsonaro e inspirou o Ministério da Prosperidade que Flávio incluiu em seu programa de governo. E não parou aí. Foi, ainda, fundamental na preparação do candidato para o debate com Lula. Se tem algo que Marçal aprendeu na campanha para a prefeitura de São Paulo foi tirar os adversários do sério, a ponto de levar uma cadeirada de Luiz Datena.

A fila para a guilhotina: crescem as apostas sobre aposentadoria de Moraes

Diante da vantagem de Flávio Bolsonaro, Moraes pode ser o primeiro a se retirar de cena. Arte: Lucas Pacífico
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Crescem as apostas sobre uma aposentadoria antecipada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, caso o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, vença o pleito daqui a duas semanas. Porém, a contar pelo ânimo da bancada bolsonarista que tomará posse em fevereiro de 2027 no Senado, ainda que Xandão saia do STF, isso não será suficiente para aplainar as arestas entre a Suprema Corte e o grupo liderado pelos Bolsonaro. Muitos já falam abertamente que é preciso promover, ainda, o impeachment do ministro Flávio Dino. A avaliação de boa parte do grupo é de que o magistrado ultrapassou limites ao investigar as emendas parlamentares. E, de quebra, na avaliação dos bolsonaristas, teria tentado interferir no processo eleitoral. Por isso, sem Xandão, ele se tornaria o primeiro da lista. A bancada bolsonarista passou a campanha, guardadas as devidas proporções, meio que repetindo a frase da tirânica rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas: “Cortem as cabeças”. E, se não cortar nenhuma cabeça, não ficará satisfeita.

Tirem-no da sala/ No caso de Dino, a ideia é ainda promover uma emenda que impeça uma candidatura em 2030, como forma de deixá-lo fora do processo eleitoral futuro, caso o ministro, se for catapultado do Supremo, resolva retomar sua carreira política.

Esqueçam ele /Nas hostes de Flávio Bolsonaro há muita gente trabalhando para preservar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Embora tenha sido citado no caso Vorcaro por causa do resort no Paraná, Toffoli é visto como alguém que ajudou o então presidente Jair Bolsonaro durante o governo e se aproximou da ala mais afinada aos Bolsonaro no STF. Por isso, está fora da fila.

Espere algumas casas/ Com o fim da escala 6×1 na pauta do Senado, os bolsonaristas avaliam que será muito difícil reverter o placar favorável ao texto. Se não der para obstruir a votação, a intenção de uma parte dos oposicionistas é votar, até para parar de dar discurso para Lula. Contudo, o tema não será esquecido. Já tem gente dizendo que, mais à frente, será possível diluir qualquer mudança numa reforma trabalhista mais ampla, caso Flávio Bolsonaro vença daqui a duas semanas.

Ibaneis na roda/ A duas semanas da eleição, as menções ao ex-governador Ibaneis Rocha como partícipe de decisões importantes sobre a compra do Master pelo BRB retomam com força. No geral, entretanto, advogados afirmam que o ex-governador sempre poderá dizer que suas deliberações a respeito foram orientadas pelo ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que já está preso.

Celina fora da roda / As citações de que Ibaneis tinha poder de decisão, porém, não têm potencial para mudar o rumo da eleição no Distrito Federal. Não foram poucas as vezes em que, muito antes de o escândalo estourar, a então vice-governadora dizia que, se fosse candidata a governadora e, se fosse eleita, Paulo Henrique Costa não teria lugar na sua equipe.

A hora de marcar diferenças/ Aliados do presidente Lula acreditam que os debates representam uma grande chance de o candidato do PT virar votos. Porém, se ficar irritado ou demonstrar uma arrogância contra o 01 de Jair Bolsonaro, o resultado pode ser catastrófico, tal e qual ocorreu com Cristovam Buarque contra Joaquim Roriz na eleição de 1998, levando o então governador Cristovam a perder a reeleição. Cristovam adotou um tom mais acadêmico, o que fez com que o eleitorado mais humilde se identificasse com Roriz.

Irrite-o/ Da parte de Flávio Bolsonaro, ele será aconselhado a tirar Lula do sério ou do estilo “paz e amor”, a fim de que o petista parta para expressões do tipo, “mequetrefe”, para se dirigir ao adversário.

Quem soma/ Dentro do PT, começa a crescer a avaliação de que é preciso se aproximar dos ex-bolsonaristas, como o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ). Otoni fez questão de participar de atos de campanha pela reeleição do presidente Lula e fez um vídeo que viralizou na internet, em que ele aparece correndo, falando em liberdade e nos programas sociais do governo.

Flávio, o empresariado e o mercado/ Depois do jantar de Lula com o empresariado em São Paulo, na reta final do primeiro turno, quem irá ao centro financeiro do Brasil é o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Ele tem almoço marcado para 19 de outubro no Grupo Lide, fundado pelo ex-governador João Doria. Não é propriamente a volta do “bolsodoria”, mas uma oportunidade de o Lide apresentar aos maiores grupos empresariais do país mais detalhes das propostas econômicas de Flávio Bolsonaro.

Nossa Senhora Aparecida/ Que Nossa Senhora Aparecida ilumine o eleito no próximo dia 25, para que o país possa ter paz.

Emenda do fim da reeleição pronta para plenário

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COLUNA BRASÍLIA-DF deste SÁBADO

Denise Rothenburg 

    Crescem no Senado as articulações para votar ainda este ano a proposta de emenda constitucional (PEC) do senador Marcelo Castro (MDB-PI), que prevê o fim da reeleição: “A proposta oi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e está pronta para ir ao plenário”, comenta o senador piauiense. O texto determina que prefeitos e vereadores eleitos em 2028 tenham seis anos de mandato, de forma a tornar as eleições municipais, estaduais e federais coincidentes em 2034, e, a partir desta data, aumento dos mandatos de quatro para cinco anos.  “Eleição de dois em dois anos é um desgaste desnecessário para o país”, diz o senador. Se aprovada, a última possibilidade de reeleição seria em 2030. Significa que, se Flávio Bolsonaro for eleito agora, teria direito, por essa proposta, a concorrer a um novo mandato. Lula, como já é candidato à reeleição, não poderia. A emenda Castro é a base para as discussões neste momento. Para conseguir ser aprovada este ano, porém, falta muito, uma vez que precisaria passar no Senado e seguir à Câmara. Mas, a vontade de aprovar o fim da reeleição., como o leitor já sabe, existe. E, reza a tradição, quando há vontade política, os parlamentares conseguem fazer até elefante voar. Essa Pec já esteve para votar algumas vezes e não se chegou a um acordo no plenário. Resta saber se, desta vez, os partidos vão se entender.

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    Não repita Lula/ Aliados de Flávio Bolsonaro têm dito que, se ele vencer, não deve aceitar ser candidato à reeleição em hipótese alguma. Afinal, o presidente Lula disse lá atrás, em 2022, que não concorreria a um quarto mandato e terminou candidato.

“Já ganhou” abre campanha para comando da Câmara e do Senado

Arte de Maurenilson
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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Antes mesmo do segundo turno da eleição presidencial, os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionam os ocupantes de ministérios e nomes para as presidências do Senado e da Câmara. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lança o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para comandar o Senado. O deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) quer ser candidato ao comando da Câmara dos Deputados e outros apontam o senador Rogério Marinho (PL-RN) para ministro da Casa Civil da Presidência da República. A avaliação é de que, depois de coordenar a campanha de Flávio, Marinho ocupará o cargo que quiser. Outro nome citado para ministro é o do deputado Mendonça Filho (PL-PE), cotado para a pasta da Educação. Mendonça está muito próximo do candidato e, inclusive, coordenará a campanha no Nordeste, especialmente, em Pernambuco, onde a governadora reeleita, Raquel Lyra (PSD), declarou que não deve entrar de forma incisiva na campanha de Lula, a quem é grata por todos os projetos promovidos em conjunto.

Quem tudo quer…/ Dentro do Congresso, esses movimentos antes do segundo turno geram preocupações. Afinal, há outros aliados se apresentando para comandar a Câmara. E, em política, vale a máxima que serve para a vida: a pressa é inimiga da perfeição.

Discurso preocupante

Flávio já fala em mudar a Constituição. Embora não tenha dito em que parte, já tem muita gente apreensiva com a perspectiva de mudanças nos benefícios trabalhistas, nos direitos individuais e nas atribuições dos Poderes. Até aqui, ele não detalhou nada. Mencionou apenas que seria para “redemocratizar” o país. Alguns parlamentares de centro disseram que discurso mais vago do que esse impossível.

E o fim da 6 x 1?

A oposição ao governo Lula no Senado está preocupada com o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6 x 1 na Casa. A estratégia é esvaziar o plenário e boicotar o quórum, porque nas contas dos senadores e do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) há votos suficientes para aprovar o texto. A ideia dos aliados de Flávio é atrasar do jeito que der e não vincular o movimento ao candidato à Presidência da República durante a campanha de segundo turno.

Alcolumbre e o fim da 6 x 1

Há senador apostando que a Alcolumbre só resta votar e aprovar a PEC do fim da escala 6 x 1. Isso porque a bancada de Flávio não vai apoiar a reeleição de Alcolumbre e já articula um novo nome, conforme o leitor da coluna já sabe. Da parte de Alcolumbre, melhor ter o fim da escala 6 x 1 em seu currículo.

Finja que não viu

A federação União Progressistas ainda não decidiu o que será feito sobre os parlamentares e governadores que apoiam a reeleição de Lula. Porém, a ideia predominante é fazer cara de paisagem, uma vez que esse grupo é pequeno. A decisão de apoiar Flávio foi definida por unanimidade e aclamação dos membros presentes na reunião na última terça-feira, na Câmara dos Deputados. No Nordeste e Norte, há nomes que compõem com o PT, como o governador Lucas Ribeiro (PP), reeleito em primeiro turno na Paraíba.

No tempo do Pix…/ … Muitas pessoas que trabalharam para candidatos em cidades goianas no Entorno do Distrito Federal receberam em dinheiro vivo. Embora as campanhas de deputados federais e estaduais tivessem pedido inclusive a chave Pix de cada um, quem carregou bandeiras e distribuiu santinhos na reta final do primeiro turno saiu com cédulas de real no bolso.

Em busca do Centrão/  O Republicanos se reúne hoje, às 18h, na sede do partido em Brasília, para decidir se apoia Flávio no segundo turno. Serão ouvidos os representantes dos diretórios estaduais antes da nacional bater o martelo. Até aqui, PSD está neutro a nível nacional e a federação União Progressista fechou questão para apoiar e trabalhar pela eleição do senador.

Por falar em reunião…/ Os senadores de direita eleitos no último domingo, e aqueles com mandato, se reunirão no QG da campanha de Flávio hoje, às 15h. A ideia é definir as pautas e objetivos para a próxima legislatura, em fevereiro do ano que vem.

A campanha no DF/ A governadora Celina Leão (PP, foto) recebeu uma pesquisa, na quinta-feira, antes da eleição, mostrando que o eleitor não sabia o seu número e a associava ao 22, do PL. O resultado das urnas comprovou o tracking e agora a campanha está focando em conteúdos nas redes sociais martelando o número 11 de Celina nas urnas. Já Leandro Grass pretende massificar o 13 dele e de Lula e correr atrás daqueles que preferiram não votar no primeiro turno. Há, inclusive, eleitores que votaram em deputados distritais de esquerda e em Flávio ou Celina. Agora, os petistas e seus aliados vão tentar reverter esses votos.

Cleitinho e a 6 x 1

Publicado em 6x1, coluna Brasília-DF, Congresso, Lula, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Lula ganhou um reforço para tentar alavancar o projeto que acaba com a escala 6 x 1. Governador eleito de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) anuncia que irá cobrar a votação da proposta da emenda constitucional que está no Senado.

O padrinho de Xandão

Depois que o ex-presidente Michel Temer anunciou o apoio a Flávio, começaram a chover posts em grupos de WhatsApp sobre o fato de o ex-presidente ter nomeado o ministro Alexandre de Moraes (foto) para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Lira, o articulador

Crédito: Kleber Sales
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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Deputado Arthur Lira (PP-AL).
Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Eleito em Alagoas com votação recorde para o Senado, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP, foto) não pretende se apresentar para presidir a Casa. Mas já existe, pelo menos, um nome que ele não pretende ajudar: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). As dificuldades entre eles são antigas.

Por falar em dificuldades…

Lira deve participar, hoje, do anúncio do apoio do PP a Flávio e se colocar à disposição para ajudar na campanha em Alagoas. Ele não gostou nada de Lula ter ido ao estado e anunciado apoio aos candidatos que faziam campanha junto com Renan Filho, do MDB, para o governo — leia-se seu maior adversário político, o senador Renan Calheiros. E, nas Alagoas, com a eleição fechada no primeiro turno e com a vitória de JHC ao governo, vai ser difícil espaço para ampliar a campanha petista por lá.

… no Senado, tem fila

Se for para ser um nome do PP a concorrer à Presidência do Senado, esse nome será o da senadora Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, que já se apresentou há tempos. Se Flávio vencer a eleição, ela só não será presidente da Casa se for o nome do partido para ocupar um ministério.

Os acenos de Flávio para reforçar segundo turno

Crédito: Maurenilson Freire
Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Lula, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As conversas mais fechadas do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, com seus potenciais aliados, incluem cargos para o PP, União Brasil, Republicanos e outros partidos que ficaram longe da campanha do primeiro turno. A lista de agraciados não está fechada, mas há acenos de negociação numa futura composição, a fim de garantir um trabalho dessas legendas nesta segunda rodada. Outro ponto que o senador pelo Rio de Janeiro usará como atrativo — que, inclusive, já foi colocado de público — é o compromisso de não concorrer a um segundo mandato. Isso não significa, contudo, que todos os Bolsonaro ficarão longe de uma campanha ao Planalto, no caso de vitória de Flávio daqui a três semanas. Conforme já antecipou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a perspectiva é a de que Jair Bolsonaro, depois de receber o indulto do filho, seja o candidato em 2030. O clã que conseguiu eleger quase todos os seus no último domingo, mostra que pretende ficar por muito tempo na politica brasileira.

O que preocupa

A alta abstenção no primeiro turno é motivo de preocupação tanto para a campanha do senador quanto para a do presidente Lula. Em 2022, a abstenção no segundo turno foi menor que o primeiro em 570 mil votos. Dentro do PT, há quem diga que, se esse número se repetir, será muito mais difícil para o petista tirar a diferença para o candidato do PL.

Situações inversas

Se no plano federal o PT tem dificuldades em angariar apoios no segundo turno, no Distrito Federal quem está nessa posição é a governadora candidata Celina Leão (PP). A diferença é que ela não venceu no primeiro turno por 168 votos. A ordem agora na campanha é massificar o número 11 e, assim, evitar que os eleitores apertem 22 para o GDF. Leandro Grass (PT) vai massificar o 13 e tentar o apoio dos candidatos que ficaram fora do segundo turno.

Parlamentares chegando

Deputados e senadores reeleitos começam a desembarcar em Brasília. Ontem, foi a vez do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE, foto). Ele levará a Flávio o projeto de reforma do Judiciário. Se o candidato endossar a proposta, Danilo pretende fazer campanha para o PL no Ceará no segundo turno.

Os memes não param

Na internet, circulam vários memes com a deputada Marina Silva (Rede-SP), a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, a ex-senadora Soraya Thronicke, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e outros numa fila de “desemprego”.

Fim da reeleição já está no forno

Charge de Valdo Virgo
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Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 04 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg

Independentemente do resultado desta eleição, os partidos de centro começaram a trabalhar o fim da possibilidade de reeleição para o Executivo nos três níveis de poder, municipal, estadual e federal já a partir de 2030. E as apostas no momento são as de que ninguém irá se opor. O PT de Lula já havia sido contra quando da aprovação da emenda que permitiu a recandidatura de Fernando Henrique Cardoso em 1998.  E o senador Flávio Bolsonaro, do PL, já declarou ser contra a reeleição no início desta campanha, quando avaliava a candidatura como uma ida ao “sacrifício”. Diante desse cenário, a ideia nos partidos de centro é recolocar esse tema na pauta. De preferência nesta reta final de 2026.

O jogo deles/ A ideia de acabar com a possibilidade de reeleição tem outros motivos. Os partidos de centro não querem oito anos de Flávio Bolsonaro, caso o candidato do PL vença hoje ou no fim do mês. Alguns preferem até reeleger Lula, encerrando um ciclo, a fim de buscar algo novo em 2030, leia-se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que, se vencer hoje, conforme indicam parte das pesquisas, entra para o rol dos presidenciáveis. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é outro nome apontado internamente com potencial para concorrer ao Planalto. Os partidos de centro, inclusive, tentaram colocar Tarcísio ainda nesta eleição. Porém, quando Bolsonaro escolheu o próprio filho, houve um recuo, por se tratar de um projeto familiar, e não um acordo político mais amplo. Agora, é evitar que qualquer projeto perdure, aprovando o fim da reeleição.

A certeza da cadeira

Nas conversas mais reservadas com apoiadores de Flávio Bolsonaro, muita gente jura que já existe até distribuição de ministérios. Este, aliás, seria um dos motivos do PP anunciar o apoio ao filho Zero Um de Jair Bolsonaro na terça-feira, em caso de segundo turno. 

Por falar em segundo turno…

As últimas pesquisas divulgadas ontem indicam um segundo turno por muito pouco. Os partidos de centro torcem para isso, porque seria uma forma de vender o passe aos finalistas. 

Eduardo não abre mão

Se tem algo que Eduardo Bolsonaro vai exigir, em caso de vitória do irmão, é uma “limpeza” no Itamaraty. A ideia é colocar na geladeira todos os embaixadores que, na avaliação de Zero Três, não serviram a contento no governo de Jair Bolsonaro. 

Vale acompanhar

Autoridades brasileiras com trânsito em instituições norte-americanas avaliaram que a ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de mandar fechar a embaixada e consulados do país no Brasil foi feita para criar um clima de incerteza nas eleições. Há dúvidas se Trump reconheceria um resultado apertado de imediato, e a decisão teria ocorrido para dar o recado de que a reação de Washington dependerá da sinalização do eleito para assuntos de interesse do governo Trump.

Cola nele/ A ida de Flavio Bolsonaro a São Paulo para um ato ao lado de Tarcísio de Freitas no sábado foi lida como um sinal de insegurança quanto aos votos neste domingo no maior colégio eleitoral do país. Em 2022, Jair Bolsonaro esperava uma frente de 15 milhões de votos no segundo turno. A diferença ficou menor do que o então presidente Jair Bolsonaro esperava. Agora, era preciso reforçar a campanha por lá, a fim de tentar fechar no primeiro turno. 

Conversas paralelas/ O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques (foto), foi flagrado conversando durante a verificação de integridade e autenticidade dos sistemas das urnas eletrônicas no sábado. Quem esteve presente comenta que Marques mais conversou que prestou atenção.

Pé na neve…/… E muita música. Mais vazamentos sobre as relações de Daniel Vorcaro saíram na véspera da eleição. O alvo da vez foi o presidente do Progressistas, senador e candidato à reeleição Ciro Nogueira (PI). A viagem em si já era de conhecimento público, e agora apareceram mais vídeos e fotos em que Ciro, a namorada, Flávia Rosalen, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a ex-noiva Martha Graeff aparecem curtindo uma balada nos Alpes Suíços. De acordo com a PF, a viagem teria custado cerca de R$ 2 milhões.

Hora de refletir e votar/ Antes de votar apenas para derrotar o outro, seja ele quem for, pense primeiro nos projetos de cada candidato e tenha em mente que, no dia seguinte, caberá aos vencedores governar com equilíbrio, serenidade e muita diálogo para resolver as mazelas do Brasil. Que Deus ilumine e guarde o Brasil.

Colaborou Renato Souza

O desafio do fim da 6 x 1

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, Eleições 2026, Reforma do Judiciário, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 3 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Muita gente no Congresso calcula que vai ser difícil garantir o fim da escala 6 x 1 entre o primeiro e segundo turno das eleições. Isso porque, entre os estados em que as pesquisas apontam segundo turno para o governo, está justamente o Amazonas. Lá, o líder do PSD no Senado e relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6 x 1, Omar Aziz, lidera as pesquisas e pode ser um dos candidatos a passar para o segundo turno. Vai ser difícil largar a campanha para se dedicar totalmente à proposta.

Limão e limonada

Aliados de Aziz, porém, acreditam que o projeto pode dar ao relator a visibilidade eleitoral junto a uma parcela importante do eleitorado. E com a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de marcar sessões para debater a proposta de fim da escala 6 x 1 na semana pós-eleição, o relator terá na tribuna da Casa um local perfeito para mandar seu recado de defesa da qualidade devida dos trabalhadores.

Judiciário quese prepare

As decisões judiciais monocráticas desta semana, que alteraram as regras do último debate presidencial dessas eleições, ampliaram as pressões para uma reforma do Judiciário. A ideia é começar logo a discussão com a retomada dos trabalhos, na semana que vem. Com ou sem segundo turno, os congressistas querem dar uma resposta à sociedade.