Categoria: Segurança Pública
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 15 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, quer chegar ao final desta terça-feira com alguma explicação a dar à sociedade. Nem que seja, no mínimo, Alexandre de Moraes investigado pelo STF. Entre os cenários traçados por ele, segundo pessoas próximas, está determinara abertura dessa investigação sobre Moraes de forma monocrática e, em seguida, pedir ao colegiado que defina se o ministro Alexandre de Moraes deve ser afastado ou pode permanecer no cargo enquanto durarem as investigações. Só tem um detalhe: essa forma não está combinada com os demais ministros, e todos querem se pronunciar sobre a abertura de processo. Muitos planejam inclusive apresentar uma série de preliminares. Afinal, o que se diz é que, se for para ministro ter que dar explicações sobre o fato de a mulher (ou filhos) advogarem no STF, outros terão que responder.
Veja bem/ A avaliação de muitos é a de que não há como colocar todos os ministros no mesmo balaio. Ainda mais depois de tudo o que já sabe em relação ao contrato entre Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro. A Polícia Federal tem informações que indicam um encontro entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes em 30 de dezembro de 2023, num hotel de luxo em Campos do Jordão, menos de um mês antes da assinatura do contrato entre a esposa do ministro e o então controlador do Master. Nos bastidores, considera-se certa a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes.
Confiança e respaldo
Manifestos à parte, tudo o que o presidente Edson Fachin fizer hoje terá que ter o apoio da sociedade como um todo. A avaliação, inclusive no governo, é a de que não há como deixar o presidente do Supremo Tribunal Federal isolado em meio a essa crise.
Toma que o filho é teu
Os petistas estão roucos de tanto afirmar que Alexandre de Moraes foi indicado ao STF por Michel Temer e que Daniel Vorcaro montou toda a estrutura de fortalecimento do banco Master durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. Quem barrou tudo depois foi Gabriel Galípolo, o presidente indicado por Lula.
Do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante,que já foi ministro, deputado e senador
“Tivemos a CPI do Collor, no Poder Executivo; a CPI dos Anões do Orçamento, uma crise no Legislativo. Mas nunca vimos uma crise dessa proporção no Poder Judiciário. O Judiciário tem que se reformar”
Ganha no discurso
Os bolsonaristas partem da premissa que Flávio Bolsonaro ainda pode ganhar muitos votos por causa do desgaste do ministro Alexandre de Moraes. Afinal, o integrante do STF sempre foi um inimigo declarado da família Bolsonaro. Nesse sentido, a leitura é que se Moraes for afastado, é possível usar essa narrativa no horário eleitoral. Seria um jeito de evitar perdas devido à revelação de que Flávio é investigado por ao menos três crimes por causado financiamento do filme Dark Horse.
O que vem por aí
Em palestra no seminário Brasil Hoje, do think tank Esfera, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, responsável pelo programa de governo de Flávio Bolsonaro na economia, ressaltou a necessidade de ajustes na reforma tributária e acenou ainda com privatizações, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial: “Não faz sentido o Estado ter uma estatal de chip de boi (no caso, a Cetec), ou ter uma tevê estatal”, comentou. A Caixa Econômica Federal, porém, terá um lugar de destaque no futuro governo. (Leia mais sobre o seminário no blog da Denise no site do Correio).
CURTIDAS
A campanha deles/ Participante do seminário Brasil Hoje, do Think tank Esfera, o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP/foto) foi incisivo ao cobrar da plateia de empresários e banqueiros que “um senador por São Paulo tem que ser paulista acima de tudo”. Referia-se especialmente às candidatas Simone Tebet, que nasceu em Mato Grosso do Sul, e Marina Silva, do Acre.
Hora da segurança pública/ O Correio Braziliense promove hoje o CB Talks sobre Segurança para o desenvolvimento do Brasil. O debate abordará os projetos em tramitação no Congresso Nacional que visam o combate à fraudes e infiltração do crime organizado em setores como o de combustíveis e GLP. São painelistas Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (GAECO), o deputado Alberto Fraga (PL-DF), o candidato Marivaldo Pereira (PT-DF), e o presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz. O evento começa às 9h30 e pode ser acompanhado pelas plataformas do Correio.
Perdas & danos?/ Ao ser perguntadasobre quem perde mais com a crise do Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula ou Flávio Bolsonaro, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal não titubeou: “Quem perde mais é o Brasil”
STF no lugar de debates/ Enquanto o Supremo Tribunal Federal vive sua crise, a campanha eleitoral vai chegando ao fim sem debates entre os principais candidatos. Pior para o eleitor.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 5 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O posicionamento incisivo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, prometendo uma solução “rigorosa e firme” para a crise que se abate sobre o topo do Poder Judiciário não foi à toa. Um dos objetivos dos ministros é evitar que esse assunto termine resolvido pelo Senado Federal, num processo de impeachment. A avaliação geral é a de que esses processos são sempre traumáticos, do ponto de vista institucional e, além disso, haveria o risco de “abrir a porteira”, ou seja, depois de Alexandre de Moraes, que hoje encabeça a lista de pedidos, surgiriam novas investidas contra ministros do STF. E essa situação ninguém quer. É hora de a Suprema Corte resolver os seus problemas, antes que outros o façam.
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Vale lembrar/ No momento em que saiu o contrato entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes e o Banco Master foi sugerido aos ministros que resolvessem a crise internamente, de forma contundente para evitar que o STF continuasse exposto. Nada foi feito em termos de uma solução negociada. Agora, avaliam muitos, a saída para crise será traumática. Porém, melhor o STF agir do que deixar tudo a cargo do Senado.
A paternidade de Xandão
Com a eleição na ordem do dia, os petistas querem tratar de manter distância do ministro Alexandre de Moraes. Para isso, daqui para frente começarão a deixar claro em todas as oportunidades que Moraes foi para o STF por indicação do então presidente Michel Temer, que assumiu o governo logo depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Não votou, mas…
… saiu do foco. Mesmo sem levar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 ao plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conseguiu deixar de ser o grande vilão da não aprovação da matéria ao desengavetar o texto. Agora, o adiamento da votação será atribuído aos aliados do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fizeram de tudo para atrapalhar a análise na CCJ e evitar a apreciação final. Há quem diga que esse movimento foi muito bem calculado como uma forma de limpar a imagem de Alcolumbre.
Saldo positivo
E com o fim da semana de esforço concentrado, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem três vitórias das cinco que tentou emplacar: aprovação dos projetos do Redata (sistema tributário de datacenters), minerais críticos e a isenção da taxa das blusinhas. E ainda poderão se vangloriar das votações das PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Vai tudo para o horário eleitoral na tevê.
CURTIDAS
Deixem passar e foquem/ Dos Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para defender o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que apareceu em áudios vazados pedindo favores ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Eduardo ainda pede nas entrelinhas que esqueçam o caso ou o financiamento do filme Dark Horse. A seus seguidores, pede foco contra Alexandre de Moraes, que “recebeu dinheiro do cliente”, no caso, Vorcaro.
Até aqui, sem explicações/ Em nenhum momento, Eduardo esclareceu onde foram parar os recursos que Vorcaro destinou ao filme da biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — aliás, inicialmente um repasse previsto quase que no mesmo valor do contrato com o escritório da mulher de Moraes.
Por falar em Nikolas…/ Parlamentares de direita se mostram constrangidos ao comentar o áudio que o deputado Nikolas Ferreira (foto) enviou a Daniel Vorcaro. Mesmo em conversas reservadas, senadores e deputados evitam atacar diretamente Nikolas, mas demonstram desconforto e constrangimento ao responder que Vorcaro sabia como “encantar” e “corromper” excelências da República.
Campanhas solteiras/ Candidatos a deputados estaduais do PSD do Rio de Janeiro têm feito campanha casada apenas com Eduardo Paes, que concorre ao governo estadual. Para os demais cargos, o “santinho” distribuído aos eleitores vai em branco. Ou seja, o eleitor que decide em quem votará para presidente da República, senador ou deputado federal.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 1⁰ de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Com a entrega do Orçamento da União ao Congresso esta semana e os projetos em pauta, o presidente Lula se prepara para dizer, no horário eleitoral, que seu governo acena com responsabilidade fiscal sem tirar de cena os programas sociais. Encaixará nesse discurso pontos levantados pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre uma reforma administrativa que “enfrente as corporações” . Durante a participação no Macro Day, do BTG Pactual em São Paulo, Marinho não esmiuçou a proposta de reforma administrativa, mas disse que é preciso enfrentar as corporações, algo que, na visão dele, o atual governo não fará. Há um receio, no poder público de forma geral, de que essa reforma administrativa reduza o ingresso por concurso em alguns cargos e que isso represente um afrouxamento nos mecanismos de controle. Incluídos aí a Receita Federal, a Polícia Federal, o Ministério Público, o próprio Coaf — o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que, hoje, alerta todas essas instituições a respeito das transações financeiras atípicas.
Retorno ao passado/ Um grupo pensa, inclusive, em recuperar a frase do então presidente Jair Bolsonaro, numa reunião em 2020, quando ele foi direto ao dizer que não esperaria “f.. a família” , para trocar alguém de segurança na ponta. “Se não puder trocar, troca o chefe, se não puder trocar, troca o ministro” . Aliás, com a campanha esquentando, as frases antigas de Bolsonaro serão revisitadas por todos os adversários.
Lula e Alcolumbre I
Ao indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga de Bruno Dantas no Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, garante um lugar de peso para o seu aliado, mas não sela a sua pacificação com Lula, uma vez que este posto já é de indicação dos senadores. O que falta para dar os 100% entre Lula e o senador amapaense é Alcolumbre desmontar as travas para a aprovação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal.
Lula e Alcolumbre II
Como o leitor da coluna já sabe, o presidente Lula não desistiu de indicar o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) e planeja fazer isso depois da eleição. Porém, já tem gente apostando que Bruno Dantas não teria deixado o cargo sem a promessa de uma indicação ao STF. Com isso, duas das possíveis quatro novas vagas na Suprema Corte seriam destinadas a homens.
Vão dificultar
A oposição no Senado promete uma votação demorada da PEC do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para isso, preparou um kit obstrução robusto para comissão e plenário, caso necessário, e garante que votará contra o texto, diferentemente do que ocorreu na Câmara. De acordo com senadores ouvidos pela coluna, a oposição não irá se “furtar” do compromisso com o Brasil e com quem gera emprego no país, diferente dos deputados que não bancaram o voto contrário. “Lula está buscando a bala de prata, que não ocorrerá” , diz o senador Rogério Marinho.
Convocação geral
Parlamentares da base do governo Lula estão a caminho de Brasília nesta semana para a possível votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 no Senado. Mesmo em período eleitoral, deputados e senadores estão confirmando presença no Congresso Nacional hoje e, principalmente, amanhã. A expectativa no Parlamento é a de que o texto seja aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) amanhã.
CURTIDAS
Efeito Cury/ Se as futuras pesquisas confirmarem o crescimento de Augusto Cury nas pesquisas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá que rever a sua disposição de não participar de debates. Pelo menos essa é a opinião de deputados que apoiam a candidatura do senador. É que, com vários representantes mais conservadores no páreo, quem não se apresentar corre o risco de perder a torcida.
O entusiasmo fala/ Se alguém tinha alguma dúvida sobre para que lado pende o coração de, pelo menos, parte dos barões do mercado financeiro nesta eleição, agora não tem mais. Na plateia do Macro Day, do BTG Pactual, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro, foi ovacionado ao dizer que era preciso tirar o PT.
Novos tempos/ Para a mesma plateia do BTG, o vice-presidente Geraldo Alckmin havia dito antes do senador potiguar que há uma tendência natural no mundo de redução da jornada (e/ou escala) de trabalho e que era possível a aprovação da PEC esta semana. Teve gente se remexendo na cadeira.
E a segurança, hein?/ Logo depois de se referir à segurança pública como algo que a Constituição atribui aos estados e não à União, o ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto), se referiu ao aniversário de um ano da Operação Carbono Oculto, que desbaratou um esquema do crime organizado para lavar dinheiro usando postos de combustíveis e fundos de investimentos. E foi além, ao dizer que está-se montando um sistema de IA para a realização de uma Carbono Oculto a cada dois meses. Se for por aí, avaliam governistas, Lula pode ter um passe para entrar com o pé certo no discurso de combate ao crime organizado.
Colaborou Luiza Altoé
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito
Ao emplacar três aliados nas relatorias de projetos importantes no Senado, o Palácio do Planalto conseguiu dois feitos: encaminhar textos alinhados com os objetivos do governo e manter em destaque os aliados escolhidos para a eleição. Os senadores Cid Gomes (PSB-CE), que ficou com o Redata, e Eduardo Braga (MDB-AM), com a política nacional de minerais críticos, lideram as últimas pesquisas ao Senado feitas em seus estados.
No caso da senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da PEC que trata da taxa das blusinhas, a designação é mais um ativo na corrida para uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal. A ideia é votar o parecer na próxima terça-feira, na primeira reunião após a eleição da mesa da comissão especial, marcada para hoje.
O arranjo definido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) desata um nó institucional em que se encontravam os poderes Executivo e Legislativo há meses. Apesar dos avanços, com evidentes dividendos eleitorais, há dúvidas em relação ao comportamento do plenário do Senado, principalmente depois das eleições. Não é certo se as propostas sairão integralmente conforme os desígnios do Planalto.
Sem alteração
Cid Gomes pretende seguir o mesmo caminho que o colega Omar Aziz (PSD-AM): manter o texto da Câmara dos Deputados sobre o Redata, regime especial de tributação de datacenters, e buscar consenso. Até ontem, a matéria acumulava 22 emendas apresentadas. O texto está pronto para ir a Plenário.
Já vi esse filme
À coluna, Gomes afirmou que irá analisar todas as sugestões, mas não deverá aceitar alterações de mérito. “Não há nenhuma novidade. O Brasil já teve um programa de incentivo para data centers ainda no primeiro governo Lula, em 2005” , lembrou o relator.
Emendas do setor
Contudo, o setor defende que haja um aperfeiçoamento no texto aprovado na Câmara no começo do ano. A coalizão das frentes parlamentares produtivas apoia a emenda que prevê a utilização de fontes firmes, como gás natural, energia nuclear e biometano, complementares às fontes renováveis e essenciais para empreendimentos que operam de maneira contínua.
Se tem acordo…
Caso a emenda seja acatada, o texto deverá retornar à Câmara para uma nova votação. O setor ressalta que isso não seria um problema, haja vista o compromisso firmado entre Lula, Motta e Alcolumbre para aprovar essa matéria.
Hora de se apresentar
Na estreia do horário eleitoral no rádio e tevê, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) usará os quase três minutos de propaganda a que tem direito para divulgar seus feitos. Inicialmente, a campanha não deverá atacar Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas é possível uma mudança de tom até outubro. Nesta fase da campanha, Caiado pretende mostrar ao Brasil as realizações em Goiás, com enfoque especial na segurança pública.
Ficha limpa
As peças ainda devem ressaltar que, em 40 anos de vida pública, Caiado teria uma conduta imune a escândalos. O mote da campanha será: “Muito para mostrar e nada para esconder” .
Janela de oportunidade
Em relação à medida provisória da taxa das blusinhas, o PL pretende alcançar um equilíbrio entre a concorrência e o acesso aos mercados globais. O deputado Rodrigo Valadares (PL-SE, foto) afirma que a bancada buscará “um denominador comum” . “O caminho é pensar em desburocratizar o empreendedor nacional, e não criar mais regras para o e-commerce internacional” , avalia.
Isenção fiscal
Segundo o parlamentar, “a taxa das blusinhas fez tanto mal para o consumidor final quanto para pequenos empreendedores que compravam nas lojas on-line para fazer seus estoques” . A bancada também é favorável à isenção da taxa.
Combustível do futuro
Na próxima quarta-feira, será realizado, na Câmara dos Deputados, um seminário em comemoração aos dois anos da Lei do Combustível do Futuro. A Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde (Ceenerg) vai reunir representantes dos principais setores para discutir os avanços regulatórios, os desafios ainda existentes e as perspectivas para os combustíveis de baixo carbono no Brasil.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 18 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desfila no G7 como favorito à eleição de outubro, o pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), se voltará para a área de segurança, considerado o único tema capaz de tirá-lo do redemoinho em que viu enroscado a Daniel Vorcaro. Nesse sentido, o senador lança hoje, em São Paulo, seu programa de governo para esse serviço. A ideia é radicalizar no discurso para esse segmento, diferentemente do tom mais moderado que adotou para outras áreas — como, por exemplo, a economia. A recente vitória, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara — que considerou constitucional analisar o mérito da proposta de emenda à Constituição (PEC) que a reduz a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos —, mostrou ao PL que o caminho do filho 01 de Jair Bolsonaro é a segurança. Se não fizer um gol por aí, recuperando os pontos perdidos nas pesquisas, vai ficar difícil.
Por falar em dificuldades…/ Flávio tentou se projetar externamente, com a visita ao presidente Donald Trump, em maio, mas os resultados deixaram a desejar, porque a United States Trade Representative (USTR) divulgou o relatório da investigação da seção 301 com recomendações para aumento de tarifas às exportações brasileiras e críticas ao Pix. Foi um tema que colocou o pré-candidato na defensiva, tal como o caso Master.
Não está fácil para ninguém/ O tema da segurança pública é considerado um calcanhar de Aquiles do PT e será altamente explorado na campanha. E o presidente do partido, Edinho Silva, reconheceu, esta semana, durante almoço em Brasília, que, no passado, os partidos de esquerda, preocupados com a interpretação de que estariam defendendo a violência policial, não quiseram debater a segurança pública. Agora, preciso enfrentar o tema, principalmente no que se refere ao controle de territórios.
A campanha dos municípios
Líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, Rogério Marinho (PL-RN) contou, em almoço com a Frente Parlamentar do Livre Mercado, que a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) estima uma captura de 50% do IPTU com aumento de custos, caso o projeto que acaba com a escala 6 x 1 seja aprovado no Congresso. No embalo, Marinho classificou a proposta como “crime de lesa-pátria contra o Brasil”.
Resolve aí rapidinho
Parlamentares do PP têm enviado recados ao Supremo Tribunal Federal, pedindo celeridade na conclusão da investigação policial do caso Master. Eles estão preocupadíssimos desde que o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), foi citado. Alguns assumem, em conversas particulares, que o envolvimento dele com Vorcaro é “pouco republicano” e querem uma resposta oficial que inocente ou incrimine Ciro. Ninguém quer ir para a campanha com essa dúvida.
Te pago depois
Por falar em Ciro Nogueira, um dos fatos que veio à tona com a retirada de sigilo de documentos do caso Master no STF foi que o presidente do PP teria sido “sustentado por terceiros”. De acordo com a investigação, os deputados Júlio Arcoverde (PP-PI) e Átila Lira (PP-PI) pagaram boletos do senador nos valores de R$ 13.693,54 e R$ 3.457, respectivamente. Também há a vinculação de um cartão de crédito emitido no nome do ex-assessor do senador e empresário Lourival Nery Jr. Procurados, os parlamentares não retornaram ligações e nem mensagens enviadas pela coluna.
Veja bem…
Lourival Nery Jr. foi assessor de Ciro Nogueira por anos, na década passada. Inclusive, em 2018, dois motoristas afirmaram terem entregado no apartamento de Lourival grandes volumes de dinheiro em espécie. As informações vieram à luz durante as investigações da Operação Lava- Jato. Hoje, ele é empresário no Piauí.
CURTIDAS
Olho nela/ Se tem algo que surpreendeu todos os políticos na pesquisa sobre eleições 2026 foi o bom posicionamento da senadora Leila Barros (Leila do vôlei), do PDT, na pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política. Devagarinho, Leila conquistou lugar na Casa, com a defesa das pautas do esporte e de combate ao feminicídio. Ela é muito lembrada nas redes pela lei que criminalizou o stalking — foi autora da proposta que tipificou o crime de perseguição reiterada por qualquer meio.
O olhar do magistrado/ O ministro Sebastião Reis Jr. (foto), do Superior Tribunal de Justiça, foi homenageado ontem com o livro Fotos e Votos. Organizada por Flávia Guth e Rodrigo Haidar, a obra traz textos sobre um hobby do ministro, a fotografia, e as decisões que marcam seus 15 anos de trajetória no STJ.
Tal e qual…/ Corda em casa de enforcado: os grupos de WhatsApp do PP no Congresso passaram longe de conversas e questionamentos sobre as informações da investigação do Master que vieram a público, esta semana, com a retirada de sigilo do STF.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 2 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Senadores dos partidos de centro estão com dificuldades de votar propostas alternativas ao texto do fim da escala de trabalho 6 x 1 aprovado na Câmara. É que o “um dia a mais de descanso” ganhou corpo entre a população. Não por acaso, o presidente do MDB, Baleia Rossi, comentou no almoço do Lideres Empresariais (Lide), em São Paulo, que o partido apoia o projeto. As excelências têm dito que há muito tempo não havia uma cobrança tão grande sobre um tema. Se for a voto antes da eleição — é a tendência é de que seja apreciado —, será aprovado.
O que vale para Hugo…/ … pode valer para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UniãoAP). Até aqui, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem na aprovação do fim da escala 6 x 1 um legado “à Getúlio Vargas” para apresentar como o principal fruto de sua gestão — tal como Arthur Lira (PP-AL), que entregou a Reforma Tributária. O senador terá dificuldades de segurar o projeto, assim como tem feito com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública e o Redata (Regime especial de Tributação para Datacenters), que estimula a instalação desses serviços no país. E, com dois terços do Senado em jogo nessas eleições, amplia a pressão para que o texto vá a voto logo. É nisso que os governistas apostam.
O alerta de Appy
Ex-secretário da Reforma Tributária no Ministério da Fazenda e convidado especial para uma palestra magna na abertura do 10º Congresso Luso Brasileiro de Auditores Fiscais, em Belo Horizonte, Bernard Appy aproveitou o evento para manifestar preocupação com o fato de candidatos de direita falarem em acabar com a reforma. “É preocupante esse posicionamento. Acho isso muito ruim. Gera insegurança jurídica”, advertiu. Appy lembrou ainda que “quem se opõe (à Reforma Tributária) não quer que o país cresça”.
“Não posso sair daqui”
Depois de confirmar presença no Fórum de Lisboa, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ligou para alguns amigos e autoridades para justificar a ausência. Ele alegou que tem muito trabalho em Brasília e não poderia se ausentar. A avaliação de muitos é de que, em meio ao caso Master — e a penca de políticos envolvidos—, impossível sair do quadrilátero Brasília-São Paulo-Rio de Janeiro-Salvador.
Até aqui…
Enquanto as investigações e vazamentos sobre os recursos utilizados no filme biográfico de Jair Bolsonaro, Dark Horse, não provarem que Eduardo Bolsonaro se beneficiava deles, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto segue viável. Se o escândalo chegar ao filho 03 de Jair Bolsonaro, Flávio, o 01, será obrigado a parar nos boxes.
… contenção de danos
No cenário atual, a ordem é defender Flávio e evitar que cada fato novo prejudique a reputação do filme — visto como uma ferramenta para impulsionar o pré-candidato na corrida presidencial.
CURTIDAS

Atenção, contribuintes!/ Fiquem calmos. Um dos principais recados do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas (foto), no 10º Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais, em Belo Horizonte, foi de que o fisco não sairá multando as empresas nessa fase de teste dos primeiros acordes da Reforma Tributária. As receitas (federal, estaduais e municipais) estão no “modo diálogo e orientação” aos contribuintes.
Articulação em Minas/ Por falar em Belo Horizonte, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, participa hoje do encontro regional do partido. Ele chegou ontem à capital mineira para jantar com empresários na casa do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flavio Roscoe — cotado para concorrer ao governo estadual pelo PL.
Muito além dos combustíveis/ O jantar promovido pelo think tank Esfera em Lisboa, serviu para apresentação de um estudo sobre o avanço do crime organizado no varejo. O advogado Pierpaolo Bottini e a CEO do Esfera, Camila Camargo, mostraram que há facções controlando dezenas de lojas em vários estados.
Primeiro João Fonseca/ Antes de seguir para o XIV Forum de Lisboa, o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, foi à Franca, mais precisamente acompanhar de perto o torneio de Roland Garros, onde João Fonseca, o tenista brasileiro de 19 anos, dá um show, passando às semifinais. Trabuco fala hoje no Forum e segue direto para o aeroporto. Sem escala nos jantares que costumam reunir o meio jurídico, político e empresários.
Deputado Felipe Becari se filia ao Podemos nesta quarta-feira

Eduarda Esposito — O deputado Felipe Becari deixa o União Brasil nesta janela partidária e será recebido no Podemos de Renata Abreu (SP). A legenda vem buscando reforçar a bancada federal e aproveita o momento em que deputados podem trocar de partidos para trazer nomes com potencial. Becari é um dos deputados que atua na defesa da causa animal na Câmara e tem se destacado também por pautas ligadas à segurança pública. Outro ponto que chamou atenção do Podemos foi sua forte presença nas redes sociais, o que ajuda a fortalecer a legenda.
“Felipe Becari representa uma política moderna, conectada com as pessoas e comprometida com causas relevantes. Sua atuação na defesa dos animais e na proteção da vida está em total sintonia com os valores do Podemos. Ele chega para somar à nossa família e fortalecer ainda mais o partido”, afirma a presidente do partido, Renata Abreu.
Gratidão, reconhecimento e lealdade
O deputado Felipe Becari (União-SP) contou ao Blog que a decisão de migrar para o Podemos é mais uma decisão pessoal do que política. A presidente Renata Abreu e seu marido, Gabriel Abreu, vereador de São Paulo, são padrinhos de casamento de Becari e foram um suporte emocional muito forte quando o deputado passou por um momento pessoal delicado em 2023.
“A escolha tem cunho pouco político por causa da minha amizade com Renata, Gabriel e gestores do Podemos. Por conta da proximidade e carinho, me comprometi a estudar o convite e tomar uma decisão”, disse.
Becari foi Secretário Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo na primeira gestão de Ricardo Nunes (MDB), uma vaga que era do Podemos, e deixou o cargo em dezembro de 2024 após um ano.
Sua filiação ao União Brasil foi devido ao seu padrinho político, Milton Leite, vereador de São Paulo. Becari diz que sua passagem pela legenda de Antônio Rueda teve pouco envolvimento partidário e que seu mandato foi mais independente.
Agora, o parlamentar pretende se envolver mais no Podemos e teve a promessa de que as pautas ambientais e de segurança dos animais, matérias prioritárias de Becari, serão apoiadas pela legenda.
O evento de filiação ocorre hoje (18) às 17h na liderança do podemos na Câmara dos Deputados, no edifício principal, ala E, sala 7.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 4 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A ocorrência de mais um estupro coletivo no Rio de Janeiro, com a participação de menor de idade, de uma menina de 17 anos esquentará o debate da redução da maioridade penal, hoje, na Câmara dos Deputados. O assunto está incluído na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, tema que surge como o “abre alas” da eleição de 2026. A avaliação é de que será muito difícil manter essa maioridade em 18 anos depois de tantos crimes cometidos por adolescentes nos últimos tempos.
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E tem outros/ No rol de pontos polêmicos do projeto, estão, ainda, a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a destinação de metade dos recursos do fundo de segurança pública para a União. A perspectiva de ser votada esta semana na Comissão Especial, e na semana que vem no plenário, será mais um teste de respaldo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou a um nome mais à direita, seja aos governadores Ratinho Júnior (PR), Ronaldo Caiado (GO) ou Eduardo Leite (RS) — todos do PSD — seja ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Alcolumbre lavou as mãos
Sem saber para que lado vai sua base eleitoral em outubro e com quem poderá contar na sua campanha reeleitoral para presidente do Senado, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) joga em duas frentes. Esta semana, ajudou a oposição ao não interferir na quebra do sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, promovida pela CPMI do INSS. Agora, a expectativa dos governistas é de que o senador dê algum alento ao Planalto.
Sai daí rapidinho
Até aqui, os governistas interpretam a decisão de Alcolumbre como imparcial e em respeito ao regimento interno da Casa. Não haverá recurso, mas já se cria um sentimento de que, talvez, seja melhor nem prorrogar a CPMI.
Dispersão
Na base do governo, há parlamentares que não sentem mais vontade de comparecer às sessões da CPMI do INSS. Além do que consideram arbitrariedades por parte do relator, Alfredo Gaspar (União-AL), e do presidente, Carlos Viana (Podemos-MG), muitos afirmam que foi aberto um precedente “perigosíssimo” ao definir que o quórum de votação simbólica é verificado mediante a presença registrada no painel eletrônico — e não com base no número de presentes à sessão no momento da votação.
Por falar em Lulinha…
No governo, o que se diz é que nem ao pai o filho de Lula contou todos pingos dos Is de sua história nesse rolo do INSS.
CURTIDAS
Raquel em palanque triplo/ Se depender exclusivamente da vontade da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD, foto), que concorrerá à reeleição, Lula terá o apoio dos dois candidatos que prometem polarizar a eleição estadual. Mas há dois problemas nesse caminho. O primeiro é que o PSD terá candidato ao Planalto, e o segundo é que o PL tem dito que só dará respaldo à pedessista se ela abrir o palanque para Flávio Bolsonaro.
Marília trai Paulinho/ Na chapa do prefeito de Recife, João Campos (PSB), ao governo do estado, cresce a fila de précandidatos ao Senado. Marília Arraes, por exemplo, era a aposta do deputado Paulinho da Força (SP) para ampliar a bancada do Solidariedade na Câmara Federal. Mas ela pretende se candidatar a uma vaga de senadora pelo PDT.
Sexta-feira nada santa/ Começa em 6 de março e vai até 5 de abril a janela para trocas de partido. Muita gente de olho no futuro do União, do Progressistas e do PL. A avaliação é de que nesses partidos ocorrerão as maiores movimentações.
Bolsonaro repete Lula/ Assim como o então candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, se tornou advogado de Lula em 2018, para poder visitá-lo sempre que necessário naquela campanha, Flávio Bolsonaro será um dos nomes que representarão o pai ex-presidente. Assim, poderá ter acesso diário à Papudinha.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 3 de março de 2026. por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito
Em meio ao tumultuado cenário político brasiliense, o PSB prepara suas baterias para ir à luta. O partido não abre mão de candidatura própria ao Governo do Distrito Federal. No fim de semana, essa disposição ganhou força após uma reunião entre lideranças regionais e o vice-presidente Geraldo Alckmin. No encontro, Alckmin elogiou o pré-candidato Ricardo Cappelli, crítico frequente de Ibaneis Rocha e Celina Leão.
Para os integrantes do PSB, Cappelli reúne condições para derrotar, em outubro, o grupo político que domina o cenário brasiliense desde 2018. O agravamento do escândalo Master-BRB entra como um dos elementos centrais na estratégia da oposição. Dentro do PSB, a leitura é de que o partido entra na corrida eleitoral fortalecido, com alinhamento nacional, base organizada e candidatura. O encontro com Alckmin é interpretado como gesto de respaldo político e integração entre o projeto local e a direção nacional da legenda.
Conversa fiada
Conselheiro do grupo Movimento Pessoas à Frente, o ex-deputado distrital Israel Batista tem sérias ressalvas ao grupo de trabalho, formado por integrantes do Judiciário e do Legislativo, que deverá definir critérios no pagamento dos penduricalhos. “Quando ninguém quer trabalhar, monta-se um GT. Se tem lei, se tem reforma, vai montar um grupo pra quê?”, dispara.
Debate franco
Para Israel Batista, a decisão do ministro Flávio Dino é uma oportunidade de debater um tema que enfrenta um lobby fortíssimo do setor público. Os supersalários nos três Poderes da União, estados e municípios custam R$ 20 bilhões por ano.
Convergência
Diversas frentes parlamentares participam, nesta terça-feira, de uma rodada de debates na sede da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) para tratar do fim da escala 6×1. O tema, como se sabe, é controverso e considerado uma prioridade para o governo Lula. Parlamentares defendem uma discussão mais ampla, que contemple, também, inovação tecnológica e qualificação da mão de obra.
“A autoridade de uma Corte Constitucional não se sustenta na retórica do poder, nem na ilusão desse mesmo poder. Afirma-se, sobretudo, na coerência institucional, na disciplina de conduta, na prudência da palavra, na integridade da decisão e na dos seus julgadores” Celso de Mello, ministro aposentado do STF, em mensagem por ocasião da celebração dos 135 anos da Corte
Ser ou não ser
Com a indefinição da presidência da federação União Progressistas na Paraíba e a neutralidade que os partidos querem seguir durante a eleição, o senador Efraim Filho (União-PB) está perto de migrar para o PL. Efraim pretende ser crítico ao presidente Lula no palanque — o que lhe foi prometido lá atrás pelas siglas. Mas, com a nova orientação do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, o parlamentar procura uma casa que apoie sua candidatura de oposição.
Na Papudinha
O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão em razão da trama golpista. A partir de relatórios sobre a estado de saúde de Bolsonaro, o magistrado concluiu que o paciente está em boas condições.

Movimento intenso
Moraes ressaltou a intensa atividade política na Papudinha — com visitas frequentes de apoiadores — como indicativo de que o ex-presidente está em plena atividade. “O apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”, escreveu o ministro.
E tem mais
Por fim, Moraes destacou que prisão domiciliar seria um benefício inadequado para quem desobedeceu medidas cautelares e tentou inutilizar uma tornozeleira eletrônica.
Vivi para contar
Ministro de três presidentes, ex-governador do Rio de Janeiro e uma vida pública de mais de 50 anos, Moreira Franco (foto) conta a própria trajetória no livro Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização. Em formato de entrevista, Moreira Franco relata, em mais de mil páginas, o testemunho dele dos principais fatos políticos nas últimas décadas. O lançamento será na Livraria da Travessa, dia 5, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro.
Por Eduarda Esposito — O relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da segurança pública, deputado Mendonça Filho (União-PE) afirmou que a PEC deve ser votada na próxima quarta-feira (4/3). A ideia é levar a votos pela manhã na Comissão Especial e à noite no Plenário da Câmara dos Deputados.
De acordo com o relator, cerca de 80% dos pontos conflitantes já foram resolvidos e há acordo com a esquerda, direita e centro. Na visão de Mendonça Filho, a maior divergência tem sido a redução da maioridade penal para 16 anos. A esquerda, principalmente o PT e PSol, tem sido relutante com a ideia. Mendonça quer deixar no texto uma previsão de um referendo para 2028 sobre a redução. “Todos os países praticam maioridade penal abaixo dos 18 anos”, justificou.
Um dos pontos que devem ser incluídos na PEC é a possibilidade de redução de progressão de pena para crimes contra crianças, adolescentes e mulheres além de faccionados. “Acho que feminicídio tem que ter direito zero à progressão, tem que cumprir a pena inteira”, afirmou Mendonça à coluna.
O aporte ao fundo de segurança pública também foi aumentado para R$ 6 bilhões, sem possibilidade de contingenciamento e sem “quebrar” o governo. O relator esteve no Ministério da Justiça nesta semana e afirmou que a recepção ao texto atual foi muito boa. Já com as bancadas da esquerda, Mendonça Filho irá se reunir com elas na terça-feira (3/3) para resolver os pontos divergentes restantes. O deputado deve soltar uma nova versão do seu relatório entre hoje (26/2) e amanhã (27/2).
CID-Bets
Questinado sobre a possibilidade de incluir na PEC a taxação das casas de apostas on-line para aporte do fundo de segurança pública, conhecida como CID-Bets, Mendonça disse que os temas não se casam e não será incluído.






















