Categoria: Senado
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 14 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nova York — Os diálogos que indicam que o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, cobrava dinheiro de Daniel Vorcaro, quando o então banqueiro dono do Banco Master já estava em rota de desgaste, assustaram os barões da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Em Nova York, onde muitos participam da série de eventos da Brazilian Week, vários deixaram claro que o receio de ver o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro queimado no processo eleitoral leva o grupo dos financistas a voltar as atenções especialmente para o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) — considerado o mais equilibrado dos pré-candidatos da direita. Caiado tem muitos apoios no agronegócio e deixou o governo com aprovação acima de 70%. Além disso, a última pesquisa Genial/ Quaest mostrou que, em Goiás, 76% daqueles que conhecem Caiado votam nele. Esse mesmo índice em relação a Romeu Zema (Novo) ficou em 38%, em Minas Gerais. Há uma avenida aberta para que Caiado consolide apoios entre os representantes do mercado financeiro.
Veja bem/ Até aqui, Flávio disse que não prometeu nada a Vorcaro em troca. Porém, até os mais fiéis aliados do filho 01 de Bolsonaro consideram essa justificativa insuficiente para reverter o estrago. O pré-candidato do PL terá que dar novas explicações sobre o financiamento do BRB, a juros camaradas, para comprar a mansão em Brasília e o restante de seu patrimônio.
Silêncio na sala
Muitos parlamentares do PL receberam ligações de suas bases eleitorais, preocupadas com os efeitos do vazamento da conversa entre Flávio e Vorcaro. Muitos deles, aliás, deixaram suas antigas legendas e ingressaram na legenda para concorrer a cargos — como governadores — e garantir palanque para o pré-candidato do partido. Agora, estão preocupados com o próprio futuro.
Dê um tempo
O comando do PL pediu aos seus filiados que aguardem um pouco antes de se deixar levar pelo desespero. Afinal, a campanha nem começou e é preciso aguardar todas as explicações de Flávio. O problema, porém, é que os integrantes do partido acreditam que a situação tende a piorar.
As coisas boas…
… a gente fatura. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu enxugar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6 x 1. O texto tratará apenas das reduções da escala, para 5 x 2, e da jornada, de 44 horas semanais para 40 horas. Assim, todos os louros da redução serão comemorados numa promulgação da PEC no Congresso.
As coisas ruins…
… a gente empurra para o governo. Tudo que for difícil será tratado no projeto de lei que o governo mandou ao Parlamento. Essa proposta vai incluir, por exemplo, a discussão de compensação, quais setores que precisam de jornadas especiais e tempo de transição. O líder do PT, Pedro Uczai (SC), disse com todas as letras em entrevista à emissora Rede Vida que não apoiará a transição. Ou seja, o projeto do governo vai tratar de coisas que o partido do presidente da Câmara não apoia.
CURTIDAS

Graças a elas/ Cientistas políticos avaliam que recuperação da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente entre as mulheres, se deve ao Desenrola 2.0. A justificativa é que elas têm sofrido mais pelo aumento do custo de vida.
É cedo para comemorar/ Os especialistas, entretanto, advertem: “Se a inflação de alimentos continuar pressionando o orçamento doméstico, parte desse ganho pode ser rapidamente neutralizado”, comentou Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).
Isonomia/ A isenção da taxa das blusinhas por Lula pegou a oposição de surpresa. Mas eles já têm uma estratégia para tentar dar um nó no governo: exigir que o mesmo beneficio seja dado a produtos nacionais equivalentes a US$ 50 (R$ 250,00), em especial, aqueles que não precisam de frete. Ressaltam que se isentou o internacional, tem que isentar “os de casa”. reverter o estrago. O pré-candidato do PL terá que dar novas explicações sobre o financiamento do BRB, a juros camaradas, para comprar a mansão em Brasília e o restante de seu patrimônio.
Point da vez/ A sede do QG da campanha de Flávio Bolsonaro fica em frente à casa (foto) do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Agora, depois do vazamento das mensagens, parlamentares comentam que o endereço “compartilhado” parece ser o lugar do momento em Brasília.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 13 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Nova York — Do alto de quem indicou Alexandre de Moraes para ministro do Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Michel Temer é incisivo ao referir-se à proposta de dosimetria das penas dos enroscados no 8 de Janeiro. Logo depois de participar do 15º Lide Brasil Investment Forum, em Nova York, ele sugeriu aos ministros do STF que examinem esse tema com urgência. E fez um alerta: “Seria um transtorno para o país (a rejeição). O ideal é que seja examinado logo e mantida a decisão do Congresso Nacional”, afirmou.

Enquanto isso, no PL…/ Enquanto Temer se refere a “transtorno”, o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), é direto: “Está se criando um cenário em que vamos chegar ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Ele já extrapolou muito”, avisa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), hoje mais afastado do governo, será cobrado a agir nessa direção. Se não abrir o processo depois do período eleitoral, a avaliação é de que outro presidente da Casa o fará em 2027.
Petróleo e guerra
Os representantes da área do petróleo que participaram do 15º Lide Brasil Investment Forum, em Nova York, avisaram a empresários e políticos que o mundo tem estoques para apenas mais um mês com o Estreito de Ormuz fechado. A economia global não suporta mais do que 30 dias sem essa rota marítima livre.
Ajuda, mas atrapalha
Nos eventos de Nova York, muitos políticos experientes que ouviram o discurso do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, recomendaram que ele modere as críticas ao STF. Zema, porém, avisa não mudará esse discurso. Afinal, não quer ser vice de ninguém.
A culpa é do Parlamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coloca na conta do Congresso pelo menos dois temas de interesse da população que permanecem pendentes: o fim da escala 6 x 1 e mais atenção à segurança pública.
E as blusinhas, hein?
A medida provisória do governo para zerar a taxa das blusinhas foi uma forma de driblar uma vitória total da oposição sobre o tema. Na época em que o imposto foi criado, o PL e o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) eram contrários à proposta. Kataguiri é autor de projeto de lei que visa a revogação da medida. Por isso, o Executivo editou a MP, para que não fosse apensado ao projeto do adversário político.
Conselho ao Supremo
O ex-governador de São Paulo, João Doria, propôs aos ministros do STF que façam uma espécie de retiro, a fim de conseguir ajustar a rota e corrigir erros. Políticos que ouviram quando Doria fez essa referência foram logo dizendo que, se o Supremo não fizer essa correção, no ano que vem o Congresso fará uma nova reforma do Judiciáiro.
CURTIDAS

Pressões/ Por enquanto, o Progressistas ainda mantém o senador Ciro Nogueira (PI) no comando do partido. Mas a turma fora do PP amplia a cada dia a tensão para uma renúncia ou afastamento de Nogueira do cargo de presidente da legenda.
Mágoas superadas/ O ex-governador de São Paulo João Doria e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD, foto), estão mais unidos do que nunca. Eles, que já foram adversários nos tempos de PSDB em que disputaram uma previa, hoje mostram, na prática, que divergências políticas devem ser superadas em nome do bem comum.
Segue o líder/ Presentes ao evento do Lide em Nova York, o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e o senador Fabiano Contarato (PT-ES), seguem à risca os antigos ensinamentos de Lula dos tempos em que o presidente, ainda em seu primeiro mandato, tratava de levar deputados de centro a apoiar seu governo. Lula àquela altura dizia assim: “Não tem problema você não ter me apoiado antes. Afinal, meus (aliados) já tenho. Preciso que você me traga os seus”.
Por falar em apoios…/ Apontado como um dos responsáveis pela aproximação entre os presidentes Lula e Donald Trump, dos Estados Unidos, o CEO do grupo JBS, Wesley Batista, comentava com a coluna no evento Diálogos Esfera que “primeiro é preciso que a ponte dê certo”. Os próximos passos serão nesse sentido. Agora, está tudo nas mãos dos diplomatas e do staff dos dois líderes.

Nova York, por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — Os juros foram um dos temas que mais apareceram durante a 15ª edição do LIDE Brazil Investment Forum 2026, hoje em Nova York (12/5). O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE) chegou a afirmar que não há critério técnico que justifique uma taxa real de juros tão alta no Brasil. “Tenho muita dificuldade de entender que um déficit de R$ 40 bilhões vai gerar a maior taxa de juro real do mundo. Não há justificativa técnica para o Brasil ter uma taxa de juros real de 10%, e que, portanto, a dívida pública brasileira está aumentando não em função do déficit primário. Todo mundo falou aqui: precisamos pensar na ferrovia, o agro também precisa de mais recursos, a energia limpa precisa de linhas. E cadê o dinheiro para investimento? Não existe. E esse ano nós estamos pagando de juros R$ 1,140 trilhão e não há discussão no Brasil sobre isso nem no Congresso”, ressaltou.
Benevides explica que em 2024 o Brasil pagou R$ 920 bilhões em juros da dívida pública devido a alguns fatores como: a desvalorização do dólar (R$ 40 bilhões), déficit primário pelo Tesouro (R$ 11 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 28 bilhões), intempéries climáticas (R$ 700 bilhões) e pé-de-meia (R$ 2,8 bilhões). “A taxa de juros é muito elevada porque o déficit primário é muito elevado, isso não é verdade. Os outros países do mundo todos têm déficit muito maiores, até porque o Brasil é o único país do mundo onde se usa o conceito de déficit primário, todo o resto do mundo usa o déficit nominal, ou seja você leva em conta os juros da dívida pública. Aqui, há o interesse de mascarar o valor que nós estamos despendendo”, criticou. O deputado ainda lembrou que desde que o tripé macroeconômico foi instalado em 1999 — câmbio flutuante, metas de inflação e resultado primário — o Brasil nunca teve um resultado primário capaz de pagar os juros da dívida pública brasileira e ninguém discute isso.

Quem também criticou o patamar dos juros no país foi o deputado Júlio Lopes (PP-RJ), afirmando que o grande lead de 2027 tem que ser a queda da taxa. “Em março arrecadamos R$ 229.2 bilhões, recorde absoluto no trimestre. E enquanto o governo arrecada, o Brasil empobrece porque se endivida cada vez mais. É uma contradição inaceitável porque como é que pode o Brasil quebrar todos os recordes de arrecadação, chegar ao percentual mais elevado de imposto sobre a renda e a população estar cada vez mais pobre? Estamos fazendo o segundo desenrola porque ninguém vive tão enrolado quanto o brasileiro quando o juro está 14,5%”, pontuou.
*Viajou a convite do LIDE

Nova York, por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — Em entrevista logo após o encerramento da 15ª edição do LIDE Brazil Investment Forum 2026, hoje em Nova York (12/5), o fundador e co-chairman do LIDE, João Doria, destacou a necessidade do Supremo Tribunal Federal (STF) fazer uma autoavaliação e corrigir rotas. “A prova de humildade só dignifica e engrandece as pessoas e instituições. Nunca vi alguém criticar o zelo, a humildade e o reconhecimento das suas próprias falhas e dos seus equívocos. O Supremo é bem povoado, eu diria, por bons juízes, por aqueles que cumprem o seu papel, mas os equívocos podem ser avaliados. As pessoas são passíveis do erro. Não pode adotar o procedimento de não perdoar os erros, o que você não pode perdoar é a sucessão dos erros. Se eu pudesse modestamente sugerir ao STF, pudesse talvez fazer um momento de retiro e uma reunião mais profunda, mesmo fora de Brasília, com os 10 ministros que lá estão”, afirmou Doria.
O ex-prefeito de São Paulo lembrou que ainda há um ministro a ser indicado e que seria necessário realizar essa reflexão de forma tranquila, equilibrada e serena pela importância que a Suprema Corte tem na sustentação da democracia do país. Doria destacou ainda a expansão do poder do Judiciário ao acabar se intrometendo em decisões políticas. “Talvez um excesso de autoridade. O Supremo, por circunstâncias políticas, acabou sendo o esteio final que quase todas as decisões, não só institucionais, mas até decisões políticas que, a meu ver, não cabem à Suprema Corte Brasileira e sim ao Congresso. Há que se respeitar, certo ou errado, a independência dos poderes. O Poder Legislativo tem a sua independência e precisa ser respeitado, assim como o Executivo e o Judiciário. Houve um excesso, ultrapassou, a meu ver, a linha daquilo que competia ao STF. Mas por consequência, não foi uma ideia, não foi uma vontade específica dos ministros do Supremo. Foram consequências, aliás, iniciadas no governo anterior (Jair Bolsonaro). Mas sempre é tempo de corrigir, melhorar e reposicionar o Supremo com a qualidade dos ministros que ele possui”, completou.

Quem também comentou a tensão entre os Poderes foi o ex-presidente Michel Temer, que defendeu a linha da pacificação e conciliação diante da radicalização que se instalou no país. “Eu tenho dito aos candidatos que falam comigo: você deveria anunciar ao povo brasileiro que no terceiro, quarto dia do seu governo vai chamar os dois Poderes, a oposição, as entidades, a sociedade civil e dizer ‘Vamos fazer um grande pacto republicano pelo país’. Depois cada um toma seu rumo lá nas eleições. Mas neste momento é preciso de oportunidade. Quem propuser esta fórmula acho que agrada uma boa parcela da população, porque percebo pelas visitas que recebo em meu escritório em São Paulo, que as pessoas estão cansadas, não da polarização, que é um embate de ideias, conceitos, projetos, mas cansados da radicalização. O que se deu no Brasil hoje foi radicalização”, defendeu.
Ativismo judicial e supersalários
Com um discurso mais assertivo, o deputado Ricardo Barros (PP-RS) acusou a Suprema Corte de escolher quais candidatos estarão aptos para serem votados pela população. “Este é um ano de eleição, uma reeleição é um plebiscito, ou o governo para, ou continua. O outro candidato é só o repositório da insatisfação. Então vamos enfrentar essa escolha dos brasileiros, mas o Brasil não tem sido assim. Fui relator da lei do abuso de autoridade, conseguimos resolver muitas coisas no Judiciário, mas o ativismo político do Judiciário está cada vez mais intenso e quem decide não tem sido mais o povo. Quando foi conveniente tiraram o Lula, depois devolveram o Lula, quando foi conveniente tiraram o Bolsonaro e assim o povo não pode votar em quem quer, vota em quem eles deixam”, disse. Contudo, com a posse nesta terça-feira (12/5) do ministro Nunes Marques no Tribunal Superior Eleitoral, o parlamentar espera que tenha menos “ativismo e mais o cumprimento das leis” no pleito de outubro.

O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) também lançou críticas ao Poder Judiciário ao falar dos supersalários. Relator da reforma administrativa, que segue parada na Câmara dos Deputados, Paulo reforçou que o governo federal defendeu corrigir os andares de cima e de baixo, mas excluiu o setor público da mudança. “Temos membros do setor público em todos os entes — Executivo, Judiciário e Legislativo — que ganham muito mais do que o teto previsto na Constituição. Enfrentar esses privilégios não é simples, não é fácil. Há uma resistência gigante do setor público, mas precisamos enfrentar ou o Brasil não vai avançar. É de se indignar ver um membro do Judiciário recebendo R$ 200 mil, R$ 240 mil por mês de salários mais os famosos penduricalhos”, criticou.
*Viajou a convite do LIDE
IA, minerais críticos e agro se destacam no 15º LIDE Brazil Investment Forum 2026

Nova York, por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — Na 15ª edição do LIDE Brazil Investment Forum 2026, que acontece hoje em Nova York (12/5), os participantes do primeiro painel “O Brasil e o seu futuro” destacaram a importância de alguns temas para o desenvolvimento do Brasil: Inteligência Artificial, terraras raras, transição energética e agronegócio. O primeiro a trazer um dos temas foi o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que salientou os conflitos internacionais e a necessidade do Congresso Nacional trabalhar em uma agenda para amenizar os impactos.
“Enfrentamos uma conjuntura internacional de fortes turbulências e incertezas. Conflitos se multiplicam com sérias consequência para um conjunto de países. Diante deste cenário, à frente da Câmara tenho trabalhado em uma agenda centrada no crescimento econômico. Também na abertura de novas oportunidades para o Brasil e na valorização da política como ferramenta para a construção de soluções para os problemas reais do país”, disse Motta em vídeo enviado ao evento.
O presidente também pontuou todos os projetos aprovados em seu mandato que colaboram para a economia do país. “Criamos regras para facilitar a exportação de produtos brasileiros, inclusive por empresas menores. Depois de 26 anos, em tempo recorde, aprovamos o acordo Mercosul-União Europeia, uma clara sinalização de que preferimos a abertura dos mercados ao fechamento das fronteiras. Há poucos dias, a Câmara aprovou um projeto de lei para que o Brasil possa mobilizar os recursos valiosos das terras raras e dos minerais críticos. São pontos centrais para a economia do século XXI, de uma maneira que facilite os investimentos produtivos e aumente nossa participação nas etapas mais elaboradas de sua industrialização”, defendeu.
Inteligência Artificial
Na parte de tecnologia, Cristiano Amon, CEO da Qualcomm e homenageado com o Person of the Year 2026 pelos Estados Unidos durante o evento, destacou o potencial do Brasil no desenvolvimento de Inteligência Artificial. “O Brasil sempre foi um mercado grande, um país que sempre consumiu tecnologia e internet móvel, mas hoje em dia como você vê o avanço da computação e da IA, ela tem sido parte de transformação de vários setores da indústria e o Brasil se desenvolvendo no setor da agroindústria, serviços, digital em que você vê hoje oportunidades hoje de desenvolvimento no país em tecnologia. Um momento muito importante, em que a IA derruba barreiras para a entrada de empresas de tecnologia”, disse.
O relator do projeto de lei para regular a IA e tramita na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), também esteve presente e enfatizou que o Brasil é fértil para as tecnologia, principalmente a inteligência artificial. “Temos a inteligência embarcada em tudo e o desafio de regular para que o Brasil não iniba a inovação, mas proteja nossos cidadãos. Tenho certeza que é uma grande oportunidade, e podemos aproveitar votando agora o Redata para produzir infraestrutura de tecnologia, conectividade, cabos submarinos, data centers, que são temas que são importantíssimos e não podemos perder essa oportunidade”, afirmou.
O deputado Ricardo Barros (PP-PR), também defendeu a regulamentação do Redata, que está parada no Senado a espera de um relator, e pontuou que o Brasil perde tempo. “A energia limpa do Brasil é o capital diferencial para os datacenters. Era requerido por todos que os datacenters fossem feitos com energia limpa, no entanto, nós não demos conta de fazer o Redata, não estamos com a lei, apesar dos esforços do deputado Aguinaldo Ribeiro, da inteligência artificial que está discutindo direitos autorais da pesquisa feita pela IA e perdendo oportunidades. Os investimentos estão sendo feitos e não serão realocados depois de realizados em outros países”, defendeu.
Transição energética
Ao abordarem o tema de transição energética, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que relatou diversos textos referentes ao tema na Casa — regulamentação do hidrogênio de baixo carbono, combustível do futuro e terras raras e minerais críticos — salientou que a guerra no Golfo Pérsico é uma oportunidade para que o Brasil assuma a liderança do processo e seja referência mundial.
“O Brasil pretende ser líder da transição energética em termos mundiais. A referência que o país tem de ter a matriz energética mais limpa e renovável se combina com a matriz de biocombustíveis que nós temos, uma matriz sem igual, sem paralelo em todo o planeta. A recente crise que nós enfrentamos agora no Irã acabou demonstrado, em uma recente publicação pela The Economist, que dentre as grandes potências o Brasil é o que tinha uma condição peculiar para enfrentar o desafio da escalada dos preços internacionais do petróleo. A presença do etanol que vai de 30% a 32% na nossa mistura, do biodiesel e agora do SAF, que muitas empresas e nações estavam se dedicando ao combustível sustentável de aviação, e no Brasil foi redefinido o Inflection Reduction Act recentemente e fez com que empresas passassem a apostar no Brasil como supridor da descarbonização do combustível aeronáutico e marítimo. A Organização Marítima Internacional (OMI) na última semana aprovou o etanol de milho do Brasil como combustível apto a substituir o combustível marítimo e ser a base para o bio banker”, enumerou.
Jardim ainda lembrou que minerais críticos foi um dos temas presentes no diálogo da semana passada entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, e que a regulamentação e a conversa abrirão portas para o país. “(minerais críticos) foi um dos temas presentes no diálogo do presidente Lula e o presidente Trump, vai se desdobrar em parcerias que pode realizar o Brasil com os EUA e outras nações para tratarmos destes minerais que são estratégicos para a transição energética ou que são fundamentais para o desenvolvimento do país. Na minha opinião, nós temos problemas nas instituições, mas temos uma base institucional que o Brasil deve e pode se orgulhar”, comemorou.
Por fim, a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), relatora do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/26 que trata do orçamento extraordinário oriundo da alta do preço do Petróleo devido à guerra, enfatizou que ouvirá todos os setores interessados nesse montante. “Hoje o presidente Motta me passou a relatoria do PLP 114 que fala da guerra no Oriente Médio, tudo o que o Brasil tem a dependência da parte de fertilizante e nitrogenados, agora temos também o embaraço do barril do petróleo que comercializávamos a U$ 60 dólares e hoje vendemos a U$ 100, U$ 120, que rendeu uma receita extraordinária. Se o texto passasse em forma de Medida Provisória, poderia dar a famosa pedalada fiscal. Então, veio o projeto pela liderança do governo e eu como relatora vou trabalhar da forma mais responsável possível, ouvindo a todos e buscando otimizar o relatório para que as receitas extraordinárias sejam usadas da melhor forma possível dentro do que é correto para o setor, tanto para os combustíveis fósseis e para os biocombustíveis que é nosso, do Brasil e precisamos alavancar esse produto do etanol”, disse.
*Viajou a convite do LIDE
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 12 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nova York — Ligado ao PT e advogado de Ibaneis Rocha no caso Master, o advogado Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, advogava para Ciro Nogueira há mais de 10 anos. Venceu todas as causas do senador ao longo do período. Porém, agora, o desafio vai além do senador. Envolve um partido aliado a Jair Bolsonaro, o que é demais para um advogado ligado ao PT, que tem entre seus clientes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu. Para completar, no caso Master, Kakay defende o ex-governador do Distrito Federal. Ou seja, juntou muita coisa. Daí, a assunção de Conrado Gontijo, em quem Kakay confia. Conrado é citado entre tarimbados advogados como “um menino novo, porém brilhante”. Mas se Conrado perder a causa, não terá sido Kakay.
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Valia por dois/ A família de Ciro será representada por Rodrigo Mudrovich, que lá atrás advogou para a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha. A tempestade sobre os Nogueira está apenas começando.
Diferenças
Muita gente mudou de advogado, ao longo dos últimos meses, porque queria partir para uma delação premiada. Não é o caso de Ciro Nogueira. O discurso do senador é e será o de perseguição política. Até quando conseguirá manter essa versão é que é a maior incógnita. O futuro a Deus pertence.
Quem tem tempo…
… não tem pressa. Até aqui, quem acompanha o processo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro avalia que a delação está muito longe de ser homologada.
Ralo clandestino I
Segundo dados enviados à Comissão Externa sobre os Atos de Pirataria e a Agenda do “Brasil Legal”, o país deixou de arrecadar, entre 2017 e 2025, R$ 8 bilhões em impostos devido à pirataria. Esse valor poderia custear sete meses de Bolsa Família, por exemplo.
Ralo clandestino II
O estudo alerta para uma brecha dentro das plataformas internacionais que usam o modelo cross-border — comércio eletrônico internacional onde empresas vendem produtos para consumidores em outros países— e que ainda pagam metade da carga tributária de empresas brasileiras. A ação tem, ainda, o apoio da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI).
CURTIDAS

As voltas que o mundo dá/ Há dois anos, Ciro Nogueira passeava pela Quinta Avenida, em Nova York, acompanhado do ex-deputado Fábio Faria, quando foi flagrado pela coluna. Ambos são ex-ministros de Jair Bolsonaro. E Ciro logo tratou de deixar meio de lado a sacola de uma loja de grife, que levava a tiracolo. No ano passado, o senador aproveitou a viagem aos Estados Unidos por esse período para uma reunião com Eduardo Bolsonaro, Guilherme Derrite e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
“Coloca na pauta aí”/ Os deputados Alberto Fraga (PL-DF, foto) e Soraya Santos (PL-RJ) estiveram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na última quarta-feira, para pedir que paute um projeto de autoria de Fraga. A proposta prevê o aviso às vítimas de violência doméstica e tentativa de feminicídio quando seus agressores forem soltos. A expectativa é de que entre em votação ainda esta semana.
Por falar em votação…/ É tanto deputado em Nova York para a Brazilian Week e a bateria de eventos de bancos e think-tanks que as votações desses dias serão via Infoleg.
Shows na maçã/ Enquanto os turistas e formandos de cursos de artes fazem fila na Broadway, os brasileiros que estarão hoje no Lide Brazil Invesment Forum, em Nova York, assistiram a um pocket show de Michel Teló, patrocinado pelo Spotify. Os debates do Lide terão lugar hoje, com as presenças dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Networking/ Não é só para Lula que os irmãos Batista fizeram uma ponte com o governo Trump. O Diálogos Esfera de ontem, em Nova York, recebeu Donald Trump Jr. Lá estava também André Esteves, do BTG-Pactual.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 8 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O fato de o relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, ameaçar mandar Daniel Vorcaro de volta à Papuda provocou reações no meio político e jurídico. Há, inclusive, quem esteja procurando alguma brecha para ver se tira a relatoria de Mendonça. Ciente das pressões, o ministro avisou que não cederá e irá prosseguir com a investigação e as operações, doa a quem doer. E mais: se houver qualquer empecilho ao seu trabalho, o ministro levantará o sigilo de tudo o que já tem em mãos. Afinal, nada como a luz do sol para matar os germes.
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Enquanto isso, na União Progressista…/ O casamento entre PP e União Brasil virou um salve-se quem puder. Como o leitor da coluna já sabe, os deputados farão campanha tratando apenas do próprio nome e número. O partido virá minúsculo no material de propaganda. Seus filiados comentavam, ontem, num restaurante, que essa operação que teve como alvo o presidente do PP, Ciro Nogueira, “é o começo do fim do mundo”.
Vem mais
A operação contra Ciro Nogueira era lida no meio político como algo esperado. Agora, os olhos se voltam para Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Os aliados dele esperam que ele sobreviva para tocar a federação nesse período eleitoral.
Protocolar
Só no fim da tarde, mais de 10 horas após a busca e apreensão contra Ciro Nogueira, é que o partido comandado por ele soltou uma nota a respeito da operação. Nas oito linhas que levam a assinatura do secretário-geral do PP, Aldo Rosa, nem uma palavra criticando o mandado do ministro André Mendonça. O partido se limitou a dizer que espera veros fatos devidamente esclarecidos, que prevaleça o exercício do amplo direito à defesa e reafirma confiança na Justiça.
O “ganha-ganha” de Lula e Trump
Por mais que existam diferenças entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o fato de terem dialogado abertamente na Casa Branca, ontem, foi comemorado pelos dois países. Afinal, Trump precisa ampliar sua interlocução no mundo e Lula precisa mostrar que sua aposta no diálogo não é apenas retórica. A avaliação de diplomatas é de que ambos atingiram seus objetivos nessa conversa.
Golfo pede apoio
Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad(PSD-MS) recebeu um grupo de embaixadores de países do Golfo. Querem que o Brasil emita uma nota de repúdio às nações que estão bombardeando regiões que não estão em guerra. Trad prometeu ajudar.
CURTIDAS

Recordar é viver I/ Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dizendo, há alguns meses, que Ciro Nogueira (ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro) poderia ser seu vice, porque era de uma lealdade ímpar ao ex-presidente.
Recordar é viver II/ Fez sucesso ainda um vídeo divulgado há alguns meses em que Ciro Nogueira, num evento no Piauí, diz que o CPF dele era um e o de Daniel Vorcaro outro, mas que se surgisse “alguma denuncia comprovada”, renunciaria ao mandato. Os internautas fizeram da hashtag #RenunciaCiro um dos assuntos mais comentados do Brasil.
O que se diz em Teresina…/ Ditado muito ouvido entre os políticos do Piauí: “Ninguém faz a feira confiando em Nogueira”.
Ceará em Nova York/ O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT, foto),será “keynote speaker” no LIDE Brazil Investment Fórum, que reunirá cerca de 400 empresários na Big Apple, na próxima terça-feira (12). Participam do debate sobreo “o futuro do Brasil”, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O evento faz parte da Brazilian Week, que reúne empresários e autoridades na capital financeira do mundo.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 7 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Dois senadores norte-americanos — um democrata e um republicano — procuraram o presidente de Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), para conversar sobre a posição do governo e do Congresso acerca dos minerais críticos e terras raras. O parlamentar deixou claro que o Brasil não abrirá mão da soberania nacional e informou que há um projeto em tramitação no Legislativo. Nos bastidores, a certeza é deque os senadores dos Estados Unidos vieram pegar informações para o encontro de hoje entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington.
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Ganha-ganha/ O encontro entre Lula e Trump é visto por parte dos políticos brasileiros ligados ao governo como positivo para os dois presidentes. Trump está com a popularidade em baixa nos EUA e precisa ampliar o diálogo. Lula, idem, ainda mais em se tratando de um ano eleitoral. Se a “química” continuar funcionando, ambos sairão da conversa de hoje tendo o que comemorar.
O que eles temem
A notícia de que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, havia apresentado a sua proposta de delação premiada, surgiu em meio à sessão de comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados. A aposta dos políticos é que, em breve, virá uma nova bateria de buscas e apreensões para confirmar o que o ex-banqueiro apresentou. A maior preocupação é que tudo comece a aparecer justamente no início das campanhas eleitorais. Aí será difícil explicar.
Apostou…
A oposição tem certeza de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não levará os três processos de suspensão dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) ao Plenário. Seria um desgaste grande no futuro de quem deseja se reeleger presidente da Casa.
… errado
Contudo, aliados próximos à Motta garantem: ele irá até o fim nas suspensões. De acordo com os deputados, o presidente quer passar um recado claro de que há limites para manifestações dentro da Câmara, e que impedi-lo de sentar-se na cadeira da Presidência ultrapassou o decoro parlamentar. Além disso, outros parlamentares defendem que Motta paute as três punições no Plenário para não desmoralizar a Casa. Um sinal, segundo aliados, foi o cancelamento da Ordem do Dia, na terça-feira, para que o Conselho de Ética apreciasse as suspensões.
A vantagem de Caiado
A pesquisa Quaest divulgada esta semana foi comemorada pelo PSD. Nela, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato ao Planalto pelo partido, aparece no estado que governou com um índice de 76% de “conhece e votaria”. Em Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, tem apenas 38%nesse mesmo ponto, enquanto 53% afirmam conhecer e não votar nele.
CURTIDAS

Candidatíssimo/ O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que será candidato a um mandato por Minas Gerais, deixou nos antigos colegas de Parlamento a sensação de que, se voltar, tentará retornar ao comando da Casa. Ele fez questão de dizer que a aprovação das emendas impositivas, em sua gestão, garantiu a independência do Legislativo diante do Executivo. E comemorou o feito rebatendo o argumento de que as emendas estariam “sequestrando” o Orçamento.
Reencontros/ A sessão solene dos 200 anos da Câmara foi quase uma “volta às aulas”. O ministro da Defesa, José Múcio, presente ao evento, foi cumprimentado por representantes de todos os partidos. E quem se destacou no quesito “rejuvenesceu” foi o ex-deputado Rodrigo Maia. De barba e mais magro. Alguns deputados tiveram dificuldade de reconhecer o ex-presidente da Casa.
Cancela isso aí/ Os deputados Danilo Forte(PP-CE) e Joaquim Passarinho (PL-PA) apresentaram (foto), ontem, à Comissão de Minas e Energia um relatório recomendando ao Tribunal de Contas da União (TCU) o cancelamento do leilão de capacidade de energia deste ano. O documento foi encaminhado aos órgãos de controle e fiscalização para instauração de inquéritos, auditorias e pedidos de informação, sob argumentos de corrupção passiva e prevaricação, práticas anticoncorrenciais, entre outras possíveis irregularidades. De acordo com os parlamentares, o leilão ignorou outros tipos de energias limpas e o uso de baterias.
Anota aí/ A posse do novo ministro do TCU, Odair Cunha, será em 20 de maio. O deputado venceu as eleições na Câmara dos Deputados, em abril, e foi homologado pelo Senado um dia depois.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 6 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Depois da rejeição de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula busca um nome no qual os senadores ficariam constrangidos em votar contra. O que está em alta na bolsa de apostas esta semana é o do ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas. Bruno tem laços em todos os partidos. É ligado, em especial, ao ex-presidente José Sarney e ao senador Renan Calheiros (MDB-AL). No caso de Bruno, o MDB votaria e trabalharia para aprovar, algo que não foi feito no caso de Messias.
Deu ruim/ Bruno já esteve cotado outras vezes para ministro do STF. Mas Lula sempre preferiu um nome mais ligado ao PT. Agora, ressabiado com a derrota, o presidente cogita indicar um nome mais afeito a um partido aliado. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é considerado carta fora desse baralho, porque seria se render ao que, desde o início, havia pedido o senador Davi Alcolumbre (União-AP). E atender Renan, que foi derrotado por Alcolumbre lá atrás, quando o senador amapaense foi candidato a presidente do Senado pela primeira vez, não seria de todo ruim para Lula em termos de um certo chega para lá no atual comandante do Senado.
Celina que lute
O fato de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ter deixado a escandalosa compra do Master pelo BRB no colo do Distrito Federal e dito que “não dá para cobrir um rombo mal-explicado” foi um recado claro de que não haverá socorro federal. No Planalto, ninguém diz nada diferente disso. Mas, a intenção é esperar a conversa da governadora Celina Leão com o presidente Lula.
Gonet tem a força
Os investigadores podem até querer correr com a delação de Daniel Vorcaro e de Paulo Henrique Costa. Porém, há quem diga que quem tem a ampulheta para definir o tempo é o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Se ele quiser deixar para depois das eleições, não haverá muito o que fazer, anão ser cobrar celeridade.
Esse é o caminho
…Aos poucos, governo e oposição se alinham para chegara o consenso em torno da Proposta de Emenda à Constituição(PEC) sobre fim da escala 6 x 1. A palavra de ordem hoje é “compensação”, ou seja, desoneração da folha. O Poder Executivo quer proteger a contribuição previdenciária. Os opositores acenam com outros encargos, e até mesmo a possibilidade de uma linha de crédito — tese já defendida por membros da base.
… que surge
Já no setor produtivo, o que se diz é que o Congresso pode aprovar o texto, se o governo retomar a sucumbência em processos trabalhistas — princípio jurídico que obriga a parte perdedora em um processo a pagar os honorários do advogado da parte vencedora e as custas processuais —, e colocar condições especiais e melhores para terceirizados e Micro e Pequenos Empreendedores (MEI). À coluna, parlamentares já citaram a ideia de isentar os MEI e pequenas empresas para diluir os custos da redução da jornada.
Fica, Messias
Dentro do PT tem deputado defendendo que o advogado-geral da União, Jorge Messias, assuma o Ministério da Justiça. Wellington César Lima e Silva, atual ministro, não é visto com bons olhos por uma ala do Partido dos Trabalhadores. Muitos petistas não se esquecem que Wellington afirmou não ver problema em realizar um plebiscito para avaliar a redução da maioridade penal — tema que o PT é totalmente contrário. Pesa ainda o fato de César Lima não ter se mexido para ajudara indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal.
CURTIDAS

Me dê um tempo/ Messias (foto) prefere tirar um período sabático para se refazer das traições que sofreu. Afinal, as contas do governo indicavam, no mínimo, 43 votos, descontadas aqueles dos quais o Planalto tinha dúvidas. Messias obteve o “sim” de 34 senadores.
Suspense/ Até o fechamento desta edição, ainda não havia anúncio oficial do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, em Washington. Porém, uma equipe de diplomatas trabalha nesse tema.
Câmara 200 anos/ A Câmara dos Deputados vai homenagear seus ex-presidentes em sessão solene nesta quarta-feira, 10h, para comemorar seus 200 anos. A lista é grande: Aécio Neves, Aldo Rebelo, Arlindo Chinaglia, Arthur Lira, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, João Paulo Cunha, Marco Maia, Michel Temer e Rodrigo Maia. Henrique Eduardo Alves não estará presente, porque se recupera de uma cirurgia.
Homenagens ao decano/ Marilene Carneiro Mattos, Pedro Ivo Velloso Cordeiro e Ronald Siqueira Barbosa Filho, todos com profundo conhecimento e atuação no direito, lançam hoje, 18h, na Biblioteca do STF, o livro Constitucionalismo Digital e seus Desafios — reflexões em homenagem ao ministro Gilmar Mendes.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 5 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O presidente da Câmara e o PL estão em campos opostos na Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6×1 da jornada DE trabalho. O partido tem setores contra a proposta, mas, incialmente, não quer tratar da derrubada pura e simples porque considera que há um grande contingente de trabalhadores a favor. Portanto, será preciso esperar o projeto de cantar para, mais à frente, definir uma posição com base no texto que chegar ao plenário.
Nem tanto/ O partido de Jair e Flávio Bolsonaro, porém, se ficar sozinho nessa empreitada, não terá força para rejeitar a proposta. É que o presidente da Câmara, Hugo Motta, espera levar o tema a plenário ainda em maio. E ele tem a prerrogativa de, se a Comissão Especial demorar muito, avocar o texto para o plenário.
Põe lenha, Janja!
A ala do PT que deseja ver o presidente Lula no ataque contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, espera contar com a primeira-dama Janja Lula da Silva no sentido de colocar lenha nessa fogueira. Afinal, ao ajudar na derrocada de Jorge Messias, Alcolumbre impôs ao presidente uma derrota histórica, que ainda não foi digerida. As apostas são as de que vem troco, mas não em praça pública.
Calma aí
Se for muito a fundo nessa guerra, o presidente precisará se preparar para perder as esperanças de aprovar as propostas de interesse do governo antes das eleições. Ou conserta a relação com o Senado, ou novas derrotas virão. É ali que estão, hoje, os problemas do governo no Poder Legislativo.
O que interessa
Um dos principais planos de Lula, hoje, além da escala 6X1, é o Desenrola, lançado ontem. Se Alcolumbre barrar esses textos, muita gente acredita que brigará com a população, e não propriamente com Lula.
Cedo demais
O fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ter rejeitado o pedido de redução da pena da “Débora do batom”— como é conhecida a cabelereira que escreveu “Perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao STF — foi considerado um mau presságio aos defensores da proposta da dosimetria. Porém, é preciso aguardar. Afinal, ainda não foi publicada a proposta com os vetos derrubados. Só depois disso é que a Suprema Corte poderá deliberar.
Difícil evitar
Quem conhece o modus operandi considera que ainda haverá muita discussão no STF aesse respeito. Ou seja, dificilmente a proposta escapará da chamada judicialização.
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E as terras raras, hein?/ O setor privado passou a noite estudando o texto apresentado pelo deputado Arnaldo Jardim (foto), do Cidadania-SP, sobre minerais críticos. O fato de não ter uma nova estatal para tratar desse tema foi muito bem recebido. Se depender do relator, do autor da proposta — deputado Zé Silva (MG) — e do presidente da Câmara, Hugo Motta, vota nesta semana.
Enquanto isso, em Minas Gerais…/ O presidente do PSDB, Aécio Neves, coloca no ar as inserções partidárias em seu estado, em que diz, textualmente, que a voz de Minas deixa de ser ouvida e, “quem paga são os mineiros”. Ao citar o que considera os principais avanços do estado no tempo em que era governador, Aécio convida os telespectadores a colocar “Minas de volta ao futuro”, com a filiação ao PSDB. Muitos consideram a atual gestão de Aécio no PSDB o último esforço para reerguer o partido que já ocupou o Planalto e fez o Plano Real.
Participação da juventude/ Durante a celebração dos 30 anos da criação da urna eletrônica, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, ressaltou aos jovens presentes que o Brasil ainda não tem igualdade no número de candidatos e candidatas. “Queremos que vocês, jovens, se coloquem (como candidatos) para que tenha paridade (de mulheres e homens nas eleições futuras)”, disse a ministra.
Batismo/ Inclusive, durante o ato, a urna recebeu um nome: Pilili, uma onomatopeia referente ao som eletrônico que avisa ao eleitor que o voto foi depositado na urna. Os convidados ganharam, ainda, uma “lembrancinha” do batizado, uma ecobag e álbum de figurinhas.











