As estratégias de cada um

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*Coluna Brasília-DF publicada neste domingo (18/10) por Denise Rothenburg

Flávio Bolsonaro foi aconselhado a usar o debate de hoje, na Band, para tentar subir a hashtag “Lula condenado”. Para desestabilizar o petista, Flávio pretende sair-se com esta: “Quem já foi condenado aqui, Lula, eu ou você?” Pelo menos é isso que está planejado. E qualquer resposta que tenha a frase “eu fui condenado”, ainda que completada com a palavra “injustamente” ou “sem provas”, permitirá cortes para as redes. Lula sempre poderá, entretanto, responder que é inocente e que Flávio é investigado, por causa da relação com Daniel Vorcaro.

Da parte de Lula, a ordem é tentar levar o candidato do PL a perder a pose de bom moço e expor um programa de governo voltado a pontos que o brasileiro não deseja, caso da liberação das armas.

Alta tensão/ As estratégias em construção para esta noite, em que as campanhas querem os candidatos capazes de tentar desestabilizar o adversário ou obrigar a dar respostas que possam gerar cortes para as redes sociais, indicam que será muito difícil que o confronto se restrinja a propostas de governo para cada área.

Armamento entra na reta final

O fim da marcação dos cartuchos de balas, projeto de lei defendido por Flávio, será um dos pontos tratados nesta última semana de campanha. Isso porque não passou em branco o fato de o candidato não ter respondido à jornalista Renata Lo Prete, na entrevista da TV Globo, por que defendeu uma matéria que pretendia tirar esse rastreamento de munição das forças de segurança. A defesa da retirada das marcações será explorada pelos adversários do candidato como indício de tentativa de favorecimento ao crime organizado. Afinal, é consenso que balas sem marcação dificultam a fiscalização e o rastreio.

Anote para cobrar

Ao pedir mais tempo para investigar o financiamento do filme Dark Horse, a Polícia Federal adia a conclusão das apurações para os primeiros dias do próximo governo. Seja quem for, será o momento de conhecer a verdade.

Aliás…

A questão das armas e ideia de alguns do entorno de Flávio de retomar as bets representam um problema junto ao eleitorado evangélico. É por aí que petistas ligados a esse segmento irão atuar nesta semana.

Fique por lá…

… mas não como “exilado”. Os deputados do PL começam a brigar pelos ministérios. Embora o candidato tenha dito que Eduardo Bolsonaro não será chanceler, nada foi dito nesse sentido sobre embaixador nos Estados Unidos. Aliás, se Flávio for eleito dia 25, é este o cargo que amigos do filho 03 pretendem que ele ocupe.

“Fora do ar”/ O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto (foto), avisou a amigos que não acompanhará Flávio ao debate da Band, hoje à noite. A ordem é ficar mergulhado. Valdemar tem deixado o bolsonarismo solto na condução da campanha, e a montagem de estratégia a cargo daqueles mais próximos do candidato.

Cada um ao que interessa/ A oposição a Lula está usando cortes da entrevista à Globo para dizer que ele não liga muito para o Bolsa Família, porque disse não saber da falta de reajuste dos valores. Da parte dos aliados do presidente, viralizou nas redes a parte em que Flávio diz que, com o fim da escala 6 x 1, o trabalhador terá mais um dia de folga para andar de ônibus e ser assaltado. Flávio tropeçou feio aí, uma vez que o policiamento é responsabilidade pelos governos estaduais e guardas municipais. Ou seja, não dá para culpar Lula.

Continua nas redes/ Quem procura “Flávio Bolsonaro 2026” nas redes sociais ainda verá um video produzido por inteligência artificial de Xuxa Meneguel, em que a rainha dos baixinhos, ainda do primeiro turno, onde aparece “dizendo” para não votar em Lula. Xuxa já desmentiu, mas a postagem ainda está por lá.

Favorito/ Flávio segue hoje para o debate na condição de líder de quase todas as pesquisas e com a vantagem nas urnas em primeiro turno. O que torna esse confronto da Band o mais importante é que tudo o que for dito hoje poderá reverberar nas redes nesta última semana de campanha. O último debate, na Globo, na sexta-feira, não tem o mesma chance de impactar grande quantidade de eleitores.

O jogo da última semana

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*Coluna Brasília-DF publicada neste sábado (17/10) por Denise Rothenburg

Enquanto Flávio Bolsonaro tenta guiar o debate do segundo turno para as questões relacionadas à segurança pública, o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva basta dar a guinada para outros temas tão importantes quanto: direitos trabalhistas, como o fim da escala 6 x 1, e exploração das riquezas do Brasil por brasileiros. Lula jogará num pouso suave para o corte nos gastos públicos. Flávio, num corte abrupto de R$ 250 bilhões. São posições que irão nortear os debates desses dias, acoplados à mobilização — um “blend” que definirá o governo do país por quatro anos.

Até aqui…/ Lula conseguiu sair na frente nesse jogo de propostas, uma vez que o Senado aprovou a redução da escala 6 x 1, transformando o tema no assunto mais comentado nas redes este ano. E jogou o debate da redução da maioridade penal para fora do campo, prometendo retomar mais à frente. Ao que se sabe, porém, o alcance disso no voto do eleitor é limitado para alterar o rumo da eleição mais polarizada da história. O que todos os analistas convergem é que a prévia de hoje não tem favorito absoluto.

O “favorito vulnerável” de 2026

Depois de sair das urnas como “favorito absoluto”, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, chega à marca de nove dias para a eleição definido como “favorito vulnerável”. É como avalia o cientista político Antônio Lavareda, um dos mais tarimbados analistas de pesquisa do país. Lavareda lembra que, em 2006, Geraldo Alckmin obteve menos votos no segundo turno do que no primeiro.

Todos estão com medo

Com a eleição para lá de polarizada, cresce entre aqueles que já administraram grandes cidades o receio de brigas entre adversários neste fim de semana, o último da campanha eleitoral. A ordem é aumentar o policiamento nas ruas a fim de evitar conflitos.

A que ponto chegamos

No Amazonas, o deputado federal eleito Sargento Salazar, do PL, e Kidson Maia, derrotado para deputado estadual, estão proibidos de se aproximar da candidata a vice-governadora Alessandra Campelo, da chapa de Omar Aziz, ambos do PSD. Durante debate eleitoral no estado, Kidson foi flagrado fazendo um gesto de degola para ela.

A que ponto chegamos II

A candidata relatou à polícia gestos de ambos, simulando cortes de pescoço. Ela pediu e a Justiça concedeu suspensão do porte de armas de ambos.

A volta de Santos Cruz/ Ex-ministro da secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, o general Santos Cruz (foto) aparece em entrevista a um canal no YouTube, com a seguinte frase: “Eu me considero de direita. Isso aí que a gente vê, esse extremismo, isso aí não é direita. Isso se chama vigarice”.

A força dela/ A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) é considerada uma das poucas que pode ajudar Flávio a tentar conquistar os votos dos indecisos. A avaliação é de que se ela puder se dedicar de corpo e alma esta semana, ajudará muito.

E a campanha sumiu…/ Ninguém tem visto material de campanha de Flávio nas cidades nordestinas. Com o fim da eleição na maioria dos estados e os candidatos das proporcionais resolvidos, a turma não está mais gastando com material de propaganda.

… e mudou/ Aliás, seja no Nordeste, seja no Centro-Sul do país, os parlamentares perceberam uma grande diferença nesta eleição. Este ano, valeu muito mais a campanha de impulsionamento na internet do que a campanha olho-no-olho de porta em porta.

A nova campanha do PL será contra o Centrão

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*Coluna Brasília-DF publicada nesta sexta-feira (16/10) por Denise Rothenburg

Enquanto os finalistas na disputa ao Palácio do Planalto traçam estratégias nesta última semana de campanha, o jogo para a Presidência da Câmara cresce a olhos vistos. Ainda que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha a perspectiva de somar, logo na largada, 252 votos para ficar no cargo por mais dois anos, a ideia do PL é lançar candidatura própria. Especialmente, se Flávio Bolsonaro sair vencedor em 25 de outubro. Caso o filho 01 seja eleito, o PL tentará quebrar o bloco que fechou o apoio a Motta esta semana. E a força do novo governo, conforme avaliam integrantes do partido, terá todas as condições de angariar apoios. Vale lembrar que a essa altura da última disputa para a Presidência da Câmara, o nome do Republicanos era Marcos Pereira (SP). Portanto, nada está garantido. Dentro do PL, os nomes mais cotados vêm do Rio de Janeiro — Sóstenes Cavalcante e Altineu Cortes, o atual vice-presidente da Casa.

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O cenário do PT/ Os partidos aliados à reeleição do presidente Lula tendem a fechar com Motta, seja ele derrotado, seja ele o vencedor. A avaliação interna é de que o presidente da Câmara se mostrou um cumpridor de acordos e foi além ao apoiar
a reeleição do petista para a Presidência da República. Diante desses fatores, não é possível abandonar Motta à própria sorte.

A visão deles

Entre os mais atentos observadores dos luxuosos escritórios da avenida Faria Lima, há o receio de que, independentemente do resultado do dia 25, venha um cenário de “volta da Avenida Paulista” a posições importantes do tabuleiro de poder. Nos anos 1980-1990, era a Paulista o território dos grandes bancos e da Fiesp. E foi na Faria Lima que Daniel Vorcaro cresceu e apareceu. Esses fatos voltarão à baila tão logo seja conhecido o futuro presidente da República.

O clima na Casa

A semana de movimento na Câmara e no Senado deixou os deputados do centro certos de que a turma de Flávio Bolsonaro está tão confiante na vitória que as conversas nos jantares giraram em torno de quem vai para qual ministério.

Os principais nomes

As citações incluem o senador eleito no Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), os deputados Mendonça Filho (PL-PE) e Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar do Agro. Quando aos cargos, a cada hora especula-se um posto. Porém, o único que muita gente dá como certo é Mendonça Filho na Educação.

Maioridade penal, a vingança

O PL traçou, ainda na noite de terça-feira, a ideia de incluir a redução da maioridade penal na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública. A ideia era usar essa emenda, apoiada por grande parte da população, para colocar o PT contra a parede, da mesma forma que o partido de Flávio ficou exposto com a votação do fim da escala 6 x 1. Ao tirar essa proposta de pauta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ajudou os petistas a saírem dessa sinuca.

Por falar em 6 x 1…

Estudo do Instituto Democracia em Xeque aponta que a aprovação do fim da escala 6 x 1 como o tema que gerou maior mobilização digital entre os assuntos pesquisados como “maiores eventos políticos nas redes” desde agosto de 2025, quando começaram as análises pela instituição. A questão provocou mais mobilização do que o fim das bets. Foram 1.905.639 menções sobre a PEC da escala 6 x 1 em 24 horas, enquanto as bets tiveram, em 25 de setembro — quando foram proibidas —, 1.332.600 interações no mesmo intervalo de tempo.

Toma que o Canella é teu/ Aliados de Lula passaram o dia postando fotos de Flávio Bolsonaro ao lado de Márcio Canella, preso em nova fase da Operação Unha e Carne, que investiga o crime organizado no Rio de Janeiro. Canella seria candidato ao Senado, mas, por causa da primeira prisão, terminou candidato a deputado estadual e se tornou o segundo mais votado. A campanha de Flávio considera que não dá para vincular o candidato a presidente aos malfeitos de um deputado estadual eleito ou derrotado.

Vá onde der/ A estratégia de campanha dos partidos tem sido atuar onde há mais chances de ampliar a votação. O PT, por exemplo, não pretende investir pesado no interior de São Paulo, onde Flávio tem uma grande vantagem sobre Lula (foto).

É por ai/ Independentemente de quem vencer a eleição, não será possível tampar o caso Master com a peneira. E nem os ministros envolvidos em escândalos.

Aprove agora, mude depois

Ilustração com Lula e Flávio - Crédito: Caio Gomez
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O fato de ter se posicionado a favor do fim da escala 6×1 não significa que o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, tenha deixado de considerar a proposta “oportunista”. Porém, a avaliação geral da sua campanha é a de que não dava para deixar o presidente Lula, candidato à reeleição, surfar na aprovação do texto. A ideia do candidato do PL, se for eleito no próximo dia 25, é propor a escala em horas trabalhadas, com livre negociação entre patrões e empregados. A proposta será incluída dentro de um novo modelo de reforma trabalhista. Entretanto, a agenda prioritária não será mexer nessa revisão da jornada logo na largada de um possível novo governo. A agenda prioritária passa, primeiramente, pelo que já foi chamado de “tesouraço” em despesas governamentais, algo que ainda está em gestação.

Cálculos políticos/ Com todos votando a favor, a avaliação do PL é de que esse tema deixará de ter tanta importância na campanha eleitoral nem irá favorecer tanto o presidente Lula a ponto de se transformar na força da “virada” que o PT espera. Os petistas, contudo, não deixarão isso passar em branco. Com a emenda aprovada, é bem provável que Lula participe da solenidade de promulgação do texto.

Treino de civilidade

Hoje tem sessão no Supremo Tribunal Federal, mas nada de polêmico entra na pauta, para não acirrar ainda mais os ânimos. A ordem por lá é tentar buscar alguma convivência entre os ministros, onde o clima está a cada dia mais pesado. Depois da eleição, porém, vai ser difícil fugir dos assuntos delicados, em especial, o envolvimento de ministros com o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro.

Por falar em STF…

Tem um grupo no Supremo certo de que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, joga para que Flávio Bolsonaro, se eleito presidente da República, dê um jeito de ajudá-lo a evitar problemas com a Polícia Federal por causa de Daniel Vorcaro.

A hora da verdade

As pressões sobre Nunes Marques só irão arrefecer se houver um jeito de salvar todos. Agora que o presidente do STF, Edson Fachin, receberá tudo o que tem de citações sobre os ministros nas investigações sobre Vorcaro, será a hora de separar um assédio sem consequências do ex-banqueiro de crimes envolvendo parte dos magistrados.

O jogo de Nunes

O apoio do MDB do Sudeste a Flávio Bolsonaro traz embutido a vontade do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, de garantir o apoio para concorrer ao governo do estado em 2030. Seria a chance de o MDB voltar a governar os paulistas, algo que não ocorre desde janeiro de 1995, quando Luís Antonio Fleury Filho entregou o cargo ao então governador eleito em 1994, Mário Covas (PSDB).

Quanto mais quieto…/… melhor. A desistência de Flávio Bolsonaro em participar do evento do Lide tem dois pontos: primeiro, os Bolsonaro não perdoam João Doria (foto) por causa da postura durante a pandemia, quando o empresário, então governador de São Paulo, foi o primeiro a promover a compra de vacinas contra covid e se afastou do bolsonarismo. Depois, há uma máxima na campanha de que, quanto menos o candidato falar neste momento sobre detalhes de programa de governo, melhor.

Eles confirmaram/ A reunião do Lide seria quase um comício. Estavam previstas as presenças do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela; de Ronaldo Caiado; de Romeu Zema; do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas; e de vários senadores eleitos e pessoas cotadas para cargos num governo do senador Flávio.

Agora é Lula, agora é Flávio/ O presidente Lula desafia Flávio Bolsonaro a comparecer ao debate da Band, no próximo domingo, e o candidato do PL diz que não vai. A avaliação da campanha é a de que Flávio tem mais a perder do que a ganhar.

Inversão de papéis/ Nem todos da campanha do PL concordam com a ausência de Flávio aos debates. Afinal, ao evitar debater seu programa de governo, poderá dar razão aos adversários que o colocam como defensor de cortes em parte dos programas sociais. No balanço das horas, tudo pode mudar. Agora, é Flávio quem deve recorrer ao TSE para tirar o púlpito vazio.

A fila para a guilhotina: crescem as apostas sobre aposentadoria de Moraes

Diante da vantagem de Flávio Bolsonaro, Moraes pode ser o primeiro a se retirar de cena. Arte: Lucas Pacífico
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Crescem as apostas sobre uma aposentadoria antecipada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, caso o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, vença o pleito daqui a duas semanas. Porém, a contar pelo ânimo da bancada bolsonarista que tomará posse em fevereiro de 2027 no Senado, ainda que Xandão saia do STF, isso não será suficiente para aplainar as arestas entre a Suprema Corte e o grupo liderado pelos Bolsonaro. Muitos já falam abertamente que é preciso promover, ainda, o impeachment do ministro Flávio Dino. A avaliação de boa parte do grupo é de que o magistrado ultrapassou limites ao investigar as emendas parlamentares. E, de quebra, na avaliação dos bolsonaristas, teria tentado interferir no processo eleitoral. Por isso, sem Xandão, ele se tornaria o primeiro da lista. A bancada bolsonarista passou a campanha, guardadas as devidas proporções, meio que repetindo a frase da tirânica rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas: “Cortem as cabeças”. E, se não cortar nenhuma cabeça, não ficará satisfeita.

Tirem-no da sala/ No caso de Dino, a ideia é ainda promover uma emenda que impeça uma candidatura em 2030, como forma de deixá-lo fora do processo eleitoral futuro, caso o ministro, se for catapultado do Supremo, resolva retomar sua carreira política.

Esqueçam ele /Nas hostes de Flávio Bolsonaro há muita gente trabalhando para preservar o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Embora tenha sido citado no caso Vorcaro por causa do resort no Paraná, Toffoli é visto como alguém que ajudou o então presidente Jair Bolsonaro durante o governo e se aproximou da ala mais afinada aos Bolsonaro no STF. Por isso, está fora da fila.

Espere algumas casas/ Com o fim da escala 6×1 na pauta do Senado, os bolsonaristas avaliam que será muito difícil reverter o placar favorável ao texto. Se não der para obstruir a votação, a intenção de uma parte dos oposicionistas é votar, até para parar de dar discurso para Lula. Contudo, o tema não será esquecido. Já tem gente dizendo que, mais à frente, será possível diluir qualquer mudança numa reforma trabalhista mais ampla, caso Flávio Bolsonaro vença daqui a duas semanas.

Ibaneis na roda/ A duas semanas da eleição, as menções ao ex-governador Ibaneis Rocha como partícipe de decisões importantes sobre a compra do Master pelo BRB retomam com força. No geral, entretanto, advogados afirmam que o ex-governador sempre poderá dizer que suas deliberações a respeito foram orientadas pelo ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que já está preso.

Celina fora da roda / As citações de que Ibaneis tinha poder de decisão, porém, não têm potencial para mudar o rumo da eleição no Distrito Federal. Não foram poucas as vezes em que, muito antes de o escândalo estourar, a então vice-governadora dizia que, se fosse candidata a governadora e, se fosse eleita, Paulo Henrique Costa não teria lugar na sua equipe.

A hora de marcar diferenças/ Aliados do presidente Lula acreditam que os debates representam uma grande chance de o candidato do PT virar votos. Porém, se ficar irritado ou demonstrar uma arrogância contra o 01 de Jair Bolsonaro, o resultado pode ser catastrófico, tal e qual ocorreu com Cristovam Buarque contra Joaquim Roriz na eleição de 1998, levando o então governador Cristovam a perder a reeleição. Cristovam adotou um tom mais acadêmico, o que fez com que o eleitorado mais humilde se identificasse com Roriz.

Irrite-o/ Da parte de Flávio Bolsonaro, ele será aconselhado a tirar Lula do sério ou do estilo “paz e amor”, a fim de que o petista parta para expressões do tipo, “mequetrefe”, para se dirigir ao adversário.

Quem soma/ Dentro do PT, começa a crescer a avaliação de que é preciso se aproximar dos ex-bolsonaristas, como o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ). Otoni fez questão de participar de atos de campanha pela reeleição do presidente Lula e fez um vídeo que viralizou na internet, em que ele aparece correndo, falando em liberdade e nos programas sociais do governo.

Flávio, o empresariado e o mercado/ Depois do jantar de Lula com o empresariado em São Paulo, na reta final do primeiro turno, quem irá ao centro financeiro do Brasil é o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Ele tem almoço marcado para 19 de outubro no Grupo Lide, fundado pelo ex-governador João Doria. Não é propriamente a volta do “bolsodoria”, mas uma oportunidade de o Lide apresentar aos maiores grupos empresariais do país mais detalhes das propostas econômicas de Flávio Bolsonaro.

Nossa Senhora Aparecida/ Que Nossa Senhora Aparecida ilumine o eleito no próximo dia 25, para que o país possa ter paz.

Emenda do fim da reeleição pronta para plenário

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COLUNA BRASÍLIA-DF deste SÁBADO

Denise Rothenburg 

    Crescem no Senado as articulações para votar ainda este ano a proposta de emenda constitucional (PEC) do senador Marcelo Castro (MDB-PI), que prevê o fim da reeleição: “A proposta oi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e está pronta para ir ao plenário”, comenta o senador piauiense. O texto determina que prefeitos e vereadores eleitos em 2028 tenham seis anos de mandato, de forma a tornar as eleições municipais, estaduais e federais coincidentes em 2034, e, a partir desta data, aumento dos mandatos de quatro para cinco anos.  “Eleição de dois em dois anos é um desgaste desnecessário para o país”, diz o senador. Se aprovada, a última possibilidade de reeleição seria em 2030. Significa que, se Flávio Bolsonaro for eleito agora, teria direito, por essa proposta, a concorrer a um novo mandato. Lula, como já é candidato à reeleição, não poderia. A emenda Castro é a base para as discussões neste momento. Para conseguir ser aprovada este ano, porém, falta muito, uma vez que precisaria passar no Senado e seguir à Câmara. Mas, a vontade de aprovar o fim da reeleição., como o leitor já sabe, existe. E, reza a tradição, quando há vontade política, os parlamentares conseguem fazer até elefante voar. Essa Pec já esteve para votar algumas vezes e não se chegou a um acordo no plenário. Resta saber se, desta vez, os partidos vão se entender.

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    Não repita Lula/ Aliados de Flávio Bolsonaro têm dito que, se ele vencer, não deve aceitar ser candidato à reeleição em hipótese alguma. Afinal, o presidente Lula disse lá atrás, em 2022, que não concorreria a um quarto mandato e terminou candidato.

“Não subestimem o gordinho”

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Por Denise Rothenburg — O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está em contato com senadores de praticamente todos os partidos e em plena campanha pela reeleição para mais dois anos no comando da Casa. Corre à boca pequena, inclusive, que teria os votos para se reeleger, uma vez que muitos partidos vislumbram a vitória de Flávio Bolsonaro dia 25 — e, nesse caso, preferem não deixar o presidente da República com o mando geral do Poder Legislativo. Vale para muitos senadores a frase dita num jantar, em 2018, quando o recém-eleito Alcolumbre apresentou-se como candidato a presidente do Senado e as apostas eram de que Renan Calheiros (MDB-AL) levaria o cargo por ser da maior bancada. Um deputado do partido do União Brasil comentou: “Não subestimem o gordinho”, referindo-se a Alcolumbre. O senador afinou a silhueta, mas não perdeu seu poder de articulação. O aviso já foi dado ao PL: todo o cuidado é pouco.

Outro movimento/ Da mesma forma que o grupo de Alcolumbre começou a se mexer no sentido de permanecer mais dois anos no comando do Senado, crescem as conversas para, conforme revelado em primeira mão por esta coluna, tentar aprovar ainda este ano o fim da reeleição para presidente da República. Como Flávio defende essa proposta, o jogo do Centrão é no sentido de tentar deixar isso aprovado até dezembro. O fato de o senador do PL dizer que caberá ao Congresso definir se o mandato será de quatro anos ou de cinco, fez crescer o receio de que possa querer ampliar o próprio mandato. Porém, entre os aliados de Flávio, a avaliação é de que qualquer mudança do tamanho do mandato valeria para apenas o eleito em 2030. Os partidos de centro sabem que, a partir de 2027, o PL tentará dominar o jogo, uma vez que dominará o Planalto. Por isso, o que der para deixar fechado em 2026 é melhor.

Depois de Xandão…

Se houver alguma brecha, um grupo de senadores do Centrão vai querer, ainda, tentar o impeachment do ministro Flávio Dino. A prioridade “inegociável” dos bolsonaristas, porém, é o ministro Alexandre de Moraes. Dias Toffoli, que também aparece no enrosco de Daniel Vorcaro, está praticamente esquecido.

Tem para todos

Se, em 2018, o então presidente eleito Jair Bolsonaro negociou ministérios com as frentes parlamentares, desprezando os partidos, desta vez Flávio começou a tratar desse assunto com as agremiações partidárias antes mesmo de conhecer o resultado do segundo turno.

Onde mora o perigo

Um terço daqueles que votam em Flávio disseram ao Datafolha que escolheram o candidato do PL apenas para derrotar Lula. Ou seja, são eleitores que não têm o menor compromisso com os projetos que vierem de um possível governo do senador. O presidente, por sua vez, embora em desvantagem, não perdeu as esperanças de que o eleitor, com medo dos projetos de Flávio, opte pela continuidade de seu governo.

Banho de água fria

A pesquisa do Datafolha desanimou muita gente dentro do PT do Distrito Federal. A ideia era de que o candidato Leandro Grass tivesse pouco mais de 40%. Os 37% do candidato petista comparados aos 55% da governadora-candidata Celina Leão (PP) fazem muitos aliados de Grass colocarem a virada como missão impossível.

Exponham o que der/ A sugestão do senador Jorge Seif (PL-SC, foto) aos empresários, para que façam “piquete” junto aos gabinetes como uma das formas de evitar a aprovação do fim da escala 6 x 1, será usado na internet como uma “exploração” do trabalhador.

Aliás…/ Semana que vem, é só 6 x 1 no Senado. E, se houver quórum, a tendência é de aprovação.

Tem fila/ Os novos senadores estão em plena atividade em Brasília, em busca de gabinetes. Alguns, porém, ficaram meio frustrados. Um deles jurava que ficaria com o mega-gabinete do senador Renan Calheiros. Porém, não é bem assim que a coisa funciona. Ali, antiguidade é posto.

Primeiro, os antigos/ Funciona assim: quem já está no mandato, e quiser mudar, pode escolher entre os gabinetes que serão desocupados. Depois, vem quem foi reeleito. Por último, quem chega com mandato de senador pela primeira vez fica com os gabinetes que sobrarem.

Xandão é inegociável

maurenilson
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Desde que o ex-presidente Michel Temer anunciou o apoio a Flávio Bolsonaro, cresce a suspeita entre os políticos de que o emedebista fez isso para tentar obter um acordo capaz de preservar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, seu ex-ministro da Justiça que o então presidente Temer indicou ao STF. Somam-se a essas suspeitas de acordo as ações do próprio ministro, no sentido de distensionar o ambiente com os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas hostes bolsonaristas, entretanto, a avaliação é a de que, se os senadores do PL recuarem em relação ao impeachment de Alexandre de Moraes, deixarão
de cumprir o discurso que levou à construção da bancada que saiu das urnas. Nesse sentido, ou o STF resolve o caso até o final do ano, ou a nova bancada do partido vai tratar de eleger um presidente do Senado que não impeça a abertura de processo contra o ministro. Diante dessa perspectiva, há quem diga que caberá a Alexandre de Moraes pedir para sair.

Outros acordos

A aproximação do Centrão com Flávio Bolsonaro vai muito além dos cargos de primeiro escalão e da identidade ideológica. Ali, falou mais alto a sobrevivência. Primeiro, há nos aliados de Ciro Nogueira, do PP, e de Antonio Rueda, o presidente do União Brasil, a esperança de que Flávio promova trocas na Polícia Federal no próximo ano, de forma a estancar as denúncias que vinculam nomes importantes do bloco ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O fato de Flávio ter chegado à frente de Lula no primeiro turno e a vitória dos petistas na Bahia indicam que o caso Vorcaro ficou à margem do processo eleitoral. Além disso, os políticos
registram que, até aqui, as investigações não cessaram e a posição do presidente do STF, Edson Fachin, tem sido no sentido de
dar transparência aos documentos que não comprometam essas investigações. Da parte do ministro Fachin, esse ponto é inegociável

Fiquem na penumbra

Com o comando da Federação União Progressista desgastada em função do enrosco com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a ordem é manter os caciques voando abaixo dos radares, tanto o senador Ciro Nogueira (PP-PI), derrotado nas urnas, e Antonio Rueda, eleito deputado federal pelo União Brasil do Rio Janeiro. Nenhum dos dois falará pela federação ao longo deste segundo turno.

Aproveite os holofotes

Quem falará pelas duas legendas é a líder do PP no Senado, Tereza Cristina. Aliás, ela só não foi vice na chapa de Flávio Bolsonaro porque Ciro Nogueira disse não. Agora, enquanto representante da Federação no arco de alianças do candidato do PL neste segundo turno, Tereza terá a chance de se projetar para presidir o Senado.

Deu discurso

O aceno de Flávio Bolsonaro sobre mudanças na Constituição leva o PT a acreditar que essa talvez seja o principal mote para tentar conter a onda que levou o candidato do PL a sair na frente no primeiro turno. A ordem agora é espalhar que as garantias e direitos inscritos na Constituição estão sob risco. Embora o candidato não tenha citado direitos fundamentais dos cidadãos tampouco nenhuma mudança trabalhista, tudo isso fará parte dessa curta etapa da campanha.

E a 6X1, hein?

O governo do presidente-candidato Lula vai massificar que o projeto do PL de colocar a remuneração por hora trabalhada é considerado um “7×0”. Os petistas acreditam que o lado mais fraco é o do trabalhador, que não conseguirá fechar um bom acordo com o patrão. Esse é outro tema que promete dominar esses dias.

CURTIDAS

Celina e Flávio/ Na reunião com o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a governadora-candidata Celina Leão pediu ao candidato que não repetisse o gesto do “V” da vitória, usado na campanha de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis no DF para massificar o 22. “Flávio, aqui use só os indicadores: É 11”, disse Celina, dedicada agora a massificar o seu número nas urnas. Afinal, ela passou ao
segundo turno porque 26 mil eleitores registraram o 22 nas urnas achando que estavam votando nela.

Janja e Alckmin/ A polêmica “menos Janja, mais Alckmin”, que a ex-senadora Kátia Abreu levantou na reunião dos petistas, não é apenas uma avaliação da ex-ministra da Agricultura da presidente Dilma Rousseff. É também de várias pessoas próximas a Lula. Muitos dizem que Janja conquistou todos os votos que poderia obter. Ela deveria, avaliam, dar lugar ao vice-presidente para tentar agregar o que Lula precisa a fim de ultrapassar Flávio Bolsonaro e vencer no segundo turno. Muita gente de dentro do PT diz que, se isso não mudar, Lula que assuma os erros depois. Não dá para culpar o marqueteiro Sidônio.

Minerais críticos/ O Instituto Diálogos, think tank criado pela senadora Tereza Cristina, tem reunião hoje em Brasília com o alto escalão do Ministério de Minas e Energia, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e especialistas em terras raras para debater a política nacional desse recurso tão importante e estratégico para o país. Entender o setor e seus conceitos é considerado um passo fundamental para criar um detalhamento das regras que vão reger a política desses minerais no Brasil, cuja industrialização hoje está praticamente concentrada na China.

Reflexões sobre mineração/ O IDP abre hoje suas portas para o lançamento do livro Manual Aplicado de Mineração: Geologia,
Regulação, Direito e Economia dos Recursos Minerais, escrito a seis mãos por André Garcia, Marcela Tainã e Rafael Favetti. A obra nasceu da proposta de reunir, em um mesmo trabalho, diferentes dimensões da atividade mineral — geologia, regulação, direito e economia — procurando aproximar o conhecimento técnico dos problemas concretos enfrentados por quem atua e toma decisões no setor. A sessão de autógrafos será no auditório do IDP, na 609 Norte, a partir de 18h30.

“Já ganhou” abre campanha para comando da Câmara e do Senado

Arte de Maurenilson
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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Antes mesmo do segundo turno da eleição presidencial, os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionam os ocupantes de ministérios e nomes para as presidências do Senado e da Câmara. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lança o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para comandar o Senado. O deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) quer ser candidato ao comando da Câmara dos Deputados e outros apontam o senador Rogério Marinho (PL-RN) para ministro da Casa Civil da Presidência da República. A avaliação é de que, depois de coordenar a campanha de Flávio, Marinho ocupará o cargo que quiser. Outro nome citado para ministro é o do deputado Mendonça Filho (PL-PE), cotado para a pasta da Educação. Mendonça está muito próximo do candidato e, inclusive, coordenará a campanha no Nordeste, especialmente, em Pernambuco, onde a governadora reeleita, Raquel Lyra (PSD), declarou que não deve entrar de forma incisiva na campanha de Lula, a quem é grata por todos os projetos promovidos em conjunto.

Quem tudo quer…/ Dentro do Congresso, esses movimentos antes do segundo turno geram preocupações. Afinal, há outros aliados se apresentando para comandar a Câmara. E, em política, vale a máxima que serve para a vida: a pressa é inimiga da perfeição.

Discurso preocupante

Flávio já fala em mudar a Constituição. Embora não tenha dito em que parte, já tem muita gente apreensiva com a perspectiva de mudanças nos benefícios trabalhistas, nos direitos individuais e nas atribuições dos Poderes. Até aqui, ele não detalhou nada. Mencionou apenas que seria para “redemocratizar” o país. Alguns parlamentares de centro disseram que discurso mais vago do que esse impossível.

E o fim da 6 x 1?

A oposição ao governo Lula no Senado está preocupada com o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6 x 1 na Casa. A estratégia é esvaziar o plenário e boicotar o quórum, porque nas contas dos senadores e do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) há votos suficientes para aprovar o texto. A ideia dos aliados de Flávio é atrasar do jeito que der e não vincular o movimento ao candidato à Presidência da República durante a campanha de segundo turno.

Alcolumbre e o fim da 6 x 1

Há senador apostando que a Alcolumbre só resta votar e aprovar a PEC do fim da escala 6 x 1. Isso porque a bancada de Flávio não vai apoiar a reeleição de Alcolumbre e já articula um novo nome, conforme o leitor da coluna já sabe. Da parte de Alcolumbre, melhor ter o fim da escala 6 x 1 em seu currículo.

Finja que não viu

A federação União Progressistas ainda não decidiu o que será feito sobre os parlamentares e governadores que apoiam a reeleição de Lula. Porém, a ideia predominante é fazer cara de paisagem, uma vez que esse grupo é pequeno. A decisão de apoiar Flávio foi definida por unanimidade e aclamação dos membros presentes na reunião na última terça-feira, na Câmara dos Deputados. No Nordeste e Norte, há nomes que compõem com o PT, como o governador Lucas Ribeiro (PP), reeleito em primeiro turno na Paraíba.

No tempo do Pix…/ … Muitas pessoas que trabalharam para candidatos em cidades goianas no Entorno do Distrito Federal receberam em dinheiro vivo. Embora as campanhas de deputados federais e estaduais tivessem pedido inclusive a chave Pix de cada um, quem carregou bandeiras e distribuiu santinhos na reta final do primeiro turno saiu com cédulas de real no bolso.

Em busca do Centrão/  O Republicanos se reúne hoje, às 18h, na sede do partido em Brasília, para decidir se apoia Flávio no segundo turno. Serão ouvidos os representantes dos diretórios estaduais antes da nacional bater o martelo. Até aqui, PSD está neutro a nível nacional e a federação União Progressista fechou questão para apoiar e trabalhar pela eleição do senador.

Por falar em reunião…/ Os senadores de direita eleitos no último domingo, e aqueles com mandato, se reunirão no QG da campanha de Flávio hoje, às 15h. A ideia é definir as pautas e objetivos para a próxima legislatura, em fevereiro do ano que vem.

A campanha no DF/ A governadora Celina Leão (PP, foto) recebeu uma pesquisa, na quinta-feira, antes da eleição, mostrando que o eleitor não sabia o seu número e a associava ao 22, do PL. O resultado das urnas comprovou o tracking e agora a campanha está focando em conteúdos nas redes sociais martelando o número 11 de Celina nas urnas. Já Leandro Grass pretende massificar o 13 dele e de Lula e correr atrás daqueles que preferiram não votar no primeiro turno. Há, inclusive, eleitores que votaram em deputados distritais de esquerda e em Flávio ou Celina. Agora, os petistas e seus aliados vão tentar reverter esses votos.

Os acenos de Flávio para reforçar segundo turno

Crédito: Maurenilson Freire
Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Lula, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As conversas mais fechadas do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, com seus potenciais aliados, incluem cargos para o PP, União Brasil, Republicanos e outros partidos que ficaram longe da campanha do primeiro turno. A lista de agraciados não está fechada, mas há acenos de negociação numa futura composição, a fim de garantir um trabalho dessas legendas nesta segunda rodada. Outro ponto que o senador pelo Rio de Janeiro usará como atrativo — que, inclusive, já foi colocado de público — é o compromisso de não concorrer a um segundo mandato. Isso não significa, contudo, que todos os Bolsonaro ficarão longe de uma campanha ao Planalto, no caso de vitória de Flávio daqui a três semanas. Conforme já antecipou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a perspectiva é a de que Jair Bolsonaro, depois de receber o indulto do filho, seja o candidato em 2030. O clã que conseguiu eleger quase todos os seus no último domingo, mostra que pretende ficar por muito tempo na politica brasileira.

O que preocupa

A alta abstenção no primeiro turno é motivo de preocupação tanto para a campanha do senador quanto para a do presidente Lula. Em 2022, a abstenção no segundo turno foi menor que o primeiro em 570 mil votos. Dentro do PT, há quem diga que, se esse número se repetir, será muito mais difícil para o petista tirar a diferença para o candidato do PL.

Situações inversas

Se no plano federal o PT tem dificuldades em angariar apoios no segundo turno, no Distrito Federal quem está nessa posição é a governadora candidata Celina Leão (PP). A diferença é que ela não venceu no primeiro turno por 168 votos. A ordem agora na campanha é massificar o número 11 e, assim, evitar que os eleitores apertem 22 para o GDF. Leandro Grass (PT) vai massificar o 13 e tentar o apoio dos candidatos que ficaram fora do segundo turno.

Parlamentares chegando

Deputados e senadores reeleitos começam a desembarcar em Brasília. Ontem, foi a vez do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE, foto). Ele levará a Flávio o projeto de reforma do Judiciário. Se o candidato endossar a proposta, Danilo pretende fazer campanha para o PL no Ceará no segundo turno.

Os memes não param

Na internet, circulam vários memes com a deputada Marina Silva (Rede-SP), a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet, a ex-senadora Soraya Thronicke, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e outros numa fila de “desemprego”.