Reações à política feita pelos homens

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 2 de julho de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito 

Crédito: Caio Gomez

O discurso de Flávio Bolsonaro em favor das mulheres evidencia um problema intrínseco ao bolsonarismo: o desprezo ao gênero feminino. Esse movimento político consolidou-se pela figura de seu representante maior, o “imbrochável”, “imorrível” e “incomível” Jair Bolsonaro. O ex-presidente coleciona uma série de tiradas, grosserias e ataques misóginos, alguns com consequências judiciais. Todos se lembram do episódio abjeto contra a deputada Maria do Rosário Caetano, que resultou em indenização por danos morais.

Flávio Bolsonaro tentou mostrar, ontem, que não é tão machista quanto o pai e que não concorda com os absurdos proferidos por seu colaborador Paulo Figueiredo. Mas nada disso conteve a insatisfação de Michelle Bolsonaro e aliadas, que estão mobilizadas no desagravo à ex-primeira- dama. Mais grave: nada indica que a promessa de um programa batizado como Brasil por Elas possa reverter uma dificuldade concreta: o déficit do voto feminino na pré-candidatura do senador.

A crise de gênero associada à insatisfação de Michelle Bolsonaro com as alianças firmadas pelo PL está inserida em um contexto maior. Fazem parte de uma realidade na vida nacional, independentemente da coloração partidária: as mulheres estão sub representadas e preteridas nos três Poderes da República. A legenda do clã Bolsonaro enfrenta uma crise aguda, mas a violência de gênero está disseminada na sociedade brasileira.

Cargo vago

O PL Mulher não terá uma nova presidente tão cedo. A fim de evitar novos desgastes de respeitar o trabalho executado por Michelle Bolsonaro, a vaga de presidente ficará aberta até as eleições. Se, após a eleição, a ex-primeira dama mantiver a renúncia do cargo, o partido irá deliberar sobre o que será feito. A deputada Priscila Costa (PL-CE) continuará como 1º vice-presidente e assumirá os compromissos de Michelle como vice.

Grande família

Na tentativa de minimizar a crise Flávio- Michelle Bolsonaro, parlamentares do PL argumentam que só há mágoa onde há amor. Alegam que toda família briga, mas que logo faz as pazes. Só tem um problema: a sequência de fatos na crise do clã Bolsonaro indica que família é uma coisa, política é outra.

Café digital

O PL vai com tudo no digital para as eleições. Amanhã, Flávio Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto e outro nomes expressivos do partido se reunirão com influenciadores de direita para um seminário no Rio de Janeiro. O presidenciável oferecerá um café da manhã com o objetivo de alinhar a comunicação durante a campanha.

Virtudes de Kassab

Apoiadores e aliados do PSD têm usado os termos “capilaridade” e “credibilidade” ao se referirem ao presidente da legenda, Gilberto Kassab. Essas qualidades são vistas como essenciais para obter apoio político nos estados e compensar as resistências a uma chapa puro sangue para o Palácio do Planalto.

Plano de governo

Caiado usará como defesa em sua campanha a implementação da reforma administrativa — que é relatada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) na Câmara dos Deputados —, combate à corrupção, transparência nas aplicações de recursos em políticas públicas, investimento para a saúde e melhora da gestão de recursos da educação.

E Minas Gerais?

Enquanto o PL e o PT enfrentam dificuldade na montagem dos palanques em Minas Gerais, o PSD está mais adiantado. Com a pré-candidatura de Mateus Simões (PSD) ao governo estadual e a do senador Carlos Viana à reeleição, falta agora apenas um segundo nome ao Senado.

Fator Zema

Contudo, os desafios do PSD em Minas com Simões são outros. Em desvantagem nas pesquisas, o vice do ex-governador Romeu Zema carece de uma base política no estado para angariar votos. Na avaliação de aliados, esse problema ocorre porque Zema nunca se dedicou a essa articulação. Se há um ponto a favor de Simões, é a baixa rejeição no eleitorado mineiro.

Divergência

Governo e Câmara dos Deputados continuam a divergir sobre o projeto de atualização do teto dos Microempreendedores Individuais (MEI). Enquanto a Fazenda defende deixar o Simples para depois, o sentimento na Casa é de que o MEI não será votado caso o Simples não seja incluído também.

Hora de negociar

Com o placar de 293 sim, 158 não e 3 abstenções na aprovação do regime de urgência, Tabata Amaral (PSB-SP) vai negociar o último ponto divergente acerca do projeto que criminaliza a misoginia: a liberdade religiosa. Em conversas reservadas, fontes próximas à deputada afirmam que, a depender do resultado do placar, a parlamentar incluiria essa parte no texto final.

Contando os dias

A condição decisiva é o compromisso dos partidos em votar sim pelo mérito da matéria. O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) disse pretender votar a proposta até antes do recesso. Já os aliados da relatora acreditam ser viável votar na próxima terça-feira.

Michelle no jogo bruto da política

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 1º de julho de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de abrir mão da presidência nacional do PL Mulher é um revés importante para o partido e torna ainda mais confusa a estratégia eleitoral da legenda de Flávio Bolsonaro. Ao abrir mão do cargo de visibilidade — Michelle está há semanas no horário eleitoral convidando mulheres a ingressarem no partido —, a potencial candidata dá sinais de desgaste na relação com os caciques do PL e os enteados.

Ainda que a esposa do ex-presidente diga que está deixando sementes para as mulheres, abre-se um vácuo no núcleo duro do bolsonarismo. As dúvidas e a mágoa de Michelle deixam cada vez mais evidente que Flávio Bolsonaro perde um ativo para a campanha presidencial. E colocam em xeque até mesmo a candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal — o que abre brecha para os concorrentes, tanto de direita quanto de esquerda.

Ao concluir que estava em desvantagem nos desígnios do partido e se sentir ofendida pelos ataques grosseiros às suas convicções, Michelle Bolsonaro decidiu sair de cena. Abre mão de um protagonismo para não lidar diretamente com o jogo bruto da política.

Friamente

Na avaliação de bolsonaristas, a divergência entre Flávio com Michelle sobre as indicações ao Senado seria por causa da suposta falta de força política das pessoas escolhidas. Alguns avaliam que, a preços de hoje, nomes defendidos pela ex-primeira-dama não são tão competitivos nas urnas quanto os preferidos pela campanha de Flávio.

Pobres, não

Depois de o bolsonarista Paulo Figueiredo falar barbaridades sobre as mulheres, chegou a vez de os pobres serem achincalhados na internet. O Ministério Público de São Paulo ajuizou ação contra o influenciador Leonardo Marcondes após ele defender que pobre não deveria votar. “Uma pessoa que é pobre não soube tomar boas decisões para ter o melhor para sua família e para si mesma”, alega Fernandes. “O país ou uma empresa não pode estar nas mãos de quem não consegue ter responsabilidade sobre as próprias atitudes”, conclui.

Discurso de ódio

Para o Ministério Público, o influenciador associa pobreza à incapacidade, à irresponsabilidade e à exclusão da participação democrática. E lembra que liberdade de expressão não protege manifestações de ódio e intolerância, especialmente quando promovem a estigmatização de grupos vulneráveis.

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Decepcionante

A senadora e ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS, foto) fez um contraponto ao festivo Plano Safra 2026/2027, lançado ontem pelo governo federal. Segundo ela, o conjunto de medidas é decepcionante. “Não tem recorde nenhum, a não ser no discurso de propaganda. Houve, na verdade, redução de 30% nos valores para custeio. Os juros caíram um pouquinho, mas continuam altíssimos para o bolso dos agricultores — o que dificulta a tomada do crédito nos bancos”, criticou. “Nenhuma palavra foi dita sobre o importantíssimo seguro rural, que teve os recursos reduzidos à metade”, acrescentou a parlamentar.

Compensação

De fato, os recursos para custeio foram reduzidos. Mas o montante para investimento teve uma ampliação de 40% em relação à safra anterior. Pressão do agro Continua forte o lobby em favor da renegociação da dívida de produtores rurais. Mais de 20 representantes da categoria procuraram o presidente da Câmara, Hugo Motta, para fazer o apelo. Mas a bancada petista pretende bloquear a iniciativa. Na visão do Executivo, o texto que veio do Senado Federal desvirtuou o objetivo principal: ajudar os produtores gaúchos que passaram pelas enchentes de 2024.

Espera aí

O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), considera a ampliação do projeto para produtores do Brasil inteiro de “trenzinho da alegria”. “Por que um produtor de 100 hectares no Mato Grosso, que não passou por seca ou enchente, vai poder usar dinheiro do contribuinte para renegociar sua dívida?”, questiona o petista.

Doutrina

Na Câmara, o projeto que visa criminalizar a misoginia está empacado por falta de acordo. A direita quer garantir liberdade religiosa no texto e, sem esse ponto assegurado, não há consenso, segundo interlocutores ouvidos pela coluna.

Tocaia

A oposição paraense traçou a estratégia de esperar o governo errar para capitalizar em cima das falhas da atual administração. Não será tarefa fácil. A atual governadora, Hana Ghassan Tuma (MDB), tem o apoio de 130 das 144 prefeituras no estado — além do respaldo do ex-governador Helder Barbalho (MDB) e do presidente Lula.

Descaminho

Estudo inédito do Instituto Esfera Brasil revelou que 89% dos casos no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo, são de mercadorias apreendidas em rota proveniente do Paraguai. Entre os produtos mais contrabandeados, estão eletrônicos (10%) e aparelhos celulares (8%). Em seguida vêm vestuário e genérico (4%), além de informática e perfumes (3%).

Perto de Milei, longe das crises

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 30 de junho de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Em mais um movimento para angariar apoio estrangeiro à pré-candidatura ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou os laços com o ultraliberal chefe da Casa Rosada, Javier Milei. Para demonstrar que está fechado com o 01, o homem da motosserra disse ter certeza de que a “onda azul” está a caminho do Brasil, tal e qual ocorreu no país vizinho. A ver.

Logo após a visita a Buenos Aires, Flávio pretende ir aos Estados Unidos, onde participará da audiência pública para tratar da nova onda de tarifaço em gestação pelo governo Trump. Diferentemente da aproximação argentina, claramente ideológica, o contato com Washington tem a gravidade de implicar sanções econômicas para o Brasil — injustificadas, como já exaustivamente ressaltado por Brasília.

No momento em que a América Latina se inclina para a direita, com vitórias eleitorais em diversos países, Flávio aposta no discurso anti-esquerda. Ainda não se viu, entretanto, o efeito dessas articulações na corrida eleitoral. A agenda internacional, no caso do bolsonarista, tem servido para desviar a atenção do eleitorado a problemas como o caso Dark Horse ou a contenda em praça pública com Michelle Bolsonaro.

Encontro marcado

A reunião de hoje entre Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro será um teste para a vontade de Flávio Bolsonaro de tornar o imbróglio com a ex-primeira-dama uma “página virada”. Até aqui, a bronca da ex-primeira-dama não mudou a realidade — os acordos regionais como no Ceará continuam, bem como a relação conflituosa com os filhos do ex-presidente.

Incomodado

Mais do que superar diferenças de relacionamento, o maior desafio no momento é encontrar uma solução que viabilize o apoio político de Michelle às pretensões de Flávio em outubro. Com uma candidatura ao Senado encaminhada no Distrito Federal, a presidente do PL Mulher não dá sinais de que pretende recuar nas suas queixas. Incomodado com as acusações de que humilhou a madrasta, o senador tem buscado mostrar, desde a semana passada, o quanto valoriza as mulheres.

Bolsonarismo bruto

Enquanto Flávio tenta manifestar apreço pelas mulheres, aliados próximos explicitam o bolsonarismo raiz. O blogueiro Paulo Figueiredo, que forma dupla com Eduardo Bolsonaro nas tratativas com o governo norte-americano, não contemporizou. “Mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras. As casadas costumam acompanhar o marido”, disse. Sobre Michelle, afirmou que ela prejudica a imagem de Amélia quando resolve falar.

Ganha-ganha

Se Brasil e Japão tiveram de decidir quem continuaria na Copa do Mundo, os países devem caminhar cada vez mais juntos no comércio bilateral. A Cúpula do Mercosul em Assunção será a ocasião para anunciar o início das negociações entre o bloco econômico e o país integrante do G7, clube das economias mais ricas do mundo.

Interesses comuns

Na avaliação de especialistas, há uma complementariedade importante na relação entre Brasil e Japão. Produção agrícola, minerais críticos e energia são alguns ativos importantes da plataforma exportadora nacional. Em contrapartida, investimentos e tecnologia representam oportunidades para a economia brasileira.

Crédito: Pedro França/Agência Senado

Fim do home office

Após uma semana esvaziada, o Congresso retorna ao trabalho no modo turbinado. Câmara e Senado devem analisar o projeto de lei que aumenta o teto do microempreendedor individual (MEI), que foi enviado ontem pelo Planalto. Já no Senado, os governistas têm a expectativa de que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhe a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6 x 1, aprovada na Câmara, para a Comissão de Constituição e Justiça.

Política em campo

Os bolsonaristas não perderam tempo. Minutos após o fim do jogo em que o Brasil venceu o Japão por 2 x 1, aliados de Flávio Bolsonaro compartilharam uma foto com o jogador Martinelli, que usa a camisa número 22. A foto ainda tinha escrito: “O 22 salvou o Brasil e pode salvar de novo”.

Diário japonês

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por sua vez, tirou uma onda com o técnico da seleção japonesa, Hajime Moriyasu. Em um post nas redes sociais, a pasta indagou quais seriam as anotações, feitas à mão, em um bloco de notas à beira do campo. E vieram os memes: “Cancelar o miojo e encher o prato com arroz e feijão”, “Confirmar se o café brasileiro dá bônus de energia”, “Trocar isotônico por açaí”, em uma ação em favor da alimentação saudável.

Dois homens e um escândalo

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, PT, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 26 de junho de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Com a rejeição às propostas de delação premiada de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, as investigações da Polícia Federal passam a ocupar o centro do escândalo Master-BRB. É cada vez mais remota a possibilidade de que os dois protagonistas do maior escândalo financeiro ocorrido no Brasil saiam da condição em que se encontram.

Nesse contexto, a sequência das operações realizadas pela PF nos últimos meses sugere que não haverá distinção entre governo e oposição ao trazer à luz quem mantinha conexões com Vorcaro e PHC. De Jaques Wagner a Ciro Nogueira, passando por Flávio Bolsonaro, outros personagens podem aparecer na extensa teia de relações e a série de operações mantidas pelos executivos do Master e do BRB. Um deles é o ex-governador Ibaneis Rocha.

As investigações deverão trazer respostas a pelo menos três pontos. Primeiro: mapear o caminho do dinheiro desviado do BRB e de outras instituições, como fundos de previdência, para alimentar a ciranda financeira de Vorcaro e PHC. Segundo: qual o tamanho do estrago deixado por Paulo Henrique Costa no banco brasiliense. Terceiro: qual o grau de participação do crime organizado nas transações controladas pelo bando de Vorcaro. Até aqui, os dois protagonistas do escândalo não ofereceram nada que os investigadores considerem relevante sobre essas lacunas.

Arquivo extenso

A PF tem em mãos 40 gigas de dados do telefone do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, relatam fontes ouvidas pelo Correio. Até aqui, entretanto, as informações reunidas pelo executivo têm sido insuficientes para uma possível delação premiada avançar. Apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter rejeitado a proposta de PHC ontem, a permanência dele na Papudinha indica, para advogados que acompanham o caso, que uma colaboração do cúmplice de Vorcaro no escândalo Master ainda é possível.

E o PT, hein?

A chegada de Teresa Leitão (PT-PE) na liderança do governo no Senado resolve em parte o problema do partido na casa legislativa. A substituta de Jaques Wagner foi escolhida, entre outros motivos, porque não concorre à reeleição, podendo assim se dedicar integralmente à função parlamentar. Aliados também consideram que a senadora tem um bom diálogo com todos os setores da Casa. Mas questionam: “Quem vai assumir a liderança do partido em ano tão importante?”

São Paulo é Brasil

A definição da chapa governista em São Paulo parte da premissa de que uma vitória no maior colégio eleitoral do país pode reverberar nacionalmente. A decisão de lançar Márcio França como vice de Fernando Haddad é para aumentar as porcentagens nas urnas no estado e, com isso, transferir votos para Lula.

Hora de falar dos juros I

A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) pretende reunir parlamentares, representantes do setor produtivo e especialistas para discutir os efeitos dos juros altos e os caminhos para ampliar a competitividade do país. O seminário “Os efeitos da taxa de juros na economia brasileira” será em 2 de julho, a partir das 9h, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

Hora de falar dos juros II

O foco dos debates serão os impactos do custo do crédito nos investimentos, no empreendedorismo e na geração de empregos. O evento quer discutir o papel do Congresso na construção de medidas que contribuam para fortalecer o ambiente de negócios e desenvolver a economia nacional.

Dívida pública na mira

O seminário também discutirá uma proposta para estabelecer limites para a dívida pública brasileira. A iniciativa busca construir uma proposta capaz de fortalecer a responsabilidade fiscal, ampliar a transparência das contas públicas e contribuir para a estabilidade econômica do país.

Ainda é pouco

Entidades que representam setores da economia estão preocupadas com a decisão do governo federal em deixar para um segundo momento a discussão sobre as demais faixas do Simples Nacional. O governo cumpriu a promessa ao enviar o aumento do teto dos Microempreendedores Individuais (MEI), mas a falta da atualização do Simples Nacional deixou um gosto amargo.

Simples assim

O Instituto Livre Mercado defende que a atualização é importante, mas o Simples também afeta os pequenos empreendedores. As tabelas não passam por atualização desde 2018. Somando-se a inflação, o empreendedorismo no Brasil torna-se impraticável, avaliam os representantes do setor. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), empresas do Simples Nacional foram responsáveis por 13,27 milhões de vínculos formais em 2024, cerca de 23% dos trabalhadores com carteira assinada.

Bronca nuclear

O setor de medicina nuclear protesta contra a Resolução 354/2026 da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que determinou o aumento de 24% nos preços dos radioisótopos e radiofármacos fornecidos pelo órgão a partir de 1º de agosto. A Associação Nacional de Empresas de Medicina Nuclear (ANAEMN) afirma que a medida vai encarecer exames e tratamentos. O reajuste afetará clínicas, hospitais e pacientes que dependem desses procedimentos para diagnóstico e acompanhamento de doenças como câncer e problemas cardíacos.

Pede pra sair, Wagner

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, PT, Senado, TSE

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 19 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Atordoados com as investigações sobre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA),e a relação dele com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, muitos petistas se preparam para pedir que o senador seja afastado da liderança a fim de preservar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Querem que ele faça tal como Henrique Hargreaves nos tempos do governo Itamar Franco. Então chefe da Casa Civil, Hargreaves tinha sido citado no escândalo do Orçamento. Por isso, deixou o cargo e, terminada a investigação com seu nome limpo, retornou ao gabinete no Planalto. Caso demitido, seria o mesmo que conceder a Wagner um atestado de culpa. Se ele pedir para sair, a fim de defender, o discurso não muda, porém, o presidente se preserva. É isso que estará em avaliação nos próximos dias.

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Dois pesos, duas medidas/ A aposta de muitos é de que a questão dos euros e dólares em espécie, encontrados em endereços ligados ao senador, podem perfeitamente ser explicados com as diárias dadas pelo Senado a missões no exterior. Entretanto, essa conta precisa fechar. Já o apartamento, os ingressos e as caronas de jatinho são mais difíceis. E certamente tudo será explorado na campanha. Na montanha russa da Compliance Zero, que investiga o Banco Master, essa é a vez do PT.

Jogo de empurra

Cada candidato vai tentar usar o desgaste em relação ao Master para atacar o adversário. Dentro do PT, por exemplo, a ordem é dizer que quem precisa se explicar é Wagner e não Lula. E, no PL, quem precisa se explicar é o pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro. A intenção do PT é tentar restringir à Bahia o desgaste provocado pelo senador.

Por falar em Lula…

O presidente ligou para Wagner, oficialmente, para prestar solidariedade — Lula sabe o que é ser acusado. Porém, tinha outro fator: assuntar o que Wagner faria em relação à liderança do governo, tema que não fez parte da conversa.

Por falar em Bahia…

Ao responder a perguntas sobre a Operação Compliance Zero na Band News, Wagner relembrou quando foi alvo da Polícia Federal por suspeita de fraudes na construção da arena Fonte Nova. À época, o senador foi acusado deter recebido R$ 82 milhões, mas o caso foi arquivado por falta de provas. Ele acredita que o mesmo ocorrerá agora.

Uma dificuldade amais para a eleição

“Fakenews” promete ser um dos grandes desafios das eleições. A pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política mostrou que apenas 11% dos brasilienses sentem segurança para identificar uma notícia falsa, enquanto mais da metade diz ter dificuldade. O percentual daqueles que não conseguem é de 35%. Com esse cenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa se preparar para combater com efetividade as fakenews durante o período eleitoral.

CURTIDAS

Crédito: redes sociais

Augusto, o especialista/ Jaques Wagner se referiu a Augusto Lima como um grande investidor. Realmente, conforme o leitor da coluna já sabe, Lima e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, eram “os cérebros” do mercado financeiro ligados a Daniel Vorcaro.

Pressão pela taxa das blusinhas/ Entidades que representam os setores produtivos apresentaram um manifesto clamando por isonomia tributária, principalmente depois de o governo revogar a taxa das blusinhas — que beneficia vendedores estrangeiros no Brasil. Para o setor, a medida causa concorrência desleal, tanto que deseja apenas a adoção de regras equivalentes para empresas brasileiras e estrangeiras.

PO na área/ Em reunião em Brasília (foto) em que esteve também o pré-candidato José Roberto Arruda, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, pediu para que o empresário Paulo Octávio avalie a possiblidade de ser candidato ao Senado. Ainda não está fechado, mas o nome começará a ser testado em pesquisas no Distrito Federal. Paulo Octávio já foi deputado, senador e ficou de pensar a respeito. Com as convenções marcadas para o fim de julho, segue-se a máxima de que “quem tem tempo não tem pressa”

Filas e brasileiros/ Ao embarcar no voo Latam para o Rio de Janeiro, ontem, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Phillipe Vieira de Mello Filho, ficou na fila como todos os mortais, dispensando o tratamento especial de embarque que a Polícia Federal fornece a autoridades. Já no lançamento do livro em homenagem ao ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça, colegas dele do STJ “furaram” a fila sem a menor cerimônia.

Aumenta a tensão no STF

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 17 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Se o Supremo Tribunal Federal vivia divisões nos tempos do Mensalão e da Lava-Jato, agora o escândalo do Master fez rachar a Corte de vez. Prova disso foi a sessão da Segunda Turma do STF, em que o ministro Gilmar Mendes ficou sozinho, enquanto André Mendonça, Luís Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e de Felipe Vorcaro, primo do ex-controlador do Master. Para completar, Mendonça — que relata o processo e referiu-se ao caso como a “maior fraude financeira da história do país” —, levantou parte dos sigilos dos autos, com trechos que comprometem ainda mais o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e aponta deputados como beneficiados pelo escândalo. A ideia do ministro, ao dar publicidade a parte dos autos, é mostrar que nada ficará impune, doa a quem doer, com ou sem delação de quem quer que seja. E se tiver ministros do STF sujeitos a responder pelo caso, que assim seja.

Por falar em delações…/ Ao mencionar “delações seletivas” e tirar o sigilo de parte dos autos, Mendonça quer justamente mostrar o extenso material que a Polícia Federal (PF) tem em mãos e que Vorcaro insiste em deixar de fora da colaboração. E olha que o ministro não liberou sequer metade do que tem no processo. Ao longo do ano, novos lotes serão expostos. E os candidatos que se preparem para responder.

O ganha-ganha eleitoral

O governo só abriu mão da urgência constitucional do projeto de lei sobre o fim da escala 6 x 1 na Câmara porque avaliou que o ônus da demora em votar ficará com o Senado. De quebra, ainda ganhou pontos com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos- PB), que havia avisado ao Palácio do Planalto que a não retirada da urgência poderia segurar projetos de forte impacto fiscal às contas públicas. Motta ficou feliz e, se o fim da 6 x 1 for aprovado, os louros são do governo. E se não for votado até as eleições, o discurso contra os senadores estará pronto.

E o Alcolumbre, hein?

Muita gente bateu palmas para o duro pronunciamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao fazer sua própria defesa em relação à reportagem da revista Veja — “Não serei intimidado. Não serei ameaçado. Não serei constrangido e nem serei chantageado”, disse, em certo momento. Porém, a forma desagradou a muitos senadores. Para esses, Alcolumbre não deveria ter falado do alto da Mesa Diretora. O lugar certo para fazer uma defesa de um caso pessoal é a tribuna.

Vai sobrar…

A interpretação de muitos senadores sobre o discurso de Alcolumbre foi de que o suposto vazamento envolvendo o presidente da Casa é obra do governo Lula, que comanda a PF. Ou seja: a cada dia, fica mais difícil a pacificação entre o presidente e o senador. Ainda que uma parte da bancada do PT defenda que o Planalto levante a bandeira branca ao presidente do Senado, quanto mais emparedado Alcolumbre estiver, pior será.

Cadê os outros?

No Plenário do Senado, muitos saíram em defesa de Alcolumbre, após pronunciamento do comandante da Casa sobre as acusações da matéria publicada na Veja. O senador Esperidião Amin (PP-SC) ainda comentou que o alvo das delações em curso na PF, pelo que indica o material que foi vazado até aqui, mostra ser o Congresso. E questionou onde estariam os empresários envolvidos no esquema de Vorcaro. Líderes da base governista também se solidarizaram e defenderam Alcolumbre.

CURTIDAS

O que ela pensa/ A senadora Damares Alves (Republicanos-DF, foto) saiu- se com esta, ao ser informada da condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo STF por coação à Justiça. “A única saída para Alexandre de Moraes é se afastar do Supremo e do Brasil, de preferência para uma ilha bem longe”.

Enquanto isso, em Evian…/ Não foi desta vez que os presidentes Lula e Donald Trump acertaram os ponteiros. Porém, só o fato de Lula ter se reunido com líderes de outros países na cúpula do G7 — como a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi —, na cidade do interior da França, já valeu. Hoje, o presidente ainda fala em duas oportunidades no encontro do G7 sobre inteligência artificial e, ainda, sobre economia e desigualdade.

Tragam lanche/ Amanhã tem sessão do conjunta para apreciar vetos e projetos de lei do Congresso (PLN), ou seja, que mexem com o Orçamento. Alcolumbre avisou que a sessão deverá ser longa porque a ideia é limpar a pauta.

Lide-Correio Braziliense/ O presidente do BRB, Nelson de Souza, fala hoje no 7º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, sobre inteligência artificial e seu impacto nas gestões pública e privada. Vale acompanhar pelas redes sociais do Correio e da TV Lide, a partir de 8h30.

O medo do PL

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 16 de junho de 2026, por Denise Rothenburg

Crédito: Maurenilson Freire

Embora muita gente diga que o caso Master já fez o estrago que poderia fazer na pré- campanha de Flávio Bolsonaro, o que se comenta entre quatro paredes no PL é que a tensão em cima desse tema não se dissipou. Assim como o pré-candidato à Presidência jurou lá atrás à cúpula do partido que nunca havia se encontrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — e depois surgiu o pedido de financiamento do filme Dark Horse —, há o receio de que ele não tenha mencionado tudo o que pode aparecer. E agora não dá mais trocar de candidato. Além disso, o senador jamais aceitaria. E não há outro nome ligado a Jair Bolsonaro capaz de assumir essa missão, uma vez que os filhos do ex-presidente vivem às turras com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a única entre os parentes que teria condições políticas de ser candidata.

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Enquanto isso, na Papudinha…/ …Quem esteve na prisão que abriga o ex-presidente do BRB, Paulo Herique Costa, percebeu que ele escreve páginas e mais páginas de sua delação. Já o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso por causa da condenação por tentativa de golpe de Estado, continua em depressão.

Vorcaro que se prepare

No mundo da política, há muita gente dizendo que o ex-banqueiro vai repetir o caso do publicitário Marcos Valério, condenado a 37 anos de prisão como operador do esquema do mensalão. Valério ficou preso seis anos e cinco meses, em regime fechado. Depois, obteve progressão de pena, para prisão domiciliar. Em 2022, conseguiu o regime aberto.

Diferenças

Marcos Valério foi julgado e condenado. Vorcaro ainda está em prisão cautelar. Deveria ter passado por uma revisão em 4 de junho, quando completou 90 dias. Essa revisão ainda não ocorreu.

Incômodo geral

Parte dos advogados que trabalham no caso Master estão constrangidos, porque garantem que há informações vazadas atribuídas aos anexos da delação da Daniel Vorcaro que não estão nesses papéis entregues pelo ex-banqueiro. Uma dessas informações, afirmam advogados, é o caso dos R$ 155 milhões ao senador Davi Alcolumbre (União- AP). Por essas e outras é que houve uma limitação das pessoas com acesso direto ao ex-controlador do Master.

Tem que ter limite

O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) pretende propor mudanças no regimento da Câmara para limitar o uso do Infoleg, ou seja, as votações remotas. Ele considera que não dá, por exemplo, para aprovar uma emenda constitucional sem a presença do parlamentar no Plenário. O caso está tão sério que há, inclusive, denúncias de parlamentares que deixam o celular com assessores ou parentes para registro do voto. Dia desses, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), avisou que isso dá cassação de mandato.

CURTIDAS

Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

A guerra das camisas/ Ainda repercute a gravação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suas redes sociais com a “amarelinha” da Seleção Brasileira de futebol. Até aqui, os bolsonaristas gostavam de colocar essa camisa como símbolo do seu segmento político. Agora, pelo jeito de Lula, isso será diferente na campanha eleitoral. Não se surpreendam se o presidente surgir com a camisa da Seleção em outras oportunidades. Esse símbolo, assim como a Bandeira e o Hino Nacional, pertence a todos os brasileiros.

Casa vazia/ Se alguém esperava movimentação no Congresso esta semana, pode desistir de passar por lá. Prova disso é que até a poderosa Frente Parlamentar do Agro (FPA) cancelou sua reunião semanal, por causa das votações remotas previstas para esses dias. Os parlamentares estão dedicados à campanha… ops, às festas juninas. Aliás, na próxima também será assim, por causa do Dia de São João e do jogo do Brasil contra a Escócia, pela Copa do Mundo, em plena quarta-feira.

Agenda cheia I/ Apesar do Congresso esvaziado, a semana política será de muitos eventos e lançamentos em Brasília. Nos seminários, o destaque vai para o 7 Brasilia Summit Lide-Correio Braziliense, amanhã, no hotel Brasília Palace, com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão.

Agenda cheia II/ Hoje tem lançamento do livro do ministro Gilmar Mendes, Estado de Direito e Jurisdição Constitucional, às 18h, no Supremo Tribunal Federal. Também amanhã, às 18h, será a vez da ex-ministra do Trabalho Dorothea Werneck (foto) lançar seu livro Aprendendo e Vivendo: uma Biografia de Histórias e Versos, com direito a bate-papo com a autora, na sede da Apex. Quinta-feira, às 18h30, no Espaço Sepúlveda Pertence do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, autografa o livro O Processo e STF: Perspectivas Constitucionais.

O novo risco de Flávio

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 14 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Dentro do PL, existe uma turma apostando que o caso Dark Horse já passou e, sendo assim, o pedido de recursos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação entre eles não vão comprometer a campanha. O problema, avaliam alguns, é outro: Se cristalizar a imagem de que os Bolsonaro só valorizam o próprio sangue e não pensam no bem comum, ou seja, ao que é bom para o país, o risco de cair ainda mais nas pesquisas é alto. Há um inconformismo de parte da legenda com as transferências de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, e de Hélio Lopes (fiel ao clã que responde pelo nome político de Hélio Bolsonaro) para Roraima. O que se diz à boca-pequena nas conversas dos políticos é que nenhum deles é candidato no Rio de Janeiro neste ano porque, lá, a onda do ex-presidente passou. Ficou a onda conservadora, em busca de novos representantes.

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Enquanto isso, no PT…/ No partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aposta é a de que o caso Master ainda tem potencial para baixar ainda mais os índices de intenções de voto a favor de Flávio. Daqui para frente, os petistas vão repisar que o Banco Master foi criado no período do governo Bolsonaro e as investigações que desvendaram um grande esquema foram adiante no governo Lula.

Depois do caso Zambelli…

O movimento da Justiça italiana, de negar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli alegando suposta parcialidade da Suprema Corte brasileira, provocou outros no Brasil. Tem muita gente no Judiciário defendendo que é hora de enviar Alexandre de Moraes para um cargo no exterior, de forma a tirá-lo do tiroteio. Por exemplo, a Corte Internacional de Justiça, em Haia. Moraes teve um papel importante, mas, avaliam alguns, tem errado a mão. Para completar, os contratos de Viviane Barci, esposa do ministro, com o Banco Master pioraram a situação.

Um silêncio que grita

Parte da oposição registrou o silêncio de parlamentares do PL, após a denúncia da revista Veja, sobre o pagamento de R$ 155 milhões de Daniel Vorcaro ao presidente Davi Alcolumbre (União-AP). A aposta é a de que devem ficar calados mesmo, caso contrário, será “chumbo trocado”, uma vez que o senador e pré-candidato do partido, Flávio Bolsonaro, pediu R$ 134 milhões para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro, Dark Horse.

Hora de pleitear I

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, apresenta amanhã duas demandas do setor de supermercados ao Ministério do Trabalho: a fiscalização das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e a implementação das mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Hora de pleitear II

O primeiro ponto se deve ao desafio que as empresas enfrentam para se adequar às diretrizes e aos requisitos gerais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), principalmente, com a inclusão de fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. O segundo, sobre o PAT, é entender como o governo acompanha o cumprimento das novas regras e quais medidas estão sendo adotadas contra quem deliberadamente descumpre as exigências.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves CB/DA Press

Contando com o Centrão/ Pré-candidato ao governo da Paraíba, o senador Efraim Filho (PL, foto) espera contar com uma porcentagem dos eleitores de centro para garantir sua ida ao segundo turno. Jair Bolsonaro conseguiu cerca de 33% em 2022, e a equipe de campanha calcula que 13% a 16% foram votos do Centrão ao ex-presidente. É essa parcela que Efraim pretende somar à sua intenção de voto. Na última pesquisa da Real Time Big Data, divulgada em 27 de maio, o senador tinha 5% das intenções de voto, atrás de Lucas Ribeiro (PP) e Cícero Lucena (MDB), que marcaram 11%.

Dorothea na área…/ Ex-ministra do Trabalho e Indústria no governo de José Sarney, Dorothea Werneck lança seu novo livro em 17 de junho, na sede da Apex-Brasil, em Brasília: Aprendendo e Vivendo: Uma biografia de histórias e versos.

Uma aula/ Dorothea fará um bate-papo sobre a presença de mulheres em espaços de decisão, a partir dàs 18h, na quarta-feira. O evento será um espaço de diálogo sobre a urgência no combate ao assédio, à discriminação e às diversas formas de violência simbólica e institucional que ainda persistem no ambiente corporativo e público.

Causos/ Nessa seara de discriminação das mulheres, Dorothea coleciona episódios. Quando ela se tornou ministra, em 1989, o então presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Mario Amato, para elogiá-la, declarou que a economista era “muito inteligente, apesar de ser mulher”. Essa frase entrou para a política brasileira como um dos grandes exemplos do machismo cultural no país. Será que hoje isso mudou muito? Fica aí para reflexão de homens e mulheres, em especial, a turma que lida com o dia a dia da política brasileira.

Pressão submarina

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 13 de junhode 2026, por Denise Rothenburg, com Eduarda Esposito

Maurenilson Freire/CB/DA.Press

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abre a temporada de festas juninas como um submersível pressionado por governo, oposição e, agora, com o perigo de ter a Justiça no seu encalço. As cobranças incluem votação de projetos importantes para o governo, abertura da CPMI do Master, impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e, agora, a instalação do Conselho de Ética para que ele possa ser processado pela suspeita do recebimento de US$ 30 milhões no exterior (R$ 155 milhões) do Banco Master. A denúncia está na revista Veja desta semana, e o senador negou.

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Com tanta gente pressionando, Alcolumbre entra no “modo defesa”, sem muito espaço para manobras. O jeito, avisam alguns, é atender a algum dos lados, a fim de aliviar um pouco a pressão. Só tem um probleminha: nenhum dos lados dá hoje ao presidente do Senado a segurança de que ele precisa para levar adiante seus projetos de reeleição para o comando da Casa. Enquanto Alcolumbre não sentir firmeza, continuará driblando todas as alas que hoje o pressionam a tomar atitudes.

Ultimato à governadora Celina Leão

O PL do Distrito Federal tem hoje uma reunião com Celina Leão, a fim de esclarecer os pontos do acordo que o partido quer para oficializar apoio à reeleição da governadora: ou ela coloca as duas candidatas, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ao Senado no seu palanque ou o PL terá que buscar um candidato ao GDF para abrigá-las.

Aliás…

Quem torce para que esse acordo entre PL e PP naufrague no Lago Paranoá é o senador Izalci Lucas (PL-DF), que sonha com uma candidatura ao governo local.

Todo cuidado é pouco I

Advogados pediram à Polícia Federal que investigue o email danielvorcaro@protonmail.com. O Proton Mail se apresenta como o serviço de mensagens mais seguro do mundo, com foco extremo em privacidade e servidores na Suíça, fora da jurisdição de vigilância internacional. Esse endereço tem enviado mensagens com ameaças a autoridades, advogados, empresários e jornalistas. Pode ser fake, mas os citados querem averiguar.

Todo cuidado é pouco II

A mensagem enviada recentemente diz “em breve terão novidades e um desconforto inimaginável. Vocês não perdem por esperar. Vamos começar pelos seus sócios e advogados dos vários de vocês e os que estão por vir. Tic-tac…”.

CURTIDAS

Crédito: Mariana Campos/CB/D.A Press

Fecha a torneira/ Com a chegada da Copa do Mundo, muitas lojas têm vendido camisas da Seleção falsificadas. O deputado Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI), afirma que são mais de 300 estabelecimentos, somente em São Paulo. “Essas lojas estão fechadas com dezenas de milhares de camisas tomadas do tráfico, do contrabando e da facção”, disse.

Hora do debate/ O 7º Brasília Summit Lide Correio Braziliense reúne autoridades nessa quarta-feira, a partir das 8h30, no Hotel Brasília Palace, para debater como a inteligência artificial pode tornar os setores público e privado mais produtivos. Entre os palestrantes, o relator do Marco Legal da IA, senador Eduardo Gomes (foto, PL-TO).

Olho no olho/ A Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz sua tradicional reunião com os presidenciáveis para ouvir deles, de viva-voz, o que planejam para a indústria em suas propostas de governo. O evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis reunirá Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em 22 de junho em Brasília.

Santo Antônio e Copa/ Hoje é dia de reza e torcida. Que a Seleção de futebol do Brasil, um país de tantas mazelas, possa trazer alguma alegria ao povo brasileiro. Valei-me, Santo Antônio!

 

A resposta de Hugo Motta

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 12 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

Irritado pela interpretação de que a retirada da urgência do projeto de lei do fim da escala 6 x 1 era para procrastinar a aprovação do texto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu indicando o relator para votar a proposta o mais rápido possível. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que também analisou a proposta de emenda constitucional (PEC) que extinguiu a jornada 6 x 1, afirmou à coluna que não vai demorar em apresentar seu parecer. “Missão dada é missão cumprida” . Ele ainda vai avaliar o projeto de lei, mas a ideia é repetir o texto da PEC e incluir na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a carga de 40 horas semanais e os dois dias de folga — ou seja, a escala 5 x 2.

O Senado que se prepare/ A celeridade com que a Câmara vem avaliando esse tema obriga os senadores a tomarem uma atitude. O texto da PEC aprovado pelos deputados está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que sequer o enviou à Comissão de Constituição e Justiça. É no gabinete dele que a pressão vai crescer, ainda que o país esteja voltado para a Copa do Mundo e para as festas juninas.

Inclua-o fora dessa

Enquanto o governo culpa Alcolumbre pelas derrotas nas comissões do Senado, com a aprovação de propostas que podem provocar rombo fiscal, a oposição inocenta o comandante da Casa. Alcolumbre, na verdade, tem evitado pautar novos pisos salariais de diversas categorias profissionais. Esperem mais um pouco Exemplo disso é que a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não foi votada esta semana no Plenário, mesmo com a pressão dos parlamentares para que fosse pautada.

São coisas diferentes

A renegociação das dívidas dos produtores rurais está fora dessa lista, mas, avisam os líderes, não pode ser atribuída à má vontade com o governo por parte do presidente do Senado. Na Casa, o que se diz é que ele fechou há tempos um acordo com a bancada do agro para que essa proposta fosse a voto. E quando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu para que fosse retirada de pauta, era tarde. A avaliação dos parlamentares é de que o governo comeu mosca.

O que resta é esperar

Parlamentares que denunciaram supostas irregularidades no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aguardam que o processo na Justiça prossiga para que se tenha transparência sobre o LRCap. De acordo com o deputado Danilo Forte (PP-CE), ainda não se sabe quem autorizou o aumento do teto de remuneração das termelétricas, 72 horas antes do leilão. “Lamento que o país que a gente quer ver como líder da transição energética fique só no papel”, disse. Com a contratação, o preço da conta de luz pode subir em até 10%.

CURTIDAS

Crédito: Arquivo pessoal

Direito das famílias/ Pais levaram os filhos para a audiência pública sobre homeschooling na Comissão de Direitos Humanos do Senado. O Plenário ficou cheio de crianças que desenhavam ou liam livros, enquanto seus responsáveis debatiam o direito de poder educá-los em casa. Algumas crianças até tiraram um cochilo durante os debates.

Pré-campanha a pleno vapor/ Com a pauta da Câmara trancada, o líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), aproveita o tempo numa reunião do PT de mobilização comunitária, em Porto Alegre. Ao seu lado o deputado estadual, Halley Lino (ao centro), candidato à reeleição, e o ex-prefeito da cidade, José Fortunatti (à esquerda na foto), que concorrerá a uma vaga de deputado federal.

Dia dos Namorados/ Num ano eleitoral tão cheio de brigas e incompreensões, que seja a hora de dar aquela pausa para celebrar o amor e a vida.