Categoria: EUA
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Os dois dígitos que o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, apresentou na pesquisa Correio/Opinião sobe intenção de votos no Distrito Federal, foram vistos nos partidos e centro — e até por integrantes do PL — como um sinal de que a candidatura do ex-governador de Goiás não pode ser desprezada. No DF, um dos menores colégios eleitorais do país, a pesquisa estimulada tem Flávio Bolsonaro (PL) com 33,5% na liderança; Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segundo, com 32%; Caiado em terceiro, com 11,5%; e Renan Santos (Missão), com 4,6%. Já tem gente apostando que Flávio, com uma rejeição alta, tem o recall de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Caiado, ao contrário, tem baixa rejeição e se conseguir se tornar conhecido, vai dar trabalho ao senador do Rio de Janeiro.

Termômetro/ Os bolsonaristas não escondem o incômodo com os candidatos conservadores que concorrem em raias separadas do bolsonarismo-raiz. Um dos pontos que chamou a atenção até mesmo de integrantes do PL foi um post nas redes sociais do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado em Santa Catarina. Diz o filho 02 de Jair Bolsonaro: “Os únicos três objetivos da chamada ‘terceira via’, hoje camuflada como a chamada ‘direita permitida’, são eleger Lula, enterrar politicamente Jair Bolsonaro e os presos do 8 de Janeiro (…)”. Termina dizendo que “esse grupo é ainda mais prejudicial ao país do que o próprio PT”. No DF, o raciocínio do ex-vereador carioca sobre eleger Lula não se sustenta, uma vez que, a preços de hoje, num segundo turno, Caiado teria 50% dos votos contra Lula e Flávio, 46%. Ambos derrotariam Lula, mas Caiado teria mais votos.
Um discurso para Lula
O pedido de conversa do presidente Lula com o dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa o norte-americano na seguinte situação: se recusar, soará como alguém que não pretende dialogar com o Brasil, reforçando a narrativa de interferência no processo eleitoral; se Trump aceitar a conversa, quem não vai gostar é Flávio Bolsonaro.
Um teste para Messias
Após a nota dos 27 superintendentes regionais da Polícia Federal em defesa da direção e da independência da corporação, coube ao advogado-geral da União, Jorge Messias, intermediar uma reunião entre os ministro da Justiça, Wellington Silva, e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para tentar acertar os ponteiros em relação ao trabalho da PF e do STF nos casos envolvendo o INSS e o Banco Master. Se as conversas avançarem a bom termo, Messias, que foi apoiado por Mendonça quando da indicação para o Supremo, vira um potencial nome para a Justiça na hipótese de reeleição de Lula.
Veja bem
Lula não desistiu de indicar Messias ao STF, mas não pretende dar murro em ponta de faca. E se ficar praticamente impossível garantir os votos pró-Messias no Senado, o Ministério da Justiça é o caminho mais viável.
Aos números
Numa entrevista com Flávio Bolsonaro, a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, atacou o trabalho na área feito pelo governo Lula com dados da pandemia. “Se você pegar o primeiro semestre deste ano, são mais de seis mil empresas quebradas, sendo que na pandemia não foram duas mil quando ficou tudo fechado”, disse. Contudo, estudo divulgado em 16 de julho de 2020 pelo IBGE, intitulado “Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas”, apontou que mais de 716 mil empresas fecharam, sendo quatro em cada 10 devido à pandemia (522 mil).
CURTIDAS

Revisa aí/ A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres pediu ao STF a revisão criminal da condenação dos 24 anos de prisão pela trama golpista. Os advogados declaram falta de provas e pedem a soltura imediata de Torres. Caso a absolvição seja negada, a defesa insistirá na redução da pena, sob a alegação de que não houve “fundamentação individualizada” no julgamento. O ex-ministro está preso na Papudinha desde novembro de 2025.
Corrige aí/ Até agora, pelo menos dois candidatos vieram a público explicar que houve erros em suas autodeclarações de raça ao Tribunal Superior Eleitoral. Candidata a vice-governadora do Rio Grande do Norte, Larissa Rosado (PSB) constava como parda e afirmou que vai pedir a correção. O segundo vice-presidente da Câmara, deputado Elmar Nascimento (União-BA, foto), candidato à reeleição, consta como negro. Vai solicitar a alteração.
Dégradé/ Em 2018, Elmar se declarou branco; em 2022, pardo; e em 2026, negro. E frisou que demais candidatos têm passado o mesmo. Em nota, afirmou que houve um erro: “Situações dessa natureza têm sido verificadas por outros candidatos durante o processo de registro de candidaturas para as eleições deste ano, evidenciando tratar-se de uma inconsistência pontual de natureza administrativa, passível de correção pelos meios legalmente previstos”, disse.
Hora da união/ O STF e o TSE deverão evitar alfinetadas públicas, na avaliação de fontes próximas aos magistrados. O Poder Judiciário passa pela sua pior crise de imagem, de acordo com interlocutores ouvidos pela coluna, e nesse momento, para amenizar a crise institucional, os ministros devem adotara unidade em vez da individualidade, como forma de protegerem a instituição.
Colaborou Renato Souza
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nesse “esquenta” da campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana com desgastes por causa dos inquéritos envolvendo seu filho Fabio Luís, o Lulinha, e o empréstimo da lobista Roberta Luchsinger, amiga dele, a um dos principais assessores do gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Porém, no Planalto, a avaliação é de que nada disso envolve diretamente o presidente. No caso do filho, Lula tem o discurso de que está sob investigação e o ministro que indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, é tão independente que abre inquérito contra o primogênito do presidente. Em relação ao assessor, caberá a ele se explicar o mais rápido possível. A ordem é evitar que isso se prologue por mais dias. Afinal, a partir de 16 de agosto, quando a campanha começa de fato, com o ato em São Paulo, o presidente quer poder cuidar de mostrar os feitos de seu governo. E não ficar respondendo sobre suposto envolvimento, nem do filho, nem do assessor. Cada um que cuide de si.
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E o senador, hein?/ A visão no Planalto é a de que Flávio Bolsonaro, ao contrário de Lula, tem explicações a dar, uma vez que foi pessoalmente pedir que Daniel Vorcaro contribuísse para o filme Dark Horse chamando o enrolado ex-banqueiro de “meu irmão”. Até aqui, o contrato não foi apresentado pelo pré-candidato. No calor da campanha, será Flávio — e os demais — acusando Lula, enquanto Lula — e os demais — acusarão Flávio. E o eleitor que durma com um barulho desses.
Maria Luíza pagou a conta
Não há diplomata brasileiro que não esteja surpreso com o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luíza Viotti, por causa do que os norte-americanos consideram demora do governo brasileiro em conceder o “agrément” a Daniel Perez como futuro embaixador dos EUA no Brasil. Primeiro, porque o “agrément” é algo sigiloso e só divulgado quando o país que receberá o embaixador concorda com a indicação — e não há prazo para que isso ocorra.
Inversão dos fatores
Embaixadores comentam que seria preciso que o governo brasileiro aceitasse a indicação para, em seguida, o nome fosse enviado ao Senado norte-americano para deliberação. O envio ocorreu sem o “agrément” do Brasil. Algo tão inusitado quanto o cancelamento do visto.
A força de Vigilante
A pesquisa Correio/Opinião publicada hoje indica que se Chico Vigilante abraçar algum candidato do PT à Câmara dos Deputados, as chances de ajudar o escolhido a chegar lá cresce. Ele é o petista mais citado na hora do entrevistado elencar em quem votará para deputado federal. Bem abaixo vem o deputado distrital Ricardo Vale (PT).
Chama o Lula!
Os petistas estão confiantes na candidatura de Leandro Grass, o nome da esquerda que aparece melhor na pesquisa de hoje. A aposta de alguns palacianos é de que se Lula entrar na campanha, as chances de chegar ao segundo turno crescem, ainda que o Distrito Federal tenha um eleitorado mais conservador. Dos cenários apresentados para o segundo turno, apenas José Roberto Arruda aparece bem no mano a mano contra a governadora Celina Leão.
CURTIDAS

Tem para todos/ O escritório de advocacia Aragão & Tomaz, com uma máquina de contar dinheiro, é mais um ponto que deixa o PT constrangido. Afinal, Eugênio Aragão, sócio de Willer Tomaz no escritório, foi o último ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff. E Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro.
Sanduíche de pão com pão/ À exceção de Lula, que tem o PSB de Geraldo Alckmin (foto) como seu parceiro de chapa, todos os demais candidatos ao Planalto caminham sem um outro partido disposto a apresentar um nome à Vice-Presidência. Romeu Zema (Novo) optou pelo senador Eduardo Girão (CE). Nas hostes de Flávio Bolsonaro (PL), as deputadas do partido ganham força para uma composição. A única que está fora de cogitação é a ex-primeiradama Michelle Bolsonaro. Os dois com o mesmo sobrenome não dá.
Pede para sair/ Após mais uma fase da Operação Sem Desconto, desta vez contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), as apostas por lá são de que a candidatura à reeleição tornouse inviável e puxa para baixo a chapa do candidato ao governo Orleans Brandão (MDB). Mesmo com a péssima repercussão das investigações, a decisão de sair do pleito terá de ser do senador.
A hora do debate/ A segurança jurídica e sua necessidade para o desenvolvimento da infraestrutura do país está em pauta hoje, a partir de 8h, no 8º Brasília Summit LideCorreio Braziliense, no Hotel Brasília Palace. Juristas como o ministro Gilmar Mendes e demais autoridades vão debater esse tema, que terá ainda empresários, parlamentares e especialistas no setor de regulação — como o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e o presidente da Associação das Agências Reguladoras (Abar), Vinícius Benevides.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com a renovação do “emergency act” contra o Brasil publicada no Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, chovem memes nas redes sociais, em especial, no WhatsApp, insinuando o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tal e qual os norte-americanos fizeram com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Até aqui, essas postagens não têm qualquer relação com a verdade ou ações dos Estados Unidos. Porém, os que receiam o caos são unânimes em afirmar que o governo brasileiro tem que estar preparado para tudo.
Faca de dois gumes/ Qualquer ação mais radical de Donald Trump, porém, tende a jogar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no mesmo gueto que levou seu pai a perder a eleição em 2022. Naquele período, as ações radicais de apoiadores às vésperas do pleito — como, por exemplo, a então deputada Carla Zambelli correndo pelas ruas de São Paulo de arma em punho em perseguição a um apoiador de Lula — foram vistas pelos próprios aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como algo que reduziu a ampla diferença que ele teria para o petista em São Paulo. Se o governo Trump praticar qualquer ação extremista, Flávio terá novas dificuldades pela frente.
Cada um com seu cada qual
Com os excelentes índices apresentados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no levantamento da Quaest, é nele que Flávio terá que ancorar sua candidatura para ampliar a diferença em relação a Lula. Já o adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), e Lula terão que colar suas campanhas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram a corrida paulista para o Senado.
Por falar em Tarcísio…
O presidente do Republicanos no Distrito Federal, Joaquim Mauro, não esconde de ninguém que Tarcísio era o “mais preparado” para concorrer ao Palácio do Planalto. Porém, “há fatores políticos que estão acima do mundo ideal”, afirmou em entrevista ao CB.Poder.
Porta de saída
Ao dizer que será candidato a governador de qualquer jeito, o senador Cleitinho (Republicanos) corre o risco de terminar expulso do partido. Apesar do luto pelo falecimento do irmão, em 18 de julho, o partido esperava uma satisfação aos correligionários, que esperavam há meses por uma resposta. Para completar, Cleitinho, agora, chamou os partidários de “vagabundos”.
Ainda tem muito chão
A Polícia Federal ainda não concluiu as análises de todos os telefones do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Falta avaliar o conteúdo de três aparelhos, o que só aumenta o suspense entre os candidatos a estas eleições — e em todos os partidos.
CURTIDAS

Polarização eterna/ A eleição de 2026 mal começou e alguns políticos já anteveem que o mano a mano entre uma direita mais radical e a esquerda não vai passar tão cedo. Depois de Lula e os Bolsonaro, a próxima aposta é Nikolas Ferreira (PL-MG) versus João Campos (PSB-PE).
Por falar em Minas…/ Por lá, se diz que o senador Cleitinho está igual à famosa frase de José Saramago sobre o desencontro amoroso em “História do Cerco de Lisboa”: “Quando me querias, eu não te quis. Quando eu queria, não me quiseste. Quando quisemos, a vida não quis.” A vida, no caso, é o partido Republicanos.
Um adesivo de eliminação/ O adesivo redondo escrito “anti Manu” que o deputado Zucco (PL-RS) exibia no peito, com um X sobre o rosto da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D’Ávila, era da pré-candidata a deputada federal Júlia Zardo (Novo, foto). Num tom agressivo no Instagram pessoal, ela disse que trata-se de uma crítica a tudo que Manuela representa. Fez questão de colar o adesivo no peito e afirmou que seu nome havia sido apagado da reclamação feita pelo PSol. Citou, ainda, que há muros pichados em Porto Alegre coma inscrição “nocaute à extrema direta”, onde aparece o nome da ex-deputada Luciana Genro.
Em tempo/ Uma candidata a deputada federal começar a campanha ao Parlamento, a Casa do diálogo, com o adesivo “anti” qualquer pessoa, e com um x sobre o rosto de uma adversária política, corre o risco de queimar a largada.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 29 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Essa frase será muito ouvida nas campanhas dos adversários da família Bolsonaro no nível estadual e federal. O fato de todos os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro terem deixado o Rio de Janeiro para outros voos — inclusive o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina — reforçará esse discurso. Ainda que Rogéria Bolsonaro, a ex-mulher de Bolsonaro, mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente, seja cotada como candidata a deputada federal pelo PL e use o sobrenome do ex-marido, não será a mesma coisa. Até porque nenhum dos filhos conseguirá acompanhá-la diariamente na campanha. Não por acaso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Rio de Janeiro nessa terça-feira. É um dos estados em que Bolsonaro nadou de braçada em 2022.
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Calcanhar de Aquiles/ O tema segurança pública também não será um mar de rosas para Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, por causa do enfrentamento do crime organizado no estado. “Um aliado principal de Flávio, o ex-governador do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), e os seus aliados de forma geral no Rio de Janeiro, estão profundamente imbricados num estado onde a questão da segurança está longe de ter sido enfrentada com a eficiência necessária”, comentou o cientista político Antônio Lavareda, em recente almoço do grupo Lide (Líderes Empresariais).
Ponto para Flávio
O Ranking dos Políticos foi acampo verificar quais os reflexos eleitorais da decisão dos Estados Unidos de classificar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na Câmara, 73,6% dos deputados acreditam que Flávio Bolsonaro (PL) é mais beneficiado. No Senado, esse percentual aumenta para 78,6%. O levantamento mostra que até na esquerda há essa percepção: 11,5% de deputados e 28,6% dos senadores desse viés político afirmaram que Flávio capitaliza mais.
Aposta eleitoral
A Polymarket, maior plataforma de mercado de previsões (prediction market) baseada em criptomoedas do mundo, anunciou que as chances de reeleição de Lula dispararam para um recorde histórico de 63% entre os seus usuários. Na plataforma, os apostadores compram tokens de “sim” ou “não” e, caso o desfecho escolhido se concretize, as pessoas podem trocar as criptomoedas pelo valor proporcional ao total apostado.
Plano B em curso
Como forma de contornar a falta de palanques nas disputas para os governos estaduais, os candidatos à corrida presidencial planejam compartilhar os comícios e caminhadas dos correligionários que concorrem às vagas no Legislativo. Assim, os presidenciáveis conseguem viabilizar campanhas em estados, mesmo sem a chapa completa. Antes de entrar para a sabatina do Correio, Ronaldo Caiado deixou claro que contará mais com os deputados do PSD e o seu vice, Gilberto Kassab, do que com Tarcísio de Freitas.
CURTIDAS

Olho no Joaquim/ O futuro político de Joaquim Barbosa (foto) é mais um dos vários suspenses que rondam as eleições deste ano. Ele deixou para a última semana a decisão sobre uma candidatura a vice-presidente, em parceria com outro mineiro, o ex-governador de Minas Romeu Zema, que oficializou seu nome ao Planalto.
“Não sou pão de queijo para me meterem conversa de dois mineiros” João Caldas, presidente do Democracia Cristã, numa conversa com a coluna em que foi incisivo ao dizer que se Joaquim Barbosa topar ser vice de Zema, está feito
Todos têm meta/ Não existe um só partido sem projeções eleitorais. O Novo, por exemplo, calcula conseguir eleger três senadores e de 10 a 15deputados federais.
Hora H/ Pré-candidatos e candidatos com baixa expressão em pesquisas de intenção de votos apostam nos debates como momento de virada entre o eleitorado brasileiro. O que mais defendem é que, ao serem escutados, os indecisos e eleitores que desejam uma opção à polarização do PT e PL vão, finalmente, se ver representados na disputa.
Coreia e Brasil/ Depois do forró no Alvorada, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jaemyung, saiu-se com esta, ao referir-se à proximidade que está criando com Lula: “Nos tornamos uma relação em que ‘como tem passado?’ soa mais natural do que ‘prazer em conhecê-lo’”. Vale lembrar que, na visita de Lula e da primeira-dama Janja à Coreia, o uso do “hanbok” (traje típico coreano) por Janja foi considerado uma deferência positiva às tradições daquele país.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Por mais que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, insista numa chapa com um integrante do Republicanos de vice, esse casamento partidário está para lá de difícil — e o motivo principal nem é o peso de Lula no Nordeste. É a entrada do senador e filho 01 nas igrejas evangélicas Brasil afora sem pedir bênção a ninguém. Esse é o principal motivo apontado nas conversas mais reservadas dentro do partido.
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Demorou demais/ Obviamente, somam-se a isso as parcerias fechadas pelo Republicanos com outros candidatos ao Planalto Brasil afora. Vale lembrar que, na primeira campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994,o então presidente do extinto PFL, Jorge Bornhausen, que iria indicar o vice em abril daquele ano, cobrou dos tucanos que se esforçassem para apoiar os candidatos pefelistas e recusassem outros parceiros. Houve tempo de corrigir algumas rotas, mas não todas. No caso do Republicanos, a avaliação é de que Flávio demorou demais. Tratou o partido como “sobra”, uma vez que outros movimentos fracassaram. E agora é tarde. A legenda caminha para anunciar a neutralidade, tal e qual a federação União Progressista e o MDB.
“Quem é esse cara?!”
A pergunta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva referindo-se ao presidente Javier Milei, logo depois que tomou conhecimento das críticas e acusações feitas pelo argentino. No Planalto, a avaliação é de que Milei quer chamar Lula para o ringue a fim de se cacifar para ser o interlocutor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul, caso Flávio Bolsonaro perca a eleição.
Respostas institucionais, mas…
Lula está decidido a não cair nas provocações de Milei. A intenção, conforme avaliam assessores palacianos, é o presidente ficar quieto e “não bater palma para maluco dançar”. Obviamente, no calor de um discurso de improviso num palanque, vai ser difícil cumprir a própria determinação.
Enquanto isso, no Itamaraty…
As medidas oficiais a respeito do comportamento de Milei ainda serão decididas em um novo encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli. O desta semana foi apenas para troca de ideias.
Meta robusta
A neutralidade do MDB na eleição presidencial deste ano vem no sentido de criar condições para a eleição de 50 deputados federais e algo entre 10 e 12 senadores. Em Alagoas, por exemplo, o partido está aliado a Lula, mas, em Goiás, a Ronaldo Caiado (PSD). E em São Paulo, o partido apoia Flávio Bolsonaro (PL).
CURTIDAS

Adesivo agressivo/ A campanha do deputado Zucco, em Porto Alegre, começa com um adesivo que entrou no perigoso terreno da violência contra a mulher. Diz “Seja Anti Manu Ela”, com o rosto da ex-deputada Manuela D’Ávila riscado com um X (foto). A bancada feminina na Câmara dos Deputados não gostou. Até deputadas do PL consideram a postura de muito mau gosto.
Mais uma escanteada/ Filiada ao partido Novo e mãe de João Giffoni, um dos presos do 8 de Janeiro, a pedagoga Theresa Vale contava com uma candidatura de deputada federal no DF. Só descobriu que estava fora da nominata na convenção local. Ela culpa o candidato a governador Kiko Caputo: “Soube que meu nome saiu porque o partido decidiu lançar candidato a governador. Como usa a dor de uma mãe, faz palanque comigo e, depois, me descarta sem nenhuma explicação?”, reclamou.
Não é a única/ Antes de Theresa Vale, Sílvia Waiãpi, no Amapá, teve a mesma surpresa na convenção local do PL. E ninguém duvida deque outras mulheres correm o risco de ter a mesma surpresa na hora de conferir as nominatas.
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 26 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A decisão do Ministério de Relações Exteriores (Itamaray), de não conceder vistos a dois observadores do Departamento de Estado dos Estados Unidos às eleições deste ano no Brasil, vem depois de uma série de movimentos para desacreditar as urnas eletrônicas, antes mesmo do pleito. O primeiro deles foi uma reunião na semana passada em que o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, criticou as urnas e ainda mencionou, sem qualquer base na verdade, que as urnas brasileiras vêm de uma empresa envolvida em fraudes na eleição venezuelana. A fala de Flávio foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia se pronunciado a respeito em 2020. O ex-policial e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, dois dias depois, foi na mesma toada. A suspeita das autoridades brasileiras é a de que os dois enviados do governo Trump viriam ao Brasil justamente para, junto às declarações de Eduardo e Flávio, preparar terreno para, em caso de derrota de Flávio, questionar a integridade das urnas.

Vale lembrar
No site da Casa Branca, o modelo de identificação dos eleitores feito no Brasil, por biometria, é inclusive citado como exemplo para evitar que quem não é cidadão brasileiro possa votar. Apesar disso, entre os integrantes do TSE, muita gente acredita que outras tentativas de desacreditar as eleições vão aparecer. Especialmente, se Flávio derreter nas pesquisas de intenção de voto. Até aqui, porém, Flávio tem superado todas as crises com resiliência. Conseguiu chegar ao final de julho como o candidato oficial quando muitos duvidavam. Agora, começa a próxima batalha.
Incomodou…
Esquecido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no discurso de abertura da convenção nacional da legenda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem causado certo desconforto no partido de Flávio Bolsonaro. É que, nas últimas semanas, Tarcísio se reaproximou do presidente do PSD, Gilberto Kassab. Muitos bolsonaristas acreditam que o governador fará campanha em carreira-solo e só abraçará a campanha de Flávio quando o candidato estiver em São Paulo.
…e dividiu
Kassab colocou em suas redes uma foto ao lado de Caiado e outra ao lado de Tarcísio, o que incomodou o PL. Oficializado hoje candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) ao Planalto, Kassab ainda aproveitou para dizer com todas as letras que apoia Tarcísio sem exigir nada em troca. Ou seja, se o governador não aparecer na convenção de hoje, está tudo certo.
Por falar em Caiado…
Ronaldo Caiado adotou o tom certo nessa primeira etapa da campanha: Agora, é duelar mais com Flávio Bolsonaro do que com Lula para tentar ultrapassar o filho de Bolsonaro no eleitorado de direita e de centro. E, assim, num segundo turno, ir para o mano a mano contra o petista.
… o desafio está posto
A avaliação de muitos aliados do candidato do PSD é a de que, o candidato de centro-direita que conseguir se aproximar de Flávio até meados de setembro chega ao segundo turno no lugar de Zero Um.
CURTIDAS

Olho no chapéu I/ Nos bastidores do Planalto, há uma brincadeira relacionando o chapéu do presidente Lula (foto) ao seu humor. Quando o presidente usa o adereço de cor clara, é porque ele está no modo “paz e amor”. Quando escolhe o chapéu preto, é porque está irritado com algo — inclusive, os dois momentos mais “agressivos” de Lula foram justamente com o chapéu preto.
Olho no chapéu II/ No início de julho, o presidente estava de chapéu preto, quando fez um gesto obsceno ao rebater o argumento de que “pobre não gosta de coisa boa”. E ontem, Lula usava o mesmo acessório quando comentou o envio de dois funcionários do governo dos Estados Unidos para o Brasil para falar da credibilidade das urnas. “Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições”, disse.
Enquanto isso no Pacaembu…/ O presidente da Argentina, Javier Milei, discursou por tanto tempo, que as autoridades no palco não conseguiram ficar quietas, nem prestar atenção total. Lá pela metade, alguns já estavam fazendo selfies com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ou distraídos em conversas paralelas e videochamadas.
Os políticos registraram/ Candidata ao Senado por Santa Catarina, Carol de Toni fez questão de comparecer à convenção nacional do PL, enquanto Carlos Bolsonaro, o outro candidato da chapa, mandou um vídeo e não foi até São Paulo abraçar o irmão. As lágrimas de Flávio deixaram a impressão de que brigas antiga de família pesaram na decisão e não comparecer mas o vídeo indicou uma aproximação entre eles.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 23 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Fracassada a tentativa de incluir os presidentes de partidos políticos na proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, projeto que terminou arquivado no Senado, grande parte dos comandantes das agremiações partidárias decidiu concorrer às eleições deste ano. Quase dois terços deles vão disputar um mandato eletivo. No União Brasil, Antonio Rueda estreia na disputa eleitoral como pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. As vagas ao Legislativo são as que mais atraem os dirigentes partidários.
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Veja bem/ Em muitas conversas, quem convive diariamente com eles afirma que presidente departido com mandato consegue indicar emendas ao Orçamento, ganham foro privilegiado, e o fato de estar no Parlamento dá mais poder aos dirigentes, responsáveis pela distribuição do fundo eleitoral e partidário.
Receitas iguais, resultados semelhantes
As declarações de Flávio Bolsonaro contra a urna eletrônica foram lidas no próprio PL como mais uma repetição da estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Se naquela época, como governo na mão, Bolsonaro não conseguiu se reeleger, a reprise desse estratagema tende a levar ao mesmo desfecho.
Em meio ao tarifaço…
Nas Filipinas para a reunião de chanceleres da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean), o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, aproveitou as presenças dos chanceleres Wang Yi, da China, e Sergei Lavrov, da Rússia, em Manila, para tratar do fornecimento de fertilizantes. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, esses dois países se tornam ainda mais estratégicos como fornecedores.
… a China estende a mão
O governo chinês tem indicado que pode aumentar a oferta de alguns tipos de fertilizantes este ano, diante da crise em Ormuz.
Incertezas & movimentos eleitorais
A falta de confiança na candidatura de Flávio Bolsonaro foi o que levou a Federação União Progressista a preferir a carreira solo. O deputado Fausto Pinato (União -SP), por exemplo, tem andado pelo estado de São Paulo e não percebe o eleitor entusiasmado com a proximidade do pleito: “Não é uma eleição de amor e entusiasmo, e a sorte do Lula é que uma parcela do eleitorado votará com responsabilidade, e não com vontade”, afirma.
… eles se aproximam
Pinato considera que Lula teria uma eleição mais fácil se tivesse caminhado para o centro: “Fernando Haddad deveria ter sido vice de alguém do centro, mas o PT trabalha para manter a polarização acirrada, o que não é bom para o Lula. Por aqui, a mesma rejeição que o Flávio tem, o PT também tem”.
CURTIDAS

Outro apelido…/ … mesmo endereço. Enquanto por aqui, os petistas chamam o tarifaço a produtos brasileiros de “Tariflávio”, os políticos democratas nos Estados Unidos chamaram de “tarifas Bolsonaro”. Um vídeo que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, gravou quando das primeiras tarifas, voltou a fazer sucesso nas redes com a vigência da nova taxação de produtos brasileiros em 25%.
“Tarifas ilegais”/ “Estas tarifas contra o seu país são uma piada, uma abominação, ou melhor: as ‘tarifas Bolsonaro’. Vamos apenas deixar claro o que elas são. Nós estamos em superavit comercial com vocês, é um absurdo. São tarifas ilegais, e estão na Suprema Corte dos EUA agora. Nós fomos um dos primeiros estados a entrar com uma ação seguindo esse princípio. Isso está aumentando os custos dos produtos no meu país”, disse o governador.
Ciro é de todos/ O PSDB de Ciro Gomes (foto) não destinará seu palanque ao governo do Ceará exclusivamente a Flávio Bolsonaro. A contar pelas declarações de Ciro elogiando Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), eles podem chegar, que tem conversa.
E o PL, hein?/ A tendência é manter um “apoio envergonhado” a Ciro, apenas porque Flávio Bolsonaro sacramentou essa escolha. Nas redes sociais, porém, surgem muitas mensagens como “Michelle estava certa”. A ex-primeira-dama defendeu o apoio a Eduardo Girão (Novo).
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 22 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A depender do desejo da senadora Tereza Cristina, o pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro pode buscar outro nome para compor a chapa na vaga de vice. No universo do agro Brasil afora, Tereza é citada como uma promissora candidata à Presidência da República e não uma fotografia ao lado do filho do ex-presidente da República para tentar atrair o eleitorado feminino. Tereza tem currículo de sobra. Foi ministra da Agricultura no desafiador período da pandemia de covid 19 e manteve o setor em pleno funcionamento. No Senado, relatou ainda projetos importantes e de difícil acordo e chegou lá. Ultimamente, fundou o instituto Diálogos para debate dos problemas nacionais. Se o PL quiser apoiá-la ao Planalto, muito bem. Porém, os Bolsonaro querem apenas quem tenha o sobrenome da família na cabeça de chapa.
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Um baú de dificuldades/ Flávio continua com os mesmos problemas para ampliar o leque de partidos ao seu redor. O União Brasil e o Progressistas formam uma federação e quer ter liberdade para compor chapa nos estados e, assim, eleger deputados federais. O Republicanos caminha nessa mesma toada, com um grupo fechado com Lula, uma perna com Caiado e um braço com Flávio Bolsonaro.
Soberania
O tom do presidente Lula durante a Convenção Partidária Nacional do PDT foi lido como um “esquenta” da linha a ser usada na campanha à reeleição. Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destacou a defesa da sobera nianacional. Os bolsonaristas podem se preparar, porque esse será um dos eixos da campanha presidencial.
Por falar em Trump…
O Instituto Indexa Pesquisas detectou em seu último levantamento que 30% dos entrevistados culpam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas novas tarifas; 28% responsabilizam o presidente Lula; 17% responsabilizam o presidente norte-americano Donald Trump. Apenas 12% entendem que os três compartilham igualmente a responsabilidade; 13% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa está registrada no TSE com o Código BR-02904/2026.
Reflexos do tarifaço
Um terço dos entrevistados (33%), porém, considera que nem Lula nem Flávio Bolsonaro terão ganhos eleitorais com o episódio das tarifas. Enquanto 25% avaliam que Lula tema ganhar, outros 18% afirmam que a balança penderá mais para Flávio. Quanto às atitudes de Lula nessa seara, 36% acreditam que Lula agiu corretamente e outros 31% julgam que o presidente não representou adequadamente os interesses nacionais.
Suspense até o fim
O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB) só decidirá seu caminho nesta temporada eleitoral em 5 de agosto, último dia para definição de candidaturas. Não descarta sequer o apoio a Lula. Hoje, transita em todos os campos, do PL ao PT. Só tem um probleminha: ao governo de Alagoas, o candidato de Lula é Renan Filho (MDB), a quem o presidente trata quase como um filho.
CURTIDAS

Tal e qual Melania/ A modalidade de green card que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro recebeu nos EUA é igual àquele obtido pela primeira-dama Melania Trump. Mrs. Trump, de acordo com reportagem do Washington Post, tem o EB-1 visa desde 2001. Esse visto é conhecido como “Einstein Visa” por ser concedido a pessoas com “habilidades extraordinárias”. Agora, quem recebe é Eduardo, o 03 de Jair Bolsonaro.
Quantos votos isso dá?/ A avaliação entre deputados do próprio PL é a de que o green card de Eduardo Bolsonaro não rende votos a Flávio Bolsonaro. O que poderia render, avaliam alguns, seria qualquer gesto de defesa das mulheres brasileiras, depois do episódio em que o empresário Paolo Zampolli, enviado especial para negócios globais do governo Donald Trump, chamou as brasileiras de “programadas para causar confusão” e “raça maldita”.
Ficou por isso mesmo/ Zampolli foi casado com a brasileira Amanda Ungaro, que terminou deportada em outubro do ano passado, após acusar o ex-marido de violência doméstica e abuso sexual. Na época das declarações contra as brasileiras, a Câmara aprovou uma moção, considerando Zampolli persona non grata. Os bolsonaristas nos Estados Unidos não fizeram qualquer gesto em defesa das mulheres do Brasil. O Partido Novo votou contra a proposta aprovada na Câmara.
Ex-ministro na campanha/ Aos poucos, os ex-integrantes do ministério de Lula vão fechando seus palanques Brasil afora. Celso Sabino (foto), ex-ministro do Turismo, teve a candidatura ao Senado confirmada durante a convenção partidária do PDT esta semana. Sabino apoiará Lula ao Planalto em palanque diferente daquele em que estará o ex-governador Helder Barbalho (MDB).
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A ordem agora no governo brasileiro é dialogar com cada setor afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos, de forma a tentar reduzir os danos. Porém, negociação direta com os norte-americanos só mesmo depois das eleições. A ideia é repisar que o tarifaço é, na verdade, um “Tariflávio”, numa referência ao pré-candidato do PL à Presidência da República, que, quando das primeiras tarifas, no ano passado, elogiou a atitude dos Estados Unidos e, agora, amplia as críticas a Lula sem atacar diretamente o governo de Donald Trump pela decisão. Flávio, por sua vez, promete enfatizar o “PT — o partido do tarifaço”. O tema vai tomar conta deste período de pré-campanha justamente na largada das convenções. No entanto, a avaliação de aliados de Flávio é de que, a partir de agosto, a segurança pública ainda prevalecerá sobre esse assunto das tarifas, em que o senador do PL espera ter mais vantagem sobre o presidente Lula.
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Divisor de águas/ A nota divulgada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) a respeito das tarifas, com críticas às negociações por parte do governo brasileiro, deixou claro que a instituição não apoiará a reeleição de Lula. A dúvida de muitos empresários é se abraça Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro, a quem muitos paulistas têm forte resistência.
Pouco a apresentar
Até os deputados do PL titubeiam na hora de elencar os trabalhos de destaque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Parlamento. Este ano, ele não relatou qualquer proposta importante e votou de forma presencial apenas sete vezes, conforme levantamento da coluna no portal do Senado.
Um defensor inesperado
Especialista em Orçamento, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi, dia desses, à tribuna defender o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), adversário ferrenho de seu partido no estado. Rocha tem dito que Dino está certo em cobrar transparência e foi incisivo ao dizer que, no MDB, presidente de partido não pede emendas a demais parlamentares. “No MDB não tem disso. Isso e coisa de partido que tem dono.”
E a reforma tributária, hein?
Estudo da consultoria fiscal V369, que analisou 6,4 milhões de notas fiscais, mostra que 66,2% desses documentos têm inconsistências que podem comprometer o crédito de IBS e CBS, previsto na reforma tributária. A advogada tributarista e coordenadora do MBA em gestão tributária da Trevisan Escola de Negócios, Elizabeth Martos, adverte: “A partir de 1º de agosto, encerram-se as flexibilizações e passam a produzir efeitos as penalidades pelo descumprimento das novas obrigações acessórias. Em 3 de agosto, os sistemas passarão a rejeitar os documentos fiscais eletrônicos emitidos sem os campos obrigatórios de IBS e CBS”.
Origem de tudo
O estudo demonstra que a origem do erro nas notas fiscais ocorre no começo do processo, na compra de materiais com os fornecedores, que não estão preenchendo o campo obrigatório de IBS e CBS. “Se o documento for rejeitado e a operação ocorrer sem documento fiscal válido, há risco de agravamento das penalidades e da responsabilização do contribuinte”, ressalta Martos.
CURTIDAS

Atrás delas/ Com o crescimento do eleitorado feminino, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques de forma a tentar alavancar sua empatia com as mulheres. No início, 2,8 mil pessoas acompanhavam a live.
Compensa aí/ Brigado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), Flávio quer transformar Daniela em sua grande ponte com as eleitoras brasileiras.
Proteção dos jovens/ O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no ambiente digital — lei que protege meninas e meninos na internet — completa quatro meses de vigência e, até aqui, o iFood é a única plataforma de delivery a cumprir as exigências do ECA. À coluna, o Ministério da Justiça justificou a classificação: é que o aplicativo “apresentou comprovação de bloqueio de acesso para crianças e adolescentes não acessarem funcionalidades permitidas exclusivamente para adultos e, por isso, recebeu reclassificação indicativa como não recomendado para menores de 14 anos”, afirmou.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Até aqui, deram errado todos os movimentos do pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, para tentar sair da maré de desgastes que se abate sobre a campanha. A viagem aos Estados Unidos foi vista como um tiro n’água por empresários cientes de que a Terra é redonda. Não há sinais de suspensão do tarifaço ou de parcerias com o governo de Donald Trump que mantenham o Brasil numa posição de altivez. Flávio, até o momento, prometeu terras raras aos EUA sem detalhar qualquer plano que beneficie o Brasil; acenou com a criação de um grupo de transição específico para a relação com os Estados Unidos, caso vença o pleito, desprezando o resto do mundo. O empresariado acredita que essa postura mais afasta do que ajuda a aproximar o pré-candidato do PL de seus objetivos. Tem muita gente se voltando a Ronaldo Caiado (PSD).
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Por falar em Caiado…/ O pré-candidato do PSD começou a bater forte nos “polarizados” Lula e Flávio Bolsonaro. Ele responsabiliza ambos pelo tarifaço. Lula, por rivalizar com os Estados Unidos para surfar no discurso da soberania; e Flávio Bolsonaro, por dizer que a penalização do Brasil só deve se dar depois da eleição. Na opinião de Caiado, Flávio não prega o fim do tarifaço e sim apenas um adiamento. “São farinhas do mesmo saco”, afirma.
Crise instalada I
O PL vive um momento de disputa interna. Provocou muito mal-estar na bancada a declaração de Valdemar Costa Neto jogando a responsabilidade da indicação das emendas ao Orçamento no colo do líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Sóstenes não havia sequer sido citado nesse caso e agora terá que responder.
Crise instalada II
Aliás, o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de apropriação indevida de emendas parlamentares, é mais um capítulo de desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Agora, além do caso Daniel Vorcaro e o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda não foi lançado, o partido tem o seu núcleo obrigado a se explicar sobre esse outro escândalo.
Efeito borboleta
Foi a partir do celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que a Polícia Federal chegou ao suposto esquema de emendas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Fialek foi alvo de mandados de busca e apreensão em dezembro do ano passado. Com as investigações em seu telefone, foram expostas conversas e negociações de emendas em nome de Valdemar. Tuca foi assessora de Arthur Lira (PP-AL) e depois passou a trabalhar na liderança do PP na Casa. Agora começam a aparecer os primeiros movimentos a partir daquela operação. O material ainda não foi totalmente avaliado.
Além da 6×1
Governistas trabalham a todo vapor para tentar votar outros projetos de importância para o governo federal, além da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6×1. Senadores acreditam que o projeto que regulamenta a exploração de terras raras e minerais críticos deva ter alguma atualização antes do recesso parlamentar. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é visto como favorito para a relatoria da proposta.
CURTIDAS

Campanha solo/ Ao contrário de Lula, que costuma discutir todos os passos da pré-campanha com sua equipe, o pré-candidato Flávio Bolsonaro tem tomado decisões e feito movimentos sem avisar. Vai pela própria cabeça.
E eles?/ Os aliados cobram a presença de Flávio em eventos partidários nos estados para se apresentar e dar entrevistas. Na semana passada, entretanto, o pré-candidato do PL preferiu os Estados Unidos, o que deixou muita gente chateada.
E a PEC da Segurança, hein?/ Só depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (foto), continua com o texto na gaveta. O mesmo deve ocorrer com a PEC do fim da escala de trabalho 6X1.
Sabatina do Correio/ Em 28 de julho, a partir de 8h, o Correio realiza sua tradicional maratona de sabatinas com os pré-candidatos ao Planalto. Foram convidados todos aqueles que se apresentaram para a corrida presidencial deste ano. Em 2018 e 2022, o Correio Braziliense, em parceria com a TV Brasília, foi o único veículo de comunicação que entrevistou todos os postulantes ao Planalto.









