Categoria: Eleições
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A crise aberta entre Legislativo e Judiciário, depois da apresentação do relatório da CPI do Crime Organizado, terá reflexos nos votos de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. É que começa a se cristalizar na Casa a ideia de que, diante da tensão entre Senado e STF, com pedidos de indiciamento de ministros — algo já rejeitado no Senado —, e a reação da Corte — com pedido de investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) —, o melhor no momento é pisar no freio quanto à escolha de um ministro para o Supremo. Ainda mais em se tratando de um indicado tão afeito a um lado da política. Nesse sentido, o trabalho do governo daqui até 28 de abril, data da sabatina de Messias no Senado, será separar essas estações e acalmar os ânimos entre os dois Poderes. Serão 11 dias para cuidar da relação entre a “Casa dos Onze” e o Senado, a fim de garantir maioria dos 81 senadores favoráveis a Messias, o que ainda está incerto.
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Quem chega para ajudar/ Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) entrou em campo para tentar ajudar Messias. Quem ainda não entrou de corpo e alma nesse barco foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda tem dificuldades em abraçar a campanha do advogado-geral da União para o STF.
Conselhos para Sidônio
Aliados de Lula foram ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, dizer que o discurso do governo sobre o fim da escala 6 x 1 não pegou e que o povo nem sabe do que se trata de conceder uma folga a mais aos trabalhadores que só têm o domingo, ou outro dia na semana. A ideia desses amigos do presidente é que o governo fale mais que o objetivo da proposta é que as pessoas tenham dois dias de folga para cuidar da vida e… orar. De quebra, ajuda até a chamar a atenção do eleitorado evangélico.
Por falar em 6 x 1…
Enquanto o Centrão defende que não é hora para se discutir sobre o fim da escala 6 x 1, o governo tenta convencer os parlamentares a optarem pelo projeto de lei: é que, em caso de criarem muitos problemas com a nova escala de trabalho, o PL é de mais fácil tramitação do que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A base governista vai usar esse argumento para defender a discussão do texto com urgência constitucional, enviado pelo Planalto esta semana.
A cobrança da Reforma Administrativa
O 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema eficiência na gestão pública, trouxe à baila a Reforma Administrativa e a necessidade de destinação das emendas parlamentares a obras estruturantes. “São R$ 50 bilhões em emendas e cadê as obras estruturantes?”, perguntou o ex-governador do Mato Grosso Mauro Mendes.
Por falar em emendas…
O ministro Antonio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU) — que já foi senador —, defendeu as emendas como instrumento de gestão. “É um recurso para localidades que, muitas vezes, não recebem recursos”, afirmou. Ele acredita que não se deve criminalizar as indicações, mas que o TCU deve fiscalizar e punir os desvios. “O grande empenho neste momento é que seja identificado um plano de trabalho adequado para que essas emendas tenham, de fato, sua origem, seu destino, e qual será seu percurso. E será objeto de avaliação permanente pelo TCU, que tem capacidade, legitimidade e estrutura administrativa para fazer isso em relação aos recursos federais”, disse, logo após o 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense.
CURTIDAS

Cálculos na ponta do lápis I/ Davi Alcolumbre foi incisivo ao afirmar que não pautará mais nenhum projeto de lei que cria piso ou impacto financeiro nas contas do governo federal, estaduais ou municipais. A fala vem em meio à votação, na Câmara dos Deputados, de uma PEC que destina 1% da receita corrente líquida dos entes federados à Assistência Social.
Cálculos na ponta do lápis II/ “A minha decisão é não botar na pauta nenhum (piso), mas ouvir vossas excelências para agente buscar entendimento com o governo federal, estados brasileiros, municípios e decidir em conjunto quais as matérias vamos deliberar no plenário do Senado que impactam, direta ou indiretamente, as finanças públicas no Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas”, justificou Alcolumbre.
Contagem de votos/ Após a aprovação da indicação do deputado mineiro Odair Cunha (PT-MG) ao TCU, seus aliados estão contando os votos. Alguns relataram à coluna que antes de chegarem ao Plenário eram esperados cerca de 280 votos, mas, com a porcentagem dos “traidores”, acreditavam que ficaria entre 250 votos. Já perto da votação, o partido contou 308 votos, cinco a mais do que o resultado final, e são justamente esses “traidores” que os aliados de Cunha procuram para cobrar o combinado.
Mineiros no TCU/ Depois dos pernambucanos, chegou a vez dos mineiros. O ministro Antonio Anastasia deu boas-vindas ao futuro novo ministro Odair Cunha. Inclusive, lembrou que os dois são da mesma região de Minas Gerais, algo que não ocorria há algum tempo na corte. O TCU, há alguns anos, chegou a ter três ministros de Pernambuco: o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ex-ministro da Educação e de Minas e Energia, José Jorge; e a ex-deputada Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco e ex-ministro Eduardo Campos, e avó do presidente do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos (foto).
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 15 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A disputa em torno da vaga ao Tribunal de Contas da União (TCU) foi lida por muitos como uma prévia sobre a disputa da Câmara, em fevereiro de 2027 — o verdadeiro objetivo de Elmar Nascimento (União-BA). Quando da eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB), em 2025, o parlamentar baiano chegou a lançar uma pré-candidatura, mas desistiu no meio do caminho. Agora, nesse intrincado jogo político que envolveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tentando demonstrar influência na Câmara como partícipe de uma derrota do PT, Elmar bateu o pé. Não quis saber de desistir. Queria testar a sua capacidade de angariar votos no Plenário. Obteve 96. Ficou demonstrado que, sem o apoio dos demais partidos de centro e só com os bolsonaristas, Elmar não faz verão.
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Motta larga na frente/ A votação de Odair Cunha(PT-MG) foi resultado de um trabalho que envolveu todos os aliados do governo. E colocou o presidente da Câmara como um player para fevereiro do ano que vem, caso seja reeleito deputado. Se a votação fosse apertada — ou seja, menos da metade da Câmara — ou num caso de derrota, Motta estaria fora do jogo de 2027. Não está. E, ao que tudo indica, a parceria com o PT está em construção.
Água mole em pedra dura
Dessa vez, os senadores conseguiram enterrar o relatório da CPI do Crime Organizado, que propunha o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal(STF). Mas, dado o andar da carruagem, ocerco está se fechando. A oposição levaráesse assunto para os palanques eleitorais —físicos e eletrônicos.
A escolha de Alcolumbre
Ao quebrar o jejum de comparecimento às solenidades do Palácio do Planalto, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), tenta se colocar como uma opção à esquerda de Tereza Cristina(PP-MS) para presidir a Casa, a partir de fevereiro de 2027. Em seu discurso, ainda puxou Hugo Motta para uma dobradinha, ao sair em defesa do deputado.
Operação resgate
O PL e aliados do ex-deputado Alexandre Ramagem não desistiram de tentar ajudá-lo a ser solto nos Estados Unidos. O plano agora é realizar uma apresentação aos embaixadores norte-americanos no Brasil e convencê-los de que o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é um perseguido político. É dessa forma que esperam que o asilo político de Ramagem seja aceito.
Noves fora…
Flávio Bolsonaro chegou a telefonar para Elmar Nascimento para pedir-lhe que desistisse da candidatura e abrisse caminho para o nome do PL, Soraya Santos (PL-RJ). Contudo, com a negativado deputado, só restou ao PL partir para apoiá-lo e tentar dificultar a vida de Odair Cunha. Nisso tudo, fica uma lição: Flávio pode até controlar seu próprio partido, mas não tem poder de mando em outras legendas.
CURTIDAS

Soou esquisito I/ Representantes da bancada feminina estranharam o discurso do deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) no plenário, criticando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter trocado ministras mulheres por homens no Executivo. Sobretudo porque, ao término, ele pediu o voto útil em Elmar Nascimento, a fim de derrotar Odair Cunha na corrida à vaga do TCU.
Soou esquisito II/ Sóstenes lembrou que “o governo atual, que falou que ia valorizar mulheres, trocou sete delas por homens”. Só que o grupo mais alinhado a Flávio Bolsonaro pressionou e conseguiu rifar a postulação da deputada Soraya Santos (PL-RJ, foto) para encorpar a frente contra Cunha.
O corpo fala/ As apostas de que Soraya desistiria de concorrer ao TCU começaram quando ela saiu quase que “bufando” da reunião do PL. Nos bastidores, os parlamentares mais experientes diziam que ela era a candidata mais “perigosa” contra Odair Cunha. Afinal, em fevereiro de 2019, derrotou o deputado Giacobo (PR-PR), que era o candidato oficial para a Primeira-Secretaria da Câmara naquele ano.
Gestão desafiadora/ O presidente do BRB, Nelson Souza, confirmou presença hoje no 6º Summit Lide-Correio Braziliense, cujo tema é “Eficiência na Gestão Pública”. O seminário começa às 8h,no hotel Brasília Palace.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 14 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A defesa das emendas parlamentares ao Orçamento e cobranças para a redução do volume de Restos a Pagar (RAPs) formam a base do discurso de todos os candidatos a ministro do Tribunal de Contas da União(TCU). Da situação à oposição, todos defenderam esses dois pontos, num sinal de que, quem quer que ocupe o Poder Executivo, terá que conviver com o desejo dos congressistas de controlar o Orçamento. “Não podemos ser criminalizados no ato de indicar”, defende o deputado Odair Cunha (PT-MG), candidato com as bênçãos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e fruto do acordo para a eleição da Mesa Diretora, em 2025. “Só para terem uma ideia, em 2025 nos Restos a Pagar, acumulamos um déficit orçamentário da ordem de R$ 62,8 bilhões. Ou seja, mesmo sendo oriundo de uma emenda impositiva, esse pagamento fica ao critério da priorização do Poder Executivo”, completa o deputado Danilo Forte (PP-CE), indicado pelo PSDB para o TCU.
Por falar em Restos a Pagar…/ O estoque de RAPs dos anos anteriores chega a R$ 390 bilhões. A briga dos deputados — e o que faz parte do discurso para o TCU — é no sentido de liberar tudo o que estiver relacionado a emendas. A defesa das emendas está diretamente relacionada ao aumento das investigações sobre essas propostas. A avaliação geral é de que um ministro do TCU que entenda o trabalho legislativo é essencial para evitar a criminalização do instrumento.
Ajude…
A inclusão do deputado José Guimarães (PT-CE)no primeiro escalão do governo como ministro de Relações Institucionais leva para mais perto de Lula um nome que dialoga bem com o Centrão, grupamento dividido hoje entre os vários postulantes ao Planalto. A função dele será assegurar essa proximidade dos partidos ao governo Lula.
… e não atrapalhe
A nomeação de Guimarães tira do PT a indicação de um candidato de peso ao Senado no Ceará. Agora, as duas vagas de senador estão livres para que o governador-candidato, Elmano de Freitas (PT), possa atrair aliados.
O teste da amizade
A prisão de Alexandre Ramagem pelas autoridades norte-americanas levará o bolsonarismo a modular o discurso em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por enquanto, a ordem é tratar a prisão como “meramente migratória”, conforme definiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas, se Ramagem for deportado, será um sinal de que a amizade com o governo dos EUA tem limites.
Mão na massa
A liderança do governo no Senado, junto coma consultoria da Casa, produziu um material mostrando como a Lei da Dosimetria vai modificar as progressões e os cumprimentos de pena, caso o veto seja derrubado no fim do mês. Os dados apontam que, em casos de réus primários de crime hediondo, o cumprimento da pena cai de 70% para 40%. Em caso de feminicídio, um condenado na mesma condição cumpriria 55% da pena e não 75%.
Ajuda para Bolsonaro
Os especialistas apostam que o principal instrumento da dosimetria que pode ajudar a regressão de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro é a mudança no regime domiciliar, em que os presos poderão abater da pena dias de trabalho ou de estudo.
CURTIDAS

Na lida…/ Afastado do governo do Pará para concorrer ao Senado, o ex-governador Helder Barbalho aproveita o tempo com uma agenda externa. Ele se reuniu com a economista franco-americana Esther Duflo, Prêmio Nobel de ciências econômicas. Trataram da implantação da proposta construída na COP30, sobre a criação do “Pix do clima”. O uso desse instrumento ajudaria a garantira transferência direta de recursos financeiros a famílias impactadas pelos efeitos das mudanças climáticas, especialmente, na Amazônia. Helder está empenhado em transformar esse projeto em realidade.
…e nos eventos/ O encontro com Esther se deu por ocasião da participação do ex-governador no Brazil Project, em Harvard. O Brazil Project é uma iniciativa de estudantes brasileiros na universidade norte-americana e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT.
Gestão Pública…/ A governadora doDistrito Federal, Celina Leão (foto), abre amanhã, no Brasília Palace Hotel, o 6ºBrasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema “Eficiência na Gestão Pública”, assunto desafiador para todos aqueles que concorrem ou pretendem concorrer a um mandato eletivo.
… em debate/ O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, participará do painel “Infraestrutura e Inovação: as boas práticas na administração pública”, ao lado do ministro do TCU, Antonio Anastasia, e os CEOs Giuseppe Mendes, do escritório Pinheiro Mendes Advogados, e Gustavo Montezano, fundador da Yvy Capital.
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 12 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

É assim que alguns juristas têm se referido à tramitação do caso do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo, que hoje está em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), gerou mal-estar entre a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Gilmar Mendes ao longo da semana passada, quando discutia-se se a escolha do substituto deve ser feita por eleição direta ou indireta. Mendes acusou o TSE de “lentidão” no julgamento do caso, o que causou “dúvidas” sobre como deve ser a eleição. Cármen disse que o TSE agiu com rigor. Uma olhada na tramitação do processo indica que a então ministra-relatora, Isabel Gallotti, liberou o tema para pauta em 27 de junho do ano passado. O processo entrou em 4 de novembro. Gallotti apresentou seu voto pela cassação e inelegibilidade de Castro por oito anos em 05 de novembro. A votação final, porém, só veio a ocorrer em 24 de março deste ano. A maioria acompanhou a relatora, que deixou o tribunal em 18 de novembro de 2025, meses antes da renúncia de Castro, em 23 de março, na véspera do desfecho do caso, o que levou a ressalvas em muitos votos. Entre a liberação do processo e a conclusão do julgamento, transcorreram cerca de dez meses.
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A certidão de julgamento, incluída no sistema do TSE, é alterada em 25 de março, e só a última versão menciona a eleição indireta, que não estava no voto de Isabel Gallotti, uma vez que ela havia determinado a cassação do diploma de Castro, com o cumprimento imediato da decisão. Essa deliberação, a favor da eleição indireta, não estava no voto vencedor, proferido por Gallotti em novembro do ano passado. Essas questões é que fizeram o ministro Flávio Dino pedir vistas à espera do acórdão. Enquanto esse documento não for publicado, Dino não votará. Que venha o documento do TSE, com todos os votos detalhados, para que as dúvidas sejam esclarecidas e esse caso tenha um desfecho.
Aliás…
O caso Cláudio Castro é visto por muitos como a certeza de que esses processos sobre perda de mandato e cassação de diplomas precisam de uma reforma. Os pedidos de vistas precisam ser mais céleres no TSE, uma vez que esse julgamento final ocorreu sem a presença da relatora, mencionada do início ao fim, com uma chuva de agradecimentos. Por isso, já tem gente se referindo de forma irônica àquela reunião como uma sessão espírita. E, se não houver uma reforma sobre essas tramitações, muitos processos correm o risco de virar caso de polícia.
Pressão sobre Lula…
A pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana deixou claro que o presidente Lula corre o risco de derrota para qualquer um dos três que chegue ao segundo turno, seja o senador Flávio Bolsonaro, seja os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado, ou de Minas Gerais Romeu Zema. Flávio aparece um ponto à frente do petista e os outros dois muitos próximos.
…e sobre Flávio
Dada a alta rejeição do senador, o filho de Jair Bolsonaro também não está deitado em berço esplêndido. Ele chegou até aqui com o recall do bolsonarismo. Mas as performances de Caiado e de Zema num segundo turno indicam que, se Flávio não apresentar capacidade de gestão, corre o risco de ver essa amplitude do primeiro turno migrar para outros nomes da direita, uma vez que, na pesquisa espontânea, 42% dizem não saber em quem votar.
O que o Brasil quer ser em2050? Ninguém sabe. Agente se comporta como um país rico, está longe de ser essa realidade. Não temos projeto nacional, estamos sem visão e com deficit de lideranças capazes de ir atrás de soluções para o nosso país” Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR
CURTIDAS

Semana de tensão/ A votação para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) vai provocar muita confusão esta semana na Câmara dos Deputados. O Centrão não se entende e colocou o tema como um teste da correção de forças na Casa. O presidente Hugo Motta, porém, só pensa em cumprir o acordo que permitiu a sua eleição, dando uma ajuda ao candidato do PT, Odair Cunha (MG / foto).
Os sabatinados/ Esta semana o Senado pretende ouvir cinco indicados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dois para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Para o CNJ, são a ministrado TST, Kátia Magalhães Arruda, e os juízes Ilan Presser, Andréa Cunha Esmeraldo, Paulo Regis Machado Botelho e Noemia Aparecida Garcia Porto. E para o CNMP, Márcio Barra Lima, indicado na vaga do Ministério Público Federal, e Carl Olav Smith, indicação do Superior Tribunal de Justiça.
Preparo pras eleições/ O RenovaBR, instituição que auxilia na formação de pessoas que pretendem exercer cargos na política, está com uma turma dedicada ao pleito deste ano. A turma tem 77 alunos distribuídos em 20 partidos e com média de idade de 38 anos. Mais da metade pretende disputar para deputado estadual (54,5%), enquanto 36,4% miram a Câmara Federal e 2,6% desejam a Câmara Distrital.
Legado/ Um dos alunos do RenovaBR é o neto do ex-deputado Rubens Paiva. Chico Paiva, será candidato pelo PSB do Rio de Janeiro para a Câmara dos Deputados. Paiva quer ressaltar o legado do avô, de defesa da democracia.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A federação entre União Brasil e Progressistas mal foi homologada e já provoca disputas pelo poder de definição de chapas nos estados. No maior colégio eleitoral do país, São Paulo, dois deputados federais e outros filiados deixaram o PP para ingressar no União Brasil e, assim, ter maioria para garantir o controle das nominatas de outubro — regra que está prevista no estatuto da federação. Com isso, o União terá o poder de decisão no diretório e mais força para definir as chapas.
Planos & brigas/ Ambiciosos, os novos integrantes do União planejam, inclusive, tomar a vaga de Guilherme Derrite (PP-SP) como candidato ao Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Repubicanos). O União Brasil em São Paulo deseja substituir Derrite pelo seu mais novo filiado, Pablo Marçal, caso o ex-coach consiga reverter sua inelegibilidade na Justiça Eleitoral até agosto. A aposta é de que Marçal teria uma eleição mais fácil do que o ex-secretário de Segurança Pública do Estado.
O que Vorcaro (realmente) quer
O que mais preocupa o ex-banqueiro dono do Banco Master hoje é seu dinheiro “malocado” mundo afora. A avaliação de advogados é de que, quanto mais rápido sair a delação, mais fácil fica ele correr atrás dos bilhões guardados em fundos offshore.
Discurso padrão
Parte da bancada do União Brasil defende o presidente da sigla, Antonio Rueda, com o mesmo discurso usado pelo MDB a respeito do ex-presidente Michel Temer, após vir a público o recebimento de dinheiro do Master. Ambos não têm mandato e são advogados. Portanto, podem perfeitamente prestar serviços jurídicos. Os políticos esperam que Daniel Vorcaro esclareça a natureza da relação ao contar o que sabe aos investigadores para se livrar da tornozeleira.
Correção de rota
Nas solenidades de que participou, ontem, em municípios paulistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu mais destaque às entregas de seu governo do que a críticas aos adversários. Foi considerado um ponto positivo pelos aliados. Até aqui, muita gente reclamava que ele perdia a oportunidade de apresentar as realizações e focava mais no ataque aos rivais.
Apoio a Messias
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) apoia a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em um dia cheio de manifestos contrários, e até documentos ensinando a entrar em contato e cobrar de senadores da oposição o voto “não”, a Conamp foi no caminho contrário. “Messias construiu uma reputação pautada pela atuação técnica, compromisso com a Constituição e defesa das instituições democráticas, exercendo com equilíbrio e responsabilidade funções de elevada relevância jurídica”, ressalta a Conamp.
CURTIDAS

Tarja preta/ Enquanto cuidam das suas pré-campanhas nos estados, alguns deputados, senadores e outros políticos ficam com um olho em Brasília, no fechamento da delação premiada de Vorcaro. Para completar, foi fechada a delação de Maurício Camisotti (foto), no caso do desvio das aposentadorias e pensões do INSS. Tem muita gente dormindo à base de remédios.
Sonhos diferentes/ Pré-candidato do PL ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) citou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como “sonho de consumo” para vice na sua chapa. O projeto que ela acalenta é o de presidir o Senado, em 2027.
A guerra na internet/ Na eleição de 2018, os bolsonaristas reinavam nas redes sociais, com raras críticas a postagens dos Bolsonaro. Agora, em várias publicações dos filhos do ex-presidente há registros de opiniões contrárias e internautas acusando Bolsonaro de “fugir” do país quando deixou o governo.
Em ano eleitoral…/ Na próxima terça-feira, a partir das 19h na Câmara dos Deputados, será lançado o Caderno de Políticas Públicas 2026, do grupo Livres, instituição da sociedade civil que prega o liberalismo. O documento contém 170 propostas nacionais e federais para temas como segurança pública, educação, saúde, sustentabilidade, reforma do Judiciário, primeira infância, modernização do Estado e emancipação da pobreza. O embaixador e diplomata de carreira do Itamaraty Paulo Roberto de Almeida será um dos palestrantes do evento.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 10 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) colocada como uma potencial pré-candidata à Presidência do Senado à direita e aliados de Lula começando a se movimentar à esquerda, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu atender a dois senhores. Em relação aos lulistas, marcou a sabatina de Jorge Messias para 29 de abril. E, com a intenção de deixar os conservadores satisfeitos, pautou o veto da dosimetria para o dia seguinte.
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Alcolumbre sabe que, a preços de hoje, não é o preferido para comandar o Senado a partir de fevereiro de 2027. Porém, começa a construir pontes para esse objetivo. Vai na linha de que mais vale um independente que dialogue e abra espaço para os projetos que interessam aos dois lados do que aquele que faz a balança pender para apenas um lado da polarização.
A toada da sabatina
A oposição pretende aproveitar a sabatina de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal, este mês, e cobrar uma investigação rigorosa sobre os magistrados da Corte e o caso Master. Prometem repisar, em todos os discursos, o fato de a mulher do ministro Alexandre de Moraes ter recebido R$ 80 milhões do banco de Daniel Vorcaro.
Fonte 5
Depois que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, foi citado como um dos beneficiários de recursos do Master no valor de R$ 2,1milhões, entre 2024 e 2025,os deputados do partido planejam esconder a legenda na campanha. Vão usar apenas o próprio nome e o número da sigla. A ideia é apresentar a agremiação como menor tamanho possível nos “santinhos” eleitorais.
Hora dos testes
A eleição para ministro do Tribunal de Contas da União(TCU), na semana que vem, será o momento de verificara fidelidade dos partidos aos acordos firmados. Como parte da eleição de Hugo Motta para presidente da Câmara, Republicanos e Progressistas prometem votar no petista Odair Cunha (MG). Já o União Brasil, o PSD, o PSDB e o PL vão testar a capacidade do PT de cabalar votos em prol do seu candidato. Os três partidos registraram nomes para o pleito.
Elmar na roda
O deputado Elmar Nascimento, que concorrerá pelo União Brasil, se não for eleito, quer verificar se tem condições de empreender uma campanha para presidir a Câmara no ano que vem. Ele não gostou nada de ter que abrir mão lá atrás porque o Centrão preferiu Hugo Motta.
Votos no escuro
Ao pedir vista no caso do Rio de Janeiro, o ministro Flávio Dino indica que prefere mais luz para proferir o seu voto. É que o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral começou antes da renúncia do governador Cláudio Castro e terminou depois. Na análise do ministro, é preciso avaliar com lupa cada voto naquele processo que cassou o governador para poder decidir um tema tão importante para o futuro do Rio.
CURTIDAS

Grandes metas/ Com Nikolas Ferreira encabeçando a nominata de candidatos a deputados federais do PL de Minas Gerais, o partido está mais otimista com a perspectiva de bons resultados este ano. É esperado que a legenda conquiste 20 vagas para a Câmara federal, só no território mineiro. Se esse número se confirmar, ainda não será o maior da história. Em 1986, o PMDB elegeu 26 deputados federais no estado.
Nada combinado/ O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pode esperar sentado a aprovação da PEC que amplia a autonomia da instituição. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar, disse que não há prazo para tratar desse tema no Senado.
Termo proibido/ De acordo com a pesquisa da Quaest, qualquer coisa que vincule a “taxa” será complicada em ano eleitoral. Um exemplo foi a alta rejeição sobre haver uma taxa mínima para corridas e entregas por aplicativos: 71% afirmaram que não gostariam e 78% acreditam que o preço mínimo aumentará os preços. O assunto deve entrar na pauta da Câmara em breve.
Professor Marçal/ Pablo Marçal (foto) está trabalhando com o União Brasil para fortalecer e posicionar os deputados e candidatos à Câmara e ao Senado nas redes sociais. Depois do resultado na eleição para Prefeitura de São Paulo, o trabalho de Marçal na internet foi visto como uma ferramenta para ajudar a aumentar o número de parlamentares para o ano que vem. Apesar de não revelar a meta, o ex-coach quer fazer da próxima bancada do União a maior de todos os tempos. Difícil superar o antigo PFL e o PMDB.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 9 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Fechada a janela para troca de partido, a ordem agora entre aqueles que têm candidato à Presidência da República é tentar aparar arestas que ficaram. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terão que oferecer mundos e fundos à federação PP-União Brasil se quiserem garantir a oficialização da aliança. Daí o aceno para que a deputada Simone Marquetto (PP-SP) ocupe a vaga de candidata a vice na chapa presidencial encabeçada pelo filho 01 de Jair Bolsonaro. Só tem um probleminha nesse movimento: foi feito sem consultar primeiramente os caciques da federação União Progressista. Se Flávio divulgou a reunião com Simone, a fim colocar o nome dela na chapa como fato consumado, será mais uma insatisfação de aliados a administrar. Não é segredo para ninguém que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) acalentava o sonho de ocupar a vice na chapa.
Não foi apenas na ala mais à direita que as mudanças de partido geraram insatisfações. Em almoço na Casa Parlamento, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), criticou os motivos que levaram muitos a trocar de legenda. “O princípio da fidelidade partidária deveria ser fundamental para acabar com o que nós presenciamos nessa janela — uma esculhambação. Nunca vi nada igual. Negócio feio. Se a sociedade tivesse conhecimento desse bastidor, seria um escândalo. Por que que a sociedade, em geral, é antipolítica? Porque ela vê tudo isso. Um quinto da Casa mudou de partido e você não sabe por que mudou”, disse. O líder deu exemplo de um colega parlamentar que mudou de sigla porque o novo partido teria prometido uma fatia maior do fundo. Pior: a nova legenda não tem nenhuma identidade partidária com o deputado em questão.
Bruno Dantas e o BRB
Nem o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), escapou das garras do Banco Master. Ele contou à coluna que há algum tempo seu gerente do BRB fez a proposta de aplicar um recurso parado, algo em torno de R$ 40 mil, num CDB que iria render 140%. Quando o escândalo estourou, ele foi atrás para saber onde o dinheiro estava investido. Aí que descobriu tratar-se do Master. Já foi restituído pelo Fundo Garantidor de Crédito, mas ficou a lição: quando o ganho é demais, o santo desconfia.
Segurar o rombo
Deputados e bancos não conseguem chegar a um acordo sobre o projeto batizado de “resoluções bancárias”, que trará novas regras para o sistema financeiro, a fim de evitar um “vale a pena ver de novo” do escândalo do Master. O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), por exemplo, quer propor que a prioridade seja o uso do patrimônio dos banqueiros como forma de compensar rombos deixados nas instituições. Mas o setor não quer nem saber dessa possibilidade.
Tesouro Nacional na mira
No atual relatório, a primeira opção é buscar formas de o gestor pagar a dívida, seguida pelos acionistas e, depois, operações de crédito. Contudo, Benevides afirma que se o banco realmente faliu, esses três primeiros caminhos seriam inviáveis, e o empréstimo da União, que está na quarta opção, viraria a primeira, o que prejudicaria o Tesouro Nacional. “Antes do Tesouro, o patrimônio do cara tem que ser usado”, disse Benevides à coluna.
A aposta do União
Se tem uma região em que o União Brasil jogará todas as suas fichas é o Nordeste .Lá estão 16 dos 51 deputados do partido, sendo cinco da Bahia, onde o PT tem o governo estadual, e o União, a Prefeitura de Salvador. O estado é uma das prioridades eleitorais do partido.
CURTIDAS

Horas de dedicatórias/ O ex-governador e ex-ministro Wellington Moreira Franco (foto) ficou quatro horas autografando seu livro Moreira Franco, a política como destino — Caminhos e descaminhos da redemocratização, lançado ontem, em Brasília.
O périplo de Caiado/ O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, vai a Porto Alegre conversar com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). A ordem é afastar qualquer ruído de insatisfação do gaúcho com a chapa.
Por falar em chapa…/ Caiado ainda não definiu o vice ou a vice. Quer alguém que agregue e essa escolha não ficará para depois da Copa do Mundo.
O sonho de Izalci/ O senador Izalci Lucas (PL-DF) mantém a esperança de ser o candidato do partido ao Governo do Distrito Federal. Ele aposta que a governadora Celina Leão (PP) tem tudo para se desgastar com escândalo do Master, levando Michelle Bolsonaro a abandoná-la. O problema é que, dentro do PL, o plano B para o GDF é a senadora Damares Alves (Republicanos)e não Izalci.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 8 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A briga interna do PL fez acender o pisca-alerta nos partidos de centro que cogitavam se aliar ao senador Flávio Bolsonaro, o filho 01 de Jair Bolsonaro e já indicado como o nome que representará o bolsonarismo na corrida presidencial. União Brasil e Progressistas, casados na federação União Progressista, agora vão repensar as rotas. Pretendem trabalhar e fazer muitas pesquisas qualitativas até as convenções de julho para definir oficialmente um caminho. Afinal, há uma máxima na política que “quem tem tempo, não tem pressa” , e muita gente no PP pretende levar essa ao pé da letra.

Enquanto isso, no PL/ A avaliação no PP é de que, se Flávio quiser mesmo essa federação ao seu lado, terá de oferecer a vice e espaço no Senado e em governos estaduais. Porém, essa construção não está fácil, uma vez que os Bolsonaro têm o direito de indicar os candidatos ao Senado dentro do PL, e a fila está grande. No DF, por exemplo, o PL escanteou todos os partidos aliados para fechar com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado. Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro. Em São Paulo, Eduardo Bolsonaro quer indicar um amigo. Para completar, ainda tem a briga interna de Eduardo com Nikolas Ferreira, e por aí vai. Ou seja, há muito barulho, problema e pouco espaço. E, nesse cenário, muita gente no PP e no União vai defender carreira solo e foco na eleição proporcional, ou seja, de deputados federais e estaduais.
Prioridade
No PL, muita gente considera que o senador Flávio Bolsonaro (RJ) terá de, primeiramente, dar uma acalmada nos próprios irmãos para, depois, cobrar algo de aliados e afins.
Prévia da sabatina
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) quer ouvir o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, sobre a atuação conjunta com o Tribunal de Contas da União (TCU) no caso Master. A oposição vê aí um prato cheio para colocar Messias “na chuva” , antes que a indicação ao Supremo Tribunal Federal desague na Comissão de Comissão e Justiça, responsável pela sabatina dos indicados ao STF. O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), ainda não marcou a ida de Messias à comissão.
Bandeira feminina
O PL cogita trocar a indicação do deputado Hélio Lopes (RJ) para a disputa do Tribunal de Contas da União (TCU). Há uma construção interna para indicar Soraya Santos (RJ). O motivo é levantar o discurso da representação feminina como forma de atrair votos de outros candidatos.
Páreo difícil
Hoje, o candidato com mais votos é o do PT, Odair Cunha (MG). Graças a um acordo do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com alguns líderes partidários, Cunha conta com, aproximadamente, 170 votos para a eleição ao TCU. Entretanto, há quem se lembre do histórico do PT em pleitos antigos, uma vez que a legenda nunca conseguiu eleger um candidato ao tribunal.
Por falar em TCU…
O grupo Líderes Empresariais (Lide) e o Correio Braziliense abrem a temporada 2026 de seus eventos em parceria na próxima quarta-feira, 15 de abril, com o tema “Eficiência na Gestão Pública” , algo que promete chamar a atenção nestas eleições. Entre os palestrantes, estão dois ministros do Tribunal de Contas da União, Antonio Anastasia e Augusto Nardes, que têm a gestão como bandeira.
CURTIDAS

Depois de 51 anos…/ O ex-deputado Marcelo Barbieri, talvez o último representante daqueles que seguiam a cartilha de Orestes Quércia, deixou o MDB e seguiu para o PDT. Sinal de que nem tudo são flores no partido de Michel Temer. Barbieri foi seu assessor no Planalto, foi prefeito de Araraquara e um dos quadros do MDB quercista.
Simbólico/ Um vídeo produzido com a ajuda de IA no Instagram do fã-clube do ex-prefeito de Maceió JHC mostra o senador Renan Filho (MDB-AL) olhando para trás e fechando o semblante. Aparece, então, JHC chegando. Para muitos, foi um recado de que o caminho para João Henrique Caldas concorrer ao governo estadual não está fechado.
Portas abertas/ Até aqui, não houve comunicado do ex-prefeito rompendo com o deputado Arthur Lira (PP-AL, foto), pré-candidato ao Senado, ou do parlamentar se afastando do ex-prefeito. Ao contrário. As menções sempre foram elogiosas. Vale lembrar que as convenções para oficializar candidaturas são no fim de julho. Logo, JHC continuará na toada do “devagar também se chega” .
Bagunça na Casa/ As comissões da Câmara dos Deputados ainda estão paradas, mesmo depois do retorno aos trabalhos. O motivo é a janela partidária, que mexeu com a correlação de forças nos partidos. Agora, será o momento de fazer novas nomeações para que os colegiados voltem às reuniões.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 7 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Pré-candidato do PSD ao Planalto, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado é visto pelo mercado financeiro como um nome com potencial para conquistar terreno no setor. É que os financistas começam a olhar com certa desconfiança para Flávio Bolsonaro, do PL. O senador é visto nos bastidores como um candidato que, antes mesmo de entrar em campo, reclama das urnas eletrônicas e terá que dar muitas explicações sobre a formação de seu patrimônio. Para completar, tem um irmão nos Estados Unidos — Eduardo Bolsonaro — brigando dentro do próprio partido, e outro — Carlos Bolsonaro — considerado instável. Se Caiado conseguir se colocar como um gestor experiente e equilibrado, atrairá grande parte do centro, deixando Flávio na extrema-direita que, sozinha, não conseguirá chegar ao segundo turno.

Discurso pronto
O PT tem uma resposta às acusações da oposição sobre o voto contrário de seus parlamentares ao relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS: A fraude foi descoberta no governo Lula, que dá autonomia aos órgãos de fiscalização. “O relatório da maioria da CPMI do INSS prova que o esquema foi gestado, montado e executado durante o governo Bolsonaro. Prova, também, que foi sob a administração do presidente Lula que a PF e a CGU tiveram autonomia para investigar e desmontar esse esquema. A verdade é essa: Bolsonaro deixou roubar, Lula mandou investigar e devolver o dinheiro dos aposentados” , afirma o secretário nacional do partido, Éden Valadares.
Aliás…
Os petistas lembram, ainda, a reunião de 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro disse: “Não vou esperar f.. a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar. Se não puder trocar, troco o chefe dele. Se não puder, troco o ministro e ponto final” . Os vídeos das reuniões de Bolsonaro e de seus ministros voltaram a circular com força nos últimos dias.
Pescaria
O movimento de filiação do senador Rodrigo Pacheco no PSB não foi apenas para viabilizar um palanque em Minas capaz de abrigar o presidente Lula. Na cúpula do partido de João Campos, Pacheco é visto como um atrativo para que outros nomes possam se juntar à sigla no futuro, a fim de fortalecer o PSB em Minas Gerais.
Se depender de Alcolumbre…
… Não haverá prorrogação da CPI do Crime Organizado. Ainda que o relator da CPI no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), tenha conseguido as assinaturas para ampliar o prazo da investigação, parlamentares ouvidos pela coluna não estão otimistas e apontam para o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o maior empecilho.
Justiça tributária em pauta
O discurso do PT para taxação dos super-ricos ganha um empurrãozinho nesta quarta-feira, com o lançamento da campanha nacional por justiça tributária e enfrentamento das desigualdades no Sistema Tributário Nacional. Teresa Ruas, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), diz que a ideia do movimento é ampliar a pressão pública por mudanças estruturais no sistema tributário. “O Brasil precisa de um sistema mais justo, que combata desigualdades e garanta recursos para políticas públicas. Essa campanha é um chamado à sociedade e ao Congresso para que a taxação dos super-ricos avance de forma concreta” , diz.
CURTIDAS

Sem aviso/ Os deputados tomaram um susto quando chegaram à Câmara, nesta semana, e se depararam com a montagem das cabines de votação na área do plenário. A única votação secreta pendente é para ministro do Tribunal de Contas da União. Só tem um probleminha: O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) não avisou aos pré-candidatos, não abriu inscrição e tampouco marcou sabatinas na Comissão de Finanças e Tributação.
Precedente/ No passado, Arthur Lira fez o mesmo, votou sem sabatina. Agora, porém, os partidos que não apoiam o candidato do PT, Odair Cunha (MG), vão cobrar as sabatinas.
Noite literária/ Em São Luís, o ex-presidente José Sarney e os escritores Ignácio de Loyola Brandão (E) e Valter Hugo Mãe (foto) trocaram impressões sobre literatura, cenário político e outros temas, na noite de Páscoa, degustando um sorvete de coco.
Vem aí/ O ex-ministro Moreira Franco lança, amanhã, em Brasília, o livro Política como destino, abordando os caminhos de descaminhos da redemocratização. O evento será realizado na Casa Parlamento, do grupo Esfera Brasil, a partir das 17h30.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 4 de abril de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Com o fechamento da janela partidária, ontem, e do fim do prazo para os candidatos deixarem os mandatos no Executivo, hoje, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará correr contra o tempo para melhorar a avaliação dos eleitores. O fator rejeição será decisivo na campanha eleitoral deste ano, alertou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Conforme dados da pesquisa Arko/Intel, divulgada ontem, Lula está em uma posição muito incômoda. Ele lidera o ranking de rejeição dos eleitores, com 50,6%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem um rejeição menor, de 24% — maior do que a dopai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de16,3%. Assim, o chefe do Executivo terá uma boa dose de trabalho pela frente para reverter esse quadro, apesar de denúncias contra o filho 01 no radar, como a da rachadinha.
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“A chance do Flávio Bolsonaro é dada, independentemente de como ele vai performar ao longo da campanha, porque a rejeição de Lula ainda é muito alta. Isso significa que o eleitorado é crítico ao governo. Portanto, qualquer nome da oposição tem chance, sem dúvida”, destacou Cortez. Para ele, a disputa já está aberta e se o governo Lula não conseguir melhorar a avaliação junto aos eleitores, Flávio é um nome forte para ganhar as eleições neste ano, “ainda que ele tenha uma série de questionamentos como candidato”. Logo, tudo indica que a eleição deste ano será definida por pouquíssimos votos, tal como foi a de 2022.
Prazo curto
A partir de agora, o governo federal vai ter que correr contra o tempo para mostrar o que fez para a população desde 2023. E, para isso, tem até 4 de julho, quando vence o prazo para o Executivo fazer propaganda, inaugurar obras para conquistar os indecisos e melhorar a imagem junto ao eleitorado. Depois dessa data, começa a propaganda intrapartidária dos candidatos.
Imagem negativa
Assim como a rejeição elevada, a imagem negativa de Lula também é elevada, chegando a 55%, acima da positiva, de 43%, conforme os dados da pesquisa da Atlas/Arko. Já Flávio Bolsonaro tem imagem positiva para 53%do eleitorado e positiva para 44% dos entrevistados. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, por sua vez, tem uma imagem negativa maior, de 57%, e só é superado pela primeira-dama Rosângela Janja da Silva (62%); pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (66%); pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) — os dois últimos empatados com 90% de percepção negativado eleitorado.
Senadores na berlinda
Seis pesquisas estaduais da AtlasIntel, divulgadas recentemente, mostram senadores governistas e da oposição que podem perder os mandatos que têm. No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT) aparece em terceiro lugar no consolidado dos votos para as duas vagas disponíveis para o Senado, com 16,3%. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também está em terceiro lugar, com 17,7% dos votos. Outros ex-senadores também estão com dificuldade em retornar para à Casa, como a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná — em terceiro lugar, com 16,5%; Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, em quarto lugar, com 8,7%; e Marina Silva (Rede), em São Paulo, em terceiro lugar, com 19,6%.
Discurso regional
Na próxima quarta-feira, a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) e a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) realizam juntas uma reunião-almoço para discutir os impactos da mudança na escala 6 x 1,agora no âmbito dos municípios. As frentes têm promovido diversas rodadas de conversa sobre a pauta. O encontro contará com a participação do prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, além de representantes do setor produtivo.
Pente fino
Enquanto as negociações para o acordo de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, caminham, investigadores responsáveis pelo caso buscam os bens do empresário mineiro e o emaranhado de fundos dele no exterior. O mapeamento dos recursos de Vorcaro em paraísos fiscais, inclusive, deve ajudar no processo de devolução de ativos do banqueiro como contrapartida do acordo de delação premiada. A expectativa é de que Vorcaro aponte outros CPFs de beneficiários desse dinheiro que está lá fora.
Siga o dinheiro
Não à toa, o Banco de Brasília (BRB) se adiantou às investigações em busca dos bens de Vorcaro no exterior para o acordo de delação premiada. Entrou na Justiça como pedido de tutela cautelar, com o objetivo de “resguardar o direito à eventual recomposição integral dos danos sofridos”. Assim, o banco do Distrito Federal tenta reduzir o estrago provocado pelo Master nas contas da instituição que, pelas investigações da Polícia Federal, comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master. O BRB tenta achar recursos para cobrir o rombo deixado pelo Master e que ainda não foi divulgado no balanço de 2025.
Surpresa boa
Fora da política, a Sexta-Feira Santa trouxe uma bela surpresa para os fãs da banda U2, incluindo a interina desta coluna. A banda de rock irlandesa lançou o EP Easter Lily, com seis músicas inéditas. Em carta publicada no Instagram da banda, o vocalista Bono escreveu que o novo álbum trouxe muitas perguntas pessoais envolvendo vários temas nesse cenário de guerras, como religião e amizade. Bono ainda destacou que o álbum faz uma uma homenagem a Patti Smith, em referência ao álbum Easter, que, segundo ele, deu muita esperança para ele, um jovem de 18 anos, quando foi lançado em 1978. “Tentaremos fazer alarde e pompa em outra ocasião para lembrar ao resto do mundo que existimos, mas enquanto isso… isso fica entre nós”, escreveu o vocalista.












