Briefing para Trump

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, GOVERNO LULA, Política, Politica Externa, Senado, STF, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 7 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber

Dois senadores norte-americanos — um democrata e um republicano — procuraram o presidente de Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), para conversar sobre a posição do governo e do Congresso acerca dos minerais críticos e terras raras. O parlamentar deixou claro que o Brasil não abrirá mão da soberania nacional e informou que há um projeto em tramitação no Legislativo. Nos bastidores, a certeza é deque os senadores dos Estados Unidos vieram pegar informações para o encontro de hoje entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington.

» » »

Ganha-ganha/ O encontro entre Lula e Trump é visto por parte dos políticos brasileiros ligados ao governo como positivo para os dois presidentes. Trump está com a popularidade em baixa nos EUA e precisa ampliar o diálogo. Lula, idem, ainda mais em se tratando de um ano eleitoral. Se a “química” continuar funcionando, ambos sairão da conversa de hoje tendo o que comemorar.

O que eles temem

A notícia de que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, havia apresentado a sua proposta de delação premiada, surgiu em meio à sessão de comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados. A aposta dos políticos é que, em breve, virá uma nova bateria de buscas e apreensões para confirmar o que o ex-banqueiro apresentou. A maior preocupação é que tudo comece a aparecer justamente no início das campanhas eleitorais. Aí será difícil explicar.

Apostou…

A oposição tem certeza de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não levará os três processos de suspensão dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) ao Plenário. Seria um desgaste grande no futuro de quem deseja se reeleger presidente da Casa.

… errado

Contudo, aliados próximos à Motta garantem: ele irá até o fim nas suspensões. De acordo com os deputados, o presidente quer passar um recado claro de que há limites para manifestações dentro da Câmara, e que impedi-lo de sentar-se na cadeira da Presidência ultrapassou o decoro parlamentar. Além disso, outros parlamentares defendem que Motta paute as três punições no Plenário para não desmoralizar a Casa. Um sinal, segundo aliados, foi o cancelamento da Ordem do Dia, na terça-feira, para que o Conselho de Ética apreciasse as suspensões.

A vantagem de Caiado

A pesquisa Quaest divulgada esta semana foi comemorada pelo PSD. Nela, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato ao Planalto pelo partido, aparece no estado que governou com um índice de 76% de “conhece e votaria”. Em Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, tem apenas 38%nesse mesmo ponto, enquanto 53% afirmam conhecer e não votar nele.

CURTIDAS

Crédito: Arquivo pessoal

Candidatíssimo/ O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que será candidato a um mandato por Minas Gerais, deixou nos antigos colegas de Parlamento a sensação de que, se voltar, tentará retornar ao comando da Casa. Ele fez questão de dizer que a aprovação das emendas impositivas, em sua gestão, garantiu a independência do Legislativo diante do Executivo. E comemorou o feito rebatendo o argumento de que as emendas estariam “sequestrando” o Orçamento.

Reencontros/ A sessão solene dos 200 anos da Câmara foi quase uma “volta às aulas”. O ministro da Defesa, José Múcio, presente ao evento, foi cumprimentado por representantes de todos os partidos. E quem se destacou no quesito “rejuvenesceu” foi o ex-deputado Rodrigo Maia. De barba e mais magro. Alguns deputados tiveram dificuldade de reconhecer o ex-presidente da Casa.

Cancela isso aí/ Os deputados Danilo Forte(PP-CE) e Joaquim Passarinho (PL-PA) apresentaram (foto), ontem, à Comissão de Minas e Energia um relatório recomendando ao Tribunal de Contas da União (TCU) o cancelamento do leilão de capacidade de energia deste ano. O documento foi encaminhado aos órgãos de controle e fiscalização para instauração de inquéritos, auditorias e pedidos de informação, sob argumentos de corrupção passiva e prevaricação, práticas anticoncorrenciais, entre outras possíveis irregularidades. De acordo com os parlamentares, o leilão ignorou outros tipos de energias limpas e o uso de baterias.

Anota aí/ A posse do novo ministro do TCU, Odair Cunha, será em 20 de maio. O deputado venceu as eleições na Câmara dos Deputados, em abril, e foi homologado pelo Senado um dia depois.

Em busca de um nome irrecusável

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 6 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Depois da rejeição de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula busca um nome no qual os senadores ficariam constrangidos em votar contra. O que está em alta na bolsa de apostas esta semana é o do ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas. Bruno tem laços em todos os partidos. É ligado, em especial, ao ex-presidente José Sarney e ao senador Renan Calheiros (MDB-AL). No caso de Bruno, o MDB votaria e trabalharia para aprovar, algo que não foi feito no caso de Messias.

Deu ruim/ Bruno já esteve cotado outras vezes para ministro do STF. Mas Lula sempre preferiu um nome mais ligado ao PT. Agora, ressabiado com a derrota, o presidente cogita indicar um nome mais afeito a um partido aliado. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é considerado carta fora desse baralho, porque seria se render ao que, desde o início, havia pedido o senador Davi Alcolumbre (União-AP). E atender Renan, que foi derrotado por Alcolumbre lá atrás, quando o senador amapaense foi candidato a presidente do Senado pela primeira vez, não seria de todo ruim para Lula em termos de um certo chega para lá no atual comandante do Senado.

Celina que lute

O fato de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ter deixado a escandalosa compra do Master pelo BRB no colo do Distrito Federal e dito que “não dá para cobrir um rombo mal-explicado” foi um recado claro de que não haverá socorro federal. No Planalto, ninguém diz nada diferente disso. Mas, a intenção é esperar a conversa da governadora Celina Leão com o presidente Lula.

Gonet tem a força

Os investigadores podem até querer correr com a delação de Daniel Vorcaro e de Paulo Henrique Costa. Porém, há quem diga que quem tem a ampulheta para definir o tempo é o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Se ele quiser deixar para depois das eleições, não haverá muito o que fazer, anão ser cobrar celeridade.

Esse é o caminho

…Aos poucos, governo e oposição se alinham para chegara o consenso em torno da Proposta de Emenda à Constituição(PEC) sobre fim da escala 6 x 1. A palavra de ordem hoje é “compensação”, ou seja, desoneração da folha. O Poder Executivo quer proteger a contribuição previdenciária. Os opositores acenam com outros encargos, e até mesmo a possibilidade de uma linha de crédito — tese já defendida por membros da base.

… que surge

Já no setor produtivo, o que se diz é que o Congresso pode aprovar o texto, se o governo retomar a sucumbência em processos trabalhistas — princípio jurídico que obriga a parte perdedora em um processo a pagar os honorários do advogado da parte vencedora e as custas processuais —, e colocar condições especiais e melhores para terceirizados e Micro e Pequenos Empreendedores (MEI). À coluna, parlamentares já citaram a ideia de isentar os MEI e pequenas empresas para diluir os custos da redução da jornada.

Fica, Messias

Dentro do PT tem deputado defendendo que o advogado-geral da União, Jorge Messias, assuma o Ministério da Justiça. Wellington César Lima e Silva, atual ministro, não é visto com bons olhos por uma ala do Partido dos Trabalhadores. Muitos petistas não se esquecem que Wellington afirmou não ver problema em realizar um plebiscito para avaliar a redução da maioridade penal — tema que o PT é totalmente contrário. Pesa ainda o fato de César Lima não ter se mexido para ajudara indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Me dê um tempo/ Messias (foto) prefere tirar um período sabático para se refazer das traições que sofreu. Afinal, as contas do governo indicavam, no mínimo, 43 votos, descontadas aqueles dos quais o Planalto tinha dúvidas. Messias obteve o “sim” de 34 senadores.

Suspense/ Até o fechamento desta edição, ainda não havia anúncio oficial do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, em Washington. Porém, uma equipe de diplomatas trabalha nesse tema.

Câmara 200 anos/ A Câmara dos Deputados vai homenagear seus ex-presidentes em sessão solene nesta quarta-feira, 10h, para comemorar seus 200 anos. A lista é grande: Aécio Neves, Aldo Rebelo, Arlindo Chinaglia, Arthur Lira, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, João Paulo Cunha, Marco Maia, Michel Temer e Rodrigo Maia. Henrique Eduardo Alves não estará presente, porque se recupera de uma cirurgia.

Homenagens ao decano/ Marilene Carneiro Mattos, Pedro Ivo Velloso Cordeiro e Ronald Siqueira Barbosa Filho, todos com profundo conhecimento e atuação no direito, lançam hoje, 18h, na Biblioteca do STF, o livro Constitucionalismo Digital e seus Desafios — reflexões em homenagem ao ministro Gilmar Mendes.

PL apostará no atraso da 6X1

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado, STF, TSE

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 5 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

O presidente da Câmara e o PL estão em campos opostos na Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6×1 da jornada DE trabalho. O partido tem setores contra a proposta, mas, incialmente, não quer tratar da derrubada pura e simples porque considera que há um grande contingente de trabalhadores a favor. Portanto, será preciso esperar o projeto de cantar para, mais à frente, definir uma posição com base no texto que chegar ao plenário.

Nem tanto/ O partido de Jair e Flávio Bolsonaro, porém, se ficar sozinho nessa empreitada, não terá força para rejeitar a proposta. É que o presidente da Câmara, Hugo Motta, espera levar o tema a plenário ainda em maio. E ele tem a prerrogativa de, se a Comissão Especial demorar muito, avocar o texto para o plenário.

Põe lenha, Janja!

A ala do PT que deseja ver o presidente Lula no ataque contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, espera contar com a primeira-dama Janja Lula da Silva no sentido de colocar lenha nessa fogueira. Afinal, ao ajudar na derrocada de Jorge Messias, Alcolumbre impôs ao presidente uma derrota histórica, que ainda não foi digerida. As apostas são as de que vem troco, mas não em praça pública.

Calma aí

Se for muito a fundo nessa guerra, o presidente precisará se preparar para perder as esperanças de aprovar as propostas de interesse do governo antes das eleições. Ou conserta a relação com o Senado, ou novas derrotas virão. É ali que estão, hoje, os problemas do governo no Poder Legislativo.

O que interessa

Um dos principais planos de Lula, hoje, além da escala 6X1, é o Desenrola, lançado ontem. Se Alcolumbre barrar esses textos, muita gente acredita que brigará com a população, e não propriamente com Lula.

Cedo demais

O fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ter rejeitado o pedido de redução da pena da “Débora do batom”— como é conhecida a cabelereira que escreveu “Perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao STF — foi considerado um mau presságio aos defensores da proposta da dosimetria. Porém, é preciso aguardar. Afinal, ainda não foi publicada a proposta com os vetos derrubados. Só depois disso é que a Suprema Corte poderá deliberar.

Difícil evitar

Quem conhece o modus operandi considera que ainda haverá muita discussão no STF aesse respeito. Ou seja, dificilmente a proposta escapará da chamada judicialização.

CURTIDAS

Crédito: Mariana Lins

E as terras raras, hein?/ O setor privado passou a noite estudando o texto apresentado pelo deputado Arnaldo Jardim (foto), do Cidadania-SP, sobre minerais críticos. O fato de não ter uma nova estatal para tratar desse tema foi muito bem recebido. Se depender do relator, do autor da proposta — deputado Zé Silva (MG) — e do presidente da Câmara, Hugo Motta, vota nesta semana.

Enquanto isso, em Minas Gerais…/ O presidente do PSDB, Aécio Neves, coloca no ar as inserções partidárias em seu estado, em que diz, textualmente, que a voz de Minas deixa de ser ouvida e, “quem paga são os mineiros”. Ao citar o que considera os principais avanços do estado no tempo em que era governador, Aécio convida os telespectadores a colocar “Minas de volta ao futuro”, com a filiação ao PSDB. Muitos consideram a atual gestão de Aécio no PSDB o último esforço para reerguer o partido que já ocupou o Planalto e fez o Plano Real.

Participação da juventude/ Durante a celebração dos 30 anos da criação da urna eletrônica, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, ressaltou aos jovens presentes que o Brasil ainda não tem igualdade no número de candidatos e candidatas. “Queremos que vocês, jovens, se coloquem (como candidatos) para que tenha paridade (de mulheres e homens nas eleições futuras)”, disse a ministra.

Batismo/ Inclusive, durante o ato, a urna recebeu um nome: Pilili, uma onomatopeia referente ao som eletrônico que avisa ao eleitor que o voto foi depositado na urna. Os convidados ganharam, ainda, uma “lembrancinha” do batizado, uma ecobag e álbum de figurinhas.

Ibaneis que se prepare

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 29 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Com Daniel Vorcaro elencando os integrantes da política nacional em sua delação, a pretensão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa é centrar na figura do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e outros próceres da política local. Aliás, foi por essa perspectiva de referências a Ibaneis que o advogado Cleber Lopes, conforme ele mesmo relatou a amigos, deixou a defesa de Paulo Henrique e indicou Davi Tangerino e Eugênio Aragão. Cleber foi advogado de Ibaneis, de quem é amigo. Não dava para misturar as coisas.

Veja bem/ O problema é que parte da nova defesa de Paulo Henrique já teve alguns embates com ministros do STF e não foram dentro de processos. Em janeiro de 2017, por exemplo ,o ministro Alexandre de Moraes anunciou que processaria Eugênio Aragão por causa de insinuações difamatórias de ligações com o PCC, feitas por Aragão em entrevistas. Como dizem os políticos, quem bate costuma se esquecer, mas quem apanha não esquece fácil. Só o tempo para amortecer. De lá para cá, passaram-se quase 10 anos.

Dosimetria em xeque

A oposição sentiu o baque diante das afirmações de integrantes do governo Lula sobre a derrubada do veto da dosimetria beneficiar chefes de facções, diminuindo o tempo de espera para a flexibilização das penas desses criminosos. Os bolsonaristas passaram essa terça-feira em reuniões tentando encontrar algum meio de contornar a situação. Um dos planos é votar apenas trechos do projeto vetado e manter os vetos relativos às penas de crimes hediondos.

Nem vem, mas vai

A base governista considera ser impossível manter o veto a apenas essa parte do texto. Porém, no Congresso, com acordo, tudo é possível. Os oposicionistas esperam o apoio do centro para encontrar e aprovar uma brecha regimental, a fim de tirar qualquer benefício dos chefes de facções criminosas.

No centro

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, fizeram campanha abertamente para Jorge Messias integrar a Corte. Num STF rachado, as apostas são de que, se for aprovado, Messias chegará “pianinho” ao tribunal, evitando se alinhar de primeira a um ou outro grupo do colegiado.

Tempo & votos

A previsão é de que a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado seja longa, tal e qual a de Flávio Dino, que durou mais de 10 horas. E sem pausa até a votação. O relator Weverton Rocha (PDT-MA) pretende reduzir esse tempo, pedindo aos senadores da base aliada que não usem os 10 minutos que cada um terá para fazer perguntas a Messias. Na visão do relator, a sabatina não mudará o voto de ninguém, todos os congressistas da CCJ sabem como vão se posicionar. Entre os aliados de Messias no Senado, a contagem de votos no plenário flutua entre 43 e 48 votos. Na CCJ, cravam 17.

Papo reto

A recomendação que os aliados passaram para o advogado-geral da União, Jorge Messias, é que ele seja “direto e curto” nas respostas, que não enrole para não se complicar. Uma vez que a oposição falará de temas polêmicos — aborto, 8 de janeiro de 2023 e dosimetria das penas —, o relator considera que Messias não deverá exprimir opiniões pessoais, porque, caso se torne ministro do Supremo Tribunal Federal, isso poderá prejudicar a futura atuação jurídica.

CURTIDAS

Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Mais uma/ A história das malas que não passaram pelo raio X do aeroporto de São Roque (SP),revelada pela Folha de S.Paulo, é considerada aponta de um iceberg. As malas estavam num jatinho com passageiros ilustres da política, inclusive o presidente da Câmara, Hugo Motta. Alguns senadores dizem que só o fato de o presidente da Câmara, o senador Ciro Nogueira e outros líderes viajarem no avião de um empresário investigado pela CPI das bets já vale outra CPI.

Não está fácil para ninguém/ As últimas rodadas da pesquisa Genial/Quaest nos estados indicam que está difícil prever o comportamento do eleitor nesse período de pré-campanha. Os líderes das pesquisas para vários governos, seja de Minas Gerais, o senador Cleitinho (foto, Republicanos); seja de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), adotam a cautela. Todos se recordam que muita gente que começou a campanha lá atrás terminou eleito. Haja vista, inclusive, o caso de Gilberto Kassab para prefeito de São Paulo, em 2008, citado ontem no CB.Poder. Começou bem atrás nas pesquisas e foi eleito.

Por falar em Cleitinho…/ O Republicanos não tem do que reclamar nesta temporada eleitoral. Tem Cleitinho liderando as pesquisas, em Minas, e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. Tem tudo para sair das urnas com dois dos três maiores colégios eleitorais do país, o que é visto como algo capaz de ajudar na eleição de deputados federais.

Por falar em João Campos…/ O articulado presidente nacional do PSB, João Campos, conseguiu reunir, no mesmo almoço, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e…Jorge Messias. A foto de Pacheco ao lado de Messias é considerada um ponto positivo para ajudar o AGU a ser aprovado no Senado.

 

Plano de guerra

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A oposição está decidida a bater no lado religioso do ministro da Advocacia Geralda União (AGU), Jorge Messias, durante a sabatina desta quarta-feira (29), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A ideia é bater sem dó no ministro, acusando-o de defender o aborto. O ministro é favorável à atual legislação, que permite o aborto em caso de estupro. A ideia é constranger Messias e tentar apresentá-lo como um “falso evangélico”.

Apostas/ Messias, porém, passou todo esse período se preparando para a sabatina desta quarta-feira. É visto como alguém articulado, inteligente, que conseguiu angariar mais simpatias do que resistência desde o ano passado, quando foi indicado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Por isso, senadores calculam que ele deva ter seu nome aprovado. Na CCJ, os números indicam algo em torno de 16 a 17 votos de um total de 27 que compõem o colegiado

Grande…

Deputados e senadores mais fiéis a Jair Bolsonaro têm feito uma verdadeira blitz no Parlamento a fim de garantir o maior placar possível para derrubar o veto da dosimetria das penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

… e incontestável

A aposta geral é a de que a redução das penas passa, mas é preciso um grande placar, a fim de mandar um recado ao presidente Lula e ao Supremo Tribunal Federal. Até aqui, tem muita gente dizendo que esse tema da dosimetria voltará ao STF.

Uma avenida para crescer

Coube ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, abrir a semana política, ao participar de almoço na Casa Lide, São Paulo, promovido pelo ex-governador João Doria. No evento, Kassab dobrou a aposta no fim da polarização: “Na medida em que o tempo avançar, as outras candidaturas vão crescer, porque há uma rejeição muito grande (de Lula e de Flávio Bolsonaro)”.

A pirataria…

Alguns parlamentares estão preocupados como alto consumo de produtos esportivos piratas no Brasil. Levantamento da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice) aponta que, em 2023, de 651 artigos adquiridos pelos consumidores, 231,5 milhões de unidades eram pirateadas. O valor representa uma perda de R$ 31,8 bilhões para o setor esportivo, R$ 7,4 bilhões não arrecadados em impostos e 60 mil empregos deixaram de ser gerados no mercado formal.

… preocupa o Congresso

Devido a esses dados alarmantes e a aproximação da Copa do Mundo, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI), presidida pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ), vai debater hoje, às 14h, na Câmara, os caminhos para diminuir o volume de produtos piratas no mercado.

CURTIDAS

Crédito: Leandro Sanches/ LIDE

O estadista é o meu/ Na avaliação que Gilberto Kassab (foto) no almoço do Lide, em São Paulo, ele considerou que falta ao país um estadista. “Hoje, o Brasil precisa de um estadista que possa dar para a sociedade brasileira as respostas sobre combate à corrupção, transparência no uso de recursos públicos, reforma administrativa e aperfeiçoamento do Judiciário. E desses pré-candidatos, o que mais representa essa figura é Ronaldo Caiado (PSD)”.

Vai pressionar/ O Ministério das Mulheres começa um périplo no Congresso para cobrara votação do projeto que transforma misoginia num crime tal e qual o racismo. Fontes ligadas à pasta afirmam que a escolha da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) para gerir o grupo de trabalho que analisará o texto é um ponto positivo, mas isso não garante a votação. Tem muita gente achando que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), seguiu a máxima, quando você não quer resolver um problema, cria um grupo de trabalho. É a fórmula clássica para reduzir pressão sem acelerar nada.

Atraso sob investigação/ A Comissão de Minas e Energia realiza, hoje, audiência pública para debater o uso de usinas termoelétricas em vez de usar energia armazenada em baterias, tal e qual funcionam hoje os carros elétricos. Até agora, o governo não regulamentou isso. O debate começa às 10h e seguirá por toda a tarde nesta terça-feira.

Anote na agenda/ Nesta quarta-feira, a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço (FCS) receberá representantes do setor do turismo para discutir os impactos do fim da escala 6×1 no setor. A reunião-almoço contará com a participação de Orlando Souza, presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

A grande briga da escala 6 x 1

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 24 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

 

A desoneração da folha de salários será o grande embate dentro da comissão especial que vai analisar a proposta de emenda constitucional que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias trabalhados para um de folga). A avaliação de parlamentares de centro é de que, se o governo não ceder nada no quesito desoneração, corre o risco de não aprovar o texto. Hoje, esse tema está no seguinte pé: do lado do governo, tanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, quanto parlamentares afirmam que não aceitam nenhum tipo de desoneração porque não há como bancar a conta. Os oposicionistas vão jogar todas as suas fichas nisso. O centro buscará o meio-termo.

» » » » »

Nem lá, nem cá/ Ao centro, prevalece a ideia de uma “desoneração light”, em que o governo abra mão de alguns encargos — não todos — e apenas para as pequenas empresas, que vão sentir mais o impacto do fim da 6×1. Para esses parlamentares, as grandes empresas conseguirão absorver os custos sem maiores problemas.

O recado de Gilmar

A fala do ministro Gilmar Mendes sobre as delações premiadas, na entrevista ao CB.Poder, foi do agrado dos investigadores. O decano foi incisivo ao dizer que as delações precisam ir além daquilo que a polícia já sabe. No caso Master, quem acompanha de perto diz que ou Daniel Vorcaro e outros entregam tudo, ou vai ficar difícil conceder o benefício.

Tudo junto e misturado

A avaliação de muitos é de que as delações relativas ao caso Master deverão sair às vésperas do período de convenções partidárias, ou seja, final de julho. Até lá, muitas candidaturas ficarão pelo caminho.

Deixa para depois

Os opositores do governo querem mesmo promover a reforma do Judiciário via Congresso Nacional, mas com as duas Casas Legislativas mais fortalecidas à direita. A oposição aposta que será maior e mais forte após as eleições — tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado —, e, assim, conseguirá aprovar a reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), com impeachment de ministros, idade mínima para ingresso na Corte e código de conduta.

Por falar em STF…

Muitos no Congresso veem a futura decisão do Parlamento sobrea dosimetria das penas, em pauta na próxima quinta-feira, como um tema capaz de tentar baixar a poeira entre os Poderes, caso o Supremo Tribunal Federal não derrube o que for deliberado por deputados e senadores. Afinal, antes mesmo de o STF se debruçar sobre o assunto, será invadido por uma enxurrada de pedidos de soltura.

CURTIDAS

Crédito: Cadu Ibarra/CB/D.A Press

Mão na massa/ Com a proximidade da sessão do Congresso Nacional para apreciar o veto integral do projeto de dosimetria das penas para os condenados pelo 8 de Janeiro de 2023, o relator deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) fará um corpo a corpo junto aos deputados na próxima semana, a fim de garantir os votos necessários para a derrubada do veto. Paulinho acredita que não terá dificuldades para isso. Porém está preocupado com o fato de a votação ocorrer na véspera de um feriado.

Fique tranquilo/ O relator até chegou a pedir o adiamento da sessão com medo de possível esvaziamento por ser véspera de feriado, mas o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que a análise será semipresencial. Logo, os deputados e os senadores poderão apreciar o veto pelo sistema remoto.

Memória viva/ A Câmara promoveu sessão solene em homenagem ao Dia da Libertação Italiana, comemorada amanhã. “Data de profundo significado histórico, político e humano, que marca a derrota do fascismo e do nazismo e a retomada do caminho da liberdade e da democracia na Itália. A homenagem não apenas recorda um episódio do passado, mas reafirma valores que permanecem centrais no presente: compromisso com a democracia, com a dignidade humana e a preservação das instituições”, afirmou o deputado Carlos Zaratini (PT-SP), autor do pedido.

Hoje tem festa/ O ex-presidente José Sarney (foto) completa 96 anos nesta sexta-feira. Sarney é uma referência sempre consultada por todos os espectros da política brasileira e história vivada nossa democracia. A coluna registra aqui os parabéns e os votos de saúde e prosperidade.

Tensão máxima no caso BRB-Master

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Flávio Bolsonaro, Política

Coluna Brasília-DF, publicada na quinta-feira 23 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Os investigadores do caso BRB-Master não descartam a aceitação de três delações premiadas — do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro; do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e do advogado Daniel Monteiro. Até porque cada um cuidava de uma ponta do esquema. Vorcaro fazia os contatos políticos, Monteiro armava a ocultação de patrimônio e há a suspeita de que Paulo Henrique ajudou a construir as carteiras maquiadas para aquisição do BRB. Os investigadores avaliam, inclusive, que a “imobiliária” que PHC estava montando em São Paulo, com imóveis recebidos do Master, deixam claro que o ex-CEO do BRB pretendia se mudar para a capital paulista. Portanto, há indícios de que seu conhecimento dos negócios de Vorcaro vai muito além do Banco de Brasília.

Crédito: Maurenilson Freire

A corrida/ Como o leitor da coluna já sabe, está posta a corrida sobre quem vai delatar primeiro. A aposta de muitos é de que quem apresentar algo novo terá a prioridade. Até aqui, os investigadores já têm informações capazes de levar o trio Vorcaro-PHC-Monteiro ao banco dos réus com reais chances de condenação. Portanto, se um entregar as irregularidades cometidas pelo outro, não mudará muita coisa. A Polícia Federal (PF) quer as peças que faltam para fechar o desenho do maior escândalo financeiro da história recente do país.

Projeto de Paulo Henrique

Ciente das dificuldades de continuar no mercado financeiro, Paulo Henrique Costa deseja, ao menos, manter-se como servidor da Caixa Econômica Federal (CEF). Ser afastado a bem do serviço público seria um pesadelo.

Projeto de Vorcaro

O ex-banqueiro do Master sonha mesmo é recuperar o patrimônio. Especialmente, conseguir manter o controle sobre os recursos guardados lá fora.

Batam nele

Por mais que Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) critiquem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será apontando as fragilidades de Flávio Bolsonaro (PL) que ambos terão mais chances de conseguir crescer, tirar votos do filho 01 de Jair Bolsonaro e seguir para o segundo turno contra o petista. É na direita que se dará o grande embate do primeiro turno.

Ciente da estratégia

Até aqui, Caiado se convenceu de que esse parece ser o caminho. Tanto que, em suas entrevistas, tem dito que se o PL e Bolsonaro tivessem sido competentes ao governar, o PT não teria voltado.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução TV Brasil

Um relator “light”/ Tanto a oposição quanto o governo querem um relator moderado para a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que extingue a escala 6 x 1 de trabalho, tal e qual Paulo Azi (União-BA), que relatou o texto na Comissão de Constituição e Justiça. Para os parlamentares, o perfil de centro, mais equilibrado, é ideal para conduzir o debate na comissão especial, onde o mérito da PEC será discutido.

Ponto para ele/ Mesmo sendo visto com um olhar de desconfiança no início, Azi conquistou o respeito e confiança da base do governo na Câmara. A comissão especial deve ser composta até o fim da semana que vem.

Fim de assunto/ Romeu Zema (foto) afirmou, com todas as letras, que seguirá firme até outubro. “Vou levar a minha pré-candidatura e candidatura até o fim”, disse na visita à Câmara dos Deputados, antes de participar do lançamento da pré-candidatura de Kiko Caputo ao governo do Distrito Federal. À coluna, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que ainda não tem nomes para o posto de vice, mas fontes ligadas ao partido afirmam que o Novo deseja que seja uma mulher.

Quem manda/ Por mais que o Novo queira uma mulher na vaga de candidata a vice, a decisão caberá a Zema. E a ideia do ex-governador é esperar mais um pouco por essa definição. Dia desses, Zema publicou um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro, dizendo que o estava convidando para ser seu vice. Flávio soltou uma gargalhada.

Corrida pela delação premiada

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, PT, Senado, STF

Coluna Brasília-DF, publicada na quarta-feira 22 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Enquanto a Polícia Federal (PF) não tem nenhum sinal de uma possível delação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o advogado Daniel Lopes Monteiro se adiantou e se prepara para negociar sua possível delação. Ele é acusado de montar o esquema de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e PHC, além de maquiar as carteiras podres do Banco Master.

Crédito: Maurenilson Freire

Mina de informações/ Investigadores acreditam que se Daniel fez esse trabalho para PHC, é possível que tenha feito para outros clientes. E, assim, sua delação pode trazer peças capazes de ajudar a PF a completar o quebra-cabeças. Caso Vorcaro e o ex-presidente do BRB não se apressem e ofereçam algo maior, Monteiro pode acabar se beneficiando mais.

Sentimento de vingança

Uma parte do Parlamento não se convenceu de que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), quer promover uma reforma no Judiciário. Depois de tantos mandados com alvo em emendas parlamentares, concessão de habeas corpus que frustraram comissões parlamentares de inquérito (CPI) e revogações de quebra de sigilos, a classe política está com o nariz virado para a Corte.

Questão de protagonismo

Muitos parlamentares afirmam em conversas mais reservadas que o artigo de Dino no site ICL Notícias foi uma coleção de palavras ao vento. E dizem que o movimento de reformar precisa partir do Congresso. Se ninguém baixar as armas para dialogar, vai ficar difícil promover uma reforma profunda.

O debate é lá

Para aprovar rapidamente a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6 x 1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apelou aos parlamentares para que deixem emendas e polêmicas para a comissão especial que analisará o mérito do texto. A maioria topou.

Liberdade e trabalho

O deputado Luiz Gastão (União-CE), por exemplo, prepara um voto separado, assegurando a liberdade de definição dos dias de trabalho — ele considera inconstitucional a proibição de trabalho em qualquer dia da semana, inclusive aos domingos. O parlamentar avalia agora se apresentará o texto na futura comissão especial. Motta ainda não definiu a data da instalação.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

União no RS/ O presidente do PT, Edinho Silva, aos poucos vai fechando os palanques estaduais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Rio Grande do Sul, onde havia um estica-e-puxa pela cabeça de chapa, Edegar Preto (PT) será o vice de Juliana Brizola (PDT). E o PSol garantiu a vaga de Manuela d’Ávila (foto) ao Senado — maior prioridade do partido — junto com Paulo Pimenta (PT). O diretório petista aceitou o arranjo antes que houvesse intervenção na decisão da regional.

Todos contra a direita/ Os partidos de esquerda se acertaram no Rio Grande do Sul depois de perceberem que, separados, ampliavam as chances de a direita ganhar tudo. Agora, unidos, os aliados de Lula vão tentar conter o avanço da chapa encabeçada pelo deputado federal Zucco (PL).

Hora de fiscalizar/ É hoje o seminário “Emendas Parlamentares em foco: Transparência, Rastreabilidade e Responsabilização”, organizado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Além do debate, o movimento apresentará um projeto de lei de iniciativa popular (PLIP) para aprimorar a transparência e controle de emendas. O evento será na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), das 9h às 12h.

Colaborou Renato Souza*

STF, Dino e o jogo eleitoral

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF, publicada na terça-feira 21 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A depender dos primeiros acordes da pré-campanha eleitoral, o Supremo Tribunal Federal estará na ordem do dia das discussões. Não tem um candidato alheio às propostas de reforma do Poder Judiciário. Os mais radicais pregam impeachment de ministros; outros querem estabelecer prazo de mandato e idade mínima para ingresso na Corte. O difícil será encontrar quem defenda o STF. Dado o mau humor da população para com o Poder Judiciário, ninguém pretende exercer esse papel de advogado do Supremo. Nesse sentido, o ministro Flávio Dino se apresenta de forma incisiva, com propostas de uma reforma e cheio de recados aos críticos da Justiça.

Crédito: Maurenilson Freire

Em artigo publicado no ICL Notícias, Dino ressalta que uma reforma do Judiciário tem que partir de dentro para fora. Quando veio em sentido oposto, foi pelo AI-5, durante a ditadura militar. Ele considera que o país precisa de mais Justiça e não de menos. E uma reforma tem que olhar o interesse público. O ministro não fecha os olhos para a corrupção de juízes e sugere que sejam punidos com aumento de penas e não com a aposentadoria. O debate está posto. Resta saber quem sairá na frente na hora de colocar essas reformas em curso.

Segure o PSD

A possibilidade de ter Gilberto Kassab como candidato a vice numa chapa encabeçada por Ronaldo Caiado não é à toa. Seria a forma de tentar segurar os palanques do partido ao lado do ex-governador de Goiás. Ele chegou recentemente à legenda e tem muita gente por ali que pretende seguir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E tem mais

Kassab na vice é uma forma, inclusive, de atrair os prefeitos do partido, especialmente em São Paulo, onde muitos apoiam a reeleição de Tarcísio de Freitas para o governo estadual. O risco é, no embalo de Tarcísio, esses prefeitos seguirem para o apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Kassab na vice dificultaria essa corrida.

Clube da Luluzinha

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro tem dito a amigos que fará a própria campanha ao Senado, com Bia Kicis e a governadora-candidata Celina Leão. Foi o trio que viajou o país por Bolsonaro no segundo turno de 2022. Quanto a Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama fará uma campanha protocolar.

Enquanto isso, no PT…

Lula abre o 8º Congresso Nacional de seu partido, sexta-feira, em Brasília, com destaque aos programas de governo e benefícios aos trabalhadores. Dirá que nenhum governo fez tanto por aqueles que mais necessitam. Dará uma pincelada nas propostas para os endividados e falará ainda da mudança na escala de trabalho, enviada ao Parlamento. A ideia é deixar claro que, se não fosse seu governo, a proposta não avançaria entre os deputados e senadores.

CURTIDAS

Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Infoleg neles/ Numa semana com feriado em plena terça-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB, foto), espera conseguir quórum para realizar sessões na Casa. Tudo para garantir contagem do prazo necessário à análise da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala de seis dias trabalhados para um de folga (6 x 1). Se conseguir, será graças ao sistema remoto de registro de presença e votação. A maioria das excelências está nos estados, dedicada à pré-campanha.

Por falar em 6 x 1…/ O governo acredita que, independentemente de PEC ou projeto de lei, Lula já faturou essa tentativa da redução da escala de trabalho. É que os partidos ligados a ele saíram na frente em defesa da proposta. Portanto, junto aos trabalhadores, avaliam os governistas, será um ponto positivo para o petista.

Brasília em festa, mas… / Diante do master escândalo que mancha a história do BRB, é difícil comemorar com vontade. É um bolinho para não passar em brancas nuvens, enquanto se aguarda o julgamento e a punição dos envolvidos.

Sarrafo mais alto para Vorcaro

Publicado em Banco Master, coluna Brasília-DF, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, Política, PP, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

A prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa tira mais um ponto da delação do ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. Se ele quiser ter algum benefício, terá que entregar detalhes de outros figurões, sejam integrantes do Poder Judiciário, sejam do Legislativo. Não dá mais para ficar apenas no ex-comandante do BRB. Em relação a Paulo Henrique, a decisão de André Mendonça desta semana é lida por advogados como uma peça que já traz elementos suficientes para caracterizar um milionário pagamento de propina. Os investigadores querem saber a rede de fundos e empresas de fachada que abasteceram o esquema e seus beneficiários.

» » »

Por falar em Paulo Henrique…/ Vem por aí uma pressão de pessoas próximas ao ex-presidente do BRB, para que ele siga os passos de Vorcaro e feche uma delação premiada. E que tome essa atitude antes de Daniel Monteiro, o advogado que também foi preso, depois de ajudar na ocultação de patrimônio

O silêncio de Alcolumbre

O pedido de investigação contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, por parte do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, está atravessado na garganta dos senadores de oposição. Tem um grupo cobrando dia e noite um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em defesa do Parlamento. Contudo, Alcolumbre não deve falar nada sobre o episódio da CPI, para não inflamar ainda mais a tensão entre os dois Poderes.

Balança desregulada

Para alguns parlamentares governistas, tanto o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) quanto os ministros do Supremo Tribunal Federal se excederam acerca do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. No caso do senador, pedir o indiciamento de três ministros sem uma base consistente foi considerado muito “ousado”. Quanto aos ministros, considera-se que faltou calma para esperar a votação do parecer na CPI — que liquidou o texto do relator.

Padrinho & “mui amigos”

No GDF, o que se diz hoje é que “ninguém gostava de Paulo Henrique Costa, à exceção do governador Ibaneis Rocha”. Costa se dizia o “especialista em compliance”. Até aqui, a indicação dele à presidência do Banco de Brasília é atribuída ao presidente do PP, Ciro Nogueira, conterrâneo de Ibaneis.

Dois pesos

Enquanto os bolsonaristas se juntaram para trabalhar na soltura e acompanhamento de uma possível deportação do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, o mesmo não aconteceu com a ex-deputada Carla Zambelli. Presa na Itália, ela aguarda a extradição. Eduardo Bolsonaro atuou pessoalmente para que Ramagem fosse solto e, agora, senadores aliados a ele entraram com um pedido de missão oficial aos EUA para “acompanhar a situação de cidadãos brasileiros em custódia naquele país, em especial, Alexandre Ramagem, bem como averiguar a atuação das autoridades brasileiras competentes sobre o tema”. Zambelli está a ver navios.

CURTIDAS

Crédito: Denise Rothenburg

Vorcaro e Pablo/ Nos restaurantes de Brasília, muita gente comentava essa semana que o dinheiro a rodo que Daniel Vorcaro gastava só se compara ao que fazia o chefão do narcotráfico Pablo Escobar. O colombiano não tinha mais onde colocar dinheiro e chegou a aterrar uma piscina para guardar o dinheiro do tráfico. Há muita gente suspeitando que o esquema do ex-banqueiro ia muito além do colarinho-branco.

Não confunda/ A “imobiliária” que Paulo Henrique Costa estava quase montando com imóveis recebidos do esquema de Daniel Vorcaro lembrou a muitos o caso de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso nos tempos da Lava Jato depois de receber um carro de luxo de propina.

Vem aí/ No aniversário de Brasília, na próxima terça-feira (21), a senadora Leila Barros (PDT) vai lançar sua pré-candidatura ao Senado na sede nacional do partido a partir das 14h30. Leila usará a data para marcar presença na disputa concorrida do DF.

A festa do Zé Eduardo/ Com seu escritório em Brasília, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (Foto) comemorou antecipadamente seu aniversário na cidade, com a presença de amigos, numa festa surpresa. Por lá passaram advogados, familiares e amigos de longa data, como a família do ex-deputado Sigmaringa Seixas, a viúva Marina Sigmaringa, e os filhos, Luiza Sigmaringa e Guilherme Sigmaringa, atual presidente do PT do Distrito Federal. O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e deputado federal, Paulo Teixeira (PT-SP), fez questão de marcar presença. José Eduardo completa 67 anos neste sábado,18.