Categoria: Política
*Coluna Brasília-DF publicada neste sábado (19/9) por Denise Rothenburg e Eduarda Esposito

A tendência é de o Supremo Tribunal Federal (STF) evitar sessões públicas e presenciais, pelo menos até as eleições. A ordem no momento é sair do foco. Aliás, desde o início de setembro, essa sexta-feira foi o primeiro dia em que, segundo os próprios ministros, o STF ficou em segundo plano no noticiário, com destaque à economia, aos candidatos e às campanhas. Segundo alguns ministros, antes de qualquer sessão presencial, será preciso chegar a um acordo de cavalheiros e esperar decantar as denúncias que se abatem sobre integrantes da Corte. A avaliação geral é de que não dá para abrir uma investigação apenas sobre o ministro Alexandre de Moraes, deixando de fora todos que tiveram alguma relação com Daniel Vorcaro, parentes trabalhando para o banqueiro ou empresas ligadas ao ex-controlador do Banco Master.
O foco no social
O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo funcionou tal e qual a campanha do presidente Lula esperava. As pessoas passaram a falar dos programas sociais do Executivo; um aliado de Flávio Bolsonaro, no caso, o deputado Zé Trovão (PL-SC), entrou contra a correção do valor do benefício; e, de quebra, o próprio Flávio disse que era ilegal, sem mencionar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, havia feito algo semelhante quando era candidato à reeleição.
Funcionou no passado
Por várias vezes, o PT recorreu a esse discurso de que seus adversários representam um risco aos programas sociais. Em 2006, quando Lula concorreu contra o então candidato Geraldo Alckmin (PSDB), que hoje é seu vice-presidente, os petistas acusavam os tucanos de priorizarem as privatizações e não os programas sociais. Agora, virá o discurso de que Flávio Bolsonaro só trabalhará para a Faria Lima, deixando a população mais pobre à míngua.
Bolsonaristas e o Bolsa Família
O candidato Flávio Bolsonaro tentou rebater esse discurso desautorizando Trovão. No PL, a “desautorização” do senador não causou mal-estar, pelo menos, na cúpula do partido, uma vez que era a única saída do presidenciável para não dar munição aos petistas.
Lupa neles
O Ranking dos Políticos avaliou os planos de governo dos seis candidatos que pontuam nas pesquisas para a Presidência da República. O objetivo foi estudar as propostas econômicas e classificar as melhores. Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) tiveram os planos mais próximos do equilíbrio fiscal, e Flávio Bolsonaro (PL) apareceu na última posição, por falta de detalhes sobre valores, prazos e metas.
O diabo mora nos detalhes
Um dos dados que mais chama a atenção foi o grande número de propostas que não puderam ser mensuradas por falta de valores, prazos ou bases de cálculo suficientes. Das 1.297 medidas estudadas, 63,1% foram classificadas na categoria “não se aplica”, por esse motivo. Apenas 32% das propostas puderam ser mensuradas adequadamente.
Ganha-ganha de Trovão/ O deputado Zé Trovão (foto) teve um saldo positivo, mesmo que o ministro André Mendonça, do STF, tenha arquivado seu pedido. Além de ter tido visibilidade nacional, em Santa Catarina, apenas 3,9% da população é beneficiária do programa, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E para sua campanha, o impacto eleitoral seria mínimo.
Por falar em SC…/ Hoje o estado recebe comícios dos dois candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto ao Planalto: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O petista participa de um ato em Florianópolis. Já o “01” de Jair Bolsonaro realizará dois comícios: o primeiro, pela manhã, em Joinville, e o segundo, à tarde, em Chapecó.
A aposta deles/ Bolsonaristas espalham aos quatro ventos que vão eleger os candidatos ao Senado no Rio de Janeiro e em São Paulo — Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). No estado fluminense, a candidata Benedita da Silva (PT) aparece à frente nas pesquisas, e em São Paulo, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) estão entre os três primeiros colocados.
A memória deles/ A justificativa é de que o eleitor só define mesmo seu candidato na última semana. Um dos exemplos mais usados pelos bolsonaristas para manter o otimismo é a eleição do senador Rogério Marinho (PL-RN) em 2022. Na véspera da eleição, uma pesquisa mostrou que ele estava 11 pontos atrás do mais bem colocado, e acabou sendo eleito com nove pontos à frente.
Coluna Brasília-DF publicado na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Pedidos de vistas e adiamentos da análise das mazelas que envolvem os ministros do Supremo Tribunal Federal farão com que o eleitor vá votar sem saber ao certo o que aconteceu e quem tem razão diante de tudo o que já foi exposto sobre a crise da Corte. E mais: às vésperas da eleição, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro prestará novo depoimento à Polícia Federal. A depender doque disser, avaliam integrantes dos partidos “polarizados” nesta eleição, PL e PT, as campanhas serão afetadas, especialmente no Distrito Federal, onde o ex-banqueiro montou uma estrutura a fim de fundir seu Banco Master ao BRB. A tensão só tende aumentar nesta que já foi batizada de a eleição mais imprevisível da história recente do DF e do país.
Erosão reputacional/ Cientistas políticos observam com apreensão a crise instalada no STF. A avaliação é de que adiar o fim da guerra na Suprema Corte para depois das eleições é transferir a responsabilidade para os eleitores. “Enquanto sangra em praça pública, o Supremo é arrastado para o centro da eleição. Ao adiar sua própria autocorreção, transfere para as urnas uma resposta que deveria ter começado dentro do próprio tribunal”, afirma o especialista Murilo Medeiros. Para completar, ele avalia que existe ainda um grande risco de haver mais ministros sob questionamento do que ministros em condições de conduzir apurações no STF. Esse fato, como adverte, projeta “uma imagem devastadora para a autoridade institucional da Corte”.
Lula e o Bolsa Família
As explicações do governo de que há espaço fiscal para pagamento do reajuste do Bolsa Família ajudaram na recuperação da Bolsa de Valores no fim do dia. Porém, o mercado financeiro, que não gostou da medida e avalia que poderia comprometer ainda mais as contas públicas, se afastará ainda mais do petista.
O que muitos candidatos temem
O crescimento do presidenciável do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, nas pesquisas, leva políticos dos mais variados partidos a apostarem que, seja em favor de Lula ou do filho 01, a eleição pode terminar no primeiro turno. É que os candidatos avaliam que há uma apatia do eleitorado, com as acusações trocadas entre um lado e outro da polarização. Se, nesses16 dias restantes, os demais candidatos não demonstrarem um fôlego maior, a tendência do eleitorado será tentar resolvera parada logo em 4 de outubro.
Os planos do Zero Um
Com a campanha de Lula à reeleição voltada aos mais pobres, inclusive com aumento do Bolsa Família, o candidato do PL vai focar na Região Sudeste — São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais — nesses 16 dias até a eleição. Seus estrategistas acreditam que, assim, ele conseguirá abrir uma diferença capaz de assegurar a vitória.
Enquanto isso…
Daniella Marques, a coordenadora da equipe econômica, e o vice na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), farão campanha de outras formas. Ele continuará a rodar no Nordeste. Ela marcará presença em eventos para falar do plano econômico do filho 01 para empresários e para o mercado financeiro.
CURTIDAS
Paralisia/ O tiroteio de notas e despachos entre os ministros levou o presidente do STF, Edson Fachin (foto), a cancelara sessão de ontem, o que dará mais combustível à campanha contra a Corte. A avaliação dos políticos é a de que, senão houver um diálogo entre os grupos do Supremo, a tal “colegialidade” acabou.
Tem para todos/ Após a direita adotar o bordão “Moraes é Lula e Lula é Moraes”, petistas criaram uma para Flávio Bolsonaro em resposta. Uma imagem com as metades dos rostos do filho 01 e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro coladas circula pelas redes com a seguinte legenda: “Flávio é Vorcaro, Vorcaro é Flávio”.
Clima na pauta/ Na véspera da aberturada Assembleia-Geral da ONU, o Lide Climate Conference, em Nova York, debaterá políticas de mobilização de capital e financiamento da transição verde. O encontro reunirá dois grupos, um focado na negociação financeira e outro para discutir o mapeamento do cenário global, transformação energética e impactos da inteligência artificial. Estarão no debate o cientista político Chris Garman (Eurasia Group), Mário Gouvêa (Tesouro Nacional) e Paulo Correa (Banco Interamericano de Desenvolvimento — BID).
STF quebrado, sem pacificação, reforça pressão por impeachment
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A fratura do Supremo Tribunal Federal não tem remédio e nem prazo para acabar. Ninguém tem mais dúvidas de que a crise se arrastará para além do período eleitoral, a contar pelo andar da carruagem no primeiro dia de julgamento. Os ministros não conseguiram sair das preliminares nem sequer definir procedimentos e ritos. O presidente Edson Fachin não teve força para fazer valer a sua vontade de ver um desfecho esta semana, ainda que tenha evitado decisões monocráticas e tomado todo o cuidado para não melindrar mais os colegas.
Por falar em Fachin…/ O presidente do STF não mudará seu estilo conciliador. A avaliação é de que se ele for mais duro para uma ou outra ala do STF, não conseguirá reaglutinar o plenário nem pacificar a Corte. Até aqui, o estilo Fachin não obteve um resultado claro — apenas adiou tudo. Se até o fim do ano não houver uma resposta, restará aos ministros do STF o pior dos mundos: ver as dificuldades do Supremo em resolver internamente suas crises servir de combustível para a análise de pedidos de impeachment dos ministros no Senado.
O sobrevivente
Ao sair de fininho da sessão do STF depois de se declarar impedido, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), Kassio Nunes Marques, busca se preservar de desgastes. Fará o mesmo quando do julgamento do caso do ministro André Mendonça. Impedido e fora da sessão, evitou que fosse confrontado com os supostos pagamentos ao seu filho pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro — pagamentos esses que o escritório do filho de Nunes Marques negou. Agora, Kassio espera ficar longe da crise para ultrapassar o período eleitoral.
Mendonça interpelado
Líderes evangélicos apresentaram um manifesto interpelando o ministro André Mendonça, que também é pastor. A carta termina assim: “As mãos que se erguem para abençoar o povo de Deus ao final do culto, as mãos que acalentam as vidas feridas e os sofrimentos dos fiéis, as mãos que abençoam as alianças do matrimônio, as mãos que consagram os elementos da Santa Ceia, as mãos que são impostas sobre cabeça de um novo pastor, em sua ordenação, e que invocam sobre ele o Espírito Santo de Deus não podem ser as mesmas mãos que empunham a espada, símbolo do poder do Estado. Parece-nos ser esta a razão da norma confessional inscrita na Confissão de Fé adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil”. O grupo aguarda uma resposta de Mendonça.
Imagem deteriorada
Os brasileiros confiam mais no trabalho da Polícia Federal do que no STF. A pesquisa Indexa Broadcast mostrou que a confiança na PF é de 70% contra 42% na Corte. O percentual de quem não confia no Supremo é ainda maior, 45%. De acordo com o CEO do instituto, Arilton Freres, o resultado mostra como a polarização política tem impactado a percepção do eleitor com as instituições.
CURTIDAS
Quem sabe um ministério?/ Aliados do candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmam que, a depender de quem vencer o pleito, ele pode aceitar virar ministro por ter uma certa independência na tomada de decisão. O que ele jamais tentará é uma vaga no Legislativo. Seus fiéis escudeiros dizem que o ex-governador de Minas Gerais não quer saber do Parlamento porque “odeia” não poder tomar decisões de forma mais direta.
O “bonde” do Renan/ O candidato do Missão, Renan Santos, passará essas três semanas até o dia da eleição dentro de um ônibus. A ideia é percorrer sete estados: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. A ideia é fazer, pelo menos, cinco cidades por dia.
Olho no olho/ São dois ônibus, um grande e outro menor, bem no estilo anos 1970. Em cada cidade, Renan fará panfletagem acompanhada de uma coletiva na praça, num contato direto com a população local. A primeira parada é Vinhedo (SP), onde mora a mãe do candidato.
“Quem teve a coragem de abrir o Senado para permitir que, minimamente, o Parlamento acompanhasse os fatos foi uma mulher, vossa excelência (senadora Damares Alves— Republicanos-DF). E só a ministra Cármen, outra mulher, teve a decência de pedir desculpas ao povo brasileiro” Do senador Alessandro Vieira (MDB-SE, foto), após a sessão no STF sobre as mulheres em cargos públicos.
Nunes defende revisão da reforma tributária e descentralização de orçamento no Governo Federal
Por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu que é preciso haver uma revisão da reforma tributária, que ainda está em fase de implementação. De acordo com Nunes, a provável alíquota de 28% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) seria muito alta e causa preocupação em gestores estaduais e municipais.

Além do imposto, outra questão é a centralização de recursos na mão do Governo Federal. De acordo com o prefeito, a cada R$ 100 enviados ao governo, apenas R$ 9 voltam para a cidade. A divisão de custeio da saúde é outro ponto de preocupação, segundo Nunes. “Não dá para ter o poder e a receita muito concentrados no governo federal. O nosso orçamento aqui da saúde hoje é de R$ 25 bilhões. Há um tempo atrás a prefeitura entrava com 75% do orçamento da saúde e vinha 25% do governo federal. Hoje a prefeitura de São Paulo põe 85% e tem 15% do governo federal”, disse durante participação do Seminário Brasil Hoje promovido pelo Esfera Brasil.
Nunes explicou que dos R$ 10, 8 bilhões de investimentos na cidade com obras de drenagem e contenção de encostas, o governo federal colaborou com apenas quase R$ 50 milhões. “Como é que a gente vai deixar mais dinheiro concentrado lá para a gente poder tocar as coisas aqui? Tive que recorrer agora ao Tribunal de Contas da União e depois ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o governo liberar uma operação de crédito com o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BIRD) que eu vou pagar”, ressaltou.
Comitê-Gestor
Outro ponto da reforma comentado pelo prefeito de São Paulo foi a formação do Comitê-Gestor do IBS, em que estados e municípios têm representantes para regulamentar e padronizar a interpretação da legislação do IBS em todo o país; e coordena e distribui a arrecadação unificada do imposto entre os entes da federação. Para Nunes, a formação do Comitê está desequilibrada, porque estados e municípios têm o mesmo número de representantes. Cada parte tem 13 cadeiras no comitê e a quantidade é considerada baixa para responder por mais de cinco mil municípios.
“Acho que pode comprometer o resultado, porque a gente tem aquela coisa do ditado de cada um que puxa a sardinha no seu negócio, e essa sardinha tem que ser puxada para o lado de ninguém. É para o bem da sociedade, o bem do nosso país, nossos estados, nossos municípios. A gente não tem ainda uma maturidade para que esses recursos pudessem ser concentrados e serem distribuídos de forma igualitária. Ainda tem esse problema gravíssimo de perseguição política partidária”, disse.
*Jornalista viajou a convite do Esfera Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, monta uma estratégia para evitar que a sessão desta terça-feira termine sem qualquer resultado que possa melhorar a imagem do STF. Uma delas é abrir a investigação contra Alexandre de Moraes de forma monocrática e, em seguida, submeter ao plenário a de afastamento enquanto durarem as apurações. Na mesma toada, viria o pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli nesse processo. Afinal, se Toffoli não pode atuar no caso Master, ele também não poderia fazê-lo nessa análise relativa ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e suas relações com Alexandre de Moraes.

Se Fachin optar por essa saída, sem dar a chance de pedido de vistas à abertura da investigação, estreita a margem de manobra do grupo que hoje defende Moraes no STF e deseja que André Mendonça seja punido por ter investigado Moraes — e exposto o ministro com divulgação de partes do inquérito — sem ter autorização legal para isso. O correto, conforme avaliam vários juristas, seria o ministro André Mendonça ter levado o caso a Fachin assim que o nome de Moraes apareceu, antes de qualquer outra ação.
A avaliação de alguns ministros é a de que André Mendonça, que também manteve reunião com Vorcaro, deveria ter dito aos demais colegas que havia se encontrado com Vorcaro no passado. E, assim, lá atrás, quando Toffoli, foi retirado da relatoria, o colegiado poderia avaliar melhor se Mendonça deveria ser o novo relator. Esta, aliás, será uma das preliminares que alguns dos ministros planejam discutir na sessão desta terça, antes de avaliar o caso Moraes. De tédio, ninguém vai padecer.
A troca de ofícios e despachos entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma demonstração de que haverá trégua. Pelo menos, essa é a leitura dos políticos e da parte da Suprema Corte que deseja resolver a crise no curto prazo. Porém, por mais que a crise se arraste, a visão geral, inclusive, de alguns ministros, é a de que o ministro Alexandre de Moraes perdeu todas as condições de recuperação da sua imagem. Nesse sentido, ainda que o ministro André Mendonça seja visto como alguém que extrapolou suas funções ao investigar um colega, está difícil garantir a permanência de Moraes no STF. O desafio agora é encontrar a forma de resolver, com o menor trauma possível. Para essa mágica, os ministros não têm uma receita.
A vida como ela é/ A pressa do presidente do STF, Edson Fachin, em resolver a crise não é a mesma dos demais ministros. Para esta terça-feira, conforme o leitor da coluna já sabe, a previsão é de pedido de vistas no caso Moraes e o mesmo deve ocorrer na situação de André Mendonça, no dia 23. Enquanto eles não encontrarem a fórmula para resolver um caso, o outro também não desenrola. E, nessa toada, o tiroteio segue sem data para terminar.
O temor de Flávio
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fechou a última semana perdendo o discurso de que não era investigado e tem dificuldades em alegar que se trata de “perseguição”, uma vez que a abertura do sigilo se deu pelo ministro André Mendonça. O que tira o sono de seus aliados é que apareça algo do iPhone 17 Pro de Daniel Vorcaro que ainda não veio a público.
Por falar em Flávio….
Se depender da campanha do presidente Lula, além do áudio enviado para Daniel Vorcaro, o horário eleitoral do petista deve trazer a investigação que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo no Supremo no caso do filme Dark Horse. A avaliação interna é que o slogan “o pior dos Bolsonaros” está ficando popular entre os brasileiros, e é por aí que o tom da campanha deve seguir contra o Zero Um de Jair Bolsonaro (PL).
O recado de Durigan
Responsável pela principal palestra do seminário Brasil Hoje, do think tank Esfera, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, dará seu recado no sentido de tentar alavancar a confiança do empresariado no governo Lula, especialmente, no quesito contas públicas e controle de gastos. Outros integrantes do governo, como a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, também farão exposições no seminário. O debate ocorre na Casa Fasano, com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Fiscalização redobrada
A notificação da Advocacia-Geral da União (AGU) ao YouTube sobre 97 canais que usavam inteligência artificial (IA) com falsos médicos em vídeos preocupa especialistas em tecnologia. “Quando conteúdos falsos simulam profissionais em áreas, como saúde, educação ou segurança, o risco ultrapassa a desinformação e pode afetar direitos e serviços essenciais. O poder público precisa avançar na responsabilização de quem produz e distribui esse tipo de conteúdo”, defende Felipe Matos, especialista em IA e CEO da 10k digital.
A volta de Queiroz/ Ex-assessor de Flávio Bolsonaro enroscado no escândalo das rachadinhas, Fabricio Queiroz, apareceu no comício de Flávio Bolsonaro, neste sábado, em Angra dos Reis (RJ). Mas evitou fotos ao lado do candidato do PL ao Planalto. O momento é para esse personagem ficar fantasiado de abajur apagado, dizem aliados do senador.
Precedente/ Depois que Daniel Vorcaro teve direito à visita de seus advogados por duas horas e sem monitoramento ou marcação prévia, choveu pedidos para que o ministro André Mendonça concedesse o mesmo a outros presos da Papuda. Se a moda pega, acabará mudando.
Data-Uber/ A vida do PT não está fácil entre os motoristas de aplicativo em São Paulo. Coincidência ou não, oito motoristas ouvidos pela coluna disseram votar em qualquer um que esteja contra o presidente-candidato no segundo turno.
E o Caiado?/ O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) continua internado para tratar de uma pneumonia e deve ter alta hoje. O médico e ex-governador de Goiás está cauteloso quanto à saúde e o retorno a eventos e às gravações de campanha. Mas não deixou de dar o seu recado. Depois que Flávio virou investigado, os aliados do ex-governador ainda acreditam que ele possa angariar os votos. Até aqui, contudo, quem tem se beneficiado de qualquer problema com Flávio é Augusto Cury, do Avante.
Marcada sessão para terça-feira, a expectativa geral dos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal é de que o desfecho fique para mais à frente no calendário eleitoral. É que não está descartado um pedido de vista, no sentido de se ganhar tempo para refletir mais a respeito do futuro do ministro Alexandre de Moraes no STF.
Até lá é longo prazo/ A tendência de pedido de vista, porém, ainda depende das próximas 60 horas até a sessão plenária do STF. É grande a pressão de parte dos ministros para que a análise das ações do ministro André Mendonça seja incluída na mesma sessão. Se isso ocorrer, há quem defenda que os trabalhos se estendam até a madrugada e se resolvam logo essas questões para que a Corte tente se reerguer antes das eleições. Porém, a avaliação dos próprios ministros é de que a crise não termina tão cedo.
O iPhone mais cobiçado
A gincana do fim de semana entre os ministros do STF é o conteúdo bruto do material extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Mendonça respondeu a todos que o material ainda está lacrado. E o ministro Cristiano Zanin respondeu que isso não significa que não deva ter o sigilo levantado.
Ainda é cedo para impeachment
Na avaliação de juristas, nenhum pedido de impeachment de ministros do Supremo relacionado ao Caso Master tem embasamento legal suficiente para abertura de processo no Senado. Apesar das evidências e citações nas investigações em curso, nenhuma das excelências foi condenada e, por isso, os requerimentos se baseiam apenas em motivações políticas. Para comprovar a culpa de um ministro, independentemente de quem seja, é necessário que o Plenário da Suprema Corte investigue, julgue e condene o magistrado. Só a partir desse ponto, segundo advogados constitucionais, como Ilmar Muniz, é que haveria base legal para um pedido de impeachment de ministro do STF no Senado.
Veja bem
A Suprema Corte também pode decidir pela perda de mandato caso a culpa seja comprovada em julgamento, mas especialistas avaliam que seria um processo demorado devido à complexidade. Muitos apostam que, devido aos embargos, a perda de cargo não seria efetivada em menos de seis meses. E, nesse caso, o impeachment no Senado seria mais rápido por não caber recurso.
Ofensiva contra as apostas
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a produzir materiais para o horário eleitoral, no rádio e na televisão, sobre o efeito nocivo das bets na vida dos brasileiros. As inserções devem conter depoimentos de pessoas que se endividaram ou estão em dificuldades por conta das apostas. Acabar com as casas on-line é uma das bandeiras defendidas por Lula e aliados.
Só acusa…/ Seguindo à risca a estratégia de que a melhor defesa é o ataque, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (foto) usou as redes sociais para atacar o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. “Como podem ainda dar voz a um cara diretamente envolvido no escândalo para vir querer me acusar de algo. O Brasil não é para amadores”, questionou. O post exibiu reportagens sobre Vorcaro ter bancado uma viagem de Gonet com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e outra ao filho do procurador.
… e não explica nada/ Eduardo Bolsonaro é apresentado no inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse como a pessoa que orientou a forma como recursos enviados por Vorcaro poderiam ser administrados nos Estados Unidos. Em seus posts, o filho 03 não deu qualquer explicação sobre a movimentação dos recursos ou sobre o fundo Havengate.
Sinais/ A direita está com tudo em Goiás. Tanto é que as campanhas entraram na linha de quem é mais conservador que o outro. A campanha do senador Wilder Morais (PL-GO) para o governo goiano, por exemplo, tem usado o horário eleitoral de rádio e tevê para dizer que os demais candidatos não são de “direita”. A referência foi feita aos concorrentes Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB), que segundo o bolsonarista não são “direita de verdade”.
Apostas entre estudantes brasileiros podem passar de R$ 1 bilhão em 2025, aponta pesquisa
Por Eduarda Esposito — Uma pesquisa estima que no Brasil tenha sido gasto em apostas por adolescentes mais de R$ 1 bilhão no ano passado. Além do alto valor, o estudo mostrou que 9,5% dos estudantes com 11 anos já apostaram em bets. O levantamento, “Apostas online nas escolas brasileiras”, foi realizado pela Frente Parlamentar Mista da Educação em parceria com o Equidade.info.
Para calcular o montante estimado de apostas de estudantes brasileiros, foram considerados os valores declarados pelos alunos entrevistados e, como referência, a estimativa do Banco Central de R$ 62,5 bilhões em perdas com bets em 2025. O levantamento apresenta diferentes hipóteses para calcular os resultados agregados entre os estudantes. A pesquisa não perguntou se as apostas foram realizadas em bets legais ou ilegais.
Quanto à faixa etária, o documento mostra que alunos de 11 anos já têm realizado apostas (9,5%). O maior percentual são os estudantes com 18 anos ou mais, 40,1%; entrevistados com 16 anos (27,6%) e os com 17 (32,3%) também tiveram um escore alto. A tabela mostra um aumento de envolvimento com as casas de apostas online conforme o aluno fica mais velho.

O percentual também é mais alto em alunos masculinos do que femininos. Na faixa etária dos 15 anos, os meninos (33,3%) apostaram mais do que meninas com 18 anos ou mais (24,6%). Quase metade dos estudantes masculinos do 3º ano do Ensino Médio já apostaram, 49,7%, já as meninas foram apenas 16,6%.
O levantamento também descobriu que a maior parte dos adolescentes não tem ideia do quanto perdeu ou ganhou com as apostas. 35,2% afirmam que ganharam mais que perderam, 27,7% dizem o inverso e 37,1% não souberam responder.
No recorte por religião, o levantamento mostra que 18,3% dos estudantes evangélicos já apostaram. Entre os católicos, 23,1% jogaram, e em outras religiões, 22,8% apostaram em bets. Ao comparar rede pública e particular, 40% dos entrevistados nas escolas públicas não souberam dizer se ganharam ou perderam mais. E nas particulares, enquanto 29,2% não souberam responder, 33,2% afirmaram ter perdido mais dinheiro do que ganhado com apostas.
Para a deputada Tabata Amaral (PSB/SP), presidente da FPME, é preocupante saber que crianças de 11 anos já estão tendo contato com as bets e começando a apostar. “Estamos falando de uma prática que pode comprometer a saúde financeira e o desenvolvimento de uma geração inteira. A Bancada da Educação tem o compromisso de olhar para esse problema a partir de evidências e ajudar a construir políticas públicas que protejam crianças e adolescentes. A parceria com o Equidade.info nos permite justamente dar visibilidade a uma realidade que muitas vezes é invisível e, a partir dos dados, propor medidas concretas”, afirma.
O pesquisador, Guilherme Lichand, ressalta que o levantamento ajuda a trazer à luz um grande problema. “Os números geram incômodo e muitas outras perguntas. Essas apostas estão concentradas em eventos esportivos, sobretudo futebol? Como crianças e adolescentes descobrem essas plataformas? Como contornar as restrições de idade, problema comum tanto aos sites de apostas esportivas quanto às redes sociais?”, questiona o professor de Educação da Universidade de Stanford e responsável pela supervisão da pesquisa.
A pesquisa foi realizada com 1.912 estudantes do ensino fundamental e médio em 191 escolas pelo Brasil. Os alunos foram entrevistados de forma presencial com a aplicação de um questionário durante as entrevistas. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,4%.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Depois de retirar a relatoria do Inquérito das Fake News das mãos do ministro Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, estuda como fazer com que André Mendonça calce as sandálias da humildade. Para isso, não está descartado que a relatoria do Caso Master também troque de mãos. Os argumentos nesse sentido estariam no fato de Mendonça ter acolhido, em caráter liminar, um pedido de um partido político (no caso o Novo), que tem candidato à Presidência da República, em pleno período eleitoral. Soma-se a isso, as investigações envolvendo Moraes sem levar o caso diretamente à Presidência do STF. A ideia de Fachin é tirar dos ministros os instrumentos que têm usado para ataques mútuos e as armas usadas na guerra entre Moraes e Mendonça. Nas mãos de alguém como a ministra Carmen Lúcia, a expectativa é de que o STF se preserve diante de tanto desgaste.
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Ação e reação/ Ao homologar a delação premiada do empresário José Antonio Freixo Junior, o Mineiro, Mendonça age para mostrar que não está impondo um ritmo mais leve ao caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Porém, há quem avalie que tudo está muito lento. Mas não tão lento quanto o Inquérito das Fake News, que estava há sete anos nas mãos de Moraes.
STF no palco eleitoral
Com o Caso Master ditando o tom dessa fase da campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva percebeu que só vai tirar sua candidatura do desgaste se houver uma transparência total de tudo que já foi apurado nas operações sobre o banco liquidado e o caso do INSS. As apostas do PT são de que, embora tenha alguns dos seus, o caos nos demais partidos será maior.
Sem sigilo
Não é apenas Lula que defende o fim do sigilo de tudo o que se sabe a respeito dos laços e financiamentos de Daniel Vorcaro a terceiros. Na própria Polícia Federal (PF), tem muita gente defendendo que os sigilos do Caso Master e dos descontos ilegais do INSS sejam derrubados integralmente.
O que eles pensam
Para alguns policiais na ativa, há o sentimento de que a corporação está sendo utilizada, fatiada e não há como permanecer dessa forma. “Não somos um Poder e os ministros são reflexos do Poder. A PF quer uma defesa da instituição e vamos deixar isso claro”, disse à coluna Flávio Werneck, especialista em segurança pública, mestre em criminologia e policial federal.
Crianças apostam em bets
O caso das bets é mais grave do que se possa imaginar. Um estudo apresentado pela Frente Parlamentar de Educação revelou que crianças a partir dos 11 anos têm realizado esse tipo de aposta. E mais: a estimativa de gasto de estudantes brasileiros com esses jogos passou de R$ 1 bilhão em 2025. Leia mais no Blog da Denise, no site do Correio Braziliense.
CURTIDAS
Não espere um messias/ A ideia de Andrei Rodrigues de buscar um advogado particular para sua defesa arrisca virar moda. É que, na Esplanada, tem muita gente cansada de esperar a Advocacia-Geral da União (AGU).
Não é de hoje…/ Que Andrei Rodrigues e Jorge Messias (foto) têm diferenças. Agora que a AGU se sentiu escanteada na defesa do diretor-geral da PF, tem gente apostando que o mal-estar vai crescer.
PT e STF/ O PT tem reunião, hoje, na sede nacional do partido, em Brasília, para definir posição sobre a crise do Judiciário. Líderes foram convocados para o encontro a portas fechadas, nesta manhã. O direcionamento deve seguir a linha que Lula já tem utilizado em seus pronunciamentos: pedir a quebra de sigilo dos casos e investigação para todos, doa a quem doer.
Até tu, Goiás?/ Candidatos a deputado federal do PSD fazem campanha no estado de Ronaldo Caiado sem qualquer menção ao presidenciável do partido. Um exemplo é Daniel AgroBom, que, em Valparaiso de Goiás, faz campanha em parceria com um candidato a estadual pelo Agir sem pedir votos para o ex-governador. Se nem os candidatos goianos pedem votos para presidenciável, quem o fará?
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Na maioria das conversas dos políticos cresce a sensação de que o presidente Lula entrou em rota descendente diante da guerra dentro do Supremo Tribunal Federal, especialmente esta semana, com o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Por mais que Lula não tenha indicado os ministros “gladiadores” — Alexandre de Moraes foi indicado por Michel Temer e André Mendonça por Jair Bolsonaro —, quem é governo leva os maiores respingos da crise. Lula, por sua vez, tentará fazer desse limão uma limonada, com o discurso de que o afastamento de Andrei está diretamente relacionado ao fato de a PF ter, por meio da Operação Carbono Oculto, emparedado barões do mercado financeiro que auxiliavam a lavagem de dinheiro do crime organizado. É por aí que muitos acreditam ser possível tentar trazer de volta os eleitores que começam a se afastar do governo. Pelo menos é o que resta.
Enquanto isso, na campanha de Flávio…/ O clima é de euforia. A avaliação é de que o senador acertou o tom no horário eleitoral de rádio e tevê ao tratar dos preços nos supermercados. E está com tudo encaixado. Agora, dizem os aliados de Flávio, é torcer para que o Dark Horse não vire uma página de terror atropelando uma campanha que segue no trilho, ajustada e afinada.
Fique frio
Lula foi aconselhado a agir de forma institucional e defender que há isenção da Polícia Federal nas investigações, se for o caso, citando, inclusive, a apuração que envolve seu próprio filho.
Duas medidas
Ao afastar Andrei Rodrigues da direção da Polícia Federal, o ministro André Mendonça abriu a porteira para que Edson Fachin termine trocando o relator do caso Master no STF. É que, se Mendonça já havia pedido que o plenário do Supremo avaliasse partes do caso, deveria ter feito o mesmo em relação ao diretor da PF.
Ação e reação
O afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por decisão monocrática conseguiu unir algumas alas da Polícia Federal. Agora, virou questão de honra para a corporação concluir as investigações em curso, doa a quem doer, seja aliado, seja opositor ao governo de plantão.
Se demorar…
A contar pela crise que se abate sobre o STF, com um tiroteio para todos os lados entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, com balas atingindo até a Polícia Federal, há quem tenha feito o seguinte alerta: ou o presidente Edson Fachin age rápido ou não sobrará um STF para salvar.
CURTIDAS
Há precedente…/ A Fatto Inteligência Política lembra que não é a primeira vez que a Polícia Federal se torna uma variável importante de um período eleitoral. Em 2002, o caso Lunus tirou Roseana Sarney do páreo eleitoral quando ela liderava as pesquisas. E Roseana não estava sob investigação.
… e muitas histórias/ A Fatto elenca ainda os casos de 2006, quando a PF agiu contra os chamados “aloprados” , em meio às denúncias do Mensalão. Em 2014 e 2018, as ações da PF na Lava-Jato tiveram claro impacto nas eleições.
E teve mais/ O atual senador Sergio Moro (foto, PL-PR), enquanto ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, em 2020, pediu exoneração do cargo acusando o então presidente da República de tentar influir na direção-geral da PF. Hoje, concorre ao governo do Paraná pelo partido de Bolsonaro.
Montanha-russa/ Até a eleição, continuará o sobe e desce dos dois candidatos que lideram a corrida eleitoral para a Presidência da República. Ninguém terá um momento de refresco.















