Categoria: Lula
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A ordem agora no governo brasileiro é dialogar com cada setor afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos, de forma a tentar reduzir os danos. Porém, negociação direta com os norte-americanos só mesmo depois das eleições. A ideia é repisar que o tarifaço é, na verdade, um “Tariflávio”, numa referência ao pré-candidato do PL à Presidência da República, que, quando das primeiras tarifas, no ano passado, elogiou a atitude dos Estados Unidos e, agora, amplia as críticas a Lula sem atacar diretamente o governo de Donald Trump pela decisão. Flávio, por sua vez, promete enfatizar o “PT — o partido do tarifaço”. O tema vai tomar conta deste período de pré-campanha justamente na largada das convenções. No entanto, a avaliação de aliados de Flávio é de que, a partir de agosto, a segurança pública ainda prevalecerá sobre esse assunto das tarifas, em que o senador do PL espera ter mais vantagem sobre o presidente Lula.
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Divisor de águas/ A nota divulgada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) a respeito das tarifas, com críticas às negociações por parte do governo brasileiro, deixou claro que a instituição não apoiará a reeleição de Lula. A dúvida de muitos empresários é se abraça Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro, a quem muitos paulistas têm forte resistência.
Pouco a apresentar
Até os deputados do PL titubeiam na hora de elencar os trabalhos de destaque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Parlamento. Este ano, ele não relatou qualquer proposta importante e votou de forma presencial apenas sete vezes, conforme levantamento da coluna no portal do Senado.
Um defensor inesperado
Especialista em Orçamento, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi, dia desses, à tribuna defender o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), adversário ferrenho de seu partido no estado. Rocha tem dito que Dino está certo em cobrar transparência e foi incisivo ao dizer que, no MDB, presidente de partido não pede emendas a demais parlamentares. “No MDB não tem disso. Isso e coisa de partido que tem dono.”
E a reforma tributária, hein?
Estudo da consultoria fiscal V369, que analisou 6,4 milhões de notas fiscais, mostra que 66,2% desses documentos têm inconsistências que podem comprometer o crédito de IBS e CBS, previsto na reforma tributária. A advogada tributarista e coordenadora do MBA em gestão tributária da Trevisan Escola de Negócios, Elizabeth Martos, adverte: “A partir de 1º de agosto, encerram-se as flexibilizações e passam a produzir efeitos as penalidades pelo descumprimento das novas obrigações acessórias. Em 3 de agosto, os sistemas passarão a rejeitar os documentos fiscais eletrônicos emitidos sem os campos obrigatórios de IBS e CBS”.
Origem de tudo
O estudo demonstra que a origem do erro nas notas fiscais ocorre no começo do processo, na compra de materiais com os fornecedores, que não estão preenchendo o campo obrigatório de IBS e CBS. “Se o documento for rejeitado e a operação ocorrer sem documento fiscal válido, há risco de agravamento das penalidades e da responsabilização do contribuinte”, ressalta Martos.
CURTIDAS

Atrás delas/ Com o crescimento do eleitorado feminino, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques de forma a tentar alavancar sua empatia com as mulheres. No início, 2,8 mil pessoas acompanhavam a live.
Compensa aí/ Brigado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), Flávio quer transformar Daniela em sua grande ponte com as eleitoras brasileiras.
Proteção dos jovens/ O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no ambiente digital — lei que protege meninas e meninos na internet — completa quatro meses de vigência e, até aqui, o iFood é a única plataforma de delivery a cumprir as exigências do ECA. À coluna, o Ministério da Justiça justificou a classificação: é que o aplicativo “apresentou comprovação de bloqueio de acesso para crianças e adolescentes não acessarem funcionalidades permitidas exclusivamente para adultos e, por isso, recebeu reclassificação indicativa como não recomendado para menores de 14 anos”, afirmou.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 7 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Ao participar hoje de uma audiência no USTR (United States Trade Representative), a secretaria de Comércio do governo dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) espera reverter a imagem de subserviência ao governo Donald Trump que marca a sua trajetória nesta fase da pré-campanha ao Planalto. Lá atrás, quando do primeiro tarifaço de Trump sobre os produtos brasileiros, Flávio chegou a declarar que as tarifas eram fruto “da atuação de Alexandre de Moraes” , e que só seriam revistas mediante “uma anistia ampla geral e irrestrita” . Num determinado momento, o senador chegou ainda a comparar o caso com as bombas que os EUA lançaram sobre o Japão na II Guerra Mundial. Há 11 meses, essas declarações marcaram Flávio e, especialmente, o irmão dele Eduardo Bolsonaro como os incentivadores das tarifas elevadas sobre produtos brasileiros. Lula surfou na onda, colocando na testa do pré-candidato do PL a tarja de jogador contra o Brasil. Essa imagem ainda não se desfez.
E o filme, hein?/ Flávio se movimenta ainda de forma a evitar que o tema do financiamento do filme sobre seu pai volte à baila. Porém, até agora não apresentou qualquer contrato a respeito da transação com Daniel Vorcaro. Tudo isso voltará à cena daqui a um mês, quando começa oficialmente a campanha. É esse tema que ele também alinhará esta semana com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A dificuldade dos vices
O PSD procurou um vice para Ronaldo Caiado fora das suas fileiras e não encontrou. O PL ainda não desistiu de buscar uma mulher para parceira de chapa de Flávio Bolsonaro. Quer uma vice do PP ou do Republicanos, que tem entre suas filiadas a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. Ocorre que o PP e o Republicanos caminham para a neutralidade na campanha presidencial. O foco de ambos é a eleição proporcional.
A desconfiança delas
Muitos assuntos deverão ser tratados no Congresso Nacional apenas em novembro, quando a correlação de forças entre os partidos para o ano que vem estiver definida nas urnas. Isso inclui negociações acerca da próxima indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU). A bancada feminina suspeita de que a direção da Câmara dos Deputados quebre a promessa de indicar uma mulher. À coluna, deputadas dizem que o acordo foi “lindo no discurso” , mas, na hora do “vamos ver” , os homens votam entre eles.
Um alívio para opositores de Ruas
A esquerda no Rio de Janeiro está feliz da vida com o exercício do desembargador Ricardo Couto de Castro como governador. Para os políticos desse campo, a atuação do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) no governo estadual dificulta a eleição do apadrinhado de Cláudio Castro, deputado estadual Douglas Ruas (PL), em outubro.
Dois coelhos…
… numa cajadada só. Na visão dos esquerdistas, a atuação do desembargador contra o esquema de cargos fantasmas enfraquece a campanha de Ruas e ainda corta dinheiro para sua eleição. O deputado foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), mas o STF ainda não definiu como será realizado o mandato tampão no RJ.
CURTIDAS

Libera aí!/ Tem gente torcendo para que a Polícia Federal ou o Supremo Tribunal Federal (STF) solte mais alguma informação sobre o Caso Master. De preferência, contra seus adversários. Alguns políticos confessaram à coluna que estão torcendo por novos desdobramentos antes das convenções partidárias.
Fica, Michelle!/ Não é só o PL do Distrito Federal que deseja ver a ex-primeira-dama disputar o Senado. Parlamentares aliadas de legendas de centro farão de tudo para evitar a desistência de Michelle para o pleito. A ex-primeira-dama (foto) é considerada a maior puxadora de votos na direita e seria essencial para eleger candidatas pelo Brasil com o seu apoio.
Por falar em Michelle…/ Em conversas reservadas, integrantes afirmam que o partido realmente não tem intenção de lançar o senador Izalci Lucas (PL-DF) para o governo do DF. Pior, alguns afirmam que a intenção é deixá-lo sem mandato. Contudo, caso Michelle realmente desista da disputa, Lucas tem uma chance de conseguir alguma vaga para concorrer a um mandato eletivo.
E a Copa, hein?/ Há 3 anos, o presidente Lula tinha dúvidas do sucesso de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira: “Nunca foi técnico da Itália (…) por que ele não resolve o problema da Itália, que nem foi disputar a Copa do Mundo?” . É, pois é. Agora, é torcer pela Seleção feminina, em 2027, aqui no Brasil.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 25 de junho de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

A saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado mostrou como as necessidades da política se impõem sobre relações pessoais ou até mesmo princípios relevantes, como a presunção da inocência. Em um episódio marcado pelo silêncio do Palácio do Planalto, o senador saiu de cena para preservar o candidato à reeleição de desgastes na campanha eleitoral.
Duramente atingido por dois mega-escândalos — o mensalão e o petrolão — o presidente Lula não quis correr riscos. Afastou qualquer suspeita de proximidade com a teia perigosa de Daniel Vorcaro que enredou Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e gente próxima a Davi Alcolumbre e outros notáveis da República.
Com o afastamento de Wagner, encerra-se mais um capítulo da malfadada articulação política do Planalto. O substituto do senador na liderança do governo terá a missão de encontrar caminhos no campo minado controlado por Davi Alcolumbre. A rejeição ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal foi uma das derrotas mais amargas sofridas pelo governo — e erro crasso do senador baiano. Nada indica que o cenário mudará no segundo semestre.
Fogo amigo
Na permanente rivalidade interna petista, prevaleceu a corrente que via a permanência de Jaques Wagner em cargo de tamanha visibilidade um enorme risco político. De nada adiantou a narrativa de que a saída do senador sinalizaria uma confissão de culpa. Tampouco se manteve de pé a justificativa apresentada pelo senador de que a compra de um imóvel em Salvador com o ex-sócio do banco Master foi um negócio entre amigos.
Palavras vãs
Particularmente em tempos de eleição, é curioso notar como a palavra de político pode ser vã. Na quinta-feira, dia da operação da PF que revelou o envolvimento de Wagner no escândalo Master, o senador disse em entrevista: “A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula, com quem eu falei hoje e acho, sinceramente, muito difícil que ele mexa na minha posição pela relação que a gente tem e pela confiança que ele tem em mim”.
Repeteco
Para resistir em meio à tempestade, Wagner se apoia no passado. Lembra que foi alvo de busca e apreensão em 2018. E eleito senador mais votado pela Bahia. À época, o parlamentar era suspeito de irregularidades na gestão do estádio Fonte Nova. O caso foi arquivado no ano passado.
Mais e melhor
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um conjunto de deliberações para aprimorar o programa Agora Tem Especialistas, promovido pelo Ministério da Saúde. O plenário do TCU determinou que a pasta construa, em 120 dias, uma rotina de monitoramento sobre a execução financeira do programa, bem como a gestão de dados sobre as cirurgias realizadas. O voto do relator, ministro Bruno Dantas, identificou desigualdades regionais e inconsistências nas diversas etapas do programa.
Ela vem aí
A esposa do ex-governador do Distrito Federal e pré-candidato ao Senado Ibaneis Rocha (MDB), Mayara Rocha, anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo Podemos. Nos bastidores do partido, Mayara é vista como um forte nome para fortalecer e ampliar a presença da legenda na Casa.
Causas sociais
A ex-primeira-dama do DF foi secretária de Desenvolvimento Social durante a pandemia de covid-19. O Podemos aposta na atuação de Rocha em um período de crise sanitária, econômica e humanitária para ter um bom desempenho eleitoral. Aliados veem a esposa de Ibaneis como um dos nomes de potencial de votos dentro do grupo ligado ao ex-governador.
Tendência
Em um meio predominantemente masculino, chama a atenção a iniciativa de mulheres de políticos engajadas na batalha das urnas. No Distrito Federal, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro é nome cada vez mais certo em outubro. No Paraná, a deputada federal Rosângela Moro, esposa do senador Sergio Moro, filiou-se ao PL e tentará a reeleição pelo estado do ex-juiz. Em Goiás, Gracinha Caiado (União), esposa do ex-governador Caiado, é pré-candidata ao Senado.

Deixa o povo falar
O deputado Alencar Santana (PT-SP, foto), presidente da Comissão Especial que analisou a proposta de emenda constitucional (PEC) pelo fim da 6×1 na Casa, quer a participação popular no debate. Além de divulgar uma plataforma digital sobre o tema, ele pretende promover ações de conscientização às sextas-feiras em pontos de grande circulação. Os voluntários distribuem materiais informativos e dialogam com a população sobre os impactos da jornada de trabalho na saúde, na qualidade de vida e no convívio familiar.
Divergência
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) discorda da pesquisa divulgada pelo Tribunal Superior do Trabalho sobre a precarização do trabalho entre motoristas e entregadores que atuam por meio de plataformas digitais. Para fundamentar a divergência, a Amobitec usa como referência uma pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), divulgada no ano passado.
Renda e trabalho
O levantamento encomendado pela Justiça trabalhista ressalta os custos bancados pelos motoristas plataformizados – mais de R$ 5 mil mensais – e jornadas acima de 44 horas semanais. Já o estudo do Cebrap informa que os motoristas dedicam, em média, entre 19 e 27 horas por semana nos aplicativos, enquanto a jornada dos entregadores oscila entre 9 e 13 horas.
Estabilidade
Em outra discordância com o TST, a Amobitec afirma que os rendimentos dos trabalhadores de plataforma são mais estáveis, pois os profissionais estariam menos vulneráveis à desocupação e a longos períodos de busca por trabalho.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 11 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A queda dos índices de intenção de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez o governo respirar um pouco melhor, mesmo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com dificuldades de crescimento. A diferença, agora, é que os governistas esperam uma mudança em relação aos políticos, e até de uma boa parte do empresariado — conforme pode ser visto na reunião do Conselhão esta semana. Até aqui, Lula era dado por muitos partidos de centro como carta fora do baralho. Esse retorno do presidente aos 44% e a queda do filho 01 de Jair Bolsonaro para 38%, como registrado pela pesquisa Genial Quaest desta semana, tem condições de frear esse afastamento dos centristas em relação ao governo. E isso, na avaliação de aliados do presidente, ajuda ainda na retomada do diálogo no Senado, onde o Palácio do Planalto enfrentou a maior derrota até o momento — a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Se a próxima pesquisa consolidar essa presença de Lula como primeiro colocado, ele não poderá mais ser tratado com desprezo nessa fase do jogo.
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…mas não dá para relaxar/ O fato de Lula poder levar o governo em frente com um pouco mais de tranquilidade não significa que pode deitar em berço esplêndido. Os números indicam segundo turno e a campanha nem começou. A rejeição ao PT é grande e a volatilidade dos cenários é alta nessa altura do campeonato.
Juramento em falso
Flávio Bolsonaro não perde pontos só no eleitorado. O filho 01 tem perdido muito apoio no próprio partido. É que, numa reunião a portas fechadas com a cúpula do PL antes de virem a público os diálogos entre ele e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o senador jurou que não havia qualquer relação entre eles. Somente depois é que admitiu que havia pedido dinheiro ao ex-banqueiro.
Os recados do decano
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), soltou um #ficaadica para quem reclama do aumento de despesa pública sem lastro orçamentário, como o que ocorreu, ontem, com a aprovação do piso de médicos e cirurgiões dentistas na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Em postagem, o decano da Corte lembrou que o Congresso não pode criar despesas a serem suportadas por estados e municípios sem indicar a fonte de custeio.
Vem suspensão
Gilmar lembra o caso do piso nacional da enfermagem, que teve sua eficácia suspensa pelo STF justamente por não se saber de onde sairia o dinheiro. “Impor ônus financeiro uniforme, sem repasse adequado e sem atenção à realidade local, esvazia a autonomia dos entes e atinge o pacto federativo. Pior, ao invés de alcançar os objetivos pretendidos, a medida pode produzir efeitos inversos, como desemprego na própria categoria que se buscava proteger e precarização dos serviços públicos prestados à população”, advertiu.
Nada de bandeira branca
Mesmo com o pedido do governo para segurar algumas pautas que causarão rombo fiscal, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não trabalha a favor do Planalto. Os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, chegaram a se reunir com ele na terça-feira, na tentativa de evitar o avanço de matérias que podem comprometer o Orçamento da União. Mas não surtiu efeito.
CURTIDAS

A conta só cresce/ Além dos projetos que aumentam despesas aprovados esta semana nas comissões, no início da noite foi aprovada a renegociação de dívidas dos produtores rurais. Falta ainda a ampliação do Fundo de Participação dos Municípios, a ser apreciada em breve.
Sinuca de bico/ O governo está encurralado no jogo que ele mesmo montou. Ao manter a urgência constitucional do projeto de lei do fim da escala 6 x 1 na Câmara dos Deputados, e travar a pauta da Casa para pressionar o Senado a votar o texto que lá se encontra, o Planalto vê agora projetos importantes paralisados. Como os que tratam da misoginia, da inteligência artificial e da destinação do crédito extraordinário do preço do petróleo devido à guerra no Golfo Pérsico.
Por falar em IA… / O relator da regulamentação da Inteligência Artificial, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB, foto), ainda não conseguiu consenso entre artistas e empresas sobre o treinamento de IA com produtos originais. Por isso, a ideia é deixar a votação para depois das eleições. É que o prazo está curto para tratar de um tema tão polêmico, ainda mais num ano eleitoral.
A torcida do Planalto/ Com a aprovação da admissibilidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal, e os projetos que aumentam despesa, o governo torce mesmo é para que o Congresso entre no “modo avião”, com todos voando para as campanhas eleitorais.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 21 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O fato de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter pedido um prazo de 30 dias para apresentar a prestação de contas a respeito do filme Dark Horse deixou muita gente no PL com a certeza de que tudo não passa de uma estratégia para “ganhar tempo” e tentar justificar todo o dinheiro recebido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de que se estivesse tudo certo, essa prestação teria sido apresentada na reunião desta semana, de forma a virar essa página de uma vez por todas. Se não apresentou é porque não tem os documentos, conforme avaliam muitos. E, sendo assim, vai ficar difícil a situação do pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.
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Em tempo: daqui a 30 dias, o país estará em período de Copa do Mundo e de consolidação das chapas estaduais — portanto, às portas da campanha eleitoral. E, nesse sentido, a ideia de muitos é cuidar da própria vida, deixando que Flávio cuide da sua defesa sobre os recursos recebidos de Vorcaro. Se o senador conseguir se explicar, terá todos os palanques à sua disposição. Se não for convincente, receberá muitas “escusas” quando for visitar os estados no período de apresentação das chapas estaduais. Afinal, sua presença, a preços de hoje, é considerada dispensável para a eleição de deputados federais e estaduais. Até segunda ordem, no PL é cada um por si.
Me liga, Celina
A reunião do MDB na casa do ex-governador Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado, não é lida no plano nacional como um rompimento entre ele e a governadora Celina Leão. Os emedebistas classificam o encontro como uma forma de chamar a atenção do PP do Distrito Federal para a necessidade de acomodar Ibaneis.
“Olha eu aqui”
Em conversas reservadas, muita gente diz que Celina sequer procurou o MDB para tratar da chapa majoritária. E, nesse sentido, é preciso que ela dê alguma atenção ao partido. O que se diz nas hostes da Executiva Nacional do partido é que “até um não” pode ser conversado, desde que haja atenção e acordo. O importante é dialogar.
A difícil escolha de Lula
O projeto que reduz os limites de floresta no Pará para a construção da Ferrogrão colocou em campos opostos dois grandes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta campanha: a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atualmente deputada, e o ex-governador do Pará, Helder Barbalho. Marina discursou contra o texto no plenário e Helder foi lá conferir de perto a aprovação. No Planalto, o que se diz é que se a proposta passar no Senado intacta, algum veto — pelo menos em parte — virá para atender a deputada.
Três estilos
Na sabatina promovida pela Marcha dos Prefeitos com os pré-candidatos à Presidência, apenas o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seguiu o roteiro: apresentação e respostas a perguntas escolhidas mediante sorteio. Flávio Bolsonaro (PL) fez apenas uma fala sem direito a perguntas. Ronaldo Caiado (PSD) se apresentou por 42 minutos e respondeu a apenas uma pergunta.
A bandeira deles
Flávio Bolsonaro usou fortemente o discurso da segurança pública, mas sem apresentar, de fato, um projeto de governo para o tema. Caiado falou sobre as conquistas de sua gestão em Goiás, com foco em inteligência artificial, educação e segurança pública. E Zema focou no bolso dos prefeitos ao dizer que seu governo pagou as dívidas com os municípios.
CURTIDAS

Me inclui fora dessa/ O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez questão de ficar longe do Plenário quando a Casa votou o limite de multas a partidos políticos e ampliação de prazos para pagamento desses débitos. Ele sabia que a proposta era desgastante, mas tinha apoio das grandes agremiações partidárias.
Muita calma nessa hora/ Publicamente, o senador Cleitinho (Republicanos-MG, foto) evita dar uma opinião sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Ele justifica que irá conversar pessoalmente com o filho 01 para poder formar uma opinião. Seus aliados afirmam que, no papel de pré-candidato a governador, Cleitinho sabe que precisará dos votos bolsonaristas. Não é momento de atacar ninguém.
Enquanto isso, em São Paulo…/ Aliados do governador Tarcísio de Freitas, outro nome do Republicanos, acreditam que o caso Flávio-Vorcaro não afetará a pré-campanha à reeleição. Pelo menos, é isso que indicam os primeiros levantamentos feitos com prefeitos do interior paulista.
… e no Salão Negro do Senado…/ Nos bastidores do lançamento da coletânea de romances do presidente José Sarney, todo mundo comentava reservadamente que ainda tem muita coisa para sair a respeito da relação de Vorcaro com os políticos.
Um procurador e as palavras/ O procurador Roberto Livianu lança hoje, 19h em Brasília, seu mais novo livro, O Poder das Palavras. Ele autografará a obra no auditório Cyro dos Anjos (SEPS 706/707 Sul), onde também promove ainda uma roda de conversa com o escritor e advogado Max Telesca e os jornalistas Eliane Cantanhêde e Guilherme Waltenberg.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 15 de maio de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

O filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro fez estragos no mercado financeiro e pode ter afetado a campanha do filho mais velho do ex-capitão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na corrida presidencial deste ano. Não à toa, os operadores da Faria Lima, reduto bolsonarista, ainda estão absorvendo os solavancos do vazamento dos áudios das conversas entre o pré-candidato à Presidência e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 —, negociando patrocínio de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse (“Cavalo Negro” na tradução literal) sobre a vida do ex-presidente. Após disparar mais de 2% na véspera, o dólar voltou a ser negociado abaixo de R$5, ontem, com queda de 0,45%, cotado a R$ 4,98.
Analistas reconhecem que ainda é cedo para estimar os impactos na candidatura de Flávio e no câmbio. “Foi um susto, mas os fundamentos para o real continuar forte continuam”, afirmou André Perfeito, economista-chefe da Garantia Capital. “Os fundamentos falam mais alto. Afinal, Flávio pode ser o candidato da Faria Lima, mas não necessariamente de Wall Street”, acrescentou. Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, destacou que para a Faria Lima abandonar a candidatura de Flávio, precisaria ter uma queda muito forte nas próximas pesquisas. “O mercado sentiu o tranco em um primeiro momento. Muitos consideram que isso faz parte da campanha, que será bem pesada, dada a polarização do país. Novos capítulos são esperados para o restante do ano”, acrescentou Julio Hegedus, economista-chefe da JHN Consulting.
Clima de tranquilidade
Entre os governistas, nada como uma semana após a outra. O clima do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de tranquilidade — tanto que os líderes do governo no Congresso estavam nas bases na tarde de ontem. Após as derrotas recentes no Legislativo, Lula respira aliviado comas primeiras pesquisas mostrando que a rejeição de Jorge Messias no Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) não impactou a popularidade do petista. Tanto que voltou a ficar à frente de Flávio no segundo turno, apesar do empate técnico, segundo a Pesquisa Genial/Quaest, feita antes do vazamento das conversas do senador com Vorcaro.
Tempo ao tempo
Enquanto o PL e bolsonaristas começam a sair em defesa de Flávio por ter recebido dinheiro de Vorcaro, aliados estão mais contidos e aguardam os desdobramentos do episódio. Não devem trair Flávio, mas também não irão defendê-lo tão rápido. O momento exige cautela.
Sem plano B
Um dos parlamentares mais aguerridos da base bolsonarista, o senador Márcio Bittar (PL-AC), foi dos primeiros a publicar áudio nas redes sociais em solidariedade a Flávio. Descartou qualquer plano B para outra candidatura do partido por conta dos vazamentos dos áudios. “A direita ainda tem muito o que aprender com a esquerda, porque, mesmo com todos os processos e a condenação em três instâncias de Lula no processo do triplex, ele nunca foi abandonado pelos seus apoiadores. E nós também não abandonaremos o Flávio por pedir um recurso privado para um filme sobre o pai dele que foi esfaqueado e está preso”, afirmou. Bittar foi incisivo ao comentar sobre a possibilidade de o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltar a ser cogitado para a corrida presidencial pelo PL. Afirmou que é mera “fofoca”. “Ninguém tira quem tem 40% das intenções de voto nas pesquisas”, acrescentou.
Explica isso aí, CPMI
O vazamento da conversa entre Flávio e Vorcaro veio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Pelo menos é o que acredita a Polícia Federal (PF). A corporação acredita que o vazamento ocorreu via espelhamento dos computadores e ressalta que, antes da suspensão de acesso às quebras de sigilo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mais de 70 pessoas tiveram acesso à sala cofre do Senado.
Muito para um filme?
Fontes ligadas à PF estranharam os valores de pagamento de Vorcaro ao filme, em torno de R$ 140 milhões. A teoria é de que o montante era, muito provavelmente, um financiamento eleitoral antecipado. Aliás, a cena da facada vazou na internet e virou “meme” nas redes sociais.

Tensão nas alturas
A suspensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, da Lei de Dosimetria deixou a oposição ainda mais arisca no Congresso. Segundo os parlamentares, o processo foi árduo e seguiu todos os trâmites necessários da Constituição. Um levantamento do grupo Livres mostra que, em 2024, 81% das decisões do STF foram monocráticas e sem deliberação do colegiado.
Falta de orçamento
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP, foto), defendeu durante o III Encontro Nacional das Agências Reguladoras, organizado pela Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), que não haverá autonomia enquanto não houver recursos para as instituições. “Você tem autonomia, mas não tem orçamento. Que autonomia é essa?”, questionou. Dados recentes da Agência Nacional de Mineração mostram que há uma defasagem de 70% no pessoal da ANM justamente por falta de recurso financeiro.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 8 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O fato de o relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, ameaçar mandar Daniel Vorcaro de volta à Papuda provocou reações no meio político e jurídico. Há, inclusive, quem esteja procurando alguma brecha para ver se tira a relatoria de Mendonça. Ciente das pressões, o ministro avisou que não cederá e irá prosseguir com a investigação e as operações, doa a quem doer. E mais: se houver qualquer empecilho ao seu trabalho, o ministro levantará o sigilo de tudo o que já tem em mãos. Afinal, nada como a luz do sol para matar os germes.
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Enquanto isso, na União Progressista…/ O casamento entre PP e União Brasil virou um salve-se quem puder. Como o leitor da coluna já sabe, os deputados farão campanha tratando apenas do próprio nome e número. O partido virá minúsculo no material de propaganda. Seus filiados comentavam, ontem, num restaurante, que essa operação que teve como alvo o presidente do PP, Ciro Nogueira, “é o começo do fim do mundo”.
Vem mais
A operação contra Ciro Nogueira era lida no meio político como algo esperado. Agora, os olhos se voltam para Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Os aliados dele esperam que ele sobreviva para tocar a federação nesse período eleitoral.
Protocolar
Só no fim da tarde, mais de 10 horas após a busca e apreensão contra Ciro Nogueira, é que o partido comandado por ele soltou uma nota a respeito da operação. Nas oito linhas que levam a assinatura do secretário-geral do PP, Aldo Rosa, nem uma palavra criticando o mandado do ministro André Mendonça. O partido se limitou a dizer que espera veros fatos devidamente esclarecidos, que prevaleça o exercício do amplo direito à defesa e reafirma confiança na Justiça.
O “ganha-ganha” de Lula e Trump
Por mais que existam diferenças entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o fato de terem dialogado abertamente na Casa Branca, ontem, foi comemorado pelos dois países. Afinal, Trump precisa ampliar sua interlocução no mundo e Lula precisa mostrar que sua aposta no diálogo não é apenas retórica. A avaliação de diplomatas é de que ambos atingiram seus objetivos nessa conversa.
Golfo pede apoio
Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad(PSD-MS) recebeu um grupo de embaixadores de países do Golfo. Querem que o Brasil emita uma nota de repúdio às nações que estão bombardeando regiões que não estão em guerra. Trad prometeu ajudar.
CURTIDAS

Recordar é viver I/ Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dizendo, há alguns meses, que Ciro Nogueira (ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro) poderia ser seu vice, porque era de uma lealdade ímpar ao ex-presidente.
Recordar é viver II/ Fez sucesso ainda um vídeo divulgado há alguns meses em que Ciro Nogueira, num evento no Piauí, diz que o CPF dele era um e o de Daniel Vorcaro outro, mas que se surgisse “alguma denuncia comprovada”, renunciaria ao mandato. Os internautas fizeram da hashtag #RenunciaCiro um dos assuntos mais comentados do Brasil.
O que se diz em Teresina…/ Ditado muito ouvido entre os políticos do Piauí: “Ninguém faz a feira confiando em Nogueira”.
Ceará em Nova York/ O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT, foto),será “keynote speaker” no LIDE Brazil Investment Fórum, que reunirá cerca de 400 empresários na Big Apple, na próxima terça-feira (12). Participam do debate sobreo “o futuro do Brasil”, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O evento faz parte da Brazilian Week, que reúne empresários e autoridades na capital financeira do mundo.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 4 de abril de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Com o fechamento da janela partidária, ontem, e do fim do prazo para os candidatos deixarem os mandatos no Executivo, hoje, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará correr contra o tempo para melhorar a avaliação dos eleitores. O fator rejeição será decisivo na campanha eleitoral deste ano, alertou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Conforme dados da pesquisa Arko/Intel, divulgada ontem, Lula está em uma posição muito incômoda. Ele lidera o ranking de rejeição dos eleitores, com 50,6%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem um rejeição menor, de 24% — maior do que a dopai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de16,3%. Assim, o chefe do Executivo terá uma boa dose de trabalho pela frente para reverter esse quadro, apesar de denúncias contra o filho 01 no radar, como a da rachadinha.
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“A chance do Flávio Bolsonaro é dada, independentemente de como ele vai performar ao longo da campanha, porque a rejeição de Lula ainda é muito alta. Isso significa que o eleitorado é crítico ao governo. Portanto, qualquer nome da oposição tem chance, sem dúvida”, destacou Cortez. Para ele, a disputa já está aberta e se o governo Lula não conseguir melhorar a avaliação junto aos eleitores, Flávio é um nome forte para ganhar as eleições neste ano, “ainda que ele tenha uma série de questionamentos como candidato”. Logo, tudo indica que a eleição deste ano será definida por pouquíssimos votos, tal como foi a de 2022.
Prazo curto
A partir de agora, o governo federal vai ter que correr contra o tempo para mostrar o que fez para a população desde 2023. E, para isso, tem até 4 de julho, quando vence o prazo para o Executivo fazer propaganda, inaugurar obras para conquistar os indecisos e melhorar a imagem junto ao eleitorado. Depois dessa data, começa a propaganda intrapartidária dos candidatos.
Imagem negativa
Assim como a rejeição elevada, a imagem negativa de Lula também é elevada, chegando a 55%, acima da positiva, de 43%, conforme os dados da pesquisa da Atlas/Arko. Já Flávio Bolsonaro tem imagem positiva para 53%do eleitorado e positiva para 44% dos entrevistados. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, por sua vez, tem uma imagem negativa maior, de 57%, e só é superado pela primeira-dama Rosângela Janja da Silva (62%); pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (66%); pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) — os dois últimos empatados com 90% de percepção negativado eleitorado.
Senadores na berlinda
Seis pesquisas estaduais da AtlasIntel, divulgadas recentemente, mostram senadores governistas e da oposição que podem perder os mandatos que têm. No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT) aparece em terceiro lugar no consolidado dos votos para as duas vagas disponíveis para o Senado, com 16,3%. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também está em terceiro lugar, com 17,7% dos votos. Outros ex-senadores também estão com dificuldade em retornar para à Casa, como a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná — em terceiro lugar, com 16,5%; Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, em quarto lugar, com 8,7%; e Marina Silva (Rede), em São Paulo, em terceiro lugar, com 19,6%.
Discurso regional
Na próxima quarta-feira, a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) e a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) realizam juntas uma reunião-almoço para discutir os impactos da mudança na escala 6 x 1,agora no âmbito dos municípios. As frentes têm promovido diversas rodadas de conversa sobre a pauta. O encontro contará com a participação do prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, além de representantes do setor produtivo.
Pente fino
Enquanto as negociações para o acordo de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, caminham, investigadores responsáveis pelo caso buscam os bens do empresário mineiro e o emaranhado de fundos dele no exterior. O mapeamento dos recursos de Vorcaro em paraísos fiscais, inclusive, deve ajudar no processo de devolução de ativos do banqueiro como contrapartida do acordo de delação premiada. A expectativa é de que Vorcaro aponte outros CPFs de beneficiários desse dinheiro que está lá fora.
Siga o dinheiro
Não à toa, o Banco de Brasília (BRB) se adiantou às investigações em busca dos bens de Vorcaro no exterior para o acordo de delação premiada. Entrou na Justiça como pedido de tutela cautelar, com o objetivo de “resguardar o direito à eventual recomposição integral dos danos sofridos”. Assim, o banco do Distrito Federal tenta reduzir o estrago provocado pelo Master nas contas da instituição que, pelas investigações da Polícia Federal, comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master. O BRB tenta achar recursos para cobrir o rombo deixado pelo Master e que ainda não foi divulgado no balanço de 2025.
Surpresa boa
Fora da política, a Sexta-Feira Santa trouxe uma bela surpresa para os fãs da banda U2, incluindo a interina desta coluna. A banda de rock irlandesa lançou o EP Easter Lily, com seis músicas inéditas. Em carta publicada no Instagram da banda, o vocalista Bono escreveu que o novo álbum trouxe muitas perguntas pessoais envolvendo vários temas nesse cenário de guerras, como religião e amizade. Bono ainda destacou que o álbum faz uma uma homenagem a Patti Smith, em referência ao álbum Easter, que, segundo ele, deu muita esperança para ele, um jovem de 18 anos, quando foi lançado em 1978. “Tentaremos fazer alarde e pompa em outra ocasião para lembrar ao resto do mundo que existimos, mas enquanto isso… isso fica entre nós”, escreveu o vocalista.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 2 de abril de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Com a filiação do senador mineiro Rodrigo Pacheco ao PSB formalizada, na noite de ontem, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolida um palanque de peso em Minas Gerais para a mesma chapa vencedora de 2022, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), confirmado na véspera pelo chefe do Executivo na reunião ministerial. Mas uma vitória em Minas não será fácil para o petista, que terá um páreo duro como rapadura para reconquistar a confiança do eleitor no estado.
“Minas é um colégio eleitoral importante para consolidar a campanha eleitoral. Mas é um estado em que há uma divisão mais clara do bolsonarismo, porque há uma espécie de vácuo, que está mais difícil de ser ocupado”, afirmou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Cortez ressaltou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que está à frente das pesquisas, não é uma figura ligada ao bolsonarismo e tenta um posicionamento além da polarização.
Portanto, pode ajudar a embolar a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se consolida como o candidato da oposição. “As duas candidaturas nacionais tentam ocupar, criar bases sólidas nesse colégio”, acrescentou. Segundo ele, devido ao histórico de escândalos de corrupção nos governos petistas, Lula agiu corretamente em não tentar uma candidatura do PT na disputa em Minas Gerais.
Embate à vista I
Dados da pesquisa Atlas/Intel, divulgados ontem, mostram Pacheco bem colocado na intenção de voto espontâneo do eleitor mineiro para o cargo de governador. Ficou em segundo lugar nas intenções de voto na pesquisa espontânea, com 28,6%, enquanto Cleitinho obteve 32,7%. O candidato bolsonarista Mateus Simões (PSD) ficou em terceiro lugar na sondagem, com 8,7%. Em um eventual segundo turno, Cleitinho venceria Pacheco na disputa pelo governo mineiro por cinco pontos percentuais, com placar de 47% a 42%. Mas, contra Simões, a vitória de Pacheco seria maior, com placar de 43% a 31%, uma margem 12 pontos percentuais.
Embate à vista II
Ainda de acordo com a pesquisa Atlas/Intel, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio na disputa pelo voto dos mineiros para a Presidência, o placar do segundo turno está bem apertado, de 47,3% a 46,9%. Vale lembrar que, em 2022, Lula venceu Bolsonaro em Minas Gerais por uma margem muito pequena, de pouco mais de 560 mil votos. Foi quase o mesmo número de votos da então candidata do MDB, Simone Tebet, que ficou em segundo lugar.
Indefinição
Apesar de aparecer em primeiro lugar nas pesquisas para governador de Minas, Cleitinho ainda não decidiu se vai entrar na disputa. O parlamentar pretende esperar até maio para dizer se disputará a eleição para o governo. O Republicanos afirmou que, caso ele queira, a vaga é dele. Contudo, o senador avalia que, nesse momento, qualquer pré-candidato tem força. O cenário no estado está muito aberto, o que justifica a bagunça dos partidos em definir as nominatas. Muitas só devem sair após as convenções partidárias, em julho.
Tudo certo por aqui
Outro palanque para Lula na campanha para a reeleição definido está na Paraíba. Com a chapa em que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, se lançará para o governo, o senador Veneziano Vital do Rêgo e o deputado André Gadelha para o Senado, Lula e o MDB buscam se fortalecer no estado.
Novo Desenrola no forno
O aumento da inadimplência das famílias brasileiras está deixando a equipe econômica do governo de cabelo em pé para criar um novo programa a fim de renegociar as dívidas, nos moldes do Desenrola. O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ontem que o programa que está em estudo na pasta deve oferecer descontos de até 80% em relação aos débitos, com os 20% restantes sendo renegociados. Segundo ele, a medida deve ser publicada em um prazo de cerca de 10 dias. Resta saber com que recursos do Orçamento o governo vai financiar essa iniciativa, que retoma a antiga aposta dos governos petistas para estimular a economia — o consumo.
Olhar diferenciado
Parlamentares da Região Amazônica têm defendido que o governo olhe com atenção para o aumento dos preços dos combustíveis. Por ter uma extensão territorial muito grande, os fretes naturalmente já são mais caros. Mas, agora, com o aumento do preço do diesel, os preços estão atingindo valores exorbitantes, o que tem piorado ainda mais a situação de escoamento das produções do Norte.
Hora de discutir
Senadores e deputados ligados ao agronegócio têm batido na tecla de que o Brasil precisa discutir a expansão de ferrovias e hidrovias para evitar a dependência de combustíveis, principalmente nas crises ligadas a guerras em outros continentes. Além disso, defendem investir em refinarias nacionais para que o país possa ter o seu próprio estoque, não apenas por segurança, mas para vender com valor agregado também.
E a CPI?
Na avaliação de juristas constitucionais, o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser indeferido. Muitos referenciaram o argumento do ministro Flávio Dino na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): seria permitir uma dupla investigação do mesmo caso, com risco de decisões conflitantes.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 1º de abril de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

“Estou muito otimista, muito otimista”, disse o presidente Lula na reunião ministerial na qual anunciou Geraldo Alckmin como companheiro de chapa na corrida para a reeleição. “Tenho certeza que vocês farão do trabalho no governo o sucesso da futura campanha de vocês. Porque se tem um governo em que os ministros tiveram oportunidade de entregar resultado, foi este governo”, disse Lula durante a transmissão.
O chefe do Planalto deu o aperitivo da estratégia que pretende adotar: comparar o antes e o depois. Orientou os ministros a medirem o desempenho da atual administração com o de outros governos. “Sobretudo com aquele nós substituímos. Nós fizemos infinitamente mais, com mais precisão e melhor qualidade, com o objetivo de atender aos interesses do povo brasileiro”, asseverou o presidente.
A portas fechadas, o diagnóstico é mais tenso. Permanece a avaliação de que o governo está se comunicando mal, e essa lacuna estaria deixando o terreno livre para a oposição. Até aqui, o otimismo presidencial não encontra reflexo na opinião do eleitor. Desde novembro, a desaprovação do governo Lula está acima da aprovação, segundo as pesquisas de opinião.
Foi ficando
Durante a sessão de agradecimentos ao empenho dos ministros, o presidente Lula fez menção a José Múcio, titular da Defesa. Relembrou a história (já quase uma anedota) de que, inicialmente, o combinado era Múcio ficar apenas um ano no governo. Ano após ano, Múcio foi ficando. Até completar o ciclo no terceiro mandato de Lula. O ministro não disfarçou o sorriso ao ouvir o relato presidencial.
Prioridade
O projeto que regulamenta a extração de minerais críticos e terras raras deve avançar no Congresso Nacional já na próxima semana. O relator da matéria, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirmou, durante a reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), que deve apresentar o parecer até o próximo dia 7.
Sincronia
Além disso, há um diálogo entre a Câmara dos Deputados e o Senado para uma convergência referente ao tema e sincronizar a tramitação nas duas Casas. O senador Esperidião Amin (PP-SC) já conversou com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para viabilizar a ideia.
Definição ampla
A ideia de Jardim é não caracterizar demais o conceito de minerais críticos. Segundo ele, outros países seguiram esse caminho e precisaram rever as definições. Na visão do deputado, essa experiência no exterior ajuda o Brasil a formular uma política mais robusta e acertada.
Valor agregado
Outro ponto do relatório será propor um investimento para agregar valor aos minérios, e não apenas exportar a commodity. “Não queremos ser meros exportadores de commodities, queremos que todos eles sejam aqui processados, aqui transformados. Fazer uma cadeia de valor aqui no Brasil”, defendeu o relator.
Oriente-se
Como exemplo de investimento em tecnologia e mão de obra na área de minerais críticos, Arnaldo Jardim comparou os Estados Unidos com a China. Segundo ele, os EUA tem apenas nove PHDs na área. A China, por sua vez, tem 430. Esse seria um exemplo a ser seguido em termos de mineração crítica.
Reúso
Outro ponto que o relatório quer abordar, principalmente visando a área de produção de baterias, é a mineração urbana. Ela consiste em recolher celulares e equipamentos eletrônicos antigos da população — aqueles que não são mais usados ou são descartados de forma errada — para reciclagem, recuperação e reúso de matérias importantes que estão nesses equipamentos.
E os combustíveis?
A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) será realizada amanhã. É previsto o debate acerca do aumento da mistura do biodiesel para conter os impactos da guerra no Golfo nos preços dos combustíveis no Brasil. Consultores afirmam que se a mistura subir de 15% para 16%, a mudança será significativa. O lobby ligado às petrolíferas entrará mais forte para evitar que isso aconteça.
Critérios técnicos
Com o envio da mensagem presidencial indicando o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, aliados do governo entendem que é hora de análise crítica. Senadores defendem que a sabatina seja feita de forma calma e sem paixões para não poluir o debate.
Comida é conquista
No próximo dia 7, em Brasília, comemoram-se os 50 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é um dos confirmados para o evento, que contará ainda com outros representantes do Poder Executivo e Legislativo. Autoridades regulatórias, lideranças e especialistas vão debater o legado do PAT, impactos das alterações recentes e caminhos para modernização.









