PL vira terra de Murici

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 21 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Kleber Sales

O fato de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter pedido um prazo de 30 dias para apresentar a prestação de contas a respeito do filme Dark Horse deixou muita gente no PL com a certeza de que tudo não passa de uma estratégia para “ganhar tempo” e tentar justificar todo o dinheiro recebido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de que se estivesse tudo certo, essa prestação teria sido apresentada na reunião desta semana, de forma a virar essa página de uma vez por todas. Se não apresentou é porque não tem os documentos, conforme avaliam muitos. E, sendo assim, vai ficar difícil a situação do pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.

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Em tempo: daqui a 30 dias, o país estará em período de Copa do Mundo e de consolidação das chapas estaduais — portanto, às portas da campanha eleitoral. E, nesse sentido, a ideia de muitos é cuidar da própria vida, deixando que Flávio cuide da sua defesa sobre os recursos recebidos de Vorcaro. Se o senador conseguir se explicar, terá todos os palanques à sua disposição. Se não for convincente, receberá muitas “escusas” quando for visitar os estados no período de apresentação das chapas estaduais. Afinal, sua presença, a preços de hoje, é considerada dispensável para a eleição de deputados federais e estaduais. Até segunda ordem, no PL é cada um por si.

Me liga, Celina

A reunião do MDB na casa do ex-governador Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado, não é lida no plano nacional como um rompimento entre ele e a governadora Celina Leão. Os emedebistas classificam o encontro como uma forma de chamar a atenção do PP do Distrito Federal para a necessidade de acomodar Ibaneis.

“Olha eu aqui”

Em conversas reservadas, muita gente diz que Celina sequer procurou o MDB para tratar da chapa majoritária. E, nesse sentido, é preciso que ela dê alguma atenção ao partido. O que se diz nas hostes da Executiva Nacional do partido é que “até um não” pode ser conversado, desde que haja atenção e acordo. O importante é dialogar.

A difícil escolha de Lula

O projeto que reduz os limites de floresta no Pará para a construção da Ferrogrão colocou em campos opostos dois grandes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta campanha: a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atualmente deputada, e o ex-governador do Pará, Helder Barbalho. Marina discursou contra o texto no plenário e Helder foi lá conferir de perto a aprovação. No Planalto, o que se diz é que se a proposta passar no Senado intacta, algum veto — pelo menos em parte — virá para atender a deputada.

Três estilos

Na sabatina promovida pela Marcha dos Prefeitos com os pré-candidatos à Presidência, apenas o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seguiu o roteiro: apresentação e respostas a perguntas escolhidas mediante sorteio. Flávio Bolsonaro (PL) fez apenas uma fala sem direito a perguntas. Ronaldo Caiado (PSD) se apresentou por 42 minutos e respondeu a apenas uma pergunta.

A bandeira deles

Flávio Bolsonaro usou fortemente o discurso da segurança pública, mas sem apresentar, de fato, um projeto de governo para o tema. Caiado falou sobre as conquistas de sua gestão em Goiás, com foco em inteligência artificial, educação e segurança pública. E Zema focou no bolso dos prefeitos ao dizer que seu governo pagou as dívidas com os municípios.

CURTIDAS

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Me inclui fora dessa/ O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez questão de ficar longe do Plenário quando a Casa votou o limite de multas a partidos políticos e ampliação de prazos para pagamento desses débitos. Ele sabia que a proposta era desgastante, mas tinha apoio das grandes agremiações partidárias.

Muita calma nessa hora/ Publicamente, o senador Cleitinho (Republicanos-MG, foto) evita dar uma opinião sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Ele justifica que irá conversar pessoalmente com o filho 01 para poder formar uma opinião. Seus aliados afirmam que, no papel de pré-candidato a governador, Cleitinho sabe que precisará dos votos bolsonaristas. Não é momento de atacar ninguém.

Enquanto isso, em São Paulo…/ Aliados do governador Tarcísio de Freitas, outro nome do Republicanos, acreditam que o caso Flávio-Vorcaro não afetará a pré-campanha à reeleição. Pelo menos, é isso que indicam os primeiros levantamentos feitos com prefeitos do interior paulista.

… e no Salão Negro do Senado…/ Nos bastidores do lançamento da coletânea de romances do presidente José Sarney, todo mundo comentava reservadamente que ainda tem muita coisa para sair a respeito da relação de Vorcaro com os políticos.

Um procurador e as palavras/ O procurador Roberto Livianu lança hoje, 19h em Brasília, seu mais novo livro, O Poder das Palavras. Ele autografará a obra no auditório Cyro dos Anjos (SEPS 706/707 Sul), onde também promove ainda uma roda de conversa com o escritor e advogado Max Telesca e os jornalistas Eliane Cantanhêde e Guilherme Waltenberg.

Solavancos do “Cavalo Negro”

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 15 de maio de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

O filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro fez estragos no mercado financeiro e pode ter afetado a campanha do filho mais velho do ex-capitão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na corrida presidencial deste ano. Não à toa, os operadores da Faria Lima, reduto bolsonarista, ainda estão absorvendo os solavancos do vazamento dos áudios das conversas entre o pré-candidato à Presidência e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 —, negociando patrocínio de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse (“Cavalo Negro” na tradução literal) sobre a vida do ex-presidente. Após disparar mais de 2% na véspera, o dólar voltou a ser negociado abaixo de R$5, ontem, com queda de 0,45%, cotado a R$ 4,98.

Analistas reconhecem que ainda é cedo para estimar os impactos na candidatura de Flávio e no câmbio. “Foi um susto, mas os fundamentos para o real continuar forte continuam”, afirmou André Perfeito, economista-chefe da Garantia Capital. “Os fundamentos falam mais alto. Afinal, Flávio pode ser o candidato da Faria Lima, mas não necessariamente de Wall Street”, acrescentou. Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, destacou que para a Faria Lima abandonar a candidatura de Flávio, precisaria ter uma queda muito forte nas próximas pesquisas. “O mercado sentiu o tranco em um primeiro momento. Muitos consideram que isso faz parte da campanha, que será bem pesada, dada a polarização do país. Novos capítulos são esperados para o restante do ano”, acrescentou Julio Hegedus, economista-chefe da JHN Consulting.

Clima de tranquilidade

Entre os governistas, nada como uma semana após a outra. O clima do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de tranquilidade — tanto que os líderes do governo no Congresso estavam nas bases na tarde de ontem. Após as derrotas recentes no Legislativo, Lula respira aliviado comas primeiras pesquisas mostrando que a rejeição de Jorge Messias no Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) não impactou a popularidade do petista. Tanto que voltou a ficar à frente de Flávio no segundo turno, apesar do empate técnico, segundo a Pesquisa Genial/Quaest, feita antes do vazamento das conversas do senador com Vorcaro.

Tempo ao tempo

Enquanto o PL e bolsonaristas começam a sair em defesa de Flávio por ter recebido dinheiro de Vorcaro, aliados estão mais contidos e aguardam os desdobramentos do episódio. Não devem trair Flávio, mas também não irão defendê-lo tão rápido. O momento exige cautela.

Sem plano B

Um dos parlamentares mais aguerridos da base bolsonarista, o senador Márcio Bittar (PL-AC), foi dos primeiros a publicar áudio nas redes sociais em solidariedade a Flávio. Descartou qualquer plano B para outra candidatura do partido por conta dos vazamentos dos áudios. “A direita ainda tem muito o que aprender com a esquerda, porque, mesmo com todos os processos e a condenação em três instâncias de Lula no processo do triplex, ele nunca foi abandonado pelos seus apoiadores. E nós também não abandonaremos o Flávio por pedir um recurso privado para um filme sobre o pai dele que foi esfaqueado e está preso”, afirmou. Bittar foi incisivo ao comentar sobre a possibilidade de o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltar a ser cogitado para a corrida presidencial pelo PL. Afirmou que é mera “fofoca”. “Ninguém tira quem tem 40% das intenções de voto nas pesquisas”, acrescentou.

Explica isso aí, CPMI

O vazamento da conversa entre Flávio e Vorcaro veio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Pelo menos é o que acredita a Polícia Federal (PF). A corporação acredita que o vazamento ocorreu via espelhamento dos computadores e ressalta que, antes da suspensão de acesso às quebras de sigilo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mais de 70 pessoas tiveram acesso à sala cofre do Senado.

Muito para um filme?

Fontes ligadas à PF estranharam os valores de pagamento de Vorcaro ao filme, em torno de R$ 140 milhões. A teoria é de que o montante era, muito provavelmente, um financiamento eleitoral antecipado. Aliás, a cena da facada vazou na internet e virou “meme” nas redes sociais.

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Tensão nas alturas

A suspensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, da Lei de Dosimetria deixou a oposição ainda mais arisca no Congresso. Segundo os parlamentares, o processo foi árduo e seguiu todos os trâmites necessários da Constituição. Um levantamento do grupo Livres mostra que, em 2024, 81% das decisões do STF foram monocráticas e sem deliberação do colegiado.

Falta de orçamento

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP, foto), defendeu durante o III Encontro Nacional das Agências Reguladoras, organizado pela Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), que não haverá autonomia enquanto não houver recursos para as instituições. “Você tem autonomia, mas não tem orçamento. Que autonomia é essa?”, questionou. Dados recentes da Agência Nacional de Mineração mostram que há uma defasagem de 70% no pessoal da ANM justamente por falta de recurso financeiro.

André Mendonça e o recado aos seus

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 8 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

O fato de o relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, ameaçar mandar Daniel Vorcaro de volta à Papuda provocou reações no meio político e jurídico. Há, inclusive, quem esteja procurando alguma brecha para ver se tira a relatoria de Mendonça. Ciente das pressões, o ministro avisou que não cederá e irá prosseguir com a investigação e as operações, doa a quem doer. E mais: se houver qualquer empecilho ao seu trabalho, o ministro levantará o sigilo de tudo o que já tem em mãos. Afinal, nada como a luz do sol para matar os germes.

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Enquanto isso, na União Progressista…/ O casamento entre PP e União Brasil virou um salve-se quem puder. Como o leitor da coluna já sabe, os deputados farão campanha tratando apenas do próprio nome e número. O partido virá minúsculo no material de propaganda. Seus filiados comentavam, ontem, num restaurante, que essa operação que teve como alvo o presidente do PP, Ciro Nogueira, “é o começo do fim do mundo”.

Vem mais

A operação contra Ciro Nogueira era lida no meio político como algo esperado. Agora, os olhos se voltam para Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Os aliados dele esperam que ele sobreviva para tocar a federação nesse período eleitoral.

Protocolar

Só no fim da tarde, mais de 10 horas após a busca e apreensão contra Ciro Nogueira, é que o partido comandado por ele soltou uma nota a respeito da operação. Nas oito linhas que levam a assinatura do secretário-geral do PP, Aldo Rosa, nem uma palavra criticando o mandado do ministro André Mendonça. O partido se limitou a dizer que espera veros fatos devidamente esclarecidos, que prevaleça o exercício do amplo direito à defesa e reafirma confiança na Justiça.

O “ganha-ganha” de Lula e Trump

Por mais que existam diferenças entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o fato de terem dialogado abertamente na Casa Branca, ontem, foi comemorado pelos dois países. Afinal, Trump precisa ampliar sua interlocução no mundo e Lula precisa mostrar que sua aposta no diálogo não é apenas retórica. A avaliação de diplomatas é de que ambos atingiram seus objetivos nessa conversa.

Golfo pede apoio

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad(PSD-MS) recebeu um grupo de embaixadores de países do Golfo. Querem que o Brasil emita uma nota de repúdio às nações que estão bombardeando regiões que não estão em guerra. Trad prometeu ajudar.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Recordar é viver I/ Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dizendo, há alguns meses, que Ciro Nogueira (ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro) poderia ser seu vice, porque era de uma lealdade ímpar ao ex-presidente.

Recordar é viver II/ Fez sucesso ainda um vídeo divulgado há alguns meses em que Ciro Nogueira, num evento no Piauí, diz que o CPF dele era um e o de Daniel Vorcaro outro, mas que se surgisse “alguma denuncia comprovada”, renunciaria ao mandato. Os internautas fizeram da hashtag #RenunciaCiro um dos assuntos mais comentados do Brasil.

O que se diz em Teresina…/ Ditado muito ouvido entre os políticos do Piauí: “Ninguém faz a feira confiando em Nogueira”.

Ceará em Nova York/ O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT, foto),será “keynote speaker” no LIDE Brazil Investment Fórum, que reunirá cerca de 400 empresários na Big Apple, na próxima terça-feira (12). Participam do debate sobreo “o futuro do Brasil”, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O evento faz parte da Brazilian Week, que reúne empresários e autoridades na capital financeira do mundo.

Rejeição será o fiel da balança nas eleições

Publicado em 6x1, Banco Central, Banco Master, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 4 de abril de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Com o fechamento da janela partidária, ontem, e do fim do prazo para os candidatos deixarem os mandatos no Executivo, hoje, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará correr contra o tempo para melhorar a avaliação dos eleitores. O fator rejeição será decisivo na campanha eleitoral deste ano, alertou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Conforme dados da pesquisa Arko/Intel, divulgada ontem, Lula está em uma posição muito incômoda. Ele lidera o ranking de rejeição dos eleitores, com 50,6%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem um rejeição menor, de 24% — maior do que a dopai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de16,3%. Assim, o chefe do Executivo terá uma boa dose de trabalho pela frente para reverter esse quadro, apesar de denúncias contra o filho 01 no radar, como a da rachadinha.

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“A chance do Flávio Bolsonaro é dada, independentemente de como ele vai performar ao longo da campanha, porque a rejeição de Lula ainda é muito alta. Isso significa que o eleitorado é crítico ao governo. Portanto, qualquer nome da oposição tem chance, sem dúvida”, destacou Cortez. Para ele, a disputa já está aberta e se o governo Lula não conseguir melhorar a avaliação junto aos eleitores, Flávio é um nome forte para ganhar as eleições neste ano, “ainda que ele tenha uma série de questionamentos como candidato”. Logo, tudo indica que a eleição deste ano será definida por pouquíssimos votos, tal como foi a de 2022.

Prazo curto

A partir de agora, o governo federal vai ter que correr contra o tempo para mostrar o que fez para a população desde 2023. E, para isso, tem até 4 de julho, quando vence o prazo para o Executivo fazer propaganda, inaugurar obras para conquistar os indecisos e melhorar a imagem junto ao eleitorado. Depois dessa data, começa a propaganda intrapartidária dos candidatos.

Imagem negativa

Assim como a rejeição elevada, a imagem negativa de Lula também é elevada, chegando a 55%, acima da positiva, de 43%, conforme os dados da pesquisa da Atlas/Arko. Já Flávio Bolsonaro tem imagem positiva para 53%do eleitorado e positiva para 44% dos entrevistados. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, por sua vez, tem uma imagem negativa maior, de 57%, e só é superado pela primeira-dama Rosângela Janja da Silva (62%); pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (66%); pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) — os dois últimos empatados com 90% de percepção negativado eleitorado.

Senadores na berlinda

Seis pesquisas estaduais da AtlasIntel, divulgadas recentemente, mostram senadores governistas e da oposição que podem perder os mandatos que têm. No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT) aparece em terceiro lugar no consolidado dos votos para as duas vagas disponíveis para o Senado, com 16,3%. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também está em terceiro lugar, com 17,7% dos votos. Outros ex-senadores também estão com dificuldade em retornar para à Casa, como a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná — em terceiro lugar, com 16,5%; Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, em quarto lugar, com 8,7%; e Marina Silva (Rede), em São Paulo, em terceiro lugar, com 19,6%.

Discurso regional

Na próxima quarta-feira, a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) e a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) realizam juntas uma reunião-almoço para discutir os impactos da mudança na escala 6 x 1,agora no âmbito dos municípios. As frentes têm promovido diversas rodadas de conversa sobre a pauta. O encontro contará com a participação do prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, além de representantes do setor produtivo.

Pente fino

Enquanto as negociações para o acordo de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, caminham, investigadores responsáveis pelo caso buscam os bens do empresário mineiro e o emaranhado de fundos dele no exterior. O mapeamento dos recursos de Vorcaro em paraísos fiscais, inclusive, deve ajudar no processo de devolução de ativos do banqueiro como contrapartida do acordo de delação premiada. A expectativa é de que Vorcaro aponte outros CPFs de beneficiários desse dinheiro que está lá fora.

Siga o dinheiro

Não à toa, o Banco de Brasília (BRB) se adiantou às investigações em busca dos bens de Vorcaro no exterior para o acordo de delação premiada. Entrou na Justiça como pedido de tutela cautelar, com o objetivo de “resguardar o direito à eventual recomposição integral dos danos sofridos”. Assim, o banco do Distrito Federal tenta reduzir o estrago provocado pelo Master nas contas da instituição que, pelas investigações da Polícia Federal, comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master. O BRB tenta achar recursos para cobrir o rombo deixado pelo Master e que ainda não foi divulgado no balanço de 2025.

Surpresa boa

Fora da política, a Sexta-Feira Santa trouxe uma bela surpresa para os fãs da banda U2, incluindo a interina desta coluna. A banda de rock irlandesa lançou o EP Easter Lily, com seis músicas inéditas. Em carta publicada no Instagram da banda, o vocalista Bono escreveu que o novo álbum trouxe muitas perguntas pessoais envolvendo vários temas nesse cenário de guerras, como religião e amizade. Bono ainda destacou que o álbum faz uma uma homenagem a Patti Smith, em referência ao álbum Easter, que, segundo ele, deu muita esperança para ele, um jovem de 18 anos, quando foi lançado em 1978. “Tentaremos fazer alarde e pompa em outra ocasião para lembrar ao resto do mundo que existimos, mas enquanto isso… isso fica entre nós”, escreveu o vocalista.

Pão de queijo com rapadura

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, MDB, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 2 de abril de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Com a filiação do senador mineiro Rodrigo Pacheco ao PSB formalizada, na noite de ontem, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolida um palanque de peso em Minas Gerais para a mesma chapa vencedora de 2022, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), confirmado na véspera pelo chefe do Executivo na reunião ministerial. Mas uma vitória em Minas não será fácil para o petista, que terá um páreo duro como rapadura para reconquistar a confiança do eleitor no estado.

“Minas é um colégio eleitoral importante para consolidar a campanha eleitoral. Mas é um estado em que há uma divisão mais clara do bolsonarismo, porque há uma espécie de vácuo, que está mais difícil de ser ocupado”, afirmou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Cortez ressaltou que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que está à frente das pesquisas, não é uma figura ligada ao bolsonarismo e tenta um posicionamento além da polarização.

Portanto, pode ajudar a embolar a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se consolida como o candidato da oposição. “As duas candidaturas nacionais tentam ocupar, criar bases sólidas nesse colégio”, acrescentou. Segundo ele, devido ao histórico de escândalos de corrupção nos governos petistas, Lula agiu corretamente em não tentar uma candidatura do PT na disputa em Minas Gerais.

Embate à vista I

Dados da pesquisa Atlas/Intel, divulgados ontem, mostram Pacheco bem colocado na intenção de voto espontâneo do eleitor mineiro para o cargo de governador. Ficou em segundo lugar nas intenções de voto na pesquisa espontânea, com 28,6%, enquanto Cleitinho obteve 32,7%. O candidato bolsonarista Mateus Simões (PSD) ficou em terceiro lugar na sondagem, com 8,7%. Em um eventual segundo turno, Cleitinho venceria Pacheco na disputa pelo governo mineiro por cinco pontos percentuais, com placar de 47% a 42%. Mas, contra Simões, a vitória de Pacheco seria maior, com placar de 43% a 31%, uma margem 12 pontos percentuais.

Embate à vista II

Ainda de acordo com a pesquisa Atlas/Intel, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio na disputa pelo voto dos mineiros para a Presidência, o placar do segundo turno está bem apertado, de 47,3% a 46,9%. Vale lembrar que, em 2022, Lula venceu Bolsonaro em Minas Gerais por uma margem muito pequena, de pouco mais de 560 mil votos. Foi quase o mesmo número de votos da então candidata do MDB, Simone Tebet, que ficou em segundo lugar.

Indefinição

Apesar de aparecer em primeiro lugar nas pesquisas para governador de Minas, Cleitinho ainda não decidiu se vai entrar na disputa. O parlamentar pretende esperar até maio para dizer se disputará a eleição para o governo. O Republicanos afirmou que, caso ele queira, a vaga é dele. Contudo, o senador avalia que, nesse momento, qualquer pré-candidato tem força. O cenário no estado está muito aberto, o que justifica a bagunça dos partidos em definir as nominatas. Muitas só devem sair após as convenções partidárias, em julho.

Tudo certo por aqui

Outro palanque para Lula na campanha para a reeleição definido está na Paraíba. Com a chapa em que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, se lançará para o governo, o senador Veneziano Vital do Rêgo e o deputado André Gadelha para o Senado, Lula e o MDB buscam se fortalecer no estado.

Novo Desenrola no forno

O aumento da inadimplência das famílias brasileiras está deixando a equipe econômica do governo de cabelo em pé para criar um novo programa a fim de renegociar as dívidas, nos moldes do Desenrola. O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ontem que o programa que está em estudo na pasta deve oferecer descontos de até 80% em relação aos débitos, com os 20% restantes sendo renegociados. Segundo ele, a medida deve ser publicada em um prazo de cerca de 10 dias. Resta saber com que recursos do Orçamento o governo vai financiar essa iniciativa, que retoma a antiga aposta dos governos petistas para estimular a economia — o consumo.

Olhar diferenciado

Parlamentares da Região Amazônica têm defendido que o governo olhe com atenção para o aumento dos preços dos combustíveis. Por ter uma extensão territorial muito grande, os fretes naturalmente já são mais caros. Mas, agora, com o aumento do preço do diesel, os preços estão atingindo valores exorbitantes, o que tem piorado ainda mais a situação de escoamento das produções do Norte.

Hora de discutir

Senadores e deputados ligados ao agronegócio têm batido na tecla de que o Brasil precisa discutir a expansão de ferrovias e hidrovias para evitar a dependência de combustíveis, principalmente nas crises ligadas a guerras em outros continentes. Além disso, defendem investir em refinarias nacionais para que o país possa ter o seu próprio estoque, não apenas por segurança, mas para vender com valor agregado também.

E a CPI?

Na avaliação de juristas constitucionais, o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser indeferido. Muitos referenciaram o argumento do ministro Flávio Dino na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): seria permitir uma dupla investigação do mesmo caso, com risco de decisões conflitantes.

Lula está otimista. O eleitor, nem tanto

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 1º de abril de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

“Estou muito otimista, muito otimista”, disse o presidente Lula na reunião ministerial na qual anunciou Geraldo Alckmin como companheiro de chapa na corrida para a reeleição. “Tenho certeza que vocês farão do trabalho no governo o sucesso da futura campanha de vocês. Porque se tem um governo em que os ministros tiveram oportunidade de entregar resultado, foi este governo”, disse Lula durante a transmissão.

O chefe do Planalto deu o aperitivo da estratégia que pretende adotar: comparar o antes e o depois. Orientou os ministros a medirem o desempenho da atual administração com o de outros governos. “Sobretudo com aquele nós substituímos. Nós fizemos infinitamente mais, com mais precisão e melhor qualidade, com o objetivo de atender aos interesses do povo brasileiro”, asseverou o presidente.

A portas fechadas, o diagnóstico é mais tenso. Permanece a avaliação de que o governo está se comunicando mal, e essa lacuna estaria deixando o terreno livre para a oposição. Até aqui, o otimismo presidencial não encontra reflexo na opinião do eleitor. Desde novembro, a desaprovação do governo Lula está acima da aprovação, segundo as pesquisas de opinião.

 

Foi ficando

Durante a sessão de agradecimentos ao empenho dos ministros, o presidente Lula fez menção a José Múcio, titular da Defesa. Relembrou a história (já quase uma anedota) de que, inicialmente, o combinado era Múcio ficar apenas um ano no governo. Ano após ano, Múcio foi ficando. Até completar o ciclo no terceiro mandato de Lula. O ministro não disfarçou o sorriso ao ouvir o relato presidencial.

Prioridade

O projeto que regulamenta a extração de minerais críticos e terras raras deve avançar no Congresso Nacional já na próxima semana. O relator da matéria, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirmou, durante a reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), que deve apresentar o parecer até o próximo dia 7.

Sincronia

Além disso, há um diálogo entre a Câmara dos Deputados e o Senado para uma convergência referente ao tema e sincronizar a tramitação nas duas Casas. O senador Esperidião Amin (PP-SC) já conversou com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para viabilizar a ideia.

Definição ampla

A ideia de Jardim é não caracterizar demais o conceito de minerais críticos. Segundo ele, outros países seguiram esse caminho e precisaram rever as definições. Na visão do deputado, essa experiência no exterior ajuda o Brasil a formular uma política mais robusta e acertada.

Valor agregado

Outro ponto do relatório será propor um investimento para agregar valor aos minérios, e não apenas exportar a commodity. “Não queremos ser meros exportadores de commodities, queremos que todos eles sejam aqui processados, aqui transformados. Fazer uma cadeia de valor aqui no Brasil”, defendeu o relator.

Oriente-se

Como exemplo de investimento em tecnologia e mão de obra na área de minerais críticos, Arnaldo Jardim comparou os Estados Unidos com a China. Segundo ele, os EUA tem apenas nove PHDs na área. A China, por sua vez, tem 430. Esse seria um exemplo a ser seguido em termos de mineração crítica.

Reúso

Outro ponto que o relatório quer abordar, principalmente visando a área de produção de baterias, é a mineração urbana. Ela consiste em recolher celulares e equipamentos eletrônicos antigos da população — aqueles que não são mais usados ou são descartados de forma errada — para reciclagem, recuperação e reúso de matérias importantes que estão nesses equipamentos.

E os combustíveis?

A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) será realizada amanhã. É previsto o debate acerca do aumento da mistura do biodiesel para conter os impactos da guerra no Golfo nos preços dos combustíveis no Brasil. Consultores afirmam que se a mistura subir de 15% para 16%, a mudança será significativa. O lobby ligado às petrolíferas entrará mais forte para evitar que isso aconteça.

Critérios técnicos

Com o envio da mensagem presidencial indicando o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, aliados do governo entendem que é hora de análise crítica. Senadores defendem que a sabatina seja feita de forma calma e sem paixões para não poluir o debate.

Comida é conquista

No próximo dia 7, em Brasília, comemoram-se os 50 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é um dos confirmados para o evento, que contará ainda com outros representantes do Poder Executivo e Legislativo. Autoridades regulatórias, lideranças e especialistas vão debater o legado do PAT, impactos das alterações recentes e caminhos para modernização.

Caiado bate em Lula de olho em Flávio

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 31 de março de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Ronaldo Caiado lançou-se pré-candidato à Presidência da República com um discurso que em nada sugere uma terceira via no cenário polarizado das eleições. O governador manteve a postura de político de direita, com críticas contundentes ao lulopetismo. Essa linha de oposição ao Planalto vem sendo conduzida há meses, como se viu no debate sobre a PEC da Segurança Pública.

Mas, no dia em que se apresentou ao país como postulante ao Palácio do Planalto, Caiado sinalizou uma bandeira para atrair o eleitorado de Flávio Bolsonaro. Disse que, como primeiro ato na Presidência, assinaria a anistia ampla e irrestrita aos envolvidos na trama golpista. Foi a senha para esvaziar uma das principais promessas do filho 01 do ex-presidente Bolsonaro.

Ainda em relação a Flávio Bolsonaro, Caiado pode mostrar que tem muito mais experiência como gestor público doque o senador, que jamais exerceu um cargo no Executivo. Com seis mandatos parlamentares, o pré-candidato do PSD é, ainda, um articulador importante para o PSD cumprir o objetivo de formar uma bancada forte no Congresso em 2027. Caiado é adversário de Lula, sem dúvida. Mas é Flávio Bolsonaro quem está no caminho dele.

Sou agro

No lançamento da pré-candidatura, Caiado deixou clara a antiga aliança com o agro nacional, muito antes de o setor ganhar fama mundial e virar “pop” ou “tech”. Lembrou que foi fundador da União Democrática Ruralista (UDR), entidade contrária à atuação do MST entre 1985 e 1994. Caiado afirmou que a atuação política nesse período permitiu ao agro se tornar a estrela da economia brasileira.

Mordida

Assim como havia feito nas redes sociais nos últimos dias, Caiado resolveu espezinhar novamente Lula após o presidente sugerir que brasileiros estão endividados porque gastam muito no cuidado com cachorros. Disse ser “muito dedicado ao criatório de meus cachorros, que ultimamente o presidente tem tentado responsabilizar pela alta taxa de juros”.

Na ponta do lápis

Considerando apenas os números, o PSD encontrou motivos para preferir Caiado a Eduardo Leite. Pesquisa da BTG Nexus divulgada ontem mostra que o gaúcho tem uma rejeição ligeiramente (34%) maior do que o governador de Goiás (31%). No mesmo levantamento, Caiado também pontuou melhor em intenção de votos no primeiro turno e se saiu melhor contra o presidente Lula que seu colega de legenda.

Regional e nacional

Dentro do PSD, predominou a avaliação de que Leite estaria muito isolado no Rio Grande do Sul e de que a capilaridade de Caiado seria maior.

União é força

Durante o almoço empresarial do Lide em São Paulo, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que não tem dúvidas de que Caiado apoiará Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas ressalta que o momento é de união. “Todos nós sabemos que pode ter quantos candidatos a presidente do Brasil, que no segundo turno vai estar o Flávio e o Lula”, comentou.

Vem logo

“Tenho certeza de que o Caiado, que é de direita, vai nos acompanhar. O ideal para nós era que todos eles nos acompanhasse no primeiro turno para dar chance para nós ganharmos a eleição no primeiro turno”, previu o presidente do PL.

Chamem

Após analisar os documentos elaborados pelo Tribunal de Contas da União, parlamentares aumentaram a pressão para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado chamar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A investigação do TCU indica que a gestão de Campos Neto apenas enviava ofícios, com advertências, ao banco de Daniel Vorcaro, e não tomou medidas mais drásticas.

Não é comigo

Na semana passada, em nota pública, Campos Neto afirmou que não era atribuição da presidência do BC analisar as atividades de bancos do porte do Master, com ativos inferiores a 1% do PIB. Essa seria uma atribuição de servidores do BC. “A presidência do BC não pode ser responsabilizada por terceiros”, alegou Campos Neto.

Sem cadeira cativa

Em entrevista a um programa de TV local, o deputado Arthur Lira (PP-AL) mandou recado ao eterno rival Renan Calheiros, ainda que sem citá-lo. “O Senado está devendo a Alagoas. Disse no lançamento (da pré-campanha) e reafirmo aqui: o Senado não é morada permanente de ninguém, não”, afirmou.

Na disputa

A primeira-dama de Rondônia e titular da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, almeja uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026 pelo União Brasil. Ela quer concentrar os esforços em projetos que promovam a assistência à população mais vulnerável.

Política é poesia

Com um livro de poesias recém-lançado, o ex-governador e pré-candidato José Roberto Arruda (PSD) resume a própria trajetória em versos sucintos. “Experimentei o poder, os palácios e o gosto amargo da prisão (…) Fiz curva em alta velocidade e, agora, cheguei a uma idade em que tudo faz sentido. Era esse o meu destino”, escreve o poeta-político, em Destino.

O STF e a prisão de Daniel Vorcaro

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Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 14 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

O voto do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhando o relator do processo, ministro André Mendonça, pela manutenção da prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, surpreendeu advogados e deu aos políticos a certeza de que, dessa vez, será muito mais difícil tirar o ex-CEO do Banco Master da cadeia. A avaliação geral do mundo jurídico é de que a manutenção da prisão foi um divisor de águas e Vorcaro pode se preparar para uma boa temporada atrás das grades. O ex-banqueiro colecionou ameaças a muita gente. E fez isso justamente num momento em que o “jeitinho” e a interpretação da lei em favor de criminosos desse tipo cai em desuso. A ordem na Corte é cerrar fileiras em defesa da instituição, arranhada pela a sociedade dos irmãos Dias Toffoli em um resort no Paraná e pelo contrato milionário da mulher de Alexandre de Moraes com o Master.

Crédito: Caio Gomez

Acertos e erros/ A maioria em torno do voto de Mendonça, relator do caso na Segunda Turma, vem no momento em que o STF está mais fragilizado e tenta se recuperar. A avaliação de alguns ministros é de que está na hora de mostrar que alguns magistrados podem ter cometido erros, mas a instituição que defendeu a democracia — quando das ameaças de golpe de Estado — e permitiu que o país pudesse trabalhar de forma mais equilibrada na pandemia continua de pé. E não pode ser jogada fora.

PL no escuro

Com o ex-presidente Jair Bolsonaro na UTI — e justamente no período crucial de janela para troca de partido —, o PL não terá condições de pegar todas as orientações do “detentor dos votos” . Agora, terá que se contentar com o que quiser o senador Flávio Bolsonaro (RJ). E quem ficar insatisfeito, não tem nem como ir ao pai reclamar.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro…

Justamente no berço político do pré-candidato à Presidência da República, a situação está para lá de complicada depois que o governador Claudio Castro arrisca ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até aqui, o partido está numa disputa interna, com uma ala disposta a puxar o tapete de Castro para tirar um desgaste das costas.

Vertente I

Ao revogar o visto do subsecretário norte-americano Darren Beattie alegando reciprocidade, o governo brasileiro fez dois movimentos importantes. O primeiro foi diplomático: “A mensagem é que o Brasil não aceitará um tratamento assimétrico nas relações bilaterais. Esse tipo de mecanismo não é incomum na diplomacia e costuma ser utilizado para sinalizar descontentamento sem chegar a uma ruptura institucional mais grave” , avalia Eduardo Galvão, especialista em risco político.

Vertente II

O componente político também é evidente. “Beattie não é um diplomata tradicional, mas um nome associado à ala mais ideológica do trumpismo e crítico do governo Lula e do STF. A tentativa de visitar Jair Bolsonaro em um momento sensível da política brasileira, especialmente em ano eleitoral, inevitavelmente ampliou o peso simbólico do episódio” , explica Galvão.

O que precisa segurar

No Itamaraty, todo esforço é no sentido de separar as estações. Ou seja, as relações comerciais e diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos têm que ser mantidas e trabalhadas. E isso não tem ligação direta com as informações prestadas por Darren Beattie para obtenção do visto. A avaliação dos diplomatas é de que Beattie omitiu dados ao dizer que iria participar de um fórum de minerais críticos e faria agenda com o governo brasileiro, sem mencionar o encontro com Bolsonaro.

CURTIDAS

Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

O culpado/ Bem mais magro, o senador Rogério Marinho (PL-RN, foto) não titubeia quando alguém comenta seu novo “shape”: “Não foi Mounjaro! Foi Lula. Esse governo dele é tão ruim que tira o apetite” , provoca.

Honra máxima/ A economista Esther Duflo, vencedora do Prêmio Nobel de Economia de 2019 e cofundadora do Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL), vai ministrar uma aula magna na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), na terça-feira. A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, fará a abertura do evento. O evento vai debater “o papel das evidências e da pesquisa aplicada no aprimoramento das políticas públicas” .

Paulo Octávio, 50 anos/ O ex-presidente José Sarney e o historiador e ex-ministro Ronaldo Costa Couto fazem o prefácio do livro que o ex-governador Paulo Octávio lança hoje sobre a história da empresa. A obra será entregue a um grupo de 400 convidados para a festa, que marcará o aniversário da construtora.

A teia da Reag começa a aparecer

Publicado em 6x1, Banco Master, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 12 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Pelo menos três das últimas megaoperações da Polícia Federal — Carbono Oculto (lavagem de dinheiro do crime organizado via setor de combustíveis), Compliance Zero (Banco Master) e Sem Desconto (desvio de recursos de aposentados do INSS) — passaram pela administradora de fundos de investimentos Reag, já liquidada pelo Banco Central (BC). É nesse emaranhado de fios que a PF está se debruçando para tentar montar o grande quebra-cabeça do mercado financeiro e de negócios atípicos. Quem teve acesso a parte das apurações, considera que o caso do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e os R$ 3 milhões recebidos por consultoria empresarial, é apenas um dos negócios que vão aparecer, sejam legais ou não. Vem mais, muito mais.

Crédito: Caio Gomez

Veja bem/ Até aqui, o que se sabe é que, realmente, ex-CEO da Reag, João Carlos Mansur, tem razão ao dizer à CPI do Crime Organizado que não era uma administradora de fachada do Master. O que a PF investiga é o fato de a empresa aparecer em outros negócios tão nebulosos quanto os do Master/BRB.

Fala PHC!

Depois da segunda prisão e a transferência para uma penitenciária federal em Brasília, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não mandou sequer um sinal de fumaça à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Quem o senador Renan Calheiros (MDB-AL) espera que compareça ao colegiado, na semana que vem, é o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.

E tem mais

Além dessa audiência, a comissão trabalha para identificar possíveis falhas e legislar a respeito. Renan começou a elaborar projetos de lei com regras mais rígidas para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e uma revisão da legislação sobre crimes financeiros. A equipe técnica do presidente da CAE trabalha no texto e há a expectativa de apresentá-lo na semana que vem.

Agora, vai

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devem almoçar juntos, hoje, no Palácio da Alvorada. É esperado que conversem sobre as indicações recentes, principalmente, do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). E acertem o envio da carta ao

Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

“A legislação e os impactos (do fim da escala 6 x 1) precisam ser vistos no mundo real e não no mundo ideal” Deputado Hugo Leal (PSD-RJ, foto), durante o seminário “Modernização da jornada de trabalho”, realizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE)

CURTIDAS

E as pesquisas, hein?/ O fato de apenas 31% dos entrevistados afirmarem aos pesquisadores da Genial Quaest que foram beneficiados pela isenção do Imposto de Renda foi considerado um dos pontos que ajudam a explicar a avaliação negativa do governo. É que, no ano passado, 61% acreditaram que teriam algum ganho com a medida. Nesse sentido, a frustração foi grande. Agora, é trabalhar com esse dado da realidade.

Metade do caminho/ Com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) em liberar os documentos da inspeção sobre a liquidação do Master para a CAE, os senadores terão acesso a alguns dados sigilosos. Mas o presidente da comissão, Renan Calheiros, já advertiu aos senadores que todo cuidado é pouco. É que, enquanto não houver a quebra de sigilo aprovada no plenário do Senado, nada pode vazar. E a quebra do sigilo dependerá da vontade do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, de pautar os requerimentos.

Sai daí rapidinho!/ A celeridade com que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, jogou para escanteio a relatoria da ação que pede a instalação da CPMI do Banco Master foi recebida com alívio por outros ministros. Segue o jogo sem menos um foco de desgaste.

Retorno/ A família da ex-deputada Carla Zambelli acredita que a novela acerca da extradição para o Brasil deve, finalmente, estar perto do fim. O filho, João Zambelli, afirmou à coluna que, até aqui, está tudo caminhando para que ela seja extraditada na semana que vem.

Vai chegar pela metade

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, crise no INSS, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, Política, PSB, PT, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Vai cair por terra a esperança dos integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de ter acesso integral ao sigilo bancário, fiscal e temático do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. É que a própria Advocacia-Geral do Senado alertou que parte do material estava fora do escopo da investigação do roubo dos aposentados. Agora, a Polícia Federal (PF), enquanto aguarda uma nova decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, separa o material para enviar apenas o que for relacionado ao caso do INSS.

Crédito: Caio Gomez

Vai dar confusão/ Até aqui, a CPMI do INSS não foi informada desse filtro e aguarda as quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático do ex-dono do Banco Master integralmente. No entendimento do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a decisão de Mendonça garante todos os dados dos pedidos de quebra aprovados pela comissão, mesmo que haja conteúdos não relacionados ao roubo dos aposentados. O colegiado, porém, só receberá o material completo se o ministro autorizar.

Alckmin fica na vice de Lula

Com a possível candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, a leitura no PSB é a de que a manutenção da chapa presidencial Lula-Geraldo Alckmin está selada. “Agora, está clara a posição de Geraldo Alckmin como vice de Lula”, afirma o líder da bancada na Câmara, deputado Jonas Donizettte (SP).

MDB conformado

No MDB, Alckmin também é visto como um nome consolidado ao lado de Lula. “Eu defendo que ele (Alckmin) fique. O presidente Alckmin tem feito um grande trabalho. Um homem que tem sido muito correto e leal ao presidente Lula. Não vejo sentido nem razão para que seja substituído. Time que está ganhando, não se mexe”, comentou o ministro Jader Filho, em entrevista ao CB.Poder (veja no site do Correio)

Vai ter VAR

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ganhou mais um tema para emparedar o governo. Ele será o juiz da decisão a respeito da votação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que quebrou o sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Alcolumbre, agora, vai pedir uma investigação da Polícia Legislativa. É o senhor do tempo e da decisão.

Se demorar demais…

… favorece o adversário do governo. Geralmente, os dados dos sigilos demoram entre 10 e 15 dias para chegar ao Parlamento. Os de Vorcaro chegaram neste prazo.

CURTIDAS

Crédito: Evaristo Sá/AFP

Onde está pegando I/ A configuração que Lula está montando em São Paulo joga para escanteio o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (foto), do PSB, que concorreu ao governo paulista em 2018. Perdeu para João Doria, mas ele foi o representante da esquerda que chegou mais perto de conquistar o Palácio dos Bandeirantes.

Onde está pegando II/ França foi ainda peça-chave na escolha de Alckmin como vice na chapa de Lula, há quatro anos. Neste Lula 3, assumiu o Ministério de Portos e Aeroportos, mas saiu para ceder a vaga ao então deputado Sílvio Costa Filho, do Republicanos. Márcio ficou com o recém-criado Ministério do Empreendedorismo. Agora, os petistas mencionam Simone Tebet e Marina Silva para o Senado. Nos bastidores do PSB, o que se diz é que, se ingratidão tem nome.

Chama-se PT. Quem diria…/ Durante a fala no CB.Debate — O Brasil pelas Mulheres, proteção a todo tempo, a vice-governadora Celina Leão foi incisiva ao defender o respeito à primeira-dama Janja: “Estou muito perplexa, esta semana, pelo nível de agressão que as duas primeiras-damas do Brasil, a anterior e a atual, estão sofrendo. Agressões que… Meu Deus! Isso é massacre contra mulheres que são de partidos diferentes, de ideologias diferentes e que são agredidas, muitas vezes, por aqueles que acham que defendem uma ideologia. Não, isso não é defesa ideológica. Isso é massacre a mulheres que estão em posição e em lugar de poder, sejam elas de que partido forem. Isso é nocivo. Isso é letal”.

Vacina/ Celina sabe que em alguns setores da política o machismo impera e, desde já, busca se proteger dos ataques que certamente virão apenas pelo fato de ser mulher. A expectativa do PP é de que a campanha seja disputada com respeito.