Mãozada na cara! Ria com as melhores reações ao lançamento do concurso de agente da PCDF

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Além dos memes hilários, o diretor-geral da PCDF também se pronunciou sobre o concurso com 1.800 vagas para agente de polícia nas redes sociais

 

Parece que muuuita gente ficou surpreso/assustado com as novidades do edital de agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), lançado nesta quarta-feira (1/7). A inclusão de contabilidade e matemática é o assunto do momento dos concurseiros de plantão na internet. E as reações foram hilárias! Mas antes da chuva de memes, o diretor-geral da PCDF, delegado Robson Cândido, também utilizou novamente seu perfil oficial no Instagram para dar informações sobre o concurso de agente e de escrivão também. Dá uma olhada:

 

 

 

E vamos ao memes

 

 

Help!

Para ajudar, conversamos com especialistas no concurso, leia: Estatística, contabilidade? Especialistas analisam edital para agente da PCDF 2020

E mais: O que vai cair na prova do concurso para agentes da PCDF 2020? 

Estatística, contabilidade? Especialistas analisam edital para agente da PCDF 2020

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Edital para agentes da PCDF, com 1.800 vagas para qualquer curso de nível superior, foi lançado hoje e o conteúdo veio com surpresas. Especialistas acreditam que o concurso deverá ser maior que o do Senado Federal

 

Após o super lançamento, mais que aguardado, do edital de abertura do concurso público para agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), no Diário Oficial local (DODF), desta quarta-feira (1/7), o Papo de Concurseiro bateu um papo (😉) com especialistas na área, para analisar a fundo o novo regulamento e direcionar melhor os estudos dos concurseiros. Segundo os professores, o edital veio bastante diferente do concurso passado para o cargo, lançado em 2013 pela PCDF, e mais condizente com os crimes atuais. Nesse sentido, houve surpresa com relação ao conteúdo programático.

 

A novidade do concurso é a inserção das disciplinas de contabilidade e estatística, o aumento significativo da importância da informática e a diminuição de “matérias clássicas”, como direito constitucional e, surpreendentemente, dos direitos penal e processual penal.

 

Segundo Arthur Rodrigues Lima, professor de matemática, estatística e raciocínio lógico do Direção Concursos, e engenheiro aeronáutico pelo ITA, a primeira impressão é de que o edital de agente da PCDF se assemelha muito com edital de agente da Polícia Federal (PF). “Um grande pleito da corporação é a equiparação com a PF, de certa forma um primeiro passo é justamente ter uma seleção com mesmo nível de dificuldade e exigência. A prova de agente da PF de 2018 chamou atenção por cobrar contabilidade, matéria não comum em concursos policiais. Assim, estatística veio pesada e específica e informática, que normalmente é básica, veio em nível mais alto, nível TI. Deu para ver que houve uma convergência muito grande.”

 

Com relação ao concurso de 2013, o especialista viu grandes mudanças, “antes o concurso privilegiava o policial bacharel em direito, as matérias de direito acabavam tendo peso grande, quem fosse bem nelas definia a aprovação, nesse edital de agora não.  A ideia é selecionar o candidato mais generalista, que entenda direito, mas com noções de português, de TI e contabilidade, um candidato que tem mais a ver com o perfil que a PCDF busca hoje, com maior foco em crimes de corrupção. Por exemplo, hoje se precisa que o agente tenha noções de contabilidade para rastrear o dinheiro roubado; estatística também é muito importante para crimes de lavagem de dinheiro, informática para crimes cibernéticos, entre outros.”

 

Lima avalia que matemática e raciocínio lógico vieram muito parecidos com a maioria dos editais do Cebraspe, banca organizadora da seleção, por isso é fundamental a resolução de muitas questões anteriores, pois “vai haver muita repetição de modelos de questão”.

 

O professor ainda alerta os candidatos que é importante não negligenciar a matéria de estatística, já que muitos acreditam ser um conteúdo difícil e acabam nem tentando entendê-lo. “Eu já percebi que os assuntos mais difíceis têm cobrança fácil na prova, então se você estuda as definições e fórmulas básicas, você consegue acertar.”

 

Sobre a prova discursiva, Lima afirma que esse ano de 2020 está permeado de assuntos e que não são só pandemia de coronavírus (covid-19). “O perido é o concorrente ficar muito preso nesse assunto e vai esquecer de outros eventos, como no começo do ano os EUA mataram um importante general iraniano que quase levou a uma escalada de guerra, eleições americanas, corrupção, fake news (ontem emsmo foi provado PL sobre o tema), atos antidemocráticos, entre outros.”

 

Menos direitos

De acordo com o coordenador de áreas policiais, também do Direção Concursos, Júlio Ponte, historicamente concursos policiais sempre cobraram muito a parte penal, mas neste a legislação extravagante foi suprimida, a legislação especial saiu e o conteúdo penal e processual foi bastante reduzido. “Essas sempre foram as áreas mais pesadas dos concursos, todo mundo estudava para ficar expert nelas, mas acabaram diminuindo, o que faz parte da evolução do próprio cargo. Hoje o perfil do agente é mais de inteligência do que ‘braçal’, a polícia precisa de servidores com mais conhecimento em informática, estatística, lavagem de dinheiro, do que a parte mais ‘bruta’ anteriormente.”

 

Ponte também destacou que “houve significativa diminuição no conteúdo de direito constitucional, com apenas dois assuntos. Em direito penal, que costumava ser extenso, tem apenas parte geral do código penal, sem novidade; e em relação a parte específica do código, só tem crimes contra pessoa, patrimônio e administração pública. E em direito processual penal, é quase todo formado somente por inquérito policial e prisão.”

 

Para a prova discursiva, o especialista também afirma que “não existe coisa mais em pauta no mundo todo do que a pandemia, por outro lado, sempre imagino algo voltado para o cargo, como ações da polícia voltadas para sociedade, o candidato deve ficar ligado nas notícias de interesse ao próprio órgão”.

 

Sobre a preparação e rotina de estudos para o concurso, Ponte acredita que mais de três meses para aplicação das provas em 18 de outubro é um tempo considerável. “É tempo suficiente para que o candidato estabeleça seu cronograma com quantidade de horas relevante para que de hoje até a prova tenha condições de fazer uma boa avaliação, até porque não é um edital gigantesco. Claro que quem vem estudando a mais tempo vai usar essa reta final o que apareceu de novo, isso não deixa de ser uma vantagem.”

 

Saiba mais detalhes sobre o edital de agente da PCDF 2020 aqui! 

 

Conciliando concursos

Para Érico Palazzo, especialista em direito penal e processual penal do Gran Cursos Online, para fazer uma análise do concurso para agente é preciso comparar com o edital de escrivão, lançado em dezembro de 2019, pela PCDF. “Esse regulamento já trouxe outro parâmetro de redução dos direitos, então seria um repeteco, sabíamos que isso iria acontecer, assim como a cobrança das disciplinas de raciocínio logico, direito humanos, conhecimentos do DF e inglês. O que surpreendeu foi a inclusão de direito administrativo, que não veio para escrivão. O conteúdo voltou com muita matéria. Além da ênfase para informática, assemelhando-se a prova de agente da PF, contabilidade e estatística também foram surpresas (esta última nunca pedida para agentes).

Segundo o especialista, a corporação com esse edital deixou claro que tem que entender bem de direito é a função de delegado, agentes precisam de conhecimentos básicos sobre.  “Claro que isso não quer dizer que a banca vai facilitar na hora das questões de direito, mas não será voltada para isso como antigamente. É um concurso de matérias mais heterogêneas, democráticas (como disse o próprio diretor da PCDF), abarca pessoas de todas as áreas, de direito (esperamos cerca de 40 questões), pessoal de exatas, informática e TI, e passa a abarcar também quem é de contabilidade e economia e até letras, pois português é a disciplina que deve ter sozinha mais questões (esperamos cerca de 20).”

“São disciplinas novas, mas que não devem ser o bicho papão para todo mundo, já que todos estão no mesmo barco, e temos que lembrar que nem todos sabem de tudo em um certame público. Nesse sentido, é importante o candidato fazer uma análise do edital, e ver as disciplinas que precisará dedicar um maior tempo nos estudos.”

Sobre a redação, o professor frisa que a etapa equivale a um quinto da nota e pode cair qualquer tópico,  apesar de destacar alguns: fake news, feminicídio (que, infelizmente, é um assunto em voga no DF) e toda a situação do coronavirus, não só de risco para saúde, como também as implicações na segurança pública em caso de calamidade.

Sobre as disciplinas de penal e processual penal, Palazzo pede que os candidatos se atentem para o Pacote anticrime (Lei 13.964); em processual, umas das alterações foi com relação a prisão em flagrante, prisão preventiva, inclusão do juiz garantias (apesar de estar suspenso pelo STF), e mudanças no inquérito policial; em penal, por sua vez, houve algumas alterações importantes na parte especial do código penal entre elas:

  • estelionato era crime de ação penal publica incondicionada, e agora é condicionada a representação da vítima;
  • Crime de roubo praticado com arma branca vai ter causa de aumento de pena;
  • Roubo com arma de fogo, se a arma for de uso restrito ou proibido gera o dobro da pena;
  • Algumas alterações importantes que tem relação com a função da PCDF é a nova Lei de abuso de autoridade (13.869/19) – extremamente importante!

 

Quanto ao TAF, Palazzo afirma que veio igual ao de escrivão com apenas uma alteração considerável: a inclusão do shuttle run, ou corrida de ir e vir ou ainda em seguimento. “Essa modalidade nunca foi cobrada. Importante também é ver que o TAF será realizado apenas em 2021, ou seja, é um tempo interessante para o aluno se preparar, mesmo assim não se deve menosprezá-lo e começar o treino o quanto antes é o recomendado.” O professor lembra também que meio sugado e corrida são etapas que mais reprovam. “O TAF da PCDF tem outro dificultador que é a pontuação a mais que o aluno tem que obter, não basta a pontuação mínima, tem que ter média aritmética de 60 pontos dos cinco itens do TAF para ser aprovado, ou seja, fazer 300 pontos. Vai ser puxado.”

Mas todo o esforço deverá ser recompensado! “Vale muito a ser aprovado para a PCDF, se não for a melhor, é uma das melhores polícias do Brasil, em termo de infraestrutura, remuneração e respeito ao servidor.”

 

E mais: O que vai cair na prova do concurso para agentes da PCDF 2020? 

 

Concurso maior que o Senado

Já o delegado da PCDF e professor de direito penal do IMP Concursos, Vitor Falcão, já esperava que a área de direito seria reduzida devido ao edital de escrivão da PCDF já vir nesse molde, no começo deste ano. O professor acredita que, sem dúvidas, será o concurso mais disputado do Brasil na área policial e deverá ter mais inscrições do que o aguardado concurso do Senado Federal. “A quantidade de vagas e a remuneração é de altíssimo nível, acredito que será maior que o concurso do Senado, que paga melhor, mas não terá tantas vagas e para qualquer graduação.”

 

A dica do professor para a disciplina é, como está muito enxuta, não estudar, como normalmente indicamos, só os principais crimes na parte especial (como homicídio, roubo, furto, estelionato e receptação), tem que fazer a leitura de todo conteúdo. Há chances também, por conta da diminuição do conteúdo, de cair crimes que não são tão cobrados em prova, como dano ao patrimônio, por exemplo.”

 

Sobre o provável tema das provas discursivas, Falcão destaca a Lei Maria da Penha e a violência doméstica como um todo, “como a PCDF pode atuar na prevenção da violência doméstica aumentada devido ao no cenário de confinamento pelo covid-19 e crise econômica, é uma bomba relógio.

 

Para finalizar, o especialista orienta os candidatos a não entrarem em desespero. “Da mesma forma que os novos conteúdos de contabilidade e estatística pegaram você de surpresa, certamente os outros candidatos também tiveram a mesma sensação, estão todos no mesmo barco. Agora é sentar, fazer uma análise sincera da sua situação, ver o que pode ser feito, traçar sua estratégia e colocar os planos em prática o quanto antes.”

 

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Diretor da PCDF promete ”notícias concretas” sobre concurso de agentes semana que vem

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O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Robson Cândido da Silva, voltou a divulgar, em seu perfil pessoal no Instagram,  novidades sobre o concurso público de agentes. A publicação foi postada nesta quinta-feira (25/6). Segundo o delegado, na próxima semana haverá notícias concretas sobre o concurso.

Silva já havia afirmado, em uma entrevista também pela rede social, que o edital de concurso para agente da PCDF 2020 será lançado ainda neste mês de junho. A expectativa é cada vez maior! Ele revelou ainda várias curiosidades sobre a seleção, saiba mais em: Delegado-geral da PCDF avisa: “Não haverá concurso desse tamanho em muitos anos” 

Confira:

 

PCPR adia concurso devido ao coronavírus e PM e CBM devem analisar retomada em agosto

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Mais de 100 mil pessoas se inscreveram para o concurso da PCPR com 400 vagas de nível superior

 

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) decidiu, nesta semana, pelo adiamento do concurso público que oferta 400 vagas de nível superior. A medida foi estabelecida em reunião entre a Comissão do Concurso da PCPR e a Banca Examinadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em razão da pandemia do novo coronavírus.

No começo do mês de junho, um rumor de que a PCPR havia adiado o concurso circulou em sites especializados devido a uma afirmação do deputado estadual Mauro Moraes em uma rede social, mas a corporação afirmou ao Papo de Concurseiro que a decisão  não havia sido tomada, somente agora a previsão se concretizou.

O concurso, organizado pela FUNPAR, oferta 50 vagas para delegados de polícia, 50 para papiloscopistas e 300 vagas para investigadores. As inscrições abriram no dia 4 de maio e se encerraram no dia 2 de junho deste ano, totalizando mais de 106 mil inscritos. Conforme o calendário previsto no edital, as provas estavam marcadas para o dia 26 de julho deste ano, em Curitiba.

 

PMPR

Também está adiado o concurso público para Polícia Militar do Paraná (PMPR). A decisão foi publicada pelo Governo do Estado no dia 19 de junho. Segundo a Banca Examinadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a possibilidade de um novo cronograma para a realização dos certames será analisado na segunda quinzena de agosto.

Para a Polícia Militar serão contratados 2,4 mil servidores, sendo duas mil vagas para policiais militares e 400 para bombeiros militares.

A decisão para adiamento das provas para soldado policial militar e bombeiro militar foram tomadas em conjunto com o Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), tendo em vista que as provas são presenciais e causaria aglomeração de pessoas.

Delegado-geral da PCDF avisa: “Não haverá concurso desse tamanho em muitos anos”

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O delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Robson Cândido da Silva, manifestou-se mais uma vez em seu perfil pessoal no Instagram para falar sobre o concurso público para agentes da corporação. Segundo o post, publicado neste fim de semana, ele afirma que está trabalhando para honrar o compromisso de lançar o edital do concurso ainda neste mês de junho.

Ele também concedeu uma entrevista em uma live de outro professor e delegado também na rede social citada e falou mais tanto sobre o concurso de agente, quanto do concurso de escrivão, que está suspenso.

Segundo Robson, a defasagem de pessoal é um dos maiores desafios da corporação atualmente. “O quadro de escrivão e agente tem menos de 50% de provimento, estamos correndo para que esses dois concursos aconteçam porque estamos entrando em uma situação caótica de servidores, está uma correria para que aconteçam o mais rápido possível, para formar na academia e fazer nomeações.”

O delegado-geral acredita que o concurso para agentes (1.800 vagas) conseguirá muito mais inscrições do que o de escrivão (300 vagas), que obteve mais de 50 mil participações. “Esperamos para o concurso de agente um número bem superior a isso, lembrando que é uma oportunidade ímpar para os concurseiros que desejam integrar a carreira policial, é o maior concurso da história da PCDF, não terá um concurso desse tamanho por muitos anos.”

Sobre as provas de escrivão, Robson disse que é preciso aguardar a pandemia e que o período de inscrições não será reaberto. “Acredito que isso tão logo acabe de uma forma real nos iremos realizar as provas para ambos os postos. A nossa intenção é rapidamente colocar o edital de agente na ruas e noventa dias após a publicação do edital aplicar a prova.”

 

Leia tambémEle passou para escrivão, agente e delegado da PCDF! Conheça suas estratégias de estudo 

 

E voltou a falar da previsão de lançamento do edital de agente para junho deste ano. “Acredito que é um compromisso de soltar esse edital o mais rápido possível eu gostaria que até o final do mês a gente consiga. Eu acho que se tudo correr bem, depende muito também de alguns ajustes na Escola Superior de Polícia, mas inclusive hoje eu conversei com os colegas delegados de lá e estamos fazendo os ajustes finais e tenho certeza que até o fim do mês conseguiremos publicar o edital.”

Sobre a prova para agentes, o diretor da PCDF afirmou que será um exame menos jurídico com relação a escrivão. “Concurso para esses cargos tem que focar em várias áreas, a polícia atua de várias formas, combate a corrupção que é um carro chefe nosso, assim o concurso fica mais democrático quando você abre amplo conhecimento e não foca somente na área jurídica, para nos é interessante receber profissionais de várias áreas.”

Ao fim da live, o delegado-geral deixou uma mensagem para os concurseiros de força nos estudos em tempos de coronavírus: “É no momento de dificuldade que a gente sabe que consegue escalar a montanha mais alta. Estudar é treinar, é diário, e quanto mais você treina, melhor você será um jogador, assim é nos estudos, quanto mais estuda mais você compete, concurso é assim, Deus sabe qual é o seu. Eu sei como funciona, já passei por isso, já fui reprovado, passei em outros, mas Deus escolheu esse aqui para mim, e é assim que falo, Deus tem reservado o seu concurso e pode ser que seja esse.”

Veja a entrevista: 

 

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Polícia Civil do Paraná não confirma suspensão de concurso com salários de até R$ 18 mil

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Apesar de várias páginas na internet terem noticiado nesta terça-feira (9/6) que o concurso público da Polícia Civil do Paraná (PCPR) estaria suspenso, a informação não está confirmada. Pelo menos não ainda. Foi o que informou a assessoria da própria corporação ao Papo de Concurseiro hoje.

Segundo a PCPR, a comissão organizadora deve se reunir nos próximos dias com a banca do concurso, a Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar) para discutir o assunto.

A informação da suposta suspensão do concurso teria vindo do Instagram do deputado estadual Mauro Moraes. Veja:

 

 

Portanto, até segunda ordem, as provas programadas para julho estão mantidas. São oferecidas 400 vagas de nível superior para os cargos de delegado de polícia – classe inicial (50), investigador da polícia (300) e papiloscopista (50). De acordo com o edital de abertura, os salários variam de R$ 5.588,05 a R$ 18.280,05, para 40 horas semanais de trabalho.

As inscrições tiveram fim em 2 de junho. Para se candidatar a delegado é necessário bacharelado em direito, os demais postos aceitam graduação em qualquer curso superior. Para concorrer ainda é necessária Carteira Nacional de Habilitação de categoria B, no mínimo.

Veja a página oficial do concurso aqui. 

Ibaneis prorroga prazo de autorização para concurso de agentes da PCDF

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Saiu no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta quarta-feira (3/6), que o governador Ibaneis Rocha decidiu prorrogar o prazo de validade da autorização para o concurso público de agentes da Polícia Civil local (PCDF). A nova autorização é valida por mais 180 dias. A primeira autorização para o concurso foi dada pelo governador em setembro de 2019. 

 

 

Apesar do novo prazo, o edital é esperado já para este mês de junho, segundo declarações em lives oficiais da PCDF feitas pelo diretor-geral da corporação recentemente. Robson Cândido da Silva, que também assina a prorrogação de hoje, veio a público em seu perfil pessoal no Instagram há dois dias, em 1º de junho, afirmando que está correndo para que a publicação do edital seja feita o mais breve possível: “Bom dia!! Estamos finalizando os ajustes no edital do concurso de Agente de Polícia da Polícia Civil do DF. Correndo para publicar o mais breve possível !!!!” 

 

 

Serão abertas 600 vagas imediatas para agente da corporação e 1,2 mil para cadastro de reserva. O Cebraspe será a banca organizadora.

Concurso PCDF: ele passou para escrivão, agente e delegado! Conheça suas estratégias de estudo 

Delegado-geral altera regulamento de concursos públicos da PCDF 

 

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Concurso PCDF: ele passou para escrivão, agente e delegado! Conheça suas estratégias de estudo

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Pegar dicas direto de quem passou, simplesmente, em TRÊS concursos públicos para diferentes postos na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é realmente um privilégio! Seu nome é Douglas Fernandes de Moura, atualmente delegado da corporação, mas também já aprovado para escrivão e agente. O Papo de Concurseiro bateu um papo com ele para saber sobre sua trajetória e para revelar, a nossos queridos leitores (s2), suas estratégias de estudo, que certamente renderam bons frutos. Confere aí!

 

Nome: Douglas Fernandes de Moura

Posto: delegado da 4ª Delegacia de Polícia Civil, no Guará

 

Quem vê o resultado do empenho e foco em passar em concursos da área policial no Distrito Federal, mal sabe que antes disso Douglas não queria ser servidor, e, quando se decidiu pelo funcionalismo público, mal sabia a carreira que queria seguir.

Mesmo com esse pensamento, formado em direito em 2006, pela Universidade de Brasília (UnB), Douglas decidiu prestar o concurso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Foi aprovado para técnico, chegou a ser nomeado, mas não assumiu o cargo.

Então, passaram-se oito anos atuando como advogado na iniciativa privada, mas, por conta da crise econômica, acabou sendo demitido e a estabilidade de ser servidor público falou mais alto. Foi quando voltou a estudar para concursos. “Queria ser funcionário público, por causa da estabilidade mesmo, mesmo que isso significasse ganhar menos, já tinha sido demitido de um escritório por conta de crise econômica.”

Nessa retomada, fazia apenas exercícios. Prestou concurso para analista do Ministério Público da União (MPU), mas reprovou na prova discursiva. Fez o concurso do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), e reprovou na discursiva de novo. Viu aí seu erro de estratégia, resolução de exercícios apenas não era suficiente. “Eu estudava sem foco, fazia qualquer concurso.”

Foi quando surgiu a vontade de ser delegado. Na ocasião, o concurso para escrivão da PCDF havia sido lançado e o de agente concomitantemente. “Minha meta passou a ser os concursos policiais no DF. A partir daí eu comecei a estudar com foco. Estudava mais resumos, jurisprudência, lia a lei seca e treinava mais. Vi que antes o que faltava era profundidade nos estudos, já que o problema não era português, porque as provas discursivas eram perguntas e não redação”.

Para o cargo de escrivão, Douglas foi reprovado, mas acabou passando na fase de recursos, e, quando veio a prova de agente, ele considerou o concurso mais tranquilo. Na época do curso de formação da academia, optou por assumir o posto de escrivão, já que havia passado na 14º posição, pois em contrapartida havia ficado aproximadamente na posição 500 para agente.  “Como meu foco era me tornar delegado, entendi que escrivão era o cargo mais próximo da posição”.

Para se tornar enfim um delegado, Douglas continuou estudando, dessa vez sozinho, já que já tinha muito material de consulta, e também aumentou o quantitativo de exercícios. Após seis meses da nomeação como escrivão, saiu o concurso de delegado!

“Foi quando fiz uma verdadeira maratona de estudos, tiro rápido. Trabalhava e estudava cinco horas por dia. Pra escrivão e agente também trabalhava o dia todo, depois estudava até a Biblioteca Nacional fechar, cerca de quatro horas por dia. Ainda assim, tive muita tribulação durante os estudos, como a gravidez da minha esposa, mudança de residência, reforma…”

“Quando você tem foco e objetivo, você consegue arrumar tempo pra tudo, as vezes se tem muito tempo e não conseguimos utilizá-lo em prol do estudo, sempre há algo para nos distrair. O diferencial que encontrei foi estudar com foco em concursos de uma carreira específica, com objetivo certo para um cargo, daí o estudo começou a fluir e passei a ser aprovado. Fiz vários concursos e tive muitas reprovações antes de ter essa consciência.” O resultado da nova maneira de encarar os estudos para concursos: ele passou em 34º lugar no concurso pretendido!

Dicas mais pontuais

Em sua trajetória de preparo, o delgado conta que teve dificuldade em raciocínio lógico e matemática, e para driblar isso sua estratégia foi estudar a teoria. “Não precisava saber tudo, tinha muita dificuldade, fui pra prova com o que eu conseguiria aprender. Depois, fiz até um cursinho específico só para essas disciplinas e vi que ajuda muito, pois aprender sozinho esse tipo de matéria era difícil pra mim. Cursinho de todas as matérias de um concurso pode ser cansativo, principalmente para quem trabalha e estuda. No meu caso, eu poderia estudar toda a parte de direito sozinho.”

Sobre o temido, mas muita vezes delgado para segundo plano, teste de aptidão física (TAF, para os mais íntimos), Douglas admite que estava sedentário e com sobrepeso quando prestou os concursos de agente e escrivão. Mas decidiu agir rápido, e esse foi o pulo do gato. “No dia seguinte a divulgação do gabarito, quando vi que tinha ido bem na nota, já comecei a treinar, mesmo sem a garantia de ser aprovado, porque senão não teria tempo hábil. O TAF tem uma dificuldade grande, principalmente pra quem está sedentário, na corrida mesmo passei faltando apenas três segundos!”

A dica do delegado é estudar e já praticar algum tipo de atividade física, para o corpo ficar condicionando ao esforço. Ele também lembrou que é preciso considerar e se preparar na medida do possível para as prováveis condições adversas que podem acontecer no dia do TAF, como aconteceu com ele, como a realização da prova sob o sol das 14h. Douglas também procurou a ajuda específica de profissionais de exercícios de TAF. “Cada fase tem sua dificuldade e nenhuma fase pode ser menosprezada.”

Sobre a avaliação psicológica, outra fase temida desse tipo de concurso, Douglas afirma que cada cargo exige alguma característica a mais, em escrivão, por exemplo, ser muito organizado é positivo e a agressividade não pode ser alta, já para agente a agressividade deve ser maios. “É uma fase que também precisa de preparação, a pessoa não pode ser pega de surpresa, para isso recomenda-se ler com atenção o edital e também vale pesquisar na internet possíveis testes que podem ser aplicados de modo geral. Isso não quer dizer que se terá a resposta correta, mas ficará ciente dos perfis que aquele cargo exige. O ideal é ir tranquilo pra prova, até porque não dá pra mascarar um psicotécnico, a banca, isso inclusive pode causar problema futuramente porque você mentiu, e é necessário que se responda com a maior verdade possível.”

Para finalizar, o delgado Moura deixou uma mensagem para os atuais candidatos dos concursos públicos para escrivão e agente da PCDF: “Manter o foco. A carreira é excelente, o trabalho na polícia é emocionante. É dignificante servir e defender a sociedade das pessoas contra a Lei. As pessoas são muito felizes aqui. Que os candidatos busquem a PCDF e fiquem aqui, precisamos de profissionais comprometidos. Assim, o importante é ter foco e vontade de entrar, permanecer e fazer a diferença”.

 

Concursos para escrivão e agente da PCDF

O edital para escrivão já foi aberto e está temporariamente suspenso devido à pandemia de coronavírus. Até o momento não há previsão de retomada da seleção.

 

Já o concurso para agente está quase sendo lançado. O contrato com a banca organizadora, o Cebraspe, já foi fechado. Serão abertas 1.800 vagas para o posto. Saiba mais aqui. 

 

Recentemente, o delegado-geral alterou o regulamento dos concursos públicos da PCDF. Super vale a pena conferir as alterações aqui! 

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Delegado-geral altera regulamento de concursos públicos da PCDF

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O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), desta quarta-feira (13/5), trouxe uma nova portaria, assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil local (PCDF), Robson Cândido da Silva, alterando o regulamento dos concursos públicos para o provimento de cargos de agente de polícia, agente policial de custódia, escrivão de polícia, papiloscopista policial, perito criminal e perito médico-legista.

CNH

Agora, para concorrer aos postos, é preciso possuir Carteira Nacional de Habilitação, categoria B ou superior em plena validade.

 

Vagas para negros

Ficam reservadas aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos. Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na hipótese de constatação de declaração falsa, o candidato será eliminado do concurso.

Os candidatos negros aprovados dentro do número de vagas oferecido para ampla concorrência não serão computados para efeito do preenchimento das vagas reservadas. Em caso de desistência de candidato negro aprovado em vaga reservada, a vaga será preenchida pelo candidato negro posteriormente classificado.

A nomeação dos candidatos aprovados respeitará os critérios de alternância e proporcionalidade, que consideram a relação entre o número de vagas total e o número de vagas reservadas a candidatos com deficiência e a candidatos negros.

 

Provas para deficientes e mulheres que amamentam

Não haverá, por qualquer motivo, prorrogação do tempo previsto para a aplicação da prova em virtude de afastamento de candidato da sala de prova, salvo para os candidatos com deficiência que necessitarem de tempo adicional e para as candidatas mães que, fizerem uso do direito de amamentarem seus filhos de até seis meses de idade.

A prova da idade da criança será feita mediante declaração no ato de inscrição para o concurso e apresentação da respectiva certidão de nascimento durante sua realização. Deferida a solicitação, a mãe deverá, no dia da prova ou da etapa avaliatória, indicar uma pessoa acompanhante que será a responsável pela guarda da criança durante o período necessário.

A mãe terá o direito de proceder à amamentação a cada intervalo de duas horas, por até 30 minutos, por filho. Durante o período de amamentação, a mãe será acompanhada por fiscal, preferencialmente do sexo feminino. O tempo despendido na amamentação será compensado durante a realização da prova, em igual período.

A gravidez não dispensa a realização da prova física, que deve ser realizada no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias, após o parto ou o fim do período gestacional, sem prejuízo da participação nas demais fases do concurso.

Leia também -> 1.800 vagas para agentes: PCDF publica contrato com banca de concurso no Diário Oficial

Diretor-geral da PCDF faz live para explicar andamento de concursos para escrivão e agente

TAF

A prova de capacidade física, regulamentada por edital, consistirá nos seguintes testes:

  • teste de corrida de 12 minutos;
  • teste de barra fixa;III – teste de flexão abdominal;
  • teste de meio-sugado, exigido a critério da Escola Superior da PCDF;
  • teste de natação, exigido a critério da Escola Superior da Polícia Civil do Distrito Federal;
  • corrida de ir e vir (Shuttle Run), exigido a critério da Escola Superior da PCDF.

Veja a portaria em sua íntegra aqui.

Depen: faça simulado gratuito e comentado com questões de três disciplinas do concurso!

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Para ajudar você concursando que está de olho em uma das 294 vagas abertas para agente federal de execução penal, que exigem nível médio, do recente edital de concurso do Departamento Penitenciário Nacional (Depen 2020), o blog Papo de Concurseiro disponibiliza um simulado com 15 questões comentadas sobre três das mais importantes disciplinas para o posto. São elas: legislação especial, execução penal e legislação sobre o Depen. As questões foram formuladas e resolvidas por professores especialistas nas matérias do IMP Concursos.

 

O concurso do Depen foi lançado nesta semana e as inscrições começam já na semana que vem! Há ainda vagas de nível superior para especialista federal em assistência à execução penal. As remunerações chegam a R$ 6.030,23! Clique aqui para saber tudo sobre as regras do novo edital do Depen. 

 

O simulado segue abaixo. Bom teste!

 

Legislação especial Depen, professor Fernando Cocito

– Julgue os itens em Certo ou Errado:

 

1 – Todos os crimes do Estatuto do Desarmamento admitem fiança, com exceção do crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido (art. 16, §2º), comércio ilegal de arma de fogo (art. 17) e tráfico internacional de arma de fogo (art. 18), todos hediondos nos termos da Lei nº 8.072/90, recentemente alterada pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964/19). Os delitos previstos nos artigos 12, 13, 14 e 15 possuem pena máxima não superior a 4 (quatro) anos e já admitem fiança na Delegacia de Polícia, arbitrada na lavratura do auto de prisão em flagrante. Os três últimos, hediondos, admitem liberdade provisória – com ou sem fiança – quando ausentes os requisitos da prisão preventiva.

 

2 – Disfarce não se confunde com infiltração policial: o primeiro é típico da polícia judiciária e não exige autorização judicial; a infiltração é medida cautelar marcada pela imprescindibilidade e deve ser autorizada pelo magistrado.

 

3 – A organização criminosa é marcada pela permanência e estabilidade e exige, necessariamente, divisão de tarefas. O reconhecimento dessa estrutura permite ao operador de persecução penal – Delegado de Polícia e Membro do Ministério Público – a utilização de mecanismos novos de colheita de prova, como a ação controlada, que exige autorização judicial.

 

4 – Segundo os tribunais superiores, para o reconhecimento da lavagem de dinheiro não basta a ocultação, devendo existir “dolo de branqueamento”, isto é, conduta voltada ao ciclo de lavagem. Apenas nesse caso poderá se cogitar de conduta autônoma que visa conferir aparência lícita aos valores provenientes da infração penal anterior.

 

5 – A partir do Pacote Anticrime (Lei 13.964/19), negociações informais que antecediam a acordo de colaboração premiada passam a ser formalizadas, respectivamente, na proposta de acordo e despacho de deferimento da proposta.

 

Gabarito:

1 – ERRADO. Os delitos marcados pela hediondez são insuscetíveis de liberdade provisória.

 

2 – CORRETO. O disfarce foi recentemente trazido pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964/19) e incorporado no Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/03) e Lei de Drogas (Lei nº 11.343/06). A infiltração tem previsão da Lei nº 12.850/13 e exige autorização judicial.

 

3 – ERRADO. A ação controlada da Lei nº 12.850/13 não exige autorização judicial, contentando-se com prévia comunicação ao magistrado.

 

4 – CORRETO. Item em conformidade com recentes julgados do STJ e STF.

 

5 – CORRETO. Enunciado de acordo com as novas disposições do capítulo do acordo de colaboração premiada (Lei nº 12.850/13), alterado pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964/19).

 

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Legislação penal e legislação do Depen, professores Tiago Pugsley e Marília Brambilla

– Julgue os itens em Certo ou Errado:

 

LEGISLAÇÃO PENAL

1- Mévio está sendo processado pelo crime de estelionato ocorrido no ano de 2018. A defesa técnica, em sede de resposta à acusação apresentada em 2020, solicitou que a vítima fosse intimada para ofertar a representação criminal. Tal pedido deverá ser deferido pelo juiz, com fundamento no atual posicionamento do STJ, que aplica a alteração feita na lei quanto à condição de procedibilidade da ação penal prevista para o referido crime, com base no princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica.

 

2 – Caio, analista de execução penal do DEPEN, apropriou-se de dez resmas de papel do setor que era o responsável, e imprimiu, na sua própria sala da repartição, três cópias de sua dissertação do Mestrado. Nesse caso, na esfera criminal, segundo posicionamento do STJ, poderá ser absolvido por causa de exclusão da tipicidade material, mas estará passível de sanção administrativa.

 

LEGISLAÇÃO DO DEPEN

3 – Em conformidade com a Lei de Execuções Penais (Lei 7210/84) e o Regulamento Penitenciário Federal (Decreto Nº 6049/2007), julgue: A assistência psicológica ao condenado e ao egresso está prevista expressamente apenas no Regulamento, sendo prestada por profissionais da áreas, por intermédio de programas envolvendo o preso e seus familiares e a instituição, no âmbito dos processos de ressocialização e integração social.

 

4 – Nos estabelecimentos penais federais, as visitas aos presos serão gravadas e filmadas, e não poderão servir como meio de prova de infrações penais pretéritas ao ingresso do preso ao estabelecimento.

 

5 – Segundo o Manual de Assistências do Sistema Penitenciário Federal, previsto no ANEXO I à Portaria DISPF nº 11/2015, julgue: As consultas, exames e internação do preso para o tratamento de saúde fora da penitenciária federal dependerão de autorização expressa do Juiz Federal, com base em parecer do médico em exercício na unidade ou determinação judicial, salvo nos casos emergenciais.

 

Gabarito:

1 – ERRADO. Com a nova redação dada ao Art. 171, § 5º, do Código Penal, alterado pela Lei 13964/19 (Lei ANTICRIME), onde trouxe a representação da vítima como condição de procedibilidade, a 5ª Turma do STJ, relator Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgou a questão no HC 573.098/SC. O relator do HC no STJ indeferiu o pedido, sob o argumento de que “a posição mais acertada seria a de que a retroatividade da representação no crime de estelionato deve se restringir à fase policial, não alcançando o processo, o que não se amoldaria ao caso dos autos, considerando a condição de procedibilidade da representação e não de prosseguibilidade”. (DJE 17/04/2020) Ou seja, somente seria necessária a representação da vítima em fatos anteriores a 23/01/2020 (data de vigência da alteração) em procedimentos que ainda estiverem na fase de inquérito policial.

 

2 – ERRADO- No caso Caio cometeu o crime de peculato apropriação, previsto no art. 312, do Código Penal, que tem como objeto jurídico o patrimônio público e a lisura no exercício da função pública. O princípio da insignificância é causa de exclusão da tipicidade material. Ocorre que segundo a Súmula 599, do STJ, prevê: “O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública.” (Súmula 599, CORTE ESPECIAL, julgado em 20/11/2017, DJe 27/11/2017). Além da punição passível na esfera penal, estará sujeito à sanção administrativa, visto que são esferas autônomas e independentes.

 

3 – A assistência psicológica ao condenado e ao egresso está prevista no art. 23 do Regulamento. Na LEP estão previstas expressamente: “Art. 11. A assistência será: I – material; II – à saúde; III -jurídica; IV – educacional; V – social; VI – religiosa. Ou seja, não há previsão da assistência psicológica na LEP.

 

4 – CERTO- É a literalidade do § 3º do art.3º da Lei 11.671/2008, incluído pela Lei 13.964/19 (ANTICRIME). Visando o combate à criminalidade organizada, a lei prevê o monitoramento das visitas, das correspondências e das áreas comuns, mas faz a ressalva na cela e na entrevista com o advogado (§2º do mesmo artigo), que somente poderão ser monitoradas com expressa autorização judicial.

 

5 – ERRADO. O Art. 38 da Portaria, em conformidade com a LEP, prevê: “Art. 38. As consultas, exames e internação do preso para o tratamento de saúde fora da penitenciária federal dependerão de autorização do diretor da unidade, com base em parecer do médico em exercício na unidade ou determinação judicial, salvo nos casos emergenciais.”. Sendo assim, o Diretor é o responsável pela autorização de saída.

 

Execução penal – Depen, professor Eduardo Galante

 – Nos termos da Lei nº 7.210/84, que institui a Lei de Execução Penal, julgue os itens em Certo ou Errado:

 

1 – Constitui falta gravíssima a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento de identificação do perfil genético.

 

2 – O cometimento de falta grave durante a execução da pena privativa de liberdade suspende o prazo para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem do requisito objetivo terá como base a pena cumprida.

 

3 – Não terá direito à saída temporária a que se refere o caput deste artigo o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte.

 

4 – O indulto individual poderá ser provocado por petição do condenado, por iniciativa do Ministério Público, do Conselho Penitenciário, ou da autoridade administrativa.

 

5 – O condenado por crime político está obrigado ao trabalho.

 

Gabarito:

1 – ERRADA. Art. 9º, § 8º – Constitui falta grave a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento de identificação do perfil genético.

 

2 – ERRADA. Art. 112, § 6º – O cometimento de falta grave durante a execução da pena privativa de liberdade interrompe o prazo para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem do requisito objetivo terá como base a pena remanescente.

 

3 – CERTA. Art. 122, § 2º – Não terá direito à saída temporária a que se refere o caput deste artigo o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte.

 

4 – CERTA. Art. 188. O indulto individual poderá ser provocado por petição do condenado, por iniciativa do Ministério Público, do Conselho Penitenciário, ou da autoridade administrativa.

 

5 – ERRADA. Art. 200. O condenado por crime político não está obrigado ao trabalho.

 

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