Ibama aprova contratação de brigadas para prevenção e combate a incêndios

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Contratações foram autorizadas para Brasília e diversas outras cidades

O  presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ( Ibama) publicou, no Diário Oficial da União desta  quinta-feira (13/5), portaria autorizando o Prevfogo a contratar brigada federal temporária para atuar no combate a incêndios em diversos cidades, incluindo Brasília.

Na capital federal, a autorização é para a contratar brigadas federais especializadas temporárias com a estrutura de três brigadista chefe de brigada, seis brigadistas chefes de esquadrão e trinta seis brigadistas para a prevenção e combate aos incêndios florestais.

Além disso, Brasília também teve aval para contratar cinco supervisores de brigadas federais para apoio às Coordenações Estaduais do Prevfogo.

Segundo o documento, fica o Centro Especializado Prevfogo responsável pela seleção, contratação, administração e gerenciamento das atividades das brigadas.

Confira aqui a autorização completa!

Concurso PCRN: delegada-geral fala sobre previsão de retomar etapas da seleção

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Karolini Bandeira*- Atenção, inscritos! O concurso público da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), suspenso em fevereiro devido ao agravamento da pandemia de covid-19, poderá ter continuidade no segundo semestre de 2021. A previsão foi confirmada pela delegada-geral Ana Cláudia Saraiva em reunião com o titular da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), coronel Araújo Silva.

O concurso

O certame, aberto em dezembro, oferece 301 chances, sendo 47 para delegado, 230 para agente e 24 para escrivão. A remuneração inicial varia de R$ 4.731,91 a R$ 16.670,59.

Os candidatos passarão por oito fases, constituídas por prova objetiva e prova discursiva, que são obrigatórias para todos os cargos e possuem caráter eliminatório e classificatório; teste de aptidão física, aos que concorrem aos cargos de delegado e agente; prova prática de operador de micro, ao cargo de escrivão, avaliação psicológica, para todos os cargos e com caráter eliminatório; exames médicos, eliminatórios; investigação social, de caráter eliminatório; e, por fim, curso de formação específico, promovido pela Academia de Polícia Civil.

Veja a página de acompanhamento do concurso aqui. 

 

 

 

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Mariana Niederauer

Edital da DPE/BA será apresentado a Conselho e pode ser publicado em breve

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Karolini Bandeira*- O concurso público para defensores da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) terá edital de abertura encaminhado e apresentado ao Conselho Superior da Defensoria em breve! Os membros do Conselho foram convocados para a sessão extraordinária nesta quarta-feira (12/05). Com isso, há a possibilidade do concurso ter edital publicado ainda em maio!

O documento de abertura, que já foi aprovado pela comissão, será apresentado ao Conselho às 9h do dia 17 de maio. Na reunião, também será formada a banca de verificação dos candidatos negros, que será responsável pelo procedimento de heteroidentificação do certame.

A Fundação Carlos Chagas (FCC) será a banca organizadora responsável pelo próximo certame para a carreira de defensor do órgão. Segundo o regulamento já divulgado pela Defensoria, a seleção irá contar com quatro etapas. São elas:

  • Prova escrita objetiva, de caráter geral (eliminatória e classificatória)
  • Provas escritas específicas (eliminatórias e classificatórias)
  • Provas orais (eliminatórias e classificatórias)
  • Avaliação de títulos (classificatória)

Último certame

O último concurso da DPE/BA ocorreu em 2016. Foram oferecidas vagas 17 vagas para o cargo de defensor público, sendo 11 para ampla concorrência, uma para candidatos com deficiência e cinco para candidatos autodeclarados negros. O subsídio de classe inicial na ocasião foi de R$ 20.417,42.

O concurso foi dividido em quatro etapas, realizadas em Salvador. Foram elas: prova objetiva seletiva (P1), provas discursivas específicas (P2/P3), prova oral de arguição e, por fim, avaliação de títulos.

 

 

 

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Mariana Niederauer

Concurso CFT: banca é contratada e edital fica iminente

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Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT), com sede em Brasília, publicou, no Diário Oficial da União desta quinta-feira (13/5), o extrato de contrato oficializando o Instituto Quadrix como banca organizadora do próximo concurso.  A seleção vai abrir vagas de níveis médio e superior.

A banca já abriu um site com mais detalhes sobre o concurso. Ainda não se sabe o número de vagas, mas já os cargos e salários já foram divulgados. Veja:

Nível Médio: 

-Assistente Administrativo. Salário de R$ 2.500, mais benefícios

Nível Médio/Técnico: 

-Assistente de TI . Salário de R$ 2.500
-Assistente de Marketing. Salário de R$ 2.500
-Técnico Industrial. Salário de R$ 3.500, mais Benefícios

Nível Técnico/Superior: 

-Advogado. Salário de R$ 5.000
-Analista Técnico. Salário de R$ 3.650,00
-Analista de TI. Salário de R$ 4.000
-Secretária. Salário de R$ 4.500, mais Benefícios

Com o anúncio da banca, o próximo passo é a publicação do edital.

CRT também já anunciou concurso

Conselho Regional dos Técnicos Industriais da 1ª Região,  também com sede em Brasília vai abriu concurso. Já foi publicado o extrato do contrato entre a organizadora e o conselho.  O Instituto Quadrix é a banca da seleção.

A banca inclusive já criou a página oficial do concurso. Serão ofertadas 31 vagas mais cadastro de reserva para cargos que possuem formação em nível médio e médio técnico.

As vagas serão para os cargos de agente de fiscalização, assistente administrativo, assistente de manutenção, assistente de TI e assistente técnico.

Conforme o Instituto Quadrix divulgou, as vagas serão distribuídas por nove cidades, sendo elas: Brasília (DF), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).

Ainda segundo a banca, os aprovados receberão salários e benefícios. O ganho máximo será de R$3 mil.

Tribunal de Justiça de SP começa preparativos de novo concurso para juízes

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Karolini Bandeira*- Um próximo concurso público para juízes já começou a ser planejado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)! A composição da equipe que formará a comissão organizadora do certame foi pauta de sessão administrativa no Tribunal nesta quarta-feira (12/5).

O último concurso para o cargo de juiz substituto do TJSP foi realizado em 2018, com a oferta de 310 vagas. Entretanto, apenas 86 candidatos foram selecionados — sendo 78 na ampla concorrência e oito em vagas reservadas a cotas. Ainda segundo dados divulgados no Portal da Transparência do órgão no segundo semestre de 2020, há 329 cargos de juiz substituto em vacância.

Para concorrer à carreira, é necessário ser bacharel em direito há, pelo menos, três anos, além de três anos de atividades jurídicas, no mínimo, adquiridas após a obtenção do diploma de graduação, entre outras requisitos. O salário inicial para profissionais da área é de R$ 24.818,71.

Último concurso

O concurso foi composto por provas objetivas, escritas (discursiva e prática de sentença), inscrição definitiva, sindicância de vida pregressa e investigação social, exames de sanidade física e mental, avaliação psicológica, prova oral e avaliação de títulos. Todas as fases foram aplicadas na cidade de São Paulo.

A prova objetiva foi dividida em três blocos de disciplinas:

  • Direito civil, direito processual civil, direito do consumidor e direito da criança e do adolescente;
  • Direito penal, direito processual penal, direito constitucional e direito eleitoral;
  • Direito empresarial, direito tributário, direito ambiental e direito administrativo.

Saiba mais! 

Confirmado concurso para escreventes

O próximo concurso público do TJSP para escreventes continua em tramitação. Em extrato de aditivo de contrato, firmado entre a Fundação Vunesp e o tribunal, foi divulgado que a taxa de inscrições agora será de R$79.

O contrato com a banca Vunesp segue válido e, conforme última prorrogação, deverá ser encerrado em 30 de maio. A banca foi a responsável pelo último certame da instituição, realizado em 2017. Na ocasião, os candidatos tiveram que pagar R$ 72.

A Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de São Paulo divulgou, em janeiro deste ano, uma lista com serventias extrajudiciais que se encontram em vacância. De acordo com o documento,  atualmente existem 195 cargos vagos, que podem ser preenchidos a partir de um novo concurso do Tribunal. Saiba mais!

 

 

 

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Mariana Niederauer

Projeto em SP prevê concurso sempre que carência de servidores chegar a 5%

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Karolini Bandeira*- De autoria do deputado Carlos Gianazzi (PSOL), o Projeto de Lei Complementar 11/2021 propõe a obrigatoriedade de abertura de concursos públicos todas as vezes que o quadro total de vagas de servidores atingir carência de 5%. O texto segue em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Encaminhado no último dia 7, o projeto ainda passará por análise das comissões e, caso aprovado, será votado no Plenário da Casa.

O PL defende que, em casos de entidades com concurso ainda em validade, deverá ser resguardada a prioridade para os candidatos remanescentes. “A presente propositura também se apresenta como atual e necessária, neste momento em que todos os ataques são dirigidos contra os servidores públicos, como se estes fossem os responsáveis pelos desmandos alucinados que assolam o país”, argumentou Carlos Gianazzi.

Ainda de acordo com o deputado, o Estado de São Paulo tem regulado decretos, leis e resoluções que “negam os concursos, paralisam os concursos em andamentos, escondem ou dificultam informações sobre estes pleitos”.

 

 

 

 

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Mariana Niederauer

Concurso da PCRJ com mais de 800 vagas terá banca anunciada nesta sexta (14)

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Karolini Bandeira*- Está confirmado! A banca organizadora do próximo concurso público da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) será revelada às 18h desta sexta-feira (12/05), no Instagram da corporação. A informação foi confirmada pela PCRJ em publicação feita nas redes sociais nesta quarta (12).

Veja:

Reprodução/Redes

Concurso da PCRJ terá editais no primeiro semestre

O secretário da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCRJ), delegado Allan Turnowski, garantiu que o edital de abertura não irá demorar para ser publicado. De acordo com o delegado, o concurso público, divido em sete editais (um para cada cargo) será publicado antes de julho.

“Estamos com o edital pronto, aprovado pela PGE. Quero publicar até antes de julho. Queremos soltar esses editais assim que contratarmos a banca”, informou Turnowski em entrevista feita em abril.

O processo de planejamento e escolha de banca organizadora de certame foi iniciado em dezembro de 2020. Estavam confirmadas na disputa: Fundação Getulio Vargas (FGV), Cebraspe, Instituto AOCP, Instituto Selecon, Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP Concursos) e Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural Assistencial (Idecan).

Ainda segundo a própria PCRJ em 2020, o concurso será realizado no primeiro semestre de 2021. Serão ofertadas 864 vagas para as funções de delegado, perito criminal, perito legista, inspetor, investigador, técnico de necropsia e auxiliar de necropsia. Do número total, 73 vagas terão caráter imediato.

 

 

 

 

 

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Mariana Niederauer 

Com quase 3.000 cargos vagos, BC deve encaminhar novo pedido de concurso

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O último concurso da instituição aconteceu há 8 anos 

O Banco Central confirmou a possibilidade de enviar, até o dia 31 de maio, um pedido ao Ministério da Economia solicitando a realização de um novo concurso público. Esse prazo é dado, anualmente, aos órgãos federais e faz parte de uma etapa anterior à publicação do edital. Ao Papo de Concurseiro, a entidade não informou, porém, a quantidade de vagas a ser pleiteada. 

Dados recentes revelam que a instituição acumula cerca de 2.900 cargos desocupados. Desses, 2.394 são de analistas, 136 de procurador e 409 de técnico. 

Nas últimas solicitações do BC – em 2018, 2019 e 2020 -, a equipe econômica de Paulo Guedes deliberou de forma negativa e justificou “a indisponibilidade de autorização de novos concursos públicos em face da atual situação fiscal do país”. Na época, o requerimento para um novo concurso tinha 260 vagas. Dessas, 200 eram direcionadas para analistas, 30 para técnicos e 30 para procuradores. 

 

Último concurso

O último concurso público do Banco Central aconteceu em 2013, organizado pela banca do então Cespe/UnB, hoje Cebraspe. Na época, foram ofertadas 400 vagas para analistas, 100 para técnicos e 15 para procuradores. No total, cerca de 95 mil candidatos se inscreveram no concurso de 500 vagas (que ofereceu salários iniciais de R$ 5.158,23 e R$ 13.595,85) e para as 15 chances (com salário de R$ 15.719,13). 

 

Concurso para promotores do MPMG tem banca examinadora alterada

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Karolini Bandeira*- Atenção, concurseiros! Os preparativos para o próximo certame para promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foram movimentados mais uma vez! O órgão tornou pública, nesta quarta-feira (12/5), a alteração da banca examinadora do concurso público.

De acordo com o documento publicado no portal do ministério e assinado pelo procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, o membro Antônio Joaquim Schellenberger Fernandes foi trocado pela servidora Gisela Polério Santos Saldanha. A funcionária será titular do grupo temático quatro. Ao todo, a banca examinadora conta com 12 membros distribuídos em quatro blocos.

Ao que tudo indica, os estudos para a abertura do certame já estão em fase avançada. Nesta terça (11), o ministério criou, em seu portal, uma página oficial para acompanhamento do certame previsto. Há possibilidade do edital de abertura ser publicado ainda no primeiro semestre de 2021.

Segundo informado pelo procurador-geral do Estado, Jarbas Soares, o certame contará com 60 vagas para a função. O promotor admitiu que, atualmente, o MPMG sofre com déficit de, aproximadamente, 160 promotores. O concurso, que segue com estudo em andamento, teve comissão organizadora formada em janeiro. De acordo com Jarbas, o atual cenário atrasou os trâmites do certame: “Estamos com o concurso aberto, mas não temos as datas previstas para as primeiras provas, exatamente pelo agravamento da pandemia.”

Procurador-geral prevê dois concursos em 2021

Em entrevista feita ao portal O Dia em dezembro de 2020, Jarbas Soares previu a abertura de dois concursos para o Ministério Público do Estado (MPMG) neste ano! “Eu acredito que no ano que vem nós façamos dois concursos. Haverá um aumento acentuado de aposentadorias no primeiro semestre. As carências são grandes. Precisamos suprir as áreas que estão sem promotores de justiça”, disse o procurador-geral.

Último certame

O último concurso do MPMG para promotor foi lançado em setembro de 2019. Foram abertas 50 vagas para o cargo de Promotor de Justiça Substituto, classe inicial da carreira, com remuneração inicial de R$ 30.404,42. Do total de vagas, 35 vagas para ampla concorrência, 10 para negros e cinco para pessoas com deficiência. A organização da seleção ficou por conta da empresa Fundep, com taxa de R$ 304. O concurso contou com cinco etapas:

  • Prova preambular, de caráter eliminatório e classificatório;
  • Provas especializadas, de caráter eliminatório e classificatório;
  • Exame psicotécnico e exames de higidez física e mental, de caráter subsidiário;
  • Provas orais, de caráter eliminatório e classificatório;
  • Avaliação de títulos, de caráter classificatório.

Para ingressar na carreira do Ministério Público de Minas Gerais é necessário ser brasileiro, bacharel em direito e acumular três anos de atividades jurídicas até a data da inscrição definitiva. Foram registradas mais de 11.200 inscrições ao todo. Veja a página do concurso aqui. 

 

 

 

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Mariana Niederauer

Paulo Guedes diz que suspendeu concurso para evitar militância de servidores

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Estado de Minas – O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse  em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, que analisa a admissibilidade da PEC 32, da reforma administrativa, que a mistura entre política e economia está no cerne dos grandes escândalos de corrupção da história brasileira. “Quanto mais influência política o equipamento econômico tiver, maior o desafio da corrupção. Não pode quem controla o poder político também controlar o poder econômico. Essa degeneração das práticas vem da mistura de política com economia”, analisou.

Segundo Guedes, não é uma surpresa a reforma administrativa não ter avançado no Congresso durante a pandemia de COVID-19. “Continuamos conversando e removendo obstáculos. A reforma já chegou ao Congresso sem afetar nenhum dos direitos adquiridos dos atuais servidores públicos. Essa é uma pedra fundamental da reforma”, afirmou.
“Os primeiros escândalos, 20 anos atrás, eram referentes aos anões do orçamento, que eram R$ 100 milhões, e as coisas foram escalando. Hoje tem indústria de bilhões, de R$ 100 bilhões, existe quase uma indústria de extração de recursos da União. Tem um crescimento descontrolado de precatórios e créditos tributários, todo mundo avançando sobre os recursos públicos”, afirmou o ministro.
Guedes comparou servidores públicos que ingressaram nos cargos por concurso com militantes políticos. Desde o início da gestão Bolsonaro, o governo praticamente zerou a realização de novos concursos, com exceção da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que devem ocorrer neste ano. “Poderíamos, assim como outros governos, estar abrindo concursos públicos, colocando gente para dentro, para aparelhar o Estado e ter bastantes militantes trabalhando para nós no futuro. Não estamos pensando assim, estamos pensando nas gerações futuras”, afirmou.
O projeto enviado pelo governo ao Congresso em setembro de 2020 cria cinco novos tipos de vínculos para os novos servidores, apenas um deles com garantia de estabilidade no cargo após três anos. O texto mantém a previsão de realização de concursos, mas também vai permitir ingresso por seleção simplificada para alguns vínculos. Para Guedes, as carreiras de Estado não perderão status após a reforma. “Ao contrário, vamos valorizar extraordinariamente os jovens que entrarem no futuro para essas carreiras”, completou.
O ministro considerou ainda que a digitalização de serviços – que reduz a necessidade de pessoal – tem elevado de maneira “extraordinária” a produtividade no serviço público. “O que queremos é prosseguir nessa transformação do Estado brasileiro, com digitalização dos serviços e descentralização, com preferência ao atendimento dos mais frágeis e vulneráveis”, concluiu. Ele enfatizou o desafio da modernização do Estado brasileiro, com mais digitalização e eficiência nos serviços, descentralização dos recursos e meritocracia nas carreiras. Guedes mais uma vez criticou a pequena diferença entre os salários no começo e no fim das carreiras, além da estabilidade em pouco tempo de serviço público – dois alvos da proposta do governo.
“É preciso entrar com salários comparáveis ao da iniciativa privada. Cada carreira vai definir em que momento o novo servidor deve ter aumentos de salários e conquistar a estabilidade pelos serviços prestados. Será um prêmio ao bom desempenho, em vez de um cartório por passar em um exame”, completou Guedes.

Orçamento secreto

Paulo Guedes passou quase quatro horas em audiência na CCJ sem responder às perguntas dos parlamentares sobre o esquema montado pelo governo para conquistar apoio por meio de um orçamento secreto de R$ 3 bilhões. Ele foi questionado repetidas vezes por deputados de oposição, mas não tocou no tema diretamente. Provocado sobre o assunto, Guedes retrucou com ironias, dizendo que “grandes negócios nas estatais e escândalos” eram especialidade de governos anteriores. “Negócios e escândalos em estatais não são especialidade deste governo, mas de outros. Parece que isso não nos atingiu ainda, vamos ver”, afirmou.
Sob protestos da oposição, a presidente da comissão, deputada Bia Kicis (PSL-DF), encerrou a audiência pouco antes das 14h, mesmo sem parlamentares inscritos terem conseguido fazer perguntas para o ministro. “É o ministro da morte, está com medo de ouvir os congressistas”, reclamou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Não concedi a palavra a mais ninguém, peço respeito e encerro os trabalhos”, respondeu a deputada.
No ano passado, o governo destinou R$ 3 bilhões em emendas para parlamentares do Centrão, que, ao contrário do permite a lei, puderam escolher onde os recursos de emendas de relator (RP9) seriam aplicados, inclusive na compra de tratores superfaturados. O caso foi apelidado de “tratoraço” nas redes sociais depois de a reportagem mostrar que parte do dinheiro foi usado para comprar equipamentos agrícolas com preço acima dos de mercado.
“Isso é crime de responsabilidade, é prevaricação, desvio de finalidade e improbidade administrativa. Quero saber por que Vossa Excelência não vetou esse arranjo de corrupção, que é a compra de votos que está sendo feita aí”, questionou o deputado Ivan Valente (Psol-SP). “Não adianta oferecer trator, cargos, regalias. Não vamos permitir que uma PEC inconstitucional (da reforma administrativa) avance”, acrescentou o deputado Zeca Dirceu (PT-PR).