Categoria: Flávio Bolsonaro
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 21 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O fato de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter pedido um prazo de 30 dias para apresentar a prestação de contas a respeito do filme Dark Horse deixou muita gente no PL com a certeza de que tudo não passa de uma estratégia para “ganhar tempo” e tentar justificar todo o dinheiro recebido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de que se estivesse tudo certo, essa prestação teria sido apresentada na reunião desta semana, de forma a virar essa página de uma vez por todas. Se não apresentou é porque não tem os documentos, conforme avaliam muitos. E, sendo assim, vai ficar difícil a situação do pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.
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Em tempo: daqui a 30 dias, o país estará em período de Copa do Mundo e de consolidação das chapas estaduais — portanto, às portas da campanha eleitoral. E, nesse sentido, a ideia de muitos é cuidar da própria vida, deixando que Flávio cuide da sua defesa sobre os recursos recebidos de Vorcaro. Se o senador conseguir se explicar, terá todos os palanques à sua disposição. Se não for convincente, receberá muitas “escusas” quando for visitar os estados no período de apresentação das chapas estaduais. Afinal, sua presença, a preços de hoje, é considerada dispensável para a eleição de deputados federais e estaduais. Até segunda ordem, no PL é cada um por si.
Me liga, Celina
A reunião do MDB na casa do ex-governador Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado, não é lida no plano nacional como um rompimento entre ele e a governadora Celina Leão. Os emedebistas classificam o encontro como uma forma de chamar a atenção do PP do Distrito Federal para a necessidade de acomodar Ibaneis.
“Olha eu aqui”
Em conversas reservadas, muita gente diz que Celina sequer procurou o MDB para tratar da chapa majoritária. E, nesse sentido, é preciso que ela dê alguma atenção ao partido. O que se diz nas hostes da Executiva Nacional do partido é que “até um não” pode ser conversado, desde que haja atenção e acordo. O importante é dialogar.
A difícil escolha de Lula
O projeto que reduz os limites de floresta no Pará para a construção da Ferrogrão colocou em campos opostos dois grandes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta campanha: a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atualmente deputada, e o ex-governador do Pará, Helder Barbalho. Marina discursou contra o texto no plenário e Helder foi lá conferir de perto a aprovação. No Planalto, o que se diz é que se a proposta passar no Senado intacta, algum veto — pelo menos em parte — virá para atender a deputada.
Três estilos
Na sabatina promovida pela Marcha dos Prefeitos com os pré-candidatos à Presidência, apenas o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seguiu o roteiro: apresentação e respostas a perguntas escolhidas mediante sorteio. Flávio Bolsonaro (PL) fez apenas uma fala sem direito a perguntas. Ronaldo Caiado (PSD) se apresentou por 42 minutos e respondeu a apenas uma pergunta.
A bandeira deles
Flávio Bolsonaro usou fortemente o discurso da segurança pública, mas sem apresentar, de fato, um projeto de governo para o tema. Caiado falou sobre as conquistas de sua gestão em Goiás, com foco em inteligência artificial, educação e segurança pública. E Zema focou no bolso dos prefeitos ao dizer que seu governo pagou as dívidas com os municípios.
CURTIDAS

Me inclui fora dessa/ O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez questão de ficar longe do Plenário quando a Casa votou o limite de multas a partidos políticos e ampliação de prazos para pagamento desses débitos. Ele sabia que a proposta era desgastante, mas tinha apoio das grandes agremiações partidárias.
Muita calma nessa hora/ Publicamente, o senador Cleitinho (Republicanos-MG, foto) evita dar uma opinião sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Ele justifica que irá conversar pessoalmente com o filho 01 para poder formar uma opinião. Seus aliados afirmam que, no papel de pré-candidato a governador, Cleitinho sabe que precisará dos votos bolsonaristas. Não é momento de atacar ninguém.
Enquanto isso, em São Paulo…/ Aliados do governador Tarcísio de Freitas, outro nome do Republicanos, acreditam que o caso Flávio-Vorcaro não afetará a pré-campanha à reeleição. Pelo menos, é isso que indicam os primeiros levantamentos feitos com prefeitos do interior paulista.
… e no Salão Negro do Senado…/ Nos bastidores do lançamento da coletânea de romances do presidente José Sarney, todo mundo comentava reservadamente que ainda tem muita coisa para sair a respeito da relação de Vorcaro com os políticos.
Um procurador e as palavras/ O procurador Roberto Livianu lança hoje, 19h em Brasília, seu mais novo livro, O Poder das Palavras. Ele autografará a obra no auditório Cyro dos Anjos (SEPS 706/707 Sul), onde também promove ainda uma roda de conversa com o escritor e advogado Max Telesca e os jornalistas Eliane Cantanhêde e Guilherme Waltenberg.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 20 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A série de versões do senador Flávio Bolsonaro sobre sua conversa com o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro deixou uma parte da bancada do PL e de legendas aliadas com dúvidas sobre a capacidade de reverter o desgaste provocado pelos contatos e os negócios entre os Bolsonaro e o ex-banqueiro. Até aqui, as explicações deixam a desejar, e a maioria não está totalmente segura de que nada mais aparecerá. Em conversas reservadas, muitos dizem que virão novos fatos sobre os negócios do senador.
Omissão até vai…/ …, mas mentira não. A bancada do PL ainda está chateada com a falta de comunicação do senador Flávio Bolsonaro sobre as negociações com Daniel Vorcaro. Os integrantes do PL avaliam que honestidade é um dos valores mais defendidos pelos conservadores e, nesse sentido, se surgir algo além do encontro já divulgado, talvez a candidatura de Flávio não suporte, porque ficará configurado que ele mentiu aos seus pares. Alguns afirmam que Flávio acertou ao falar sobre o encontro, porém só o fez depois que essa informação já estava circulando no meio político. As próximas semanas serão cruciais para saber se o parlamentar sobreviverá aos solavancos da montanha-russa.
Esqueça aliança formal
A relação exposta pelo The Intercept Brasil sobre o financiamento de Daniel Vorcaro ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro fragilizou o apoio do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Para o PP, por exemplo, a “crise” começou ainda na conduta de Flávio com a busca e a apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O filho do ex-presidente disse que “as acusações são gravíssimas” e soltou um “parabéns, Mendonça” . Nada disse foi bem-visto pela bancada do PP. Já há um movimento pela neutralidade em curso, ou seja, o PP não apoiar ninguém oficialmente na eleição presidencial.
É o que tem para hoje
Tem muita gente no PL reclamando de Flávio Bolsonaro e com receio de problemas, mas ninguém baterá na porta do ex-presidente Jair Bolsonaro para pedir a troca de candidato. Afinal, o melhor nome que o bolsonarismo tinha, o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não pode concorrer ao Planalto este ano, porque não se desincompatibilizou do cargo estadual.
Não tem o que fazer
Alguns parlamentares do PL estão frustrados com o desgaste de Flávio, mas Michelle Bolsonaro não é vista como uma opção, nem mesmo na ala mais moderada do partido. Sua viabilidade é defendida apenas em um nicho muito pequeno, e isso, de acordo com parlamentares, deve-se à falta de confiança do próprio Jair Bolsonaro e dos filhos na ex-primeira-dama.
E a 6 x 1, hein?
Está prevista para hoje a apresentação do relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na comissão especial. Uma das mudanças deve ser a contagem de horas, que passaria a ser contabilizada mensalmente e não mais semanais, embora haja o desejo de manter a proporção de 40 horas. O texto também não deve definir um número máximo de horas extras. Ainda na noite de ontem, o relator, Léo Prates (Republicanos-BA), negociava com os partidos os últimos detalhes, sob a orientação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
CURTIDAS

Enquanto isso, na Ásia… / O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira (foto), faz um périplo por países asiáticos em busca de novos mercados para produtos brasileiros. Lá, descobriu o interesse do Japão em importar petróleo do Brasil.
… tem jogo/ está todo mundo buscando meios de fugir do conflito e do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circula o óleo que sai do Oriente Médio. A aposta é de que a guerra criará novas rotas de comércio e de produtos.
Alfinetou/ Durante sua apresentação na XXVII Marcha dos Prefeitos, o senador Flávio Bolsonaro falou sobre muitos assuntos — como economia, segurança pública e tecnologia —, mas excluiu os fatos recentes sobre o filme biográfico de seu pai, Jair Bolsonaro. Ovacionado, ele aproveitou o momento para dar uma indireta ao presidente Lula, que não marcou presença: “Um grande desrespeito não comparecer a um evento como esse” .
Nem todo mundo/ Enquanto o senador Flávio Bolsonaro citava que é empresário, advogado, esposo e pai, um dos participantes da Marcha dos Prefeitos questionou da plateia: “Rachador também?”
Coluna Brasília-DF publicada no Sábado, 16 de maio de 2025, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Os gabinetes do Senado Federal estão em polvorosa com a expectativa do movimento de milhares de prefeitos pelos corredores do Congresso Nacional na próxima semana. A partir de segunda-feira, será dada a largada da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Mais de12 mil gestores e três mil prefeitos estão confirmados, mas esse número ainda pode aumentar, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que promove o evento, e que promete ser a maior edição da história.
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Realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), no Setor de Clubes Sul, a Marcha dos Prefeitos será marcada pela primeira sabatina presencial com os os principais pré-candidatos à Presidência da República. A programação política terá início na terça-feira. Confirmaram presença o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), além de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). Eles devem responder às perguntas dos participantes nas mais diversas áreas da administração municipal ao longo dos dias 19 a 21, data final do evento. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava confirmada até o fechamento desta edição.
Flávio na berlinda
Apesar de uma parte do mercado financeiro ainda aguardar os desdobramentos do impacto do vazamento das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negociando recursos para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse (Cavalo Negro, na tradução literal), alguns analistas já começam a admitir que a candidatura do filho 01 morreu, conforme informou ao Correio um analista de uma grande gestora de ativos financeiros, que pediu anonimato.
Chapa competitiva
“A busca, agora, é por chapa competitiva e que tenha pelo menos uma mulher na composição”, disse o analista. Na avaliação dele, o fato de Flávio ter sido atingido, contudo, não significa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está reeleito. “É muito cedo para concluir isso. Há opções maduras na direita”, acrescentou. Na avaliação dele, o centro e a direita do país precisam ser pragmáticos e trabalhar por outro candidato o quanto antes para que a chapa tenha condições de ser mais competitiva contra Lula e Geraldo Alckmin. “Se a política falhar (novamente), aí sim entregarão mais quatro anos para Lula”, afirmou.
Caiu nas redes
Após o vazamento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, os petistas não perdoaram e fizeram uma música sertaneja por inteligência artificial (IA) com as falas do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro para o ex-banqueiro intitulada “Estarei sempre contigo”.
Deu certo
Os bolsonaristas mais fiéis usam as redes sociais para defender o patrocínio “oculto” do Banco Master ao filme biográfico de Jair Bolsonaro Dark Horse. De acordo com internautas, Daniel Vorcaro patrocinou o projeto para receber parte dos lucros da bilheteria do projeto. Do outro lado, os petistas estão felizes coma nova postura do PT em publicar, diversas vezes, o áudio vazado. Não só comemoraram, como pediram mais. De acordo com alguns, a esquerda aprendeu a usar as mesmas ferramentas que a direita.
Rachou legal
Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro não gostaram nada das críticas enfáticas do pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). O momento gerou um racha dos mais próximos de Flávio Bolsonaro com o mineiro. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), afirmou à coluna que a ruptura não engloba o partido Novo. Mesmo com uma tentativa de Flávio em apaziguar o atrito, ainda há quem não queira uma reaproximação por enquanto.
Pressões por delações I
Detentos presos preventivamente por conta da Operação Sem Desconto, que apura as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dizem sofrer pressão para firmarem acordos de delação. De acordo com as alegações, a ação ocorreria no Bloco 5 da Penitenciária do Distrito Federal (PDF) IV. A parentes e advogados, eles contam serem vítimas de pressão psicológica para forçá-los a assinar acordos de colaboração. Entre as queixas estão ter de dormir em colchões cortados pela metade, receber quentinhas já abertas, ouvir barulhos altos e intermitentes de equipamentos de raio-x instalados na porta das celas e até permanecer por horas em um espaço apertado após receberem a visita de seus defensores.
Pressões por delações II
Os presos dizem que são pressionados a entregar eventual participação de autoridades do Tribunal de Contas da União (TCU) e dos Poderes Legislativo e Judiciário na suposta organização criminosa investigada. Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou “que todas as rotinas de custódia, movimentação, segurança e atendimento aos reeducandos nas unidades prisionais do DF seguem protocolos operacionais padronizados, fundamentados na legislação vigente, nas normas de segurança penitenciária e nos princípios previstos na Lei de Execução Penal”. Sobre eventual pressão para firmar acordo de delação, a Seap disse que “não há, até o presente momento, registro formalizado na Corregedoria da Pasta acerca de supostas abordagens indevidas e que toda denúncia recebida pelos canais oficiais é devidamente apurada, com rigor e observância ao devido processo administrativo”
Colaborou Renato Souza
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 15 de maio de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

O filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro fez estragos no mercado financeiro e pode ter afetado a campanha do filho mais velho do ex-capitão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na corrida presidencial deste ano. Não à toa, os operadores da Faria Lima, reduto bolsonarista, ainda estão absorvendo os solavancos do vazamento dos áudios das conversas entre o pré-candidato à Presidência e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 —, negociando patrocínio de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse (“Cavalo Negro” na tradução literal) sobre a vida do ex-presidente. Após disparar mais de 2% na véspera, o dólar voltou a ser negociado abaixo de R$5, ontem, com queda de 0,45%, cotado a R$ 4,98.
Analistas reconhecem que ainda é cedo para estimar os impactos na candidatura de Flávio e no câmbio. “Foi um susto, mas os fundamentos para o real continuar forte continuam”, afirmou André Perfeito, economista-chefe da Garantia Capital. “Os fundamentos falam mais alto. Afinal, Flávio pode ser o candidato da Faria Lima, mas não necessariamente de Wall Street”, acrescentou. Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, destacou que para a Faria Lima abandonar a candidatura de Flávio, precisaria ter uma queda muito forte nas próximas pesquisas. “O mercado sentiu o tranco em um primeiro momento. Muitos consideram que isso faz parte da campanha, que será bem pesada, dada a polarização do país. Novos capítulos são esperados para o restante do ano”, acrescentou Julio Hegedus, economista-chefe da JHN Consulting.
Clima de tranquilidade
Entre os governistas, nada como uma semana após a outra. O clima do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de tranquilidade — tanto que os líderes do governo no Congresso estavam nas bases na tarde de ontem. Após as derrotas recentes no Legislativo, Lula respira aliviado comas primeiras pesquisas mostrando que a rejeição de Jorge Messias no Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) não impactou a popularidade do petista. Tanto que voltou a ficar à frente de Flávio no segundo turno, apesar do empate técnico, segundo a Pesquisa Genial/Quaest, feita antes do vazamento das conversas do senador com Vorcaro.
Tempo ao tempo
Enquanto o PL e bolsonaristas começam a sair em defesa de Flávio por ter recebido dinheiro de Vorcaro, aliados estão mais contidos e aguardam os desdobramentos do episódio. Não devem trair Flávio, mas também não irão defendê-lo tão rápido. O momento exige cautela.
Sem plano B
Um dos parlamentares mais aguerridos da base bolsonarista, o senador Márcio Bittar (PL-AC), foi dos primeiros a publicar áudio nas redes sociais em solidariedade a Flávio. Descartou qualquer plano B para outra candidatura do partido por conta dos vazamentos dos áudios. “A direita ainda tem muito o que aprender com a esquerda, porque, mesmo com todos os processos e a condenação em três instâncias de Lula no processo do triplex, ele nunca foi abandonado pelos seus apoiadores. E nós também não abandonaremos o Flávio por pedir um recurso privado para um filme sobre o pai dele que foi esfaqueado e está preso”, afirmou. Bittar foi incisivo ao comentar sobre a possibilidade de o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltar a ser cogitado para a corrida presidencial pelo PL. Afirmou que é mera “fofoca”. “Ninguém tira quem tem 40% das intenções de voto nas pesquisas”, acrescentou.
Explica isso aí, CPMI
O vazamento da conversa entre Flávio e Vorcaro veio da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Pelo menos é o que acredita a Polícia Federal (PF). A corporação acredita que o vazamento ocorreu via espelhamento dos computadores e ressalta que, antes da suspensão de acesso às quebras de sigilo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mais de 70 pessoas tiveram acesso à sala cofre do Senado.
Muito para um filme?
Fontes ligadas à PF estranharam os valores de pagamento de Vorcaro ao filme, em torno de R$ 140 milhões. A teoria é de que o montante era, muito provavelmente, um financiamento eleitoral antecipado. Aliás, a cena da facada vazou na internet e virou “meme” nas redes sociais.

Tensão nas alturas
A suspensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, da Lei de Dosimetria deixou a oposição ainda mais arisca no Congresso. Segundo os parlamentares, o processo foi árduo e seguiu todos os trâmites necessários da Constituição. Um levantamento do grupo Livres mostra que, em 2024, 81% das decisões do STF foram monocráticas e sem deliberação do colegiado.
Falta de orçamento
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP, foto), defendeu durante o III Encontro Nacional das Agências Reguladoras, organizado pela Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), que não haverá autonomia enquanto não houver recursos para as instituições. “Você tem autonomia, mas não tem orçamento. Que autonomia é essa?”, questionou. Dados recentes da Agência Nacional de Mineração mostram que há uma defasagem de 70% no pessoal da ANM justamente por falta de recurso financeiro.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 14 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nova York — Os diálogos que indicam que o senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência da República, cobrava dinheiro de Daniel Vorcaro, quando o então banqueiro dono do Banco Master já estava em rota de desgaste, assustaram os barões da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. Em Nova York, onde muitos participam da série de eventos da Brazilian Week, vários deixaram claro que o receio de ver o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro queimado no processo eleitoral leva o grupo dos financistas a voltar as atenções especialmente para o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) — considerado o mais equilibrado dos pré-candidatos da direita. Caiado tem muitos apoios no agronegócio e deixou o governo com aprovação acima de 70%. Além disso, a última pesquisa Genial/ Quaest mostrou que, em Goiás, 76% daqueles que conhecem Caiado votam nele. Esse mesmo índice em relação a Romeu Zema (Novo) ficou em 38%, em Minas Gerais. Há uma avenida aberta para que Caiado consolide apoios entre os representantes do mercado financeiro.
Veja bem/ Até aqui, Flávio disse que não prometeu nada a Vorcaro em troca. Porém, até os mais fiéis aliados do filho 01 de Bolsonaro consideram essa justificativa insuficiente para reverter o estrago. O pré-candidato do PL terá que dar novas explicações sobre o financiamento do BRB, a juros camaradas, para comprar a mansão em Brasília e o restante de seu patrimônio.
Silêncio na sala
Muitos parlamentares do PL receberam ligações de suas bases eleitorais, preocupadas com os efeitos do vazamento da conversa entre Flávio e Vorcaro. Muitos deles, aliás, deixaram suas antigas legendas e ingressaram na legenda para concorrer a cargos — como governadores — e garantir palanque para o pré-candidato do partido. Agora, estão preocupados com o próprio futuro.
Dê um tempo
O comando do PL pediu aos seus filiados que aguardem um pouco antes de se deixar levar pelo desespero. Afinal, a campanha nem começou e é preciso aguardar todas as explicações de Flávio. O problema, porém, é que os integrantes do partido acreditam que a situação tende a piorar.
As coisas boas…
… a gente fatura. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu enxugar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da 6 x 1. O texto tratará apenas das reduções da escala, para 5 x 2, e da jornada, de 44 horas semanais para 40 horas. Assim, todos os louros da redução serão comemorados numa promulgação da PEC no Congresso.
As coisas ruins…
… a gente empurra para o governo. Tudo que for difícil será tratado no projeto de lei que o governo mandou ao Parlamento. Essa proposta vai incluir, por exemplo, a discussão de compensação, quais setores que precisam de jornadas especiais e tempo de transição. O líder do PT, Pedro Uczai (SC), disse com todas as letras em entrevista à emissora Rede Vida que não apoiará a transição. Ou seja, o projeto do governo vai tratar de coisas que o partido do presidente da Câmara não apoia.
CURTIDAS

Graças a elas/ Cientistas políticos avaliam que recuperação da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente entre as mulheres, se deve ao Desenrola 2.0. A justificativa é que elas têm sofrido mais pelo aumento do custo de vida.
É cedo para comemorar/ Os especialistas, entretanto, advertem: “Se a inflação de alimentos continuar pressionando o orçamento doméstico, parte desse ganho pode ser rapidamente neutralizado”, comentou Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).
Isonomia/ A isenção da taxa das blusinhas por Lula pegou a oposição de surpresa. Mas eles já têm uma estratégia para tentar dar um nó no governo: exigir que o mesmo beneficio seja dado a produtos nacionais equivalentes a US$ 50 (R$ 250,00), em especial, aqueles que não precisam de frete. Ressaltam que se isentou o internacional, tem que isentar “os de casa”. reverter o estrago. O pré-candidato do PL terá que dar novas explicações sobre o financiamento do BRB, a juros camaradas, para comprar a mansão em Brasília e o restante de seu patrimônio.
Point da vez/ A sede do QG da campanha de Flávio Bolsonaro fica em frente à casa (foto) do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Agora, depois do vazamento das mensagens, parlamentares comentam que o endereço “compartilhado” parece ser o lugar do momento em Brasília.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 8 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O fato de o relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, ameaçar mandar Daniel Vorcaro de volta à Papuda provocou reações no meio político e jurídico. Há, inclusive, quem esteja procurando alguma brecha para ver se tira a relatoria de Mendonça. Ciente das pressões, o ministro avisou que não cederá e irá prosseguir com a investigação e as operações, doa a quem doer. E mais: se houver qualquer empecilho ao seu trabalho, o ministro levantará o sigilo de tudo o que já tem em mãos. Afinal, nada como a luz do sol para matar os germes.
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Enquanto isso, na União Progressista…/ O casamento entre PP e União Brasil virou um salve-se quem puder. Como o leitor da coluna já sabe, os deputados farão campanha tratando apenas do próprio nome e número. O partido virá minúsculo no material de propaganda. Seus filiados comentavam, ontem, num restaurante, que essa operação que teve como alvo o presidente do PP, Ciro Nogueira, “é o começo do fim do mundo”.
Vem mais
A operação contra Ciro Nogueira era lida no meio político como algo esperado. Agora, os olhos se voltam para Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Os aliados dele esperam que ele sobreviva para tocar a federação nesse período eleitoral.
Protocolar
Só no fim da tarde, mais de 10 horas após a busca e apreensão contra Ciro Nogueira, é que o partido comandado por ele soltou uma nota a respeito da operação. Nas oito linhas que levam a assinatura do secretário-geral do PP, Aldo Rosa, nem uma palavra criticando o mandado do ministro André Mendonça. O partido se limitou a dizer que espera veros fatos devidamente esclarecidos, que prevaleça o exercício do amplo direito à defesa e reafirma confiança na Justiça.
O “ganha-ganha” de Lula e Trump
Por mais que existam diferenças entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o fato de terem dialogado abertamente na Casa Branca, ontem, foi comemorado pelos dois países. Afinal, Trump precisa ampliar sua interlocução no mundo e Lula precisa mostrar que sua aposta no diálogo não é apenas retórica. A avaliação de diplomatas é de que ambos atingiram seus objetivos nessa conversa.
Golfo pede apoio
Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad(PSD-MS) recebeu um grupo de embaixadores de países do Golfo. Querem que o Brasil emita uma nota de repúdio às nações que estão bombardeando regiões que não estão em guerra. Trad prometeu ajudar.
CURTIDAS

Recordar é viver I/ Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dizendo, há alguns meses, que Ciro Nogueira (ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro) poderia ser seu vice, porque era de uma lealdade ímpar ao ex-presidente.
Recordar é viver II/ Fez sucesso ainda um vídeo divulgado há alguns meses em que Ciro Nogueira, num evento no Piauí, diz que o CPF dele era um e o de Daniel Vorcaro outro, mas que se surgisse “alguma denuncia comprovada”, renunciaria ao mandato. Os internautas fizeram da hashtag #RenunciaCiro um dos assuntos mais comentados do Brasil.
O que se diz em Teresina…/ Ditado muito ouvido entre os políticos do Piauí: “Ninguém faz a feira confiando em Nogueira”.
Ceará em Nova York/ O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT, foto),será “keynote speaker” no LIDE Brazil Investment Fórum, que reunirá cerca de 400 empresários na Big Apple, na próxima terça-feira (12). Participam do debate sobreo “o futuro do Brasil”, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O evento faz parte da Brazilian Week, que reúne empresários e autoridades na capital financeira do mundo.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A oposição está decidida a bater no lado religioso do ministro da Advocacia Geralda União (AGU), Jorge Messias, durante a sabatina desta quarta-feira (29), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. A ideia é bater sem dó no ministro, acusando-o de defender o aborto. O ministro é favorável à atual legislação, que permite o aborto em caso de estupro. A ideia é constranger Messias e tentar apresentá-lo como um “falso evangélico”.
Apostas/ Messias, porém, passou todo esse período se preparando para a sabatina desta quarta-feira. É visto como alguém articulado, inteligente, que conseguiu angariar mais simpatias do que resistência desde o ano passado, quando foi indicado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Por isso, senadores calculam que ele deva ter seu nome aprovado. Na CCJ, os números indicam algo em torno de 16 a 17 votos de um total de 27 que compõem o colegiado
Grande…
Deputados e senadores mais fiéis a Jair Bolsonaro têm feito uma verdadeira blitz no Parlamento a fim de garantir o maior placar possível para derrubar o veto da dosimetria das penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
… e incontestável
A aposta geral é a de que a redução das penas passa, mas é preciso um grande placar, a fim de mandar um recado ao presidente Lula e ao Supremo Tribunal Federal. Até aqui, tem muita gente dizendo que esse tema da dosimetria voltará ao STF.
Uma avenida para crescer
Coube ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, abrir a semana política, ao participar de almoço na Casa Lide, São Paulo, promovido pelo ex-governador João Doria. No evento, Kassab dobrou a aposta no fim da polarização: “Na medida em que o tempo avançar, as outras candidaturas vão crescer, porque há uma rejeição muito grande (de Lula e de Flávio Bolsonaro)”.
A pirataria…
Alguns parlamentares estão preocupados como alto consumo de produtos esportivos piratas no Brasil. Levantamento da Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice) aponta que, em 2023, de 651 artigos adquiridos pelos consumidores, 231,5 milhões de unidades eram pirateadas. O valor representa uma perda de R$ 31,8 bilhões para o setor esportivo, R$ 7,4 bilhões não arrecadados em impostos e 60 mil empregos deixaram de ser gerados no mercado formal.
… preocupa o Congresso
Devido a esses dados alarmantes e a aproximação da Copa do Mundo, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI), presidida pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ), vai debater hoje, às 14h, na Câmara, os caminhos para diminuir o volume de produtos piratas no mercado.
CURTIDAS

O estadista é o meu/ Na avaliação que Gilberto Kassab (foto) no almoço do Lide, em São Paulo, ele considerou que falta ao país um estadista. “Hoje, o Brasil precisa de um estadista que possa dar para a sociedade brasileira as respostas sobre combate à corrupção, transparência no uso de recursos públicos, reforma administrativa e aperfeiçoamento do Judiciário. E desses pré-candidatos, o que mais representa essa figura é Ronaldo Caiado (PSD)”.
Vai pressionar/ O Ministério das Mulheres começa um périplo no Congresso para cobrara votação do projeto que transforma misoginia num crime tal e qual o racismo. Fontes ligadas à pasta afirmam que a escolha da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) para gerir o grupo de trabalho que analisará o texto é um ponto positivo, mas isso não garante a votação. Tem muita gente achando que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), seguiu a máxima, quando você não quer resolver um problema, cria um grupo de trabalho. É a fórmula clássica para reduzir pressão sem acelerar nada.
Atraso sob investigação/ A Comissão de Minas e Energia realiza, hoje, audiência pública para debater o uso de usinas termoelétricas em vez de usar energia armazenada em baterias, tal e qual funcionam hoje os carros elétricos. Até agora, o governo não regulamentou isso. O debate começa às 10h e seguirá por toda a tarde nesta terça-feira.
Anote na agenda/ Nesta quarta-feira, a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço (FCS) receberá representantes do setor do turismo para discutir os impactos do fim da escala 6×1 no setor. A reunião-almoço contará com a participação de Orlando Souza, presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).
Coluna Brasília-DF, publicada na quinta-feira 23 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Os investigadores do caso BRB-Master não descartam a aceitação de três delações premiadas — do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro; do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e do advogado Daniel Monteiro. Até porque cada um cuidava de uma ponta do esquema. Vorcaro fazia os contatos políticos, Monteiro armava a ocultação de patrimônio e há a suspeita de que Paulo Henrique ajudou a construir as carteiras maquiadas para aquisição do BRB. Os investigadores avaliam, inclusive, que a “imobiliária” que PHC estava montando em São Paulo, com imóveis recebidos do Master, deixam claro que o ex-CEO do BRB pretendia se mudar para a capital paulista. Portanto, há indícios de que seu conhecimento dos negócios de Vorcaro vai muito além do Banco de Brasília.

A corrida/ Como o leitor da coluna já sabe, está posta a corrida sobre quem vai delatar primeiro. A aposta de muitos é de que quem apresentar algo novo terá a prioridade. Até aqui, os investigadores já têm informações capazes de levar o trio Vorcaro-PHC-Monteiro ao banco dos réus com reais chances de condenação. Portanto, se um entregar as irregularidades cometidas pelo outro, não mudará muita coisa. A Polícia Federal (PF) quer as peças que faltam para fechar o desenho do maior escândalo financeiro da história recente do país.
Projeto de Paulo Henrique
Ciente das dificuldades de continuar no mercado financeiro, Paulo Henrique Costa deseja, ao menos, manter-se como servidor da Caixa Econômica Federal (CEF). Ser afastado a bem do serviço público seria um pesadelo.
Projeto de Vorcaro
O ex-banqueiro do Master sonha mesmo é recuperar o patrimônio. Especialmente, conseguir manter o controle sobre os recursos guardados lá fora.
Batam nele
Por mais que Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) critiquem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será apontando as fragilidades de Flávio Bolsonaro (PL) que ambos terão mais chances de conseguir crescer, tirar votos do filho 01 de Jair Bolsonaro e seguir para o segundo turno contra o petista. É na direita que se dará o grande embate do primeiro turno.
Ciente da estratégia
Até aqui, Caiado se convenceu de que esse parece ser o caminho. Tanto que, em suas entrevistas, tem dito que se o PL e Bolsonaro tivessem sido competentes ao governar, o PT não teria voltado.
CURTIDAS

Um relator “light”/ Tanto a oposição quanto o governo querem um relator moderado para a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que extingue a escala 6 x 1 de trabalho, tal e qual Paulo Azi (União-BA), que relatou o texto na Comissão de Constituição e Justiça. Para os parlamentares, o perfil de centro, mais equilibrado, é ideal para conduzir o debate na comissão especial, onde o mérito da PEC será discutido.
Ponto para ele/ Mesmo sendo visto com um olhar de desconfiança no início, Azi conquistou o respeito e confiança da base do governo na Câmara. A comissão especial deve ser composta até o fim da semana que vem.
Fim de assunto/ Romeu Zema (foto) afirmou, com todas as letras, que seguirá firme até outubro. “Vou levar a minha pré-candidatura e candidatura até o fim”, disse na visita à Câmara dos Deputados, antes de participar do lançamento da pré-candidatura de Kiko Caputo ao governo do Distrito Federal. À coluna, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que ainda não tem nomes para o posto de vice, mas fontes ligadas ao partido afirmam que o Novo deseja que seja uma mulher.
Quem manda/ Por mais que o Novo queira uma mulher na vaga de candidata a vice, a decisão caberá a Zema. E a ideia do ex-governador é esperar mais um pouco por essa definição. Dia desses, Zema publicou um vídeo ao lado de Flávio Bolsonaro, dizendo que o estava convidando para ser seu vice. Flávio soltou uma gargalhada.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa tira mais um ponto da delação do ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. Se ele quiser ter algum benefício, terá que entregar detalhes de outros figurões, sejam integrantes do Poder Judiciário, sejam do Legislativo. Não dá mais para ficar apenas no ex-comandante do BRB. Em relação a Paulo Henrique, a decisão de André Mendonça desta semana é lida por advogados como uma peça que já traz elementos suficientes para caracterizar um milionário pagamento de propina. Os investigadores querem saber a rede de fundos e empresas de fachada que abasteceram o esquema e seus beneficiários.
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Por falar em Paulo Henrique…/ Vem por aí uma pressão de pessoas próximas ao ex-presidente do BRB, para que ele siga os passos de Vorcaro e feche uma delação premiada. E que tome essa atitude antes de Daniel Monteiro, o advogado que também foi preso, depois de ajudar na ocultação de patrimônio
O silêncio de Alcolumbre
O pedido de investigação contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, por parte do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, está atravessado na garganta dos senadores de oposição. Tem um grupo cobrando dia e noite um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em defesa do Parlamento. Contudo, Alcolumbre não deve falar nada sobre o episódio da CPI, para não inflamar ainda mais a tensão entre os dois Poderes.
Balança desregulada
Para alguns parlamentares governistas, tanto o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) quanto os ministros do Supremo Tribunal Federal se excederam acerca do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. No caso do senador, pedir o indiciamento de três ministros sem uma base consistente foi considerado muito “ousado”. Quanto aos ministros, considera-se que faltou calma para esperar a votação do parecer na CPI — que liquidou o texto do relator.
Padrinho & “mui amigos”
No GDF, o que se diz hoje é que “ninguém gostava de Paulo Henrique Costa, à exceção do governador Ibaneis Rocha”. Costa se dizia o “especialista em compliance”. Até aqui, a indicação dele à presidência do Banco de Brasília é atribuída ao presidente do PP, Ciro Nogueira, conterrâneo de Ibaneis.
Dois pesos
Enquanto os bolsonaristas se juntaram para trabalhar na soltura e acompanhamento de uma possível deportação do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, o mesmo não aconteceu com a ex-deputada Carla Zambelli. Presa na Itália, ela aguarda a extradição. Eduardo Bolsonaro atuou pessoalmente para que Ramagem fosse solto e, agora, senadores aliados a ele entraram com um pedido de missão oficial aos EUA para “acompanhar a situação de cidadãos brasileiros em custódia naquele país, em especial, Alexandre Ramagem, bem como averiguar a atuação das autoridades brasileiras competentes sobre o tema”. Zambelli está a ver navios.
CURTIDAS

Vorcaro e Pablo/ Nos restaurantes de Brasília, muita gente comentava essa semana que o dinheiro a rodo que Daniel Vorcaro gastava só se compara ao que fazia o chefão do narcotráfico Pablo Escobar. O colombiano não tinha mais onde colocar dinheiro e chegou a aterrar uma piscina para guardar o dinheiro do tráfico. Há muita gente suspeitando que o esquema do ex-banqueiro ia muito além do colarinho-branco.
Não confunda/ A “imobiliária” que Paulo Henrique Costa estava quase montando com imóveis recebidos do esquema de Daniel Vorcaro lembrou a muitos o caso de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso nos tempos da Lava Jato depois de receber um carro de luxo de propina.
Vem aí/ No aniversário de Brasília, na próxima terça-feira (21), a senadora Leila Barros (PDT) vai lançar sua pré-candidatura ao Senado na sede nacional do partido a partir das 14h30. Leila usará a data para marcar presença na disputa concorrida do DF.
A festa do Zé Eduardo/ Com seu escritório em Brasília, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (Foto) comemorou antecipadamente seu aniversário na cidade, com a presença de amigos, numa festa surpresa. Por lá passaram advogados, familiares e amigos de longa data, como a família do ex-deputado Sigmaringa Seixas, a viúva Marina Sigmaringa, e os filhos, Luiza Sigmaringa e Guilherme Sigmaringa, atual presidente do PT do Distrito Federal. O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e deputado federal, Paulo Teixeira (PT-SP), fez questão de marcar presença. José Eduardo completa 67 anos neste sábado,18.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 14 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A defesa das emendas parlamentares ao Orçamento e cobranças para a redução do volume de Restos a Pagar (RAPs) formam a base do discurso de todos os candidatos a ministro do Tribunal de Contas da União(TCU). Da situação à oposição, todos defenderam esses dois pontos, num sinal de que, quem quer que ocupe o Poder Executivo, terá que conviver com o desejo dos congressistas de controlar o Orçamento. “Não podemos ser criminalizados no ato de indicar”, defende o deputado Odair Cunha (PT-MG), candidato com as bênçãos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e fruto do acordo para a eleição da Mesa Diretora, em 2025. “Só para terem uma ideia, em 2025 nos Restos a Pagar, acumulamos um déficit orçamentário da ordem de R$ 62,8 bilhões. Ou seja, mesmo sendo oriundo de uma emenda impositiva, esse pagamento fica ao critério da priorização do Poder Executivo”, completa o deputado Danilo Forte (PP-CE), indicado pelo PSDB para o TCU.
Por falar em Restos a Pagar…/ O estoque de RAPs dos anos anteriores chega a R$ 390 bilhões. A briga dos deputados — e o que faz parte do discurso para o TCU — é no sentido de liberar tudo o que estiver relacionado a emendas. A defesa das emendas está diretamente relacionada ao aumento das investigações sobre essas propostas. A avaliação geral é de que um ministro do TCU que entenda o trabalho legislativo é essencial para evitar a criminalização do instrumento.
Ajude…
A inclusão do deputado José Guimarães (PT-CE)no primeiro escalão do governo como ministro de Relações Institucionais leva para mais perto de Lula um nome que dialoga bem com o Centrão, grupamento dividido hoje entre os vários postulantes ao Planalto. A função dele será assegurar essa proximidade dos partidos ao governo Lula.
… e não atrapalhe
A nomeação de Guimarães tira do PT a indicação de um candidato de peso ao Senado no Ceará. Agora, as duas vagas de senador estão livres para que o governador-candidato, Elmano de Freitas (PT), possa atrair aliados.
O teste da amizade
A prisão de Alexandre Ramagem pelas autoridades norte-americanas levará o bolsonarismo a modular o discurso em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por enquanto, a ordem é tratar a prisão como “meramente migratória”, conforme definiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas, se Ramagem for deportado, será um sinal de que a amizade com o governo dos EUA tem limites.
Mão na massa
A liderança do governo no Senado, junto coma consultoria da Casa, produziu um material mostrando como a Lei da Dosimetria vai modificar as progressões e os cumprimentos de pena, caso o veto seja derrubado no fim do mês. Os dados apontam que, em casos de réus primários de crime hediondo, o cumprimento da pena cai de 70% para 40%. Em caso de feminicídio, um condenado na mesma condição cumpriria 55% da pena e não 75%.
Ajuda para Bolsonaro
Os especialistas apostam que o principal instrumento da dosimetria que pode ajudar a regressão de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro é a mudança no regime domiciliar, em que os presos poderão abater da pena dias de trabalho ou de estudo.
CURTIDAS

Na lida…/ Afastado do governo do Pará para concorrer ao Senado, o ex-governador Helder Barbalho aproveita o tempo com uma agenda externa. Ele se reuniu com a economista franco-americana Esther Duflo, Prêmio Nobel de ciências econômicas. Trataram da implantação da proposta construída na COP30, sobre a criação do “Pix do clima”. O uso desse instrumento ajudaria a garantira transferência direta de recursos financeiros a famílias impactadas pelos efeitos das mudanças climáticas, especialmente, na Amazônia. Helder está empenhado em transformar esse projeto em realidade.
…e nos eventos/ O encontro com Esther se deu por ocasião da participação do ex-governador no Brazil Project, em Harvard. O Brazil Project é uma iniciativa de estudantes brasileiros na universidade norte-americana e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT.
Gestão Pública…/ A governadora doDistrito Federal, Celina Leão (foto), abre amanhã, no Brasília Palace Hotel, o 6ºBrasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema “Eficiência na Gestão Pública”, assunto desafiador para todos aqueles que concorrem ou pretendem concorrer a um mandato eletivo.
… em debate/ O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, participará do painel “Infraestrutura e Inovação: as boas práticas na administração pública”, ao lado do ministro do TCU, Antonio Anastasia, e os CEOs Giuseppe Mendes, do escritório Pinheiro Mendes Advogados, e Gustavo Montezano, fundador da Yvy Capital.












