Diferenças e desgastes para Lula e Flávio

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise com os EUA, Crise diplomática, crise no INSS, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Nesse “esquenta” da campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana com desgastes por causa dos inquéritos envolvendo seu filho Fabio Luís, o Lulinha, e o empréstimo da lobista Roberta Luchsinger, amiga dele, a um dos principais assessores do gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Porém, no Planalto, a avaliação é de que nada disso envolve diretamente o presidente. No caso do filho, Lula tem o discurso de que está sob investigação e o ministro que indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, é tão independente que abre inquérito contra o primogênito do presidente. Em relação ao assessor, caberá a ele se explicar o mais rápido possível. A ordem é evitar que isso se prologue por mais dias. Afinal, a partir de 16 de agosto, quando a campanha começa de fato, com o ato em São Paulo, o presidente quer poder cuidar de mostrar os feitos de seu governo. E não ficar respondendo sobre suposto envolvimento, nem do filho, nem do assessor. Cada um que cuide de si.

» » »

E o senador, hein?/ A visão no Planalto é a de que Flávio Bolsonaro, ao contrário de Lula, tem explicações a dar, uma vez que foi pessoalmente pedir que Daniel Vorcaro contribuísse para o filme Dark Horse chamando o enrolado ex-banqueiro de “meu irmão”. Até aqui, o contrato não foi apresentado pelo pré-candidato. No calor da campanha, será Flávio — e os demais — acusando Lula, enquanto Lula — e os demais — acusarão Flávio. E o eleitor que durma com um barulho desses.

Maria Luíza pagou a conta

Não há diplomata brasileiro que não esteja surpreso com o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luíza Viotti, por causa do que os norte-americanos consideram demora do governo brasileiro em conceder o “agrément” a Daniel Perez como futuro embaixador dos EUA no Brasil. Primeiro, porque o “agrément” é algo sigiloso e só divulgado quando o país que receberá o embaixador concorda com a indicação — e não há prazo para que isso ocorra.

Inversão dos fatores

Embaixadores comentam que seria preciso que o governo brasileiro aceitasse a indicação para, em seguida, o nome fosse enviado ao Senado norte-americano para deliberação. O envio ocorreu sem o “agrément” do Brasil. Algo tão inusitado quanto o cancelamento do visto.

A força de Vigilante

A pesquisa Correio/Opinião publicada hoje indica que se Chico Vigilante abraçar algum candidato do PT à Câmara dos Deputados, as chances de ajudar o escolhido a chegar lá cresce. Ele é o petista mais citado na hora do entrevistado elencar em quem votará para deputado federal. Bem abaixo vem o deputado distrital Ricardo Vale (PT).

Chama o Lula!

Os petistas estão confiantes na candidatura de Leandro Grass, o nome da esquerda que aparece melhor na pesquisa de hoje. A aposta de alguns palacianos é de que se Lula entrar na campanha, as chances de chegar ao segundo turno crescem, ainda que o Distrito Federal tenha um eleitorado mais conservador. Dos cenários apresentados para o segundo turno, apenas José Roberto Arruda aparece bem no mano a mano contra a governadora Celina Leão.

CURTIDAS

Crédito: AFP

Tem para todos/ O escritório de advocacia Aragão & Tomaz, com uma máquina de contar dinheiro, é mais um ponto que deixa o PT constrangido. Afinal, Eugênio Aragão, sócio de Willer Tomaz no escritório, foi o último ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff. E Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro.

Sanduíche de pão com pão/ À exceção de Lula, que tem o PSB de Geraldo Alckmin (foto) como seu parceiro de chapa, todos os demais candidatos ao Planalto caminham sem um outro partido disposto a apresentar um nome à Vice-Presidência. Romeu Zema (Novo) optou pelo senador Eduardo Girão (CE). Nas hostes de Flávio Bolsonaro (PL), as deputadas do partido ganham força para uma composição. A única que está fora de cogitação é a ex-primeiradama Michelle Bolsonaro. Os dois com o mesmo sobrenome não dá.

Pede para sair/ Após mais uma fase da Operação Sem Desconto, desta vez contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), as apostas por lá são de que a candidatura à reeleição tornouse inviável e puxa para baixo a chapa do candidato ao governo Orleans Brandão (MDB). Mesmo com a péssima repercussão das investigações, a decisão de sair do pleito terá de ser do senador.

A hora do debate/ A segurança jurídica e sua necessidade para o desenvolvimento da infraestrutura do país está em pauta hoje, a partir de 8h, no 8º Brasília Summit LideCorreio Braziliense, no Hotel Brasília Palace. Juristas como o ministro Gilmar Mendes e demais autoridades vão debater esse tema, que terá ainda empresários, parlamentares e especialistas no setor de regulação — como o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e o presidente da Associação das Agências Reguladoras (Abar), Vinícius Benevides.

Riscos extremos

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise com os EUA, Crise diplomática, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, PL, Política, Republicanos, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Com a renovação do “emergency act” contra o Brasil publicada no Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, chovem memes nas redes sociais, em especial, no WhatsApp, insinuando o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tal e qual os norte-americanos fizeram com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Até aqui, essas postagens não têm qualquer relação com a verdade ou ações dos Estados Unidos. Porém, os que receiam o caos são unânimes em afirmar que o governo brasileiro tem que estar preparado para tudo.

Faca de dois gumes/ Qualquer ação mais radical de Donald Trump, porém, tende a jogar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no mesmo gueto que levou seu pai a perder a eleição em 2022. Naquele período, as ações radicais de apoiadores às vésperas do pleito — como, por exemplo, a então deputada Carla Zambelli correndo pelas ruas de São Paulo de arma em punho em perseguição a um apoiador de Lula — foram vistas pelos próprios aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como algo que reduziu a ampla diferença que ele teria para o petista em São Paulo. Se o governo Trump praticar qualquer ação extremista, Flávio terá novas dificuldades pela frente.

Cada um com seu cada qual

Com os excelentes índices apresentados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no levantamento da Quaest, é nele que Flávio terá que ancorar sua candidatura para ampliar a diferença em relação a Lula. Já o adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), e Lula terão que colar suas campanhas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram a corrida paulista para o Senado.

Por falar em Tarcísio…

O presidente do Republicanos no Distrito Federal, Joaquim Mauro, não esconde de ninguém que Tarcísio era o “mais preparado” para concorrer ao Palácio do Planalto. Porém, “há fatores políticos que estão acima do mundo ideal”, afirmou em entrevista ao CB.Poder.

Porta de saída

Ao dizer que será candidato a governador de qualquer jeito, o senador Cleitinho (Republicanos) corre o risco de terminar expulso do partido. Apesar do luto pelo falecimento do irmão, em 18 de julho, o partido esperava uma satisfação aos correligionários, que esperavam há meses por uma resposta. Para completar, Cleitinho, agora, chamou os partidários de “vagabundos”.

Ainda tem muito chão

A Polícia Federal ainda não concluiu as análises de todos os telefones do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Falta avaliar o conteúdo de três aparelhos, o que só aumenta o suspense entre os candidatos a estas eleições — e em todos os partidos.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Polarização eterna/ A eleição de 2026 mal começou e alguns políticos já anteveem que o mano a mano entre uma direita mais radical e a esquerda não vai passar tão cedo. Depois de Lula e os Bolsonaro, a próxima aposta é Nikolas Ferreira (PL-MG) versus João Campos (PSB-PE).

Por falar em Minas…/ Por lá, se diz que o senador Cleitinho está igual à famosa frase de José Saramago sobre o desencontro amoroso em “História do Cerco de Lisboa”: “Quando me querias, eu não te quis. Quando eu queria, não me quiseste. Quando quisemos, a vida não quis.” A vida, no caso, é o partido Republicanos.

Um adesivo de eliminação/ O adesivo redondo escrito “anti Manu” que o deputado Zucco (PL-RS) exibia no peito, com um X sobre o rosto da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D’Ávila, era da pré-candidata a deputada federal Júlia Zardo (Novo, foto). Num tom agressivo no Instagram pessoal, ela disse que trata-se de uma crítica a tudo que Manuela representa. Fez questão de colar o adesivo no peito e afirmou que seu nome havia sido apagado da reclamação feita pelo PSol. Citou, ainda, que há muros pichados em Porto Alegre coma inscrição “nocaute à extrema direta”, onde aparece o nome da ex-deputada Luciana Genro.

Em tempo/ Uma candidata a deputada federal começar a campanha ao Parlamento, a Casa do diálogo, com o adesivo “anti” qualquer pessoa, e com um x sobre o rosto de uma adversária política, corre o risco de queimar a largada.

Um problema para Flávio

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, MDB, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Por mais que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, insista numa chapa com um integrante do Republicanos de vice, esse casamento partidário está para lá de difícil — e o motivo principal nem é o peso de Lula no Nordeste. É a entrada do senador e filho 01 nas igrejas evangélicas Brasil afora sem pedir bênção a ninguém. Esse é o principal motivo apontado nas conversas mais reservadas dentro do partido.

» » »

Demorou demais/ Obviamente, somam-se a isso as parcerias fechadas pelo Republicanos com outros candidatos ao Planalto Brasil afora. Vale lembrar que, na primeira campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994,o então presidente do extinto PFL, Jorge Bornhausen, que iria indicar o vice em abril daquele ano, cobrou dos tucanos que se esforçassem para apoiar os candidatos pefelistas e recusassem outros parceiros. Houve tempo de corrigir algumas rotas, mas não todas. No caso do Republicanos, a avaliação é de que Flávio demorou demais. Tratou o partido como “sobra”, uma vez que outros movimentos fracassaram. E agora é tarde. A legenda caminha para anunciar a neutralidade, tal e qual a federação União Progressista e o MDB.

“Quem é esse cara?!”

A pergunta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva referindo-se ao presidente Javier Milei, logo depois que tomou conhecimento das críticas e acusações feitas pelo argentino. No Planalto, a avaliação é de que Milei quer chamar Lula para o ringue a fim de se cacifar para ser o interlocutor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul, caso Flávio Bolsonaro perca a eleição.

Respostas institucionais, mas…

Lula está decidido a não cair nas provocações de Milei. A intenção, conforme avaliam assessores palacianos, é o presidente ficar quieto e “não bater palma para maluco dançar”. Obviamente, no calor de um discurso de improviso num palanque, vai ser difícil cumprir a própria determinação.

Enquanto isso, no Itamaraty…

As medidas oficiais a respeito do comportamento de Milei ainda serão decididas em um novo encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli. O desta semana foi apenas para troca de ideias.

Meta robusta

A neutralidade do MDB na eleição presidencial deste ano vem no sentido de criar condições para a eleição de 50 deputados federais e algo entre 10 e 12 senadores. Em Alagoas, por exemplo, o partido está aliado a Lula, mas, em Goiás, a Ronaldo Caiado (PSD). E em São Paulo, o partido apoia Flávio Bolsonaro (PL).

CURTIDAS

Crédito: Instagram/Manuela D’Ávila

Adesivo agressivo/ A campanha do deputado Zucco, em Porto Alegre, começa com um adesivo que entrou no perigoso terreno da violência contra a mulher. Diz “Seja Anti Manu Ela”, com o rosto da ex-deputada Manuela D’Ávila riscado com um X (foto). A bancada feminina na Câmara dos Deputados não gostou. Até deputadas do PL consideram a postura de muito mau gosto.

Mais uma escanteada/ Filiada ao partido Novo e mãe de João Giffoni, um dos presos do 8 de Janeiro, a pedagoga Theresa Vale contava com uma candidatura de deputada federal no DF. Só descobriu que estava fora da nominata na convenção local. Ela culpa o candidato a governador Kiko Caputo: “Soube que meu nome saiu porque o partido decidiu lançar candidato a governador. Como usa a dor de uma mãe, faz palanque comigo e, depois, me descarta sem nenhuma explicação?”, reclamou.

Não é a única/ Antes de Theresa Vale, Sílvia Waiãpi, no Amapá, teve a mesma surpresa na convenção local do PL. E ninguém duvida deque outras mulheres correm o risco de ter a mesma surpresa na hora de conferir as nominatas.

O STF e a prisão de Daniel Vorcaro

Publicado em Banco Master, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise com os EUA, Crise diplomática, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, PL, Política, Politica Externa, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 14 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

O voto do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhando o relator do processo, ministro André Mendonça, pela manutenção da prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, surpreendeu advogados e deu aos políticos a certeza de que, dessa vez, será muito mais difícil tirar o ex-CEO do Banco Master da cadeia. A avaliação geral do mundo jurídico é de que a manutenção da prisão foi um divisor de águas e Vorcaro pode se preparar para uma boa temporada atrás das grades. O ex-banqueiro colecionou ameaças a muita gente. E fez isso justamente num momento em que o “jeitinho” e a interpretação da lei em favor de criminosos desse tipo cai em desuso. A ordem na Corte é cerrar fileiras em defesa da instituição, arranhada pela a sociedade dos irmãos Dias Toffoli em um resort no Paraná e pelo contrato milionário da mulher de Alexandre de Moraes com o Master.

Crédito: Caio Gomez

Acertos e erros/ A maioria em torno do voto de Mendonça, relator do caso na Segunda Turma, vem no momento em que o STF está mais fragilizado e tenta se recuperar. A avaliação de alguns ministros é de que está na hora de mostrar que alguns magistrados podem ter cometido erros, mas a instituição que defendeu a democracia — quando das ameaças de golpe de Estado — e permitiu que o país pudesse trabalhar de forma mais equilibrada na pandemia continua de pé. E não pode ser jogada fora.

PL no escuro

Com o ex-presidente Jair Bolsonaro na UTI — e justamente no período crucial de janela para troca de partido —, o PL não terá condições de pegar todas as orientações do “detentor dos votos” . Agora, terá que se contentar com o que quiser o senador Flávio Bolsonaro (RJ). E quem ficar insatisfeito, não tem nem como ir ao pai reclamar.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro…

Justamente no berço político do pré-candidato à Presidência da República, a situação está para lá de complicada depois que o governador Claudio Castro arrisca ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até aqui, o partido está numa disputa interna, com uma ala disposta a puxar o tapete de Castro para tirar um desgaste das costas.

Vertente I

Ao revogar o visto do subsecretário norte-americano Darren Beattie alegando reciprocidade, o governo brasileiro fez dois movimentos importantes. O primeiro foi diplomático: “A mensagem é que o Brasil não aceitará um tratamento assimétrico nas relações bilaterais. Esse tipo de mecanismo não é incomum na diplomacia e costuma ser utilizado para sinalizar descontentamento sem chegar a uma ruptura institucional mais grave” , avalia Eduardo Galvão, especialista em risco político.

Vertente II

O componente político também é evidente. “Beattie não é um diplomata tradicional, mas um nome associado à ala mais ideológica do trumpismo e crítico do governo Lula e do STF. A tentativa de visitar Jair Bolsonaro em um momento sensível da política brasileira, especialmente em ano eleitoral, inevitavelmente ampliou o peso simbólico do episódio” , explica Galvão.

O que precisa segurar

No Itamaraty, todo esforço é no sentido de separar as estações. Ou seja, as relações comerciais e diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos têm que ser mantidas e trabalhadas. E isso não tem ligação direta com as informações prestadas por Darren Beattie para obtenção do visto. A avaliação dos diplomatas é de que Beattie omitiu dados ao dizer que iria participar de um fórum de minerais críticos e faria agenda com o governo brasileiro, sem mencionar o encontro com Bolsonaro.

CURTIDAS

Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

O culpado/ Bem mais magro, o senador Rogério Marinho (PL-RN, foto) não titubeia quando alguém comenta seu novo “shape”: “Não foi Mounjaro! Foi Lula. Esse governo dele é tão ruim que tira o apetite” , provoca.

Honra máxima/ A economista Esther Duflo, vencedora do Prêmio Nobel de Economia de 2019 e cofundadora do Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL), vai ministrar uma aula magna na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), na terça-feira. A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, fará a abertura do evento. O evento vai debater “o papel das evidências e da pesquisa aplicada no aprimoramento das políticas públicas” .

Paulo Octávio, 50 anos/ O ex-presidente José Sarney e o historiador e ex-ministro Ronaldo Costa Couto fazem o prefácio do livro que o ex-governador Paulo Octávio lança hoje sobre a história da empresa. A obra será entregue a um grupo de 400 convidados para a festa, que marcará o aniversário da construtora.

Vamos com calma

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Economia, Eleições, EUA, GOVERNO LULA, Política, Politica Externa

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 11 de janeiro de 2026, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

A ala mais radical da esquerda está incomodada com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da crise da Venezuela. O chefe do Executivo brasileiro adotou uma postura mais comedida sobre a invasão dos Estados Unidos e a prisão do ditador Nicolás Maduro — sendo aconselhado por seus assessores a “falar menos” nas declarações públicas. O corpo diplomático destacou que não quer perder o avanço que fez na relação com Donald Trump sobre a revogação do tarifaço. Mas, para os mais exaltados, o Brasil está perdendo a oportunidade de se colocar à frente do debate mundial.

Crédito: Maurenilson Freire

Tempo limitado/ Para o embaixador aposentado Jorio Dauster, a lua de mel entre Lula e Trump pode estar com os dias contados diante do comportamento intempestivo do norte-americano e de seus planos ambiciosos. “Ele está disposto a instalar em todos os países da região regimes subordinados a ele, aos interesses políticos e econômicos dos EUA e aos conceitos de extrema direita. Não se iludam os que creem que Lula conseguiu ‘encantar’ Trump. Nas eleições presidenciais deste ano, todo o poder da Casa Branca será posto a serviço de seus adversários”, disse à coluna.

Escolha um lado

Enquanto o Brasil se mantém longe de polêmicas, outras nações estão escolhendo seus lados. A Rússia enviou um submarino e outras embarcações para escoltar um petroleiro que tentou burlar o bloqueio dos Estados Unidos à Venezuela. Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro não poupou críticas a Trump — que retribuiu — e acusou, sem provas, o colombiano de ser um líder do narcotráfico.

Futuro incerto

Para outros especialistas, caso Trump resolva atacar a Colômbia, a América Latina passaria por grandes mudanças quanto a parcerias internacionais. “Esse cenário ressuscitaria com força o sentimento ‘anti-Yankee’, empurrando os países que defendem a soberania para parcerias estratégicas ainda mais estreitas com potências como China e Rússia, visando criar um contrapeso ao poderio americano”, afirma conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Márcio Coimbra.

Alertas

O liquidante do Banco Master, EFB Regimes Especiais de Empresas, detectou que, no endereço 834, Brickell Plaza — um dos mais chiques do Financial District, em Miami — apesar de alugado a preço de ouro, nunca foi ocupado pela instituição de Daniel Vorcaro (preso desde novembro) ou por outras empresas dele. O caso acendeu um alerta nos investigadores dos Estados Unidos. A Justiça norte-americana reconheceu a liquidação extrajudicial do Master decretada no Brasil, em uma decisão que reforça a posição do Banco Central e representa um revés para o controlador investigado.

Nada está bom

Mesmo com o selamento do acordo entre Mercosul e Europa, após 25 anos, a oposição criticou a condução do governo do presidente Lula nas negociações entre os blocos econômicos. Para eles, o petista foi incapaz de conduzir uma negociação “firme, técnica e alinhada aos interesses nacionais”, desperdiçando uma oportunidade estratégica para a ampliação do Brasil no comércio internacional.

Crédito: Reprodução/Redes sociais

Novo nome

O influenciador Ivan Baron (foto)é um dos cotados a assumir a Secretaria Nacional dos Direitos Pessoas com Deficiência. Ele tem paralisia cerebral decorrente de meningite viral e tornou-se conhecido por sua atuação nas mídias sociais em defesa e divulgação de políticas de inclusão para pessoas com deficiência. É formado em pedagogia e subiu a rampa do Planalto na posse de Lula, em 2023.

Debate necessário

O analista político e advogado Melillo Dinis participou, ontem, do evento Crisis en Venezuela: Una agenda para la Transición Pacífica para debater sobre a crise na nação vizinho, anistia para condenados por crimes políticos, soluções e possíveis novas eleições no país. “Sob o manto do grupo de Lideranças Democráticas da América Latina, discutimos quais seriam os próximos passos para uma transição pacífica e democrática na Venezuela, apesar da violação do direito internacional e do ataque dos EUA”, ressaltou.

Rumos

O Bocayuva & Advogados passou a integrar a Brazilian Chamber of Commerce. A participação reforça o posicionamento institucional do escritório no eixo Brasil-Estados Unidos, além de ampliar o acompanhamento de agendas regulatórias, políticas de taxação e dinâmicas do mercado global.

Todos os dedos apontam para ele

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, GOVERNO LULA, Lula, Política, Politica Externa, PT, Segurança Pública, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 10 de janeiro de 2026, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

Crescem os indícios de que houve cumplicidade ou conveniência dos altos escalões bolivarianos no sequestro do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua mulher, Cilia Flores, pelas tropas especiais dos Estados Unidos, na madrugada de 3 de janeiro. Nos bastidores, alguns dedos apontam para o general Padrino López, que, como ministro da Defesa, conhecia em detalhes os múltiplos esconderijos do autocrata, os horários das trocas da guarda pessoal (32 cubanos foram mortos no ataque) e outros pormenores fundamentais para o êxito da operação clandestina. Por outro lado, há quem acredite que nada poderia ter evitado a prisão do ditador.

Crédito: Caio Gomez

Irmãos turbinados/ Ganharam gás político os irmãos Delcy e Joel Rodriguez — figuras centrais do chavismo —, que ocupam, há anos, um papel de destaque no comando político da Venezuela. Ele foi reconduzido com à chefia da Assembleia Nacional venezuelana após a prisão de Maduro e ela foi conduzida rapidamente à presidência do país. Em outubro, o jornal norte-americano Miami Herald publicou que os chefes venezuelanos ofereceram aos EUA um caminho para se manterem no poder sem Maduro. Até agora, somente Diosdado Cabello, ministro do Interior e comandante das milícias populares, foi poupado da fofoca maldosa de bastidores.

Faltam nomes

Depois da saída do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, a expectativa é de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja o próximo a deixar o governo federal. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tem nenhum nome definido para substituí-lo na pasta. Antes, o mais cotado era o do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que foi secretário-executivo da pasta de janeiro a junho de 2023. Mas, agora, com um mandato a cumprir e os desdobramentos do Banco Master, as opções escassearam.

E por falar no Master…

O Congresso reuniu a quantidade de assinaturas necessárias para a abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o banco. No entanto, parlamentares ouvidos pela coluna acreditam que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (UniãoAP), pode enrolar para fazer a leitura do requerimento — atrasando o início dos trabalhos do colegiado. O temor é de que nomes fortes do Centrão estejam envolvidos no escândalo.

Jogador polivalente

Lula também deve escolher um nome para chefiar a Advocacia-Geral da União (AGU), caso Jorge Messias seja aprovado na sabatina do Senado para a 11ª cadeira  do STF. Nos bastidores, o mais citado é o do atual ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho — ventilado também para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Necessidade de diálogo

O presidente da Associação Mineira e Municípios e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (sem partido), foi convidado a participar da mesa de conciliação do Tribunal de Contas do estado sobre o futuro dos contratos da Copasa (Companhia de Saneamento de MG) — cujo processo de privatização foi aprovado no mês passado. A empresa tem acordos com 585 dos 853 municípios mineiros. “Não podemos aceitar que os municípios não sejam ouvidos. Meu papel é institucional e de garantir que sejamos o vidos, porque quem contrata água e esgoto é o prefeito”, disse Falcão.

Curtida não significa voto

Responsável pelas duas campanhas de Romeu Zema (Novo) ao governo de Minas Gerais, o marqueteiro Leandro Groppo faz um alerta para pré-candidatos nas eleições de 2026: “Quem coloca as métricas acima das ideias, e subordina a política ao cálculo algorítmico, pode ser surpreendido. O número de curtidas não significa votos. Há uma enorme distância entre gostar de um vídeo e apertar o botão na urna”, adverte.

Leitura de cabeceira

A Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep) prepara, para este ano, um projeto editorial de alcance nacional, com o lançamento simultâneo de livros sobre direito eleitoral nos estados. A iniciativa visa ampliar a circulação das produções da academia e reforçar o debate jurídico e político.

Drinque seguro

A plataforma Bebida Legal (www.bebidalegal.com.br) publicou uma lista nacional de revendedores homologados pelas principais empresas e marcas de bebidas destiladas do país. Brasília, por exemplo, aparece com 35 indicações tanto de redes varejistas que vendem ao consumidor final, quanto de distribuidores que abastecem bares, restaurantes e eventos, facilitando a compra segura em diferentes canais. No país, são 1.228 revendedores homologados. O projeto facilita a identificação de fornecedores recomendados, reforçando a compra segura, a procedência dos produtos e o combate ao mercado ilegal.

Defesa & ataque

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Economia, Eleições, EUA, GOVERNO LULA, Lula na ONU, Política, Politica Externa, Senado

 Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

A independência do Banco Central ganha corpo nesta largada de 2026, com a oposição e frentes parlamentares ligadas aos setores produtivo e financeiro em campo para defender o Bacen. O ano legislativo, aliás, tende a começar com pressão total por uma CPMI para investigar o Master e mostrar que os malfeitos estão no banco de Daniel Vorcaro, e não no Banco Central. À coluna, o presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, deputado Domingos Sávio (PL-MG), por exemplo, afirmou que o que está acontecendo com o Brasil é “surpreendente e triste” e, na toada em que se encontra, com o Tribunal de Contas da União entrando nessa história, daqui a pouco vão querer punir um diretor do BC.

» » » » »

Veja bem/ A oposição, desde já, está cobrando os líderes por indicações ágeis e sérias na formação da CPMI. O medo é que os partidos aliados a Vorcaro segurem a instalação demorando a definir os nomes dos membros ou indicando parlamentares a serviço do banqueiro. Bruno Spada / Câmara dos Deputados Até aqui, tem muita gente considerando esquisita essa pressão do TCU sobre o Banco Central. Ninguém se convenceu ainda de que essa interferência do Tribunal é pelo bem da Nação. Muitos políticos consideram que a atitude vai mais pelo bem de Daniel Vorcaro.

Efeito colateral

Especialistas em relações internacionais consideram que a invasão dos Estados Unidos à Venezuela torna mais difícil a negociação pelo fim da guerra na Ucrânia. “Moscou tende a interpretar essa ação como confirmação de uma postura mais intervencionista de Washington, o que endurece posições e reduz o espaço político para concessões na guerra contra a Ucrânia. As negociações não acabam formalmente, mas entram em modo de congelamento prolongado”, avalia o professor João Vitor Cândido.

Há discurso

Na visão de João Vitor Cândido, uma ameaça ao Brasil vinda dos EUA não está descartada a longo prazo, mas de outra forma: “O discurso de segurança transnacional dos EUA tende a se ampliar, especialmente no combate ao narcotráfico, crime organizado e financiamento ilícito. O risco não é militar, mas político e jurídico, com maior pressão por cooperação, enquadramentos legais mais duros e vigilância internacional. O Brasil será cobrado como ator-chave regional, não como alvo, desde que mantenha controle institucional e cooperação ativa”, disse.

Lula quer é paz

Defensor ferrenho da soberania dos países, o presidente Lula repisará esse discurso, mas buscará o diálogo com os Estados Unidos e com todas as nações. Especialmente, neste ano eleitoral. A fala de 8 de janeiro será incisiva no quesito soberania, mas, na avaliação do Planalto, não pode ser confundida com bater de frente com Donald Trump. Isso Lula não fará.

Legislativo combativo

Ainda de recesso, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado Filipe Barros (PL-PR), se prepara para convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor especial Celso Amorim, para “dar esclarecimentos quanto ao posicionamento do Poder Executivo” no Conselho de Segurança da ONU nesta semana.

CURTIDAS

Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Última agenda?/ Na iminência de deixar o Ministério da Justiça, o ministro Ricardo Lewandowski pretende fazer da cerimônia dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro sua última agenda oficial de governo. Fontes afirmam que Lewandowski pode deixar a pasta ainda nesta sexta-feira.

Neutralidade/ Tem um objetivo político as ausências do presidente da Câmara, Hugo Motta (foto), do Republicanos, e do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), nos atos desta quinta-feira para relembrar o 8 de Janeiro de 2023. É que ambos pretendem conquistar os votos da direita para a reeleição, em outubro. E, sabe como é, enquanto o cenário eleitoral estiver nebuloso, eles vão jogar nas duas pontas e tentar se firmar ao centro.

Aliás…/ Motta vê surgir adversários por todos os lados. No PP, tem muita gente apostando no nome do líder Doutor Luizinho (RJ) para concorrer no lugar de Hugo.

Bolsonarismo em fúria/ O acidente com o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a madrugada de terça-feira na sala da Polícia Federal onde está preso deixou os aliados alertas e bravos. Segundo os bolsonaristas, houve boicote à saúde de Bolsonaro. “É um absurdo o que está sendo feito com o presidente”, disse à coluna o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB).

A nova onda da oposição

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, GOVERNO LULA, Lula, Lula na ONU, Política, Politica Externa, PT, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As narrativas nas redes sociais não deixam dúvidas sobre a primeira estratégia dos bolsonaristas para 2026: espalhar aos quatro ventos que Maduro é Lula e Lula é Maduro. Ainda que a invasão à Venezuela pelos Estados Unidos e a prisão de Maduro tenham sido feitas em total desrespeito às leis e aos tratados internacionais, a ideia dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato Flávio Bolsonaro será usar essa crise para tentar empatar o jogo depois do desastre da disputa envolvendo o tarifaço. Ali, Lula venceu o embate e ganhou muitos pontos ao manter a soberania que levou à negociação das tarifas.

Crédito: Maurenilson Freire

A aposta do governo brasileiro é de que, até outubro, esse tema ficará em segundo plano. Porém, como seguro morreu de velho, o plano é manter em alto e bom som o discurso de defesa da soberania, da mesma forma como Lula trabalhou na questão das tarifas. Ali, deu resultado. Lula não rompeu relações com os Estados Unidos naquela ocasião e não o fará por causa da Venezuela. A ordem é cuidar mais da vida no Brasil do que se preocupar com o futuro do vizinho.

Recesso total

Lá se vão mais de 72 horas da operação dos Estados Unidos na Venezuela, e o Poder Legislativo do Brasil se mantém alheio a tudo. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não fizeram qualquer comunicado, nem sobre a crise no país vizinho, nem a respeito da confirmação de presença nas solenidades para marcar os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Chapa quase fechada

Muita gente tem dito que o palanque de João Campos (PSB) para o governo de Pernambuco ainda está recheado de incógnitas. Porém, nos bastidores, o que se diz é que os dois candidatos ao Senado estão definidos: o senador Humberto Costa (PT) concorrerá à reeleição, e a outra vaga ficará com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho. Falta só o nome do candidato a vice.

Esquerda unida

Os partidos de esquerda não fazem questão de ter nomes do PT para o Senado e o governo no Rio Grande do Sul. A legenda vai lançar o ex-deputado Edegar Pretto para o Palácio Piratini e apoiar o deputado Paulo Pimenta ao Senado. O outro nome será Manuela d’Ávila. Para vice-governador, a indicação ficará a cargo do PDT.

“Erro grave”

Tem quem diga nos bastidores que, ao apostar em Paulo Pimenta e não na reeleição do senador Paulo Paim, o PT comete um “erro gravíssimo”. Na avaliação de aliados da legenda no estado, Pimenta é considerado um voto radical. Paim tem capilaridade maior por conseguir votos no centro e até na direita.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/DA.Press

Sem RSVP I/ O PT não deu nenhum tipo de instrução cobrando a presença dos parlamentares da legenda nos atos desta quinta-feira, 8 de janeiro. À coluna, integrantes do partido disseram que foram enviados apenas convites, e comparece quem puder e quiser. Em seus canais oficiais, o PT colocou um vídeo do presidente Lula, mas sem uma convocação obrigatória.

Sem RSVP II/ Para o ato simbólico no Planalto, muitos ministros ainda não decidiram se vão. Até o fechamento desta edição, estavam confirmados Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Ricardo Lewandowski (Justiça), Carlos Fávaro (Agricultura), Márcia Lopes (Mulheres), Marina Silva (Meio Ambiente), Camilo Santana (Educação), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), Wolney Queiroz (Previdência Social), Anielle Franco (Igualdade Racial) e José Múcio (Defesa).

Modo avião/ Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet (foto), estão oficialmente em férias, descansando para as cobranças futuras de um ano que promete ser tenso e tumultuado.

Dia de Reis/ Hoje é dia de galette des rois, a torta francesa que traz sorte àquela pessoa que encontrar o objeto de porcelana no seu pedaço. Se você não ganhou na Mega-Sena da Virada, pode tentar a sorte aí, enquanto desmonta a árvore de Natal.

Brasil conciliador

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, GOVERNO LULA, Lula, Política, PSB, PSD, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 23 de dezembro de 2025, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito 

Entre analistas do Itamaraty e de órgãos internacionais de direitos humanos, existe a avaliação de que o Brasil, atualmente, é o único país da América do Sul que poderia frear a escalada militar dos Estados Unidos sobre a Venezuela. Esse papel, seja bilateral, com Donald Trump, seja de diálogo com Nicolás Maduro, seria possível, graças ao bom momento na relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o republicano. Recentemente, eles trocaram afagos após a revogação do tarifaço.

Crédito: Caio Gomez

O petista não descarta reunir seu time para tentar solucionar a crise. Além da importância regional histórica, o governo federal mostrou que é independente e que consegue resolver seus dilemas econômicos e comerciais com os EUA na base do diálogo. Para os diplomatas, o caminho de não se acovardar rende frutos.

Ninguém mete a colher

Os deputados distritais do Partido Liberal afirmaram que não irão assinar o requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco de Brasília (BRB) na Câmara Legislativa do DF. Segundo eles, a recusa se deve ao fato de o pedido ter sido apresentado pelo PSol, além de manterem o apoio à base do governo de Ibaneis Rocha (MDB). Parlamentares da esquerda se movimentam para uma investigação sobre a tentativa de compra do Banco Master pela instituição.

Em planejamento

Não foi batido o martelo para a criação das chapas de José Roberto Arruda (PSD) e do senador Izalci Lucas (PL) na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Os pré-candidatos não definiram quem serão seus respectivos vices. Izalci também tenta permanecer no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas, caso a sigla mantenha o apoio à vice-governadora Celina Leão, o parlamentar poderá mudar de legenda. As alternativas são: Republicanos ou União Brasil.

Lá em Minas

Para o marqueteiro Leandro Grôppo, que fez as duas campanhas de Romeu Zema (Novo) ao governo de Minas Gerais, as eleições mineiras podem surpreender no próximo ano, assim como ocorreu em 2018. Com a esquerda sem um candidato definitivo e o vice-governador Mateus Simões (PSD) trabalhando nos bastidores para ser o único nome da direita, o especialista observa que sobra uma avenida inteira aberta para uma terceira via.

Para relembrar

Naquele ano, de um lado o então governador petista Fernando Pimentel, pensando em não dividir os votos da esquerda, acabou demovendo o ex-prefeito da capital Márcio Lacerda (PSB) de disputar o cargo. De outro, Antonio Anastasia, à época senador pelo PSDB, negociou a retirada da candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD), que era do DEM, em troca de uma vaga na chapa ao Senado. Correndo por fora, Zema bateu os dois no primeiro e no segundo turno.

Aposta no interior

O prefeito reeleito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, emerge como um “fato novo” com potencial para sacudir a sucessão mineira em 2026. Sem partido e empunhando a bandeira municipalista, Falcão já aparece com 3% na pesquisa F5 Atualiza Dados, empatado com o vice-governador Mateus Simões — um desempenho expressivo para quem acaba de entrar no radar estadual e ainda é bastante desconhecido do eleitorado mineiro.

Mágoa compartilhada

As recentes operações da Polícia Federal têm deixado o Congresso Nacional preocupado com a imagem perante a sociedade. Da esquerda à direita, a maioria concorda que os políticos saem, de 2026, “machucados” diante dos desdobramentos das investigações da PF.

Em alta

A Polícia Federal é avaliada como uma das instituições mais bem conceituadas do Brasil, com alta confiança da população. A última pesquisa, realizada pela Atlasintel, em fevereiro, revelou que 53% dos brasileiros confiam na instituição, principalmente em atuações contra a corrupção e o crime organizado.

Novo ministro

Toma posse, hoje, o novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano (foto). Filho e indicado do deputado Damião Feliciano (União-PB), o nome foi uma reivindicação da bancada governista do União Brasil na Câmara. Nos bastidores, há quem diga que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou da negociação com o objetivo de acenar para o governo.

Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Ficou sem nada

Os parlamentares do União Brasil, de Antônio Rueda, avaliam que Celso Sabino pode ter sido “sacaneado” ao ser demitido do Turismo. O ex-ministro lutou para ficar na gestão de Lula, o que causou sua expulsão da legenda. Em seguida, acabou exonerado e ficou sem um cargo para chamar de seu.

Sem “dindim” não vai

Publicado em Bolsonaro na mira, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise com os EUA, Crise diplomática, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, GOVERNO LULA, Lula, Orçamento, Política, Politica Externa, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de outubro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Antes de votar qualquer matéria de interesse direto do governo — em especial, os temas fiscais incluídos na proposta que aperta o cerco contra os falsificadores de bebidas e alimentos —, os congressistas aguardam um “balanço das emendas” . Eles querem receber um detalhamento, inclusive com o cronograma de liberação das “pendências” . Há quem diga que há recursos relativos a 2023 e que, sem esse dinheiro liberado, será difícil pender a balança das votações a favor do Poder Executivo.

Crédito: Kleber Sales

E o Orçamento, hein?/ Antes de votar as medidas de cortes de gastos, não tem conta que feche a ponto de permitir que o Congresso analise a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 — e, por tabela, o Orçamento anual. Já tem muita gente dizendo que a Lei Orçamentária do ano eleitoral corre o risco de ficar para fevereiro.

Limão e limonada

A ala do PL mais fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro tem dito que está feliz com o encontro dos presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Conversa! O encontro separou os problemas jurídicos dos revezes políticos. Agora, com os dois governos dialogando, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um discurso para 2026 numa seara em que não havia entrado.

Por falar em discurso…

Os bolsonaristas, porém, vão bater na tecla de que o encontro não resolveu nada. E acrescentam que estão convictos de que o diálogo com Lula melhorou a imagem de Trump no Brasil. Para o ano que vem, apostam que o presidente norte-americano deve fazer campanha para a direita, o que será positivo para ajudar os conservadores nas urnas.

Disputa

O ReData — projeto que trata dos data centers — está na fase de indicações para a comissão especial que terá a relatoria do Senado. O setor aguarda para saber quem será indicado. Houve uma tentativa de juntar o programa com o projeto de inteligência artificial, do qual o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é relator. Mas não houve consenso a respeito na Câmara.

Dúvida cruel

O governo ainda decide se vai apresentar um texto apenas de corte de gastos ou se vai juntar tributação das bets e fintechs no embalo. Uma ala do Poder Executivo defende que seja separado, até porque o Centrão e a oposição disseram que só aprovam contenção e nada mais.

Mais rigor

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) determinou às instituições associadas que adotem políticas mais rígidas para identificar e encerrar contas laranja e de bets (empresas de apostas virtuais) que operam sem autorização do governo. A finalidade é reforçar o combate a fraudes, golpes digitais e esquemas de lavagem de dinheiro no sistema financeiro.

Abrigo ilícito

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, entende que o sistema financeiro precisa fortalecer seus mecanismos de controle ante a explosão de golpes e ataques digitais. “Sem exceção, bancos e fintechs têm o dever de impedir a abertura e manutenção de contas fraudulentas. Contas bancárias não podem servir de abrigo para lavar o dinheiro da criminalidade” , alegou.

Adesão

A orientação da Febraban será seguida pelos maiores bancos públicos e privados do país, além de alguns bancos regionais e instituições como JP Morgan e outras.

CURTIDAS

Pule esses dias/ Com a proximidade da COP30, em Belém — de 10 a 21 de novembro —, a sessão do Congresso deve ficar para o fim do mês, de acordo com as previsões dos parlamentares. Ou seja: até lá, nem vetos, nem Orçamento.

É para votar o que mesmo?/ Até aqui, os deputados sequer sabem o que estará em votação esta semana — se projeto de lei, se medida provisória, se tem “jabuti” … O único consenso girava em torno das medidas relacionadas ao Outubro Rosa. E olhe lá.

Mulheres em ação/ O Instituto Update lança o Mapa Narrativo — Entre Nós, guia que apresenta estratégias de comunicação para aproximar mulheres de diferentes origens em torno de valores e pautas comuns. O material será lançado oficialmente no dia 29 de outubro, às 13h30, no encontro “Perspectivas das mulheres brasileiras: desafios, consensos e caminhos de diálogo” , na Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.