Categoria: Câmara dos Deputados
Se for eleito, Flávio enviará PEC ao Congresso com medidas de corte de gastos antes da posse
Por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — Coordenadora da proposta o candidato Flávio Bolsonaro para a economia, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal e financista Daniella Marques fez questão de marcar diferenças de projetos entre as propostas de Flávio Bolsonaro e o presidente Lula. Em sua exposição no 25º Fórum Empresarial Lide, no Rio de Janeiro, ela fez questão de dizer que o atual governo acena por ajustes no lado da receita, enquanto a proposta em estudo pela equipe de Flávio fará o ajuste pela despesa, ou seja, corte de gastos. Ela informou que, caso eleito presidente, o senador do PL apresentará ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) antes da posse, para enxugar Ministérios e cortar despesas públicas.

Marques avalia que o governo do Zero Um deve ter entre 20 a 25 pastas, corte de despesas operacionais e administrativas, revisão do arcabouço fiscal e um pacote mirando supersalários e sobreposição de ações governamentais. Marques afirmou ainda que não há estimativa de efeito fiscal promovido pela medida.
“Flávio já fez esse compromisso publicamente algumas vezes. A ideia é negociar no colégio de líderes, liderado pelo Rogério Marinho e pelo próprio Flávio, para que a gente ofereça um cardápio, mas tem a vida do técnico e tem a vida política. Então, o caminho é através da política. Confiamos que teremos maioria no Congresso após essas eleições, será um congresso amplamente de centro-direita. Então, a ideia é construir consenso para que a gente envie um projeto que já tenha convergência e seja rapidamente aprovado”, afirmou Daniella, logo após palestra no 25º Fórum Empresarial LIDE no Rio de Janeiro.
Sobre a parte que cabe ao Congresso Nacional, as emendas parlamentares, Daniella afirmou que a opinião dos técnicos é irrelevante, contudo, espera que os parlamentares estejam à mesa de discussão e entendam que o cobertor está curto e não podem olhar “para si”. A PEC pode incluir algo sobre gastos obrigatórios, mas não há nada definido. A coordenadora afirma que será o Congresso quem decidirá essa parte.
Ministérios e servidores
Daniella Marques também comentou que será possível substituir cargos e servidores aposentados com inteligência artificial como forma de enxugar a máquina pública. Porém, essas questões “mais estruturantes”, foram elencadas por ela como “agenda de futuro”. Questionada sobre haver alteração na estabilidade dos servidores públicos, a coordenadora foi direta ao dizer que não haverá nenhuma medida nesse sentido. “Não há moral para discutir nenhum ajuste em nada da população brasileira enquanto não se olhar para o excesso e para o desperdício de recursos. Não há moral de Brasília para discutir nenhuma medida estruturante em relação a qualquer programa se não cortar na própria carne”, defendeu.

“Isso é o futuro. As carreiras serão absolutamente respeitadas, e um estado mais eficiente permite que sejam melhor remuneradas também. Mas existe toda a questão da estabilidade que a gente conhece e respeita. Então, como há um decaimento, a cada ano uma parcela relevante se aposenta, se a gente der um choque digital no governo, teremos um estado mais eficiente para nós, para o cidadão, funcionando na palma da mão dele e, principalmente, que reconheça e remunere melhor o seu quadro de servidores”, explicou.
Marques lembrou que a Esplanada tem mais de 35 ministérios hoje, com 12 milhões de servidores que custam, por ano, R$ 450 bilhões aos cofres públicos, fora outros R$ 150 bilhões usados para bancar a estrutura com custos operacionais, técnicos e terceirizados. “Então, quantas carreiras poderão ser substituídas, operacionais e administrativas, promovendo uma reforma administrativa digital e enxugando um contingente atual de 12 milhões de servidores, que custam a nós R$ 450 bilhões por ano, só os que têm estabilidade”, declarou.
Marques também detalhou outras medidas de cortes na área econômica para aumentar a eficiência do gasto público e promover um equilíbrio fiscal das contas públicas. A coordenadora lembrou inclusive da fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o seminário Santander. Na visão de Marques, Galípolo vê um esgotamento do modelo atual do governo, ao defender que o Brasil precisa mudar para um modelo econômico de produtividade e de incentivo à oferta. Marques mencionou também um ponto da fala do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), no mesmo evento, que disse que a saída seria pelo lado da receita.
“A nossa primeira frente é fiscal. A gente não quer começar aumentando o imposto de quem produz e, por isso, o confronto é claro. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também nesse evento do Santander essa semana, falou que a saída é pelo lado da receita. Querem botar a gente para continuar, isso está no plano de governo e a gente não acha que é isso. Queremos começar dentro de casa, revendo estruturas, combatendo desperdício e privilégios, reduzindo sobreposições, reavaliando estatais e ativos que não fazem sentido permanecer na mão do Estado, digitalizando processos e centralizando serviços administrativos”, detalhou.
Daniella também defendeu que “responsabilidade fiscal é a política mais social que existe” e quem não cuida das contas não cuida das pessoas. E criticou a sobreposição de Poderes. “Não há liberdade econômica num país instável, em que não há harmonia, em que há sobreposição de decisões entre os três poderes. E isso hoje talvez seja a maior das inseguranças jurídicas e o maior custo Brasil que a gente tem”, disse.
*A jornalista viajou a convite do LIDE
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 20 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Com a decisão dos partidos de reservar recursos para quem é candidato a reeleição, como é o caso do PL, muita gente na política começa a apostar que a renovação do Parlamento será baixíssima nesta temporada eleitoral. Soma-se a essa preferência de financiamento para quem já tem um mandato, a amplitude das emendas parlamentares — hoje no patamar de R$ 60 bilhões. As emendas praticamente levaram os prefeitos a “fidelizar” e replicar as campanhas dos parlamentares que beneficiaram as administrações locais com emendas.
Desafiante/ Esse modelo será difícil de quebrar ou de levar à renovação. Quem está chegando agora começa em desvantagem e será difícil empatar o jogo a fim de tentar vencer quem já está no mandato.
Movimentos divergentes
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem dito que o governo mobiliza a base no Congresso para votar a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas. Disse, ainda, que a ideia é votar a MP durante a semana de esforço concentrado presencial, a partir de 31 de agosto. Contudo, líderes ouvidos pela coluna afirmam que ainda não foi resolvido o impasse para indicação do presidente e do relator da proposta na comissão especial. No Parlamento, tem sido difícil conversar sobre qualquer assunto porque a maioria está focada na campanha pela reeleição, seja para a Câmara, seja para o Senado.
Cheio de recados
O discurso do presidente da OAB, Beto Simonetti, na posse do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, e do vice, Mauro Campbell, foi incisivo ao defender a sustentação oral dos advogados como instrumento para garantir eficiência e legitimidade. Atualmente, é grande a reclamação dos defensores em relação à dispensa dessa ferramenta inerente à Justiça.
Jargão de Gaspar
Candidato a vice-presidente na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) discursa pelo país afora dizendo que Lula tem o seu próprio Marcola. Será uma estratégia para desgastar ainda mais a imagem do presidente durante a campanha eleitoral em cima do caso do roubo dos aposentados. E, de quebra, uma tentativa de associar o apelido Marcola ao governo, uma vez que é comum ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, e ao chefe do PCC, Marcos Camacho.
Gaspar que se prepare
Aliás, a equipe de advogados da campanha de Lula está atenta às manobras para tentar associar o governo ao crime organizado e ao chefe do PCC. A ideia é buscar reparação na Justiça a qualquer movimento nesse sentido.
CURTIDAS
Prestigiados/ Do Clero aos representantes dos Três Poderes, todos presentes à posse de Luís Felipe Salomão e Mauro Campbell — respectivamente, presidente e vice do STJ. E, desta vez, com uma novidade: dispensou-se a interminável fila de cumprimentos.
Alguém lembrou/ No rápido discurso de abertura da solenidade, o ministro Herman Benjamin citou o “mega El Niño” como um desafio não só para a Justiça como a todos os Poderes.
Defesa/ A frase do sempre bem-humorado ministro da Defesa, José Múcio Monteiro (foto), sobre abrir portões do Brasil em caso de invasão, foi lembrada nas rodas de conversas da posse do STJ. “E não é que ele acabou conseguindo recursos?”, comentou um parlamentar.
“Não será uma eleição, será um duelo. Dez passos para cada lado” Do senador Eduardo Gomes (PL-TO), ao referir-se à polarização entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro
Alckmin defende aumento de exportação de medicamentos produzidos no Brasil

Por Eduarda Esposito — O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), desafiou a indústria farmacêutica a aumentar a exportação de medicamentos produzidos no Brasil. O Alckmin foi um dos palestrantes durante a abertura do Fórum Saúde Esfera EMS nesta quarta-feira (19/8).
“Deixo aqui o desafio, que é aumentar a exportação. A Câmara acabou de aprovar uma lei possibilitando ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estimular a exportação. O Brasil tem 2% do mercado do mundo. Nós temos que conquistar mercado, exportar mais. Aliás, no ano passado batemos recorde de exportação, mesmo com a tarifa americana, o recorde foi de US$ 9 bilhões em exportação”, destacou.
O evento discutiu a produção nacional, patentes e uso de inteligência artificial na indústria farmacêutica. O vice-presidente também destacou projetos importantes que puderam garantir maior competitividade do setor no país. “Foi feito um esforço para aumentar a produção nacional e já estamos nos aproximando de 50%. A meta, até 2033, é chegarmos a 70% no Complexo Industrial da Saúde”, disse.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou os esforços do governo para aumentar a produção nacional de medicamentos e os resultados do fortalecimento da indústria. “Hoje a gente produz biológicos, alguns deles 100% já apropriados tecnologicamente aqui no nosso país, permitindo acesso à sustentabilidade, à segurança para nossa população. Assim como a gente não tinha plataforma de vacina RNA mensageiro, hoje nós temos três plataformas no Brasil, avançando em pesquisas, se preparando cada vez mais para o isolamento rápido de vacina, se for necessário”, destacou Padilha.
Outro ponto apresentado pelo ministro foi o resultado do Marco Legal da pesquisa clínica, aprovado em maio de 2024. “Só para vocês terem ideia, o fato de termos a sanção pelo presidente Lula e regulamentação pelo Ministério da Saúde, em 2025 a gente aumentou em 30% a participação relativa do Brasil em pesquisa clínica no mundo. A gente era o 18º, já somos o 12º e vamos chegar no top 10 este ano. E se a gente continuar com esse discurso, vamos certamente entrar na Champions League (um dos campeonatos de futebol mais prestigiados do mundo) da pesquisa clínica do mundo. Pela diversidade do nosso país, capacidade dos nossos pesquisadores, papel do SUS, capilaridade, envolvimento da indústria e apoio à pesquisa pública do nosso país”, comemorou.
Soberania sanitária
Outro tema bastante discutido e comentado no evento foi a importância da soberania sanitária brasileira. Diversos palestrantes ressaltaram a relevância do assunto para o Brasil. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi enfático ao defender a produção nacional de medicamentos e relembrou a pandemia pela Covid-19, quando o Brasil precisou esperar vacinas estrangeiras para imunizar os brasileiros.
“Não há soberania nacional plena sem soberania sanitária. Um país que depende do exterior para produzir medicamentos, insumos e tecnologias de saúde é um país vulnerável. Isso a pandemia nos ensinou de forma dura, e desse aprendizado nós não podemos esquecer. A indústria farmacêutica nacional é, ao mesmo tempo, garantia do direito constitucional à saúde para nossa população e pilar estratégico da economia”, disse.
Motta ainda lembrou da aprovação do projeto de lei que facilita fornecimento ao SUS de hemoderivados e medicamentos produzidos por biotecnologia brasileira, que tramita agora no Senado. O presidente argumentou que a proposta estimula e fortalece a capacidade produtiva nacional e reduz a dependência externa.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu a necessidade de o Brasil diminuir a dependência de importação de medicamentos, que geram custos elevados. “Diante dessa dependência, o estado pode negociar preço, mas ainda não domina a tecnologia. O esforço de aquisição, por mais bem conduzido que seja, não substitui a construção de capacidade produtiva própria. Não se trata de desconto negociável, trata-se do efeito de produzir internamente o que antes só se podia importar”, pontuou.
O decano citou o exemplo da Índia, que, ao investir em produção, barateou tratamentos caros em seu território com tecnologia própria. “Tenho dito em diversas ocasiões que a soberania do século XX já não se afere apenas pelo controle do território. Ela se manifesta também na capacidade de um país dominar as tecnologias essenciais à vida de sua população, as telecomunicações, os dados, a energia, os alimentos e, claro, os medicamentos”, discorreu.
Patente
Sobre patentes, o ministro da Suprema Corte lembrou da decisão do STF ao declarar inconstitucional a extensão automática do prazo de vigência e a perda daqueles processos e equipamentos que tinham sido agraciados por um dos artigos da lei de propriedade industrial.
“Ao restabelecer a regra dos 20 anos contados do depósito, a decisão devolveu previsibilidade ao sistema e acelerou a entrada de genéricos e biossimilares no mercado, com efeitos diretos sobre os preços e sobre o orçamento do SUS. A história dos genéricos no Brasil, a propósito, é uma demonstração eloquente, democratizou o acesso a medicamentos essenciais, aliviou os custos das famílias e do sistema de saúde e incrementou a robustez e a soberania da indústria nacional”, defendeu o decano.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, seguiu a mesma lógica, lembrando do julgamento no STF e como isso permitiu que hoje a população brasileira tivesse um maior acesso às canetinhas emagrecedoras, por exemplo. “Há um ano, esse era um produto absolutamente quase inacessível para a grande maioria da população brasileira e passa a ser mais acessível”, comemorou.
Padilha compartilhou também que agora há um estudo sendo desenvolvido dentro do SUS para a implementação desse tipo de medicamento dentro do sistema. O Ministério da Saúde coordena a pesquisa e analisa como as famosas canetinhas emagrecedoras podem ser usadas no âmbito da saúde pública, uma vez que não serão indicadas para tratamento estético, mas sim visando à redução da necessidade de cirurgia bariátrica e de riscos para pessoas que combinam diabetes, obesidade e acometimento cardíaco.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Embora o PL esteja disposto a distribuir todo o material replicando a campanha de Flávio Bolsonaro país afora, muitos de seus potenciais aliados em vários estados vão trabalhar em carreira solo. É o caso, por exemplo, de Alagoas. Ainda que o deputado Alfredo Gaspar (PL) seja candidato a vice-presidente, a maioria dos candidatos fará a própria campanha, inclusive o ex-prefeito de Maceió candidato ao governo estadual, João Henrique Caldas (PSDB). JHC começa a campanha cuidando apenas da sua caminhada pelo estado, uma vez que o principal adversário, senador Renan Filho (MDB-AL), tem a maioria dos prefeitos do interior. E nessas andanças, ele só levará o nome de Flávio dependendo do que seus aliados chamam de “dinâmica da campanha”.
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E no PT, hein?/ Até aqui, a ideia em muitos estados é deixar que os candidatos a presidente cuidem cada um de si mesmos. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Nordeste muita gente vai “colar” a campanha por causa da preferência que ele tem por lá. Porém, em estados onde o PT não tem candidato a governador, a tendência é a campanha presidencial ficar em segundo plano. Se o nome de Lula ajudar, o interessado empunhará a bandeira do presidente-candidato. Se atrapalhar, os coordenadores da campanha nacional que se virem para fazer propaganda do presidenciável.
Quem faz as contas
Renan Santos promete anunciar, na próxima semana, quem será seu ministro da Fazenda, caso vença a eleição em outubro. Até aqui, um dos colaboradores da área econômica que tem acompanhado o candidato do Missão à Presidência nas conversas é Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento do Ministério do Planejamento. Bijos, que faz parte do quadro de consultores da Câmara dos Deputados, deixou a pasta em 2024, depois de apresentar uma projeção de colapso das contas públicas em 2027.
Por falar em Renan…
O setor de comércio e serviços gostou do que ouviu do candidato do Missão ao Planalto, esta semana. Ele deixou uma imagem de “jovem, carismático e autêntico”. A impressão é de que talvez seja hora de arriscar algo novo e sair da “mesmice”. Renan trouxe para o segmento um sentimento de possível renovação.
Dinheiro pouco…
O PSD de Gilberto Kassab é um dos partidos que ainda não definiu como distribuirá seu fundo eleitoral (R$ 421 milhões). O partido deseja aumentar a bancada na Câmara (hoje são 48 deputados) e quer manter a bancada de, pelo menos, 13 senadores, dos quais apenas três têm mandato até 2031. O partido tem 15 candidatos ao Senado, seis à reeleição e outros nove concorrendo pela primeira vez.
… e difíceis decisões
Mas, dentro do partido, fala-se na chance de eleger oito governadores. Esse cenário tem feito Kassab pensar com muita calma em como direcionar os valores para cada candidato. O partido tem 1.125 candidaturas, sendo 13 aos governos estaduais, 15 ao Senado e 436 para a Câmara dos Deputados.
Dr. Caiado pela vacinação
Durante a apresentação do plano de governo para a área da saúde, Ronaldo Caiado (PSD) foi enfático ao defender as vacinas e culpou o movimento antivax pelo surto de sarampo em São Paulo. “Farei questão de estar à frente, em toda a campanha, para poder orientar as mães. Poder mostrar que aquilo (vacina) é fundamental para as crianças”, afirmou.
CURTIDAS

Quem foi, foi/ Os candidatos estão com dificuldades em colocar suas campanhas nos templos evangélicos. Quem tem um trabalho há anos nas comunidades é sempre bemvindo. Porém, quem chega agora para tentar obter votos, recebe quase um “passa fora”.
Ficou assim/ Candidato à reeleição para deputado federal, Alberto Fraga recebeu do PL a promessa de repasse do teto de recursos para a sua campanha — ou seja, R$ 3,1 milhões. “Quem está começando, ou seja, em sua primeira campanha, não terá tudo isso”, avisa. Fraga está no quinto mandato de deputado federal.
Sem meias-palavras/ Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas candidatas ao Senado pelo PL, chegaram juntas para o lançamento da campanha de Fraga, que contou ainda com a presença de José Roberto Arruda, candidato ao GDF. Michelle foi direta ao dizer para Arruda que não votaria nele. Ela e Bia Kicis estão fechadas com a reeleição da governadora Celina Leão (foto).
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 18 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Nem o PL, com R$ 881,6 milhões de fundo eleitoral, terá recursos suficientes para dar a seus candidatos o teto de gastos de cada campanha. Só para deputado federal, se fosse conceder o teto a todos, o partido precisaria de R$ 1,7 bilhão para atender os seus 535 candidatos espalhados pelo país, e de outros R$ 1,1 bilhão para aqueles que vão concorrer às vagas das Assembleias Legislativas. Só para senador, 33 candidatos representariam gastos em torno de R$ 130 milhões, e governadores, R$ 126 milhões, mais do que os R$ 88 milhões que o presidenciável Flávio Bolsonaro pode gastar no primeiro turno.
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Estica e puxa/ A ideia do PL é destinar recursos a quem tiver mais chance, de forma a garantir o “retorno” do investimento. Portanto, país afora, já se vislumbra uma guerra pelos recursos disponíveis para a legenda. E esse é um dos motivos pelos quais, nesta largada, o eleitor verá pouco material distribuído. É hora de economizar para a reta final, quando o eleitor estará mais atento às campanhas.
Está nesse pé
Até aqui, tanto o ex-banqueiro Daniel Vorcaro quanto o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa tentaram fazer delação sem apontar culpabilidade de ninguém. Nem deles mesmos. E se limitaram a contar o que a Polícia já sabe.
Hora da apresentação
O PT planeja um evento para lançar oficialmente o plano de governo de Lula. O presidente deseja “palestrar” sobre os principais pontos da campanha. O presidente do PT, Edinho Silva, deu muito enfoque à questão da segurança pública ao anunciar a agenda, que, por enquanto, não tem data definida. Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) já começaram a fazer esse tipo de apresentação das propostas, inclusive o ex-governador de Goiás lança hoje seu projeto de governo voltado para a área da saúde.
Oportunidade à porta
O embaixador da Indonésia, Andhika Chrisnayudhanto, afirmou à coluna que o novo tarifaço de Donald Trump abriu uma janela de oportunidade para acordos entre o Brasil e a Asean — Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), bloco regional formado por 11 países. Hoje, segundo dia da primeira visita do secretário-geral da Asean ao Brasil, Kao Kim Hourn, é esperada a assinatura de uma série de acordos de cooperação.
Além do comércio
O bloco reúne quase 690 milhões de habitantes com especial interesse em importar proteína animal brasileira e produtos agrícolas. Além disso, há interesse na economia verde desenvolvida pelo Brasil no setor do agronegócio e na troca de experiências a respeito da resiliência da diplomacia durante o enfrentamento das sobretaxas dos Estados Unidos.
Sarney e Gutemberg
O ex-presidente e imortal da Academia Brasileira de Letras José Sarney rendeu homenagem ao jornalista Luiz Gutemberg, falecido no último domingo. “Luiz Gutemberg foi um grande escritor e jornalista, dos melhores de sua geração, contribuindo para a história política do país com seu trabalho. Foi de grande relevância sua participação na luta pela redemocratização, cujo testemunho deixou registrado como biógrafo de Ulysses Guimarães, engajado defensor da democracia, da liberdade e da visão social”, escreveu Sarney.
Amigo de vida
O ex-presidente relatou a proximidade com Gutemberg. “Seu amigo de vida inteira, convidei-o para ajudar-me no setor de imprensa do governo, principalmente no Conversa ao Pé do Rádio, no qual deu uma generosa contribuição. Era um homem correto, de grandes virtudes morais, intelectuais e profissionais, garantindo o respeito e a admiração de todos os seus contemporâneos, que reconheciam nele um profissional de grande e notável talento”, concluiu.
CURTIDAS
Semiótica de Lula/ A identidade visual da campanha do presidente Lula trouxe elementos que remetem à bandeira do Brasil. O termo “presidente” vem com fundo verde, o número “13” com amarelo e “vice Alckmin” com azul. A bandeira brasileira também está na imagem. Lula já havia deixado o vermelho meio de lado na campanha de 2022. Agora, reforça o nacionalismo.
O estado é outro/ Candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro passa parte desta curta campanha em São Paulo. Zero três chegou a anunciar em suas redes que estaria nessa segunda-feira em São José do Rio Preto (SP) para inaugurar uma “Casa Bolsonaro” com o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).
Um suplente discreto/ Arthur Lira foi buscar seu suplente na chapa lá nos tempos de Fernando Collor de Mello. Luiz Romero Farias (PL, foto) foi secretário-geral do Ministério da Saúde nos tempos de Collor e ocupou, ainda, a Secretaria de Saúde de Maceió. Sempre foi reservado e técnico, ao contrário do irmão, PC Farias, o ex-tesoureiro de campanha de Collor, encontrado morto ao lado da namorada, Suzana Marcolino.
Com o irmão envolto em mistério/ PC Farias foi assassinado há 30 anos, dois dias antes da data marcada para depoimento à Justiça sobre os escândalos de corrupção da época do ex-presidente. Até hoje, há dúvidas sobre o assassinato de PC e de sua namorada. A tese de crime passional seguido de suicídio não foi aceita pelo júri popular.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Ao anunciar apoio à urgência para tramitação de propostas de interesse do governo Lula, o MDB dá um passo no sentido de reforçar um alinhamento ao presidente da República e, de quebra, se apresentar, num ano eleitoral, como defensor de projetos que têm o apoio da classe trabalhadora — caso do fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias trabalhados para um de folga). O movimento do partido reforça o respaldo de uma maioria dos senadores do partido a Luiz Inácio Lula da Silva. Se levada em conta a foto de Michel Temer e José Sarney ao lado de Ronaldo Caiado (PSD), está claro que Flávio Bolsonaro (PL) terá pouco espaço entre os caciques do partido e conta apenas com o apoio do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que se reelegeu com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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A hora do primeiro teste/ O gesto do MDB dá ainda um discurso para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque as propostas em votação. Depois da conversa dele com Lula, espera-se a retomada da normalidade entre os dois Poderes. A ideia é aproveitar o próximo esforço concentrado, na semana de 31 de agosto a 4 de setembro, para tentar votar parte das matérias ainda no período eleitoral.
Rumo a 2027
A aproximação entre Lula e Alcolumbre vai muito além da votação das propostas. Estão sobre a mesa para conversas futuras dois assuntos pendentes: o primeiro é a escolha do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal — leia-se o advogado da União, Jorge Messias —, já rejeitado pelos senadores com a ajuda do presidente do Senado; o segundo é a escolha do futuro presidente do Congresso. Conforme o leitor da coluna já sabe, Alcolumbre é candidato a mais dois anos no comando do Legislativo e precisará de apoio dos governistas.
Brasil 2025 x Brasil 2026
Parlamentares governistas ligados à diplomacia afirmam que o novo tarifaço de Donald Trump tem menos impacto agora do que em 2025. E isso deve à atitude do governo em abrir novos mercados. Dados do governo demonstram que a balança comercial brasileira registrou, até a primeira semana de agosto, um superavit de US$ 51,56 bilhões, aumento de 32,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Amorim e o teste
A ida do assessor internacional da Presidência da República, Celso Amorim, ao Congresso, esta semana, foi aprovada pelos partidos aliados do Planalto. Em suas respostas sobre o crime organizado no país, ele reforçou o discurso da soberania e foi incisivo ao dizer que cabe às forças brasileiras combater as facções criminosas. Para completar, disse ter vergonha da “servilidade” aos estrangeiros, sejam americanos, russos ou chineses.
Renegociação volta à mesa
O presidente da Comissão Mista da medida provisória da renegociação de dívidas dos produtores rurais, senador Renan Calheiros (MDB-AL), vai se reunir com o relator, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), para negociar o texto. Calheiros defende que a MP editada pelo Ministério da Fazenda deixou de fora o pessoal do Norte e do Nordeste, e isso fere a isonomia. Aliados de Renan afirmam que o senador teme um alinhamento de Pimenta à Fazenda. Por isso, vai buscar o relator a fim de garantir o benefício aos produtores nortistas e nordestinos.
CURTIDAS
Cai o “tenente coronel”/ O bolsonarista Luciano Zucco (PL-RS) se elegeu para a Câmara dos Deputados, em 2022, pelo Republicanos com o nome “tenente-coronel Zucco”. Agora, na disputa para o governo do Rio Grande do Sul, o deputado se apresenta apenas como “Zucco”. Na Câmara, muita gente comenta que se trata de uma estratégia para ampliar a votação do candidato.
E Alagoas, hein?/ A campanha de Renan Filho ao governo do estado só definirá o nome do candidato a vice-governador quando o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (o JHC), resolver se concorrerá ao governo, ao Senado ou ficará fora da disputa. No entorno de Renan, há quem duvide que JHC concorra ao governo, uma vez que o senador emedebista tem 95 das 102 prefeituras alagoanas alinhadas à sua candidatura.
Se for, vai sozinho/ Membros da cúpula do PL afirmam que não desistirão da candidatura de Flávio Roscoe em Minas Gerais para apoiar a candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Interlocutores relembram que o partido esperou até o último momento, mas a indecisão do senador não poderia prejudicar os planos do PL no estado.
A hora delas/ Na semana em que se comemora o Dia do Advogado (11 de agosto), as mulheres advogadas especializadas no setor de energia promoveram o I Encontro da Comissão Especial da OAB voltada a esse tema: “Queremos cada vez mais consolidar o espaço das mulheres advogadas no setor elétrico, um dos tantos ambientes de decisão historicamente masculinos. É fundamental estabelecermos esse diálogo em um segmento com tanto impacto na sociedade”, diz Fernanda de Paula (ao centro na foto), idealizadora do evento.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou, aos poucos, os partidos de centro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inclusive o PP de Ciro Nogueira. Agora, vem a segunda fase: apoios ostensivos. Na segunda-feira, foi o dia de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarar o apoio à reeleição. Agora, os petistas aguardam gestos semelhantes do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre chegou pela primeira vez ao comando da Casa pelas mãos dos bolsonaristas e pela proximidade com o ex-ministro Onyx Lorenzoni. Naquela época, Bolsonaro acabara de ser eleito presidente da República e o candidato apoiado pelo PT para Presidência do Senado era Renan Calheiros (MDB-AL). Agora, com os bolsonaristas dispostos a eleger um nome mais fiel a Bolsonaro, Alcolumbre se vê obrigado a buscar uma reaproximação com o Palácio do Planalto.
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Perdas e danos/ O encontro de Lula e Alcolumbre, com a presença do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi considerado positivo. Do ponto de vista político, porém, esse convescote ainda será muito explorado por Flávio Bolsonaro, que se referiu, ontem, ao magistrado como “o grande articulador político de Lula”. Dentro do PL, essa aproximação é mais um motivo para promover o impeachment do ministro, um assunto que esta semana o PL colocou de vez na campanha, com a reunião entre o filho 01 e os senadores.
Siameses
A decisão de Flávio de não participar de debates dependerá sempre da presença de Lula. Se o petista não for, o senador também não irá. A campanha avalia que se expor para potenciais aliados de segundo turno seria prejudicial para o candidato do PL, uma vez que ele se tornaria o alvo com a ausência do presidente da República. Afinal, tanto Ronaldo Caiado (PSD) quanto Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) atacariam Flávio de olho no segundo lugar que o filho 01 apresenta nas pesquisas.
Só tem um probleminha
A fuga dos debates, porém, pode ser uma faca de dois gumes. Embora Flávio tenha um exército nas redes sociais, alguns aliados temem que ele passe a impressão de despreparo para tais eventos, algo que não ocorre com Lula, que disputou seis eleições e participou de vários embates presidenciais.
Carimbo
Ao longo da sabatina do Correio Braziliense com os 11 candidatos ao governo do Distrito Federal homologados nas convenções partidárias, todos os 10 adversários da governadora-candidata Celina Leão se referiram à atual administração do GDF como “Ibaneis-Celina” ou “Celina-Ibaneis”. Todos querem colar a imagem da governadora no desgaste político do antecessor, depois do escândalo Master-BRB e da desistência da candidatura ao Senado.

Por quem o MDB raiz torce
Enquanto o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tece loas a Flávio Bolsonaro, os dois emedebistas que já ocuparam a Presidência da República, José Sarney e Michel Temer, posam para fotos ao lado do candidato do PSD, Ronaldo Caiado, na casa (foto) do candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab (PSD). Caiado, que está morando em São Paulo, tem o apoio ainda de Aldo Rebelo, Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen e Roberto Brant. Todos ex-parlamentares de um tempo em que a política era feita com mais respeito e diálogo entre os adversários.
CURTIDAS
Nem perguntou/ O PT e a base governista cogitaram o nome do senador Eduardo Braga (MDB-AM) para a relatoria da medida provisória da taxa das blusinhas na comissão mista. O parlamentar sequer foi consultado. Ele concorre à reeleição no Amazonas e o período de campanha se inicia domingo.
Mais um/ O deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) é um dos indicados para a presidência da comissão mista da MP da taxa das blusinhas. É mais uma indicação de peso da Câmara dos Deputados entregue ao partido do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Entretanto, o PT escolheu Reginaldo Lopes (MG) e planeja brigar pelo posto.
Vote sim/ Movimentos sociais ligados à proteção das mulheres marcaram presença na Câmara dos Deputados, na terça-feira, para pressionar Hugo Motta a colocar o projeto de lei que criminaliza a misoginia em votação. As voluntárias distribuíram adesivos de apoio à matéria, escrito “Eu Voto Sim”.
Por falar em Motta…/ O PL não gostou nada da afirmação do presidente da Câmara de que votaria em Lula. Para membros do partido, fica clara a inclinação de Motta para ajudar o governo com pautas na Casa
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 11 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A operação da Polícia Federal de ontem, em Alagoas, foi recebida no meio político como mais um sinal de que o escândalo do Banco Master ainda tem muito potencial para colocar candidaturas na berlinda. Dessa vez, a operação teve como alvo principal o secretário de Fazenda de Maceió, João Felipe Alves Borges, que está no cargo desde o início da gestão de João Henrique Caldas na prefeitura, em 2021. Agora já fora do Executivo municipal e disposto a concorrer a um mandato eletivo, seja governo estadual, seja Senado, JHC, embora não seja alvo da operação, será chamado pelos adversários a explicar por que não evitou a aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência de Maceió no Master.
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Até aqui…/ O imbróglio alagoano é mais um em meio aos que já surgiram no rastro do Master e do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS. Na semana passada, foi o senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de mais uma fase da Operação Sem Desconto — sobre o escândalo da Previdência —, que ainda se mantém candidato, mas obrigado a se explicar. No DF, Ibaneis Rocha desistiu do Senado. No Rio de Janeiro, o ex-governador Cláudio Castro também se afastou da disputa eleitoral, depois que veio a público sua ligação com Daniel Vorcaro. Quem continua firme fazendo campanha no Piauí e sem mencionar o caso é o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira. Até sábado, data-limite para registro das candidaturas, muita coisa ainda vai mudar Brasil afora.
Ponto central
A tomar pelo discurso dos candidatos a senador pelo PL Brasil afora, o Supremo Tribunal Federal irá dominar os debates para o Senado. A maioria deles, sem exceção, menciona a necessidade de colocar os pedidos de impeachment dos ministros para tramitar. E hoje, na reunião de Flávio Bolsonaro com os candidatos, ficará decidido que esses ataques ao STF terão que estar presentes no discurso.
Alcolumbre que se cuide
Para cumprir seu objetivo, os bolsonaristas esperam eleger, no mínimo, 30 senadores. Se atingir esse número, um bolsonarista será guindado ao comando do Senado com a missão de colocar os processos em andamento. E já está decidido que este candidato para comandar a Casa não será Davi Alcolumbre (União-AP).
Por falar em Flávio…
Candidato ao governo de São Paulo, o ex-minsitro Fernando Haddad (PT) aproveitou a entrevista à CNN para se referir ao patrimônio de Flávio Bolsonaro e aos imóveis comprados com dinheiro vivo. Ainda se referiu ao dinheiro obtido com Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
E o Congresso, hein?
A semana será de esforço concentrado, mas nem tanto. É que foi aberta a possibilidade de votação pelo sistema Infoleg, em que o parlamentar pode votar de forma remota. Vai ter muito candidato que não pisará em Brasilia.
CURTIDA

Sem defensor/ O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos, foto) aproveitou o debate da Band com os candidatos ao governo estadual para dar uma cutucada no presidenciável Flávio Bolsonaro. “Flávio, vou mandar um recado para você. Que vergonha, teu candidato não te defende”, afirmou.
Cada um por si/ Garotinho referia-se aos ataques a Flávio proferidos pelo candidato William Siri (PSol) durante o debate no estado e a falta de uma palavrinha em prol do Zero Um de Jair Bolsonaro por parte de Douglas Ruas, que concorre ao governo fluminense pelo PL.
Esquenta 2030/ Assim os políticos estão se referindo ao debate entre os candidatos ao governo de São Paulo — Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. É que ambos são considerados apostas para a Presidência da República na próxima eleição.
É hoje!/ De 7h até 17h, o Correio Braziliense entrevistará todos os candidatos ao Governo do Distrito Federal. É o compromisso do jornal em manter o eleitor informado sobre projetos e planos para a capital do país. Acompanhe pelas redes sociais do Correio, pelo site do jornal e pela edição impressa de amanhã.
Coluna publicada na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto ajuda dois personagens numa das disputas mais ferrenhas para o Senado: Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP). O ex-relator da CPMI do INSS era candidato a senador, reforçou isso, inclusive, na madrugada anterior a seu anúncio como o parceiro do filho 01 de Jair Bolsonaro na campanha presidencial. Agora, a tendência é a de que Renan e Lira consigam atingir o objetivo eleitoral, em outubro.
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O melhor dos dois mundos/ Até aqui, Lira, feliz com a ida de Gaspar para a campanha presidencial, não pretende colar sua campanha à de Flávio. Prefere seguir a neutralidade adotada pela direção nacional do partido. Lira pretende fazer a própria campanha, em parceria com prefeitos de partidos de centro que apoiam Lula, mas não estão fechados com os Calheiros. Porém, Flávio tem esperanças de que isso seja revisto. Afinal, ele espera que Gaspar, uma indicação do coordenador da campanha, Rogério Marinho, seja a porta de entrada no eleitorado nordestino, onde Lula tem a preferência. Até aqui, porém, a escolha não levou a ampliar seu palanque nem em Alagoas, nem em outros estados. A ver como será ao longo da campanha.
Marinho, o padrinho
Rogério Marinho foi um dos nomes cogitados para vice de Flávio, mas não quis porque prefere ser candidato a presidente do Senado para ter o controle da Casa. E permitir a tramitação de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Discurso anti-Lulinha
A tarefa de Alfredo Gaspar nesta campanha é usar o trabalho como relator da CPMI do INSS para reforçaras denúncias contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com o intuito de desgastar o pai presidente e candidato à reeleição.
Atestado de inabilidade
Do alto da respeitabilidade e da experiência que acumulou ao longo de 40 anos de carreira política, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) foi direto ao comentar a escolha de Gaspar: “É uma pessoa muito qualificada, mas não é disso que se trata. A indicação dele veio depois de várias tentativas de ampliação que a campanha do Flávio Bolsonaro fez. Então, é antes de tudo um atestado de uma incapacidade de ampliar a sua base de apoio”, afirmou à coluna, no 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense.
Espere setembro chegar
A pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política para a Presidência da República no DF mostra Flávio na liderança, com 33,5%, e Lula, com 32%. Está mais apertado para o petista do que foi na pesquisa de agosto de 2022, quando Lula tinha 39% e o então presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, 36,7%. Naquela eleição, Bolsonaro ultrapassou Lula e fechou o primeiro turno com 51,6% dos votos. Lula ficou com 36,8% dos votos do DF. A ultrapassagem foi detectada pelo mesmo instituto, em 5 de setembro de 2022.
CURTIDAS

A Faria Lima só observa/ Ninguém levou muita fé na escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio. Quem ganha com isso, conforme avaliam por lá, é Ronaldo Caiado (PSD, foto).
Por falar em Caiado…/ Ele tem 11,5% dos votos do DF, conforme a pesquisa estimulada Correio/Opinião. Sinal de que ainda pode crescer por aqui, furando o bloqueio da polarização.
Palavra do decano/ Logo depois da palestra de abertura do 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense, o ministro Gilmar Mendes, do STF, comentou a escalada de tensão entre Brasil e Estados Unidos. “É preciso ter muita serenidade, muita calma nessa hora. A gente tem que ter um olhar mais amplo, vendo sempre a árvore e a floresta. A relação do Brasil e dos Estados Unidos é mais do que secular, e é extremamente importante que prossiga dentro dos parâmetros da diplomacia”, argumentou.
A nova onda do BRB/ No mesmo evento, o diretor-executivo de Atacado e Governo do BRB, Bruno Watanabe, foi direto: “Quando existem regras claras, estabilidade e segurança jurídica, criam-se condições para que investimentos aconteçam e saiam do papel. Nosso papel como banco público é conectar crédito e projetos que gerem emprego, renda e competitividade”. Logo depois do evento, uma autoridade que estava na plateia comentou com a coluna que os tempos de irresponsabilidade de Paulo Henrique Costa acabaram no banco.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Nesse “esquenta” da campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a semana com desgastes por causa dos inquéritos envolvendo seu filho Fabio Luís, o Lulinha, e o empréstimo da lobista Roberta Luchsinger, amiga dele, a um dos principais assessores do gabinete presidencial, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Porém, no Planalto, a avaliação é de que nada disso envolve diretamente o presidente. No caso do filho, Lula tem o discurso de que está sob investigação e o ministro que indicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, é tão independente que abre inquérito contra o primogênito do presidente. Em relação ao assessor, caberá a ele se explicar o mais rápido possível. A ordem é evitar que isso se prologue por mais dias. Afinal, a partir de 16 de agosto, quando a campanha começa de fato, com o ato em São Paulo, o presidente quer poder cuidar de mostrar os feitos de seu governo. E não ficar respondendo sobre suposto envolvimento, nem do filho, nem do assessor. Cada um que cuide de si.
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E o senador, hein?/ A visão no Planalto é a de que Flávio Bolsonaro, ao contrário de Lula, tem explicações a dar, uma vez que foi pessoalmente pedir que Daniel Vorcaro contribuísse para o filme Dark Horse chamando o enrolado ex-banqueiro de “meu irmão”. Até aqui, o contrato não foi apresentado pelo pré-candidato. No calor da campanha, será Flávio — e os demais — acusando Lula, enquanto Lula — e os demais — acusarão Flávio. E o eleitor que durma com um barulho desses.
Maria Luíza pagou a conta
Não há diplomata brasileiro que não esteja surpreso com o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luíza Viotti, por causa do que os norte-americanos consideram demora do governo brasileiro em conceder o “agrément” a Daniel Perez como futuro embaixador dos EUA no Brasil. Primeiro, porque o “agrément” é algo sigiloso e só divulgado quando o país que receberá o embaixador concorda com a indicação — e não há prazo para que isso ocorra.
Inversão dos fatores
Embaixadores comentam que seria preciso que o governo brasileiro aceitasse a indicação para, em seguida, o nome fosse enviado ao Senado norte-americano para deliberação. O envio ocorreu sem o “agrément” do Brasil. Algo tão inusitado quanto o cancelamento do visto.
A força de Vigilante
A pesquisa Correio/Opinião publicada hoje indica que se Chico Vigilante abraçar algum candidato do PT à Câmara dos Deputados, as chances de ajudar o escolhido a chegar lá cresce. Ele é o petista mais citado na hora do entrevistado elencar em quem votará para deputado federal. Bem abaixo vem o deputado distrital Ricardo Vale (PT).
Chama o Lula!
Os petistas estão confiantes na candidatura de Leandro Grass, o nome da esquerda que aparece melhor na pesquisa de hoje. A aposta de alguns palacianos é de que se Lula entrar na campanha, as chances de chegar ao segundo turno crescem, ainda que o Distrito Federal tenha um eleitorado mais conservador. Dos cenários apresentados para o segundo turno, apenas José Roberto Arruda aparece bem no mano a mano contra a governadora Celina Leão.
CURTIDAS
Tem para todos/ O escritório de advocacia Aragão & Tomaz, com uma máquina de contar dinheiro, é mais um ponto que deixa o PT constrangido. Afinal, Eugênio Aragão, sócio de Willer Tomaz no escritório, foi o último ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff. E Tomaz é amigo de Flávio Bolsonaro.
Sanduíche de pão com pão/ À exceção de Lula, que tem o PSB de Geraldo Alckmin (foto) como seu parceiro de chapa, todos os demais candidatos ao Planalto caminham sem um outro partido disposto a apresentar um nome à Vice-Presidência. Romeu Zema (Novo) optou pelo senador Eduardo Girão (CE). Nas hostes de Flávio Bolsonaro (PL), as deputadas do partido ganham força para uma composição. A única que está fora de cogitação é a ex-primeiradama Michelle Bolsonaro. Os dois com o mesmo sobrenome não dá.
Pede para sair/ Após mais uma fase da Operação Sem Desconto, desta vez contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), as apostas por lá são de que a candidatura à reeleição tornouse inviável e puxa para baixo a chapa do candidato ao governo Orleans Brandão (MDB). Mesmo com a péssima repercussão das investigações, a decisão de sair do pleito terá de ser do senador.
A hora do debate/ A segurança jurídica e sua necessidade para o desenvolvimento da infraestrutura do país está em pauta hoje, a partir de 8h, no 8º Brasília Summit LideCorreio Braziliense, no Hotel Brasília Palace. Juristas como o ministro Gilmar Mendes e demais autoridades vão debater esse tema, que terá ainda empresários, parlamentares e especialistas no setor de regulação — como o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e o presidente da Associação das Agências Reguladoras (Abar), Vinícius Benevides.





















