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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Da mesma forma que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que ele caminhe para o centro, a fim de ampliar os votos rumo à eleição de outubro, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pede que seu irmão 01, o senador Flávio (PL-RJ), siga por esse caminho. A defesa que Eduardo faz de uma virada à direita mais tradicional foi lida nos partidos de centro como um sinal de que a família tem medo de seguir no radicalismo e “morrer na praia”. O difícil, no entanto, será encontrar o tom certo para reaglutinar os votos. Até aqui, a marca do bolsonarismo foi um discurso de manifestações pedindo, inclusive, intervenção militar — o próprio Eduardo disse que um cabo, um jipe e um soldado seriam suficientes para fechar o Supremo Tribunal Federal. Para completar, ainda houve, na eleição municipal, o próprio Eduardo parafraseando o guru Olavo de Carvalho com a frase: “Não existe direita no Brasil, existe Jair Bolsonaro”. A ordem é tentar retomar todo esse campo, que começou a se dispersar em 2024.
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Veja bem/ No bolsonarismo, há o receio de que o um candidato com “cara de bom moço”, com um discurso conservador, massem radicalismos, e um plano de governo, ultrapasse os números que Flávio Bolsonaro tem apresentado nas pesquisas. Afinal, o senador ainda não tem uma marca de campanha para chamar de sua. Tem apenas o recall de seu pai, que, aliás, perdeu a eleição presidencial. Ou seja, ainda não há um caminho seguro para chegar ao Planalto. Por mais que tenha o sobrenome Bolsonaro.
CNJ na mira
Relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, o deputado Mendonça Filho (União-PE) foi cristalino ao falar, durante almoço na Casa Parlamento, do think tank Esfera, que é “inadmissível” um policial militar ver um criminoso de tornozeleira bebendo num bar e não poder prendê-lo, porque uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) diz que só quem pode determinar prisão é juiz de execução penal e só quem pode cumprir é a Polícia de Execução Penal, que não tem quadros suficientes.
Quem deve legislar
Mendonça considera que esse tema deveria ser regido por lei federal e não por resolução do CNJ. “Há uma inversão de competência. As normas devem ser leis e aprovadas pelo Congresso Nacional”.
Agora vai
Passado o carnaval, os senadores vão pressionar — e muito — pela instalação da CPMI do Banco Master. Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), considere que é preciso deixar a Polícia Federal (PF)trabalhar, muito senador considera que esse tema não vai esfriar.
Por falar em apostas…
Começa a ganhar corpo na política a ideia de que o bolsonarismo lançou e apostou, mas foi Gilberto Kassab quem garantiu a vitória de Tarcísio de Freitas(Republicanos) ao governo de São Paulo. Agora, está na hora de retribuir, fazendo do presidente do PSD o seu vice. Embora Kassab tenha dito a amigos que não cobrará a vaga, vai surgir muita gente cobrando por ele.
CURTIDAS

Até agora, nada/ A federação entre União Brasil e Progressistas reúne mais dúvidas do que certezas para a próxima rodada. Se os partidos minguarem na janela partidária, adeus.
Recursos próprios/ O ministro das Cidades, Jader Filho (foto), vai acompanhar Lula no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, no próximo domingo. Mas já decidiu ficar num hotel e pagar a própria passagem.
Na linha de frente/ Nem todos os ministros pretendem participar do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageará Lula. Muitos vão aplaudir do camarote. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, aproveitou a sessão de aniversário do PT no Congresso para ensaiar o samba-enredo.
Enquanto isso, no mundo dos negócios…/ Dalton Pastore, CEO da ESPM, e o ex-governador João Doria, fundador do Líderes Empresariais (Lide), formalizaram uma sociedade para criar uma nova frente de educação executiva voltada ao topo das empresas: a ESPM Lide Corporate Academy, escola de negócios desenhada para C-levels, empresários e executivos em ascensão. A aposta combina a estrutura acadêmica da ESPM com a capilaridade do Lide — rede de relacionamento empresarial com milhares de líderes — para oferecer cursos presenciais em São Paulo com foco em estratégia, inovação, marketing, sucessão e governança, além de liderança em tempos de inteligência artificial (IA) e desenvolvimento de habilidades de alta gestão.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Ao encaminhar a proposta da redução da escala 6×1 para os trabalhadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atua em três frentes. Primeiro, se tornar sócio de qualquer benefício que o governo possa obter em termos de ganho de popularidade junto aos que hoje cumprem essa carga horária de trabalho. Em segundo lugar, mostrar ao Planalto que está em sintonia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa campanha reeleitoral, caso os votos do petista possam ajudar o Republicanos na Paraíba. A terceira é mostrar que ele não trata apenas dos projetos que beneficiam os servidores do Legislativo.
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Por falar em servidores…/ Hugo Motta fez questão de dizer na reunião de líderes que, certa ou errada, a criação de mais um penduricalho para engordar os vencimentos dos trabalhadores do Legislativo foi feita mediante aprovação de um projeto de lei. Logo, estaria fora daquelas propostas atingidas pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Flávio Dino. O magistrado, porém, ganhou muita popularidade ao tomar a decisão. O presidente da Câmara e o Congresso como um todo ficaram com o desgaste. Agora, é hora de tentar, pelo menos, de empatar essa partida colocando a redução da escala 6×1 na roda.
Separem as estações
Com a Câmara prestes a avaliar o futuro dos deputados acusados de desvio de emendas, tem muita gente na Casa apostando na cassação dos mandatos de quem tiver enrolado. A ideia é mostrar que as emendas têm o seu valor, e as indicações dos parlamentares são corretas. O que não pode é desviar os recursos.
Consolidado I
Por mais que o presidente do PT, Edinho Silva, tenha dito no almoço do Lide, em São Paulo, que está conversando com o MDB sobre alianças estaduais e nacional, a avaliação geral é a deque o vice-presidente Geraldo Alckmin permanece onde está. Os elogios de Lula, ao compará-lo a José Alencar, companheiro de chapa do petista em 2002 e em 2006, é um sinal de que não haverá substituição.
Consolidado II
O vice-presidente é visto como a ponte para o empresariado paulista, segmento em que Lula tem perdido musculatura nos últimos quatro anos. O cálculo é o de que, se alguém pode, com calma e paciência, restabelecer conexões, esse nome é Alckmin.
Hora do olho no olho
A conversa entre o presidente Lula e o prefeito de Recife, João Campos, será para afinar a viola entre o PSB e a campanha reeleitoral do petista ao Planalto. E também ouvir sobre o cenário em São Paulo. Em princípio, nada que seja no sentido de rever a chapa presidencial.
CURTIDAS

Te cuida, Ibaneis/ Os adversários do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha(MDB), estão listando todas as declarações do comandante do GDF em prol da compra do Banco Master pelo BRB. A ideia é separar tudo para usar no horário eleitoral.
E Caiado, hein?/ O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi o mais radical opositor da PEC da Segurança apresentada pelo governo Lula. Agora, enquanto candidato a presidente da República, muita gente aposta que, se não rever o discurso, terá dificuldades em fazer pelo Brasil o que fez pelo seu estado nessa seara.
Perfil/ Ao mencionar no telefonema ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um brasileiro que vive em Miami, o presidente Lula se referia a Ricardo Magro, acusado de sonegação fiscal. O empresário é dono da Refit (novo nome da antiga refinaria de Manguinhos).
Janja e o Hanbok/ A primeira-dama Janja Lula da Silva (foto) fez questão de vestir na mesma hora o Hanbok, o traje típico que recebeu de presente da Associação Brasileira dos Coreanos, durante visita ao consulado da Coreia do Sul em São Paulo. Logo depois do carnaval, ela acompanhará Lula àquele país. A visita ao consulado foi justamente para estreitar as relações.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Nesse momento em que traça a estratégia para cada estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa claro que investirá na fratura das forças de centro que tentam quebrar a polarização neste ano eleitoral. O PSD de Gilberto Kassab, por exemplo, é tido na base como novo MDB, que pode até ter candidato ao Planalto, mas não conseguirá unir a legenda em torno de um nome. Ainda que tenha três ases na mão — Ratinho Júnior, Eduardo Leite e, agora, Ronaldo Caiado —, a aposta é de que o PSD vai rachado para as eleições de outubro.

Veja bem/ E não está no projeto do governo dispensar os ministros do partido de Kassab. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu assim, quando perguntada como ficam os ministros diante da ideia de o PSD lançar candidato ao Planalto: “Fica como está. A gente já teve acordo com o PSD em vários estados na eleição de 2022. O PSD não é um partido de unidade nacional. É um partido que se movimenta pelos interesses regionais federados e nós vamos saber lidar com isso”, afirmou.
Messias na área
O governo não planeja demorar para enviar ao Senado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Gleisi acredita, inclusive, que é possível aprovar antes das eleições. “É muito ruim o STF ficar sem um ministro”.
“Follow the money”
Ao dizer que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi preso na gestão de Ricardo Lewandowski, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, Gleisi ensaia o tom que Lula adotará na campanha, caso o tema venha à baila. A ordem no governo é se ater aos fatos e seguir o caminho do dinheiro.
Palavra cumprida
PSD e PL fizeram valer um acordo do ano passado e trocaram comissões permanentes. A de Agricultura passará para a presidência do PSD e a de Minas e Energia, para o PL. Em 2025, as legendas travaram uma disputa pela Comissão de Minas e Energia (CME). À época, o partido de Kassab fechou questão e ficou com a comissão, mas negociou com o PL para que, em 2026, a CME ficasse com os bolsonaristas.
Briga de paternidade
Parlamentares dos mais diversos campos políticos apostam que o tema da segurança pública vai dominar o debate eleitoral de 2026. Os da esquerda nem esperaram o ano legislativo para começar a apresentar projetos sobre o assunto. Nos bastidores, o que se diz é que esquerda e direita vão brigar pelo controle das pautas de segurança no Congresso
CURTIDAS

Volta às aulas/ Reinou a calmaria na primeira reunião de líderes da Câmara dos Deputados este ano, depois do longo recesso parlamentar. Tudo por causa da ausência dos dois líderes da oposição — Gustavo Gayer (PL-GO) e Cabo Gilberto (PL-PB). Eles planejavam pedir ao presidente da Casa, Hugo Motta (RepublicanosPB), que faça um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para marcar a sessão de análise dos vetos o mais rápido possível. Como não compareceram, a necessidade de reunir logo o Congresso nem foi mencionada.
Turbinado/ O maior evento de energia do país, o ROG.e, promete movimentar o Rio de Janeiro praticamente às vésperas da eleição. Com 93% de ocupação dos espaços no Riocentro, o evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) reunirá os principais líderes e especialistas do mercado global de energia. São esperadas 75 mil pessoas, entre 21 e 24 de setembro.
Anota aí/ Na próxima terça-feira, a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM) vai inaugurar o ano legislativo com um jantar em sua sede. As presenças dos governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Jorginho Mello (PL-SC) estão confirmadas.
“O presidente (do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin) tem reiterado a importância desse código (de conduta para os magistrados). Mas enfrenta resistências dentro do próprio colegiado. Só a pressão democrática da sociedade pode quebrá-las” Deputado Chico Alencar (PSol-RJ)
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O movimento que políticos do governo tentam levar adiante contra a CPMI do Banco Master perderá força tal e qual perdeu os primeiros acordes de resistência à CPMI do INSS. Lá atrás, com as citações envolvendo associações ligadas ao PT, o governo acabou defendendo a comissão parlamentar de inquérito para tentar reverter o jogo e atirar a oposição no fosso da investigação. Desta vez, a reunião do presidente Lula, em 2024, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com direito à participação de um elenco de ministros, colocará o governo com dificuldades de segurar a apuração por parte dos congressistas.
Mais uma vez, a criação ou não da CPMI depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até aqui, Alcolumbre tem dito a amigos que ano eleitoral dificulta instalação da CPI’s, porque fica difícil evitar a formação de um ringue entre adversários políticos, atrapalhando a pauta positiva que ele pretende empreender, escala 6X1 e segurança pública, coincidentemente, os mesmos assuntos que o governo pretende levar adiante este semestre.
Mudança de alvo
Até aqui, a parte interessada do mercado financeiro atacava o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli para tentar catapultá-lo da relatoria do caso Master. Não conseguiu. Agora, a mira se volta ao governo do presidente Lula e a reunião de 2024, pedida pelo então consultor do Master, Guido Mantega, ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff.
Imagem é tudo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por enquanto, se segura apenas no nome do pai e terá que mostrar que é mais do que isso, se quiser que sua pré-candidatura realmente vá além do recall bolsonarista. Entre os poderosos da indústria no país, muitos consideram que ele é um “bon vivant” , arrogante e que não se agarra no serviço da política.
Gestão conta
Muitos industriais continuam rezando por uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Acreditam que ele é mais competitivo do que Flávio e tem o que mostrar numa campanha nacional. A quinta-feira, porém, quando o governador se encontra com Jair Bolsonaro deverá marcar o fim dessas esperanças.
O que quer Bolsonaro
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em breve. O encontro será para que Bolsonaro defina as prioridades do bloco para 2026. O maior foco, segundo o líder contou à coluna, é montar estratégias para derrubar o PT. Entre as pautas que devem receber atenção especial estão a lei Antifacção, PEC da Segurança Pública, CPMI do INSS e a derrubada do veto da dosimetria aos condenados de 8 de janeiro de 2023.
CURTIDAS

Recuperação/ O ex-presidente José Sarney publicou em suas redes sociais uma foto com a filha Roseane Sarney Murad (foto), que enfrenta uma luta contra o câncer e deve passar por uma cirurgia em breve. Recentemente, Roseane teve alta após ficar internada devido a pneumonia.
Expectativas/ O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD, entrou numa enrascada com o eleitorado quando a prefeitura colocou uma música da cantora Britney Spears, ao falar do show de Copacabana, em maio. Agora, tem gente cobrando a presença da estrela do pop internacional da seguinte forma: “Acho que se depois dessa você não confirmar a Britney, nem precisa concorrer em outubro” , respondeu um internauta à postagem de Paes sobre não saber quem será a atração deste ano. Já outros, dizem que se ele trouxer essa celebridade do mundo da música, se tornará prefeito vitalício.
Justiça por Orelha I/ Após a repercussão do crime bárbaro contra o cachorro comunitário na Praia Brava, em Santa Catarina, brasileiros criaram um abaixo-assinado para que crimes contra animais sejam enquadrados e punidos com o mesmo rigor aplicado a outros crimes violentos. Já conta com mais de 165 mil assinaturas.
Justiça por Orelha II/ Adolescentes suspeitos de torturar o cachorro terminaram “premiados” com uma viagem aos Estados Unidos e ainda não voltaram ao Brasil para que se defendam e, se culpados, assumam suas responsabilidades. É o mínimo que pessoas de bem devem fazer. Não dá para ficar vendo o Pateta e o Mickey como se nada tivesse ocorrido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem praticamente pronto o discurso da geopolítica internacional que fará no embate com os bolsonaristas em 2026, seja Flávio Bolsonaro, seja outro candidato. A ordem é mostrar que, com “paciência, diálogo e altivez”, o governo Lula conseguiu reverter grande parte das tarifas impostas, no ano passado, pela administração de Donald Trump nos Estados Unidos e, para completar, encerra esta Terceira passagem pelo Palácio do Planalto com o acordo entre Mercosul e União Europeia assinado ontem. Se o Parlamento Europeu e as instâncias jurídicas da União Europeia vão chancelar é outra história. Com o convite a Lula para integrar o Conselho de Paz em Gaza, vindo de Donald Trump, a ideia é deixar claro que tudo tem que se dar com diálogo, defesa da soberania e por aí vai. A avaliação de especialistas é de que, até agora, os bolsonaristas não têm nada muito concreto para combater isso.
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Por falar em soberania…/ Antes de aceitar o convite de Trump para compor o Conselho de Paz, o governo Lula quer saber o formato desse colegiado. Por exemplo, se haverá palestinos. Não se pode falar em paz sem os principais interessados nesse processo.
Caiado na reflexão
A alguns amigos, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, tem dito que desistiu da candidatura presidencial. Até aqui, Antonio Rueda não fechou a preparação da pré-campanha. A sensação de muitos no União Brasil é que Rueda, para tristeza de muita gente no partido, rifou a pré-campanha de Caiado.
E a Venezuela, hein?
O governo Lula tem um ponto que considera crucial para usar, se vier algum ataque sobre as relações do presidente com Nicolás Maduro. Em nenhum momento, Lula reconheceu a vitória do ditador venezuelano na última eleição.
Ponto forte
A vinda da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao Brasil na véspera da assinatura do acordo foi considerada um sinal de prestígio do governo brasileiro e um recado aos estadunidenses de que os grandes mercados podem se unir. Obviamente, o governo brasileiro não isolará os Estados Unidos e nem pretende fazer isso a um dos maiores mercados dos produtos brasileiros. O Brasil quer mesmo é o multilateralismo.
Expectativa & realidade
O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, tem conversado muito com o ex-governador José Roberto Arruda. Aliados do executivo da ABDI garantem que ele aposta no apoio de Arruda ao Governo do Distrito Federal (GDF). O ex-governador do DF, porém, sonha em ter Cappelli como candidato a vice. Se a candidatura der errado, Cappelli terá de confiar que não será abandonado pela estrutura que deseja caminhar com Arruda.
CURTIDAS
Vício antigo I/ As “emendas família” ao Orçamento, aquelas em que os recursos terminam destinados a organizações não governamentais ou empresas ligadas a parentes, é uma reedição das subvenções sociais dos tempos dos “Anões do Orçamento”. O esquema começou a ser desvendado em 1992 pelo jornal O Globo, que publicou as primeiras reportagens a respeito.
Vício antigo II/ Na época, o então deputado João Alves (PFL-BA) perdeu a relatoria. Mas os políticos aproveitaram as denúncias relacionadas ao governo Fernando Collor, para deixarem o caso do Orçamento em “banho-maria”. Com a prisão do então assessor José Carlos Alves dos Santos, no ano seguinte, depois da queda de Collor, os congressistas abriram uma CPI que resultou na cassação de vários mandatos.
Vício antigo III/ Desta vez, quando o mesmo jornal denuncia o escândalo, quem suspendeu as emendas foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Porém, tem o caso Master, com potencial suficiente para evitar que o Congresso investigue essas emendas e não instale uma CPI. Como se vê, a história se repete sob outros contornos. Que as nossas instituições sejam fortes para terminar de vez com essa bandalheira de desvio de dinheiro das emendas.
Por falar em Master…/ À coluna, parlamentares comentaram em conversas reservadas o espanto com o networking em Brasília do dono do Master, Daniel Vorcaro (Foto), em todas as instâncias do Legislativo, do Executivo, do Judiciário e de governos estaduais. Se aproximar do GDF, por exemplo, era considerado estratégico. O DF pode não ser o ente federativo mais rico, mas abriga o centro do poder político.
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 11 de janeiro de 2026, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito
A ala mais radical da esquerda está incomodada com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da crise da Venezuela. O chefe do Executivo brasileiro adotou uma postura mais comedida sobre a invasão dos Estados Unidos e a prisão do ditador Nicolás Maduro — sendo aconselhado por seus assessores a “falar menos” nas declarações públicas. O corpo diplomático destacou que não quer perder o avanço que fez na relação com Donald Trump sobre a revogação do tarifaço. Mas, para os mais exaltados, o Brasil está perdendo a oportunidade de se colocar à frente do debate mundial.

Tempo limitado/ Para o embaixador aposentado Jorio Dauster, a lua de mel entre Lula e Trump pode estar com os dias contados diante do comportamento intempestivo do norte-americano e de seus planos ambiciosos. “Ele está disposto a instalar em todos os países da região regimes subordinados a ele, aos interesses políticos e econômicos dos EUA e aos conceitos de extrema direita. Não se iludam os que creem que Lula conseguiu ‘encantar’ Trump. Nas eleições presidenciais deste ano, todo o poder da Casa Branca será posto a serviço de seus adversários”, disse à coluna.
Escolha um lado
Enquanto o Brasil se mantém longe de polêmicas, outras nações estão escolhendo seus lados. A Rússia enviou um submarino e outras embarcações para escoltar um petroleiro que tentou burlar o bloqueio dos Estados Unidos à Venezuela. Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro não poupou críticas a Trump — que retribuiu — e acusou, sem provas, o colombiano de ser um líder do narcotráfico.
Futuro incerto
Para outros especialistas, caso Trump resolva atacar a Colômbia, a América Latina passaria por grandes mudanças quanto a parcerias internacionais. “Esse cenário ressuscitaria com força o sentimento ‘anti-Yankee’, empurrando os países que defendem a soberania para parcerias estratégicas ainda mais estreitas com potências como China e Rússia, visando criar um contrapeso ao poderio americano”, afirma conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Márcio Coimbra.
Alertas
O liquidante do Banco Master, EFB Regimes Especiais de Empresas, detectou que, no endereço 834, Brickell Plaza — um dos mais chiques do Financial District, em Miami — apesar de alugado a preço de ouro, nunca foi ocupado pela instituição de Daniel Vorcaro (preso desde novembro) ou por outras empresas dele. O caso acendeu um alerta nos investigadores dos Estados Unidos. A Justiça norte-americana reconheceu a liquidação extrajudicial do Master decretada no Brasil, em uma decisão que reforça a posição do Banco Central e representa um revés para o controlador investigado.
Nada está bom
Mesmo com o selamento do acordo entre Mercosul e Europa, após 25 anos, a oposição criticou a condução do governo do presidente Lula nas negociações entre os blocos econômicos. Para eles, o petista foi incapaz de conduzir uma negociação “firme, técnica e alinhada aos interesses nacionais”, desperdiçando uma oportunidade estratégica para a ampliação do Brasil no comércio internacional.

Novo nome
O influenciador Ivan Baron (foto)é um dos cotados a assumir a Secretaria Nacional dos Direitos Pessoas com Deficiência. Ele tem paralisia cerebral decorrente de meningite viral e tornou-se conhecido por sua atuação nas mídias sociais em defesa e divulgação de políticas de inclusão para pessoas com deficiência. É formado em pedagogia e subiu a rampa do Planalto na posse de Lula, em 2023.
Debate necessário
O analista político e advogado Melillo Dinis participou, ontem, do evento Crisis en Venezuela: Una agenda para la Transición Pacífica para debater sobre a crise na nação vizinho, anistia para condenados por crimes políticos, soluções e possíveis novas eleições no país. “Sob o manto do grupo de Lideranças Democráticas da América Latina, discutimos quais seriam os próximos passos para uma transição pacífica e democrática na Venezuela, apesar da violação do direito internacional e do ataque dos EUA”, ressaltou.
Rumos
O Bocayuva & Advogados passou a integrar a Brazilian Chamber of Commerce. A participação reforça o posicionamento institucional do escritório no eixo Brasil-Estados Unidos, além de ampliar o acompanhamento de agendas regulatórias, políticas de taxação e dinâmicas do mercado global.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

Com a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, cresce a pressão para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repita o feito da gestão de Michel Temer e separe a pasta em duas. O tema da segurança é a principal preocupação do Planalto para as eleições deste ano — e o petista quer mostrar resultados concretos durante os debates. Ele, no entanto, avisou ao seu time que só irá decidir sobre o assunto após as aprovações da PEC da Segurança Pública e do projeto Antifacção no Congresso Nacional. A divisão do ministério também traz outros desafios burocráticos, pois teria que ocorrer por meio de uma medida provisória. Lula ainda não está totalmente convencido sobre a eficácia da mudança.
Estamos aí para dar uma força I
Na expectativa de concorrer a deputado federal pelo PT do Distrito Federal, o secretário Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, disse que também está à disposição para contribuir no que for necessário no Executivo. “Se for avaliado que o meu nome, é importante para o debate eleitoral, para fazer um contraponto à extrema-direita sobre segurança, estou inteiramente à disposição. Mas se definirem que é importante que eu faça isso dentro do próprio governo, eu também estarei aqui” , disse Marivaldo à coluna.
Estamos aí para dar uma força II
Caso seja confirmado na disputa eleitoral, o secretário deve deixar a pasta em abril. No Congresso, ele afirmou que irá lutar pelas pautas relacionadas à segurança pública e à soberania digital na Câmara. Marivaldo foi candidato a senador pelo PSol-DF em 2018.
Há três anos…
… Os golpistas que invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes cadastravam nome e CPF para acessar wi-fi da Câmara dos Deputados — produzindo provas contra eles mesmos e facilitando o trabalho da Polícia Federal na identificação dos criminosos. O Ministério Público Federal (MPF) já denunciou 1.901 pessoas por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, o mais violento ataque à democracia desde o golpe militar.
Otimismo vem do Senado
O ano legislativo vai começar fervendo. A base governista se prepara para reverter sete votos entre os senadores para a derrubada integral do projeto da dosimetria. Nos bastidores, parlamentares apoiadores de Lula afirmam que perderam as esperanças de mudar o entendimento dos deputados que votaram a favor da redução das penas dos condenados do 8 de Janeiro. Por outro lado, entre os senadores, o cenário é mais otimista.
Deficit de peritos
A defasagem no quadro de peritos criminais federais, somada à previsão de novas aposentadorias, fez o tema ganhar prioridade no fechamento de 2025. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), entidade que faz o alerta, afirma ter intensificado a articulação com o Congresso e o Poder Executivo, sobretudo com a direção-geral da Polícia Federal (PF), para viabilizar códigos de vaga e permitir o aproveitamento integral dos aprovados no concurso em andamento. A medida é considerada essencial para sustentar a capacidade de resposta da criminalística federal.

Ação preventiva
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin (foto), instituiu um grupo de trabalho para propor soluções a fim de evitar que ex-presidiários acabem em situação de rua depois de deixarem o sistema prisional. Os conselheiros deverão identificar riscos que levem os apenados à vulnerabilidade, além de elaborar programas para a reintegração social desse público. “Nós entendemos que, uma vez em situação de rua, ex-presidiários podem voltar à criminalidade — o que prejudica a sociedade como um todo” , disse o conselheiro do CNJ Ulisses Rabaneda, coordenador do grupo.
Ônibus elétricos em alta
A gigante BYD encerrou 2025 com um desempenho histórico no segmento de ônibus no Brasil. Ao longo do ano passado, a companhia entregou 188 veículos, um crescimento expressivo em comparação aos 69 coletivos em 2024, mudando a perspectiva sobre a mobilidade sustentável no país. “Esse crescimento expressivo comprova que a mobilidade elétrica já é uma realidade consolidada no transporte público brasileiro” , diz o diretor de veículos comerciais e solar da BYD Brasil, Marcello Schneider.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Ainda em recesso, deputados e senadores se mobilizam para cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, uma sessão do Congresso a fim de analisar o veto ao pagamento de restos a pagar de 2019 a 2023 inscritos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A ideia de parlamentares do Centrão é derrubar o veto. A avaliação é a de que a decisão de Lula atinge obras em andamento. Porém, o governo vetou a liberação desses recursos, algo em torno de R$ 3 bilhões, para concluir outras obras e entregá-las à população ainda neste ano eleitoral. Vem por aí uma queda de braço entre parlamentares e Lula por obras patrocinadas pelo Executivo e outras pelo Legislativo.
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Titãs/ O desconforto está grande, porque a decisão do governo pegou todo o período do governo de Jair Bolsonaro, quando Rodrigo Maia e, em seguida, Arthur Lira, presidiram a Câmara dos Deputados. No Senado, estavam no comando Davi Alcolumbre e, logo depois, Rodrigo Pacheco. Foi justamente o período em que o governo federal deixou que os deputados e senadores mandassem no Orçamento.
Vem por aí
Se Lula atender o pedido de integrantes do PT e vetar, ainda hoje, o projeto que estabeleceu a dosimetria das penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a oposição vai pressionar Davi Alcolumbre para abrir os trabalhos deste período legislativo com uma sessão do Congresso que possa derrubar esse veto. Assim, o caso vai terminar… no Supremo Tribunal Federal.
Master blindado
Ainda que tenha atingido o número de assinaturas para instalação da CPMI do Banco Master, senadores estão meio céticos em relação ao sucesso de uma possível investigação parlamentar. É que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, já colocou todo o material do Master sob sua alçada, inclusive o que já estava em poder da CPMI do INSS.
“Sem impeachar, não resolve”
O senador Izalci Lucas (PL-DF), por exemplo, acredita que o STF não permitirá acesso a qualquer documento do Banco Master. “No ano passado, quebramos o sigilo do Daniel Vorcaro na CPMI do INSS, mas não conseguimos ver os documentos” , lembra Izalci, referindo-se à documentação em papel e digital que ficou sob tutela da Presidência do Senado. “Enquanto não houver um impeachment de ministro do STF, nada será liberado” , diz o senador.
Fortalece o discurso
Na visão dos bolsonaristas, o pedido de averiguação do atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) endossa o argumento da família, de que há uma “vingança” contra Bolsonaro. Aliados afirmam que o CFM não saiu em defesa do ex-presidente, mas, sim, da atividade médica. Os profissionais querem se proteger, porque, se uma pessoa idosa sofre uma queda, ela tem que ir imediatamente para o hospital e não aguardar uma decisão de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Eles vão insistir
A avaliação de aliados de Jair Bolsonaro é a de que a indicação da equipe médica da Polícia Federal, de que não havia necessidade de remoção do ex-presidente ao hospital após a queda, demonstra uma certa parcialidade da instituição. Para os bolsonaristas, a PF faz o que o ministro Moraes quer e, no caso da queda, a remoção ao hospital teria que ser imediata.
CURTIDAS

A todo vapor/ O governo federal está investindo em entregas para este ano. Só em Valparaíso I, bairro no Entorno Sul de Brasília, são três condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida (foto).
Enquanto isso, no Ceará…/ A eleição por lá promete ser animada. A confusão começa com o ex-prefeito de Sobral Ivo Gomes rompendo com o governador Elmano de Feitas (PT) e tratando de se recompor com o irmão, Ciro Gomes, que voltou ao PSDB de olho numa candidatura ao governo estadual.
Bomba climática/ Não é apenas o meio ambiente que sofre com as mudanças climáticas, e já tem especialista alertando para a necessidade de preparação do Sistema Único de Saúde. Muitos preveem um ano de ondas de calor intensas e mais frequentes, o que deve levar muitos brasileiros ao sistema por mal-estar causado pelo calor. E também mais diagnósticos de câncer de pele nos próximos anos.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A independência do Banco Central ganha corpo nesta largada de 2026, com a oposição e frentes parlamentares ligadas aos setores produtivo e financeiro em campo para defender o Bacen. O ano legislativo, aliás, tende a começar com pressão total por uma CPMI para investigar o Master e mostrar que os malfeitos estão no banco de Daniel Vorcaro, e não no Banco Central. À coluna, o presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, deputado Domingos Sávio (PL-MG), por exemplo, afirmou que o que está acontecendo com o Brasil é “surpreendente e triste” e, na toada em que se encontra, com o Tribunal de Contas da União entrando nessa história, daqui a pouco vão querer punir um diretor do BC.
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Veja bem/ A oposição, desde já, está cobrando os líderes por indicações ágeis e sérias na formação da CPMI. O medo é que os partidos aliados a Vorcaro segurem a instalação demorando a definir os nomes dos membros ou indicando parlamentares a serviço do banqueiro. Bruno Spada / Câmara dos Deputados Até aqui, tem muita gente considerando esquisita essa pressão do TCU sobre o Banco Central. Ninguém se convenceu ainda de que essa interferência do Tribunal é pelo bem da Nação. Muitos políticos consideram que a atitude vai mais pelo bem de Daniel Vorcaro.
Efeito colateral
Especialistas em relações internacionais consideram que a invasão dos Estados Unidos à Venezuela torna mais difícil a negociação pelo fim da guerra na Ucrânia. “Moscou tende a interpretar essa ação como confirmação de uma postura mais intervencionista de Washington, o que endurece posições e reduz o espaço político para concessões na guerra contra a Ucrânia. As negociações não acabam formalmente, mas entram em modo de congelamento prolongado”, avalia o professor João Vitor Cândido.
Há discurso
Na visão de João Vitor Cândido, uma ameaça ao Brasil vinda dos EUA não está descartada a longo prazo, mas de outra forma: “O discurso de segurança transnacional dos EUA tende a se ampliar, especialmente no combate ao narcotráfico, crime organizado e financiamento ilícito. O risco não é militar, mas político e jurídico, com maior pressão por cooperação, enquadramentos legais mais duros e vigilância internacional. O Brasil será cobrado como ator-chave regional, não como alvo, desde que mantenha controle institucional e cooperação ativa”, disse.
Lula quer é paz
Defensor ferrenho da soberania dos países, o presidente Lula repisará esse discurso, mas buscará o diálogo com os Estados Unidos e com todas as nações. Especialmente, neste ano eleitoral. A fala de 8 de janeiro será incisiva no quesito soberania, mas, na avaliação do Planalto, não pode ser confundida com bater de frente com Donald Trump. Isso Lula não fará.
Legislativo combativo
Ainda de recesso, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado Filipe Barros (PL-PR), se prepara para convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor especial Celso Amorim, para “dar esclarecimentos quanto ao posicionamento do Poder Executivo” no Conselho de Segurança da ONU nesta semana.
CURTIDAS

Última agenda?/ Na iminência de deixar o Ministério da Justiça, o ministro Ricardo Lewandowski pretende fazer da cerimônia dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro sua última agenda oficial de governo. Fontes afirmam que Lewandowski pode deixar a pasta ainda nesta sexta-feira.
Neutralidade/ Tem um objetivo político as ausências do presidente da Câmara, Hugo Motta (foto), do Republicanos, e do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), nos atos desta quinta-feira para relembrar o 8 de Janeiro de 2023. É que ambos pretendem conquistar os votos da direita para a reeleição, em outubro. E, sabe como é, enquanto o cenário eleitoral estiver nebuloso, eles vão jogar nas duas pontas e tentar se firmar ao centro.
Aliás…/ Motta vê surgir adversários por todos os lados. No PP, tem muita gente apostando no nome do líder Doutor Luizinho (RJ) para concorrer no lugar de Hugo.
Bolsonarismo em fúria/ O acidente com o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a madrugada de terça-feira na sala da Polícia Federal onde está preso deixou os aliados alertas e bravos. Segundo os bolsonaristas, houve boicote à saúde de Bolsonaro. “É um absurdo o que está sendo feito com o presidente”, disse à coluna o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB).
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
As narrativas nas redes sociais não deixam dúvidas sobre a primeira estratégia dos bolsonaristas para 2026: espalhar aos quatro ventos que Maduro é Lula e Lula é Maduro. Ainda que a invasão à Venezuela pelos Estados Unidos e a prisão de Maduro tenham sido feitas em total desrespeito às leis e aos tratados internacionais, a ideia dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato Flávio Bolsonaro será usar essa crise para tentar empatar o jogo depois do desastre da disputa envolvendo o tarifaço. Ali, Lula venceu o embate e ganhou muitos pontos ao manter a soberania que levou à negociação das tarifas.

A aposta do governo brasileiro é de que, até outubro, esse tema ficará em segundo plano. Porém, como seguro morreu de velho, o plano é manter em alto e bom som o discurso de defesa da soberania, da mesma forma como Lula trabalhou na questão das tarifas. Ali, deu resultado. Lula não rompeu relações com os Estados Unidos naquela ocasião e não o fará por causa da Venezuela. A ordem é cuidar mais da vida no Brasil do que se preocupar com o futuro do vizinho.
Recesso total
Lá se vão mais de 72 horas da operação dos Estados Unidos na Venezuela, e o Poder Legislativo do Brasil se mantém alheio a tudo. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não fizeram qualquer comunicado, nem sobre a crise no país vizinho, nem a respeito da confirmação de presença nas solenidades para marcar os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Chapa quase fechada
Muita gente tem dito que o palanque de João Campos (PSB) para o governo de Pernambuco ainda está recheado de incógnitas. Porém, nos bastidores, o que se diz é que os dois candidatos ao Senado estão definidos: o senador Humberto Costa (PT) concorrerá à reeleição, e a outra vaga ficará com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho. Falta só o nome do candidato a vice.
Esquerda unida
Os partidos de esquerda não fazem questão de ter nomes do PT para o Senado e o governo no Rio Grande do Sul. A legenda vai lançar o ex-deputado Edegar Pretto para o Palácio Piratini e apoiar o deputado Paulo Pimenta ao Senado. O outro nome será Manuela d’Ávila. Para vice-governador, a indicação ficará a cargo do PDT.
“Erro grave”
Tem quem diga nos bastidores que, ao apostar em Paulo Pimenta e não na reeleição do senador Paulo Paim, o PT comete um “erro gravíssimo”. Na avaliação de aliados da legenda no estado, Pimenta é considerado um voto radical. Paim tem capilaridade maior por conseguir votos no centro e até na direita.
CURTIDAS

Sem RSVP I/ O PT não deu nenhum tipo de instrução cobrando a presença dos parlamentares da legenda nos atos desta quinta-feira, 8 de janeiro. À coluna, integrantes do partido disseram que foram enviados apenas convites, e comparece quem puder e quiser. Em seus canais oficiais, o PT colocou um vídeo do presidente Lula, mas sem uma convocação obrigatória.
Sem RSVP II/ Para o ato simbólico no Planalto, muitos ministros ainda não decidiram se vão. Até o fechamento desta edição, estavam confirmados Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Ricardo Lewandowski (Justiça), Carlos Fávaro (Agricultura), Márcia Lopes (Mulheres), Marina Silva (Meio Ambiente), Camilo Santana (Educação), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), Wolney Queiroz (Previdência Social), Anielle Franco (Igualdade Racial) e José Múcio (Defesa).
Modo avião/ Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet (foto), estão oficialmente em férias, descansando para as cobranças futuras de um ano que promete ser tenso e tumultuado.
Dia de Reis/ Hoje é dia de galette des rois, a torta francesa que traz sorte àquela pessoa que encontrar o objeto de porcelana no seu pedaço. Se você não ganhou na Mega-Sena da Virada, pode tentar a sorte aí, enquanto desmonta a árvore de Natal.











