Riscos extremos

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Com a renovação do “emergency act” contra o Brasil publicada no Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, chovem memes nas redes sociais, em especial, no WhatsApp, insinuando o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tal e qual os norte-americanos fizeram com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Até aqui, essas postagens não têm qualquer relação com a verdade ou ações dos Estados Unidos. Porém, os que receiam o caos são unânimes em afirmar que o governo brasileiro tem que estar preparado para tudo.

Faca de dois gumes/ Qualquer ação mais radical de Donald Trump, porém, tende a jogar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no mesmo gueto que levou seu pai a perder a eleição em 2022. Naquele período, as ações radicais de apoiadores às vésperas do pleito — como, por exemplo, a então deputada Carla Zambelli correndo pelas ruas de São Paulo de arma em punho em perseguição a um apoiador de Lula — foram vistas pelos próprios aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como algo que reduziu a ampla diferença que ele teria para o petista em São Paulo. Se o governo Trump praticar qualquer ação extremista, Flávio terá novas dificuldades pela frente.

Cada um com seu cada qual

Com os excelentes índices apresentados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no levantamento da Quaest, é nele que Flávio terá que ancorar sua candidatura para ampliar a diferença em relação a Lula. Já o adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), e Lula terão que colar suas campanhas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram a corrida paulista para o Senado.

Por falar em Tarcísio…

O presidente do Republicanos no Distrito Federal, Joaquim Mauro, não esconde de ninguém que Tarcísio era o “mais preparado” para concorrer ao Palácio do Planalto. Porém, “há fatores políticos que estão acima do mundo ideal”, afirmou em entrevista ao CB.Poder.

Porta de saída

Ao dizer que será candidato a governador de qualquer jeito, o senador Cleitinho (Republicanos) corre o risco de terminar expulso do partido. Apesar do luto pelo falecimento do irmão, em 18 de julho, o partido esperava uma satisfação aos correligionários, que esperavam há meses por uma resposta. Para completar, Cleitinho, agora, chamou os partidários de “vagabundos”.

Ainda tem muito chão

A Polícia Federal ainda não concluiu as análises de todos os telefones do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Falta avaliar o conteúdo de três aparelhos, o que só aumenta o suspense entre os candidatos a estas eleições — e em todos os partidos.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Polarização eterna/ A eleição de 2026 mal começou e alguns políticos já anteveem que o mano a mano entre uma direita mais radical e a esquerda não vai passar tão cedo. Depois de Lula e os Bolsonaro, a próxima aposta é Nikolas Ferreira (PL-MG) versus João Campos (PSB-PE).

Por falar em Minas…/ Por lá, se diz que o senador Cleitinho está igual à famosa frase de José Saramago sobre o desencontro amoroso em “História do Cerco de Lisboa”: “Quando me querias, eu não te quis. Quando eu queria, não me quiseste. Quando quisemos, a vida não quis.” A vida, no caso, é o partido Republicanos.

Um adesivo de eliminação/ O adesivo redondo escrito “anti Manu” que o deputado Zucco (PL-RS) exibia no peito, com um X sobre o rosto da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D’Ávila, era da pré-candidata a deputada federal Júlia Zardo (Novo, foto). Num tom agressivo no Instagram pessoal, ela disse que trata-se de uma crítica a tudo que Manuela representa. Fez questão de colar o adesivo no peito e afirmou que seu nome havia sido apagado da reclamação feita pelo PSol. Citou, ainda, que há muros pichados em Porto Alegre coma inscrição “nocaute à extrema direta”, onde aparece o nome da ex-deputada Luciana Genro.

Em tempo/ Uma candidata a deputada federal começar a campanha ao Parlamento, a Casa do diálogo, com o adesivo “anti” qualquer pessoa, e com um x sobre o rosto de uma adversária política, corre o risco de queimar a largada.

Bolsonaros abandonaram o Rio

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 29 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Essa frase será muito ouvida nas campanhas dos adversários da família Bolsonaro no nível estadual e federal. O fato de todos os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro terem deixado o Rio de Janeiro para outros voos — inclusive o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina — reforçará esse discurso. Ainda que Rogéria Bolsonaro, a ex-mulher de Bolsonaro, mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente, seja cotada como candidata a deputada federal pelo PL e use o sobrenome do ex-marido, não será a mesma coisa. Até porque nenhum dos filhos conseguirá acompanhá-la diariamente na campanha. Não por acaso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Rio de Janeiro nessa terça-feira. É um dos estados em que Bolsonaro nadou de braçada em 2022.

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Calcanhar de Aquiles/ O tema segurança pública também não será um mar de rosas para Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, por causa do enfrentamento do crime organizado no estado. “Um aliado principal de Flávio, o ex-governador do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), e os seus aliados de forma geral no Rio de Janeiro, estão profundamente imbricados num estado onde a questão da segurança está longe de ter sido enfrentada com a eficiência necessária”, comentou o cientista político Antônio Lavareda, em recente almoço do grupo Lide (Líderes Empresariais).

Ponto para Flávio

O Ranking dos Políticos foi acampo verificar quais os reflexos eleitorais da decisão dos Estados Unidos de classificar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na Câmara, 73,6% dos deputados acreditam que Flávio Bolsonaro (PL) é mais beneficiado. No Senado, esse percentual aumenta para 78,6%. O levantamento mostra que até na esquerda há essa percepção: 11,5% de deputados e 28,6% dos senadores desse viés político afirmaram que Flávio capitaliza mais.

Aposta eleitoral

A Polymarket, maior plataforma de mercado de previsões (prediction market) baseada em criptomoedas do mundo, anunciou que as chances de reeleição de Lula dispararam para um recorde histórico de 63% entre os seus usuários. Na plataforma, os apostadores compram tokens de “sim” ou “não” e, caso o desfecho escolhido se concretize, as pessoas podem trocar as criptomoedas pelo valor proporcional ao total apostado.

Plano B em curso

Como forma de contornar a falta de palanques nas disputas para os governos estaduais, os candidatos à corrida presidencial planejam compartilhar os comícios e caminhadas dos correligionários que concorrem às vagas no Legislativo. Assim, os presidenciáveis conseguem viabilizar campanhas em estados, mesmo sem a chapa completa. Antes de entrar para a sabatina do Correio, Ronaldo Caiado deixou claro que contará mais com os deputados do PSD e o seu vice, Gilberto Kassab, do que com Tarcísio de Freitas.

CURTIDAS

Crédito: Gil Ferreira/Agência CNJ

Olho no Joaquim/ O futuro político de Joaquim Barbosa (foto) é mais um dos vários suspenses que rondam as eleições deste ano. Ele deixou para a última semana a decisão sobre uma candidatura a vice-presidente, em parceria com outro mineiro, o ex-governador de Minas Romeu Zema, que oficializou seu nome ao Planalto.

“Não sou pão de queijo para me meterem conversa de dois mineiros” João Caldas, presidente do Democracia Cristã, numa conversa com a coluna em que foi incisivo ao dizer que se Joaquim Barbosa topar ser vice de Zema, está feito

Todos têm meta/ Não existe um só partido sem projeções eleitorais. O Novo, por exemplo, calcula conseguir eleger três senadores e de 10 a 15deputados federais.

Hora H/ Pré-candidatos e candidatos com baixa expressão em pesquisas de intenção de votos apostam nos debates como momento de virada entre o eleitorado brasileiro. O que mais defendem é que, ao serem escutados, os indecisos e eleitores que desejam uma opção à polarização do PT e PL vão, finalmente, se ver representados na disputa.

Coreia e Brasil/ Depois do forró no Alvorada, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jaemyung, saiu-se com esta, ao referir-se à proximidade que está criando com Lula: “Nos tornamos uma relação em que ‘como tem passado?’ soa mais natural do que ‘prazer em conhecê-lo’”. Vale lembrar que, na visita de Lula e da primeira-dama Janja à Coreia, o uso do “hanbok” (traje típico coreano) por Janja foi considerado uma deferência positiva às tradições daquele país.

Um problema para Flávio

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Por mais que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, insista numa chapa com um integrante do Republicanos de vice, esse casamento partidário está para lá de difícil — e o motivo principal nem é o peso de Lula no Nordeste. É a entrada do senador e filho 01 nas igrejas evangélicas Brasil afora sem pedir bênção a ninguém. Esse é o principal motivo apontado nas conversas mais reservadas dentro do partido.

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Demorou demais/ Obviamente, somam-se a isso as parcerias fechadas pelo Republicanos com outros candidatos ao Planalto Brasil afora. Vale lembrar que, na primeira campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994,o então presidente do extinto PFL, Jorge Bornhausen, que iria indicar o vice em abril daquele ano, cobrou dos tucanos que se esforçassem para apoiar os candidatos pefelistas e recusassem outros parceiros. Houve tempo de corrigir algumas rotas, mas não todas. No caso do Republicanos, a avaliação é de que Flávio demorou demais. Tratou o partido como “sobra”, uma vez que outros movimentos fracassaram. E agora é tarde. A legenda caminha para anunciar a neutralidade, tal e qual a federação União Progressista e o MDB.

“Quem é esse cara?!”

A pergunta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva referindo-se ao presidente Javier Milei, logo depois que tomou conhecimento das críticas e acusações feitas pelo argentino. No Planalto, a avaliação é de que Milei quer chamar Lula para o ringue a fim de se cacifar para ser o interlocutor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul, caso Flávio Bolsonaro perca a eleição.

Respostas institucionais, mas…

Lula está decidido a não cair nas provocações de Milei. A intenção, conforme avaliam assessores palacianos, é o presidente ficar quieto e “não bater palma para maluco dançar”. Obviamente, no calor de um discurso de improviso num palanque, vai ser difícil cumprir a própria determinação.

Enquanto isso, no Itamaraty…

As medidas oficiais a respeito do comportamento de Milei ainda serão decididas em um novo encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli. O desta semana foi apenas para troca de ideias.

Meta robusta

A neutralidade do MDB na eleição presidencial deste ano vem no sentido de criar condições para a eleição de 50 deputados federais e algo entre 10 e 12 senadores. Em Alagoas, por exemplo, o partido está aliado a Lula, mas, em Goiás, a Ronaldo Caiado (PSD). E em São Paulo, o partido apoia Flávio Bolsonaro (PL).

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Crédito: Instagram/Manuela D’Ávila

Adesivo agressivo/ A campanha do deputado Zucco, em Porto Alegre, começa com um adesivo que entrou no perigoso terreno da violência contra a mulher. Diz “Seja Anti Manu Ela”, com o rosto da ex-deputada Manuela D’Ávila riscado com um X (foto). A bancada feminina na Câmara dos Deputados não gostou. Até deputadas do PL consideram a postura de muito mau gosto.

Mais uma escanteada/ Filiada ao partido Novo e mãe de João Giffoni, um dos presos do 8 de Janeiro, a pedagoga Theresa Vale contava com uma candidatura de deputada federal no DF. Só descobriu que estava fora da nominata na convenção local. Ela culpa o candidato a governador Kiko Caputo: “Soube que meu nome saiu porque o partido decidiu lançar candidato a governador. Como usa a dor de uma mãe, faz palanque comigo e, depois, me descarta sem nenhuma explicação?”, reclamou.

Não é a única/ Antes de Theresa Vale, Sílvia Waiãpi, no Amapá, teve a mesma surpresa na convenção local do PL. E ninguém duvida deque outras mulheres correm o risco de ter a mesma surpresa na hora de conferir as nominatas.

Batalha das urnas

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Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 26 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A decisão do Ministério de Relações Exteriores (Itamaray), de não conceder vistos a dois observadores do Departamento de Estado dos Estados Unidos às eleições deste ano no Brasil, vem depois de uma série de movimentos para desacreditar as urnas eletrônicas, antes mesmo do pleito. O primeiro deles foi uma reunião na semana passada em que o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, criticou as urnas e ainda mencionou, sem qualquer base na verdade, que as urnas brasileiras vêm de uma empresa envolvida em fraudes na eleição venezuelana. A fala de Flávio foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia se pronunciado a respeito em 2020. O ex-policial e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, dois dias depois, foi na mesma toada. A suspeita das autoridades brasileiras é a de que os dois enviados do governo Trump viriam ao Brasil justamente para, junto às declarações de Eduardo e Flávio, preparar terreno para, em caso de derrota de Flávio, questionar a integridade das urnas.

Crédito: Valdo Virgo

Vale lembrar

No site da Casa Branca, o modelo de identificação dos eleitores feito no Brasil, por biometria, é inclusive citado como exemplo para evitar que quem não é cidadão brasileiro possa votar. Apesar disso, entre os integrantes do TSE, muita gente acredita que outras tentativas de desacreditar as eleições vão aparecer. Especialmente, se Flávio derreter nas pesquisas de intenção de voto. Até aqui, porém, Flávio tem superado todas as crises com resiliência. Conseguiu chegar ao final de julho como o candidato oficial quando muitos duvidavam. Agora, começa a próxima batalha.

Incomodou…

Esquecido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no discurso de abertura da convenção nacional da legenda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem causado certo desconforto no partido de Flávio Bolsonaro. É que, nas últimas semanas, Tarcísio se reaproximou do presidente do PSD, Gilberto Kassab. Muitos bolsonaristas acreditam que o governador fará campanha em carreira-solo e só abraçará a campanha de Flávio quando o candidato estiver em São Paulo.

…e dividiu

Kassab colocou em suas redes uma foto ao lado de Caiado e outra ao lado de Tarcísio, o que incomodou o PL. Oficializado hoje candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) ao Planalto, Kassab ainda aproveitou para dizer com todas as letras que apoia Tarcísio sem exigir nada em troca. Ou seja, se o governador não aparecer na convenção de hoje, está tudo certo.

Por falar em Caiado…

Ronaldo Caiado adotou o tom certo nessa primeira etapa da campanha: Agora, é duelar mais com Flávio Bolsonaro do que com Lula para tentar ultrapassar o filho de Bolsonaro no eleitorado de direita e de centro. E, assim, num segundo turno, ir para o mano a mano contra o petista.

… o desafio está posto

A avaliação de muitos aliados do candidato do PSD é a de que, o candidato de centro-direita que conseguir se aproximar de Flávio até meados de setembro chega ao segundo turno no lugar de Zero Um.

CURTIDAS

Crédito: Ricardo Stuckert /PR

Olho no chapéu I/ Nos bastidores do Planalto, há uma brincadeira relacionando o chapéu do presidente Lula (foto) ao seu humor. Quando o presidente usa o adereço de cor clara, é porque ele está no modo “paz e amor”. Quando escolhe o chapéu preto, é porque está irritado com algo — inclusive, os dois momentos mais “agressivos” de Lula foram justamente com o chapéu preto.

Olho no chapéu II/ No início de julho, o presidente estava de chapéu preto, quando fez um gesto obsceno ao rebater o argumento de que “pobre não gosta de coisa boa”. E ontem, Lula usava o mesmo acessório quando comentou o envio de dois funcionários do governo dos Estados Unidos para o Brasil para falar da credibilidade das urnas. “Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições”, disse.

Enquanto isso no Pacaembu…/ O presidente da Argentina, Javier Milei, discursou por tanto tempo, que as autoridades no palco não conseguiram ficar quietas, nem prestar atenção total. Lá pela metade, alguns já estavam fazendo selfies com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ou distraídos em conversas paralelas e videochamadas.

Os políticos registraram/ Candidata ao Senado por Santa Catarina, Carol de Toni fez questão de comparecer à convenção nacional do PL, enquanto Carlos Bolsonaro, o outro candidato da chapa, mandou um vídeo e não foi até São Paulo abraçar o irmão. As lágrimas de Flávio deixaram a impressão de que brigas antiga de família pesaram na decisão e não comparecer mas o vídeo indicou uma aproximação entre eles.

Por enquanto, uma trégua

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Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 25 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficializa hoje sua candidatura ao Planalto sem a certeza de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro estará de corpo e alma nesse projeto. É que, até aqui, Flávio cedeu apenas em parte aos pedidos dela. Falta acertar os palanques regionais que serviram de estopim da crise entre eles, especialmente, no Ceará. Se a voz de Michelle não for ouvida ao longo da campanha — aliás, o que se diz é que Flávio ouve pouco os conselhos que recebe de seus aliados — será difícil essa pacificação durar até 4 de outubro, quando os brasileiros irão às urnas escolher quem governará o país pelos próximos quatro anos.

O que interessa a Flávio… / É a foto. Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaroafirmaram à coluna que o encontro público entre ela e Flávio Bolsonaro está previsto para 2de agosto, na convenção do PL-DF, em Brasília. Feita a foto, as imagens serão cruciais paramostrar que está tudo bem. Pelo menos, até a próxima crise.

Master delação

Das três possíveis delações premiadas no caso do Banco Master, apenas a do advogado Daniel Monteiro, preso em São Paulo, tem caminhado junto à Polícia Federal. Dentro da corporação, o que se diz é que, se há silêncio, é porque está dando certo. Já Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, enfrentam dificuldades em colaborar com a PF pela redução de suas penas.

Tendências

Em conversas reservadas, o que se diz é que Paulo Henrique Costa ainda tem chances de conseguir um acordo. A Polícia Federal considera o ex-presidente do BRB peça-chave sobre o envolvimento de autoridades do Distrito Federal no esquema.

Missão agro…

Cansado de esperar uma posição de destaque nas campanhas do centrão, o agro começa a olhar com bons olhos e recursos o Missão, partido que surgiu a partir do Movimento Brasil Livre (MBL). É ali que muitos dos representantes do agronegócio pensam em fincar raízes num futuro próximo.

… e discursos

Essa aproximação levou, inclusive, o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, a modular o seu discurso em favor do setor. Esta semana, por exemplo, no Mato Grosso, foi incisivo ao defender o agronegócio, narrativa que vai se repetir Brasil afora.

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Crédito: reprodução/redes sociais

Desunião Progressista/ Não é apenas no Maranhão que a federação entre o União Brasil e o Progressistas enfrenta impasses. No Mato Grosso, por exemplo, o senador Jaime Campos (União-MT) queria sair ao governo, mas o PP e parte do União apoiam a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos). O ex-governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado e presidente do União Brasil, apoia Pivetta. A convenção regional será na próxima quinta-feira. Até lá, o estica-e-puxa continua.

Contra os “vermelhos”/ A campanha do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro faz uma alusão ao PT no post de divulgação da convenção nacional do PL, convocada para hoje, em São Paulo. No vídeo feito por inteligência artificial, uma voz chama o senador e diz: “Você precisa salvar o Brasil dos vermelhos”. O senador questiona se seria o Comando Vermelho e a voz diz: “Não exatamente, mas tão perigoso quanto”.

Onde Flávio vai atacar Lula/ O vídeo mostra o presidente da Argentina, Javier Milei, juntando-se a Flávio para a convenção (foto). Ambos aparecem no estádio lotado, que vai se transformando num outdoor na Avenida des Champs-Élysées, em Paris. Ali, surgem o presidente Lula e a primeira-dama Janja caminhando juntos, com as mãos cheias de sacolas azul Tiffany, observando com preocupação o evento do PL.

O desafio de Caiado/ O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) adotou uma estratégia para enfrentar o desconhecimento de seu nome pelo Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, a narração afirma: “O homem que pode mudar o Brasil, talvez seja o único que ainda não apareceu no seu feed”. E completa: “Caiado não foi fabricado pelo algoritmo. É um cara de trabalho e verdade”.

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Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, PP, Senado, Tarifaço de Trump

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 22 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

A depender do desejo da senadora Tereza Cristina, o pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro pode buscar outro nome para compor a chapa na vaga de vice. No universo do agro Brasil afora, Tereza é citada como uma promissora candidata à Presidência da República e não uma fotografia ao lado do filho do ex-presidente da República para tentar atrair o eleitorado feminino. Tereza tem currículo de sobra. Foi ministra da Agricultura no desafiador período da pandemia de covid 19 e manteve o setor em pleno funcionamento. No Senado, relatou ainda projetos importantes e de difícil acordo e chegou lá. Ultimamente, fundou o instituto Diálogos para debate dos problemas nacionais. Se o PL quiser apoiá-la ao Planalto, muito bem. Porém, os Bolsonaro querem apenas quem tenha o sobrenome da família na cabeça de chapa.

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Um baú de dificuldades/ Flávio continua com os mesmos problemas para ampliar o leque de partidos ao seu redor. O União Brasil e o Progressistas formam uma federação e quer ter liberdade para compor chapa nos estados e, assim, eleger deputados federais. O Republicanos caminha nessa mesma toada, com um grupo fechado com Lula, uma perna com Caiado e um braço com Flávio Bolsonaro.

Soberania

O tom do presidente Lula durante a Convenção Partidária Nacional do PDT foi lido como um “esquenta” da linha a ser usada na campanha à reeleição. Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destacou a defesa da sobera nianacional. Os bolsonaristas podem se preparar, porque esse será um dos eixos da campanha presidencial.

Por falar em Trump…

O Instituto Indexa Pesquisas detectou em seu último levantamento que 30% dos entrevistados culpam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas novas tarifas; 28% responsabilizam o presidente Lula; 17% responsabilizam o presidente norte-americano Donald Trump. Apenas 12% entendem que os três compartilham igualmente a responsabilidade; 13% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa está registrada no TSE com o Código BR-02904/2026.

Reflexos do tarifaço

Um terço dos entrevistados (33%), porém, considera que nem Lula nem Flávio Bolsonaro terão ganhos eleitorais com o episódio das tarifas. Enquanto 25% avaliam que Lula tema ganhar, outros 18% afirmam que a balança penderá mais para Flávio. Quanto às atitudes de Lula nessa seara, 36% acreditam que Lula agiu corretamente e outros 31% julgam que o presidente não representou adequadamente os interesses nacionais.

Suspense até o fim

O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB) só decidirá seu caminho nesta temporada eleitoral em 5 de agosto, último dia para definição de candidaturas. Não descarta sequer o apoio a Lula. Hoje, transita em todos os campos, do PL ao PT. Só tem um probleminha: ao governo de Alagoas, o candidato de Lula é Renan Filho (MDB), a quem o presidente trata quase como um filho.

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Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Tal e qual Melania/ A modalidade de green card que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro recebeu nos EUA é igual àquele obtido pela primeira-dama Melania Trump. Mrs. Trump, de acordo com reportagem do Washington Post, tem o EB-1 visa desde 2001. Esse visto é conhecido como “Einstein Visa” por ser concedido a pessoas com “habilidades extraordinárias”. Agora, quem recebe é Eduardo, o 03 de Jair Bolsonaro.

Quantos votos isso dá?/ A avaliação entre deputados do próprio PL é a de que o green card de Eduardo Bolsonaro não rende votos a Flávio Bolsonaro. O que poderia render, avaliam alguns, seria qualquer gesto de defesa das mulheres brasileiras, depois do episódio em que o empresário Paolo Zampolli, enviado especial para negócios globais do governo Donald Trump, chamou as brasileiras de “programadas para causar confusão” e “raça maldita”.

Ficou por isso mesmo/ Zampolli foi casado com a brasileira Amanda Ungaro, que terminou deportada em outubro do ano passado, após acusar o ex-marido de violência doméstica e abuso sexual. Na época das declarações contra as brasileiras, a Câmara aprovou uma moção, considerando Zampolli persona non grata. Os bolsonaristas nos Estados Unidos não fizeram qualquer gesto em defesa das mulheres do Brasil. O Partido Novo votou contra a proposta aprovada na Câmara.

Ex-ministro na campanha/ Aos poucos, os ex-integrantes do ministério de Lula vão fechando seus palanques Brasil afora. Celso Sabino (foto), ex-ministro do Turismo, teve a candidatura ao Senado confirmada durante a convenção partidária do PDT esta semana. Sabino apoiará Lula ao Planalto em palanque diferente daquele em que estará o ex-governador Helder Barbalho (MDB).

Tarifaço: negociações só depois da eleição

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A ordem agora no governo brasileiro é dialogar com cada setor afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos, de forma a tentar reduzir os danos. Porém, negociação direta com os norte-americanos só mesmo depois das eleições. A ideia é repisar que o tarifaço é, na verdade, um “Tariflávio”, numa referência ao pré-candidato do PL à Presidência da República, que, quando das primeiras tarifas, no ano passado, elogiou a atitude dos Estados Unidos e, agora, amplia as críticas a Lula sem atacar diretamente o governo de Donald Trump pela decisão. Flávio, por sua vez, promete enfatizar o “PT — o partido do tarifaço”. O tema vai tomar conta deste período de pré-campanha justamente na largada das convenções. No entanto, a avaliação de aliados de Flávio é de que, a partir de agosto, a segurança pública ainda prevalecerá sobre esse assunto das tarifas, em que o senador do PL espera ter mais vantagem sobre o presidente Lula.

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Divisor de águas/ A nota divulgada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) a respeito das tarifas, com críticas às negociações por parte do governo brasileiro, deixou claro que a instituição não apoiará a reeleição de Lula. A dúvida de muitos empresários é se abraça Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro, a quem muitos paulistas têm forte resistência.

Pouco a apresentar

Até os deputados do PL titubeiam na hora de elencar os trabalhos de destaque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Parlamento. Este ano, ele não relatou qualquer proposta importante e votou de forma presencial apenas sete vezes, conforme levantamento da coluna no portal do Senado.

Um defensor inesperado

Especialista em Orçamento, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi, dia desses, à tribuna defender o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), adversário ferrenho de seu partido no estado. Rocha tem dito que Dino está certo em cobrar transparência e foi incisivo ao dizer que, no MDB, presidente de partido não pede emendas a demais parlamentares. “No MDB não tem disso. Isso e coisa de partido que tem dono.”

E a reforma tributária, hein?

Estudo da consultoria fiscal V369, que analisou 6,4 milhões de notas fiscais, mostra que 66,2% desses documentos têm inconsistências que podem comprometer o crédito de IBS e CBS, previsto na reforma tributária. A advogada tributarista e coordenadora do MBA em gestão tributária da Trevisan Escola de Negócios, Elizabeth Martos, adverte: “A partir de 1º de agosto, encerram-se as flexibilizações e passam a produzir efeitos as penalidades pelo descumprimento das novas obrigações acessórias. Em 3 de agosto, os sistemas passarão a rejeitar os documentos fiscais eletrônicos emitidos sem os campos obrigatórios de IBS e CBS”.

Origem de tudo

O estudo demonstra que a origem do erro nas notas fiscais ocorre no começo do processo, na compra de materiais com os fornecedores, que não estão preenchendo o campo obrigatório de IBS e CBS. “Se o documento for rejeitado e a operação ocorrer sem documento fiscal válido, há risco de agravamento das penalidades e da responsabilização do contribuinte”, ressalta Martos.

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Crédito: Reprodução/Instagram

Atrás delas/ Com o crescimento do eleitorado feminino, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques de forma a tentar alavancar sua empatia com as mulheres. No início, 2,8 mil pessoas acompanhavam a live.

Compensa aí/ Brigado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), Flávio quer transformar Daniela em sua grande ponte com as eleitoras brasileiras.

Proteção dos jovens/ O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no ambiente digital — lei que protege meninas e meninos na internet — completa quatro meses de vigência e, até aqui, o iFood é a única plataforma de delivery a cumprir as exigências do ECA. À coluna, o Ministério da Justiça justificou a classificação: é que o aplicativo “apresentou comprovação de bloqueio de acesso para crianças e adolescentes não acessarem funcionalidades permitidas exclusivamente para adultos e, por isso, recebeu reclassificação indicativa como não recomendado para menores de 14 anos”, afirmou.

O perfil de vice para Flávio

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Caio Gomez

O PL deixará nas mãos do senador Flávio Bolsonaro a escolha do nome que o acompanhará na vaga de candidato à vice-presidência da República. Só vai ponderar que o escolhido tenha votos. Se essa premissa for levada ao pé da letra, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques ficará dedicada ao programa de governo. Afinal, nunca concorreu a qualquer mandato eletivo. A senadora Tereza Cristina, que tem votos e prestígio, é pré- candidata a presidente do Senado. E se colocou exatamente para sair desse imbróglio, especialmente depois de Flávio se referir à parlamentar como “vozinha”. Embora tenha tentado justificar, dizendo que ela lhe lembrava a sua avó, a fala foi vista como machista e “etarista” até por parlamentares do próprio PL. A tendência hoje é chapa pura.

Tensão só aumenta

Os partidos estão meio zonzos diante da decisão do ministro Flávio Dino de cobrar que todos se expliquem sobre as indicações de emendas parlamentares. A nota do MDB, por exemplo, afirma que “o jurídico está analisando como se posicionar, pois — via de regra — é evidente que emenda é prerrogativa só de parlamentar”. PSol e Novo negaram veementemente o uso desse tipo de prática. Os demais também se mostraram indignados, mas ninguém pretende descumprir a ordem do ministro do STF.

Quem procura…

… acha. Deputados de partidos de esquerda preparam um requerimento de informação para saber exatamente onde Tuca está trabalhando neste momento. No site de consulta do sistema da Câmara dos Deputados, a servidora aparece lotada na Diretoria Administrativa, mas não especifica em qual departamento. Esses parlamentares acreditam que, pela lógica, ela deveria estar no Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade, mas quem telefona para lá é informado que não há nenhuma Mariângela Fialek trabalhando ali.

Segue o fio

Parlamentares querem entender a função que Tuca exercia e para quem ela respondia dentro da Casa, afinal, até agora já foi descoberto que a servidora cuidava de emendas do Progressistas, PL e Republicanos. Deputados desejam entender como funciona o sistema de sugestão e até que ponto Tuca apenas “realizava seu trabalho técnico”.

E as pesquisas, hein?

O PT respirou aliviado com a melhora da aprovação do presidente Lula apontada na pesquisa Genial/Quaest divulgada esta semana. Porém a avaliação interna é de que não dá para o petista se deitar em berço esplêndido. Não pode haver erros. Nem de Lula, nem de seus principais aliados. Vale lembrar que ele ganhou por uma pequena diferença em 2022.

Ainda tem jogo

Os eleitores de direita não bolsonaristas que, na pesquisa espontânea, afirmam votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno caíram de 44% para 32% entre junho e julho. No meio bolsonarista, a queda foi de cinco pontos percentuais, de 50% para 45%. Porém, até o momento, esses votos não migraram para Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%) ou outro candidato. Sinal de que, a depender da forma como Flávio levar a sua campanha, podem voltar.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução/YouTube

Onde pega/ Embora o gabinete de Flávio Bolsonaro tenha divulgado uma nota dizendo que o senador não conhece o “Sicário” de Daniel Vorcaro com quem aparece numa foto que circulou na internet, o PL ficou com pé atrás ante a notícia. É que Flávio aparece sem camisa ao lado de Luiz Phillipi Mourão, indicando algo bem diferente das fotos tiradas nas ruas. Há o receio de que se repita o que houve no episódio do encontro com Vorcaro, quando, num primeiro momento, o senador mentiu, dizendo que não havia se encontrado com o banqueiro. Por isso, a ordem agora é aguardar as investigações.

A luta pelo 2222 e pelo 1313/ Em todos os estados, pré-candidatos a uma das vagas de deputado federal pelo PL e pelo PT brigam pelo direito de usar os números dos respectivos partidos na hora de se apresentar ao eleitor. Há uma certeza de que isso ajuda, e muito, a incrementar o número de votos. No PL, Valdemar Costa Neto vai deixar essa questão a ser resolvida por cada estado.

E o Missão?/ A legenda está bem otimista com as eleições deste ano. O foco do partido é crescer as bandas estaduais e federais, principalmente a da Câmara dos Deputados. Pela conta dos dirigentes, em um cenário pessimista, a legenda deve eleger quatro deputados em São Paulo, e eles consideram que no estado cinco pré-candidatos têm projeção relevante.

Lembrança dos tucanos/ Ao dizer, em entrevista ao portal Uol, que a sociedade brasileira “nunca teve uma primeira- dama que trabalhasse efetivamente”, Janja Lula da Silva (foto) se esqueceu dos anos 1990, em que Ruth Cardoso, professora e intelectual, trabalhava, e muito, conforme lembram os representantes do PSDB que conviveram com a primeira-dama no governo Fernando Henrique Cardoso. Aliás, quando Lula foi eleito pela primeira vez, Fernando Henrique e D. Ruth receberam o casal Lula e Marisa Letícia para jantar e mostrar as dependências do Palácio da Alvorada. Um exemplo de respeito à democracia e ao voto do povo brasileiro.

O foco do MDB

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 9 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

O comando nacional do MDB não foi sequer informado de que o ex-governador Ibaneis Rocha desistira da candidatura ao Senado. Nem sequer um telefonema, mesmo depois de o presidente do partido, deputado Baleia Rossi, ter reunido a Executiva Nacional para anunciar que fecharia questão em prol da inclusão de Ibaneis na chapa da governadora Celina Leão como candidato a um mandato de senador. Porém, não tem briga, nem mágoas nessa relação. O que o MDB deseja mesmo é ampliar o número de deputados federais e, neste quesito, a avaliação é a de que Ibaneis pode ajudar.

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Às contas/ A expectativa dos emedebistas hoje é eleger um deputado federal e, se tiver sorte, obter metade dos votos para conquistar uma segunda vaga. Se Ibaneis topar ser candidato a deputado, acreditam integrantes da Executiva Nacional, esta segunda vaga estaria garantida.

Ajude a Teresa

A primeira missão de Camilo Santana como líder do PT no Senado será dar assistência à nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão. Recém-chegada ao cargo, ela está “vendida” nas negociações. Esta semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou a votação do Profértil, aprovado na Câmara após acordo com o governo, porque ela disse não ter sido informada desse acordo — o que ela sabia é que o governo era contrário à matéria.

Ficou ruim

Alcolumbre manteve a urgência do projeto, mas retirou da pauta em consideração à líder. Porém, o presidente da Casa chegou a usar a expressão “caiu de paraquedas” para se referir à forma como Teresa vem agindo na liderança do governo na Casa.

“É agora ou nunca”

É assim que os senadores têm se referido à outra missão de Camilo Santana como líder do PT: promover um encontro entre Alcolumbre e o presidente Lula. Se conseguir, passa no teste de tarimbado para o diálogo. A conversa é crucial para destravar as pautas no Senado, como fim da escala 6×1, terras raras e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da segurança pública.

Só ele

Quem estiver em busca da pacificação entre Michelle Bolsonaro e o enteado pré- candidato ao Planalto deve pedir primeiro uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar. É o único que os dois escutam.

CURTIDAS

Crédito: Agência Senado

Jaques Master/ Eleitores petistas na Bahia não superaram a polêmica envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Durante a Procissão Cívica do 2 de Julho — que celebra a Independência da Bahia, marco da expulsão das tropas portuguesas em 1823 — os eleitores ovacionaram Jerônimo Rodrigues. Mas quando Wagner apareceu, muitos vaiaram e até mostram uma faixa com os seguintes dizeres: “Jaques Master”.

Bater em todos/ Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) marcaram presença em debate sobre economia promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Caiado voltou a criticar Flávio Bolsonaro pelo tarifaço. “Precisamos ter um governante que pense e defenda o Brasil e não a sua posição e seu interesse pessoal”, defendeu.

Vem aí/ O PL planeja anunciar, até o final desta semana, o nome para disputar a vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro. Interlocutores do partido contaram à coluna que o senador Carlos Portinho (PL-RJ, foto) será o escolhido. A manifestação de diversos prefeitos em prol de sua candidatura e o apoio inesperado do pastor Silas Malafaia deram força para Portinho na cúpula do partido. Valdemar e Flávio Bolsonaro farão o anúncio juntos.

Por falar em Valdemar…/ O presidente do PL recebeu uma demonstração de que sua palavra importa para deputados e senadores. Parlamentares compareceram em peso à reunião-almoço das Frentes Parlamentares Brasil Competitivo (FPBC), Tecnologia e Atividades Nucleares (FPN), Empreendedorismo (FPE) e a de Combate à Pirataria (FPI). A leitura de muitos foi a de que Valdemar recebeu um sinal de força num momento em que a legenda enfrenta uma crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro e, ainda, uma operação de busca e apreensão de armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio e a jogada de risco

Publicado em Banco Master, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise com os EUA, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, PL, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 7 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Caio Gomez

Ao participar hoje de uma audiência no USTR (United States Trade Representative), a secretaria de Comércio do governo dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) espera reverter a imagem de subserviência ao governo Donald Trump que marca a sua trajetória nesta fase da pré-campanha ao Planalto. Lá atrás, quando do primeiro tarifaço de Trump sobre os produtos brasileiros, Flávio chegou a declarar que as tarifas eram fruto “da atuação de Alexandre de Moraes” , e que só seriam revistas mediante “uma anistia ampla geral e irrestrita” . Num determinado momento, o senador chegou ainda a comparar o caso com as bombas que os EUA lançaram sobre o Japão na II Guerra Mundial. Há 11 meses, essas declarações marcaram Flávio e, especialmente, o irmão dele Eduardo Bolsonaro como os incentivadores das tarifas elevadas sobre produtos brasileiros. Lula surfou na onda, colocando na testa do pré-candidato do PL a tarja de jogador contra o Brasil. Essa imagem ainda não se desfez.

E o filme, hein?/ Flávio se movimenta ainda de forma a evitar que o tema do financiamento do filme sobre seu pai volte à baila. Porém, até agora não apresentou qualquer contrato a respeito da transação com Daniel Vorcaro. Tudo isso voltará à cena daqui a um mês, quando começa oficialmente a campanha. É esse tema que ele também alinhará esta semana com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A dificuldade dos vices

O PSD procurou um vice para Ronaldo Caiado fora das suas fileiras e não encontrou. O PL ainda não desistiu de buscar uma mulher para parceira de chapa de Flávio Bolsonaro. Quer uma vice do PP ou do Republicanos, que tem entre suas filiadas a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. Ocorre que o PP e o Republicanos caminham para a neutralidade na campanha presidencial. O foco de ambos é a eleição proporcional.

A desconfiança delas

Muitos assuntos deverão ser tratados no Congresso Nacional apenas em novembro, quando a correlação de forças entre os partidos para o ano que vem estiver definida nas urnas. Isso inclui negociações acerca da próxima indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU). A bancada feminina suspeita de que a direção da Câmara dos Deputados quebre a promessa de indicar uma mulher. À coluna, deputadas dizem que o acordo foi “lindo no discurso” , mas, na hora do “vamos ver” , os homens votam entre eles.

Um alívio para opositores de Ruas

A esquerda no Rio de Janeiro está feliz da vida com o exercício do desembargador Ricardo Couto de Castro como governador. Para os políticos desse campo, a atuação do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) no governo estadual dificulta a eleição do apadrinhado de Cláudio Castro, deputado estadual Douglas Ruas (PL), em outubro.

Dois coelhos…

… numa cajadada só. Na visão dos esquerdistas, a atuação do desembargador contra o esquema de cargos fantasmas enfraquece a campanha de Ruas e ainda corta dinheiro para sua eleição. O deputado foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), mas o STF ainda não definiu como será realizado o mandato tampão no RJ.

CURTIDAS

Crédito: Divulgação PL

Libera aí!/ Tem gente torcendo para que a Polícia Federal ou o Supremo Tribunal Federal (STF) solte mais alguma informação sobre o Caso Master. De preferência, contra seus adversários. Alguns políticos confessaram à coluna que estão torcendo por novos desdobramentos antes das convenções partidárias.

Fica, Michelle!/ Não é só o PL do Distrito Federal que deseja ver a ex-primeira-dama disputar o Senado. Parlamentares aliadas de legendas de centro farão de tudo para evitar a desistência de Michelle para o pleito. A ex-primeira-dama (foto) é considerada a maior puxadora de votos na direita e seria essencial para eleger candidatas pelo Brasil com o seu apoio.

Por falar em Michelle…/ Em conversas reservadas, integrantes afirmam que o partido realmente não tem intenção de lançar o senador Izalci Lucas (PL-DF) para o governo do DF. Pior, alguns afirmam que a intenção é deixá-lo sem mandato. Contudo, caso Michelle realmente desista da disputa, Lucas tem uma chance de conseguir alguma vaga para concorrer a um mandato eletivo.

E a Copa, hein?/ Há 3 anos, o presidente Lula tinha dúvidas do sucesso de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira: “Nunca foi técnico da Itália (…) por que ele não resolve o problema da Itália, que nem foi disputar a Copa do Mundo?” . É, pois é. Agora, é torcer pela Seleção feminina, em 2027, aqui no Brasil.