Marqueteiro do PL explica porque não fará a campanha de Flávio Bolsonaro

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Crédito: Eduarda Esposito

Eduarda Esposito* — O marqueteiro do Partido Liberal (PL), Duda Lima, foi direto ao dizer que não irá coordenar a campanha eleitoral do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com Lima, a decisão foi tomada em família e que fazia um tempo desde essa escolha. “Faz um tempo que decidi que não faria mais campanha eleitoral nessa parte operacional. E essa decisão foi tomada em família, em casa. E eu não volto mais”, afirmou durante o 5º Fórum Esfera realizado nesta sexta-feira (22/5) no Guarujá (SP).

De acordo com Duda, isso não significa que estará totalmente fora da campanha do 01 de Jair Bolsonaro. Caso o PL e Flávio desejem, ele poderá oferecer seu serviço como mentor estratégico. “A decisão interna foi tomada há um tempo atrás, mas isso não significa que estarei fora de tudo. A mentoria nessa parte estratégica são coisas super importantes e tenho feito isso em alguns estados. Trabalho para o PL já faz um bom tempo, e se eu for chamado para dar alguma opinião estratégica, com certeza o farei. Mas depois de decisões tomadas, a estratégia não existe mais”, ressaltou durante a participação no painel ‘Como ler o Brasil dividido’.

Questionado se o PL o procurou para dar aconselhamento e ‘apagar o incêndio’ dos vazamentos de Flávio Bolsonaro, Duda negou na hora. “Não. Essas decisões estratégicas acontecem sempre antes. E depois que uma decisão está tomada, aí é só a operação para apagar ou para incendiar. Mas a estratégia vem antes. Essas decisões devem ser tomadas antes. E isso na campanha do Flávio eu não estou fazendo”, concluiu.

Efeito ‘Dark Horse’

Na mesma mesa, o CEO da Atlas/Intel, Andrei Roman, analisou a pesquisa realizada após o vazamento da relação entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Temos uma ferramenta chamada Atlas VRC que usamos para medir impacto sobre audiências de propagandas comerciais. E também aplicamos para entender o debate político, como quem ganhou o debate eleitoral numa corrida presidencial. Consideramos que, vista a repercussão desse áudio, era interessantes entender se existia alguns elementos que faziam as pessoas melhorarem ou piorarem a percepção que eles tinham sobre o Flávio”, explicou.

A Atlas então analisou o momento em que o senador falou sobre Deus, sobre a ajuda para realizar o filme e então sobre a amizade que tinha com Vorcaro. “Ele fala sobre a amizade, chama ele de irmão, irmãozinho”, pontuou. “Foi uma coleta complementar a pesquisa principal e, portanto, não houve nenhum tipo de contágio sobre o cenário, sobre os resultados que a gente mediou. Tanto é que, desde então, temos três outras pesquisas que mostram uma queda bastante relevante do Flávio Bolsonaro, maior do que é no nosso caso, como no primeiro turno de hoje no Datafolha. Resultados muito muito compatíveis”, ressaltou. O PL contestou os métodos da pesquisa realizada pela Atlas/Intel no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a divulgação do resultado do levantamento.

Roman enfatizou ainda que o orçamento do filme deixa ainda tudo mais sensível porque o ‘Dark Horse’, filme biográfico da facada de Jair Bolsonaro,  tem um orçamento maior de 15 dos últimos 20 filmes vencedores na categoria de ‘Melhor Filme’ no Oscar. “Então tem muitas questões que eu entendo que serão problemáticas para a campanha do Flávio e não é necessariamente brigando com os resultados”, defendeu.

*A repórter viajou a convite do Esfera Brasil