Tag: STF
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 17 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As últimas decisões do relator do caso do Banco Master-BRB no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, indicam que ele não está brincando no sentido de apurar o que estiver por ali, doa a quem doer. O fato de deixar Daniel Vorcaro preso, por exemplo, foi considerado uma decisão corajosa. E há quem diga que se o ex-banqueiro quiser fazer uma delação seletiva, tende a continuar na cadeia. O relator cuida para não ter nada que possa comprometer provas ou dar qualquer sinal de que pretende proteger qualquer pessoa que esteja enroscada no processo.
» » » »
Aliás…/ Ao fechar o acesso às conversas de Vorcaro, o relator do escândalo do Banco Master-BRB pretende segurar os vazamentos e, ao mesmo tempo, evitar que tudo termine exposto antes que se feche um acordo de delação premiada — algo que já começou a ser trabalhado, ainda de forma preliminar. A liberação do material à CPMI do INSS foi visto no meio jurídico como o erro de Mendonça ao assumir a relatoria. Agora, o ministro tenta corrigir a rota, a fim de não dar argumentos para a defesa pedir a anulação de provas.
Reprise para comparar
Que ninguém se surpreenda se aquela reunião do então presidente Jair Bolsonaro, lá em 2021, em que ele reclama das apurações de denúncias envolvendo seus parentes — e diz que “troca delegado, troco ministro” — se tornar ativo eleitoral a favor do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que se seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tiver qualquer problema, que seja responsabilizado.
Celina na lida
Com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, interessado em deixar o cargo para concorrer ao Senado, vai sobrar para a vice-governadora Celina Leão o desafio de resolver a crise do Master. Há quem diga que ela precisa se preparar desde já. Afinal, em julho, quando começar a campanha, o jogo será bruto.
Raquel Lyra joga a rede…
O “engarrafamento” na órbita da candidatura do prefeito de Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco, terminou por ajudar a governadora Raquel Lyra (PSD) a tentar organizar seu palanque à reeleição. Ela vem a Brasília, hoje, para uma rodada de conversas com vários partidos.
… e tem chance de sucesso
Raquel tem um partido de centro que terá candidato ao Planalto. Boas chances de atrair, por exemplo, o Republicanos do ministro de Portos Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que era esperado como candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo prefeito da capital. Que ninguém se surpreenda, também, se Marília Arraes, outra neta de Miguel Arraes, concorrer a uma vaga de senadora, ao lado de Raquel, e não de seu primo, João Campos.
CURTIDAS

Atualização necessária I/ A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) trabalha para aprimorar a Lei do Stalking, legislação pioneira de sua autoria, que passou a reconhecer a perseguição como crime no Brasil. Atualmente, o stalking é punido com pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. O novo projeto aumenta a punição de acordo com a gravidade dos atos.
Atualização necessária II/ Quando houver risco concreto à integridade física ou psicológica da vítima, a pena poderá chegar a até quatro anos de reclusão. A proposta também prevê a aplicação obrigatória de medidas protetivas em situações de perigo atual ou iminente, e estabelece que, nos casos mais graves, a ação penal poderá ser instalada, independentemente de representação formal da vítima, reduzindo o risco de silenciamento e intimidação.
Anabb celebra as mulheres/ A Associação Nacional dos Servidores do Banco do Brasil (Anabb) promove amanhã, 9h, em sua sede, um evento para refletir sobre a desigualdade de gênero que ainda reina no país. Para isso, receberá a ministra Carmen Lúcia (foto), do Supremo Tribunal Federal, e a consultora jurídica do BB, Lucineia Passar. A ministra falará sobre os principais desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade brasileira contemporânea. Lucineia discorrerá sobre a importância das mulheres em espaços de decisão.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 14 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O voto do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhando o relator do processo, ministro André Mendonça, pela manutenção da prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, surpreendeu advogados e deu aos políticos a certeza de que, dessa vez, será muito mais difícil tirar o ex-CEO do Banco Master da cadeia. A avaliação geral do mundo jurídico é de que a manutenção da prisão foi um divisor de águas e Vorcaro pode se preparar para uma boa temporada atrás das grades. O ex-banqueiro colecionou ameaças a muita gente. E fez isso justamente num momento em que o “jeitinho” e a interpretação da lei em favor de criminosos desse tipo cai em desuso. A ordem na Corte é cerrar fileiras em defesa da instituição, arranhada pela a sociedade dos irmãos Dias Toffoli em um resort no Paraná e pelo contrato milionário da mulher de Alexandre de Moraes com o Master.

Acertos e erros/ A maioria em torno do voto de Mendonça, relator do caso na Segunda Turma, vem no momento em que o STF está mais fragilizado e tenta se recuperar. A avaliação de alguns ministros é de que está na hora de mostrar que alguns magistrados podem ter cometido erros, mas a instituição que defendeu a democracia — quando das ameaças de golpe de Estado — e permitiu que o país pudesse trabalhar de forma mais equilibrada na pandemia continua de pé. E não pode ser jogada fora.
PL no escuro
Com o ex-presidente Jair Bolsonaro na UTI — e justamente no período crucial de janela para troca de partido —, o PL não terá condições de pegar todas as orientações do “detentor dos votos” . Agora, terá que se contentar com o que quiser o senador Flávio Bolsonaro (RJ). E quem ficar insatisfeito, não tem nem como ir ao pai reclamar.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro…
Justamente no berço político do pré-candidato à Presidência da República, a situação está para lá de complicada depois que o governador Claudio Castro arrisca ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até aqui, o partido está numa disputa interna, com uma ala disposta a puxar o tapete de Castro para tirar um desgaste das costas.
Vertente I
Ao revogar o visto do subsecretário norte-americano Darren Beattie alegando reciprocidade, o governo brasileiro fez dois movimentos importantes. O primeiro foi diplomático: “A mensagem é que o Brasil não aceitará um tratamento assimétrico nas relações bilaterais. Esse tipo de mecanismo não é incomum na diplomacia e costuma ser utilizado para sinalizar descontentamento sem chegar a uma ruptura institucional mais grave” , avalia Eduardo Galvão, especialista em risco político.
Vertente II
O componente político também é evidente. “Beattie não é um diplomata tradicional, mas um nome associado à ala mais ideológica do trumpismo e crítico do governo Lula e do STF. A tentativa de visitar Jair Bolsonaro em um momento sensível da política brasileira, especialmente em ano eleitoral, inevitavelmente ampliou o peso simbólico do episódio” , explica Galvão.
O que precisa segurar
No Itamaraty, todo esforço é no sentido de separar as estações. Ou seja, as relações comerciais e diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos têm que ser mantidas e trabalhadas. E isso não tem ligação direta com as informações prestadas por Darren Beattie para obtenção do visto. A avaliação dos diplomatas é de que Beattie omitiu dados ao dizer que iria participar de um fórum de minerais críticos e faria agenda com o governo brasileiro, sem mencionar o encontro com Bolsonaro.
CURTIDAS

O culpado/ Bem mais magro, o senador Rogério Marinho (PL-RN, foto) não titubeia quando alguém comenta seu novo “shape”: “Não foi Mounjaro! Foi Lula. Esse governo dele é tão ruim que tira o apetite” , provoca.
Honra máxima/ A economista Esther Duflo, vencedora do Prêmio Nobel de Economia de 2019 e cofundadora do Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL), vai ministrar uma aula magna na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), na terça-feira. A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, fará a abertura do evento. O evento vai debater “o papel das evidências e da pesquisa aplicada no aprimoramento das políticas públicas” .
Paulo Octávio, 50 anos/ O ex-presidente José Sarney e o historiador e ex-ministro Ronaldo Costa Couto fazem o prefácio do livro que o ex-governador Paulo Octávio lança hoje sobre a história da empresa. A obra será entregue a um grupo de 400 convidados para a festa, que marcará o aniversário da construtora.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 13 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A sessão de hoje da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que começará a discutir a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, promete uma alentada defesa do trabalho da Procuradoria-Geral da República. É que entre os ministros da Corte não foi considerado de bom tom o puxão de orelhas de André Mendonça na PGR, por escrito, na decisão que mandou o dono do Banco Master de volta à prisão. O magistrado reclamou da demora da PGR em avaliar o caso e as ameaças feitas pelo detento a várias pessoas.

Por falar em detento…/ No meio jurídico, muita gente aposta que os votos do ministro Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques serão para tirar Vorcaro do presídio e mandá-lo para casa, de tornozeleira eletrônica. Ainda que ele tenha ameaçado pessoas, o que justificaria a saída da prisão, na avaliação de muitos, é a “contemporaneidade”, uma vez que as ameaças teriam sido feitas no ano passado, antes da primeira prisão do ex-banqueiro. Se essa tese prevalecer, vai ter muito advogado ganhando aposta.
Ibaneis manda chamar Nelson
Ao recusar o convite para comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), fez com que seu partido entendesse que ele jogará os problemas relacionados à compra do Master pelo BRB no colo da antiga administração do banco —problemas, aliás, que o atual comandante da instituição, nomeado por Ibaneis, tenta consertar. Em ofício ao gabinete do senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente do colegiado, Ibaneis sugeriu que o convidado fosse o atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O governador quer tomar distancia desse caso. Porém, parte da equipe de Renan está em tratativas para ouvir o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
O que eles pensam
Nos escaninhos do Senado, a suspeita de que Ibaneis jogará toda a responsabilidade no colo da antiga administração do BRB está nas declarações do governador. Sempre que perguntado, ele reforça que não tem relação com o Master e que, quem tiver problema, que responda na Justiça.
Hora de escolher
O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), está numa saia justa. O que se diz é que ele recebeu um ultimato do partido: se quiser permanecer, só poderá concorrer à eleição para governador. E tem mais. Nem sua esposa, Marina Cândida, poderá disputar o Senado. Políticos de Alagoas alegam que é tudo para não atrapalhar a candidatura de Arthur Lira (PP-AL) à Casa.
CURTIDAS
Sem refresco/ O ministro Luiz Fux, do STF, mudou de turma logo depois do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando seu voto divergiu dos demais. Achava que a Segunda Turma seria mais tranquila. Agora, com as fraudes no Master e a prisão de Vorcaro, não terá sossego por ali.
Segura isso aí/ Após os vazamentos das conversas telefônicas de Vorcaro, os ministros do STF têm pressionado o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a ter mais cautela, a fim de evitar novos vazamentos. Parlamentares acreditam que decisão de Viana em deixar os novos sigilos liberados em uma sala-cofre, e proibir acesso ao local com celulares, tenha sido por isso.
Jovens desanimados/ Na Bahia e em Minas Gerais, partidos como MDB e PT têm tido dificuldades em conseguir nomes para deputados federais. O interesse para a disputa estadual está em alta. Para alguns políticos, o principal motivo dessa configuração é o pouco interesse dos jovens na política. A perspectiva é de que a mudança no quadro dos deputados federais no ano que vem seja bem baixa.
O périplo de Flávio/ O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) vai a Rondônia, neste fim de semana, para evento de filiação do partido. No próximo fim de semana, 21 e 22 de março, será a vez do Nordeste. A estratégia é atrair candidatos para o PL
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 12 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Pelo menos três das últimas megaoperações da Polícia Federal — Carbono Oculto (lavagem de dinheiro do crime organizado via setor de combustíveis), Compliance Zero (Banco Master) e Sem Desconto (desvio de recursos de aposentados do INSS) — passaram pela administradora de fundos de investimentos Reag, já liquidada pelo Banco Central (BC). É nesse emaranhado de fios que a PF está se debruçando para tentar montar o grande quebra-cabeça do mercado financeiro e de negócios atípicos. Quem teve acesso a parte das apurações, considera que o caso do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e os R$ 3 milhões recebidos por consultoria empresarial, é apenas um dos negócios que vão aparecer, sejam legais ou não. Vem mais, muito mais.

Veja bem/ Até aqui, o que se sabe é que, realmente, ex-CEO da Reag, João Carlos Mansur, tem razão ao dizer à CPI do Crime Organizado que não era uma administradora de fachada do Master. O que a PF investiga é o fato de a empresa aparecer em outros negócios tão nebulosos quanto os do Master/BRB.
Fala PHC!
Depois da segunda prisão e a transferência para uma penitenciária federal em Brasília, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro não mandou sequer um sinal de fumaça à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Quem o senador Renan Calheiros (MDB-AL) espera que compareça ao colegiado, na semana que vem, é o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
E tem mais
Além dessa audiência, a comissão trabalha para identificar possíveis falhas e legislar a respeito. Renan começou a elaborar projetos de lei com regras mais rígidas para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e uma revisão da legislação sobre crimes financeiros. A equipe técnica do presidente da CAE trabalha no texto e há a expectativa de apresentá-lo na semana que vem.
Agora, vai
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devem almoçar juntos, hoje, no Palácio da Alvorada. É esperado que conversem sobre as indicações recentes, principalmente, do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). E acertem o envio da carta ao

“A legislação e os impactos (do fim da escala 6 x 1) precisam ser vistos no mundo real e não no mundo ideal” Deputado Hugo Leal (PSD-RJ, foto), durante o seminário “Modernização da jornada de trabalho”, realizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE)
CURTIDAS
E as pesquisas, hein?/ O fato de apenas 31% dos entrevistados afirmarem aos pesquisadores da Genial Quaest que foram beneficiados pela isenção do Imposto de Renda foi considerado um dos pontos que ajudam a explicar a avaliação negativa do governo. É que, no ano passado, 61% acreditaram que teriam algum ganho com a medida. Nesse sentido, a frustração foi grande. Agora, é trabalhar com esse dado da realidade.
Metade do caminho/ Com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) em liberar os documentos da inspeção sobre a liquidação do Master para a CAE, os senadores terão acesso a alguns dados sigilosos. Mas o presidente da comissão, Renan Calheiros, já advertiu aos senadores que todo cuidado é pouco. É que, enquanto não houver a quebra de sigilo aprovada no plenário do Senado, nada pode vazar. E a quebra do sigilo dependerá da vontade do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, de pautar os requerimentos.
Sai daí rapidinho!/ A celeridade com que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, jogou para escanteio a relatoria da ação que pede a instalação da CPMI do Banco Master foi recebida com alívio por outros ministros. Segue o jogo sem menos um foco de desgaste.
Retorno/ A família da ex-deputada Carla Zambelli acredita que a novela acerca da extradição para o Brasil deve, finalmente, estar perto do fim. O filho, João Zambelli, afirmou à coluna que, até aqui, está tudo caminhando para que ela seja extraditada na semana que vem.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com a intenção dos investigadores de fechar, ainda neste semestre, toda a investigação a respeito da parte do mercado financeiro relacionada ao escândalo do Banco Master-BRB, muita gente no mundo político começa a entrar em pânico. É que isso tende a deixar todas as apurações relacionadas a parlamentares e afins para o auge do período eleitoral. O receio é de que, com mais de 100 dispositivos — entre celulares, computadores e tablets a serem periciados —, vazamentos seletivos e/ou notícias falsas comecem a circular nas redes e tomem conta do pleito, de forma a nocautear candidatos e partidos, sem que a população possa saber ao certo como separar as notícias falsas do que for verdadeiro.
» » » » » »
Até aqui, o que se sabe a respeito das excelências é que há menções a vários políticos, mas não há informações oficiais dos investigadores sobre o grau de envolvimento de cada um. Com a eleição à porta, ninguém dormirá com um barulho desses.
A onda da vez
As defesas dos influenciadores digitais investigados por, supostamente, atacarem o Banco Central (BC) para defender o Master querem aproveitar o embalo dos vazamentos das conversas íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para tirarem seus clientes desse processo. A estratégia é alegar quebra na cadeia de custódia das provas. Os advogados consideram que a Polícia Federal (PF) deveria ter guardado as informações, de forma a garantir o sigilo.
Segue o líder
Os responsáveis pelas defesas dos influenciadores lembram, ainda, da recente declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o risco dos vazamentos terem ferido a cadeia de custódia. Outro ponto a ser usado é o recente parecer do ministro-relator do processo na Corte, André Mendonça, sobre o direito constitucional de críticas e sigilo de fontes.
Futuro preocupante
Com a guerra Irã x Estados Unidos e Israel, a situação de combustíveis no Brasil se torna crítica e pode impactar o agronegócio em cheio. É que os agricultores brasileiros estão na época de colheita da soja — maior safra da história do grão no país. No Pará, por exemplo, há engarrafamento de quase 40 km de caminhões tentando chegar ao porto — e tudo se move com diesel, inclusive, tratores e maquinários. O risco de falta de combustível com a guerra é alto e os impactos nos preços podem ser enormes.
A salvação será o biodiesel
Os parlamentares ligados ao agronegócio pressionam o governo para saber se o país tem reserva suficiente de diesel para manter a colheita. Caso a resposta seja negativa, o setor vai defender a liberação emergencial do aumento da mistura de biodiesel no diesel. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) explica que, hoje, o limite é nacional, de 15%, e é preciso avaliar a porcentagem regionalmente.
CURTIDAS

Querer não é poder/ O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL, foto), quer transformar os convites de quem não comparece à comissão em condução coercitiva. Os três depoimentos da sessão de ontem foram cancelados de última hora porque os convidados faltaram.
Ilegalidade nas rodovias/ A Associação das Administradoras de Meios de Pagamento Eletrônico de Frete (Ampef) lançará, hoje, um estudo sobre o custo da sonegação fiscal nas estradas brasileiras por meio de fretes ilegais. O levantamento foi realizado pelo escritório GO Associados, do economista e professor da FGV Gesner Oliveira, e aponta que o lucro da ilegalidade pode aumentar para R$ 34 bilhões por ano. “A economia do país passa pelas estradas: o setor rodoviário movimenta cerca de R$ 800 bilhões, dos quais R$ 340 bilhões são movimentados no mercado informal” , alerta.
Anota aí/ Amanhã, a Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) realiza uma reunião-almoço com os deputados Paulo Azi (União-BA), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da Jornada 6 x 1, e Kim Kataguiri (Missão-SP), relator da PEC do IPVA, que muda o cálculo do imposto. Será na sede da FPN, a partir das 12h. A ideia é discutir as duas propostas com outros parlamentares e entidades do setor produtivo.
“Temos um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de tudo e ficar impune. Não é porque julga que não pode ser julgado” Governador Romeu Zema (Novo-MG), que pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 5 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As ameaças do ex-controlador do Master Daniel Vorcaro a várias pessoas levam os políticos a tirarem o ex-banqueiro da posição de um sujeito esperto, que havia descoberto um método de ganhar dinheiro fácil e enrolar alguns. Agora, Vorcaro ganhou a imagem de um “bandido, gangster e mafioso” capaz de usar as mesmas técnicas de intimidação do crime organizado, sejam milicianos, sejam traficantes. Por isso, não será surpresa se pelo menos parte do apoio político for retirado.
» » » »
… e de apoio/ Entre os parlamentares, cresce a pressão para que seja instalada uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), algo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), continua relutando em fazer (leia notas nesta coluna). O Parlamento retomou seus trabalhos há mais de um mês, depois do longo recesso, e ainda não houve sequer uma sessão do Congresso para leitura do pedido e futura instalação da investigação.
Se foi assim com jornalista…
… imagine o que Vorcaro não faz com aqueles que participaram de seus ilícitos. Esse era o comentário nas rodas de políticos nos restaurantes de Brasília no almoço de quarta-feira. Tem muita gente especulando sobre o que o ex-banqueiro possa tentar fazer, ainda que esteja preso.
Precedente & prorrogação
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, de suspender a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, abre precedente para que os outros cinco alvos que tiveram o sigilo quebrado na mesma votação recorram ao STF para suspender os pedidos de forma individual. Essa é uma das preocupações da CPMI do INSS neste momento. A outra é a dificuldade em prorrogar a CPMI, algo que Alcolumbre pretende dar ao governo depois de não interferir na quebra de sigilo de Fábio Lula da Silva, o Lulinha.
Corrida pelo destaque
Ao saber que os senadores planejam recorrer ao Supremo Tribunal Federal para abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master no Senado, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) foi estudar para fazer o mesmo com a sua CPMI, que aguarda leitura em sessão do Congresso Nacional para instalação. Na avaliação de Jordy, a CPMI é o caminho, não a CPI, onde o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode controlar o desenrolar dos trabalhos.
Pressionem Alcolumbre
Carlos Jordy descobriu que, para recorrer ao STF para tentar garantir a CPMI, precisará esperar a realização de uma sessão do Congresso Nacional. E, se Davi Alcolumbre não fizer a leitura do pedido, aí, sim, caberia o recurso ao Supremo. Acontece que o presidente do Senado é o senhor do tempo sobre a convocação da reunião das duas Casas legislativas.
Riscos políticos
Parlamentares calculam que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a escala 6×1 dos empregados de diversos setores promete virar um “perde-perde” para os deputados. É que quem não votar a favor será desmoralizado na base eleitoral, e quem votar favoravelmente ao projeto e, porventura, a nova lei desencadear menores salários e desemprego, sofrerá o mesmo efeito.
CURTIDAS

Hora da conversa/ Na próxima terça-feira, o relator da regulamentação dos trabalhadores por aplicativos, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE, foto), se reunirá com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para chegarem a um consenso sobre o texto.
Entrave/ O ponto de discussão tem sido a remuneração mínima por entrega que Boulos defende ser R$ 10, e o setor quer R$ 7,50. Contudo, durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar do Comércio e Serviço (FCS), o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Jr., sugeriu uma remuneração por hora de trabalho. Coutinho gostou da sugestão e pediu que a Abrasel apresentasse a proposta formalmente o mais rápido possível.
Espírito republicano…/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, na próxima quarta-feira, 11 de março, de forma a acompanhar de perto a mudança de espectro político no país. “A ida do presidente Lula à posse de José Antonio Kast é um gesto político que vai além do protocolo diplomático. Trata-se de um movimento que sinaliza pragmatismo em um momento de crescente polarização ideológica na América Latina” , diz o especialista em risco político Eduardo Galvão.
… e estudo/ Esse cenário de transição e reconfiguração regional é matéria-prima de Eduardo Galvão em seu livro, Riscos Políticos na América Latina, obra que utiliza casos como o chileno para evidenciar como alternâncias de poder e novos alinhamentos ideológicos impactam investimentos, estratégias corporativas e o ambiente regulatório, consolidando a política como variável central na tomada de decisões empresariais no continente. A sessão de autógrafos será nesta quinta-feira, das 18h30 às 21h, no Ibmec Brasília, SIG quadra 04, edifício Capital Financial Center, bloco A.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 26 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A intenção do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao aprovar as convocações dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e do ex-controlador do banco Master Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, é montar a teia de conexões nos Três Poderes do ex-banqueiro. Vieira quer expor os nomes da República que estão ligados à maior fraude financeira do país. A ideia é avaliar qual o grau de participação do ministro no caso para definir se há razões para se promover um pedido de impeachment.

Na hipótese de Vorcaro não comparecer à CPI, o senador espera conseguir esse objetivo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Vorcaro deve comparecerem 10 de março. Os senadores querem o ex-banqueiro explicando como um esquema de pirâmide cresceu tanto e quem são as pessoas que lhe deram suporte político.
O chamado está próximo
Muitos parlamentares aguardam a saída do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha do cargo para concorrer a uma vaga no Senado. O plano é, assim que ele desincompatibilizar, convocá-lo ao Senado para dar seu testemunho sobre o caso Master, sem o direito de negar convites.
Enrolou, recorreu
A demora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em convocar uma sessão do Congresso Nacional e fazer a leitura do pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do banco Master levou um grupo de senadores a mudar o jogo. O plano agora é preparar um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a criação de uma CPI do Senado.
Sem desculpa
A avaliação é a de que o Supremo não teria como negar esse pedido, uma vez que autorizou na CPI da Covid. Quanto ao fato de já haver um inquérito no próprio Supremo, os senadores avaliam que os fatos sob investigação na CPMI do INSS também estão sob a lupa da Política Federal.
E por falar em STF…
Penduricalhos que ultrapassam o teto salarial e caso Marielle vão ajudar o Tribunal a melhorar a percepção do trabalho perante a opinião pública. O que as pesquisas qualitativas indicam é que, se cada um cumprir com sua obrigação, não tem crise de imagem.
Haja calmante
As bets respiraram aliviadas, quando, na noite de terça-feira, os parlamentares retiraram a nova taxação do Projeto de Lei Antifacção. Porém, agora dormem ansiosas com a promessa da base governista de apresentar um projeto com o CIDEBets para financiar o fundo da segurança pública. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), atualmente, as bets pagam 32% de impostos, o que correspondeu quase 1/3 do faturamento das casas em 2025, que foi de R$ 37 bilhões. A expectativa é que os impostos passem dos 40% em 2033, ano em que a reforma tributária estará totalmente implementada.
CURTIDAS

Ainda há tempo/ Na avaliação de parte do PT, o baixo desempenho do presidente Lula entre os mais pobres na pesquisa Atlas/ Bloomberg, divulgada na última quarta-feira, não é o fim do mundo. Na perspectiva dessa ala, a grande surpresa positiva foi pontuar bem entre os mais ricos e mais velhos. Já entre os menos favorecidos, os petistas calculam que dá para recuperar devido aos projetos sociais do governo.
Recalcular a rota I/ O que os petistas não esperavam era um empate no segundo turno tão cedo. Por isso, a ordem agora é partir para o confronto com o senador Flávio Bolsonaro, que aparece muito bem posicionado neste pós-carnaval.
Recalcular a rota II/ O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, fez questão de telefonar ao senador Esperidião Amin (PP-SC) para informar da escolha do PL, de bancar a candidatura da deputada Caroline De Toni (PL-SC) ao Senado. Agora, o senador conversa com a outra chapa, do PSD de Gilberto Kassab, para conseguir uma vaga por ali.
Projetos para o país, nome para o futuro/ A senadora Tereza Cristina (foto) lançou o Instituto Diálogos com pesos-pesados do mercado financeiro, do agro e apoio de uma série de parlamentares. Entre os aliados dela, muita gente diz que 2026 está lotado de candidatos, mas 2030 ainda é uma incógnita.
Por falar em mulheres…/ O seminário “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo” hoje, a partir de 08h30, no auditório do Correio Braziliense vem num momento em que o país vive quase que uma epidemia de feminicídio. “Aqui, foram 19 assassinatos este ano”, comenta a ex-senadora Ana Amélia Lemos.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, por Denise Rothernburg com Eduarda Esposito
O julgamento dos réus do caso Marielle, neste momento em que o Supremo Tribunal Federal se vê sob desgaste, não vem por mera coincidência. A decisão de marcar esse processo para apreciação em fevereiro faz parte do arco de medidas que o Tribunal põe sobre a mesa para mostrar que a lei atinge a todos. As apostas são as de que os irmãos Brazão, Domingos e Chiquinho, acusados de serem os mandantes do crime, dificilmente sairão totalmente absolvidos do julgamento de hoje.

E vem mais/ Paralelamente a esse caso que chocou o país, vem a deliberação do ministro Gilmar Mendes sobre os penduricalhos do Poder Judiciário. A toada, agora, é mostrar que a Corte não deixará de lado suas mazelas. Em breve, outros casos polêmicos virão à baila. É hora de mostrar que o Supremo não teme avaliar as condutas do próprio Judiciário.
Fogo no parquinho
Ao manter a nova taxação das bets no relatório para o projeto da Lei Antifacção, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) desagradou a cúpula do partido na Casa. Parlamentares contam que o líder do PP, Dr. Luizinho (RJ),ficou furioso. A ordem era tirar do texto a taxação, mas o deputado preferiu não bancar a retirada das bets.
Pressão não faltou
Em almoço na CasaParlamento, do think tank Esfera, empresários do setor se uniram, pela primeira vez, para tratar dessa taxação. Eles debateram um estudo da TMC, que alerta para o mercado ilegal das apostas no mundo digital e fizeram, inclusive, apelos para que a Câmara trocasse a taxação por novas regras relacionadas aos meios de pagamentos, capazes de impedir que o mercado ilegal possa receber ou pagar por Pix, por exemplo.
Panela de pressão
O que ajudou a manter a taxação e, de quebra, construir um acordo para a votação do projeto antifacção, foi o prazo da Medida Provisória do Redata — que trata do regime de tributação dos datacenters. A MP caduca hoje e, para que outras empresas possam aderir ao regime, é necessário votar a proposta do governo para manter o sistema ativo. A Comissão especial da MP do Redata sequer foi instalada.
Queridos, encolhi o partido
A expectativa, na semana que vem, quando se abre a janela para troca de agremiação partidária, é que algo entre10 e 12 deputados deixem o União Brasil rumo ao Podemos. São aqueles insatisfeitos com a federação União Progressista, dada como certa pelo presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).
CURTIDAS

Manteve, mas…/ Para evitar a saída da deputada Caroline de Toni (foto),do PL-SC, a direção do partido resolveu manter a candidatura dela ao Senado pela legenda em parceria com o ex-vereador Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. O aval veio do presidente Jair Bolsonaro e, hoje, após a reunião do clã — Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro — com a deputada e Valdemar da Costa Neto, o PL espera que Caroline confirme a permanência na agremiação.
… a insegurança impera/ Com esse acordo, Integrantes do PL ouvidos pela coluna afirmam que o senador Esperidião Amin (PP-SC) vai ter que resolver sua candidatura junto do governador Jorginho Mello. Só tem um probleminha: o PP e o PL se acertarem lá na frente, espirrando um dos senadores do PL da chapa. Nesse caso, quem não tem história política em Santa Catarina é o ex-vereador do Rio de Janeiro.
Um tema de todos/ O Correio Braziliense realiza, amanhã, o CB.Debate “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo”. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) será uma das palestrantes, ao lado de representantes do governo.
A hora deles/ Depois de Ricardo Nunes fazer uma palestra-almoço em São Paulo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fará o mesmo em um encontro empresarial do Lide-RJ, na próxima terça-feira, no Hotel Fairmont, em Copacabana.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2025, por Denise Rothenburg

Previstos para breve, um novo depoimento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no escândalo do Banco Master, e a fala de Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, do Senado, paralisaram grande parte das movimentações políticas por esses dias. Ninguém pretende fechar qualquer acordo no escuro — ou seja, sem saber o peso de cada personagem nesse processo. No Distrito Federal, por exemplo, o único que se adiantou em carreira solo foi o PL, que decidiu manter distância regulamentar do grupo do governador Ibaneis Rocha(MDB) e lançou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis ao Senado, com direito a foto das duas num outdoor e a mensagem “Fé para construir, amor para transformar”.
» » »
Na política nacional, ninguém vai fechar com o PP de Ciro Nogueira ou o União Brasil de Antonio Rueda sem saber a verdade a respeito da amizade que os unia a Vorcaro. O que se espera é que o depoimento do ex-dono do Master à comissão do Senado esclareça alguns pontos, da mesma forma que os políticos do DF esperam que, num novo depoimento, o ex-presidente do BRB fale tudo o que sabe a respeito dos políticos da cidade e do banco que comandava.
Vai encarar?
Os parlamentares que aprovaram o reajuste dos servidores a toque de caixa, inclusive os tais penduricalhos extra-teto, não se veem tão fortes ao ponto de conseguir enfrentar a opinião pública e derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, mandou parar tudo, a justificativa é de que não há como mexer nisso.
Por falar em Flávio Dino…
As razões elencadas para o veto não citam, em nenhum momento, a decisão do ministro do STF. Lula observa os limites constitucionais e a Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF), que andava para lá de esquecida.
E o 6 x 1, hein?
Os opositores ao projeto de redução da escala 6 x 1 no Congresso, que são poucos, devem recorrer aos cálculos de encolhimento do Produto Interno Bruto e da necessidade de o governo custear a mudança, a fim de atrasara votação. Os governistas, porém, virão com tudo a fim de transformar o tema em bandeira de campanha. Essa discussão promete tomar conta do pós-Carnaval, dividindo as atenções com o escândalo do Master-BRB.
Mais um foco
Com a liquidação do banco Pleno, de Augusto Lima, marido da ex-deputada e ex-ministra Flávia Arruda, tem muita gente interessada em apurar as portas que ela abriu para antigos sócios do Master nos tempo sem que estava no governo de Jair Bolsonaro.
CURTIDAS

O périplo de Cappelli…/ O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial(ABDI), Ricardo Cappelli (foto),continua com a maratona de passar uma semana na casa de morador de uma região administrativa do DF. Pré-candidato ao GDF, ele fará a16ª cidade em breve…
…e sem ar condicionado/ Nesses dias, inclusive dispensa o motorista para sentir de perto a realidade daqueles que precisam de transporte público diariamente para chegar ao trabalho.
Pé frio e pé quente/ Com o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói à Série Ouro do Carnaval carioca, a oposição deita e rola nas redes, dizendo que a culpa foi de Lula. Os petistas, no entanto, arrumaram um jeitinho de driblar a derrota, dizendo que a vitoriosa é adepta do vermelho, a cor predominante da campeã Viradouro.
A internet não perdoa/ O resultado oficial nem havia saído e já circulava nas redes a foto de uma lata com o rótulo “Família rebaixada”, com a foto de Lula e da primeira-dama Janja no Carnaval.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Ao encaminhar a proposta da redução da escala 6×1 para os trabalhadores, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), atua em três frentes. Primeiro, se tornar sócio de qualquer benefício que o governo possa obter em termos de ganho de popularidade junto aos que hoje cumprem essa carga horária de trabalho. Em segundo lugar, mostrar ao Planalto que está em sintonia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa campanha reeleitoral, caso os votos do petista possam ajudar o Republicanos na Paraíba. A terceira é mostrar que ele não trata apenas dos projetos que beneficiam os servidores do Legislativo.
» » » »
Por falar em servidores…/ Hugo Motta fez questão de dizer na reunião de líderes que, certa ou errada, a criação de mais um penduricalho para engordar os vencimentos dos trabalhadores do Legislativo foi feita mediante aprovação de um projeto de lei. Logo, estaria fora daquelas propostas atingidas pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Flávio Dino. O magistrado, porém, ganhou muita popularidade ao tomar a decisão. O presidente da Câmara e o Congresso como um todo ficaram com o desgaste. Agora, é hora de tentar, pelo menos, de empatar essa partida colocando a redução da escala 6×1 na roda.
Separem as estações
Com a Câmara prestes a avaliar o futuro dos deputados acusados de desvio de emendas, tem muita gente na Casa apostando na cassação dos mandatos de quem tiver enrolado. A ideia é mostrar que as emendas têm o seu valor, e as indicações dos parlamentares são corretas. O que não pode é desviar os recursos.
Consolidado I
Por mais que o presidente do PT, Edinho Silva, tenha dito no almoço do Lide, em São Paulo, que está conversando com o MDB sobre alianças estaduais e nacional, a avaliação geral é a deque o vice-presidente Geraldo Alckmin permanece onde está. Os elogios de Lula, ao compará-lo a José Alencar, companheiro de chapa do petista em 2002 e em 2006, é um sinal de que não haverá substituição.
Consolidado II
O vice-presidente é visto como a ponte para o empresariado paulista, segmento em que Lula tem perdido musculatura nos últimos quatro anos. O cálculo é o de que, se alguém pode, com calma e paciência, restabelecer conexões, esse nome é Alckmin.
Hora do olho no olho
A conversa entre o presidente Lula e o prefeito de Recife, João Campos, será para afinar a viola entre o PSB e a campanha reeleitoral do petista ao Planalto. E também ouvir sobre o cenário em São Paulo. Em princípio, nada que seja no sentido de rever a chapa presidencial.
CURTIDAS

Te cuida, Ibaneis/ Os adversários do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha(MDB), estão listando todas as declarações do comandante do GDF em prol da compra do Banco Master pelo BRB. A ideia é separar tudo para usar no horário eleitoral.
E Caiado, hein?/ O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), foi o mais radical opositor da PEC da Segurança apresentada pelo governo Lula. Agora, enquanto candidato a presidente da República, muita gente aposta que, se não rever o discurso, terá dificuldades em fazer pelo Brasil o que fez pelo seu estado nessa seara.
Perfil/ Ao mencionar no telefonema ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um brasileiro que vive em Miami, o presidente Lula se referia a Ricardo Magro, acusado de sonegação fiscal. O empresário é dono da Refit (novo nome da antiga refinaria de Manguinhos).
Janja e o Hanbok/ A primeira-dama Janja Lula da Silva (foto) fez questão de vestir na mesma hora o Hanbok, o traje típico que recebeu de presente da Associação Brasileira dos Coreanos, durante visita ao consulado da Coreia do Sul em São Paulo. Logo depois do carnaval, ela acompanhará Lula àquele país. A visita ao consulado foi justamente para estreitar as relações.












