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Coluna Brasília-DF, publicada em 18 de abril de 2026,por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Como forma de manter vivas no Congresso Nacional as investigações sobre o Banco Master e seus negócios com o BRB, senadores se valem, agora, da Proposta de Fiscalização e Controle, um instrumento que é quase uma CPI, pedida pelo senador Márcio Bittar (PL-AC) na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ficou com a relatoria. A ideia é “apurar, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, possíveis irregularidades na decretação da liquidação do Banco Master e em atos prévios e conexos determinantes para sua ocorrência”, diz a proposta. Somada à investigação em curso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob a batuta do senador Renan Calheiros (MDB-AL), são duas lupas sobre o Master. Significa que, mesmo sem CPI, as apurações continuarão em alta.
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Cuide-se, CVM/ Uma das frentes da CTFC será esclarecer se é preciso fortalecer ou não a Comissão de Valores Mobiliários e descobrir onde os órgãos de controle erraram. “(Os controladores do Master) Não atuariam por tanto tempo se não houvesse uma brecha no sistema”, afirma Damares. Ela pretende focar na governança e na transparência dos procedimentos, identificar todos os erros no processo e propor soluções direcionadas à gestão e prevenção. Inclusive, com o auxílio de inteligência artificial para cruzar todos os dados e mapear a teia de relacionamento de todos os nomes citados nos arquivos.
Questão de paternidade
A acelerada que o presidente da Câmara, Hugo Motta, tenta dar na proposta de emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho de seis dias para um de folga, a PEC 6×1, está diretamente relacionada à necessidade dos parlamentares de garantir o protagonismo. Se for aprovado o projeto de lei que Lula enviou, a estrela principal da foto será o presidente da República. Se for a PEC, serão os congressistas.
Vem aí
Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aguardam ansiosos os documentos do Master que levaram às prisões do ex-controlador do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro. As operações já ocorreram, e tudo o que foi usado, e não for necessário em operações futuras, poderá ser liberado pelo STF à comissão, conforme combinado em conversa dos senadores com o ministro-relator do caso na Corte, André Mendonça. Os parlamentares aceitaram receber os arquivos do caso apenas depois da análise pelos investigadores, de forma a separar o que precisa continuar restrito à PF para novas fases da Operação Compliance e o que pode ser liberado já.
Por falar em CAE…
Causou estranheza entre senadores e autoridades o fato de o senador Renan Calheiros insistir em mencionar a negociação de carteiras do BRB com a Caixa Econômica Federal. A CEF não adquiriu títulos em poder do BRB. Afinal, sua auditoria recomendou que não o fizesse, e toda a documentação já foi enviada ao Tribunal de Contas da União.
Sem pressa
Relatora da investigação do Master na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, Damares Alves prevê um longo período de apuração, uma vez que essas fiscalizações não têm prazo definido. “Não é um trabalho que vai acabar em seis ou sete meses. Vamos esperar as operações da Polícia Federal, já que o que for usado em operações não pode ser compartilhado conosco até que sejam executadas”, explica Damares.
Depois não reclama
A eleição do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro cumpriu as recomendações legais, mas vem por aí um processo judicial a pedido dos descontentes. Enquanto os políticos não conseguirem se sentar à mesa para ouvir quem pensa diferente e buscar consenso, o Poder Judiciário sempre será chamado a intervir pelos próprios políticos.
CURTIDAS

Politizou/ Parlamentares aproveitaram a solenidade de comemoração dos 66 anos de Brasília, na Câmara dos Deputados, para defender ideologias e criticar o escândalo do Banco Master. As excelências da ala conservadora lembraram que muitos brasilienses estão presos devido à perseguição política, enquanto os mais à esquerda ressaltaram Juscelino Kubitschek como um dos maiores defensores da democracia. Porém, todos os lados concordaram que a fraude do Master é imperdoável, e que o Banco de Brasília é da cidade, não de um governador ou de Paulo Henrique Costa.
Muito além dos Kubitschek/ Anna Christina Kubitschek (foto), neta de Juscelino Kubitschek, que preside com todo o carinho o Memorial JK, foi homenageada na sessão convocada especialmente para marcar o aniversário da cidade. Anna Christina foi incisiva ao dizer que preservar a memória vai muito além de recordar o passado. “Trata-se de manter vivos valores como espírito público, coragem e compromisso com o país”, afirmou, lembrando que a cidade não é apenas um legado de sua família, mas, sim, do Brasil todo.
Sob nova direção/ As autoridades do Poder Judiciário têm encontro marcado na próxima quinta-feira, quando os novos dirigentes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) serão empossados na sede da Corte, em Brasília. Assumem a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, na Presidência; o desembargador federal César Jatahy, na Vice-Presidência; e o desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira, na Corregedoria Regional da Justiça Federal da 1ª Região.
Oscar Schmidt/ Lutou dentro e fora das quadras desde o começo da carreira, em Brasília, até o fim. Aos familiares e amigos da estrela do basquete brasilense, brasileiro e mundial. Ficam aqui as nossas condolências.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa tira mais um ponto da delação do ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. Se ele quiser ter algum benefício, terá que entregar detalhes de outros figurões, sejam integrantes do Poder Judiciário, sejam do Legislativo. Não dá mais para ficar apenas no ex-comandante do BRB. Em relação a Paulo Henrique, a decisão de André Mendonça desta semana é lida por advogados como uma peça que já traz elementos suficientes para caracterizar um milionário pagamento de propina. Os investigadores querem saber a rede de fundos e empresas de fachada que abasteceram o esquema e seus beneficiários.
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Por falar em Paulo Henrique…/ Vem por aí uma pressão de pessoas próximas ao ex-presidente do BRB, para que ele siga os passos de Vorcaro e feche uma delação premiada. E que tome essa atitude antes de Daniel Monteiro, o advogado que também foi preso, depois de ajudar na ocultação de patrimônio
O silêncio de Alcolumbre
O pedido de investigação contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, por parte do decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, está atravessado na garganta dos senadores de oposição. Tem um grupo cobrando dia e noite um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em defesa do Parlamento. Contudo, Alcolumbre não deve falar nada sobre o episódio da CPI, para não inflamar ainda mais a tensão entre os dois Poderes.
Balança desregulada
Para alguns parlamentares governistas, tanto o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) quanto os ministros do Supremo Tribunal Federal se excederam acerca do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. No caso do senador, pedir o indiciamento de três ministros sem uma base consistente foi considerado muito “ousado”. Quanto aos ministros, considera-se que faltou calma para esperar a votação do parecer na CPI — que liquidou o texto do relator.
Padrinho & “mui amigos”
No GDF, o que se diz hoje é que “ninguém gostava de Paulo Henrique Costa, à exceção do governador Ibaneis Rocha”. Costa se dizia o “especialista em compliance”. Até aqui, a indicação dele à presidência do Banco de Brasília é atribuída ao presidente do PP, Ciro Nogueira, conterrâneo de Ibaneis.
Dois pesos
Enquanto os bolsonaristas se juntaram para trabalhar na soltura e acompanhamento de uma possível deportação do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, o mesmo não aconteceu com a ex-deputada Carla Zambelli. Presa na Itália, ela aguarda a extradição. Eduardo Bolsonaro atuou pessoalmente para que Ramagem fosse solto e, agora, senadores aliados a ele entraram com um pedido de missão oficial aos EUA para “acompanhar a situação de cidadãos brasileiros em custódia naquele país, em especial, Alexandre Ramagem, bem como averiguar a atuação das autoridades brasileiras competentes sobre o tema”. Zambelli está a ver navios.
CURTIDAS

Vorcaro e Pablo/ Nos restaurantes de Brasília, muita gente comentava essa semana que o dinheiro a rodo que Daniel Vorcaro gastava só se compara ao que fazia o chefão do narcotráfico Pablo Escobar. O colombiano não tinha mais onde colocar dinheiro e chegou a aterrar uma piscina para guardar o dinheiro do tráfico. Há muita gente suspeitando que o esquema do ex-banqueiro ia muito além do colarinho-branco.
Não confunda/ A “imobiliária” que Paulo Henrique Costa estava quase montando com imóveis recebidos do esquema de Daniel Vorcaro lembrou a muitos o caso de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso nos tempos da Lava Jato depois de receber um carro de luxo de propina.
Vem aí/ No aniversário de Brasília, na próxima terça-feira (21), a senadora Leila Barros (PDT) vai lançar sua pré-candidatura ao Senado na sede nacional do partido a partir das 14h30. Leila usará a data para marcar presença na disputa concorrida do DF.
A festa do Zé Eduardo/ Com seu escritório em Brasília, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (Foto) comemorou antecipadamente seu aniversário na cidade, com a presença de amigos, numa festa surpresa. Por lá passaram advogados, familiares e amigos de longa data, como a família do ex-deputado Sigmaringa Seixas, a viúva Marina Sigmaringa, e os filhos, Luiza Sigmaringa e Guilherme Sigmaringa, atual presidente do PT do Distrito Federal. O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e deputado federal, Paulo Teixeira (PT-SP), fez questão de marcar presença. José Eduardo completa 67 anos neste sábado,18.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A crise aberta entre Legislativo e Judiciário, depois da apresentação do relatório da CPI do Crime Organizado, terá reflexos nos votos de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. É que começa a se cristalizar na Casa a ideia de que, diante da tensão entre Senado e STF, com pedidos de indiciamento de ministros — algo já rejeitado no Senado —, e a reação da Corte — com pedido de investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) —, o melhor no momento é pisar no freio quanto à escolha de um ministro para o Supremo. Ainda mais em se tratando de um indicado tão afeito a um lado da política. Nesse sentido, o trabalho do governo daqui até 28 de abril, data da sabatina de Messias no Senado, será separar essas estações e acalmar os ânimos entre os dois Poderes. Serão 11 dias para cuidar da relação entre a “Casa dos Onze” e o Senado, a fim de garantir maioria dos 81 senadores favoráveis a Messias, o que ainda está incerto.
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Quem chega para ajudar/ Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) entrou em campo para tentar ajudar Messias. Quem ainda não entrou de corpo e alma nesse barco foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda tem dificuldades em abraçar a campanha do advogado-geral da União para o STF.
Conselhos para Sidônio
Aliados de Lula foram ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, dizer que o discurso do governo sobre o fim da escala 6 x 1 não pegou e que o povo nem sabe do que se trata de conceder uma folga a mais aos trabalhadores que só têm o domingo, ou outro dia na semana. A ideia desses amigos do presidente é que o governo fale mais que o objetivo da proposta é que as pessoas tenham dois dias de folga para cuidar da vida e… orar. De quebra, ajuda até a chamar a atenção do eleitorado evangélico.
Por falar em 6 x 1…
Enquanto o Centrão defende que não é hora para se discutir sobre o fim da escala 6 x 1, o governo tenta convencer os parlamentares a optarem pelo projeto de lei: é que, em caso de criarem muitos problemas com a nova escala de trabalho, o PL é de mais fácil tramitação do que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A base governista vai usar esse argumento para defender a discussão do texto com urgência constitucional, enviado pelo Planalto esta semana.
A cobrança da Reforma Administrativa
O 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema eficiência na gestão pública, trouxe à baila a Reforma Administrativa e a necessidade de destinação das emendas parlamentares a obras estruturantes. “São R$ 50 bilhões em emendas e cadê as obras estruturantes?”, perguntou o ex-governador do Mato Grosso Mauro Mendes.
Por falar em emendas…
O ministro Antonio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU) — que já foi senador —, defendeu as emendas como instrumento de gestão. “É um recurso para localidades que, muitas vezes, não recebem recursos”, afirmou. Ele acredita que não se deve criminalizar as indicações, mas que o TCU deve fiscalizar e punir os desvios. “O grande empenho neste momento é que seja identificado um plano de trabalho adequado para que essas emendas tenham, de fato, sua origem, seu destino, e qual será seu percurso. E será objeto de avaliação permanente pelo TCU, que tem capacidade, legitimidade e estrutura administrativa para fazer isso em relação aos recursos federais”, disse, logo após o 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense.
CURTIDAS

Cálculos na ponta do lápis I/ Davi Alcolumbre foi incisivo ao afirmar que não pautará mais nenhum projeto de lei que cria piso ou impacto financeiro nas contas do governo federal, estaduais ou municipais. A fala vem em meio à votação, na Câmara dos Deputados, de uma PEC que destina 1% da receita corrente líquida dos entes federados à Assistência Social.
Cálculos na ponta do lápis II/ “A minha decisão é não botar na pauta nenhum (piso), mas ouvir vossas excelências para agente buscar entendimento com o governo federal, estados brasileiros, municípios e decidir em conjunto quais as matérias vamos deliberar no plenário do Senado que impactam, direta ou indiretamente, as finanças públicas no Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas”, justificou Alcolumbre.
Contagem de votos/ Após a aprovação da indicação do deputado mineiro Odair Cunha (PT-MG) ao TCU, seus aliados estão contando os votos. Alguns relataram à coluna que antes de chegarem ao Plenário eram esperados cerca de 280 votos, mas, com a porcentagem dos “traidores”, acreditavam que ficaria entre 250 votos. Já perto da votação, o partido contou 308 votos, cinco a mais do que o resultado final, e são justamente esses “traidores” que os aliados de Cunha procuram para cobrar o combinado.
Mineiros no TCU/ Depois dos pernambucanos, chegou a vez dos mineiros. O ministro Antonio Anastasia deu boas-vindas ao futuro novo ministro Odair Cunha. Inclusive, lembrou que os dois são da mesma região de Minas Gerais, algo que não ocorria há algum tempo na corte. O TCU, há alguns anos, chegou a ter três ministros de Pernambuco: o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ex-ministro da Educação e de Minas e Energia, José Jorge; e a ex-deputada Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco e ex-ministro Eduardo Campos, e avó do presidente do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos (foto).
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 12 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

É assim que alguns juristas têm se referido à tramitação do caso do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo, que hoje está em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), gerou mal-estar entre a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, e o ministro Gilmar Mendes ao longo da semana passada, quando discutia-se se a escolha do substituto deve ser feita por eleição direta ou indireta. Mendes acusou o TSE de “lentidão” no julgamento do caso, o que causou “dúvidas” sobre como deve ser a eleição. Cármen disse que o TSE agiu com rigor. Uma olhada na tramitação do processo indica que a então ministra-relatora, Isabel Gallotti, liberou o tema para pauta em 27 de junho do ano passado. O processo entrou em 4 de novembro. Gallotti apresentou seu voto pela cassação e inelegibilidade de Castro por oito anos em 05 de novembro. A votação final, porém, só veio a ocorrer em 24 de março deste ano. A maioria acompanhou a relatora, que deixou o tribunal em 18 de novembro de 2025, meses antes da renúncia de Castro, em 23 de março, na véspera do desfecho do caso, o que levou a ressalvas em muitos votos. Entre a liberação do processo e a conclusão do julgamento, transcorreram cerca de dez meses.
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A certidão de julgamento, incluída no sistema do TSE, é alterada em 25 de março, e só a última versão menciona a eleição indireta, que não estava no voto de Isabel Gallotti, uma vez que ela havia determinado a cassação do diploma de Castro, com o cumprimento imediato da decisão. Essa deliberação, a favor da eleição indireta, não estava no voto vencedor, proferido por Gallotti em novembro do ano passado. Essas questões é que fizeram o ministro Flávio Dino pedir vistas à espera do acórdão. Enquanto esse documento não for publicado, Dino não votará. Que venha o documento do TSE, com todos os votos detalhados, para que as dúvidas sejam esclarecidas e esse caso tenha um desfecho.
Aliás…
O caso Cláudio Castro é visto por muitos como a certeza de que esses processos sobre perda de mandato e cassação de diplomas precisam de uma reforma. Os pedidos de vistas precisam ser mais céleres no TSE, uma vez que esse julgamento final ocorreu sem a presença da relatora, mencionada do início ao fim, com uma chuva de agradecimentos. Por isso, já tem gente se referindo de forma irônica àquela reunião como uma sessão espírita. E, se não houver uma reforma sobre essas tramitações, muitos processos correm o risco de virar caso de polícia.
Pressão sobre Lula…
A pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana deixou claro que o presidente Lula corre o risco de derrota para qualquer um dos três que chegue ao segundo turno, seja o senador Flávio Bolsonaro, seja os ex-governadores de Goiás Ronaldo Caiado, ou de Minas Gerais Romeu Zema. Flávio aparece um ponto à frente do petista e os outros dois muitos próximos.
…e sobre Flávio
Dada a alta rejeição do senador, o filho de Jair Bolsonaro também não está deitado em berço esplêndido. Ele chegou até aqui com o recall do bolsonarismo. Mas as performances de Caiado e de Zema num segundo turno indicam que, se Flávio não apresentar capacidade de gestão, corre o risco de ver essa amplitude do primeiro turno migrar para outros nomes da direita, uma vez que, na pesquisa espontânea, 42% dizem não saber em quem votar.
O que o Brasil quer ser em2050? Ninguém sabe. Agente se comporta como um país rico, está longe de ser essa realidade. Não temos projeto nacional, estamos sem visão e com deficit de lideranças capazes de ir atrás de soluções para o nosso país” Eduardo Mufarej, fundador do RenovaBR
CURTIDAS

Semana de tensão/ A votação para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) vai provocar muita confusão esta semana na Câmara dos Deputados. O Centrão não se entende e colocou o tema como um teste da correção de forças na Casa. O presidente Hugo Motta, porém, só pensa em cumprir o acordo que permitiu a sua eleição, dando uma ajuda ao candidato do PT, Odair Cunha (MG / foto).
Os sabatinados/ Esta semana o Senado pretende ouvir cinco indicados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e dois para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Para o CNJ, são a ministrado TST, Kátia Magalhães Arruda, e os juízes Ilan Presser, Andréa Cunha Esmeraldo, Paulo Regis Machado Botelho e Noemia Aparecida Garcia Porto. E para o CNMP, Márcio Barra Lima, indicado na vaga do Ministério Público Federal, e Carl Olav Smith, indicação do Superior Tribunal de Justiça.
Preparo pras eleições/ O RenovaBR, instituição que auxilia na formação de pessoas que pretendem exercer cargos na política, está com uma turma dedicada ao pleito deste ano. A turma tem 77 alunos distribuídos em 20 partidos e com média de idade de 38 anos. Mais da metade pretende disputar para deputado estadual (54,5%), enquanto 36,4% miram a Câmara Federal e 2,6% desejam a Câmara Distrital.
Legado/ Um dos alunos do RenovaBR é o neto do ex-deputado Rubens Paiva. Chico Paiva, será candidato pelo PSB do Rio de Janeiro para a Câmara dos Deputados. Paiva quer ressaltar o legado do avô, de defesa da democracia.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 10 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) colocada como uma potencial pré-candidata à Presidência do Senado à direita e aliados de Lula começando a se movimentar à esquerda, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu atender a dois senhores. Em relação aos lulistas, marcou a sabatina de Jorge Messias para 29 de abril. E, com a intenção de deixar os conservadores satisfeitos, pautou o veto da dosimetria para o dia seguinte.
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Alcolumbre sabe que, a preços de hoje, não é o preferido para comandar o Senado a partir de fevereiro de 2027. Porém, começa a construir pontes para esse objetivo. Vai na linha de que mais vale um independente que dialogue e abra espaço para os projetos que interessam aos dois lados do que aquele que faz a balança pender para apenas um lado da polarização.
A toada da sabatina
A oposição pretende aproveitar a sabatina de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal, este mês, e cobrar uma investigação rigorosa sobre os magistrados da Corte e o caso Master. Prometem repisar, em todos os discursos, o fato de a mulher do ministro Alexandre de Moraes ter recebido R$ 80 milhões do banco de Daniel Vorcaro.
Fonte 5
Depois que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, foi citado como um dos beneficiários de recursos do Master no valor de R$ 2,1milhões, entre 2024 e 2025,os deputados do partido planejam esconder a legenda na campanha. Vão usar apenas o próprio nome e o número da sigla. A ideia é apresentar a agremiação como menor tamanho possível nos “santinhos” eleitorais.
Hora dos testes
A eleição para ministro do Tribunal de Contas da União(TCU), na semana que vem, será o momento de verificara fidelidade dos partidos aos acordos firmados. Como parte da eleição de Hugo Motta para presidente da Câmara, Republicanos e Progressistas prometem votar no petista Odair Cunha (MG). Já o União Brasil, o PSD, o PSDB e o PL vão testar a capacidade do PT de cabalar votos em prol do seu candidato. Os três partidos registraram nomes para o pleito.
Elmar na roda
O deputado Elmar Nascimento, que concorrerá pelo União Brasil, se não for eleito, quer verificar se tem condições de empreender uma campanha para presidir a Câmara no ano que vem. Ele não gostou nada de ter que abrir mão lá atrás porque o Centrão preferiu Hugo Motta.
Votos no escuro
Ao pedir vista no caso do Rio de Janeiro, o ministro Flávio Dino indica que prefere mais luz para proferir o seu voto. É que o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral começou antes da renúncia do governador Cláudio Castro e terminou depois. Na análise do ministro, é preciso avaliar com lupa cada voto naquele processo que cassou o governador para poder decidir um tema tão importante para o futuro do Rio.
CURTIDAS

Grandes metas/ Com Nikolas Ferreira encabeçando a nominata de candidatos a deputados federais do PL de Minas Gerais, o partido está mais otimista com a perspectiva de bons resultados este ano. É esperado que a legenda conquiste 20 vagas para a Câmara federal, só no território mineiro. Se esse número se confirmar, ainda não será o maior da história. Em 1986, o PMDB elegeu 26 deputados federais no estado.
Nada combinado/ O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pode esperar sentado a aprovação da PEC que amplia a autonomia da instituição. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar, disse que não há prazo para tratar desse tema no Senado.
Termo proibido/ De acordo com a pesquisa da Quaest, qualquer coisa que vincule a “taxa” será complicada em ano eleitoral. Um exemplo foi a alta rejeição sobre haver uma taxa mínima para corridas e entregas por aplicativos: 71% afirmaram que não gostariam e 78% acreditam que o preço mínimo aumentará os preços. O assunto deve entrar na pauta da Câmara em breve.
Professor Marçal/ Pablo Marçal (foto) está trabalhando com o União Brasil para fortalecer e posicionar os deputados e candidatos à Câmara e ao Senado nas redes sociais. Depois do resultado na eleição para Prefeitura de São Paulo, o trabalho de Marçal na internet foi visto como uma ferramenta para ajudar a aumentar o número de parlamentares para o ano que vem. Apesar de não revelar a meta, o ex-coach quer fazer da próxima bancada do União a maior de todos os tempos. Difícil superar o antigo PFL e o PMDB.
Aumento do imposto de cigarros pressiona regulamentação de Vapes

Por Eduarda Esposito — Após o anúncio do governo sobre elevar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o preço mínimo do cigarro no início da semana, organizações ligadas ao setor pressionam o Congresso Nacional pela regulamentação dos cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes.
Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), por exemplo, defende a tramitação do projeto, uma vez que o ajuste realizado em 2024 não foi suficiente para reduzir o consumo de cigarros no país.
Na verdade, foi o contrário, dados do Ministério da Saúde mostraram que o número de fumantes no Brasil subiu de 10% para 11,3%, que seria em torno de 23 milhões de pessoas.
Outro ponto ressaltado pela associação é que o aumento do preço do produto regulado fará com os consumidores recorram aos ilegais, por serem mais baratos, incentivando o mercado paralelo.
Com isso, a Abifumo acredita que a regulamentação dos cigarros eletrônicos, hoje proibidos no país, se torne uma alternativa a ser considerada, uma vez que o consumo existe e o Estado não tem arrecado nada com isso. Na verdade, parlamentares já afirmaram que o crime organizado que tem controlado o mercado ilegal de vapes.
No Senado, tramita um projeto de lei da senadora Soraya Thronicke (PSB/MS), e na consulta pública sobre o projeto, mais de 18 mil brasileiros votaram à favor da proposta que regula produção, importação, exportação, comercialização, controle, fiscalização e propaganda dos vapes.
“Quando o preço do produto legal sobe de forma desproporcional, o consumidor migra para o mercado clandestino, que opera sem controle sanitário e financia organizações criminosas”, afirmou Edimilson Alves, presidente da Abifumo.
A Universidade de São Paulo (USP) realizou, em 2025, um estudo que mostrou que a regulação dos cigarros eletrônicos renderia ao governo R$ 13,7 bilhões por ano em arrecadação tributária. A pesquisa mostra ainda que cerca de 8,5 milhões de brasileiros são usuários de vapes.
Compensação do querosene
A medida foi anunciada na última segunda-feira (6/4) como forma de compensar o aumento do querosene de aviação (QAV) devido à guerra no Golfo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan afirmou que o aumento renderá, nos próximos dois meses, cerca de R$ 1,2 bilhão, que seria usado para bancar a isenção do PIS/Cofins sobre o QAV e o biodisel. A proposta eleva o imposto de R$ 2,25 para R$ 3,50, e o preço mínimo da carteira de R$ 6,50 para R$ 7,50.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 7 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Pré-candidato do PSD ao Planalto, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado é visto pelo mercado financeiro como um nome com potencial para conquistar terreno no setor. É que os financistas começam a olhar com certa desconfiança para Flávio Bolsonaro, do PL. O senador é visto nos bastidores como um candidato que, antes mesmo de entrar em campo, reclama das urnas eletrônicas e terá que dar muitas explicações sobre a formação de seu patrimônio. Para completar, tem um irmão nos Estados Unidos — Eduardo Bolsonaro — brigando dentro do próprio partido, e outro — Carlos Bolsonaro — considerado instável. Se Caiado conseguir se colocar como um gestor experiente e equilibrado, atrairá grande parte do centro, deixando Flávio na extrema-direita que, sozinha, não conseguirá chegar ao segundo turno.

Discurso pronto
O PT tem uma resposta às acusações da oposição sobre o voto contrário de seus parlamentares ao relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS: A fraude foi descoberta no governo Lula, que dá autonomia aos órgãos de fiscalização. “O relatório da maioria da CPMI do INSS prova que o esquema foi gestado, montado e executado durante o governo Bolsonaro. Prova, também, que foi sob a administração do presidente Lula que a PF e a CGU tiveram autonomia para investigar e desmontar esse esquema. A verdade é essa: Bolsonaro deixou roubar, Lula mandou investigar e devolver o dinheiro dos aposentados” , afirma o secretário nacional do partido, Éden Valadares.
Aliás…
Os petistas lembram, ainda, a reunião de 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro disse: “Não vou esperar f.. a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar. Se não puder trocar, troco o chefe dele. Se não puder, troco o ministro e ponto final” . Os vídeos das reuniões de Bolsonaro e de seus ministros voltaram a circular com força nos últimos dias.
Pescaria
O movimento de filiação do senador Rodrigo Pacheco no PSB não foi apenas para viabilizar um palanque em Minas capaz de abrigar o presidente Lula. Na cúpula do partido de João Campos, Pacheco é visto como um atrativo para que outros nomes possam se juntar à sigla no futuro, a fim de fortalecer o PSB em Minas Gerais.
Se depender de Alcolumbre…
… Não haverá prorrogação da CPI do Crime Organizado. Ainda que o relator da CPI no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), tenha conseguido as assinaturas para ampliar o prazo da investigação, parlamentares ouvidos pela coluna não estão otimistas e apontam para o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como o maior empecilho.
Justiça tributária em pauta
O discurso do PT para taxação dos super-ricos ganha um empurrãozinho nesta quarta-feira, com o lançamento da campanha nacional por justiça tributária e enfrentamento das desigualdades no Sistema Tributário Nacional. Teresa Ruas, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), diz que a ideia do movimento é ampliar a pressão pública por mudanças estruturais no sistema tributário. “O Brasil precisa de um sistema mais justo, que combata desigualdades e garanta recursos para políticas públicas. Essa campanha é um chamado à sociedade e ao Congresso para que a taxação dos super-ricos avance de forma concreta” , diz.
CURTIDAS

Sem aviso/ Os deputados tomaram um susto quando chegaram à Câmara, nesta semana, e se depararam com a montagem das cabines de votação na área do plenário. A única votação secreta pendente é para ministro do Tribunal de Contas da União. Só tem um probleminha: O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) não avisou aos pré-candidatos, não abriu inscrição e tampouco marcou sabatinas na Comissão de Finanças e Tributação.
Precedente/ No passado, Arthur Lira fez o mesmo, votou sem sabatina. Agora, porém, os partidos que não apoiam o candidato do PT, Odair Cunha (MG), vão cobrar as sabatinas.
Noite literária/ Em São Luís, o ex-presidente José Sarney e os escritores Ignácio de Loyola Brandão (E) e Valter Hugo Mãe (foto) trocaram impressões sobre literatura, cenário político e outros temas, na noite de Páscoa, degustando um sorvete de coco.
Vem aí/ O ex-ministro Moreira Franco lança, amanhã, em Brasília, o livro Política como destino, abordando os caminhos de descaminhos da redemocratização. O evento será realizado na Casa Parlamento, do grupo Esfera Brasil, a partir das 17h30.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 4 de abril de 2026, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Com o fechamento da janela partidária, ontem, e do fim do prazo para os candidatos deixarem os mandatos no Executivo, hoje, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará correr contra o tempo para melhorar a avaliação dos eleitores. O fator rejeição será decisivo na campanha eleitoral deste ano, alertou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. Conforme dados da pesquisa Arko/Intel, divulgada ontem, Lula está em uma posição muito incômoda. Ele lidera o ranking de rejeição dos eleitores, com 50,6%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem um rejeição menor, de 24% — maior do que a dopai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de16,3%. Assim, o chefe do Executivo terá uma boa dose de trabalho pela frente para reverter esse quadro, apesar de denúncias contra o filho 01 no radar, como a da rachadinha.
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“A chance do Flávio Bolsonaro é dada, independentemente de como ele vai performar ao longo da campanha, porque a rejeição de Lula ainda é muito alta. Isso significa que o eleitorado é crítico ao governo. Portanto, qualquer nome da oposição tem chance, sem dúvida”, destacou Cortez. Para ele, a disputa já está aberta e se o governo Lula não conseguir melhorar a avaliação junto aos eleitores, Flávio é um nome forte para ganhar as eleições neste ano, “ainda que ele tenha uma série de questionamentos como candidato”. Logo, tudo indica que a eleição deste ano será definida por pouquíssimos votos, tal como foi a de 2022.
Prazo curto
A partir de agora, o governo federal vai ter que correr contra o tempo para mostrar o que fez para a população desde 2023. E, para isso, tem até 4 de julho, quando vence o prazo para o Executivo fazer propaganda, inaugurar obras para conquistar os indecisos e melhorar a imagem junto ao eleitorado. Depois dessa data, começa a propaganda intrapartidária dos candidatos.
Imagem negativa
Assim como a rejeição elevada, a imagem negativa de Lula também é elevada, chegando a 55%, acima da positiva, de 43%, conforme os dados da pesquisa da Atlas/Arko. Já Flávio Bolsonaro tem imagem positiva para 53%do eleitorado e positiva para 44% dos entrevistados. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, por sua vez, tem uma imagem negativa maior, de 57%, e só é superado pela primeira-dama Rosângela Janja da Silva (62%); pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (66%); pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); e pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP) — os dois últimos empatados com 90% de percepção negativado eleitorado.
Senadores na berlinda
Seis pesquisas estaduais da AtlasIntel, divulgadas recentemente, mostram senadores governistas e da oposição que podem perder os mandatos que têm. No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT) aparece em terceiro lugar no consolidado dos votos para as duas vagas disponíveis para o Senado, com 16,3%. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também está em terceiro lugar, com 17,7% dos votos. Outros ex-senadores também estão com dificuldade em retornar para à Casa, como a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), no Paraná — em terceiro lugar, com 16,5%; Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, em quarto lugar, com 8,7%; e Marina Silva (Rede), em São Paulo, em terceiro lugar, com 19,6%.
Discurso regional
Na próxima quarta-feira, a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) e a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) realizam juntas uma reunião-almoço para discutir os impactos da mudança na escala 6 x 1,agora no âmbito dos municípios. As frentes têm promovido diversas rodadas de conversa sobre a pauta. O encontro contará com a participação do prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, além de representantes do setor produtivo.
Pente fino
Enquanto as negociações para o acordo de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, caminham, investigadores responsáveis pelo caso buscam os bens do empresário mineiro e o emaranhado de fundos dele no exterior. O mapeamento dos recursos de Vorcaro em paraísos fiscais, inclusive, deve ajudar no processo de devolução de ativos do banqueiro como contrapartida do acordo de delação premiada. A expectativa é de que Vorcaro aponte outros CPFs de beneficiários desse dinheiro que está lá fora.
Siga o dinheiro
Não à toa, o Banco de Brasília (BRB) se adiantou às investigações em busca dos bens de Vorcaro no exterior para o acordo de delação premiada. Entrou na Justiça como pedido de tutela cautelar, com o objetivo de “resguardar o direito à eventual recomposição integral dos danos sofridos”. Assim, o banco do Distrito Federal tenta reduzir o estrago provocado pelo Master nas contas da instituição que, pelas investigações da Polícia Federal, comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master. O BRB tenta achar recursos para cobrir o rombo deixado pelo Master e que ainda não foi divulgado no balanço de 2025.
Surpresa boa
Fora da política, a Sexta-Feira Santa trouxe uma bela surpresa para os fãs da banda U2, incluindo a interina desta coluna. A banda de rock irlandesa lançou o EP Easter Lily, com seis músicas inéditas. Em carta publicada no Instagram da banda, o vocalista Bono escreveu que o novo álbum trouxe muitas perguntas pessoais envolvendo vários temas nesse cenário de guerras, como religião e amizade. Bono ainda destacou que o álbum faz uma uma homenagem a Patti Smith, em referência ao álbum Easter, que, segundo ele, deu muita esperança para ele, um jovem de 18 anos, quando foi lançado em 1978. “Tentaremos fazer alarde e pompa em outra ocasião para lembrar ao resto do mundo que existimos, mas enquanto isso… isso fica entre nós”, escreveu o vocalista.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 1º de abril de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

“Estou muito otimista, muito otimista”, disse o presidente Lula na reunião ministerial na qual anunciou Geraldo Alckmin como companheiro de chapa na corrida para a reeleição. “Tenho certeza que vocês farão do trabalho no governo o sucesso da futura campanha de vocês. Porque se tem um governo em que os ministros tiveram oportunidade de entregar resultado, foi este governo”, disse Lula durante a transmissão.
O chefe do Planalto deu o aperitivo da estratégia que pretende adotar: comparar o antes e o depois. Orientou os ministros a medirem o desempenho da atual administração com o de outros governos. “Sobretudo com aquele nós substituímos. Nós fizemos infinitamente mais, com mais precisão e melhor qualidade, com o objetivo de atender aos interesses do povo brasileiro”, asseverou o presidente.
A portas fechadas, o diagnóstico é mais tenso. Permanece a avaliação de que o governo está se comunicando mal, e essa lacuna estaria deixando o terreno livre para a oposição. Até aqui, o otimismo presidencial não encontra reflexo na opinião do eleitor. Desde novembro, a desaprovação do governo Lula está acima da aprovação, segundo as pesquisas de opinião.
Foi ficando
Durante a sessão de agradecimentos ao empenho dos ministros, o presidente Lula fez menção a José Múcio, titular da Defesa. Relembrou a história (já quase uma anedota) de que, inicialmente, o combinado era Múcio ficar apenas um ano no governo. Ano após ano, Múcio foi ficando. Até completar o ciclo no terceiro mandato de Lula. O ministro não disfarçou o sorriso ao ouvir o relato presidencial.
Prioridade
O projeto que regulamenta a extração de minerais críticos e terras raras deve avançar no Congresso Nacional já na próxima semana. O relator da matéria, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirmou, durante a reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), que deve apresentar o parecer até o próximo dia 7.
Sincronia
Além disso, há um diálogo entre a Câmara dos Deputados e o Senado para uma convergência referente ao tema e sincronizar a tramitação nas duas Casas. O senador Esperidião Amin (PP-SC) já conversou com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para viabilizar a ideia.
Definição ampla
A ideia de Jardim é não caracterizar demais o conceito de minerais críticos. Segundo ele, outros países seguiram esse caminho e precisaram rever as definições. Na visão do deputado, essa experiência no exterior ajuda o Brasil a formular uma política mais robusta e acertada.
Valor agregado
Outro ponto do relatório será propor um investimento para agregar valor aos minérios, e não apenas exportar a commodity. “Não queremos ser meros exportadores de commodities, queremos que todos eles sejam aqui processados, aqui transformados. Fazer uma cadeia de valor aqui no Brasil”, defendeu o relator.
Oriente-se
Como exemplo de investimento em tecnologia e mão de obra na área de minerais críticos, Arnaldo Jardim comparou os Estados Unidos com a China. Segundo ele, os EUA tem apenas nove PHDs na área. A China, por sua vez, tem 430. Esse seria um exemplo a ser seguido em termos de mineração crítica.
Reúso
Outro ponto que o relatório quer abordar, principalmente visando a área de produção de baterias, é a mineração urbana. Ela consiste em recolher celulares e equipamentos eletrônicos antigos da população — aqueles que não são mais usados ou são descartados de forma errada — para reciclagem, recuperação e reúso de matérias importantes que estão nesses equipamentos.
E os combustíveis?
A reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) será realizada amanhã. É previsto o debate acerca do aumento da mistura do biodiesel para conter os impactos da guerra no Golfo nos preços dos combustíveis no Brasil. Consultores afirmam que se a mistura subir de 15% para 16%, a mudança será significativa. O lobby ligado às petrolíferas entrará mais forte para evitar que isso aconteça.
Critérios técnicos
Com o envio da mensagem presidencial indicando o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, aliados do governo entendem que é hora de análise crítica. Senadores defendem que a sabatina seja feita de forma calma e sem paixões para não poluir o debate.
Comida é conquista
No próximo dia 7, em Brasília, comemoram-se os 50 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é um dos confirmados para o evento, que contará ainda com outros representantes do Poder Executivo e Legislativo. Autoridades regulatórias, lideranças e especialistas vão debater o legado do PAT, impactos das alterações recentes e caminhos para modernização.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 31 de março de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito
Ronaldo Caiado lançou-se pré-candidato à Presidência da República com um discurso que em nada sugere uma terceira via no cenário polarizado das eleições. O governador manteve a postura de político de direita, com críticas contundentes ao lulopetismo. Essa linha de oposição ao Planalto vem sendo conduzida há meses, como se viu no debate sobre a PEC da Segurança Pública.
Mas, no dia em que se apresentou ao país como postulante ao Palácio do Planalto, Caiado sinalizou uma bandeira para atrair o eleitorado de Flávio Bolsonaro. Disse que, como primeiro ato na Presidência, assinaria a anistia ampla e irrestrita aos envolvidos na trama golpista. Foi a senha para esvaziar uma das principais promessas do filho 01 do ex-presidente Bolsonaro.
Ainda em relação a Flávio Bolsonaro, Caiado pode mostrar que tem muito mais experiência como gestor público doque o senador, que jamais exerceu um cargo no Executivo. Com seis mandatos parlamentares, o pré-candidato do PSD é, ainda, um articulador importante para o PSD cumprir o objetivo de formar uma bancada forte no Congresso em 2027. Caiado é adversário de Lula, sem dúvida. Mas é Flávio Bolsonaro quem está no caminho dele.
Sou agro
No lançamento da pré-candidatura, Caiado deixou clara a antiga aliança com o agro nacional, muito antes de o setor ganhar fama mundial e virar “pop” ou “tech”. Lembrou que foi fundador da União Democrática Ruralista (UDR), entidade contrária à atuação do MST entre 1985 e 1994. Caiado afirmou que a atuação política nesse período permitiu ao agro se tornar a estrela da economia brasileira.
Mordida
Assim como havia feito nas redes sociais nos últimos dias, Caiado resolveu espezinhar novamente Lula após o presidente sugerir que brasileiros estão endividados porque gastam muito no cuidado com cachorros. Disse ser “muito dedicado ao criatório de meus cachorros, que ultimamente o presidente tem tentado responsabilizar pela alta taxa de juros”.
Na ponta do lápis
Considerando apenas os números, o PSD encontrou motivos para preferir Caiado a Eduardo Leite. Pesquisa da BTG Nexus divulgada ontem mostra que o gaúcho tem uma rejeição ligeiramente (34%) maior do que o governador de Goiás (31%). No mesmo levantamento, Caiado também pontuou melhor em intenção de votos no primeiro turno e se saiu melhor contra o presidente Lula que seu colega de legenda.
Regional e nacional
Dentro do PSD, predominou a avaliação de que Leite estaria muito isolado no Rio Grande do Sul e de que a capilaridade de Caiado seria maior.
União é força
Durante o almoço empresarial do Lide em São Paulo, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que não tem dúvidas de que Caiado apoiará Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas ressalta que o momento é de união. “Todos nós sabemos que pode ter quantos candidatos a presidente do Brasil, que no segundo turno vai estar o Flávio e o Lula”, comentou.
Vem logo
“Tenho certeza de que o Caiado, que é de direita, vai nos acompanhar. O ideal para nós era que todos eles nos acompanhasse no primeiro turno para dar chance para nós ganharmos a eleição no primeiro turno”, previu o presidente do PL.
Chamem
Após analisar os documentos elaborados pelo Tribunal de Contas da União, parlamentares aumentaram a pressão para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado chamar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A investigação do TCU indica que a gestão de Campos Neto apenas enviava ofícios, com advertências, ao banco de Daniel Vorcaro, e não tomou medidas mais drásticas.
Não é comigo
Na semana passada, em nota pública, Campos Neto afirmou que não era atribuição da presidência do BC analisar as atividades de bancos do porte do Master, com ativos inferiores a 1% do PIB. Essa seria uma atribuição de servidores do BC. “A presidência do BC não pode ser responsabilizada por terceiros”, alegou Campos Neto.
Sem cadeira cativa
Em entrevista a um programa de TV local, o deputado Arthur Lira (PP-AL) mandou recado ao eterno rival Renan Calheiros, ainda que sem citá-lo. “O Senado está devendo a Alagoas. Disse no lançamento (da pré-campanha) e reafirmo aqui: o Senado não é morada permanente de ninguém, não”, afirmou.
Na disputa
A primeira-dama de Rondônia e titular da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, almeja uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026 pelo União Brasil. Ela quer concentrar os esforços em projetos que promovam a assistência à população mais vulnerável.
Política é poesia
Com um livro de poesias recém-lançado, o ex-governador e pré-candidato José Roberto Arruda (PSD) resume a própria trajetória em versos sucintos. “Experimentei o poder, os palácios e o gosto amargo da prisão (…) Fiz curva em alta velocidade e, agora, cheguei a uma idade em que tudo faz sentido. Era esse o meu destino”, escreve o poeta-político, em Destino.












