Motivos para as desculpas de Flávio

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, PL, Política, PP, PSB, PT, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 24 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

O senador Flávio Bolsonaro demorou mais de um mês para pedir desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pela desconsideração com que a tratou quando foi guindado à condição de pré-candidato do PL ao Planalto. Agora, porém, diante das inúmeras dificuldades que sua campanha atravessa, não teve saída, senão buscar a aproximação. Coincidentemente, o gesto vem no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autoriza a abertura de inquérito para investigar o financiamento do filme Dark Horse — que levou Flávio a pedir dinheiro ao ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. A avaliação de muita gente próxima ao senador é a de que Michelle pode ajudar em várias frentes, até no episódio do filme.

Pulinhos/ Quando o nome de André Mendonça foi aprovado para ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2021, Michelle foi ao Senado acompanhar a votação ao lado de Mendonça. Ali, fizeram orações e comemoraram. À época, o vídeo em que Michelle aparece pulando de alegria pela aprovação do nome fez o maior sucesso nas redes sociais. Tem muita gente avaliando que se tem alguém capaz de fazer com que Mendonça dê algum alento a Flávio, é a madrasta do senador.

Nem vem

O ministro André Mendonça tem dito a amigos que suas atitudes não têm nada de deslealdade com os Bolsonaro. Ele tem feito o que foi indicado para fazer: seguir a lei e a Constituição. Nesse sentido, qualquer conversa com Michelle Bolsonaro sobre a investigação do filme Dark Horse não surtirá o efeito desejado pelos aliados de Flávio Bolsonaro.

Mais urgentes

Paralelamente à lupa que a Polícia Federal colocará sobre financiamento do filme Dark Horse, Michelle é considerada crucial para ajudar Flávio no eleitorado feminino, especialmente, no segmento evangélico. O senador está com dificuldade de conseguir mais espaço entre as igrejas pentecostais, onde Michelle fez muita campanha em 2022 em defesa da reeleição do marido.

Por falar em dificuldades…

Flávio Bolsonaro retomou as lives que o pai dele tinha o hábito de comandar. Aliás, ele tem estudado tudo o que o pai fez lá atrás para ver se consegue repetir o feito do então deputado, vitorioso em 2018. A diferença é que, naquela época, os filhos do então candidato a presidente eram desconhecidos. A receita das lives precisa de alguns ingredientes novos.

Hora de arrumar a casa

Interlocutores da campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará afirmam que o pré-candidato está muito ocupado com a corrida ao Palácio da Abolição para se preocupar com a eleição nacional. De acordo com a equipe econômica de Ciro, o estado deverá ter um déficit fiscal de R$ 2,2 bilhões em 2026, considerado uma situação “dificílima de recuperar”. Já existe um plano para reduzir o número de secretarias. Quando Ciro foi governador, eram 18 pastas. Cid Gomes governou para 21. Elmano de Freitas aumentou para 39.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução Instagram

O agradecimento dela/ No vídeo em que aceitou o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradece à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e à senadora Damares Alves (RepublicanosDF) pelo trabalho de pacificação entre madrasta e enteado. Não citou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Roseana e a saúde/ Recuperada do câncer, a ex-governadora, ex-senadora e ex-deputada Roseana Sarney (foto) está de volta aos palanques políticos maranhenses como candidata ao Senado. “Estou preparando uma série de projetos para a área de saúde e a luta contra o câncer”, diz ela à coluna. Roseana, que foi uma das musas do impeachment de Fernando Collor de Mello e da defesa da democracia no passado, agora se dedicará de corpo e alma a esses projetos.

Meu país, Piauí/ O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), está totalmente em modo campanha eleitoral. Menos de 24 horas após anunciar a neutralidade da federação União Progressista no pleito nacional e depois de diversas publicações sobre entregas no estado, o senador postou um vídeo curto com a filha. Dirigindo, ainda fez dancinha, em clima de “zero” preocupação.

Para onde vai Leila/ Pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-interventor na segurança pública Ricardo Cappelli não desistiu de ter a senadora Leila Barros compondo a sua chapa como candidata à reeleição. No PDT, porém, o que se diz é que Leila deve sair alinhada ao PT. A ausência do PSB nacional na convenção do PDT esta semana e a presença em peso do PT no evento foram lidos como um sinal de que Leila sairá na chapa petista.

Procure outra

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 22 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

A depender do desejo da senadora Tereza Cristina, o pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro pode buscar outro nome para compor a chapa na vaga de vice. No universo do agro Brasil afora, Tereza é citada como uma promissora candidata à Presidência da República e não uma fotografia ao lado do filho do ex-presidente da República para tentar atrair o eleitorado feminino. Tereza tem currículo de sobra. Foi ministra da Agricultura no desafiador período da pandemia de covid 19 e manteve o setor em pleno funcionamento. No Senado, relatou ainda projetos importantes e de difícil acordo e chegou lá. Ultimamente, fundou o instituto Diálogos para debate dos problemas nacionais. Se o PL quiser apoiá-la ao Planalto, muito bem. Porém, os Bolsonaro querem apenas quem tenha o sobrenome da família na cabeça de chapa.

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Um baú de dificuldades/ Flávio continua com os mesmos problemas para ampliar o leque de partidos ao seu redor. O União Brasil e o Progressistas formam uma federação e quer ter liberdade para compor chapa nos estados e, assim, eleger deputados federais. O Republicanos caminha nessa mesma toada, com um grupo fechado com Lula, uma perna com Caiado e um braço com Flávio Bolsonaro.

Soberania

O tom do presidente Lula durante a Convenção Partidária Nacional do PDT foi lido como um “esquenta” da linha a ser usada na campanha à reeleição. Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destacou a defesa da sobera nianacional. Os bolsonaristas podem se preparar, porque esse será um dos eixos da campanha presidencial.

Por falar em Trump…

O Instituto Indexa Pesquisas detectou em seu último levantamento que 30% dos entrevistados culpam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas novas tarifas; 28% responsabilizam o presidente Lula; 17% responsabilizam o presidente norte-americano Donald Trump. Apenas 12% entendem que os três compartilham igualmente a responsabilidade; 13% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa está registrada no TSE com o Código BR-02904/2026.

Reflexos do tarifaço

Um terço dos entrevistados (33%), porém, considera que nem Lula nem Flávio Bolsonaro terão ganhos eleitorais com o episódio das tarifas. Enquanto 25% avaliam que Lula tema ganhar, outros 18% afirmam que a balança penderá mais para Flávio. Quanto às atitudes de Lula nessa seara, 36% acreditam que Lula agiu corretamente e outros 31% julgam que o presidente não representou adequadamente os interesses nacionais.

Suspense até o fim

O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB) só decidirá seu caminho nesta temporada eleitoral em 5 de agosto, último dia para definição de candidaturas. Não descarta sequer o apoio a Lula. Hoje, transita em todos os campos, do PL ao PT. Só tem um probleminha: ao governo de Alagoas, o candidato de Lula é Renan Filho (MDB), a quem o presidente trata quase como um filho.

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Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Tal e qual Melania/ A modalidade de green card que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro recebeu nos EUA é igual àquele obtido pela primeira-dama Melania Trump. Mrs. Trump, de acordo com reportagem do Washington Post, tem o EB-1 visa desde 2001. Esse visto é conhecido como “Einstein Visa” por ser concedido a pessoas com “habilidades extraordinárias”. Agora, quem recebe é Eduardo, o 03 de Jair Bolsonaro.

Quantos votos isso dá?/ A avaliação entre deputados do próprio PL é a de que o green card de Eduardo Bolsonaro não rende votos a Flávio Bolsonaro. O que poderia render, avaliam alguns, seria qualquer gesto de defesa das mulheres brasileiras, depois do episódio em que o empresário Paolo Zampolli, enviado especial para negócios globais do governo Donald Trump, chamou as brasileiras de “programadas para causar confusão” e “raça maldita”.

Ficou por isso mesmo/ Zampolli foi casado com a brasileira Amanda Ungaro, que terminou deportada em outubro do ano passado, após acusar o ex-marido de violência doméstica e abuso sexual. Na época das declarações contra as brasileiras, a Câmara aprovou uma moção, considerando Zampolli persona non grata. Os bolsonaristas nos Estados Unidos não fizeram qualquer gesto em defesa das mulheres do Brasil. O Partido Novo votou contra a proposta aprovada na Câmara.

Ex-ministro na campanha/ Aos poucos, os ex-integrantes do ministério de Lula vão fechando seus palanques Brasil afora. Celso Sabino (foto), ex-ministro do Turismo, teve a candidatura ao Senado confirmada durante a convenção partidária do PDT esta semana. Sabino apoiará Lula ao Planalto em palanque diferente daquele em que estará o ex-governador Helder Barbalho (MDB).

Tarifaço: negociações só depois da eleição

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 17 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A ordem agora no governo brasileiro é dialogar com cada setor afetado pelo tarifaço dos Estados Unidos, de forma a tentar reduzir os danos. Porém, negociação direta com os norte-americanos só mesmo depois das eleições. A ideia é repisar que o tarifaço é, na verdade, um “Tariflávio”, numa referência ao pré-candidato do PL à Presidência da República, que, quando das primeiras tarifas, no ano passado, elogiou a atitude dos Estados Unidos e, agora, amplia as críticas a Lula sem atacar diretamente o governo de Donald Trump pela decisão. Flávio, por sua vez, promete enfatizar o “PT — o partido do tarifaço”. O tema vai tomar conta deste período de pré-campanha justamente na largada das convenções. No entanto, a avaliação de aliados de Flávio é de que, a partir de agosto, a segurança pública ainda prevalecerá sobre esse assunto das tarifas, em que o senador do PL espera ter mais vantagem sobre o presidente Lula.

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Divisor de águas/ A nota divulgada pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) a respeito das tarifas, com críticas às negociações por parte do governo brasileiro, deixou claro que a instituição não apoiará a reeleição de Lula. A dúvida de muitos empresários é se abraça Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro, a quem muitos paulistas têm forte resistência.

Pouco a apresentar

Até os deputados do PL titubeiam na hora de elencar os trabalhos de destaque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Parlamento. Este ano, ele não relatou qualquer proposta importante e votou de forma presencial apenas sete vezes, conforme levantamento da coluna no portal do Senado.

Um defensor inesperado

Especialista em Orçamento, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) foi, dia desses, à tribuna defender o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), adversário ferrenho de seu partido no estado. Rocha tem dito que Dino está certo em cobrar transparência e foi incisivo ao dizer que, no MDB, presidente de partido não pede emendas a demais parlamentares. “No MDB não tem disso. Isso e coisa de partido que tem dono.”

E a reforma tributária, hein?

Estudo da consultoria fiscal V369, que analisou 6,4 milhões de notas fiscais, mostra que 66,2% desses documentos têm inconsistências que podem comprometer o crédito de IBS e CBS, previsto na reforma tributária. A advogada tributarista e coordenadora do MBA em gestão tributária da Trevisan Escola de Negócios, Elizabeth Martos, adverte: “A partir de 1º de agosto, encerram-se as flexibilizações e passam a produzir efeitos as penalidades pelo descumprimento das novas obrigações acessórias. Em 3 de agosto, os sistemas passarão a rejeitar os documentos fiscais eletrônicos emitidos sem os campos obrigatórios de IBS e CBS”.

Origem de tudo

O estudo demonstra que a origem do erro nas notas fiscais ocorre no começo do processo, na compra de materiais com os fornecedores, que não estão preenchendo o campo obrigatório de IBS e CBS. “Se o documento for rejeitado e a operação ocorrer sem documento fiscal válido, há risco de agravamento das penalidades e da responsabilização do contribuinte”, ressalta Martos.

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Crédito: Reprodução/Instagram

Atrás delas/ Com o crescimento do eleitorado feminino, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques de forma a tentar alavancar sua empatia com as mulheres. No início, 2,8 mil pessoas acompanhavam a live.

Compensa aí/ Brigado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto), Flávio quer transformar Daniela em sua grande ponte com as eleitoras brasileiras.

Proteção dos jovens/ O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no ambiente digital — lei que protege meninas e meninos na internet — completa quatro meses de vigência e, até aqui, o iFood é a única plataforma de delivery a cumprir as exigências do ECA. À coluna, o Ministério da Justiça justificou a classificação: é que o aplicativo “apresentou comprovação de bloqueio de acesso para crianças e adolescentes não acessarem funcionalidades permitidas exclusivamente para adultos e, por isso, recebeu reclassificação indicativa como não recomendado para menores de 14 anos”, afirmou.

O perfil de vice para Flávio

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Caio Gomez

O PL deixará nas mãos do senador Flávio Bolsonaro a escolha do nome que o acompanhará na vaga de candidato à vice-presidência da República. Só vai ponderar que o escolhido tenha votos. Se essa premissa for levada ao pé da letra, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques ficará dedicada ao programa de governo. Afinal, nunca concorreu a qualquer mandato eletivo. A senadora Tereza Cristina, que tem votos e prestígio, é pré- candidata a presidente do Senado. E se colocou exatamente para sair desse imbróglio, especialmente depois de Flávio se referir à parlamentar como “vozinha”. Embora tenha tentado justificar, dizendo que ela lhe lembrava a sua avó, a fala foi vista como machista e “etarista” até por parlamentares do próprio PL. A tendência hoje é chapa pura.

Tensão só aumenta

Os partidos estão meio zonzos diante da decisão do ministro Flávio Dino de cobrar que todos se expliquem sobre as indicações de emendas parlamentares. A nota do MDB, por exemplo, afirma que “o jurídico está analisando como se posicionar, pois — via de regra — é evidente que emenda é prerrogativa só de parlamentar”. PSol e Novo negaram veementemente o uso desse tipo de prática. Os demais também se mostraram indignados, mas ninguém pretende descumprir a ordem do ministro do STF.

Quem procura…

… acha. Deputados de partidos de esquerda preparam um requerimento de informação para saber exatamente onde Tuca está trabalhando neste momento. No site de consulta do sistema da Câmara dos Deputados, a servidora aparece lotada na Diretoria Administrativa, mas não especifica em qual departamento. Esses parlamentares acreditam que, pela lógica, ela deveria estar no Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade, mas quem telefona para lá é informado que não há nenhuma Mariângela Fialek trabalhando ali.

Segue o fio

Parlamentares querem entender a função que Tuca exercia e para quem ela respondia dentro da Casa, afinal, até agora já foi descoberto que a servidora cuidava de emendas do Progressistas, PL e Republicanos. Deputados desejam entender como funciona o sistema de sugestão e até que ponto Tuca apenas “realizava seu trabalho técnico”.

E as pesquisas, hein?

O PT respirou aliviado com a melhora da aprovação do presidente Lula apontada na pesquisa Genial/Quaest divulgada esta semana. Porém a avaliação interna é de que não dá para o petista se deitar em berço esplêndido. Não pode haver erros. Nem de Lula, nem de seus principais aliados. Vale lembrar que ele ganhou por uma pequena diferença em 2022.

Ainda tem jogo

Os eleitores de direita não bolsonaristas que, na pesquisa espontânea, afirmam votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno caíram de 44% para 32% entre junho e julho. No meio bolsonarista, a queda foi de cinco pontos percentuais, de 50% para 45%. Porém, até o momento, esses votos não migraram para Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%) ou outro candidato. Sinal de que, a depender da forma como Flávio levar a sua campanha, podem voltar.

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Crédito: Reprodução/YouTube

Onde pega/ Embora o gabinete de Flávio Bolsonaro tenha divulgado uma nota dizendo que o senador não conhece o “Sicário” de Daniel Vorcaro com quem aparece numa foto que circulou na internet, o PL ficou com pé atrás ante a notícia. É que Flávio aparece sem camisa ao lado de Luiz Phillipi Mourão, indicando algo bem diferente das fotos tiradas nas ruas. Há o receio de que se repita o que houve no episódio do encontro com Vorcaro, quando, num primeiro momento, o senador mentiu, dizendo que não havia se encontrado com o banqueiro. Por isso, a ordem agora é aguardar as investigações.

A luta pelo 2222 e pelo 1313/ Em todos os estados, pré-candidatos a uma das vagas de deputado federal pelo PL e pelo PT brigam pelo direito de usar os números dos respectivos partidos na hora de se apresentar ao eleitor. Há uma certeza de que isso ajuda, e muito, a incrementar o número de votos. No PL, Valdemar Costa Neto vai deixar essa questão a ser resolvida por cada estado.

E o Missão?/ A legenda está bem otimista com as eleições deste ano. O foco do partido é crescer as bandas estaduais e federais, principalmente a da Câmara dos Deputados. Pela conta dos dirigentes, em um cenário pessimista, a legenda deve eleger quatro deputados em São Paulo, e eles consideram que no estado cinco pré-candidatos têm projeção relevante.

Lembrança dos tucanos/ Ao dizer, em entrevista ao portal Uol, que a sociedade brasileira “nunca teve uma primeira- dama que trabalhasse efetivamente”, Janja Lula da Silva (foto) se esqueceu dos anos 1990, em que Ruth Cardoso, professora e intelectual, trabalhava, e muito, conforme lembram os representantes do PSDB que conviveram com a primeira-dama no governo Fernando Henrique Cardoso. Aliás, quando Lula foi eleito pela primeira vez, Fernando Henrique e D. Ruth receberam o casal Lula e Marisa Letícia para jantar e mostrar as dependências do Palácio da Alvorada. Um exemplo de respeito à democracia e ao voto do povo brasileiro.

Uma carta, mas nada de desculpas

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, emendas, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 14 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Embora tenha mencionado a necessidade de união do PL e daqueles que votaram em Jair Bolsonaro no passado, o senador Flávio Bolsonaro e “porta-voz” do pai não apresentou nenhum pedido de sincero de desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nem fez refluir os ataques a ela e à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) nas redes sociais. Chegou ao ponto de Damares ir à tribuna dizer que é “do time” de Bolsonaro e que é chegada a hora de a direita parar de atacar os seus soldados na internet. Damares usou a seguinte expressão para reforçar seu apoio à pré-candidatura de Flávio: “O Flávio ainda é o meu pré-candidato, indicado do presidente Jair Bolsonaro”. O “ainda” deixou a muitos a impressão de que, se a briga continuar, poderá deixar de ser. Não por acaso, já tem muita gente que votou em Bolsonaro no passado acompanhando de perto os movimentos de Ronaldo Caiado (PSD).

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Onde mora o perigo/ O embate interno nas hostes bolsonaristas corre o risco de deixar muitos potenciais aliados em alta nas pesquisas — caso de Michelle Bolsonaro — de braços cruzados por Flávio ao longo da campanha. E, embora as pesquisas atuais apresentem o senador no segundo turno, a avaliação de muitos no PL é a de que ele não está em posição de dispensar aliados.

Dino abrirá o pós-eleição

Enquanto a campanha eleitoral pede passagem, o ministro do Supremo Tribunal Federal responsável pelo processo relativo a emendas parlamentares, Flávio Dino, dá o tom do que vem por aí. Ele não vai tirar o dedo dessa ferida nem recuar em relação à necessidade de transparência e prestação de contas de cada centavo aplicado por sugestão dos congressistas e de outras pessoas alheias ao mandato parlamentar.

Vem mais

Muita gente diz que essa influência externa não se restringe a Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, que já tiveram parte dos bens bloqueados. Outros nomes vão aparecer ao longo do processo. Afinal, ainda há muito material a ser analisado, além do celular da assessora Mariângela Fialek, que ajudou no rastreio desses padrinhos.

Quis poder, agora aguenta

Nos casos das emendas individuais, o que se comenta no Parlamento é que o Executivo tem que liberar e ponto, porque é determinação constitucional pagar as emendas impositivas. Diz-se que, se o Poder Executivo segurar essa liberação, terá que responder. Logo, os parlamentares responsáveis pelas indicações e os prefeitos que recebem as verbas têm que prestar contas.

Façam um acordo

Independentemente de quem vencer as eleições deste ano, está claro que será preciso um pacto entre os Poderes para resolver essa questão orçamentária. Se os parlamentares continuarem nessa queda de braço com os outros dois Poderes sobre as emendas, o contribuinte pagará a conta.

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Crédito: Antonio Augusto/STF

E o Moraes, hein?/ A proibição das visitas do senador, filho e advogado Flávio Bolsonaro ao pai aumentará a carga contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes (foto) no Senado. Se a direita mais ligada a Bolsonaro for vitoriosa, Moraes terá que torcer para que os senadores elejam um moderado para presidir a Casa.

Por falar em carta…/ Em 2002, quando foi candidato pela quarta vez ao Planalto, Lula editou uma carta aos brasileiros de quatro páginas e meia sobre o cenário econômico e o projeto do PT. Em 2018, editou uma segunda carta retirando-se da candidatura, em setembro daquele ano, quando ainda estava preso. Cunhou a expressão “somos milhões de Lulas e Fernando Haddad será Lula para milhões de brasileiros”.

… nem sempre funciona/ Lula ganhou em 2002, e Haddad perdeu em 2018, quando o atual presidente o apontou como o seu candidato. Vejamos como o eleitorado reagirá à carta apresentada no último sábado.

Mesmo sem Brasil, tem futebol/ Por enquanto, o brasileiro apaixonado por futebol está mais ligado nas semifinais da Copa do Mundo. E hoje, Data Nacional da França, que marca a queda da Bastilha em 1789, o feriado por lá promete atenção máxima ao confronto França x Espanha — muito diferente das duas primeiras rodadas, em que a população francesa não se mostrava muito atenta às partidas. Uma grande semifinal europeia para tentar amenizar as agruras da nossa política.

De ações e operações

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado, Tarifaço de Trump

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

Até aqui, deram errado todos os movimentos do pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, para tentar sair da maré de desgastes que se abate sobre a campanha. A viagem aos Estados Unidos foi vista como um tiro n’água por empresários cientes de que a Terra é redonda. Não há sinais de suspensão do tarifaço ou de parcerias com o governo de Donald Trump que mantenham o Brasil numa posição de altivez. Flávio, até o momento, prometeu terras raras aos EUA sem detalhar qualquer plano que beneficie o Brasil; acenou com a criação de um grupo de transição específico para a relação com os Estados Unidos, caso vença o pleito, desprezando o resto do mundo. O empresariado acredita que essa postura mais afasta do que ajuda a aproximar o pré-candidato do PL de seus objetivos. Tem muita gente se voltando a Ronaldo Caiado (PSD).

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Por falar em Caiado…/ O pré-candidato do PSD começou a bater forte nos “polarizados” Lula e Flávio Bolsonaro. Ele responsabiliza ambos pelo tarifaço. Lula, por rivalizar com os Estados Unidos para surfar no discurso da soberania; e Flávio Bolsonaro, por dizer que a penalização do Brasil só deve se dar depois da eleição. Na opinião de Caiado, Flávio não prega o fim do tarifaço e sim apenas um adiamento. “São farinhas do mesmo saco”, afirma.

Crise instalada I

O PL vive um momento de disputa interna. Provocou muito mal-estar na bancada a declaração de Valdemar Costa Neto jogando a responsabilidade da indicação das emendas ao Orçamento no colo do líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Sóstenes não havia sequer sido citado nesse caso e agora terá que responder.

Crise instalada II

Aliás, o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de apropriação indevida de emendas parlamentares, é mais um capítulo de desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Agora, além do caso Daniel Vorcaro e o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda não foi lançado, o partido tem o seu núcleo obrigado a se explicar sobre esse outro escândalo.

Efeito borboleta

Foi a partir do celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que a Polícia Federal chegou ao suposto esquema de emendas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Fialek foi alvo de mandados de busca e apreensão em dezembro do ano passado. Com as investigações em seu telefone, foram expostas conversas e negociações de emendas em nome de Valdemar. Tuca foi assessora de Arthur Lira (PP-AL) e depois passou a trabalhar na liderança do PP na Casa. Agora começam a aparecer os primeiros movimentos a partir daquela operação. O material ainda não foi totalmente avaliado.

Além da 6×1

Governistas trabalham a todo vapor para tentar votar outros projetos de importância para o governo federal, além da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6×1. Senadores acreditam que o projeto que regulamenta a exploração de terras raras e minerais críticos deva ter alguma atualização antes do recesso parlamentar. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é visto como favorito para a relatoria da proposta.

CURTIDAS

Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

Campanha solo/ Ao contrário de Lula, que costuma discutir todos os passos da pré-campanha com sua equipe, o pré-candidato Flávio Bolsonaro tem tomado decisões e feito movimentos sem avisar. Vai pela própria cabeça.

E eles?/ Os aliados cobram a presença de Flávio em eventos partidários nos estados para se apresentar e dar entrevistas. Na semana passada, entretanto, o pré-candidato do PL preferiu os Estados Unidos, o que deixou muita gente chateada.

E a PEC da Segurança, hein?/ Só depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (foto), continua com o texto na gaveta. O mesmo deve ocorrer com a PEC do fim da escala de trabalho 6X1.

Sabatina do Correio/ Em 28 de julho, a partir de 8h, o Correio realiza sua tradicional maratona de sabatinas com os pré-candidatos ao Planalto. Foram convidados todos aqueles que se apresentaram para a corrida presidencial deste ano. Em 2018 e 2022, o Correio Braziliense, em parceria com a TV Brasília, foi o único veículo de comunicação que entrevistou todos os postulantes ao Planalto.

De ações e operações

Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Até aqui, deram errado todos os movimentos do pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, para tentar sair da maré de desgastes que se abate sobre a campanha. A viagem aos Estados Unidos foi vista como um tiro n’água por empresários cientes de que a Terra é redonda. Não há sinais de suspensão do tarifaço ou de parcerias com o governo de Donald Trump que mantenham o Brasil numa posição de altivez. Flávio, até o momento, prometeu terras raras aos EUA sem detalhar qualquer plano que beneficie o Brasil; acenou com a criação de um grupo de transição específico para a relação com os Estados Unidos, caso vença o pleito, desprezando o resto do mundo. O empresariado acredita que essa postura mais afasta do que ajuda a aproximar o pré-candidato do PL de seus objetivos. Tem muita gente se voltando a Ronaldo Caiado (PSD).

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Por falar em Caiado…

O pré-candidato do PSD começou a bater forte nos “polarizados” Lula e Flávio Bolsonaro. Ele responsabiliza ambos pelo tarifaço. Lula, por rivalizar com os Estados Unidos para surfar no discurso da soberania; e Flávio Bolsonaro, por dizer que a penalização do Brasil só deve se dar depois da eleição. Na opinião de Caiado, Flávio não prega o fim do tarifaço e sim apenas um adiamento. “São farinhas do mesmo saco”, afirma.

Crise instalada I

O PL vive um momento de disputa interna. Provocou muito mal-estar na bancada a declaração de Valdemar Costa Neto jogando a responsabilidade da indicação das emendas ao Orçamento no colo do líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Sóstenes não havia sequer sido citado nesse caso e agora terá que responder.

Crise instalada II

Aliás, o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de apropriação indevida de emendas parlamentares, é mais um capítulo de desgaste para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Agora, além do caso Daniel Vorcaro e o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda não foi lançado, o partido tem o seu núcleo obrigado a se explicar sobre esse outro escândalo.

Efeito borboleta

Foi a partir do celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que a Polícia Federal chegou ao suposto esquema de emendas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Fialek foi alvo de mandados de busca e apreensão em dezembro do ano passado. Com as investigações em seu telefone, foram expostas conversas e negociações de emendas em nome de Valdemar. Tuca foi assessora de Arthur Lira (PP-AL) e depois passou a trabalhar na liderança do PP na Casa. Agora começam a aparecer os primeiros movimentos a partir daquela operação. O material ainda não foi totalmente avaliado.

Além da 6×1

Governistas trabalham a todo vapor para tentar votar outros projetos de importância para o governo federal, além da proposta de emenda constitucional (PEC) do fim da escala 6×1. Senadores acreditam que o projeto que regulamenta a exploração de terras raras e minerais críticos deva ter alguma atualização antes do recesso parlamentar. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é visto como favorito para a relatoria da proposta.

Campanha solo

Ao contrário de Lula, que costuma discutir todos os passos da pré-campanha com sua equipe, o pré-candidato Flávio Bolsonaro tem tomado decisões e feito movimentos sem avisar. Vai pela própria cabeça.

E eles?

Os aliados cobram a presença de Flávio em eventos partidários nos estados para se apresentar e dar entrevistas. Na semana passada, entretanto, o pré-candidato do PL preferiu os Estados Unidos, o que deixou muita gente chateada.

E a PEC da Segurança, hein?

Só depois das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (foto), continua com o texto na gaveta. O mesmo deve ocorrer com a PEC do fim da escala de trabalho 6X1.

Sabatina do Correio

Em 28 de julho, a partir de 8h, o Correio realiza sua tradicional maratona de sabatinas com os pré-candidatos ao Planalto. Foram convidados todos aqueles que se apresentaram para a corrida presidencial deste ano. Em 2018 e 2022, o Correio Braziliense, em parceria com a TV Brasília, foi o único veículo de comunicação que entrevistou todos os postulantes ao Planalto.

O foco do MDB

Publicado em 6x1, Banco Master, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Michelle Bolsonaro, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 9 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

O comando nacional do MDB não foi sequer informado de que o ex-governador Ibaneis Rocha desistira da candidatura ao Senado. Nem sequer um telefonema, mesmo depois de o presidente do partido, deputado Baleia Rossi, ter reunido a Executiva Nacional para anunciar que fecharia questão em prol da inclusão de Ibaneis na chapa da governadora Celina Leão como candidato a um mandato de senador. Porém, não tem briga, nem mágoas nessa relação. O que o MDB deseja mesmo é ampliar o número de deputados federais e, neste quesito, a avaliação é a de que Ibaneis pode ajudar.

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Às contas/ A expectativa dos emedebistas hoje é eleger um deputado federal e, se tiver sorte, obter metade dos votos para conquistar uma segunda vaga. Se Ibaneis topar ser candidato a deputado, acreditam integrantes da Executiva Nacional, esta segunda vaga estaria garantida.

Ajude a Teresa

A primeira missão de Camilo Santana como líder do PT no Senado será dar assistência à nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão. Recém-chegada ao cargo, ela está “vendida” nas negociações. Esta semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou a votação do Profértil, aprovado na Câmara após acordo com o governo, porque ela disse não ter sido informada desse acordo — o que ela sabia é que o governo era contrário à matéria.

Ficou ruim

Alcolumbre manteve a urgência do projeto, mas retirou da pauta em consideração à líder. Porém, o presidente da Casa chegou a usar a expressão “caiu de paraquedas” para se referir à forma como Teresa vem agindo na liderança do governo na Casa.

“É agora ou nunca”

É assim que os senadores têm se referido à outra missão de Camilo Santana como líder do PT: promover um encontro entre Alcolumbre e o presidente Lula. Se conseguir, passa no teste de tarimbado para o diálogo. A conversa é crucial para destravar as pautas no Senado, como fim da escala 6×1, terras raras e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da segurança pública.

Só ele

Quem estiver em busca da pacificação entre Michelle Bolsonaro e o enteado pré- candidato ao Planalto deve pedir primeiro uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar. É o único que os dois escutam.

CURTIDAS

Crédito: Agência Senado

Jaques Master/ Eleitores petistas na Bahia não superaram a polêmica envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Durante a Procissão Cívica do 2 de Julho — que celebra a Independência da Bahia, marco da expulsão das tropas portuguesas em 1823 — os eleitores ovacionaram Jerônimo Rodrigues. Mas quando Wagner apareceu, muitos vaiaram e até mostram uma faixa com os seguintes dizeres: “Jaques Master”.

Bater em todos/ Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) marcaram presença em debate sobre economia promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Caiado voltou a criticar Flávio Bolsonaro pelo tarifaço. “Precisamos ter um governante que pense e defenda o Brasil e não a sua posição e seu interesse pessoal”, defendeu.

Vem aí/ O PL planeja anunciar, até o final desta semana, o nome para disputar a vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro. Interlocutores do partido contaram à coluna que o senador Carlos Portinho (PL-RJ, foto) será o escolhido. A manifestação de diversos prefeitos em prol de sua candidatura e o apoio inesperado do pastor Silas Malafaia deram força para Portinho na cúpula do partido. Valdemar e Flávio Bolsonaro farão o anúncio juntos.

Por falar em Valdemar…/ O presidente do PL recebeu uma demonstração de que sua palavra importa para deputados e senadores. Parlamentares compareceram em peso à reunião-almoço das Frentes Parlamentares Brasil Competitivo (FPBC), Tecnologia e Atividades Nucleares (FPN), Empreendedorismo (FPE) e a de Combate à Pirataria (FPI). A leitura de muitos foi a de que Valdemar recebeu um sinal de força num momento em que a legenda enfrenta uma crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro e, ainda, uma operação de busca e apreensão de armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Contenção de danos

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 8 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Kleber Sales

Ao afirmar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) se tornará inimigo caso não envie a proposta de emenda constitucional do fim da escala 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até semana que vem, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), causou um mal-estar entre governistas no Congresso Nacional. À coluna, parlamentares avaliam que esse tipo de afirmação mais prejudica do que ajuda. Enquanto o Senado trabalha para avançar com a PEC, declarações dessa ordem podem invalidar todo o esforço para tentar levar a proposta a votos. Senadores comentam reservadamente que é preciso “calma”: Afinal, o fim da 6×1 é a prioridade do governo na Casa para esse período pré-eleitoral. O momento não é propício para ataques, principalmente, ao presidente do Senado, alertam.

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Veja bem…/ A resposta de Alcolumbre às palavras de Uczai foram claras: “Ameaças e constrangimentos institucionais não aceleram a tramitação; apenas afrontam a independência dos Poderes”. Se o governo quiser a colaboração do presidente do Senado, melhor deixar seus líderes no modo “paz e amor” com Alcolumbre.

O que é ruim…

Ao se referir a escândalos de corrupção e ao Banco Master na audiência pública nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro deixou de fora a CPI da Covid, criada no governo Bolsonaro; e, no quesito Master, a fala do senador passou anos-luz do financiamento do filme sobre seu pai.

…a gente esconde

No Brasil, aliados do senador se mostraram preocupados. É que, se as tarifas não baixarem, melhor manter distância desse tema e voltar as baterias para o setor de segurança pública, a pauta em que o senador tem mais condições de surfar.

A aposta

Se tem alguém que pode ajudar a reverter as tarifas é o empresariado americano que compra produtos do Brasil. É a eles a quem Donald Trump estará mais sensível para atender. Aliás, é por aí que o governo brasileiro tem buscado as negociações desde o início do tarifaço, no ano passado. E com um certo sucesso.

Não agradou

Representantes dos auditores fiscais da Receita Federal consideram que o concurso autorizado nesta semana não contempla a necessidade de vagas a preencher urgentemente. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a Receita perdeu mais de 40% do seu efetivo desde 2014, e o edital oferece apenas 30 postos para auditores, muito aquém do necessário.

CURTIDAS

Crédito: João Valério / Governo do Estado SP

Sua hora vai chegar/ Com André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP-SP) embolados no Datafolha, atrás de Ricardo Salles (Novo), Marina Silva e Simone Tebet, o PL paulista acredita que, com o empenho do governador Tarcísio de Freitas (foto), a performance de Prado e de Derrite vai melhorar.

Nem tanto/ O problema de Prado e Derrite é que, com Ricardo Salles em terceiro, ficará difícil ignorar o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, que tende a ser segundo voto de muita gente.

Quem decide/ O senador Izalci Lucas (PL-DF) avisa que se mantém candidato ao governo do Distrito Federal. À coluna, o senador afirmou que apenas o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro têm legitimidade para definir as chapas majoritárias. E ressalta que nenhum dos dois disse o contrário. “Eu tenho mandato, sou senador, quem vai dizer que vou ficar sem mandato?”, questionou.

Apenas dois/ Com as ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a Confederação Nacional do Comércio (CNC) ouvirá os pré- candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) hoje. A CNC quer saber o que pensam os presidenciáveis sobre o setor produtivo e a economia nacional e quais suas propostas de governo.

Flávio e a jogada de risco

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 7 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Caio Gomez

Ao participar hoje de uma audiência no USTR (United States Trade Representative), a secretaria de Comércio do governo dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) espera reverter a imagem de subserviência ao governo Donald Trump que marca a sua trajetória nesta fase da pré-campanha ao Planalto. Lá atrás, quando do primeiro tarifaço de Trump sobre os produtos brasileiros, Flávio chegou a declarar que as tarifas eram fruto “da atuação de Alexandre de Moraes” , e que só seriam revistas mediante “uma anistia ampla geral e irrestrita” . Num determinado momento, o senador chegou ainda a comparar o caso com as bombas que os EUA lançaram sobre o Japão na II Guerra Mundial. Há 11 meses, essas declarações marcaram Flávio e, especialmente, o irmão dele Eduardo Bolsonaro como os incentivadores das tarifas elevadas sobre produtos brasileiros. Lula surfou na onda, colocando na testa do pré-candidato do PL a tarja de jogador contra o Brasil. Essa imagem ainda não se desfez.

E o filme, hein?/ Flávio se movimenta ainda de forma a evitar que o tema do financiamento do filme sobre seu pai volte à baila. Porém, até agora não apresentou qualquer contrato a respeito da transação com Daniel Vorcaro. Tudo isso voltará à cena daqui a um mês, quando começa oficialmente a campanha. É esse tema que ele também alinhará esta semana com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A dificuldade dos vices

O PSD procurou um vice para Ronaldo Caiado fora das suas fileiras e não encontrou. O PL ainda não desistiu de buscar uma mulher para parceira de chapa de Flávio Bolsonaro. Quer uma vice do PP ou do Republicanos, que tem entre suas filiadas a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. Ocorre que o PP e o Republicanos caminham para a neutralidade na campanha presidencial. O foco de ambos é a eleição proporcional.

A desconfiança delas

Muitos assuntos deverão ser tratados no Congresso Nacional apenas em novembro, quando a correlação de forças entre os partidos para o ano que vem estiver definida nas urnas. Isso inclui negociações acerca da próxima indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU). A bancada feminina suspeita de que a direção da Câmara dos Deputados quebre a promessa de indicar uma mulher. À coluna, deputadas dizem que o acordo foi “lindo no discurso” , mas, na hora do “vamos ver” , os homens votam entre eles.

Um alívio para opositores de Ruas

A esquerda no Rio de Janeiro está feliz da vida com o exercício do desembargador Ricardo Couto de Castro como governador. Para os políticos desse campo, a atuação do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) no governo estadual dificulta a eleição do apadrinhado de Cláudio Castro, deputado estadual Douglas Ruas (PL), em outubro.

Dois coelhos…

… numa cajadada só. Na visão dos esquerdistas, a atuação do desembargador contra o esquema de cargos fantasmas enfraquece a campanha de Ruas e ainda corta dinheiro para sua eleição. O deputado foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), mas o STF ainda não definiu como será realizado o mandato tampão no RJ.

CURTIDAS

Crédito: Divulgação PL

Libera aí!/ Tem gente torcendo para que a Polícia Federal ou o Supremo Tribunal Federal (STF) solte mais alguma informação sobre o Caso Master. De preferência, contra seus adversários. Alguns políticos confessaram à coluna que estão torcendo por novos desdobramentos antes das convenções partidárias.

Fica, Michelle!/ Não é só o PL do Distrito Federal que deseja ver a ex-primeira-dama disputar o Senado. Parlamentares aliadas de legendas de centro farão de tudo para evitar a desistência de Michelle para o pleito. A ex-primeira-dama (foto) é considerada a maior puxadora de votos na direita e seria essencial para eleger candidatas pelo Brasil com o seu apoio.

Por falar em Michelle…/ Em conversas reservadas, integrantes afirmam que o partido realmente não tem intenção de lançar o senador Izalci Lucas (PL-DF) para o governo do DF. Pior, alguns afirmam que a intenção é deixá-lo sem mandato. Contudo, caso Michelle realmente desista da disputa, Lucas tem uma chance de conseguir alguma vaga para concorrer a um mandato eletivo.

E a Copa, hein?/ Há 3 anos, o presidente Lula tinha dúvidas do sucesso de Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira: “Nunca foi técnico da Itália (…) por que ele não resolve o problema da Itália, que nem foi disputar a Copa do Mundo?” . É, pois é. Agora, é torcer pela Seleção feminina, em 2027, aqui no Brasil.