Caso Arruda acende o alerta nos partidos

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, PSD, Republicanos, TSE

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Ao barrar a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal, o Tribunal Superior Eleitoral fez soar o alarme no PSD, comandado por Gilberto Kassab, e no Republicanos, presidido por Marcos Pereira. É que há candidatos a governador desses partidos sob risco de serem jogados ao mar. No PSD, o ex-prefeito de Macapá Doutor Furlan, que lidera as pesquisas, espera que o ministro André Mendonça devolva ao plenário da Corte eleitoral o processo em que ele é acusado de ter saído da prefeitura de Macapá para escapar da Lei da Ficha Limpa. Furlan pode ser enquadrado em razão da acusação de desvio de recursos de um hospital na cidade. O relator Dias Toffoli, já votou para barrar a candidatura. No Republicanos, é Anthony Garotinho, quem está fazendo campanha por uma liminar concedida pelo TSE. A dúvida dos presidentes dos partidos é se dá para continuar “investindo” o dinheiro do fundo eleitoral em campanhas que podem cair logo ali. O julgamento de Garotinho está marcado para a próxima terça-feira, no TRE do Rio de Janeiro.

» » »

Pobre eleitor/ O caso de Arruda está resolvido, mas diante da fila de processos no TSE e nos TREs espalhados pelo país, o eleitor-contribuinte chegará ao dia da eleição com a névoa da insegurança jurídica sobre a cabeça. Há risco de muitos processos não serem decididos antes de 4 de outubro. Seja em relação ao caso Master, seja quanto à elegibilidade dos candidatos, o eleitor irá às urnas no escuro.

A aposta de Kiko

Tão logo o Tribunal Superior Eleitoral declarou José Roberto Arruda fora da corrida para o Governo do Distrito Federal, o candidato do Partido do Novo, Kiko Caputo, foi para as redes sociais com uma postagem que começava com o título “Manda para o seu amigo que iria votar no Arruda”. Todos agora vão correr em busca dos eleitores do segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto. E Kiko quer sair na frente.. Pelo menos, nessa corrida pelo votos de Arruda.

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

A aposta de Cappelli

Candidato do PSB ao GDF, Ricardo Cappelli (foto), fez uma postagem em suas redes dizendo que Celina Leão era quem mais queria a queda de Arruda e afirma que ela deseja concorrer contra Leandro Grass, do PT, em caso de segundo turno. Cappelli considera que agora, será uma nova campanha a partir do zero e lançou até um novo slogan: “Nem oito, nem oitenta, Cappelli é quarenta”, diz.

Riscos extremos

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise com os EUA, Crise diplomática, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, PL, Política, Republicanos, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Com a renovação do “emergency act” contra o Brasil publicada no Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, chovem memes nas redes sociais, em especial, no WhatsApp, insinuando o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tal e qual os norte-americanos fizeram com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Até aqui, essas postagens não têm qualquer relação com a verdade ou ações dos Estados Unidos. Porém, os que receiam o caos são unânimes em afirmar que o governo brasileiro tem que estar preparado para tudo.

Faca de dois gumes/ Qualquer ação mais radical de Donald Trump, porém, tende a jogar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no mesmo gueto que levou seu pai a perder a eleição em 2022. Naquele período, as ações radicais de apoiadores às vésperas do pleito — como, por exemplo, a então deputada Carla Zambelli correndo pelas ruas de São Paulo de arma em punho em perseguição a um apoiador de Lula — foram vistas pelos próprios aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como algo que reduziu a ampla diferença que ele teria para o petista em São Paulo. Se o governo Trump praticar qualquer ação extremista, Flávio terá novas dificuldades pela frente.

Cada um com seu cada qual

Com os excelentes índices apresentados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no levantamento da Quaest, é nele que Flávio terá que ancorar sua candidatura para ampliar a diferença em relação a Lula. Já o adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), e Lula terão que colar suas campanhas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram a corrida paulista para o Senado.

Por falar em Tarcísio…

O presidente do Republicanos no Distrito Federal, Joaquim Mauro, não esconde de ninguém que Tarcísio era o “mais preparado” para concorrer ao Palácio do Planalto. Porém, “há fatores políticos que estão acima do mundo ideal”, afirmou em entrevista ao CB.Poder.

Porta de saída

Ao dizer que será candidato a governador de qualquer jeito, o senador Cleitinho (Republicanos) corre o risco de terminar expulso do partido. Apesar do luto pelo falecimento do irmão, em 18 de julho, o partido esperava uma satisfação aos correligionários, que esperavam há meses por uma resposta. Para completar, Cleitinho, agora, chamou os partidários de “vagabundos”.

Ainda tem muito chão

A Polícia Federal ainda não concluiu as análises de todos os telefones do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Falta avaliar o conteúdo de três aparelhos, o que só aumenta o suspense entre os candidatos a estas eleições — e em todos os partidos.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Polarização eterna/ A eleição de 2026 mal começou e alguns políticos já anteveem que o mano a mano entre uma direita mais radical e a esquerda não vai passar tão cedo. Depois de Lula e os Bolsonaro, a próxima aposta é Nikolas Ferreira (PL-MG) versus João Campos (PSB-PE).

Por falar em Minas…/ Por lá, se diz que o senador Cleitinho está igual à famosa frase de José Saramago sobre o desencontro amoroso em “História do Cerco de Lisboa”: “Quando me querias, eu não te quis. Quando eu queria, não me quiseste. Quando quisemos, a vida não quis.” A vida, no caso, é o partido Republicanos.

Um adesivo de eliminação/ O adesivo redondo escrito “anti Manu” que o deputado Zucco (PL-RS) exibia no peito, com um X sobre o rosto da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D’Ávila, era da pré-candidata a deputada federal Júlia Zardo (Novo, foto). Num tom agressivo no Instagram pessoal, ela disse que trata-se de uma crítica a tudo que Manuela representa. Fez questão de colar o adesivo no peito e afirmou que seu nome havia sido apagado da reclamação feita pelo PSol. Citou, ainda, que há muros pichados em Porto Alegre coma inscrição “nocaute à extrema direta”, onde aparece o nome da ex-deputada Luciana Genro.

Em tempo/ Uma candidata a deputada federal começar a campanha ao Parlamento, a Casa do diálogo, com o adesivo “anti” qualquer pessoa, e com um x sobre o rosto de uma adversária política, corre o risco de queimar a largada.