Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 17 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Se o Supremo Tribunal Federal vivia divisões nos tempos do Mensalão e da Lava-Jato, agora o escândalo do Master fez rachar a Corte de vez. Prova disso foi a sessão da Segunda Turma do STF, em que o ministro Gilmar Mendes ficou sozinho, enquanto André Mendonça, Luís Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e de Felipe Vorcaro, primo do ex-controlador do Master. Para completar, Mendonça — que relata o processo e referiu-se ao caso como a “maior fraude financeira da história do país” —, levantou parte dos sigilos dos autos, com trechos que comprometem ainda mais o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e aponta deputados como beneficiados pelo escândalo. A ideia do ministro, ao dar publicidade a parte dos autos, é mostrar que nada ficará impune, doa a quem doer, com ou sem delação de quem quer que seja. E se tiver ministros do STF sujeitos a responder pelo caso, que assim seja.
Por falar em delações…/ Ao mencionar “delações seletivas” e tirar o sigilo de parte dos autos, Mendonça quer justamente mostrar o extenso material que a Polícia Federal (PF) tem em mãos e que Vorcaro insiste em deixar de fora da colaboração. E olha que o ministro não liberou sequer metade do que tem no processo. Ao longo do ano, novos lotes serão expostos. E os candidatos que se preparem para responder.
O governo só abriu mão da urgência constitucional do projeto de lei sobre o fim da escala 6 x 1 na Câmara porque avaliou que o ônus da demora em votar ficará com o Senado. De quebra, ainda ganhou pontos com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos- PB), que havia avisado ao Palácio do Planalto que a não retirada da urgência poderia segurar projetos de forte impacto fiscal às contas públicas. Motta ficou feliz e, se o fim da 6 x 1 for aprovado, os louros são do governo. E se não for votado até as eleições, o discurso contra os senadores estará pronto.
Muita gente bateu palmas para o duro pronunciamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao fazer sua própria defesa em relação à reportagem da revista Veja — “Não serei intimidado. Não serei ameaçado. Não serei constrangido e nem serei chantageado”, disse, em certo momento. Porém, a forma desagradou a muitos senadores. Para esses, Alcolumbre não deveria ter falado do alto da Mesa Diretora. O lugar certo para fazer uma defesa de um caso pessoal é a tribuna.
A interpretação de muitos senadores sobre o discurso de Alcolumbre foi de que o suposto vazamento envolvendo o presidente da Casa é obra do governo Lula, que comanda a PF. Ou seja: a cada dia, fica mais difícil a pacificação entre o presidente e o senador. Ainda que uma parte da bancada do PT defenda que o Planalto levante a bandeira branca ao presidente do Senado, quanto mais emparedado Alcolumbre estiver, pior será.
No Plenário do Senado, muitos saíram em defesa de Alcolumbre, após pronunciamento do comandante da Casa sobre as acusações da matéria publicada na Veja. O senador Esperidião Amin (PP-SC) ainda comentou que o alvo das delações em curso na PF, pelo que indica o material que foi vazado até aqui, mostra ser o Congresso. E questionou onde estariam os empresários envolvidos no esquema de Vorcaro. Líderes da base governista também se solidarizaram e defenderam Alcolumbre.
O que ela pensa/ A senadora Damares Alves (Republicanos-DF, foto) saiu- se com esta, ao ser informada da condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo STF por coação à Justiça. “A única saída para Alexandre de Moraes é se afastar do Supremo e do Brasil, de preferência para uma ilha bem longe”.
Enquanto isso, em Evian…/ Não foi desta vez que os presidentes Lula e Donald Trump acertaram os ponteiros. Porém, só o fato de Lula ter se reunido com líderes de outros países na cúpula do G7 — como a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi —, na cidade do interior da França, já valeu. Hoje, o presidente ainda fala em duas oportunidades no encontro do G7 sobre inteligência artificial e, ainda, sobre economia e desigualdade.
Tragam lanche/ Amanhã tem sessão do conjunta para apreciar vetos e projetos de lei do Congresso (PLN), ou seja, que mexem com o Orçamento. Alcolumbre avisou que a sessão deverá ser longa porque a ideia é limpar a pauta.
Lide-Correio Braziliense/ O presidente do BRB, Nelson de Souza, fala hoje no 7º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, sobre inteligência artificial e seu impacto nas gestões pública e privada. Vale acompanhar pelas redes sociais do Correio e da TV Lide, a partir de 8h30.
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