STF, Dino e o jogo eleitoral

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Coluna Brasília-DF, publicada na terça-feira 21 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A depender dos primeiros acordes da pré-campanha eleitoral, o Supremo Tribunal Federal estará na ordem do dia das discussões. Não tem um candidato alheio às propostas de reforma do Poder Judiciário. Os mais radicais pregam impeachment de ministros; outros querem estabelecer prazo de mandato e idade mínima para ingresso na Corte. O difícil será encontrar quem defenda o STF. Dado o mau humor da população para com o Poder Judiciário, ninguém pretende exercer esse papel de advogado do Supremo. Nesse sentido, o ministro Flávio Dino se apresenta de forma incisiva, com propostas de uma reforma e cheio de recados aos críticos da Justiça.

Crédito: Maurenilson Freire

Em artigo publicado no ICL Notícias, Dino ressalta que uma reforma do Judiciário tem que partir de dentro para fora. Quando veio em sentido oposto, foi pelo AI-5, durante a ditadura militar. Ele considera que o país precisa de mais Justiça e não de menos. E uma reforma tem que olhar o interesse público. O ministro não fecha os olhos para a corrupção de juízes e sugere que sejam punidos com aumento de penas e não com a aposentadoria. O debate está posto. Resta saber quem sairá na frente na hora de colocar essas reformas em curso.

Segure o PSD

A possibilidade de ter Gilberto Kassab como candidato a vice numa chapa encabeçada por Ronaldo Caiado não é à toa. Seria a forma de tentar segurar os palanques do partido ao lado do ex-governador de Goiás. Ele chegou recentemente à legenda e tem muita gente por ali que pretende seguir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E tem mais

Kassab na vice é uma forma, inclusive, de atrair os prefeitos do partido, especialmente em São Paulo, onde muitos apoiam a reeleição de Tarcísio de Freitas para o governo estadual. O risco é, no embalo de Tarcísio, esses prefeitos seguirem para o apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Kassab na vice dificultaria essa corrida.

Clube da Luluzinha

No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro tem dito a amigos que fará a própria campanha ao Senado, com Bia Kicis e a governadora-candidata Celina Leão. Foi o trio que viajou o país por Bolsonaro no segundo turno de 2022. Quanto a Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama fará uma campanha protocolar.

Enquanto isso, no PT…

Lula abre o 8º Congresso Nacional de seu partido, sexta-feira, em Brasília, com destaque aos programas de governo e benefícios aos trabalhadores. Dirá que nenhum governo fez tanto por aqueles que mais necessitam. Dará uma pincelada nas propostas para os endividados e falará ainda da mudança na escala de trabalho, enviada ao Parlamento. A ideia é deixar claro que, se não fosse seu governo, a proposta não avançaria entre os deputados e senadores.

CURTIDAS

Crédito: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Infoleg neles/ Numa semana com feriado em plena terça-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB, foto), espera conseguir quórum para realizar sessões na Casa. Tudo para garantir contagem do prazo necessário à análise da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala de seis dias trabalhados para um de folga (6 x 1). Se conseguir, será graças ao sistema remoto de registro de presença e votação. A maioria das excelências está nos estados, dedicada à pré-campanha.

Por falar em 6 x 1…/ O governo acredita que, independentemente de PEC ou projeto de lei, Lula já faturou essa tentativa da redução da escala de trabalho. É que os partidos ligados a ele saíram na frente em defesa da proposta. Portanto, junto aos trabalhadores, avaliam os governistas, será um ponto positivo para o petista.

Brasília em festa, mas… / Diante do master escândalo que mancha a história do BRB, é difícil comemorar com vontade. É um bolinho para não passar em brancas nuvens, enquanto se aguarda o julgamento e a punição dos envolvidos.

Um caminho paralelo para investigar o Master

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Coluna Brasília-DF, publicada em 18 de abril de 2026,por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Como forma de manter vivas no Congresso Nacional as investigações sobre o Banco Master e seus negócios com o BRB, senadores se valem, agora, da Proposta de Fiscalização e Controle, um instrumento que é quase uma CPI, pedida pelo senador Márcio Bittar (PL-AC) na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ficou com a relatoria. A ideia é “apurar, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, possíveis irregularidades na decretação da liquidação do Banco Master e em atos prévios e conexos determinantes para sua ocorrência”, diz a proposta. Somada à investigação em curso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob a batuta do senador Renan Calheiros (MDB-AL), são duas lupas sobre o Master. Significa que, mesmo sem CPI, as apurações continuarão em alta.

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Cuide-se, CVM/ Uma das frentes da CTFC será esclarecer se é preciso fortalecer ou não a Comissão de Valores Mobiliários e descobrir onde os órgãos de controle erraram. “(Os controladores do Master) Não atuariam por tanto tempo se não houvesse uma brecha no sistema”, afirma Damares. Ela pretende focar na governança e na transparência dos procedimentos, identificar todos os erros no processo e propor soluções direcionadas à gestão e prevenção. Inclusive, com o auxílio de inteligência artificial para cruzar todos os dados e mapear a teia de relacionamento de todos os nomes citados nos arquivos.

Questão de paternidade

A acelerada que o presidente da Câmara, Hugo Motta, tenta dar na proposta de emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho de seis dias para um de folga, a PEC 6×1, está diretamente relacionada à necessidade dos parlamentares de garantir o protagonismo. Se for aprovado o projeto de lei que Lula enviou, a estrela principal da foto será o presidente da República. Se for a PEC, serão os congressistas.

Vem aí

Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aguardam ansiosos os documentos do Master que levaram às prisões do ex-controlador do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro. As operações já ocorreram, e tudo o que foi usado, e não for necessário em operações futuras, poderá ser liberado pelo STF à comissão, conforme combinado em conversa dos senadores com o ministro-relator do caso na Corte, André Mendonça. Os parlamentares aceitaram receber os arquivos do caso apenas depois da análise pelos investigadores, de forma a separar o que precisa continuar restrito à PF para novas fases da Operação Compliance e o que pode ser liberado já.

Por falar em CAE…

Causou estranheza entre senadores e autoridades o fato de o senador Renan Calheiros insistir em mencionar a negociação de carteiras do BRB com a Caixa Econômica Federal. A CEF não adquiriu títulos em poder do BRB. Afinal, sua auditoria recomendou que não o fizesse, e toda a documentação já foi enviada ao Tribunal de Contas da União.

Sem pressa

Relatora da investigação do Master na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, Damares Alves prevê um longo período de apuração, uma vez que essas fiscalizações não têm prazo definido. “Não é um trabalho que vai acabar em seis ou sete meses. Vamos esperar as operações da Polícia Federal, já que o que for usado em operações não pode ser compartilhado conosco até que sejam executadas”, explica Damares.

Depois não reclama

A eleição do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro cumpriu as recomendações legais, mas vem por aí um processo judicial a pedido dos descontentes. Enquanto os políticos não conseguirem se sentar à mesa para ouvir quem pensa diferente e buscar consenso, o Poder Judiciário sempre será chamado a intervir pelos próprios políticos.

CURTIDAS

Crédito: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Politizou/ Parlamentares aproveitaram a solenidade de comemoração dos 66 anos de Brasília, na Câmara dos Deputados, para defender ideologias e criticar o escândalo do Banco Master. As excelências da ala conservadora lembraram que muitos brasilienses estão presos devido à perseguição política, enquanto os mais à esquerda ressaltaram Juscelino Kubitschek como um dos maiores defensores da democracia. Porém, todos os lados concordaram que a fraude do Master é imperdoável, e que o Banco de Brasília é da cidade, não de um governador ou de Paulo Henrique Costa.

Muito além dos Kubitschek/ Anna Christina Kubitschek (foto), neta de Juscelino Kubitschek, que preside com todo o carinho o Memorial JK, foi homenageada na sessão convocada especialmente para marcar o aniversário da cidade. Anna Christina foi incisiva ao dizer que preservar a memória vai muito além de recordar o passado. “Trata-se de manter vivos valores como espírito público, coragem e compromisso com o país”, afirmou, lembrando que a cidade não é apenas um legado de sua família, mas, sim, do Brasil todo.

Sob nova direção/ As autoridades do Poder Judiciário têm encontro marcado na próxima quinta-feira, quando os novos dirigentes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) serão empossados na sede da Corte, em Brasília. Assumem a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, na Presidência; o desembargador federal César Jatahy, na Vice-Presidência; e o desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira, na Corregedoria Regional da Justiça Federal da 1ª Região.

Oscar Schmidt/ Lutou dentro e fora das quadras desde o começo da carreira, em Brasília, até o fim. Aos familiares e amigos da estrela do basquete brasilense, brasileiro e mundial. Ficam aqui as nossas condolências.

PL trabalha para “amarrar” partidos

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 19 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, adotou uma nova estratégia para a campanha de deputados estaduais e federais. Na intenção de obter apoio formal de partidos nos estados para os seus candidatos majoritários, em especial, para a Presidência da República, a legenda está cedendo para outras agremiações alguns nomes que são bons de voto — mas não seus puxadores principais. É que, com a restrição ao número de candidatos que um partido pode lançar (a quantidade de vagas, mais um), há muitas siglas com “engarrafamento” em alguns estados.

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O PL não adota essa atitude por bondade. O objetivo é garantir que os filiados façam campanha para Flávio Bolsonaro. E, ainda que os partidos não fechem o apoio formal ao senador, a turma simpática ao PL nos estados ajudará na base. No Rio Grande do Sul, a ideia é fazer essa parceria com o Podemos, e, em Santa Catarina, com Novo e Republicanos.

Baixou o desespero

Com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro caminhando a passos largos para uma delação, o mundo político entrou em polvorosa. É que essa turma é a mais visada em qualquer cenário. E, para completar, ainda veio a prorrogação por 60 dias do inquérito em curso na Polícia Federal. Logo, quando terminar toda a apuração, a janela partidária estará fechada.

Uma digital de Flávio

Excelências da base governista consideram que a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 será definida pela posição do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto. A avaliação é de que, se Flávio for favorável, vota-se mais rápido. Se ele for contra, partidos de oposição e de centro seguram a PEC até quando der.

Expectativas

O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou os documentos referentes ao BRB e ao Banco Master para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Agora, os membros precisarão analisar os arquivos para saber o que é ou não sigiloso. Das sete pastas compactadas, quatro delas não têm documentos sigilosos, incluindo o relatório preliminar relativo ao BRB, do Banco Central. Agora, a CAE espera entender como tudo se desenrolou, identificar os gargalos e os nomes ligados à fraude.

CURTIDAS

Crédito: Lissane Holanda

Faca de dois gumes/ Com a redução da taxa Selic em 0,25%, parlamentares tiveram olhares diversos sobre essa decisão. Alguns acharam “descalibrada”, principalmente por causa do contexto atual, de alta de preço dos combustíveis e da guerra no Golfo.

Faca de dois gumes II/ Porém, manter os juros no patamar de 15% seria incentivar ainda mais as recuperações judiciais e a baixa atividade econômica, o que traz efeitos mais “desastrosos”. A avaliação é de que essa redução na Selic será positiva, uma vez que a equipe econômica deverá usar os juros mais baixos para validar as medidas adotadas nos últimos meses.

Quem já foi rei…/ A festa de 80 anos do ex-deputado e ex-ministro José Dirceu foi uma demonstração de que ele continua dando as cartas no PT. Fila para entrar e um discurso forte em defesa da soberania nacional, dando o tom do que virá na campanha de Lula pela reeleição.

Passa lá em casa/ Embora esteja disposta a colaborar com as investigações do caso Master, a ex-noiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro não planeja prestar depoimento presencial a comissões parlamentares de inquérito. A contar pela entrevista do advogado Lucio de Constantino, que atende Martha Graeff, à CNN, sua cliente foi vítima de uma exposição “agressiva, imprudente” e foi “maculada pelo Estado brasileiro”.

A aula de Cármen/ A ministra Cármen Lúcia (foto), do Supremo Tribunal Federal, foi para lá de direta em palestra no evento da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) sobre os direitos das mulheres. Eis algumas de suas frases: “Quando uma de nós é violentada, todas somos também. É preciso que essa sensibilidade nos atinja. Se não for por solidariedade, por egoísmo. Isso pode acontecer na sua casa, com a sua filha”; “uma sociedade na qual mulheres são assassinadas todos os dias só por serem mulheres é o testemunho de que estamos longe de termos igualdade”; “não há democracia plena, efetiva, eficaz, forte quando mais da metade da população não pode ter acesso a iguais oportunidades para chegar a cargos particulares, públicos ou de direção”; “nós precisamos reinventar essa sociedade preconceituosa e sexista. E isso não se faz por decreto, isso é uma construção permanente”

Onde mora o desespero

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Economia, Eleições, Eleições 2026, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Com a intenção dos investigadores de fechar, ainda neste semestre, toda a investigação a respeito da parte do mercado financeiro relacionada ao escândalo do Banco Master-BRB, muita gente no mundo político começa a entrar em pânico. É que isso tende a deixar todas as apurações relacionadas a parlamentares e afins para o auge do período eleitoral. O receio é de que, com mais de 100 dispositivos — entre celulares, computadores e tablets a serem periciados —, vazamentos seletivos e/ou notícias falsas comecem a circular nas redes e tomem conta do pleito, de forma a nocautear candidatos e partidos, sem que a população possa saber ao certo como separar as notícias falsas do que for verdadeiro.

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Até aqui, o que se sabe a respeito das excelências é que há menções a vários políticos, mas não há informações oficiais dos investigadores sobre o grau de envolvimento de cada um. Com a eleição à porta, ninguém dormirá com um barulho desses.

A onda da vez

As defesas dos influenciadores digitais investigados por, supostamente, atacarem o Banco Central (BC) para defender o Master querem aproveitar o embalo dos vazamentos das conversas íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para tirarem seus clientes desse processo. A estratégia é alegar quebra na cadeia de custódia das provas. Os advogados consideram que a Polícia Federal (PF) deveria ter guardado as informações, de forma a garantir o sigilo.

Segue o líder

Os responsáveis pelas defesas dos influenciadores lembram, ainda, da recente declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o risco dos vazamentos terem ferido a cadeia de custódia. Outro ponto a ser usado é o recente parecer do ministro-relator do processo na Corte, André Mendonça, sobre o direito constitucional de críticas e sigilo de fontes.

Futuro preocupante

Com a guerra Irã x Estados Unidos e Israel, a situação de combustíveis no Brasil se torna crítica e pode impactar o agronegócio em cheio. É que os agricultores brasileiros estão na época de colheita da soja — maior safra da história do grão no país. No Pará, por exemplo, há engarrafamento de quase 40 km de caminhões tentando chegar ao porto — e tudo se move com diesel, inclusive, tratores e maquinários. O risco de falta de combustível com a guerra é alto e os impactos nos preços podem ser enormes.

A salvação será o biodiesel

Os parlamentares ligados ao agronegócio pressionam o governo para saber se o país tem reserva suficiente de diesel para manter a colheita. Caso a resposta seja negativa, o setor vai defender a liberação emergencial do aumento da mistura de biodiesel no diesel. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) explica que, hoje, o limite é nacional, de 15%, e é preciso avaliar a porcentagem regionalmente.

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Crédito: Ed Alves CB/DA Press

Querer não é poder/ O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL, foto), quer transformar os convites de quem não comparece à comissão em condução coercitiva. Os três depoimentos da sessão de ontem foram cancelados de última hora porque os convidados faltaram.

Ilegalidade nas rodovias/ A Associação das Administradoras de Meios de Pagamento Eletrônico de Frete (Ampef) lançará, hoje, um estudo sobre o custo da sonegação fiscal nas estradas brasileiras por meio de fretes ilegais. O levantamento foi realizado pelo escritório GO Associados, do economista e professor da FGV Gesner Oliveira, e aponta que o lucro da ilegalidade pode aumentar para R$ 34 bilhões por ano. “A economia do país passa pelas estradas: o setor rodoviário movimenta cerca de R$ 800 bilhões, dos quais R$ 340 bilhões são movimentados no mercado informal” , alerta.

Anota aí/ Amanhã, a Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) realiza uma reunião-almoço com os deputados Paulo Azi (União-BA), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da Jornada 6 x 1, e Kim Kataguiri (Missão-SP), relator da PEC do IPVA, que muda o cálculo do imposto. Será na sede da FPN, a partir das 12h. A ideia é discutir as duas propostas com outros parlamentares e entidades do setor produtivo.

“Temos um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de tudo e ficar impune. Não é porque julga que não pode ser julgado” Governador Romeu Zema (Novo-MG), que pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Redução de escala 6 x 1 puxa desoneração da folha

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Economia, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF, publicada na sexta-feira 20 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg 

Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) vai colocar a desoneração da folha de salários na roda da discussão em torno da redução da escala 6 x 1. A avaliação dele é de que o custo das empresas deve aumentar, uma vez que o comércio, por exemplo, terá que fazer novas contratações. “Vocês acham que shopping vai fechar por causa da redução da jornada? Não vai. E alguém vai ter que pagar essa conta”, afirmou, em entrevista ao programa Frente a Frente, da tevê Rede Vida.

Crédito: Maurenilson Freire

Enquanto Passarinho deseja discutir esse tema, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) — que, inclusive ,é um dos autores da proposta de redução da jornada de trabalho —, avalia que é preciso dialogar com todos os partidos e esse tema da desoneração da folha sempre vem à baila. “Vamos debater tecnicamente. O importante é fecharmos um acordo”, afirmou à coluna ,referindo-se à redução da jornada.

Em vez de 4 x 3, 5 x 2

Do alto de quem discutiu a Reforma Tributária sobre o consumo e obteve todo sucesso, o deputado Reginaldo Lopes acredita que para aprovar a redução da escala 6X 1 será preciso abandonar o projeto mais radical, de 4X3, e focar na proposta de, a cada cinco dias trabalhados, dois folgados.

Devagar e sempre

Reginaldo Lopes quer puxar a redução da jornada de 44 horas para 40 horas, com quatro anos para implementação. Ou seja, reduzir uma hora por ano. É isso que deve entrar na discussão.

Olho neles

Os senadores de oposição vão voltar suas atenções para os movimentos dos senadores da Bahia na segunda-feira, quando o ex-banqueiro Daniel Vorcaro deve prestar depoimento na CPMI do INSS. Podem ser os primeiros acordes do ex-controlador do Banco Master no Congresso e todos os movimentos serão acompanhados muito de perto.

Chama o Augusto

A oposição calcula já ter maioria para emplacar os pedidos de depoimento e quebra de sigilo de Augusto Lima, dono do banco Pleno, tamborete liquidado na quarta-feira pelo Banco Central (BC). Entre os congressistas, Lima é chamado “o rei do consignado”, setor que ele cuidou quando era sócio do Master de Vorcaro.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Fala, Rebeca I/ Procuradora do estado de Roraima, Rebeca Ramagem (foto) trabalha de forma remota desde 2016. Agora, chamada a dar expediente presencial, inclusive com perícia médica, ela, dos Estados Unidos, onde acompanha o marido, alega perseguição política. “Uma injustiça”, diz. “Uma canalhice dessas pessoas”, completa o ex-deputado Alexandre Ramagem, numa transmissão pelo Instagram.

Fala, Rebeca II/ Revoltada com a convocação à perícia presencial, Rebeca conta que um terço dos procuradores do estado nem pisam na sede. Seu marido diz ainda que quer saber se o procurador-geral do Estado cumpre expediente na sede da PGE.

Haja reza/ O governo passa esses dias torcendo para que seja uma “flor do recesso” a polêmica em torno da homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no enredo da Acadêmicos de Niterói, a escola rebaixada no Carnaval carioca. Como o leitor da coluna sabe, “flor do recesso” é como os políticos chamam aquela notícia que, durante o recesso parlamentar, fica do tamanho de uma grande mangueira, mas, na volta aos trabalhos, vira uma plantinha quase inofensiva dentro do Parlamento.

Abre alas/ A polêmica carnavalesca ficará mais afeita à Justiça Eleitoral, enquanto o que vai pegar fogo no Congresso é o escândalo do Master. Com ou sem CPMI, esse tema estará presente no dia a dia do parlamento e deste período de pré-campanha.

Anabb 40 anos/ A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) faz, hoje, sua festa de aniversário, para marcar conquistas em defesa dos servidores do banco. Apesar de ser uma sexta-feira e Lula estar na Índia, a expectativa é presença de autoridades dos Três Poderes para homenagear a instituição.

A política em suspense por causa do Master

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 19 de fevereiro de 2025, por Denise Rothenburg

Crédito: Caio Gomez

Previstos para breve, um novo depoimento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no escândalo do Banco Master, e a fala de Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, do Senado, paralisaram grande parte das movimentações políticas por esses dias. Ninguém pretende fechar qualquer acordo no escuro — ou seja, sem saber o peso de cada personagem nesse processo. No Distrito Federal, por exemplo, o único que se adiantou em carreira solo foi o PL, que decidiu manter distância regulamentar do grupo do governador Ibaneis Rocha(MDB) e lançou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis ao Senado, com direito a foto das duas num outdoor e a mensagem “Fé para construir, amor para transformar”.

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Na política nacional, ninguém vai fechar com o PP de Ciro Nogueira ou o União Brasil de Antonio Rueda sem saber a verdade a respeito da amizade que os unia a Vorcaro. O que se espera é que o depoimento do ex-dono do Master à comissão do Senado esclareça alguns pontos, da mesma forma que os políticos do DF esperam que, num novo depoimento, o ex-presidente do BRB fale tudo o que sabe a respeito dos políticos da cidade e do banco que comandava.

Vai encarar?

Os parlamentares que aprovaram o reajuste dos servidores a toque de caixa, inclusive os tais penduricalhos extra-teto, não se veem tão fortes ao ponto de conseguir enfrentar a opinião pública e derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, mandou parar tudo, a justificativa é de que não há como mexer nisso.

Por falar em Flávio Dino…

As razões elencadas para o veto não citam, em nenhum momento, a decisão do ministro do STF. Lula observa os limites constitucionais e a Lei de Responsabilidade Fiscal(LRF), que andava para lá de esquecida.

E o 6 x 1, hein?

Os opositores ao projeto de redução da escala 6 x 1 no Congresso, que são poucos, devem recorrer aos cálculos de encolhimento do Produto Interno Bruto e da necessidade de o governo custear a mudança, a fim de atrasara votação. Os governistas, porém, virão com tudo a fim de transformar o tema em bandeira de campanha. Essa discussão promete tomar conta do pós-Carnaval, dividindo as atenções com o escândalo do Master-BRB.

Mais um foco

Com a liquidação do banco Pleno, de Augusto Lima, marido da ex-deputada e ex-ministra Flávia Arruda, tem muita gente interessada em apurar as portas que ela abriu para antigos sócios do Master nos tempo sem que estava no governo de Jair Bolsonaro.

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Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

O périplo de Cappelli…/ O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial(ABDI), Ricardo Cappelli (foto),continua com a maratona de passar uma semana na casa de morador de uma região administrativa do DF. Pré-candidato ao GDF, ele fará a16ª cidade em breve…

…e sem ar condicionado/ Nesses dias, inclusive dispensa o motorista para sentir de perto a realidade daqueles que precisam de transporte público diariamente para chegar ao trabalho.

Pé frio e pé quente/ Com o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói à Série Ouro do Carnaval carioca, a oposição deita e rola nas redes, dizendo que a culpa foi de Lula. Os petistas, no entanto, arrumaram um jeitinho de driblar a derrota, dizendo que a vitoriosa é adepta do vermelho, a cor predominante da campeã Viradouro.

A internet não perdoa/ O resultado oficial nem havia saído e já circulava nas redes a foto de uma lata com o rótulo “Família rebaixada”, com a foto de Lula e da primeira-dama Janja no Carnaval.