Funcionário esconde por 20 anos do Metrô/DF que era processado por estupro e é demitido

Foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press
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Um funcionário da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô/DF) manteve em segredo, por mais de 20 anos da empresa, que estava sendo processado judicialmente por crime de estupro, cometido em dezembro de 1997. Ele chegou a ser condenado a oito anos de prisão e cumpriu pena recluso. Para despistar, ele pediu licença do trabalho para tratar de assuntos particulares por dois anos, até conseguir ficar em regime semiaberto e retornar as suas atividades. Entretanto, após ter ciência do delito, apenas em junho de 2017, o Metrô/DF demitiu o funcionário por justa causa. Ele, não satisfeito, reclamou a função em abril deste ano na Justiça, mas, nesta quinta-feira (20/9), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) decidiu por manter a dispensa.

O funcionário começou a trabalhar no Metrô/DF em dezembro de 1998, ou seja, exatamente um ano após o crime, mas a condenação pelo estupro só saiu em abril de 2009. Ele pegou pena de oito anos, um mês e quinze dias. O trabalhador alegou que pediu a licença sem remuneração para não levar transtornos ou prejuízos à empresa e que conseguiu ir para o regime semiaberto antes que a licença acabasse. Ele ainda disse que em julho de 2017 obteve autorização para trabalhar, mas acabou sendo demitido.

 

Segredo

O juiz Osvani Soares Dias, da 3ª Vara do Trabalho de Taguatinga, revelou que o trabalhador não só escondeu do Metrô/DF que respondia criminalmente na Justiça, como também escondeu da própria Justiça que era funcionário público para inviabilizar qualquer decisão que colocasse sua função em risco. O juiz enfatizou que os contratos de emprego são regidos pela boa fé, o que demanda confiança e o dever de prestar informações mútuas e recíprocas. Além do fato de que, no caso de condenação criminal com pena privativa de liberdade superior a quatro anos, a perda do cargo ou função pública é efeito direto da condenação criminal e causa de demissão por justa causa. A decisão ainda cabe recurso.

 

 

* Com informações do TRT-10

Você sabia que o Cebraspe nem sempre aplica o temido critério ‘uma errada anula uma certa’?

Edifício sede do Cebraspe (Foto: Cebraspe/Divulgação/Natália Valarini)
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Entenda melhor o Método Cespe e saiba como uma das maiores bancas organizadoras de concursos e seleções diversas do país avalia os candidatos 

Conhecida nacionalmente, entre outros atributos, por ser a banca organizadora de seleções e concursos públicos que utiliza o método de avaliação em que uma resposta errada anula uma certa, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), nem sempre emprega o temido critério. Um exemplo foi o edital de abertura recém-lançado pela Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz/RS),  em que a apenação negativa dada caso a resposta do candidato esteja em discordância com o gabarito foi descartada.

Segundo a examinadora, a metodologia de correção é recomendada pelo Cebraspe, porém é facultado à instituição contratante optar ou não por ela. “Em regra, os órgãos que nos contratam aceitam a recomendação, porém, existem aqueles, como a Sefaz/RS, que entendem não ser necessária a apenação, em razão de já existirem outras formas, também constituintes do Método Cespe, de selecionar o perfil mais adequado para o cargo, tais como: utilização de itens inéditos, contextualização, valorização do raciocínio em detrimento da memorização, entre outras”.

De acordo com o professor de português Elias Santana, do Gran Cursos Online, a não utilização da apenação pelo Cebraspe é algo recente, geralmente adotado em provas no formato múltipla escolha. “Muitas pessoas aqui, em Brasília, não sabem que o Cebraspe aplica outro tipo de prova, em outros estados é mais comum. Mas isso se deve justamente pela fama que a banca carrega de ser aquela em que ‘uma questão errada anula uma certa’”.

Segundo o especialista, quando o candidato faz uma prova sem o fator de correção, basta ter conhecimento sobre o conteúdo do edital para acertar e, caso não saiba algum item ou esteja em dúvida, pode optar em arriscar e dar um ‘chute’. Já quando há um ponto negativo para cada resposta incorreta, para além do conhecimento sobre o conteúdo programático, os candidatos precisam ter discernimento. “É importante saber quantos itens foram marcados na prova com certeza. Se isso aconteceu em cerca de 80% a 85% das questões, não vale a pena ‘chutar’. Mas existem pessoas que marcam com certeza apenas cerca de 40% a 50% das provas, e aí já está reprovado, nestes casos o risco pode valer a pena”.

Santana afirma ainda que o candidato consegue diferenciar, quando olha para um item, se não sabe nada sobre aquilo ou se há alguma pequena dúvida e esse tipo de avaliação pode ajudar a decidir pelo risco ou não. “Vai depender muito também de como está psicologicamente o candidato no dia do teste, pois a prova do Cebraspe é a mais influenciada pelo fator psicológico”, alerta.

Porém, o especialista lembra que, com ou sem fator de correção, o estilo Cebraspe de provas será o mesmo. “Não é porque não foi adotado em alguma prova o sistema de apenação que o Cebraspe vai aplicar questões no estilo de bancas como FCC ou Iades, por exemplo, que geralmente não tem esse fator de correção. As perguntas do Cebraspe continuarão contextualizadas e os assuntos sendo explorados de uma forma menos ‘seca’ e mais reflexiva como sempre fez”.

 

Método Cespe

O Cebraspe é o detentor exclusivo do Método Cespe de realização de avaliações, certificações e seleções. Trata-se de um conjunto de técnicas e metodologias empregadas, por exemplo, desde a capacitação dos elaboradores de questões, a pré-avaliação das questões, preparação dos cadernos de provas até a correção e análise dos resultados. De acordo com a examinadora, o Método Cespe é fruto de mais de 20 anos de experiência e está em constante evolução.

Para esclarecer melhor como trabalha uma das maiores bancas organizadoras de concursos públicos e seleções diversas no país, entrevistamos a diretora-geral do Cebraspe, Dra. Adriana Weska. Confira:

 

Foto: Cebraspe/Divulgação
Foto: Cebraspe/Divulgação

– Como o Cebraspe identifica as necessidades de cada concurso e adapta seus critérios de avaliação? Dá para exemplificar comparando dois concursos com necessidades distintas?
O Cebraspe identifica as necessidades de cada concurso público que realiza a partir das atribuições do cargo, do perfil desejado pela instituição contratante e, ainda, de acordo com a regulação das profissões e as legislações que regem a administração pública e os estados brasileiros. Esses critérios fornecem o subsídio necessário para iniciarmos o trabalho de definição dos objetos de avaliação — em conjunto com o contratante — e de elaboração dos itens que comporão as provas. Uma boa forma de exemplificar é mostrando a diferença entre um concurso para o cargo de Auditor e os certames para a magistratura. As atribuições do cargo de Auditor podem exigir diversas graduações como formação do candidato e, por isso, o conteúdo cobrado na prova deve avaliar se o candidato tem o conhecimento necessário para realizar as atribuições definidas pelo órgão, mas sem privilegiar áreas de formação específicas em detrimento de outras, para que seja garantida a isonomia. Já para os cargos de Juiz, há uma Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que regula a prova, o conteúdo a ser cobrado, a quantidade de questões e as fases da seleção. Nesse caso, o conteúdo deve avaliar se os candidatos graduados em Direito possuem todos os conhecimentos específicos e necessários da carreira jurídica para assumir o posto de Juiz.

– Quais são os critérios de avaliação possíveis de serem aplicados em um concurso do Cebraspe?
A seleção para um cargo público pode envolver diversas formas de avaliação, entre elas: provas objetivas, provas discursivas, provas orais, testes de aptidão física, avaliações psicológicas, entre outras. No que diz respeito às provas objetivas, podemos utilizar as metodologias de múltipla escolha ou de certo e errado, ambas amplamente validadas pela literatura específica do assunto. O Cebraspe também tem como prática aplicar o critério de apenação em suas provas objetivas, ou o conhecido “uma errada anula uma certa”. Essa é uma estratégia para desencorajar o acerto ao acaso, ou “chute”. Trata-se de uma questão de justiça com aqueles que se preparam e estão empenhados em ingressar no serviço público com o conhecimento necessário para o cargo que almejam.
– Pode me falar um pouco mais da equipe técnica que está por trás desse método? São as mesmas pessoas que elaboram e corrigem as provas e respondem a recursos? Elas devem manter sigilo sobre sua função?
O Cebraspe conta com um amplo cadastro de especialistas, em todas as áreas do conhecimento, que atuam na elaboração das provas, com reconhecida capacidade técnica e reputação ilibada. Por questões de segurança, esses especialistas devem manter o sigilo sobre o trabalho que executam. Mais de 50% desse cadastro é composto por colaboradores que são Mestres, Doutores ou Pós-Doutores em suas áreas de atuação. Entre esses colaboradores, incluem-se professores universitários, juízes, defensores, promotores, diplomatas e outros profissionais com formação e experiência profissional nas áreas de conhecimento avaliadas por nossas provas. Acerca dos nossos recursos, podemos informar que não apenas uma pessoa, mas equipes são responsáveis pela avaliação dos questionamentos, o que garante a transparência na avaliação dos recursos e, principalmente, a isonomia.

– As provas do Cebraspe são consideradas pela maioria dos concurseiros como as mais difíceis, a que vocês atribuem isso?
Na nossa visão, as nossas provas não são as mais difíceis, mas são as mais bem elaboradas. Atribuímos isso, entre outros fatores, a um dos nossos principais diferenciais: o Método Cespe, uma exclusividade nossa. Esse método é fruto de pesquisas e da experiência de mais de 20 anos na área, e é composto por técnicas e metodologias empregadas, por exemplo, desde a orientação dos elaboradores de itens, passando pela revisão desses itens e pela formação dos cadernos de provas, até a correção e a geração dos resultados. É um trabalho contínuo e de permanente inovação na busca para selecionar os melhores perfis para a administração pública.

– Uma das formas de estudo mais empregada pelos candidatos é estudar pelas provas já aplicadas pelo Cebraspe, seja para se ambientar ao modo como o conteúdo é cobrado, como para identificar quais os conteúdos são considerados mais importantes pela banca e a forma de elaboração das questões e correção. Vocês consideram essa estratégia de preparação válida? Por quê?
Não cabe ao Cebraspe, enquanto instituição organizadora de concursos públicos, opinar sobre a metodologia adotada por candidatos para estudo.

– As questões são sempre inéditas, mesmo quando se tratam de legislações e ou conteúdos idênticos?
Sim. É exatamente a atualização constante de conteúdo e o ineditismo de questões que permitem que nossas provas exijam dos participantes muito mais do que a memorização, e fazem com que avaliemos diversas habilidades, como a aplicação do conhecimento, a capacidade de síntese, a compreensão e a análise das informações apresentadas. Se as questões não fossem inéditas, não poderíamos garantir mais do que a mera memorização.

Edital da Procuradoria de Santa Catarina pode sair até semana que vem

Foto: Divulgação/PGE/SC
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Do CorreioWeb – Após oito anos sem realizar um novo concurso público, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina (PGE/SC) anunciou que o novo edital para procuradores será lançado até semana que vem. A informação foi dada pela assessoria do órgão, que ainda divulgou que serão abertas quatro vagas imediatas.

No último dia 31 de agosto, foi escolhida a empresa responsável para organizar as provas do concurso. Caberá a Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) ser a responsável pela aplicação dos exames.

Para a carreira de procurador é necessário ser bacharel em direito, ter inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e três anos de atividade jurídica, no mínimo.

 

 

Foto: Reprodução/Diário Oficial/SC
Foto: Reprodução/Diário Oficial SC

Concurso anterior

A última seleção aconteceu em 2010 e também foi organizada pela Fepese. Foram oferecidas 15 vagas, mas o edital não informou a remuneração. A seleção contou com quatro etapas, todas de caráter classificatório e eliminatório:

  • Prova escrita com questões objetivas;
  • Provas práticas escritas;
  • Prova oral;
  • Prova de título.

Foi cobrado domínio nos seguintes conteúdos:

  • Direito constitucional;
  • Direito civil;
  • Direito administrativo;
  • Direito tributário;
  • Direito do trabalho;
  • Direito penal;
  • Direito processual (civil, penal, constitucional, administrativo, tributário e do trabalho);
  • Legislação do estado de Santa Catarina.

Outro concurso no estado

Para quem é de Santa Catarina, há mais uma oferta de concurso. O Corpo de Bombeiros do local (CBM/SC) abriu dois editais de processos seletivos, com sete vagas temporárias. Pode se inscrever quem tem graduação nos cursos de design gráfico, letras/português (com curso de design instrucional), biblioteconomia, psicologia e pedagogia. A inscrição não é cobrada e pode ser feita até 30 de setembro. Saiba mais aqui!

Secretaria de Cultura de São Paulo forma comissão para lançar concurso

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
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O Diário Oficial de São Paulo, desta terça-feira (11/9), trouxe a composição da comissão que vai elaborar o novo concurso público da Secretaria de Cultura do estado. Serão abertas 15 vagas, sendo seis para arquitetos, seis para analistas socioculturais e três para oficiais administrativos. O concurso foi autorizado por despacho do governador Márcio França em 5 de julho deste ano.

 

Segundo informações da assessoria do órgão, os cargos de arquiteto e analista sociocultural são de nível superior. Para o caso de analista sociocultural, como se trata de um cargo que tem várias formações possíveis, a comissão ainda definirás as áreas.

Para oficial administrativo, a formação é Ensino Médio.

 

A secretaria ainda informou que este não é o primeiro concurso para os cargos. Houve seleção para arquitetos no ano de 2009 e para os cargos de Executivo Público, oficial administrativo e agente administrativo, em 2006.

 

Ainda não há prazo para publicação do edital de abertura.

 

Confira os salários iniciais brutos:

  • Arquiteto I – R$ 4.041,68
  • Analista sociocultural – R$ 2.402,05
  • Oficial administrativo – R$ 1.339,29

 

15 mil vagas

Em um novo despacho, publicado no Diário Oficial do estado nesta terça-feira (21/8), o governador de São Paulo, Márcio França, autorizou a realização de um novo concurso público no estado. Serão abertas nada menos que 15.000 mil vagas para professores da Educação Básica II. Segundo o despacho, as vagas são exclusivamente para efeito de reposição de docentes contratados em caráter excepcional e temporário, observadas as vedações previstas na Lei Eleitoral e na Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo informações da pasta, a remuneração inicial do cargo é de R$ 2.585. Saiba mais!

R$ 24 mil

Um novo concurso público foi aberto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O edital foi publicado nesta terça-feira (11/9), tanto no Diário Eletrônico do órgãos, quanto no site da Fundação Vunesp, que a banca organizadora da seleção. O concurso tem como objetivo o preenchimento imediato de 310 vagas para juiz substituto. Desse total, 16 são reservadas aos candidatos com deficiência e 62 aos candidatos negros. A remuneração do cargo é de R$ 24.818,71. Saiba mais aqui!

AGU dá parecer pela estabilidade de gestante em cargo comissionado

Arte: Fernando Lopes/CB/D.A Press
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Da Agência Brasil – A advogada-geral da União, Grace Mendonça, assinou parecer que determina estabilidade às empregadas gestantes e adotantes do momento da gestação até seis meses após o parto ou adoção de criança para as ocupantes de cargos comissionados na administração pública.

O parecer, assinado nesta segunda-feira (10/8), modifica decisão anterior da Advocacia-Geral da União (AGU), em que prevalecia o entendimento de que as ocupantes de cargos comissionados não usufruiriam de tal estabilidade.

O novo entendimento foi elaborado pela Consultoria-Geral da União, órgão da AGU responsável pelo assessoramento jurídico da União, a pedido de outra unidade da Advocacia-Geral, a Consultoria Jurídica junto ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A discussão foi motivada por uma decisão judicial que determinou ao Ministério da Previdência Social (atual Secretaria de Previdência) que pagasse indenização a uma servidora exonerada de cargo em comissão durante o período em que usufruía de licença adotante.
Segurança jurídica

No parecer, a AGU observa que o novo entendimento deve ser adotado não só porque resguarda de forma mais eficaz valores constitucionais, como o da proteção à família, mas também para evitar que a União seja acionada em outras ações judiciais.

O Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) já entenderam, em julgamentos recentes, que a estabilidade assegurada às gestantes e adotantes deve ser garantida a todas servidoras públicas, independentemente da natureza do vínculo mantido com a administração pública e mesmo que ocupem apenas cargos comissionados.

Poder vinculante

De acordo com o portal da AGU, o parecer do Advogado-Geral da União adquire caráter normativo e vincula todos os órgãos e entidades da Administração Federal quando aprovado pelo Presidente da República e publicado juntamente com o despacho presidencial.

De outro lado, ainda de acordo com a AGU, o parecer não publicado no Diário Oficial da União obriga apenas as repartições interessadas e os órgãos jurídicos da AGU ou a esta vinculados, a partir do momento em que dele tenham ciência.

Polícia Militar de SP é autorizada a realizar seleção para contratar 600 guarda-vidas

Imagem: PMSP/Divulgação
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A Polícia Militar de São Paulo (PM/SP) foi autorizada a adotar as providências necessárias para a realização de um processo seletivo simplificado, visando a contratação de 600 guarda-vidas. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (6/9).

As contratações serão por tempo determinado e pelo prazo máximo de cinco meses, correspondente ao período de novembro de 2018 a março de 2019.

Mais vagas em São Paulo

PM SP

A Polícia Militar de SP está com inscrições abertas para seleção que visa a contratação de 270 profissionais de nível médio para o cargo de aluno-oficial PM, na Academia do Barro Branco. A Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Vunesp) é a empresa responsável pela elaboração e execução das etapas de avaliação.

Os candidatos devem atender aos seguintes requisitos básicos: ter idade mínima de 17 anos e máxima de 30 anos, ter altura mínima de 1,60 para homens e 1,55 para mulheres, estar quites com as obrigações militares e eleitorais, além de outros descritos no edital. O aluno-oficial PM tem remuneração de R$ 3.095,88.

As inscrições serão aceitas até 24 de setembro pelo site da Vunesp. A taxa de participação é de R$ 130. O concurso será válido por seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. Clique aqui para saber mais.

CRP SP

O Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo abriu um novo concurso público com 275 vagas de nível superior. Do total de chances, sete são imediatas e 268 para formação de cadastro reserva. Os salários são de R$ 6.197,58, para 40 horas semanais. Confira aqui o edital completo.

As inscrições podem ser realizadas por meio do site do Instituto Quadrix, que é a banca organizadora do certame,  até 10 de outubro de 2018. A taxa é de R$ 75. Clique aqui para saber mais.

Proposta garante condição especial para dislexo fazer prova de concursos públicos

Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
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Da Agência Câmara – Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 8489/17, do deputado Luiz Tibé (Avante-MG), que assegura às pessoas com dislexia condições específicas para realização de provas de concurso e para acesso a instituição de ensino, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A dislexia ou outro transtorno funcional deverá ser comprovado por laudo médico.

A dislexia é incapacidade parcial de ler compreendendo o que se lê, apesar da inteligência normal, audição ou visão normais.

Pela proposta, as bancas examinadoras deverão garantir maior tempo para essas pessoas fazerem a prova, no mínimo 1h30 a mais; e um ledor à disposição da pessoa com dislexia que também possa escrever a redação ditada pelo candidato.

As instituições de ensino deverão elaborar projetos político-pedagógicos que assegurem a pessoas com essa condição os meios adequados para realizar provas e outras formas de avaliação contínua e cumulativa.

De acordo com Tibé, a proposta vai beneficiar também aqueles com quaisquer transtornos funcionais específicos, como disortografia, disgrafia, discalculia, transtorno de atenção e hiperatividade. “O projeto pretende garantir o direito à educação e ao trabalho desses cidadãos brasileiros.”

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Petição pede exoneração de servidor público que matou onças ameaçadas de extinção

Foto: Reprodução
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Após divulgar vídeo criminoso, em que caça e mata onças ameaçadas de extinção, um ex-vereador e atual servidor público da Secretaria de Obras de Agrolândia, cidade que fica a 190 quilômetros de Florianópolis, Santa Catarina, é alvo de petição pública que pede assinaturas a favor de sua exoneração.

O servidor foi autuado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) por ter cometido crimes ambientais, além de receber quatro multas administrativas que, juntas, somam R$ 740 mil. De acordo com Leonardo Silva, chefe da divisão técnico ambiental da Superintendência do Ibama em Santa Catarina, o servidor tem 20 dias para se defender das acusações. “Ele será cobrado administrativamente por isso. Preparamos um material para o Ministério Público, que já nos informou que vai agir.”

Segundo Silva, o servidor utilizou de maneira errada a licença que tem para caçar javalis, animais que são considerados invasores. “O Ibama conseguiu identificar as pessoas que estão no vídeo, mas tentou sem êxito localizar os restos dos animais assassinados. O servidor se aproveitou da situação, do fato da onça estar acuada tentando proteger seu filhote, para matá-los. As onças são animais ariscos e evitam contato com os seres humanos.”

Petição de exoneração

De acordo com a petição da Change.org, “este homem devia perder seu emprego pela barbaridade que cometeu! Ele matou brutalmente um animal com risco de extinção! Porém, ao questionarem o secretário de Infraestrutura de Agrolândia sobre o afastamento do servidor, ele respondeu que isso não iria acontecer no momento porque ‘o fato foi em um final de semana, fora do horário de trabalho’. Isso é um absurdo! Prefeitura de Agrolândia é esse o exemplo que vocês querem dar para seus cidadãos e para o Brasil? Onde fica a conscientização do respeito com os animais, do cuidado com nossa fauna e flora, tão ameaçadas? Queremos que [ele] seja exonerado do cargo! Vamos pressionar a prefeitura para tomar uma posição adequada!”

A petição pode ser acessada aqui. Até o momento, mais de 32,7 mil pessoas contribuíram com o abaixo-assinado.

A reportagem tentou por diversas vezes contato com o servidor, por meio da Prefeitura de Agrolândia, mas não obtivemos sucesso até o fechamento desse texto.

A caça de animais silvestres ameaçados de extinção é proibida no Brasil.

Polícia Militar de Santa Catarina vai abrir um novo concurso público

Imagem:PMSC/Divulgação
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A Polícia Militar do Estado de Santa Catarina (PM/SC) deve abrir um novo concuso público em breve. Nesta quarta-feira (29/8), a corporação anunciou a contratação do Instituto AOCP como banca organizadora do próximo certame que visa o ingresso no curso de formação de oficiais. Ainda não há mais informações sobre vagas.

O último concurso foi realizado no ano passado e ofereceu 394 cargos de agente e escrivão de polícia, classe I. A Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) foi a responsável pela organização.

Todas as 394 vagas foram para candidatos com nível superior em qualquer área, sendo 194 para o cargo de escrivão e 200 para agente. Os salários variam entre R$ 3.842,20 e R$ 5.317,94.

As provas foram realizadas na Grande Florianópolis, Joinville, Chapecó, Criciúma, Tubarão, Lages, Itajaí e Joaçaba.

O concurso tem validade de 2 anos, a contar da data de homologação do resultado, podendo ser prorrogado por igual período.

Vagas no Paraná

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) abriu novo edital de concurso público para outorga de delegações notariais e registrais. São oferecidas, ao todo, 460 vagas, sendo 315 para provimento e 145 para remoção.

Para se candidatar, é necessário ser formado em direito ou ter certidão de exercício por 10 anos completos, até a data de inscrição, de função em serviço notarial ou de serviço. Para remoção, é necessária experiência de no mínimo dois anos.
As inscrições poderão ser feitas até 18 de outubro, pelo site do Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná – NC/UFPR. A taxa custa R$ 240. O edital reserva 5% das vagas a pessoas com deficiência. Confira mais detalhes aqui.

 

8 dicas importantes para serem lembradas em dias de prova de concurso público

Foto: Ed Alves/CB/D.A. Press
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Dia de prova de concurso público tem sempre uma certa tensão no ar. Os candidatos precisam se programar para chegar a tempo ao local de aplicação, lidar com a ansiedade sobre o que será cobrado e ainda lembrar de tudo o que estudou. Após conseguir acordar no horário, vencer o trânsito (e muitas vezes achar uma vaga no estacionamento, porque parece que todo o Brasil resolveu fazer prova no mesmo lugar), você finalmente está na sala de aula, pronto para o teste.

O que você precisa agora? Tranquilidade para ler as questões e pensar nas respostas, correto? Mas, e se o candidato sentado atrás colocar o pé na sua carteira e começar a tremer a perna, de nervoso ou mania mesmo? E se o colega ao lado de repente sente que o sapato está apertado e tira os pés para fora liberando um odor não muito agradável? E quando aquele refrigerante cheio de gás é aberto bem quando você lembrou a diferença entre recondução e readaptação de servidores públicos?

 

Foca nesse flagra (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Foca nesse flagra (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Parece que situações assim são mais comuns do que gostaríamos. Consultamos alguns concursandos que nos contaram histórias semelhantes, confira as depoimentos:

  • “Já fiz uma prova que estava muito difícil. Uma das candidatas, que com certeza não sabia nada com nada, enquanto não dava o horário para poder sair da sala, ficou se balançando na cadeira, tipo  gangorra (indo e voltando). O barulho tirava a concentração de todos, principalmente de quem realmente queria fazer a prova. De repente: Bum! A candidata caiu da cadeira, se estatelando no chão. Moral da história: Se você não sabe fazer a prova então pelo menos dê sossego para os outros fazerem.”

  •  “Uma vez um cara ficou discutindo com o fiscal porque ele não aceitava que fossem desconsiderar uma questão que ele marcou duas alternativas no gabarito. Depois de minutos discutindo ele pediu para chamar o chefe dos fiscais e só sei que fui embora e continuaram discutindo. O fiscal inclusive perguntou se ele tinha lido o edital e o candidato disse que não, mas isso não o impediu de continuar discutindo e atrapalhando o restante da sala. Já aconteceu também do celular de um candidato começar a vibrar e depois ir tocando cada vez mais alto, só que ele nem se entregou e a fiscal precisou ficar escutando os saquinhos para descobrir de onde vinha. Depois disso ele foi convidado a se retirar da sala.”

  •  “Eu aplicava provas, há muito tempo. Quando acabou todo o tempo da prova e eu fui recolher os gabaritos, uma senhora não tinha preenchido, pois achou que isso era a gente (fiscais de sala) que iríamos fazer para ela. Falei que não, que ela teria de ter preenchido, mas ela ficou lá insistindo. Precisamos chamar o chefe do andar para convencê-la de que já era.. rsrsrs”

  •  “Ah nada demais! Só uma moça ao meu lado que levou uma vitamina C, colocou na garrafa com água e não fechou direito, dai o que aconteceu com a tampinha? Saiu voando! E em qual direção? Na minha cara!”

Para fazer uma prova tranquilamente e não atrapalhar os demais candidatos, conversamos com o professor Renato Lacerda, que é analista de gestão pública do MPU e professor de administração publica do IMP concursos. Ele também já passou por poucas e boas em provas de concurso. “Já fiz muito concurso e de vez em quando ainda faço provas para treinar e dar um feedback a meus alunos. Então já vi candidato que levou um verdadeiro banquete pra sala de aula, e comia bastante durante a prova, fazendo barulho com salgadinhos e doces e atrapalhava a todos. No próprio concurso que passei do MPU um candidato atrás de mim apoiou o pé na minha cadeira, a ponto de eu ter que pedir para parar. Ele ficou meio sem graça e cessou a tremedeira, após risadas de pessoas sentadas por perto. Já aconteceu também de pessoas que sabem que sou professor tentarem colar minhas respostas. E teve até uma pessoa que fez toda a prova e depois deitou sobre o braço, dormiu e começou a roncar em plena sala de aula. Foi quando o fiscal precisou acordá-lo.”

A seguir seguem algumas dicas para um melhor convívio em dias de prova de concursos. São pequenos cuidados, que podem fazer a diferença em um dos dias mais importantes da sua carreira profissional! Confira a seguir 😉

 

– Procure chegar mais cedo ao local de prova (os editais não recomendam antecedência mínima de uma hora por acaso) e, antes de adentrar a sala, prefira ir ao banheiro e beber água. Isso evita filas de espera e que o fiscal fique decorando os nomes de quem pediu pra sair primeiro. Se ele por acaso esquecer de alguém, isso já pode ser motivo para problema.

 

– Busque entrar na sala de forma silenciosa. Se encontrar algum conhecido, cumprimente com um aceno, pois haverá tempo para conversar após a prova. Conversas paralelas podem atrapalhar a concentração dos outros candidatos.

 

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– Ao sentar, identifique logo se a carteira tem boas condições de uso, se não range ou está cambaleante. Se você for canhoto, e julgar necessário, já solicite uma cadeira apropriada. E também localize o ar condicionado (ou alguma entrada de ar), seja para ficar perto dele, se você for do time dos calorentos, ou bem longe, se você sentir mais frio. A mudança de lugar muitas vezes é aceita e deve ser solicitada ao fiscal, que vai avaliar a situação. Se não der, peça para ligar ou desligar o aparelho, afinal, a temperatura do ambiente pode atrapalhar (e muito) sua tranquilidade.

 

– Depois de se sentar, coloque em cima da mesa só o essencial: caneta (s) e documento de identidade. Tem bancas que exigem isso. Não se esqueça de levar duas ou mais canetas e de testar se elas estão mesmo funcionando. É melhor não dar sorte ao azar e correr o risco de não poder pegar material emprestado com alguém após o começo das provas. Alguns editais proíbem isso.

 

– É recomendado que os candidatos se hidratem durante as provas, por isso uma garrafinha embaixo da carteira é importante. A ingestão de algum alimento para repor as energias também é indicada, já que as provas podem durar horas a fio. Como uma barra de cereais, por exemplo. Evite comer muito doce e comidas pesadas antes porque isso pode afetar a velocidade do seu raciocínio. Prefira lanches leves. Tente não levar refrigerantes, marmitas com o jantar do dia anterior, ou saco de doces, cheio de pequenas embalagens que precisam ser abertas e provocam barulho. Além de poder atrapalhar os candidatos, você ainda corre o risco de manchar sua prova com chocolate ou respingos e, se a sujeira for detectada no gabarito definitivo, pode ser até eliminado.

 

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– Outros fatores que podem atrapalhar são os temidos pigarro constante, o funga-funga de narizes nervosos, ou ainda o fenômeno da “tosse coletiva”. Claro que há situações que não dá para evitar, mas procure antes das provas fazer gargarejos, chupar pastilhas e limpar bem o nariz. Beber água também ajuda. A prática fará bem para você e para as pessoas ao seu lado na sala.

 

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– Tente controlar a ansiedade e evitar brigas. Sempre que algo te incomodar acione o fiscal em primeiro lugar para servir de intermediário entre você e outro candidato. Entenda que a boa convivência nesse dia é importante. É um momento muito esperado, para o qual as pessoas se preparam muito, então qualquer detalhe desagradável pode se transformar em um grande problema e desestabilizar o candidato. É essencial ter em mente que estão todos ali no mesmo barco.

 

– E, o mais importante: leia atentamente todo o edital! Geralmente a parte de “disposições finais” lista como o candidato deve se portar na prova para não ser eliminado. Se a caneta deve ser azul ou preta e/ou de material transparente. Se não é permitido uso de outros materiais de papelaria, como lápis e borracha. Se o candidato pode usar ou não itens de chapelaria. Tem até edital que exige que o concurseiro fique com a orelha a mostra, para evitar fraudes. A maioria deixa expresso que não será admitida a comunicação entre os candidatos, além de determinar horários importantes, como o começo das provas, quando os concorrentes podem deixar o local de prova e ainda competir no concurso, quando podem sair com o caderno de questões, e o prazo final para entrega dos gabaritos definitivos.

 

Tenham todos uma ótima prova!