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COLUNA BRASÍLIA-DF deste SÁBADO
Denise Rothenburg
Crescem no Senado as articulações para votar ainda este ano a proposta de emenda constitucional (PEC) do senador Marcelo Castro (MDB-PI), que prevê o fim da reeleição: “A proposta oi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e está pronta para ir ao plenário”, comenta o senador piauiense. O texto determina que prefeitos e vereadores eleitos em 2028 tenham seis anos de mandato, de forma a tornar as eleições municipais, estaduais e federais coincidentes em 2034, e, a partir desta data, aumento dos mandatos de quatro para cinco anos. “Eleição de dois em dois anos é um desgaste desnecessário para o país”, diz o senador. Se aprovada, a última possibilidade de reeleição seria em 2030. Significa que, se Flávio Bolsonaro for eleito agora, teria direito, por essa proposta, a concorrer a um novo mandato. Lula, como já é candidato à reeleição, não poderia. A emenda Castro é a base para as discussões neste momento. Para conseguir ser aprovada este ano, porém, falta muito, uma vez que precisaria passar no Senado e seguir à Câmara. Mas, a vontade de aprovar o fim da reeleição., como o leitor já sabe, existe. E, reza a tradição, quando há vontade política, os parlamentares conseguem fazer até elefante voar. Essa Pec já esteve para votar algumas vezes e não se chegou a um acordo no plenário. Resta saber se, desta vez, os partidos vão se entender.
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Não repita Lula/ Aliados de Flávio Bolsonaro têm dito que, se ele vencer, não deve aceitar ser candidato à reeleição em hipótese alguma. Afinal, o presidente Lula disse lá atrás, em 2022, que não concorreria a um quarto mandato e terminou candidato.
“Já ganhou” abre campanha para comando da Câmara e do Senado
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Antes mesmo do segundo turno da eleição presidencial, os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionam os ocupantes de ministérios e nomes para as presidências do Senado e da Câmara. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lança o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para comandar o Senado. O deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) quer ser candidato ao comando da Câmara dos Deputados e outros apontam o senador Rogério Marinho (PL-RN) para ministro da Casa Civil da Presidência da República. A avaliação é de que, depois de coordenar a campanha de Flávio, Marinho ocupará o cargo que quiser. Outro nome citado para ministro é o do deputado Mendonça Filho (PL-PE), cotado para a pasta da Educação. Mendonça está muito próximo do candidato e, inclusive, coordenará a campanha no Nordeste, especialmente, em Pernambuco, onde a governadora reeleita, Raquel Lyra (PSD), declarou que não deve entrar de forma incisiva na campanha de Lula, a quem é grata por todos os projetos promovidos em conjunto.
Quem tudo quer…/ Dentro do Congresso, esses movimentos antes do segundo turno geram preocupações. Afinal, há outros aliados se apresentando para comandar a Câmara. E, em política, vale a máxima que serve para a vida: a pressa é inimiga da perfeição.
Discurso preocupante
Flávio já fala em mudar a Constituição. Embora não tenha dito em que parte, já tem muita gente apreensiva com a perspectiva de mudanças nos benefícios trabalhistas, nos direitos individuais e nas atribuições dos Poderes. Até aqui, ele não detalhou nada. Mencionou apenas que seria para “redemocratizar” o país. Alguns parlamentares de centro disseram que discurso mais vago do que esse impossível.
E o fim da 6 x 1?
A oposição ao governo Lula no Senado está preocupada com o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6 x 1 na Casa. A estratégia é esvaziar o plenário e boicotar o quórum, porque nas contas dos senadores e do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) há votos suficientes para aprovar o texto. A ideia dos aliados de Flávio é atrasar do jeito que der e não vincular o movimento ao candidato à Presidência da República durante a campanha de segundo turno.
Alcolumbre e o fim da 6 x 1
Há senador apostando que a Alcolumbre só resta votar e aprovar a PEC do fim da escala 6 x 1. Isso porque a bancada de Flávio não vai apoiar a reeleição de Alcolumbre e já articula um novo nome, conforme o leitor da coluna já sabe. Da parte de Alcolumbre, melhor ter o fim da escala 6 x 1 em seu currículo.
Finja que não viu
A federação União Progressistas ainda não decidiu o que será feito sobre os parlamentares e governadores que apoiam a reeleição de Lula. Porém, a ideia predominante é fazer cara de paisagem, uma vez que esse grupo é pequeno. A decisão de apoiar Flávio foi definida por unanimidade e aclamação dos membros presentes na reunião na última terça-feira, na Câmara dos Deputados. No Nordeste e Norte, há nomes que compõem com o PT, como o governador Lucas Ribeiro (PP), reeleito em primeiro turno na Paraíba.
No tempo do Pix…/ … Muitas pessoas que trabalharam para candidatos em cidades goianas no Entorno do Distrito Federal receberam em dinheiro vivo. Embora as campanhas de deputados federais e estaduais tivessem pedido inclusive a chave Pix de cada um, quem carregou bandeiras e distribuiu santinhos na reta final do primeiro turno saiu com cédulas de real no bolso.
Em busca do Centrão/ O Republicanos se reúne hoje, às 18h, na sede do partido em Brasília, para decidir se apoia Flávio no segundo turno. Serão ouvidos os representantes dos diretórios estaduais antes da nacional bater o martelo. Até aqui, PSD está neutro a nível nacional e a federação União Progressista fechou questão para apoiar e trabalhar pela eleição do senador.
Por falar em reunião…/ Os senadores de direita eleitos no último domingo, e aqueles com mandato, se reunirão no QG da campanha de Flávio hoje, às 15h. A ideia é definir as pautas e objetivos para a próxima legislatura, em fevereiro do ano que vem.
A campanha no DF/ A governadora Celina Leão (PP, foto) recebeu uma pesquisa, na quinta-feira, antes da eleição, mostrando que o eleitor não sabia o seu número e a associava ao 22, do PL. O resultado das urnas comprovou o tracking e agora a campanha está focando em conteúdos nas redes sociais martelando o número 11 de Celina nas urnas. Já Leandro Grass pretende massificar o 13 dele e de Lula e correr atrás daqueles que preferiram não votar no primeiro turno. Há, inclusive, eleitores que votaram em deputados distritais de esquerda e em Flávio ou Celina. Agora, os petistas e seus aliados vão tentar reverter esses votos.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Lula ganhou um reforço para tentar alavancar o projeto que acaba com a escala 6 x 1. Governador eleito de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) anuncia que irá cobrar a votação da proposta da emenda constitucional que está no Senado.
O padrinho de Xandão
Depois que o ex-presidente Michel Temer anunciou o apoio a Flávio, começaram a chover posts em grupos de WhatsApp sobre o fato de o ex-presidente ter nomeado o ministro Alexandre de Moraes (foto) para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Eleito em Alagoas com votação recorde para o Senado, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP, foto) não pretende se apresentar para presidir a Casa. Mas já existe, pelo menos, um nome que ele não pretende ajudar: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). As dificuldades entre eles são antigas.
Por falar em dificuldades…
Lira deve participar, hoje, do anúncio do apoio do PP a Flávio e se colocar à disposição para ajudar na campanha em Alagoas. Ele não gostou nada de Lula ter ido ao estado e anunciado apoio aos candidatos que faziam campanha junto com Renan Filho, do MDB, para o governo — leia-se seu maior adversário político, o senador Renan Calheiros. E, nas Alagoas, com a eleição fechada no primeiro turno e com a vitória de JHC ao governo, vai ser difícil espaço para ampliar a campanha petista por lá.
… no Senado, tem fila
Se for para ser um nome do PP a concorrer à Presidência do Senado, esse nome será o da senadora Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, que já se apresentou há tempos. Se Flávio vencer a eleição, ela só não será presidente da Casa se for o nome do partido para ocupar um ministério.

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 3 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Enquanto a maioria do Brasil assiste a uma campanha eleitoral sem debates e repleta de decisões judiciais, os partidos de centro fazem suas projeções e acreditam que continuarão mandando no Congresso Nacional, pelo menos até a temporada eleitoral de 2030. Nesse sentido, trabalham, via frentes parlamentares, vários projetos para tentar resgatar a própria imagem e não deixar tudo nas mãos do Poder Executivo.
Com ou sem segundo turno, está prevista para 21 de outubro a apresentação de megaprojetos, sob o guarda chuva “Empreende Brasil” e “Congresso pelo Brasil”. Em gestação na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, a ideia dessas propostas é tratar de temas como taxa de juros, insegurança jurídica, ambiente de negócios no país e segurança pública — apontados pelo empresariado como os grandes responsáveis pela dificuldade de atração de investimentos no país. Assim, seja quem for o presidente da República, os congressistas terão seus próprios projetos, com prioridade sobre qualquer proposta a ser apresentada pelo Palácio do Planalto.
Propostas nada constitucionais
O Grupo Livres, organização que promove soluções liberais para o Brasil, comparou todos os planos de governo dos candidatos à Presidência da República e um dado chamou a atenção. No quesito segurança pública, quatro presidenciáveis — Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) — propõem medidas consideradas incompatíveis com a Constituição Federal, segundo análise do grupo. Castração química, prisão preventiva automática e decretos sucessivos de Estado de Defesa são alguns desses projetos.
O tempo e a razão
Logo que foi escolhido candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) comentou com um amigo que estava indo para o “sacrifício”. Em seis meses, saiu do “sacrifício” ao tornar-se um candidato competitivo, graças aos votos que herdou do pai. Agora, o resultado, seja para o bem ou para o mal, estará na conta do próprio candidato, que não debateu seu programa de governo com os adversários. Desde a redemocratização, a única vez que um desafiante não participou de nenhum debate em primeiro turno foi Fernando Collor, em 1989.
Tensão no ar
Embaixadas começaram a emitir alertas de precaução a viajantes e estrangeiros residentes no Brasil devido à proximidade do primeiro turno das eleições, amanhã. O movimento foi iniciado pela embaixada dos Estados Unidos, que fechou a sede e consulados e pediu reforço na segurança junto à polícia militar. Irlanda, Austrália e Reino Unido emitiram avisos também. Com a polarização acirrada, o temor é que possa haver uma tentativa de golpe ou atos violentos após os resultados.
Sátiras da política
Durante as últimas semanas, diversos jogos on-line foram criados revivendo momentos recentes de políticos e de magistrados do Supremo Tribunal Federal, como um simulador de luta entre os ministros. O mais recente é sobre Flávio no mesmo estilo do jogo Super Mario World, com missões para o presidenciável. A primeira exige que o filho 01 bata ponto como assessor na Câmara dos Deputados enquanto estuda e faz estágio no Rio de Janeiro. A ideia de usar joguinhos on-line com figuras políticas não é nova. Em 2023, apareceu um jogo chamado Lula, escape da Prisão, em que o jogador era o Lula que precisava escapar da penitenciária.
24 horas
Hoje é dia de refletir sobre as escolhas, tentar conquistar os últimos votos e, o mais importante, não brigar com seus parentes por causa de opções políticas. Seja quem for seu candidato, converse com respeito e educação.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O país já está acostumado a ver líderes das pesquisas ou candidatos à reeleição faltarem a debates no primeiro turno em eleições presidenciais, exceção de Dilma Rousseff e de Jair Bolsonaro. Em 1989, Fernando Collor só compareceu a esses confrontos no segundo turno. Em 1994, FHC foi só ao debate da Band. Em 1998, não compareceu e venceu no primeiro turno. Lula, em 2006, não compareceu a debates de primeiro turno e, agora, repete a dose.
Debates interditados II
Quanto aos desafiantes, também não foi a primeira vez em que um candidato a presidente estreante nessa empreitada foge de debates ao longo de todo o primeiro turno. Collor fez o mesmo. Há quem diga que, até para não repetir o presidente que enfrentou um processo de impeachment e perdeu, Flávio Bolsonaro decidiu ir ao debate da Globo, hoje, mesmo sem Lula.
Estratégia
Ao escolher o Flow para uma entrevista no mesmo horário que o debate da Globo, Lula mira o eleitor indeciso, de centro e de direita, público cativo do programa. A estratégia, além de evitar ser atacado por todos os outros adversários, é conseguir virar alguns votos importantes para domingo. Ou pelo menos, mitigar os danos recentes.
Feitiço contra o feiticeiro
Em seu voto para manter a retirada de conteúdos que propagam a fake news sobre Nossa Senhora, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro relator André Mendonça recorreu a um entendimento do Supremo Tribunal Federal que ele próprio havia discordado, no passado, e foi voto vencido. Quando da análise do Marco Civil da internet, Mendonça votara contra a responsabilidade dos provedores: “A solução adotada estabeleceu que os provedores devem desempenhar papel ativo na remoção de reproduções de conteúdo cuja ilicitude ou falsidade já tenha sido previamente definida pelo Poder Judiciário”, escreveu Mendonça no voto sobre a N.S. Aparecida no TSE.
Olho nos números I
A divisão do Fundo Eleitoral para candidatos do PSB no Distrito Federal causou estranhamento para algumas excelências. A maior dúvida paira sobre o critério de divisão. O candidato ao governo pelo partido, Ricardo Cappelli (foto), recebeu R$ 440 mil do diretório nacional para a campanha e uma doação de R$ 92,5 mil do deputado e candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg.
Olho nos números II
O ex-governador, que tenta manter a vaga na Câmara dos Deputados, recebeu mais de R$ 2,5 milhões do diretório nacional e R$ 65 mil do estadual. O que se diz nos bastidores é que não faz sentido um deputado receber mais verba que um candidato ao governo. A divisão pode ser conferida no site do TSE.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 1º de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A quinta rodada da pesquisa Correio/Opinião foi comemorada pela equipe do senador Flávio Bolsonaro, do PL, que lidera a sondagem. Porém, no cenário nacional, há certa apreensão para seus aliados. É que nem sempre o resultado do DF segue o do Brasil. Por cinco eleições, a vontade dos brasilienses refletiu a nacional: 1998, 2002, 2006, 2010 e 2018. Nas demais, 1989, 1994, 2014 e 2022, o DF escolheu quem perdeu nacionalmente.
Suspense até o fim II
O DF votou igual ao Brasil em 1998, quando reelegeu Fernando Henrique Cardoso e, em 2006, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorreu ao segundo mandato. E votou diferente do Brasil em duas situações em que o incumbente tentava a reeleição: em2014, preferiu Aécio Neves (PSDB), e, em 2022, Jair Bolsonaro. O pleito de domingo desempata o jogo.
Leila e Érika
A briga está grande nos bastidores da esquerda em Brasília. É que a subida de Bia Kicis (PL) começa a deixar todos os partidos com receio de que os conservadores elejam as duas senadoras — a outra é Michelle Bolsonaro. Assim, aparte do PT que boicotava a candidatura de Leila do Vôlei (PDT) está sendo pressionada a rever suas atitudes. Nos partidos mais à esquerda, há quem diga que seria uma humilhação perder as duas vagas. Especialmente, por causa de não querer votar nas duas senadoras que, conforme a pesquisa do Correio, ainda têm chances de tentar conquistar uma das vagas.
E o Caiado, hein?
O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD, foto) concluiu que, se não chegar ao segundo turno, tem que, pelo menos, vencer em Goiás, estado que governou e saiu com uma aprovação na casa dos 80%, conforme algumas pesquisas.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A pesquisa Correio/Opinião divulgada hoje mostrou que três partidos aliados a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem conquistar ao todo seis vagas para a Câmara dos Deputados: PL, Republicanos e MDB, sendo duas vagas cada um. PSol, Rede e a federação PT-PCdoB-PV ficariam com uma vaga cada um, completando o quadro de oito federais do Distrito Federal. Ambas compõem a coligação que apoia a reeleição do presidente Lula. Sinal de que as campanhas para o governo ajudam a puxar aliados.
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Enquanto isso, no Senado…/ Coma subida de Bia Kicis (PL-DF) ameaçando a reeleição de Leila do Vôlei (PDT), uma parcela do PT que boicotava a pedetista começa a rever seus conceitos. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, divulgou um manifesto a favor da reeleição de Leila. Em carta, ele diz ter ficado decepcionado com ela pelo fato de ter assinado um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Kakay defende que é necessário olhar o pleito com preocupação e lembra que o DF já tem uma senadora “de extrema direita e bolsonarista” — referindo-se a Damares Alves (Republicanos-DF) — e, por isso, é necessário que as duas vagas não sejam renovadas “pelas candidatas do presidiário Bolsonaro”. Até aqui, Bia foi quem mais cresceu na disputa ao Senado, de acordo com a pesquisa do Correio.
Ganhou a aposta
O comando da campanha de João Campos ao governo de Pernambuco apostou que a caminhada do candidato com Lula, na semana passada, surtiria efeito na pesquisa de intenção de voto. A última rodada da Quaest provou que seus estrategistas estavam certos. João chegou a 42%, empatando com Raquel Lyra (PSD). No levantamento anterior, o presidente do PSB tinha 39%. Campos também alcançou a governadora no segundo turno, saindo de 41%para os mesmos 43% dela.
Enquanto isso, em São Paulo…
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos, foto), candidato à reeleição, manteve-se na liderança das intenções de votos na última pesquisa Quaest. Segundo o levantamento, manteve os 44% no primeiro turno e 49%, no segundo. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad apresentou queda nos dois cenários. No primeiro turno, ele teria 24%, perdendo três pontos, e no segundo turno 29%, perdendo um ponto.
Agora vai
O Operador Nacional do Sistema (ONS) prevê publicar, ainda hoje, nota técnica com os dados de “margem de escoamento” para a realização, em dezembro, do leilão debaterias para armazenamento de energia elétrica. O documento trará informações sobre onde há espaço na rede para conexão desse sistema de armazenamento, um ponto crucial para as empresas que quiserem participar do pregão. O setor espera ansioso por essa publicação a fim de fechar as propostas.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer ao debate promovido pela tevê Globo, na reta final deste primeiro turno. E por um motivo muito simples: teria cinco minutos em cada bloco para falar do governo, enquanto todos os outros o atacariam durante 15 minutos. Ainda há tempo, até quinta-feira, para uma nova reflexão dentro do PT, mas essa contagem de 15 contra cinco é o principal ponto. Flávio Bolsonaro, porém, afirmou que não deixará de ir, com ou sem a presença do presidente.
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Contagem regressiva/ O cálculo da campanha é de que Lula pode aproveitar esse tempo num ato de campanha em algum lugar do país, colocando-se ao lado dos mais pobres. Além disso, não seria a primeira vez que um candidato deixaria de comparecer ao debate de encerramento do primeiro turno. Em 1994, a mesma Globo optou por não fazer esse confronto. Deixou para o segundo turno, mas Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro. Em 1998, o debate da Globo em primeiro turno foi cancelado porque FHC não iria e havia dúvidas sobre um debate sem a presença do líder. Em 2006, Lula, candidato à reeleição, seguindo o exemplo de FHC, optou por não comparecer. Em 2018, Jair Bolsonaro teve orientação médica de não comparecer. Em 2022, já presidente, Bolsonaro compareceu ao debate.
Cresce campanha do voto útil
Não apenas para presidente da República, mas para o Senado também esse movimento ganha força. Em Goiás, por exemplo, os partidos que querem evitar que Gustavo Gayer (PL) suba pedem o segundo voto para Vanderlan Cardoso (PSD), que aparece nas pesquisas tecnicamente empatado com Zacharias Calil (MDB). Em São Paulo, a manobra foi mais radical. Ricardo Salles (Novo) saiu da disputa. Há quem aposte que será secretário de Tarcísio de Freitas, num provável segundo governo estadual.
A incerteza delas
Centros de estudos e pesquisas começam a se preocupar com a alta abstenção de mulheres nesta eleição, tal e qual foi em determinados extratos dessa parcela do eleitorado, em 2022. O principal motivo para uma alta abstenção é a falta de confiança de que o voto resultará em alguma mudança. A percepção foi captada pelo Projeto Brief, que entrevistou mais de 3,5 mil mulheres sobre o motivo delas se afastarem das urnas e o que poderia mudar esse cenário. Segundo o estudo, 30% das mulheres que recebem até dois salários mínimos não votaram em 2022, mais que o dobro do registrado entre as de renda mais alta.
Memórias da greve/ Será lançado hoje o livro No Coração do Sistema, que relembra a greve dos bancários, em 1985. Organizado pela jornalista Fernanda Otero, reúne 43 artigos de participantes da greve. É na sede da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, às 19h. O título foi lançado na 28ª Bienal do Livro de São Paulo.
Discurso do medo muda de lado em jantar de Lula com elite empresarial em SP
Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 27 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg
Em 2022, a atriz Regina Duarte dizia nas redes sociais ter medo se o PT voltasse a governar o país. Desta vez, esse discurso mudou de lado. No encontro de Lula com empresariado em São Paulo, foi o presidente do BNDES, Aluizio Mercadante, quem deu um dos principais recados daquela noite às 800 pessoas presentes, sendo 500 empresários, convidados pelo think tank Esfera e o grupo Prerrogativas. Mercadante disse que o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, já acenou com a presença de um representante do governo dos EUA em sua equipe de transição, caso vença a eleição. Seria entregar para uma nação estrangeira todas as informações sensíveis do país em todos os setores estratégicos. Lula foi mais direto ao se referir às riquezas de terras raras e outros mineiras brasileiros.
Disse que, “a depender de quem vocês elejam, vão entregar tudo”. Se o petista não conseguiu virar votos, pelo menos, muitos saíram dali comentando que estão dispostos a pensar melhor até o dia 4 de outubro. Afinal, ali, o discurso da soberania teve algum apelo. Também chamou a atenção o fato de Lula ter dito que, em relação aos escândalos recentes do país, é preciso investigar tudo, doa a quem doer, algo que levou muitos a refletir sobre a reunião do então presidente Jair Bolsonaro com seus ministros, em que o capitão disse que não deixaria perseguir sua família ou aliados.
Contras
Se tem algo que deixa o empresariado reticente ao presidente Lula é a questão fiscal. Embora eles saibam que o Banco Central é independente — ou seja, Lula não tem varinha mágica para baixar os juros —, os empresários esperavam que o chefe do Executivo e seus ministros fossem mais contundentes a respeito de novas regras fiscais. Lula, porém, lembrou que isso era obrigação de qualquer governante e não um diferencial. Nesse ponto, conforme a leitura de muitos empresários, foi mais do mesmo.
Efeito Dilma I
A escolha de dois senadores tem deixado os partidos praticamente no escuro. Ninguém tira da cabeça o que houve com a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2018. Candidata ao Senado em Minas Gerais, Dilma estava muito bem posicionada nas pesquisas de intenção de voto e terminou em quarto lugar. É que todas as pesquisas para o Senado, quando são dois votos, têm dificuldade de captar a vontade do eleitor, que, conforme o leitor da coluna já sabe, deixa para escolher a segunda vaga no último dia.
Efeito Dilma II
Essa preocupação está na cabeça de quem concorre por Minas Gerais, onde a candidata Marília Campos (PT) lidera as pesquisas, com 13% na última rodada da Quaest, mas é seguida de perto por Aécio Neves (PSDB), Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL), todos com 10%. Considerando a margem de erro de cinco pontos percentuais, ainda tem Marcelo Aro (PP), que está com 6% e não pode ser considerado carta fora do baralho.
O tema dos bastidores
O que mais se comentou no encontro de Lula com o empresariado foi a questão das bets. Todos queriam saber de perto as projeções do governo. Em rodas de conversa, os ministros tratavam de explicar que há muito tempo o presidente já se mostrava indignado com a jogatina virtual.
O ingresso do jogo agradou
Os aliados de Lula — e até parte dos adversários — comemoram a entrada das bets na campanha eleitoral. Num país em que as pessoas se deixam levar pelas redes sociais e os temas são voláteis, esse assunto tirou os holofotes do caso Master e do INSS, escândalos que desgastam Lula e Flávio Bolsonaro. Lula, por causa do filho, Lulinha, e as suspeitas sobre o INSS e uma lobista. Já Flávio é o candidato a presidente que pediu dinheiro e voou no avião de Daniel Vorcaro, o banqueiro que se sustentou com dinheiro oriundo dos fundos de pensão e do BRB.
CURTIDAS
Perfume de poder
Cresce a cada dia o número de candidatos pedindo evento com a governadora Celina Leão no Distrito Federal. Sinal de que sentem que ela é capaz de agregar votos. Em política, o maior sinal de que um candidato majoritário tem dificuldades de vitória é o sumiço dos aliados.
Em casa
Quem se sentiu em casa no encontro com o empresariado foi o vice-presidente candidato, Geraldo Alckmin. Afinal, ali, muitos deles fizeram campanha para Alckmin, quando ele concorreu a governador de São Paulo pelo PSDB. Aliás, por lá apareceram uma filha de Fernando Henrique Cardoso e um filho de Franco Montoro, uma forma de mostrar amplitude na campanha petista.
Por falar em amplitude…/ Não foi apenas o PT que fez questão de se mostrar amplo, Camila Camargo, que comanda o think tank Esfera e foi uma das anfitriãs do encontro de Lula com o empresariado, foi direta ao dizer que “os associados do Esfera não são só a Faria Lima. São a indústria, o varejo, os serviços e também os maiores bancos do país”. Completou reforçando que o Esfera é apartidário e dialoga com todos os que desejam ouvir o setor produtivo. Na introdução, lembrou que, há quatro anos, Lula perguntava aos empresários o que eles fariam se fossem presidente e ouviu mais em vez de falar. Agora, indagou Camila: “Hoje, os empresários perguntam, o que o maior vencedor de eleições da Nova República tem a dizer a quem investe, arrisca, emprega, paga impostos e ainda sonha com um país melhor?”
Elogios
Camila fez questão de lembrar o discurso do presidente na ONU e fez também um alerta suave, mas incisivo a Lula: “Na ONU, lembrou ao mundo que a guerra é a falência da politica. O respeito da comunidade internacional pelo Brasil segue alto e isso é mérito seu. Mas o cenário externo e interno pedem cuidado e é por isso que essa conversa é importante”.
Eles tinham outro nome
Nos bastidores, antes da chegada de Lula, um empresário paulista comentava com outro que, se o Flávio (Bolsonaro), que tem muito o que explicar e zero experiência de gestão pública, está empatando com Lula, se fosse o Tarcísio, o risco de vitória da oposição no primeiro turno era grande. Referiam-se ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pelo menos, se dependesse da seleta plateia que Lula tenta conquistar no seleto grupo que tende a votar na oposição.














