Crédito: Caio Gomez
Eduarda Esposito — O senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) despontou como nova liderança da direita entre os parlamentares. O levantamento do Ranking dos Políticos mostrou que Flávio foi o nome mais citado entre deputados e senadores como principal destaque capaz de liderar a direita no Brasil com a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na câmara dos deputados, o senador Flávio Bolsonaro obteve 95% de indicações da direita, 50% do centro e 24,1% da esquerda. Ainda no campo esquerdista, se destaca o “não sei/não respondeu” que obteve 24,2% das respostas. Já no Senado Federal, Flávio foi citado por 83,3% da direita, 42% do centro e 20% da esquerda. Na Casa do presidente Davi Alcolumbre (União-AP), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi o mais citado pelos esquerdistas com 40% das citações.
O nome de Tarcísio perdeu força tanto na Câmara quanto no Senado no comparativo com a pesquisa do Ranking dos Políticos realizada em novembro de 2025 para liderar a direita. Na época, o nome do senador Flávio não aparecia entre os citados — Tarcísio de Freitas, Eduardo Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O governador de São Paulo liderava as citações na Câmara com 48,6% e no Senado com 44,5%. Contudo, quando perguntado quem poderia unificar o campo, o governador de São Paulo ainda é o nome mais citado pelo centro e pela esquerda.
Entre os deputados, Flávio foi lembrado por 44,8% dos esquerdistas, 32% do centro e 80% da direita. Já Tarcísio foi citado por 17,3% da esquerda, 36% do centro e 5% da direita. No Senado, 60% da esquerda, 42% do centro e 0% da direita apontaram o governador como nome de unificação do campo. Enquanto Flávio foi citado por 0% da esquerda, 15,8% do centro e 66,6% da direita.
Para o diretor de operações do Ranking, Luan Sperandio, a direita ainda está em processo de reorganização e Tarcísio ainda se mantém como nome capaz de unificar a ala. “Os dados mostram que a direita brasileira ainda vive um processo de reorganização. Existe força política e potencial eleitoral em alguns nomes, mas ainda não há coordenação estratégica suficiente para consolidar uma liderança hegemônica. O governador Tarcísio aparece com boa capacidade de unificação, porque transita entre diferentes espectros ideológicos, especialmente no centro político. Isso amplia seu potencial eleitoral e contribui para a percepção de que seria uma opção mais competitiva para vencer Lula em outubro”, afirmou.
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