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Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 30 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Quem quiser apostar que uma delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro saia antes das eleições arrisca perder dinheiro ou um bom vinho. Preso e acusado de fraude contra o sistema financeiro, apenas agora veio a perspectiva de uma nova delação, que ainda precisa ser posta no papel, avaliada pelos investigadores, pelo Ministério Público e por aí vai. Esse processo leva, pelo menos, 30 dias. Portanto, difícil que ele sirva de balizador do eleitorado na reta final da campanha. Aliás, o que se ouve no Supremo Tribunal Federal é que isso não pode ser usado para beneficiar ou prejudicar o candidato A, B ou C. O mesmo raciocínio vale para o caso das emendas parlamentares. A ideia é suspender operações ao longo do processo para evitar acusações de interferência no processo. A não ser que seja algo tão grave que não possa ficar para depois.
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Quem perde de fato/ Essa demora, porém, seja com a delação de Vorcaro (se for realmente uma delação contando tudo), seja com o caso das emendas, deixa o eleitor sem todas as informações para que possa decidir de forma mais clara em quem votar, avaliando erros e acertos de cada candidato. Triste de quem terá que votar com essa sombra sobre o futuro.
Um acordo futuro
O almoço entre o presidente Lula e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e o do Senado, Davi Alcolumbre, foi muito além dos projetos em pauta. Pelo andar da carruagem, ficou meio que alinhavado um entendimento num cenário de Lula reeleito. Consiste no seguinte: se Motta e Alcolumbre tiverem condições de reeleição para as posições que ocupam, terão o apoio do PT.
E um baixar a poeira
A ordem entre eles é trabalhar para retomar o que Lula chamou de “institucionalidade”. Ou seja, baixar a temperatura das crises entre os Poderes para trabalhar os problemas do Brasil, em especial, a economia e os projetos de desenvolvimento.
A esperança de virar a página
O esforço concentrado desta semana é visto como a esperança do presidente Lula e de seus aliados de colocar uma pauta positiva na campanha eleitoral, a começar pela medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas, a ser relatada pela senadora Leila Barros (PDT-DF), a Leila do Vôlei, passando ainda pelo marco legal dos minerais críticos e o fim da escala de trabalho 6×1.
Um flanco aberto I
O presidente Lula vai aproveitar o fato de o senador Flávio Bolsonaro ter dito em entrevista ao Jornal Nacional que não acredita no aquecimento global para empinar a bandeira ambiental e tentar classificar o candidato do PL como alguém que despreza a ciência. Afinal, o aquecimento já foi consagrado pelos cientistas e os problemas econômicos e sociais causados por esse fenômeno crescem a cada dia. A última tragédia foi na semana passada, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Rio Grande do Sul, por exemplo, continua em alerta para tempestades e ventos fortes, onde duas pessoas morreram.
Um flanco aberto II
Não foi apenas Flávio que deixou abertura para ataques dos adversários. O fato de Lula ter aparecido em fotos antigas ao lado da lobista Roberta Luchsinger, depois de dizer que não conhecia a “pilantra”, fará do presidente-candidato alvo fácil nos próximos dias, tal e qual Flávio Bolsonaro virou depois de dizer que não tinha nada com Daniel Vorcaro. O financiamento do filme veio a público e deixou o candidato numa defensiva da qual ele não consegue se livrar, uma vez que ele próprio mencionou um contrato com Vorcaro que nunca foi apresentado. Flávio insiste em dizer que não houve dinheiro público, embora o financiamento tenha vindo de um banco que captou recursos em fundos de previdência, inclusive do Rio de Janeiro, onde ele é senador.
CURTIDAS
Tensão/ No entorno de Lula, o que se diz é que a lobista Roberta Luchsinger não tem nada que possa comprometer o petista. Porém, tal e qual a mãe de Lurian, filha mais velha do presidente, tentou prejudicar Lula na campanha de 1989, acusando o então candidato de lhe propor um aborto, qualquer mentira nessa curta campanha pode representar um estrago.
O jogo de Leila do Vôlei/ Candidata à reeleição, a senadora terá um momento de visibilidade que a oposição não tem como criticar. Leila (foto), da sua parte, aproveita a oportunidade para se mostrar uma promotora do diálogo. Ela já se reuniu com o governo e irá se reunir com o setor produtivo.
6×1 na campanha/ Quem teve qualquer relação com o projeto não deixa de citar o texto nos seus jingles. Léo Prates (Republicanos-BA), relator do texto na Câmara, na semana passada, inclusive, mencionou que estava articulando a aprovação do projeto no Senado.
Rodrigo Pacheco critica a falta de diálogo entre os chefes dos Poderes
Por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — O senador e ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) criticou a falta de diálogo entre os chefes dos três Poderes durante sua fala no 25º Fórum Empresarial LIDE, no Rio de Janeiro. Pacheco discursou sobre os desafios para o Brasil de amanhã e destacou a importância do diálogo.
“Se antevê uma necessidade, em razão do ambiente muito polarizado e dividido, e, a depender da conformação do Congresso Nacional, de uma capacidade do governante de diálogo, de estrutura, de debate e de aceitação de divergências. […] É muito ruim quando um presidente da República, um presidente do Senado, um presidente da Câmara, um presidente do Supremo Tribunal Federal não dialogam. Então esse é um grande desafio”, argumentou.
Para o senador, a polarização e a próxima formação do Congresso Nacional exigirão menos intransigência dos presidentes das Casas Legislativas. “A intransigência e a imposição de vontades num Brasil dividido e com uma conformação no Congresso Nacional que não seja necessariamente alinhada ao poder executivo podem colapsar algo que é absolutamente essencial para o desenvolvimento do país, que é o diálogo institucional. Então, esse é o primeiro desafio que nós teremos, de muita sabedoria daqueles que ocuparem essas esferas de Poder de não interromper o diálogo”, afirmou.
*A jornalista viajou a convite do LIDE
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 20 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Com a decisão dos partidos de reservar recursos para quem é candidato a reeleição, como é o caso do PL, muita gente na política começa a apostar que a renovação do Parlamento será baixíssima nesta temporada eleitoral. Soma-se a essa preferência de financiamento para quem já tem um mandato, a amplitude das emendas parlamentares — hoje no patamar de R$ 60 bilhões. As emendas praticamente levaram os prefeitos a “fidelizar” e replicar as campanhas dos parlamentares que beneficiaram as administrações locais com emendas.
Desafiante/ Esse modelo será difícil de quebrar ou de levar à renovação. Quem está chegando agora começa em desvantagem e será difícil empatar o jogo a fim de tentar vencer quem já está no mandato.
Movimentos divergentes
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem dito que o governo mobiliza a base no Congresso para votar a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas. Disse, ainda, que a ideia é votar a MP durante a semana de esforço concentrado presencial, a partir de 31 de agosto. Contudo, líderes ouvidos pela coluna afirmam que ainda não foi resolvido o impasse para indicação do presidente e do relator da proposta na comissão especial. No Parlamento, tem sido difícil conversar sobre qualquer assunto porque a maioria está focada na campanha pela reeleição, seja para a Câmara, seja para o Senado.
Cheio de recados
O discurso do presidente da OAB, Beto Simonetti, na posse do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, e do vice, Mauro Campbell, foi incisivo ao defender a sustentação oral dos advogados como instrumento para garantir eficiência e legitimidade. Atualmente, é grande a reclamação dos defensores em relação à dispensa dessa ferramenta inerente à Justiça.
Jargão de Gaspar
Candidato a vice-presidente na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) discursa pelo país afora dizendo que Lula tem o seu próprio Marcola. Será uma estratégia para desgastar ainda mais a imagem do presidente durante a campanha eleitoral em cima do caso do roubo dos aposentados. E, de quebra, uma tentativa de associar o apelido Marcola ao governo, uma vez que é comum ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, e ao chefe do PCC, Marcos Camacho.
Gaspar que se prepare
Aliás, a equipe de advogados da campanha de Lula está atenta às manobras para tentar associar o governo ao crime organizado e ao chefe do PCC. A ideia é buscar reparação na Justiça a qualquer movimento nesse sentido.
CURTIDAS
Prestigiados/ Do Clero aos representantes dos Três Poderes, todos presentes à posse de Luís Felipe Salomão e Mauro Campbell — respectivamente, presidente e vice do STJ. E, desta vez, com uma novidade: dispensou-se a interminável fila de cumprimentos.
Alguém lembrou/ No rápido discurso de abertura da solenidade, o ministro Herman Benjamin citou o “mega El Niño” como um desafio não só para a Justiça como a todos os Poderes.
Defesa/ A frase do sempre bem-humorado ministro da Defesa, José Múcio Monteiro (foto), sobre abrir portões do Brasil em caso de invasão, foi lembrada nas rodas de conversas da posse do STJ. “E não é que ele acabou conseguindo recursos?”, comentou um parlamentar.
“Não será uma eleição, será um duelo. Dez passos para cada lado” Do senador Eduardo Gomes (PL-TO), ao referir-se à polarização entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 16 de junho de 2026, por Denise Rothenburg
Embora muita gente diga que o caso Master já fez o estrago que poderia fazer na pré- campanha de Flávio Bolsonaro, o que se comenta entre quatro paredes no PL é que a tensão em cima desse tema não se dissipou. Assim como o pré-candidato à Presidência jurou lá atrás à cúpula do partido que nunca havia se encontrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — e depois surgiu o pedido de financiamento do filme Dark Horse —, há o receio de que ele não tenha mencionado tudo o que pode aparecer. E agora não dá mais trocar de candidato. Além disso, o senador jamais aceitaria. E não há outro nome ligado a Jair Bolsonaro capaz de assumir essa missão, uma vez que os filhos do ex-presidente vivem às turras com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a única entre os parentes que teria condições políticas de ser candidata.
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Enquanto isso, na Papudinha…/ …Quem esteve na prisão que abriga o ex-presidente do BRB, Paulo Herique Costa, percebeu que ele escreve páginas e mais páginas de sua delação. Já o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso por causa da condenação por tentativa de golpe de Estado, continua em depressão.
Vorcaro que se prepare
No mundo da política, há muita gente dizendo que o ex-banqueiro vai repetir o caso do publicitário Marcos Valério, condenado a 37 anos de prisão como operador do esquema do mensalão. Valério ficou preso seis anos e cinco meses, em regime fechado. Depois, obteve progressão de pena, para prisão domiciliar. Em 2022, conseguiu o regime aberto.
Diferenças
Marcos Valério foi julgado e condenado. Vorcaro ainda está em prisão cautelar. Deveria ter passado por uma revisão em 4 de junho, quando completou 90 dias. Essa revisão ainda não ocorreu.
Incômodo geral
Parte dos advogados que trabalham no caso Master estão constrangidos, porque garantem que há informações vazadas atribuídas aos anexos da delação da Daniel Vorcaro que não estão nesses papéis entregues pelo ex-banqueiro. Uma dessas informações, afirmam advogados, é o caso dos R$ 155 milhões ao senador Davi Alcolumbre (União- AP). Por essas e outras é que houve uma limitação das pessoas com acesso direto ao ex-controlador do Master.
Tem que ter limite
O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) pretende propor mudanças no regimento da Câmara para limitar o uso do Infoleg, ou seja, as votações remotas. Ele considera que não dá, por exemplo, para aprovar uma emenda constitucional sem a presença do parlamentar no Plenário. O caso está tão sério que há, inclusive, denúncias de parlamentares que deixam o celular com assessores ou parentes para registro do voto. Dia desses, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), avisou que isso dá cassação de mandato.
CURTIDAS

A guerra das camisas/ Ainda repercute a gravação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suas redes sociais com a “amarelinha” da Seleção Brasileira de futebol. Até aqui, os bolsonaristas gostavam de colocar essa camisa como símbolo do seu segmento político. Agora, pelo jeito de Lula, isso será diferente na campanha eleitoral. Não se surpreendam se o presidente surgir com a camisa da Seleção em outras oportunidades. Esse símbolo, assim como a Bandeira e o Hino Nacional, pertence a todos os brasileiros.
Casa vazia/ Se alguém esperava movimentação no Congresso esta semana, pode desistir de passar por lá. Prova disso é que até a poderosa Frente Parlamentar do Agro (FPA) cancelou sua reunião semanal, por causa das votações remotas previstas para esses dias. Os parlamentares estão dedicados à campanha… ops, às festas juninas. Aliás, na próxima também será assim, por causa do Dia de São João e do jogo do Brasil contra a Escócia, pela Copa do Mundo, em plena quarta-feira.
Agenda cheia I/ Apesar do Congresso esvaziado, a semana política será de muitos eventos e lançamentos em Brasília. Nos seminários, o destaque vai para o 7 Brasilia Summit Lide-Correio Braziliense, amanhã, no hotel Brasília Palace, com a presença da governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
Agenda cheia II/ Hoje tem lançamento do livro do ministro Gilmar Mendes, Estado de Direito e Jurisdição Constitucional, às 18h, no Supremo Tribunal Federal. Também amanhã, às 18h, será a vez da ex-ministra do Trabalho Dorothea Werneck (foto) lançar seu livro Aprendendo e Vivendo: uma Biografia de Histórias e Versos, com direito a bate-papo com a autora, na sede da Apex. Quinta-feira, às 18h30, no Espaço Sepúlveda Pertence do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, autografa o livro O Processo e STF: Perspectivas Constitucionais.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 2 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Senadores dos partidos de centro estão com dificuldades de votar propostas alternativas ao texto do fim da escala de trabalho 6 x 1 aprovado na Câmara. É que o “um dia a mais de descanso” ganhou corpo entre a população. Não por acaso, o presidente do MDB, Baleia Rossi, comentou no almoço do Lideres Empresariais (Lide), em São Paulo, que o partido apoia o projeto. As excelências têm dito que há muito tempo não havia uma cobrança tão grande sobre um tema. Se for a voto antes da eleição — é a tendência é de que seja apreciado —, será aprovado.
O que vale para Hugo…/ … pode valer para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UniãoAP). Até aqui, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem na aprovação do fim da escala 6 x 1 um legado “à Getúlio Vargas” para apresentar como o principal fruto de sua gestão — tal como Arthur Lira (PP-AL), que entregou a Reforma Tributária. O senador terá dificuldades de segurar o projeto, assim como tem feito com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública e o Redata (Regime especial de Tributação para Datacenters), que estimula a instalação desses serviços no país. E, com dois terços do Senado em jogo nessas eleições, amplia a pressão para que o texto vá a voto logo. É nisso que os governistas apostam.
O alerta de Appy
Ex-secretário da Reforma Tributária no Ministério da Fazenda e convidado especial para uma palestra magna na abertura do 10º Congresso Luso Brasileiro de Auditores Fiscais, em Belo Horizonte, Bernard Appy aproveitou o evento para manifestar preocupação com o fato de candidatos de direita falarem em acabar com a reforma. “É preocupante esse posicionamento. Acho isso muito ruim. Gera insegurança jurídica”, advertiu. Appy lembrou ainda que “quem se opõe (à Reforma Tributária) não quer que o país cresça”.
“Não posso sair daqui”
Depois de confirmar presença no Fórum de Lisboa, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ligou para alguns amigos e autoridades para justificar a ausência. Ele alegou que tem muito trabalho em Brasília e não poderia se ausentar. A avaliação de muitos é de que, em meio ao caso Master — e a penca de políticos envolvidos—, impossível sair do quadrilátero Brasília-São Paulo-Rio de Janeiro-Salvador.
Até aqui…
Enquanto as investigações e vazamentos sobre os recursos utilizados no filme biográfico de Jair Bolsonaro, Dark Horse, não provarem que Eduardo Bolsonaro se beneficiava deles, a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto segue viável. Se o escândalo chegar ao filho 03 de Jair Bolsonaro, Flávio, o 01, será obrigado a parar nos boxes.
… contenção de danos
No cenário atual, a ordem é defender Flávio e evitar que cada fato novo prejudique a reputação do filme — visto como uma ferramenta para impulsionar o pré-candidato na corrida presidencial.
CURTIDAS

Atenção, contribuintes!/ Fiquem calmos. Um dos principais recados do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas (foto), no 10º Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais, em Belo Horizonte, foi de que o fisco não sairá multando as empresas nessa fase de teste dos primeiros acordes da Reforma Tributária. As receitas (federal, estaduais e municipais) estão no “modo diálogo e orientação” aos contribuintes.
Articulação em Minas/ Por falar em Belo Horizonte, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, participa hoje do encontro regional do partido. Ele chegou ontem à capital mineira para jantar com empresários na casa do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flavio Roscoe — cotado para concorrer ao governo estadual pelo PL.
Muito além dos combustíveis/ O jantar promovido pelo think tank Esfera em Lisboa, serviu para apresentação de um estudo sobre o avanço do crime organizado no varejo. O advogado Pierpaolo Bottini e a CEO do Esfera, Camila Camargo, mostraram que há facções controlando dezenas de lojas em vários estados.
Primeiro João Fonseca/ Antes de seguir para o XIV Forum de Lisboa, o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, foi à Franca, mais precisamente acompanhar de perto o torneio de Roland Garros, onde João Fonseca, o tenista brasileiro de 19 anos, dá um show, passando às semifinais. Trabuco fala hoje no Forum e segue direto para o aeroporto. Sem escala nos jantares que costumam reunir o meio jurídico, político e empresários.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 23 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Embora o mercado financeiro trate o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o “candidato que já foi”, e procure outras opções para concorrer contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a avaliação de muita gente ligada ao PL é de que o antipetismo ainda pode colocar o candidato bolsonarista raiz no segundo turno — e, de lá, no Palácio do Planalto. Essa aposta, porém, ainda precisa de muitos fatores para tornar-se viável. A primeira delas é não surgir mais nada que envolva o filho 01 de Jair Bolsonaro em qualquer coisa paga por Daniel Vorcaro. Porém, há desconfianças de que o senador ainda não disse tudo a respeito da relação exposta pelo portal The Intercept Brasil na semana passada.
Onde mora o perigo/ Nos bastidores de Brasília, especialmente no meio jurídico, o que se comenta é que há mais laços de cunho pessoal entre Flávio e ex-banqueiro. Enquanto esse disse- me-disse, mesmo sem comprovação, continuar, vai ser difícil o pré-candidato do PL convencer os tubarões da Faria Lima de que navegar com ele é a rota mais segura.
Tarcísio 2030
Entre os investidores da Faria Lima, tem muita gente se conformando com mais quatro anos de Lula. Essa turma faz planos de centralizar o foco na eleição de São Paulo — leia-se a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) —, deixando de lado a sucessão presidencial deste ano para lançá-lo ao Planalto daqui a quatro anos. Afinal, um governador de São Paulo, se reeleito, é considerado o candidato natural de qualquer partido.
Por falar em Lula…
Os governistas defendem que Lula aproveite esse período de pré-campanha para, desde já, começar a comparar as entregas de sua gestão com a de Jair Bolsonaro. Para os ministros do presidente, assim a população terá até outubro para assimilar e avaliar quem fez mais pelo Brasil.
Os “R” na área
A soma dos candidatos conservadores no último Datafolha indica que um percentual do eleitorado — os 4% de Ronaldo Caiado, os 3% de Romeu Zema e os 3% de Renan Santos — está, desde já, longe da polarização entre Lula e Flávio. É uma fatia expressiva. Se um desses três conseguir alcançar os dois dígitos, o cenário mudará quando a campanha começar de fato.
Se quer abafar um escândalo…
… crie um maior ou envolva outros personagens na trama. A entrada de Flávio e o financiamento do filme Dark Horse no caso Master jogou na penumbra o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Ninguém fala mais em tirá-lo do comando da legenda. Se continuar nessa toada, ele deixará a UTI política em breve.
CURTIDAS

Assunto do momento/ A última rodada da pesquisa do Datafolha se tornou o principal tema das rodas de conversas no Fórum Esfera, no Guarujá. Ninguém deixou de reparar a queda das intenções de Flávio Bolsonaro.
Copo meio cheio/ O PL minimiza a diferença de quatro pontos entre o senador e Lula na pesquisa. Para os bolsonaristas, a queda foi bem menor do que o governo acreditava. “Para quem esperava uma tragédia, ela não veio. Não vejo nenhum cenário em que ele (Flávio) não esteja concorrendo”, afirmou o senador Marcos Rogério (PL-RO, foto) no Fórum Esfera.
Copo meio vazio/ Já o Centrão acha que esse seria o momento para que Flávio e Jair Bolsonaro desistissem da candidatura familiar e abrissem espaço para outro nome. Porque do jeito que está, manter a candidatura é pavimentar a reeleição de Lula.
Tem limite/ A deputada Erika Kokay (PT-DF) ficou decepcionada com o fato de sua bancada não votar contra a urgência da minirreforma eleitoral desta semana. E gostou menos ainda de saber que parte do partido apoiou o repasse para municípios em período eleitoral. Para Erika, essa prática traz de volta o cabo eleitoral.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 5 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O presidente da Câmara e o PL estão em campos opostos na Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala 6×1 da jornada DE trabalho. O partido tem setores contra a proposta, mas, incialmente, não quer tratar da derrubada pura e simples porque considera que há um grande contingente de trabalhadores a favor. Portanto, será preciso esperar o projeto de cantar para, mais à frente, definir uma posição com base no texto que chegar ao plenário.
Nem tanto/ O partido de Jair e Flávio Bolsonaro, porém, se ficar sozinho nessa empreitada, não terá força para rejeitar a proposta. É que o presidente da Câmara, Hugo Motta, espera levar o tema a plenário ainda em maio. E ele tem a prerrogativa de, se a Comissão Especial demorar muito, avocar o texto para o plenário.
Põe lenha, Janja!
A ala do PT que deseja ver o presidente Lula no ataque contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, espera contar com a primeira-dama Janja Lula da Silva no sentido de colocar lenha nessa fogueira. Afinal, ao ajudar na derrocada de Jorge Messias, Alcolumbre impôs ao presidente uma derrota histórica, que ainda não foi digerida. As apostas são as de que vem troco, mas não em praça pública.
Calma aí
Se for muito a fundo nessa guerra, o presidente precisará se preparar para perder as esperanças de aprovar as propostas de interesse do governo antes das eleições. Ou conserta a relação com o Senado, ou novas derrotas virão. É ali que estão, hoje, os problemas do governo no Poder Legislativo.
O que interessa
Um dos principais planos de Lula, hoje, além da escala 6X1, é o Desenrola, lançado ontem. Se Alcolumbre barrar esses textos, muita gente acredita que brigará com a população, e não propriamente com Lula.
Cedo demais
O fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ter rejeitado o pedido de redução da pena da “Débora do batom”— como é conhecida a cabelereira que escreveu “Perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao STF — foi considerado um mau presságio aos defensores da proposta da dosimetria. Porém, é preciso aguardar. Afinal, ainda não foi publicada a proposta com os vetos derrubados. Só depois disso é que a Suprema Corte poderá deliberar.
Difícil evitar
Quem conhece o modus operandi considera que ainda haverá muita discussão no STF aesse respeito. Ou seja, dificilmente a proposta escapará da chamada judicialização.
CURTIDAS
E as terras raras, hein?/ O setor privado passou a noite estudando o texto apresentado pelo deputado Arnaldo Jardim (foto), do Cidadania-SP, sobre minerais críticos. O fato de não ter uma nova estatal para tratar desse tema foi muito bem recebido. Se depender do relator, do autor da proposta — deputado Zé Silva (MG) — e do presidente da Câmara, Hugo Motta, vota nesta semana.
Enquanto isso, em Minas Gerais…/ O presidente do PSDB, Aécio Neves, coloca no ar as inserções partidárias em seu estado, em que diz, textualmente, que a voz de Minas deixa de ser ouvida e, “quem paga são os mineiros”. Ao citar o que considera os principais avanços do estado no tempo em que era governador, Aécio convida os telespectadores a colocar “Minas de volta ao futuro”, com a filiação ao PSDB. Muitos consideram a atual gestão de Aécio no PSDB o último esforço para reerguer o partido que já ocupou o Planalto e fez o Plano Real.
Participação da juventude/ Durante a celebração dos 30 anos da criação da urna eletrônica, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, ressaltou aos jovens presentes que o Brasil ainda não tem igualdade no número de candidatos e candidatas. “Queremos que vocês, jovens, se coloquem (como candidatos) para que tenha paridade (de mulheres e homens nas eleições futuras)”, disse a ministra.
Batismo/ Inclusive, durante o ato, a urna recebeu um nome: Pilili, uma onomatopeia referente ao som eletrônico que avisa ao eleitor que o voto foi depositado na urna. Os convidados ganharam, ainda, uma “lembrancinha” do batizado, uma ecobag e álbum de figurinhas.
Coluna Brasília-DF, publicada em 18 de abril de 2026,por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Como forma de manter vivas no Congresso Nacional as investigações sobre o Banco Master e seus negócios com o BRB, senadores se valem, agora, da Proposta de Fiscalização e Controle, um instrumento que é quase uma CPI, pedida pelo senador Márcio Bittar (PL-AC) na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ficou com a relatoria. A ideia é “apurar, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, possíveis irregularidades na decretação da liquidação do Banco Master e em atos prévios e conexos determinantes para sua ocorrência”, diz a proposta. Somada à investigação em curso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob a batuta do senador Renan Calheiros (MDB-AL), são duas lupas sobre o Master. Significa que, mesmo sem CPI, as apurações continuarão em alta.
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Cuide-se, CVM/ Uma das frentes da CTFC será esclarecer se é preciso fortalecer ou não a Comissão de Valores Mobiliários e descobrir onde os órgãos de controle erraram. “(Os controladores do Master) Não atuariam por tanto tempo se não houvesse uma brecha no sistema”, afirma Damares. Ela pretende focar na governança e na transparência dos procedimentos, identificar todos os erros no processo e propor soluções direcionadas à gestão e prevenção. Inclusive, com o auxílio de inteligência artificial para cruzar todos os dados e mapear a teia de relacionamento de todos os nomes citados nos arquivos.
Questão de paternidade
A acelerada que o presidente da Câmara, Hugo Motta, tenta dar na proposta de emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho de seis dias para um de folga, a PEC 6×1, está diretamente relacionada à necessidade dos parlamentares de garantir o protagonismo. Se for aprovado o projeto de lei que Lula enviou, a estrela principal da foto será o presidente da República. Se for a PEC, serão os congressistas.
Vem aí
Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aguardam ansiosos os documentos do Master que levaram às prisões do ex-controlador do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro. As operações já ocorreram, e tudo o que foi usado, e não for necessário em operações futuras, poderá ser liberado pelo STF à comissão, conforme combinado em conversa dos senadores com o ministro-relator do caso na Corte, André Mendonça. Os parlamentares aceitaram receber os arquivos do caso apenas depois da análise pelos investigadores, de forma a separar o que precisa continuar restrito à PF para novas fases da Operação Compliance e o que pode ser liberado já.
Por falar em CAE…
Causou estranheza entre senadores e autoridades o fato de o senador Renan Calheiros insistir em mencionar a negociação de carteiras do BRB com a Caixa Econômica Federal. A CEF não adquiriu títulos em poder do BRB. Afinal, sua auditoria recomendou que não o fizesse, e toda a documentação já foi enviada ao Tribunal de Contas da União.
Sem pressa
Relatora da investigação do Master na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, Damares Alves prevê um longo período de apuração, uma vez que essas fiscalizações não têm prazo definido. “Não é um trabalho que vai acabar em seis ou sete meses. Vamos esperar as operações da Polícia Federal, já que o que for usado em operações não pode ser compartilhado conosco até que sejam executadas”, explica Damares.
Depois não reclama
A eleição do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro cumpriu as recomendações legais, mas vem por aí um processo judicial a pedido dos descontentes. Enquanto os políticos não conseguirem se sentar à mesa para ouvir quem pensa diferente e buscar consenso, o Poder Judiciário sempre será chamado a intervir pelos próprios políticos.
CURTIDAS

Politizou/ Parlamentares aproveitaram a solenidade de comemoração dos 66 anos de Brasília, na Câmara dos Deputados, para defender ideologias e criticar o escândalo do Banco Master. As excelências da ala conservadora lembraram que muitos brasilienses estão presos devido à perseguição política, enquanto os mais à esquerda ressaltaram Juscelino Kubitschek como um dos maiores defensores da democracia. Porém, todos os lados concordaram que a fraude do Master é imperdoável, e que o Banco de Brasília é da cidade, não de um governador ou de Paulo Henrique Costa.
Muito além dos Kubitschek/ Anna Christina Kubitschek (foto), neta de Juscelino Kubitschek, que preside com todo o carinho o Memorial JK, foi homenageada na sessão convocada especialmente para marcar o aniversário da cidade. Anna Christina foi incisiva ao dizer que preservar a memória vai muito além de recordar o passado. “Trata-se de manter vivos valores como espírito público, coragem e compromisso com o país”, afirmou, lembrando que a cidade não é apenas um legado de sua família, mas, sim, do Brasil todo.
Sob nova direção/ As autoridades do Poder Judiciário têm encontro marcado na próxima quinta-feira, quando os novos dirigentes do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) serão empossados na sede da Corte, em Brasília. Assumem a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, na Presidência; o desembargador federal César Jatahy, na Vice-Presidência; e o desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira, na Corregedoria Regional da Justiça Federal da 1ª Região.
Oscar Schmidt/ Lutou dentro e fora das quadras desde o começo da carreira, em Brasília, até o fim. Aos familiares e amigos da estrela do basquete brasilense, brasileiro e mundial. Ficam aqui as nossas condolências.
Fim da 6×1 movimenta negociações e PEC pode ser votada na semana que vem

Por Eduarda Esposito — Com o envio do projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 pelo Planalto, a Câmara dos Deputados se concentra para encaminhar, o mais rápido possível, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já tramita na Casa e está sendo analisada na Comissão de Constituição e Justiça. Na última sessão da CCJ, a deputada Bia Kicis (PL-DF) pediu vistas, e para que o projeto seja votado na comissão na semana que vem após o feriado de Tiradentes, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) marcou uma sessão para esta sexta-feira a fim de que o tempo regimental de vistas acabe e o relatório possa ser votado na próxima quarta-feira (22).
Além disso, Motta se reúne hoje na Residência Oficial com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, para debater sobre a tramitação do projeto de lei e da PEC na Casa e outros projetos de relevância para o governo, como a regulamentação de trabalhadores por aplicativos. Na semana passada, antes de ser nomeado ministro, Guimarães afirmou, durante almoço na Casa Parlamento do grupo Esfera, que se o governo enviasse o projeto de lei a essa altura do campeonato seria uma “crise” entre Executivo e Legislativo. Após o envio, líderes do centrão também não ficaram felizes e disseram que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, só “complicou tudo”.
Em entrevista para a Globo News nesta manhã (17), Motta afirmou que a Casa entende e concorda com o efeito positivo da aprovação do fim da escala 6×1, mas a discussão não pode ser conduzida de “maneira atropelada”. “Temos que ouvir a todos, confederações, representantes de sindicatos, representantes dos empregadores para que com isso tenhamos a proposta mais equilibrada possível para aquilo que pode vir a ser bom para a classe trabalhadora, reduzir a jornada de trabalho para que esses trabalhadores tenham um tempo a mais para o lazer, para o convívio da família para poder cuidar da sua saúde”, defendeu.
Motta também ressaltou a necessidade de estudar os impactos da medida e como os setores irão absorvê-los, e por isso, a escolha da tramitação da PEC foi lógica, uma vez que ela permite uma discussão maior sobre a matéria na Câmara. “Nós temos a discussão na CCJ e audiência públicas foram realizadas. O relator já trouxe a posição favorável pela admissibilidade. Imediatamente após a aprovação na CCJ, vamos criar a comissão especial. Lá nós teremos também a condição de poder fazer um debate ainda mais aprofundado, aí sim sobre o texto de fato que chegará ao plenário e teremos o estágio que demandará um coro qualificado para que a matéria seja aprovada”, disse.
Por fim, o presidente da Câmara também lembrou que, assim como o governo tem a prerrogativa de enviar um projeto de lei com urgência constitucional, o parlamento tem a prerrogativa de escolher a forma de tramitação das matérias e que, sobre o fim da escala 6×1, já havia sido definido por ele via PEC.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A crise aberta entre Legislativo e Judiciário, depois da apresentação do relatório da CPI do Crime Organizado, terá reflexos nos votos de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. É que começa a se cristalizar na Casa a ideia de que, diante da tensão entre Senado e STF, com pedidos de indiciamento de ministros — algo já rejeitado no Senado —, e a reação da Corte — com pedido de investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) —, o melhor no momento é pisar no freio quanto à escolha de um ministro para o Supremo. Ainda mais em se tratando de um indicado tão afeito a um lado da política. Nesse sentido, o trabalho do governo daqui até 28 de abril, data da sabatina de Messias no Senado, será separar essas estações e acalmar os ânimos entre os dois Poderes. Serão 11 dias para cuidar da relação entre a “Casa dos Onze” e o Senado, a fim de garantir maioria dos 81 senadores favoráveis a Messias, o que ainda está incerto.
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Quem chega para ajudar/ Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) entrou em campo para tentar ajudar Messias. Quem ainda não entrou de corpo e alma nesse barco foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda tem dificuldades em abraçar a campanha do advogado-geral da União para o STF.
Conselhos para Sidônio
Aliados de Lula foram ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, dizer que o discurso do governo sobre o fim da escala 6 x 1 não pegou e que o povo nem sabe do que se trata de conceder uma folga a mais aos trabalhadores que só têm o domingo, ou outro dia na semana. A ideia desses amigos do presidente é que o governo fale mais que o objetivo da proposta é que as pessoas tenham dois dias de folga para cuidar da vida e… orar. De quebra, ajuda até a chamar a atenção do eleitorado evangélico.
Por falar em 6 x 1…
Enquanto o Centrão defende que não é hora para se discutir sobre o fim da escala 6 x 1, o governo tenta convencer os parlamentares a optarem pelo projeto de lei: é que, em caso de criarem muitos problemas com a nova escala de trabalho, o PL é de mais fácil tramitação do que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A base governista vai usar esse argumento para defender a discussão do texto com urgência constitucional, enviado pelo Planalto esta semana.
A cobrança da Reforma Administrativa
O 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema eficiência na gestão pública, trouxe à baila a Reforma Administrativa e a necessidade de destinação das emendas parlamentares a obras estruturantes. “São R$ 50 bilhões em emendas e cadê as obras estruturantes?”, perguntou o ex-governador do Mato Grosso Mauro Mendes.
Por falar em emendas…
O ministro Antonio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU) — que já foi senador —, defendeu as emendas como instrumento de gestão. “É um recurso para localidades que, muitas vezes, não recebem recursos”, afirmou. Ele acredita que não se deve criminalizar as indicações, mas que o TCU deve fiscalizar e punir os desvios. “O grande empenho neste momento é que seja identificado um plano de trabalho adequado para que essas emendas tenham, de fato, sua origem, seu destino, e qual será seu percurso. E será objeto de avaliação permanente pelo TCU, que tem capacidade, legitimidade e estrutura administrativa para fazer isso em relação aos recursos federais”, disse, logo após o 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense.
CURTIDAS
Cálculos na ponta do lápis I/ Davi Alcolumbre foi incisivo ao afirmar que não pautará mais nenhum projeto de lei que cria piso ou impacto financeiro nas contas do governo federal, estaduais ou municipais. A fala vem em meio à votação, na Câmara dos Deputados, de uma PEC que destina 1% da receita corrente líquida dos entes federados à Assistência Social.
Cálculos na ponta do lápis II/ “A minha decisão é não botar na pauta nenhum (piso), mas ouvir vossas excelências para agente buscar entendimento com o governo federal, estados brasileiros, municípios e decidir em conjunto quais as matérias vamos deliberar no plenário do Senado que impactam, direta ou indiretamente, as finanças públicas no Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas”, justificou Alcolumbre.
Contagem de votos/ Após a aprovação da indicação do deputado mineiro Odair Cunha (PT-MG) ao TCU, seus aliados estão contando os votos. Alguns relataram à coluna que antes de chegarem ao Plenário eram esperados cerca de 280 votos, mas, com a porcentagem dos “traidores”, acreditavam que ficaria entre 250 votos. Já perto da votação, o partido contou 308 votos, cinco a mais do que o resultado final, e são justamente esses “traidores” que os aliados de Cunha procuram para cobrar o combinado.
Mineiros no TCU/ Depois dos pernambucanos, chegou a vez dos mineiros. O ministro Antonio Anastasia deu boas-vindas ao futuro novo ministro Odair Cunha. Inclusive, lembrou que os dois são da mesma região de Minas Gerais, algo que não ocorria há algum tempo na corte. O TCU, há alguns anos, chegou a ter três ministros de Pernambuco: o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ex-ministro da Educação e de Minas e Energia, José Jorge; e a ex-deputada Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco e ex-ministro Eduardo Campos, e avó do presidente do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos (foto).




















