Foto: Vanessa Carvalho/LIDE
Nova York, por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSD) argumentou que o Brasil precisa de uma reforma do Orçamento para poder se reequilibrar. “Quando falamos em ajuste fiscal, não pode ser entendido como um palavrão, ou algo proibido, mas sim como tornar o Orçamento justo para que o recurso público realmente esteja direcionado para aquilo que vai fazer a diferença na vida da sociedade. Essa é a reforma que o Brasil precisa para que você possa apontar um horizonte de equilíbrio e trazer juros para um patamar aceitável que vai permitir com que a economia avance. Esse senso de urgência é fundamental, não existe lugar no mundo em que a sociedade tenha prosperado com um governo desajustado. Não podemos ignorar o tamanho, a importância, o impacto que tem você tornar um governo equilibrado, ajustado do ponto de vista fiscal. E isso não significa menos governo, mas colocar onde e do jeito que ele deve estar. Não necessariamente sendo o operador de políticas públicas, mas sendo aquele que contrata, para garantir melhor performance de entrega a sociedade”, defendeu.
Para Leite, o Orçamento foi roubado por grupos políticos, assim como estatais. “Se nós não tivermos esse senso de urgência, para colocar o estado brasileiro com as contas organizadas a serviço da sociedade e não apenas a serviço de alguns que capturam parte substancial do Orçamento em seu benefício e não da sociedade brasileira. Hoje o orçamento brasileiro é capturado por parte de uma elite privilegiada do serviço público e outra parte por benefícios concedidos aqui e ali. Quando se falava de empresas estatais deficitárias, sempre digo não existe empresa pública no sentido ser do público, ser do povo, porque alguém se apropria dela. Ou a corporação movida pelos seus sindicatos, se apropria e torna aquela empresa ineficiente, ou partidos políticos se apropriam dela, independente do governo que vier pela frente, a gente já sabe quais são os grupos que vão demandar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, a Petrobrás, os Correios para ter o quinhão dentro do governo”, acusou.
O ex-governador relembrou que em seus dois mandatos, fez com que o Rio Grande do Sul tivesse o maior programa de privatização da história recente e defendeu que o Brasil passasse pelo mesmo modelo, porque seria mais eficiente e produtivo ao fazer alianças com o setor privado. “O papel do estado não é ser o operador direto, é ser um regulador. Cria as regras, fiscaliza, acompanha. Mas ele como operador é altamente ineficiente por aqueles que se apropriam. O Brasil precisa ter esse senso de urgência para trabalhar produtividade. Precisamos formar gente, melhorar qualidade do capital humano, trazer a parceria do setor privado para infraestrutura. O estado, onde não consegue avançar sozinho com concessões, privatizações na energia, no saneamento, na distribuição do gás, na infraestrutura rodoviária, tudo isso a gente fez com o apoio da iniciativa privada para aumentar produtividade. Isso envolve ambiente de negócios mais simples e do outro lado capital humano com talento e capacidade”, defendeu. Leite ainda ressaltou que é muito triste o momento que país viveu nos últimos anos, em que toda eleição foi marcada por um escândalo político. “Tivemos a eleição do mensalão, do petrolão/Lava Jato, agora tem esse (do Master)”.
Na mesma linha, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou querer privatizar tudo o que puder, caso eleito presidente em outubro, e citou o trabalho feito em Minas. “Com 50 mil cargos a menos, saímos de um déficit de R$ 11 bilhões para um superavit de R$ 4 bilhões. Privatizamos mais de 117 empresas subsidiárias, ficamos praticamente só com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que é a nossa companhia de energia, e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), ainda estatal, mas em vias de ser privatizada. Acabamos com escândalos com mordomias e com privilégios. Eu como governador dei o exemplo e queremos fazer o mesmo no Brasil. Já mostramos em Minas que é possível sim, lembrando que talvez seja o estado que melhor represente o Brasil, e se foi possível fazer em Minas numa escala menor, com certeza é possível fazer no Brasil”, destacou.
No que diz respeito à política fiscal, a deputada Dani Cunha (PL-RJ), enfatizou que, independente de quem ganhar as eleições em outubro, vai enfrentar um cenário orçamentário muito complicado. “Falar do futuro do Brasil sem falar das eleições e da perspectiva eleitoral, independente de seu resultado, é quase impossível. É um elefante que precisamos abraçar. 2027 promete ser um dos anos mais duros de nossa história, pois isso se dará por pela necessidade de um profundo ajuste fiscal para recolocar os orçamentos nos trilhos, pois o que se fez nesses anos, visando manter um nível de gastos com políticas eleitoreiras não tem parâmetros em nossa história. Atualmente mascarados pela mudança do teto de gastos pelo arcabouço fiscal e pela uma peça de fantasia da política fiscal que vivemos”, criticou.
Cunha ainda lembrou da aprovação do fim da escala 6×1 que aumentará o impacto em 2027, e disse que a depender do presidente eleito, a forma de implementação será muito diferente. “O preço que qualquer governo eleito terá de pagar será acrescido o custo da implantação da escala 5×2, que será certamente aprovada para que não se deixe essa bandeira populista ser absolvida pelo PT. Agora a forma de como isso será feito dependerá de quem ganhará as eleições. Porque caso o PT vença será diferente caso a direita vença devida as diferentes visões de país que as candidaturas carregam”, salientou a deputada.
Dani ainda relembrou o escândalo do mensalão no primeiro mandato do presidente Lula, que se deu justamente pelo petista não ter maioria no Congresso Nacional. “E também temos de realçar a dificuldade, caso seja reeleito, que terá o atual governo para governar pois é certa que será ainda mais minoritário nas duas Casas do Congresso do que já se tornou a atual legislatura que vivemos. As derrotas recentes mostram o que está por vir. É quase certo que se o atual governo for reeleito usará o judiciário para tentar obter vitórias, mas dificilmente o obterá no parlamento, sendo que certa tentativa de acabar com emendas parlamentares, visando um congresso dependente ao orçamento direto da União, como eram nos primeiros anos dos mandatos do PT. Nunca podemos esquecer que a crise do mensalão se deu porque tínhamos um governo sem maioria, que se utilizava de qualquer instrumento possível para compor uma maioria”, concluiu.
*Jornalista viajou a convite do LIDE
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