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Hóspedes locais podem ser alternativa para setor hoteleiro

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Depois da quarentena imposta pelo coronavírus, a hotelaria poderá voltar a funcionar no segundo semestre com 30% de sua capacidade, é o que prevê a presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Adriana Pinto. Segundo ela, a situação, nos meses de março a maio, foi “dramática”. Com muitos hotéis fechados, também, por terem seus restaurantes e bares impedidos de funcionar.

“Nenhuma grande empresa hoteleira que atua na cidade está perdendo menos de R$ 1 bilhão”, aponta a dirigente do setor, que está no segundo mandato. Brasília dispõe de 21 mil leitos e, no momento, a ocupação dos hotéis não chega a 10%.

“Novos mercados irão se abrir, e o desafio é entender a mudança no comportamento dos clientes”, preconiza Chieko Aoki, presidente da rede Blue Tree Hotels. Adriana Pinto propõe direcionar o foco para público local. “Confinadas em casa, as famílias que estão há três meses cozinhando, limpando, lavando e passando roupas teriam um grande alívio e prazer em desfrutar um fim de semana em hotel”, convida a líder da categoria.

Adriana Pinto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. Crédito: Arquivo pessoal

Para tanto, os estabelecimentos, especialmente os que estiveram fechados, estão se adaptando aos efeitos da pandemia, utilizando o material necessário para higienizar todas as instalações. “Há álcool em gel por toda parte, e a equipe interna está protegida dos pés à cabeça para preservar a si e ao hóspede”, garante Adriana, que comanda o hotel Grand Mercure Brasília Eixo Monumental, no Setor Hoteleiro Norte (SHN).

Opção no menu

Desde abril do ano passado, o chef executivo do hotel é Nilson Favacho (ex-Oliver), que lançou, em setembro, o novo menu do Capim Dourado, restaurante que serve os hóspedes e funciona durante a pandemia em regime de take out para o público externo. Assim, você marca o horário, entre 18h e 23h, e retira lá a quentinha gourmet preparada pelo chef.

Para esta sexta-feira, Dia dos Namorados, Favacho elaborou menu com duas opções: shimeji com shoyo e salsinha ou brusqueta de queijo brie e geleia de damasco na entrada; filé-mignon ao molho de frutas vermelhas no prato principal, que também pode ser robalo grelhado ao molho de limão. Para a sobremesa, você escolhe entre brownie de nozes com sorvete de frutas vermelhas e calda de chocolate, panacota de morango ou frutas frescas, como abacaxi, morango e uvas. Sai por R$ 210 o jantar para duas pessoas, que poderá ser reservado no telefone 3424-2017.

Turismo responsável

Na rede Windsor, que desembarcou em Brasília há cinco anos, quando comprou o hotel Naoum Plaza, o funcionamento se dá apenas em uma unidade: o Windsor Brasília, no SHN. O Windsor Plaza, no Setor Hoteleito Sul (SHS), está atendendo exclusivamente a uma empresa privada com room service de 24 horas, uma vez que o tradicional restaurante The Falls, como todos os estabelecimentos da cidade, está fechado. “Aqui, o carro-chefe do The Falls é o bufê variado e de pratos internacionais e, diante da impossibilidade de operação, não faz sentido mantê-lo aberto para poucos hóspedes”, comenta Helen Coelho, gerente geral dos hotéis em Brasília.

A rede espera receber o selo criado pelo ministério do Turismo que vai reconhecer estabelecimentos do setor que são seguidores de boas práticas de biossegurança contra o novo coronavírus. “Desde que começou a pandemia, nós fomos adotando as práticas limpas e seguras, e nossa equipe, há três meses, trabalha de máscara e luvas”, informa Helen. Ela preparou um pacote para o Dia dos Namorados na unidade da Asa Norte. A partir de R$ 360, o casal terá pernoite nesta sexta-feira, com direito a espumante e flores no quarto e, no sábado, café da manhã. Reservas pelo telefone: 3322-4545.