Categoria: Concursos
Edital do Ministério da Economia com 39 vagas pode ser lançado nas próximas semanas
Para os concurseiros ansiosos, a notícia é boa! O novo processo seletivo do Ministério da Economia, que prevê 39 vagas temporárias para profissionais de nível superior,tem expectativa de ser lançado já nas próximas duas semanas. A informação foi confirmada pelo órgão, que também disse que os salários devem ser de R$ 6.130. Do total de vagas, 37 serão destinadas a profissionais com formação em direito e duas serão para profissionais da área de arquivologia.
A seleção também já teve a banca organizadora confirmada, por meio de dispensa de licitação. O entro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) foi anunciado no Diário Oficial da última terça-feira e, segundo o Ministério, estão em fase final de celebração contratual.
A seleção foi autorizada em em agosto deste ano. O objetivo da contratação é o desenvolvimento de atividades técnicas especializadas no âmbito da Comissão Especial de Extintos Territórios Federais de Rondônia, Amapá e Roraima (CEEXT), do Ministério da Economia.
Número de servidores aumenta no 2º trimestre de 2020 em relação a mesmo período de 2019, diz IBGE
Número de contratações aumentou 3,5% (mais 405 mil pessoas), mas houve estabilidade em comparação ao primeiro trimestre. Especialista avalia números
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na semana passada, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) relativa ao segundo semestre do ano de 2020. Segundo os dados, a categoria dos empregados no setor público (12,1 milhões de pessoas), que inclui servidores estatutários e militares, ficou estável frente ao trimestre anterior deste ano, mas aumentou 3,5% (mais 405 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.
De acordo com Gabriel Granjeiro, especialista em concursos públicos do Gran Cursos Online, o aumento com relação ao ano passado é devido às contratações emergenciais causadas pela pandemia do vírus covid-19, principalmente na área da saúde, mas, ainda assim, é um aumento inferior ao “normal”. “Acredito que o número é esperado pelas poucas seleções realizadas e pelo déficit que não vem sido suprido, poderia ser maior se não fosse a pandemia. Além disso, houve nomeações de servidores aprovados no último semestre de 2019 e começo de 2020 que já estavam previstas, essas nomeações ocorreram para suprir uma demanda existente reprimida, e o órgão se fez valer do seu direito de convocação.”
Porém, Granjeiro alerta para a leitura rápido dos números sem a devida contextualização é perigosa. “O concurso público tem um ritual, não é uma contratação em regra tão rápida, nunca se pode se olhar em um horizonte tão curto, quem foi nomeado agora passou há um, dois anos.”
Agora, sobre a estabilidade de contratações com relação ao primeiro trimestre de 2020, o especialista avalia ser um cenário esperado no contexto incomum deste ano, em que vários concursos foram adiados, por não ser possível aplicar prova. “Esses números refletem esse contexto de que essas novas vagas foram seguradas e alguns órgãos também reteram as nomeações por questões econômicas. Tão logo a ordem econômica se estabeleça as nomeações devem ser retomadas. Mas quem foi aprovado dentro do número de vagas oferecido pelo edital do concurso tem direito à nomeação, isso é garantia do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para além dos números, Granjeiro aconselha os concurseiros a enxergar a meta de ser servidor público a médio e longo prazos. “A trilha até a aprovação no cargo/órgão desejado passa por picos, altos e baixos, e nem sempre os números são estáveis, podem flutuar e isso é normal. Eu me pautaria em realmente escolher a carreira que tem perspectiva de publicação de edital, seguir um plano de estudo consistente e estar pronto para as provas que vão acontecer em 2021. Este ano é de plantio e próximo, de colheita. Esses dados do IBGE podem ser considerados negativos ou positivos, é preciso ter consciência de que sempre há uma notícia que pode te levantar ou te puxar para baixo, mas o importante é não desistir e manter o ritmo de estudos.”
Sobre as carreira que hoje estão em alta e têm maiores chances de lançamento de concurso estão: as carreira policiais (Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal), que podem sair ainda este ano, segundo confirmação do próprio presidente da República; todas as polícias civis estaduais e do Distrito Federal, além das militares também. “Outra área que deve voltar com tudo é a de controle, devido ao contexto atual, e a de fiscalização tributária,” pontua Granjeiro. “Sem falar que o Brasil tem inúmeros tribunais e secretarias estaduais, as possibilidades são inúmeras. Os concurseiros também tem que aprender a olhar para um espectro mais amplo de oportunidades, o que pode permitir que ele seja aprovado mais rápido, e não ficar dependente do lançamento de edital da sua cidade/estado.”
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) Contínua visa acompanhar as flutuações trimestrais e a evolução, no curto, médio e longo prazos, da força de trabalho, e outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Veja a pesquisa aqui.
Governo de Minas Gerais vai abrir concurso com 2.420 vagas para agentes penitenciários
O Governo de Minas Gerais aprovou a realização de um novo concurso público para o cargo de policial penal/agente penitenciário, com previsão de 2.420 vagas. De acordo com o Estado, a comissão organizadora está trabalhando no edital. As informações sobre prazos, salários e demais detalhes ainda não foram disponibilizadas.
A informação também foi confirmada pelo secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, general Mário Lúcio Alves de Araújo, durante uma live em rede social do Departamento Penitenciário (Depen-MG).
Segundo ele, a comissão organizadora formada para elaborar a seleção será responsável por realizar os estudos sobre o concurso e o projeto básico para a contratação da banca organizadora.
O general explicou também que, como trata-se de um processo complexo, a publicação do edital pode demorar cerca de um ano. Por isso, espera-se que o documento só seja anunciado em 2021.
Última seleção
A última seleção do Departamento Penitenciário de MG foi realizada em 2018, com o objetivo de selecionar 4.000 candidatos para o exercício da função de Agente de Segurança Penitenciário. A carga horária é de 40 horas semanais e a remuneração é de R$4.098,45.
O Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBCF) foi a empresa responsável pela execução do processo seletivo.
Pandemia: Déficit de servidores preocupa e MPDFT identifica orçamento para contratações
MPDFT identificou orçamento para contratações em áreas que que demandam mais servidores locais como saúde, educação, assistência social e vigilância sanitária
Uma força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que fiscaliza medidas de combate ao novo coronavírus, discutiu a situação do quadro de servidores locais e demonstrou preocupação com a área da saúde, educação, assistência social e vigilância sanitária.
De acordo com Ministério, em análise da lei orçamentária, foi identificada a previsão de recursos que podem viabilizar a recomposição do quadro funcional em setores que têm sido mais intensamente demandados durante a pandemia.
Para facilitar a atuação do MPDFT, também foi discutido o mapa social da saúde, que trata da regulação e da produtividade no sistema de saúde do Distrito Federal, além de reunir dados sobre o tempo de espera por atendimento.
A força-tarefa do MPDFT é coordenada pelo procurador distrital dos Direitos do Cidadão, José Eduardo Sabo Paes. O grupo é integrado pelas promotorias de Justiça que atuam nas áreas de saúde, educação, patrimônio público, idoso, meio ambiente, infância e juventude, consumidor, direitos humanos e sistema prisional. Clique aqui para saber mais.
Com informações do MPDFT.
Creci/RS: seleção terá inscrições reabertas; prova estava prevista para 18 de outubro
Devido ao coronavírus, certame foi suspenso. Mas não desanime: um novo cronograma será publicado em breve
Karolini Bandeira* – Um novo comunicado foi divulgado sobre a seleção do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Sul (Creci RS): o período de inscrições, encerrado dia 13 de agosto, será reaberto. Segundo o documento, publicado no site da organizadora, o Instituto Universal de Desenvolvimento Social (Iuds), um novo cronograma será definido e, por enquanto, as atividades do certame seguem suspensas por até 20 dias úteis. A suspensão inclui a prova objetiva, que seria aplicada 18 de outubro.
Segundo o edital de suspensão, a seleção foi interrompida devido às restrições impostas em decorrência da pandemia de covid-19, que causou um forte impacto na organização dos concursos públicos e processos seletivos abertos e previstos para o ano de 2020.
O prazo de suspensão começou a ser contado a partir da data de publicação do comunicado, dia 23 de setembro. O Conselho tem até 25 de outubro para retornar às atividades.
32 vagas oferecidas
O processo seletivo, aberto no final de julho, oferece 32 vagas de preenchimento imediato, além de formação de cadastro reserva. As oportunidades são para profissionais de nível médio/técnico ou superior, com salário de R$ 1.350 R$ 3.276,80 e jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Os aprovados serão lotados em Porto Alegre, Santa Maria, Bento Gonçalves, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Gramado, Gravataí, Lajeado, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Torres e Tramandaí.
Saiba mais sobre esta seleção aqui!
Ibaneis anuncia convocação de 378 bombeiros e 600 policiais militares em 2020
O comunicado foi feito durante a cerimônia de posse do novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), o coronel William Augusto Ferreira Bomfim
O Distrito Federal vai ganhar o reforço de 378 bombeiros militares ainda em 2020. Os profissionais serão nomeados até dezembro, conforme anúncio do governador Ibaneis Rocha nesta segunda-feira (5/10). O comunicado foi feito durante a cerimônia de posse do novo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), o coronel William Augusto Ferreira Bomfim. “Faremos a convocação de 378 bombeiros. Todos os concursados que estão aptos serão nomeados”, assegurou o governador.
“É com muita felicidade que eu recebo esta notícia. Precisamos dar oportunidade a esses jovens, que passaram em um concurso com mais de 40 mil candidatos. Espero que ingressem e trabalhem arduamente no Corpo de Bombeiros”, comemorou o comandante-geral.
Além da convocação dos bombeiros, Ibaneis Rocha reafirmou o compromisso de chamar mais 600 policiais militares até o fim do ano. O chamamento desses profissionais ficou suspenso devido à pandemia de covid, a doença causada pelo novo coronavírus.
Durante a cerimônia, o chefe do Executivo destacou a importância do Corpo de Bombeiros Militar no combate à covid-19. “A agilidade dos militares foi fundamental para salvar vidas durante a pandemia. Foram aproximadamente 100 vidas salvas e isso é muito. Às vezes o que aparece dos bombeiros é o combate ao incêndio, mas a instituição é muito mais do que isso. Os bombeiros do DF são um dos mais destacados do país”, afirmou o chefe do Executivo.
Ex-comandante-geral dos Bombeiros, Lisandro Paixão destacou que, ao longo de nove meses no cargo, realizou um trabalho de bases sólidas, desafiado pela atuação no combate à covid-19. “Preservamos a vida dos bombeiros e das bombeiras e mantivemos nossos atendimentos, com o reforço de 20 ambulâncias nas ruas”, destacou Lisandro Paixão.
*Com informações do GDF
Pazuello se diz disposto a sanar irregularidades apontadas em seleção com 4.117 vagas
O Ministro da Saúde se reuniu com sindicalistas para tratar sobre as irregularidades apontadas na seleção com 4.117 vagas
Karolini Bandeira* – Em reunião com sindicalistas e parlamentares na última quinta-feira (30/9), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu resolver as falhas do processo seletivo do Ministério apontadas por profissionais da saúde. No encontro, o ministro alegou já ter solicitado uma análise com todos os problemas do certame, a fim de solucioná-los.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Rio de Janeiro (Sindsprev/RJ), que estava sendo representado na reunião pela dirigente Cristiane Gerardo, Pazuello afirmou que, entre os 40 mil candidatos inscritos para o certame, “não existe ninguém eliminado” e que seu objetivo é “proteger a rede de forma que se mantenha o serviço à população usuária”.
O ministro da Saúde assegurou, também, que já consultou a Secretaria de Atenção Especializada de sua pasta sobre a possibilidade de fazer uma reinserção de dados dos candidatos inscritos. As dificuldades que os candidatos tinham para inserir seus dados no sistema de inscrição do certame foi uma das principais reclamações feitas sobre a seleção.
Por fim, Eduardo Pazuello afirmou que, se a única solução dos problemas é o cancelamento do certame, a medida será implementada no tempo adequado e com a devida segurança jurídica.
“A audiência foi bastante positiva porque confirmou a existência de inúmeros problemas do atual certame. Os mesmos problemas que estamos denunciando há mais de um mês. Esperamos que a solução adotada restitua o pleno direito dos candidatos que foram prejudicados durante e após se inscreverem no processo seletivo”, comentou a dirigente do Sindsprev/RJ, Cristiane Gerardo.
Em vídeo publicado no Instagram, o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), que também estava presente na reunião, comentou sobre a seleção: “Nosso pedido é que seja reaberta a apresentação dos títulos e do tempo de experiência. (…) Principalmente, para que as pessoas que trabalham há anos nos hospitais não sejam prejudicadas por uma análise errônea. Tenho a expectativa que o general Pazuello possa nos atender e a gente possa fazer um processo seletivo justo”.
Irregularidades
Algumas das falhas do processo seletivo denunciadas pelos profissionais da saúde são a não observância da bonificação de um ponto adicional para cada ano de experiência comprovada pelos candidatos (limitada a 10 pontos); o redirecionamento de candidatos que disputavam na ampla concorrência para vagas reservadas a pessoas com deficiência e a exclusão de 70% de profissionais que trabalham atualmente nas unidades federais de saúde. Saiba mais em: Parecer recomenda cancelamento de seleção do Ministério da Saúde com 4.117 vagas
*Com informações do Sindsprev/RJ
PCRN: projeto de lei poderá aumentar o número de aprovados em concursos
Faltando pouco tempo para publicação do edital, Polícia Civil se reúne com Assembleia Legislativa do Estado para alterar fases importantes do concurso
Karolini Bandeira* – A delegada-geral da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), Ana Cláudia Saraiva, participou de uma reunião na Assembleia Legislativa estadual para tratar sobre o projeto de lei que solicita a revogação da Lei Complementar Estadual nº 270/2004. A lei restringe a quantidade de candidatos após a primeira fase do concurso público da Polícia Civil do Estado (PCRN) e, caso aprovado, o projeto de lei, proposto pela governadora Fátima Bezerra, tornará possível a participação de um número maior de candidatos nas fases do certame que vêm após a prova objetiva.
A governadora encaminhou ao presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, um Projeto de Lei solicitando que seja retirada, da Lei Complementar nº 270/2004, uma determinação que restringe, no concurso público da PCRN, a correção das provas discursivas somente aos candidatos que obtiverem nível de acertos igual ou superior a 50% na prova objetiva, o que limita o número de vagas.
A revogação da Lei implica diretamente no número de contratados. Segundo o Governo, é comum haver evasão dos candidatos aprovados que terminam o curso de formação e são nomeados em outros concursos. Devido a isto, delimitar o número de participantes logo no início do certame pode fazer com que o número de servidores contratados seja menor do que o previsto.
Em publicação no Instagram, a PCRN alegou que “caso seja mantido o texto como se encontra atualmente, haverá uma restrição legal na qual só poderão ser corrigidas as provas subjetivas de até cinco vezes a quantidade de vagas previstas no edital, o que totaliza apenas 1.500 provas, independente da quantidade de inscritos”. Veja:
O concurso
O concurso, que está em processo desde 2019, teve banca definida dia 11 deste mês: a Fundação Getulio Vargas (FGV) foi escolhida para organizar o certame. Quem anunciou a decisão foi Ana Cláudia Saraiva Gomes, em vídeo publicado no Instagram da instituição. A oficialização e assinatura do contrato com a FGV deve ser efetuada até 9 de outubro; a publicação do edital está previsto para, no máximo, 31 de outubro, conforme Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O certame oferecerá 301 vagas, sendo 47 para delegado, 230 para agente e 24 para escrivão. A principal exigência é possuir nível superior. Para concorrer a delegado, cargo com o maior salário, é necessário possuir graduação em Direito. A remuneração inicial varia de R$ 4.731,91 a R$ 16.670,59.
Leia também: Após 12 anos de espera, PCRN firma TAC com MP e deve lançar concurso até outubro
Último edital
O último certame do concurso público da Polícia Civil do Rio Grande do Norte foi publicado há mais de 10 anos, em 2008. A banca organizadora da seleção foi o Cebraspe. Na época, foram oferecidas 438 vagas para delegado (68), agente (263) e escrivão (107). Saiba mais!
GDF recorre da decisão judicial que pedia nova data para realização de provas do concurso da PCDF
Mais uma reviravolta no concurso da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Desta vez, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) recorreu da decisão que determinou e deu prazo para que a corporação definisse uma nova data para a realização das provas objetivas e discursivas do concurso. As provas, inicialmente previstas para 17 e 18 de outubro, haviam sido adiadas devido à pandemia de covid-19 e logo depois, em 24 de setembro, a Justiça determinou que fosse publicada uma nova data para os exames e que eles fossem realizados em até, no máximo, 90 dias , ou seja, até dezembro deste ano.
Agora, o GDF argumentou que “não faz nenhum sentido a realização das provas em 90 dias, pois, assim como os dirigentes da Polícia Civil do Distrito Federal foram surpreendidos com o avanço dos casos do novo coronavírus” .
A PGDF informou em seu recurso que a Polícia Civil do DF decidiu, “prudentemente, suspender a realização das provas do certame, a fim de preservar não apenas os próprios candidatos, mas toda a população do Distrito Federal, uma vez que a grande quantidade de candidatos inscritos (88.894), poderia acarretar um aumento de casos de covid-19 no DF, principalmente pelo fato de que 47.418 candidatos são de fora”.
A decisão administrativa levou em consideração também as informações provenientes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, sobretudo o Boletim Epidemiológico nº 192 da Subsecretaria de Vigilância de Saúde – SVS/SESDF, o qual registrava um grande quantitativo de casos diários de covid-19, e que o denominado platô de contaminação e de mortes estava em grau muito elevado, fato que foi considerado pela PCDF para decidir pela suspensão da realização das provas.
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal esclareceu ainda que não faz sentido uma decisão judicial substituir uma decisão administrativa em tais casos, uma vez que a Polícia Civil do Distrito Federal, no momento seguro e adequado, marcará a data para a realização das provas.
Ao Papo de Concurseiro, a PCDF informou apenas que não comenta decisão judicial, e aguarda o desfecho para as devidas providências, “respeitando e cumprindo a ordem do judiciário”.
Relembre
Em 24 de setembro, o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal determinou, em liminar, que a Polícia Civil do DF e a banca organizadora Cebraspe definam, no prazo máximo de 10 dias, a nova data para a realização das provas objetivas e discursivas do concurso para agente e escrivão. Além disso, o exame deveria ser realizado no prazo máximo de 90 dias.
No último dia 14, foi publicado edital suspendendo a realização das provas. O motivo, segundo o comunicado publicado no site da banca organizadora, foi a priorização dos cuidados que devem ser tomados durante a pandemia do novo coronavírus. As provas, seriam aplicadas inicialmente em 17 e 18 de outubro.
Em 16 de setembro, o magistrado deu prazo de 48 horas para que PCDF, a Secretaria de Saúde e o Distrito Federal se manifestassem sobre o adiamento das provas.
Em resposta, a corporação argumentou que, no dia 10 de setembro, foi informada pela organizadora do evento que o número de inscritos passava de 60 mil candidatos e que a situação em relação à covid-19 ainda inspira cuidados. O DF, por sua vez, afirmou que a decisão administrativa foi tomada com base em informações somente conhecidas após a consolidação dos dados, número de inscritos e situação epidemiológica.
De acordo com o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), ao analisar a liminar, o juiz explicou que a autoridade pública tem a discricionariedade de suspender datas da aplicação das provas, mas que deve existir razoabilidade e proporcionalidade. De acordo com o julgador, no caso, não houve razoabilidade no motivo da decisão que suspendeu o concurso. Isso porque “parte de premissas fáticas que já eram conhecidas quando da publicação do edital”.
Os concursos
A PCDF está oferecendo dois concursos públicos: um para preenchimento de 1.800 vagas de nível superior no cargo de agente — sendo, deste número, 600 de provimento imediato e 1.200 para formação de cadastro reserva. E outro que oferece 300 vagas para escrivão, cargo de nível superior. O salário de ambas as profissões é de R$ 8.698,78 para 40 horas de trabalho semanal. Confira os editais aqui.
Concurso da Polícia Civil de Minas Gerais poderá ter mais de 1.500 vagas
As vagas estão distribuídas entre sete cargos de nível médio e superior
Karolini Bandeira* – Segundo a assessoria da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o órgão encaminhou ao governo estadual a solicitação de que haja 1.514 vagas no próximo certame. O pedido está sendo analisada pela Câmara de Orçamento e Finanças do Estado (Cofins).
As vagas estão distribuídas entre sete cargos de nível médio e superior: serão 201 vagas para delegado, 317 para escrivão, 689 para investigador, 16 para médico legista, 51 para perito, 80 para analista e 160 para técnico assistente. Veja abaixo a remuneração de cada cargo, de acordo com a Secretaria de Vencimento:
– R$ 11.475,60 para Delegado de Polícia
– R$ 4.098,43 para Escrivão de Polícia (grau A)
– R$ 8.874,60 para Perito Criminal de Polícia (grau A)
– R$ 3.688,58 para Investigador de Polícia (grau A)
– R$ 1.322,36 para Auxiliar da Polícia Civil (grau A)
– R$ 2.782,15 para Analista da Polícia Civil (grau A)
– R$ 1.530,18 para Técnico Assistente da Polícia (grau A)
Atualmente, a PCMG tem deficit de pessoal de 41,8%, segundo o chefe da corporação, Wagner Pinto de Souza, confirmou na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último 29 de setembro. As principais dificuldades são encontradas no cargo de escrivão de polícia (49,2% de déficit) e de delegado (44,1%). Ao todo, estão faltando mais de 7 mil policiais civis, consideradas todas as carreiras.
O Cofins também estuda a nomeação dos excedentes do concurso realizado em 2018, sendo eles 65 delegados e 152 escrivães de polícia. Isso não seria suficiente para sanar o deficit de pessoal, mas daria um “respiro” até que se possa realizar novo concurso, que leva no mínimo entre 18 e 24 meses para ser concluído.
Último concurso
O último concurso da PCMG foi realizado em 2018. Foram 195 chances foram para os cargos de escrivão e delegado substituto. Antes desse, a corporação realizou um certame em 2013, com 1.517 vagas distribuídas entre as ocupações de médico legista, perito criminal, analista e técnico assistente.
A seleção foi organizada pela banca Fundação Mariana Resende Costa (Fumarc) e foi composto por prova objetiva, exames biomédicos e biofísicos, avaliação psicológica, investigação social e curso de formação inicial.
*Estagiária sob supervisão de Lorena Pacheco











