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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 4 de agosto de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito
Na volta do recesso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, fez o que se esperava: defendeu a urna eletrônica e o sistema que consagra a democracia brasileira. Para comprovar o que diz, pretende promover diversas demonstrações públicas, entre atividades educativas e visitas guiadas, acerca da “transparência” e “robustez” da urna eletrônica e do sistema digital de votação.
A mensagem de Nunes Marques é um contraponto à posição de Flávio Bolsonaro em relação à lisura da disputa eleitoral no Brasil. Em julho, o presidenciável lançou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, ao mencionar uma empresa envolvida em suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas. Na ocasião, o TSE afirmou serem “falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil”.

Para além do discurso, há uma expectativa de como Nunes Marques atuará ao longo dos próximos meses na batalha das urnas. Pesquisas eleitorais, uso de deep fakes e suspeitas contra a eleição são os primeiros problemas a desafiar a corte comandada pelo ministro. Há, ainda, a vigilância de integrantes do Supremo Tribunal Federal, como o ministro Alexandre de Moraes. Ele já deixou claro ter uma visão bastante severa sobre artimanhas como o vídeo de IA com Jair Bolsonaro. Moraes cobrou explicações da campanha de Flávio, alegando possível “flagrante desrespeito à legislação eleitoral.”
Violência processual
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve aprovar, nesta terça-feira, uma recomendação para orientar magistrados a identificar e coibira violência processual de gênero — quando o processo judicial é usado para intimidar, controlar, retaliar ou revitimizar mulheres.
Não à intimidação
Relatora da proposta, a conselheira Jaceguara Dantas afirma que a medida busca impedir que o próprio sistema de Justiça seja transformado em instrumento de perpetuação da violência. Segundo ela, é comum que, após a vítima denunciar o agressor, este passe a mover sucessivas ações nas áreas cível, criminal e de família como forma de intimidação e continuidade do ciclo de violência. A iniciativa será apresentada às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha.
Suspense
Na convenção partidária estadual realizada no último fim de semana, a federação União Progressistas deixou em aberto a decisão de apoiar ou não a candidatura do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB). O evento oficializou a candidatura do deputado Arthur Lira (PP) ao Senado, mas sem nome ao governo ou apoio ao projeto de JHC. A Federação e o PSDB devem conversar mais até amanhã para selar ou declinar do apoio ao ex-prefeito.
Cálculos mineiros I
O PL de Minas Gerais entrou em campo para apoiar a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo. O presidente do diretório estadual, deputado Zé Vitor, reuniu-se ontem com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para reforçar o apoio ao senador e garantir a aliança até o final.
Cálculos mineiros II
O movimento, contudo, foi insuficiente. Agora, o PL vai recalcular rota e organizar a chapa própria ao governo mineiro. A ideia de coligar com o senador republicano era atrair o apoio da federação União Progressista e formar uma grande aliança da direita no estado.
Chapa feminina
Após a expulsão de Aldo Rebelo do partido e a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa de concorrer ao Palácio do Planalto, o Democracia Cristã aposta na força das mulheres para a corrida presidencial. O partido deve oficializar, amanhã, o nome da advogada e presidente do diretório em Mato Grosso, Clariana Barão, como candidata à presidente e o da advogada Fabiana Torquato como sua vice.

O fator Lula
Aliados do ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) acreditam que, quando o presidente Lula subir ao palanque do presidente do PSB, o nome de Campos vai deslanchar na eleição para o governo de Pernambuco. Eles afirmam que não veem Lula apoiando Raquel Lyra (PSD). Explicam que há vários gestos do PT ao PSB, como a manutenção da vice-presidência de Geraldo Alckmin. Não haveria motivos, portanto, para se fazer “uma descortesia” com João Campos.
Contas públicas
O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo Filho (foto), é um dos palestrantes do 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense. Amanhã, a partir das 8h, no Hotel Brasília Palace, juristas, parlamentares e empresários debatem a segurança jurídica e os desafios para o desenvolvimento da infraestrutura do Brasil. Todos os leitores poderão acompanhar pelas redes sociais do Correio, TV Lide e se informar sobre os principais pontos do evento na edição impressa do Correio Braziliense.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 1° de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nas conversas entre o PL e a federação União Progressista, chegou a ser sugerida uma inversão da chapa presidencial, com Tereza Cristina na cabeça e Flávio Bolsonaro no papel de candidato a vice. Diz-se, inclusive, que a chapa invertida representaria um projeto de país, enquanto a permanência de Flávio era um projeto de família. O PL não topou, uma vez que quem tem a predominância da direita hoje é o sobrenome Bolsonaro, que, aliás, ajudou muita gente a se eleger país afora nas eleições mais recentes. Zero Um chegou para ficar. E não pretende abrir a liderança do bolsonarismo para ninguém que possa representar algo que deixe o sobrenome em segundo plano.
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A senadora que, nos tempos de pandemia, como ministra da Agricultura, trabalhava noite e dia para manter o agro a pleno vapor não tinha uma candidatura à Vice-Presidência como parte dos seus planos. Esta semana foi procurada pelo PL e disse que, se o partido topasse, ela comporia a chapa. Com a negativa, Tereza, aliviada, volta-se aos movimentos no Poder Legislativo, onde, se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não concorrer a mais dois anos no comando da Casa, ela será candidata.
Suspense prolongado…
As tensões para formação das chapas não vão terminar em 5 de agosto, último prazo para realização das convenções destinadas à oficialização das candidaturas. É que, em muitos estados, os diretórios vão delegar essas decisões às comissões executivas, a fim de permitir a composição dos palanques até o dia do registro das candidaturas, 15 de agosto.
… para Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ficou de dar uma resposta final ao partido apenas no próximo domingo, mas não está descartado que isso seja prorrogado para 15 de agosto, se houver essa delegação à comissão executiva.
O dinheiro está curto
A campanha nem começou e os deputados comentam que já estão faltando recursos. Na federação petista na Bahia (PT-PCdoB-PV), por exemplo, cada deputado deve receber cerca de R$ 2 milhões. E as despesas com transporte, material gráfico e impulsionamento nas redes sociais superam esse montante. Muitos estão adeptos das vaquinhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou um teto de gastos de R$ 3,1 milhões para cada candidato a deputado federal.
Master & Bahia
Aliados dos petistas no estado acreditam que o escândalo do Banco Master, no qual o senador Jaques Wagner (PT) é investigado, não deve ser o diferencial nas eleições baianas. Isso porque o ex-prefeito de Salvador ACM Neto também terá de se explicar. Porém, nos eventos de campanha, nada disso tem sido cobrado pelo eleitor.
CURTIDAS

Master e o Congresso/ O Ranking dos Políticos ouviu deputados e senadores sobreo que pensam acerca do escândalo do Banco Master e como ele impactará as eleições de outubro. Segundo o levantamento, a maioria do Congresso avalia que o caso vai beneficiar mais Lula, 49,1% na Câmara e 57,1% no Senado. Além disso, o Centro aposta que as investigações do banco vão favorecer o petista, sendo 40,3% na Câmara e 57,2% no Senado.
“Sou candidato a governador. Não há hipótese de ser vice de ninguém” Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ADBI), que, nessa segunda-feira, será oficializado candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSB.
Assuma!/ A resistência da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (foto, PSD), e de outros candidatos a governos estaduais pelo PSD em baterem no peito e chamarem Ronaldo Caiado (PSD) de “meu candidato a presidente da República” está incomodando muita gente na política. Muitos dizem “não entender” essa postura, ainda mais com o presidente do partido, Gilberto Kassab, no papel de vice na chapa.
Segurança jurídica/ Esse é o tema central do 8º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, na próxima quarta-feira. Entre os palestrantes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva (foto).
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 31 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A conversa “produtiva” da senadora Tereza Cristina (PP-MS) com o pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ainda não é suficiente para levar toda a estrutura da federação União Progressista, que une PP e União Brasil, a fechar um casamento nacional entre eles. Para isso, será preciso o PL abrir mão de algumas candidaturas e, para completar, ajustar diferenças de projetos entre a maioria dos partidos de viés conservador coma família Bolsonaro. O que se diz nas bastidores é que Tereza Cristina, ao abrir a porta para ser vice, pretende tirar dos próprios ombros qualquer responsabilidade sobre o futuro de Flávio. Aliás, lá atrás, o próprio Jair Bolsonaro dizia não confiar em Tereza para ser vice de seu filho.
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O que vem por aí/ Os próximos dias prometem muita tensão entre União Brasil e PP, uma vez que as alianças já estão fechadas na maioria dos estados e nem todas estão alinhadas ao PL. Nem no Sul do país. No Paraná e em Santa Catarina, a federação é adversária do PL, situação que se repete em, pelo menos, outros 10estados. Essa será a queda de braço do momento.
Mensagem clara
O fato de a direção do Republicanos trazer a convenção nacional do partido para a sede em Brasília foi lido como uma forma de reforçar a neutralidade da legenda na corrida presidencial deste ano. Interlocutores afirmam à coluna que a decisão está tomada e será anunciada na próxima terça-feira. Como o foco da legenda é aumentar as bancadas no Legislativo, os diretórios têm pedido ao presidente, deputado Marcos Pereira (SP), que mantenha a agremiação neutra.
E a Bahia, hein?
É um dos lugares em que Flávio Bolsonaro deverá usar o palanque de candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado, como o do pré-candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos), para se promover. É que interlocutores próximos a ACM Neto, postulante ao governo baiano, afirmam que ele deve apoiar o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial.
Pressão para o “sim”
O ex-prefeito de Divinópolis (MG) e pré-candidato a deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do senador Cleitinho (Republicanos), foi às redes sociais pedir o apoio dos eleitores a fim de pressionar a legenda a lançar a candidatura do senador ao governo de Minas Gerais. Gleidison afirma que a demora em decidir foi devido ao luto pela perda de outro irmão, Matheus, e disse que “eles (o partido) não querem deixar ele ser candidato”. No vídeo, Gleidson elogia o presidente Marcos Pereira e acredita que a decisão de barrar Cleitinho foi apenas devido a um desencontro.
E o Lulinha, hein?
Todas as vezes que alguém do PT cita as agruras de Flávio Bolsonaro no caso BRB-Master — em especial o financiamento do filme Dark Horse —, a turma do PL rebate citando as suspeitas sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silvano escândalo dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS. Agora, com a perspectivada investigação, Lula ganha o discurso de que não protege ninguém. E, para completar, o filho do presidente não é candidato ao Palácio do Planalto.
CURTIDAS

Queremos mais/ Com quase R$ 881milhões em valor de fundo eleitoral, o PL lançou uma vaquinha virtual para arrecadar doações para a campanha de Flávio Bolsonaro. “A contribuição é fundamental para fortalecer nossa mobilização”, afirma o candidato. Mesmo com esse montante, o partido disse não ter recurso suficiente para bancar todas as candidaturas lançadas.
Empatou geral/ A última pesquisa Quaest mostrou cinco pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul tecnicamente empatados: Manuela D’Avila (PSol, foto), com 12% das intenções devoto; Germano Rigotto (MDB), com 9%; Paulo Pimenta (PT), também com 9%; Marcel Van Hattem (Novo), com 7%; e Ubiratan Sanderson (PL), com 6%. Outro dado da pesquisa mostra que 65% do eleitorado gaúcho não sabe em quem votar.
Polarização no RS/ O levantamento da Quaest também analisou o cenário eleitoral para o Planalto. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados no estado. O presidente com 30% e o senador com 32%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Melhor prevenir…/ …do que remediar. Preocupada com o efeito do El Niño nos municípios brasileiros, uma vez que há a possibilidade de se tornar um dos eventos climáticos mais intensos das últimas décadas, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) lança um guia para as cidades. O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para prefeituras, secretarias e equipes técnicas. A ideia é dar subsídio para organizar prevenção, resposta emergencial e recuperação dos territórios atingidos.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 18 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desfila no G7 como favorito à eleição de outubro, o pré-candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ), se voltará para a área de segurança, considerado o único tema capaz de tirá-lo do redemoinho em que viu enroscado a Daniel Vorcaro. Nesse sentido, o senador lança hoje, em São Paulo, seu programa de governo para esse serviço. A ideia é radicalizar no discurso para esse segmento, diferentemente do tom mais moderado que adotou para outras áreas — como, por exemplo, a economia. A recente vitória, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara — que considerou constitucional analisar o mérito da proposta de emenda à Constituição (PEC) que a reduz a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos —, mostrou ao PL que o caminho do filho 01 de Jair Bolsonaro é a segurança. Se não fizer um gol por aí, recuperando os pontos perdidos nas pesquisas, vai ficar difícil.
Por falar em dificuldades…/ Flávio tentou se projetar externamente, com a visita ao presidente Donald Trump, em maio, mas os resultados deixaram a desejar, porque a United States Trade Representative (USTR) divulgou o relatório da investigação da seção 301 com recomendações para aumento de tarifas às exportações brasileiras e críticas ao Pix. Foi um tema que colocou o pré-candidato na defensiva, tal como o caso Master.
Não está fácil para ninguém/ O tema da segurança pública é considerado um calcanhar de Aquiles do PT e será altamente explorado na campanha. E o presidente do partido, Edinho Silva, reconheceu, esta semana, durante almoço em Brasília, que, no passado, os partidos de esquerda, preocupados com a interpretação de que estariam defendendo a violência policial, não quiseram debater a segurança pública. Agora, preciso enfrentar o tema, principalmente no que se refere ao controle de territórios.
A campanha dos municípios
Líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, Rogério Marinho (PL-RN) contou, em almoço com a Frente Parlamentar do Livre Mercado, que a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) estima uma captura de 50% do IPTU com aumento de custos, caso o projeto que acaba com a escala 6 x 1 seja aprovado no Congresso. No embalo, Marinho classificou a proposta como “crime de lesa-pátria contra o Brasil”.
Resolve aí rapidinho
Parlamentares do PP têm enviado recados ao Supremo Tribunal Federal, pedindo celeridade na conclusão da investigação policial do caso Master. Eles estão preocupadíssimos desde que o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), foi citado. Alguns assumem, em conversas particulares, que o envolvimento dele com Vorcaro é “pouco republicano” e querem uma resposta oficial que inocente ou incrimine Ciro. Ninguém quer ir para a campanha com essa dúvida.
Te pago depois
Por falar em Ciro Nogueira, um dos fatos que veio à tona com a retirada de sigilo de documentos do caso Master no STF foi que o presidente do PP teria sido “sustentado por terceiros”. De acordo com a investigação, os deputados Júlio Arcoverde (PP-PI) e Átila Lira (PP-PI) pagaram boletos do senador nos valores de R$ 13.693,54 e R$ 3.457, respectivamente. Também há a vinculação de um cartão de crédito emitido no nome do ex-assessor do senador e empresário Lourival Nery Jr. Procurados, os parlamentares não retornaram ligações e nem mensagens enviadas pela coluna.
Veja bem…
Lourival Nery Jr. foi assessor de Ciro Nogueira por anos, na década passada. Inclusive, em 2018, dois motoristas afirmaram terem entregado no apartamento de Lourival grandes volumes de dinheiro em espécie. As informações vieram à luz durante as investigações da Operação Lava- Jato. Hoje, ele é empresário no Piauí.
CURTIDAS

Olho nela/ Se tem algo que surpreendeu todos os políticos na pesquisa sobre eleições 2026 foi o bom posicionamento da senadora Leila Barros (Leila do vôlei), do PDT, na pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política. Devagarinho, Leila conquistou lugar na Casa, com a defesa das pautas do esporte e de combate ao feminicídio. Ela é muito lembrada nas redes pela lei que criminalizou o stalking — foi autora da proposta que tipificou o crime de perseguição reiterada por qualquer meio.
O olhar do magistrado/ O ministro Sebastião Reis Jr. (foto), do Superior Tribunal de Justiça, foi homenageado ontem com o livro Fotos e Votos. Organizada por Flávia Guth e Rodrigo Haidar, a obra traz textos sobre um hobby do ministro, a fotografia, e as decisões que marcam seus 15 anos de trajetória no STJ.
Tal e qual…/ Corda em casa de enforcado: os grupos de WhatsApp do PP no Congresso passaram longe de conversas e questionamentos sobre as informações da investigação do Master que vieram a público, esta semana, com a retirada de sigilo do STF.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 9 de junho de 2026, por Denise Rothenburg

Ainda que o presidente do PT, Edinho Silva, tenha rechaçado qualquer conversa com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), o presidente Lula não poderá se dar ao luxo de recusar apoio ao centro. O que se diz nos bastidores do partido é que, se Lula quiser vencer a eleição, terá que ampliar sua campanha para o centro. Em 2022, foi mais fácil porque o centro decidiu apoiá-lo no segundo turno, caso, por exemplo, de Simone Tebet, então candidata do MDB que foi para os palanques petistas cantar “está na hora do Jair já ir embora”. Agora, com dificuldades de atrair o eleitorado mais ao centro-direita, Lula terá que tentar pegar embalo no segmento do eleitorado agradecendo o apoio desses governadores que se aproximam.
O PT seguirá com o ex-prefeito de Recife João Campos, pré-candidato do PSB ao governo estadual, mas Lula não dispensará o palanque de Raquel, se esse apoio vier. Aliás, Raquel Lyra está numa posição parecida com a de Lula. Da mesma forma que o presidente precisa ampliar da esquerda para a centro-direita, ela precisa fazer esse mesmo movimento no sentido oposto, ou seja, da direita para a centro-esquerda. Ainda que o partido dela tenha um candidato ao Planalto, a governadora, sempre que puder, exaltará a relação amistosa com o presidente Lula de olho nos votos do petista no estado.
O que eles querem saber
Com o presidente do BRB, Nelson de Souza, confirmado hoje na Comissão de Assuntos do Senado, a tendência é de Casa lotada. É que os senadores estão ávidos para saber, em primeiro lugar, quando sairá o balanço da instituição. Em segundo lugar, querem todos os detalhes do acordo chancelado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux. Em especial, a taxa de juros.
Reforma do Judiciário
A reunião que o PT fará hoje em Brasília para debater uma reforma do Poder Judiciário vai na linha do que tem sido dito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Um dos pontos será o de que não dá mais para conviver com penduricalhos.
A hora delas
O pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, está focado em obter o voto das mulheres. Na semana passada, o mestre de cerimônias em Belo Horizonte se esmerou ao falar da presença feminina no evento do partido com a presença do filho 01 de Jair Bolsonaro. E, nesta semana, Flávio Bolsonaro se derramou em elogios à economista Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, batizada desde janeiro pela equipe do pré-candidato como o “posto Ipiranga” de Flávio.
Tem “hermano” na campanha do DF
O marqueteiro argentino Diego Brandy, que coordenou a equipe de Eduardo Campos na corrida presidencial de 2014 e trabalhou, ainda, para o então governador de Pernambuco em suas campanhas, deve assumir, em breve, o comando da equipe de marketing do candidato ao PSB ao governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli. Eles conversaram recentemente e… deu “match”
CURTIDAS

Da série “Perca o amigo, mas não a piada”/ Cappelli ainda não fechou sua chapa completa. Esta semana, conversa com a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) e espera que Reguffe decida concorrer ao Senado. A demora do ex-senador em decidir sobre a disputa já fez com que Ricardo Cappelli desse ao ex-parlamentar, em tom de brincadeira, obviamente, a alcunha de “Refugue”.
Flávio e Michelle/ A ex-primeira-dama e o enteado continuam com o que muitos classificam como “dificuldade de relacionamento”. Chega ao ponto de candidatos a cargos majoritários no DF evitarem aparecer ao lado de Flávio para não chatear Michelle. Porém, os dois vão se encontrar, amanhã, em um evento de lançamento de candidaturas distritais do PL.
Dia de São Pedro/ Voando baixo desde o início da crise envolvendo o Banco Master, os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, estarão juntos no dia 29, em São Paulo, no evento do Lide com a série de presidentes de partido para falar sobre o cenário eleitoral de 2026. Ambos rezam dia e noite para a federação União Progressista sobreviver ao vendaval provocado pelos negócios e fundos suspeitos de fraude geridos pelo antigo banco de Daniel Vorcaro.
José Jorge recebe título/ Ex-ministro de Minas e Energia e do Tribunal de Contas da União, o ex-senador e ex-deputado por Pernambuco José Jorge (foto) recebeu uma boa notícia, ontem: O conselho de administração do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) lhe conferiu o título de Doutor Honoris Causa da instituição. A carta que comunicou ao ex-senador a concessão da honraria é assinada pelo diretor-geral do IDP, Francisco Schertel Ferreira Mendes, e pelo ministro do STF Gilmar Mendes, fundador e professor do IDP. A data da solenidade ainda não foi marcada.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 21 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O fato de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter pedido um prazo de 30 dias para apresentar a prestação de contas a respeito do filme Dark Horse deixou muita gente no PL com a certeza de que tudo não passa de uma estratégia para “ganhar tempo” e tentar justificar todo o dinheiro recebido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de que se estivesse tudo certo, essa prestação teria sido apresentada na reunião desta semana, de forma a virar essa página de uma vez por todas. Se não apresentou é porque não tem os documentos, conforme avaliam muitos. E, sendo assim, vai ficar difícil a situação do pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.
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Em tempo: daqui a 30 dias, o país estará em período de Copa do Mundo e de consolidação das chapas estaduais — portanto, às portas da campanha eleitoral. E, nesse sentido, a ideia de muitos é cuidar da própria vida, deixando que Flávio cuide da sua defesa sobre os recursos recebidos de Vorcaro. Se o senador conseguir se explicar, terá todos os palanques à sua disposição. Se não for convincente, receberá muitas “escusas” quando for visitar os estados no período de apresentação das chapas estaduais. Afinal, sua presença, a preços de hoje, é considerada dispensável para a eleição de deputados federais e estaduais. Até segunda ordem, no PL é cada um por si.
Me liga, Celina
A reunião do MDB na casa do ex-governador Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado, não é lida no plano nacional como um rompimento entre ele e a governadora Celina Leão. Os emedebistas classificam o encontro como uma forma de chamar a atenção do PP do Distrito Federal para a necessidade de acomodar Ibaneis.
“Olha eu aqui”
Em conversas reservadas, muita gente diz que Celina sequer procurou o MDB para tratar da chapa majoritária. E, nesse sentido, é preciso que ela dê alguma atenção ao partido. O que se diz nas hostes da Executiva Nacional do partido é que “até um não” pode ser conversado, desde que haja atenção e acordo. O importante é dialogar.
A difícil escolha de Lula
O projeto que reduz os limites de floresta no Pará para a construção da Ferrogrão colocou em campos opostos dois grandes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta campanha: a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atualmente deputada, e o ex-governador do Pará, Helder Barbalho. Marina discursou contra o texto no plenário e Helder foi lá conferir de perto a aprovação. No Planalto, o que se diz é que se a proposta passar no Senado intacta, algum veto — pelo menos em parte — virá para atender a deputada.
Três estilos
Na sabatina promovida pela Marcha dos Prefeitos com os pré-candidatos à Presidência, apenas o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seguiu o roteiro: apresentação e respostas a perguntas escolhidas mediante sorteio. Flávio Bolsonaro (PL) fez apenas uma fala sem direito a perguntas. Ronaldo Caiado (PSD) se apresentou por 42 minutos e respondeu a apenas uma pergunta.
A bandeira deles
Flávio Bolsonaro usou fortemente o discurso da segurança pública, mas sem apresentar, de fato, um projeto de governo para o tema. Caiado falou sobre as conquistas de sua gestão em Goiás, com foco em inteligência artificial, educação e segurança pública. E Zema focou no bolso dos prefeitos ao dizer que seu governo pagou as dívidas com os municípios.
CURTIDAS

Me inclui fora dessa/ O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez questão de ficar longe do Plenário quando a Casa votou o limite de multas a partidos políticos e ampliação de prazos para pagamento desses débitos. Ele sabia que a proposta era desgastante, mas tinha apoio das grandes agremiações partidárias.
Muita calma nessa hora/ Publicamente, o senador Cleitinho (Republicanos-MG, foto) evita dar uma opinião sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Ele justifica que irá conversar pessoalmente com o filho 01 para poder formar uma opinião. Seus aliados afirmam que, no papel de pré-candidato a governador, Cleitinho sabe que precisará dos votos bolsonaristas. Não é momento de atacar ninguém.
Enquanto isso, em São Paulo…/ Aliados do governador Tarcísio de Freitas, outro nome do Republicanos, acreditam que o caso Flávio-Vorcaro não afetará a pré-campanha à reeleição. Pelo menos, é isso que indicam os primeiros levantamentos feitos com prefeitos do interior paulista.
… e no Salão Negro do Senado…/ Nos bastidores do lançamento da coletânea de romances do presidente José Sarney, todo mundo comentava reservadamente que ainda tem muita coisa para sair a respeito da relação de Vorcaro com os políticos.
Um procurador e as palavras/ O procurador Roberto Livianu lança hoje, 19h em Brasília, seu mais novo livro, O Poder das Palavras. Ele autografará a obra no auditório Cyro dos Anjos (SEPS 706/707 Sul), onde também promove ainda uma roda de conversa com o escritor e advogado Max Telesca e os jornalistas Eliane Cantanhêde e Guilherme Waltenberg.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 20 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A série de versões do senador Flávio Bolsonaro sobre sua conversa com o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro deixou uma parte da bancada do PL e de legendas aliadas com dúvidas sobre a capacidade de reverter o desgaste provocado pelos contatos e os negócios entre os Bolsonaro e o ex-banqueiro. Até aqui, as explicações deixam a desejar, e a maioria não está totalmente segura de que nada mais aparecerá. Em conversas reservadas, muitos dizem que virão novos fatos sobre os negócios do senador.
Omissão até vai…/ …, mas mentira não. A bancada do PL ainda está chateada com a falta de comunicação do senador Flávio Bolsonaro sobre as negociações com Daniel Vorcaro. Os integrantes do PL avaliam que honestidade é um dos valores mais defendidos pelos conservadores e, nesse sentido, se surgir algo além do encontro já divulgado, talvez a candidatura de Flávio não suporte, porque ficará configurado que ele mentiu aos seus pares. Alguns afirmam que Flávio acertou ao falar sobre o encontro, porém só o fez depois que essa informação já estava circulando no meio político. As próximas semanas serão cruciais para saber se o parlamentar sobreviverá aos solavancos da montanha-russa.
Esqueça aliança formal
A relação exposta pelo The Intercept Brasil sobre o financiamento de Daniel Vorcaro ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro fragilizou o apoio do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Para o PP, por exemplo, a “crise” começou ainda na conduta de Flávio com a busca e a apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O filho do ex-presidente disse que “as acusações são gravíssimas” e soltou um “parabéns, Mendonça” . Nada disse foi bem-visto pela bancada do PP. Já há um movimento pela neutralidade em curso, ou seja, o PP não apoiar ninguém oficialmente na eleição presidencial.
É o que tem para hoje
Tem muita gente no PL reclamando de Flávio Bolsonaro e com receio de problemas, mas ninguém baterá na porta do ex-presidente Jair Bolsonaro para pedir a troca de candidato. Afinal, o melhor nome que o bolsonarismo tinha, o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não pode concorrer ao Planalto este ano, porque não se desincompatibilizou do cargo estadual.
Não tem o que fazer
Alguns parlamentares do PL estão frustrados com o desgaste de Flávio, mas Michelle Bolsonaro não é vista como uma opção, nem mesmo na ala mais moderada do partido. Sua viabilidade é defendida apenas em um nicho muito pequeno, e isso, de acordo com parlamentares, deve-se à falta de confiança do próprio Jair Bolsonaro e dos filhos na ex-primeira-dama.
E a 6 x 1, hein?
Está prevista para hoje a apresentação do relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na comissão especial. Uma das mudanças deve ser a contagem de horas, que passaria a ser contabilizada mensalmente e não mais semanais, embora haja o desejo de manter a proporção de 40 horas. O texto também não deve definir um número máximo de horas extras. Ainda na noite de ontem, o relator, Léo Prates (Republicanos-BA), negociava com os partidos os últimos detalhes, sob a orientação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
CURTIDAS

Enquanto isso, na Ásia… / O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira (foto), faz um périplo por países asiáticos em busca de novos mercados para produtos brasileiros. Lá, descobriu o interesse do Japão em importar petróleo do Brasil.
… tem jogo/ está todo mundo buscando meios de fugir do conflito e do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circula o óleo que sai do Oriente Médio. A aposta é de que a guerra criará novas rotas de comércio e de produtos.
Alfinetou/ Durante sua apresentação na XXVII Marcha dos Prefeitos, o senador Flávio Bolsonaro falou sobre muitos assuntos — como economia, segurança pública e tecnologia —, mas excluiu os fatos recentes sobre o filme biográfico de seu pai, Jair Bolsonaro. Ovacionado, ele aproveitou o momento para dar uma indireta ao presidente Lula, que não marcou presença: “Um grande desrespeito não comparecer a um evento como esse” .
Nem todo mundo/ Enquanto o senador Flávio Bolsonaro citava que é empresário, advogado, esposo e pai, um dos participantes da Marcha dos Prefeitos questionou da plateia: “Rachador também?”
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 11 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A federação entre União Brasil e Progressistas mal foi homologada e já provoca disputas pelo poder de definição de chapas nos estados. No maior colégio eleitoral do país, São Paulo, dois deputados federais e outros filiados deixaram o PP para ingressar no União Brasil e, assim, ter maioria para garantir o controle das nominatas de outubro — regra que está prevista no estatuto da federação. Com isso, o União terá o poder de decisão no diretório e mais força para definir as chapas.
Planos & brigas/ Ambiciosos, os novos integrantes do União planejam, inclusive, tomar a vaga de Guilherme Derrite (PP-SP) como candidato ao Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Repubicanos). O União Brasil em São Paulo deseja substituir Derrite pelo seu mais novo filiado, Pablo Marçal, caso o ex-coach consiga reverter sua inelegibilidade na Justiça Eleitoral até agosto. A aposta é de que Marçal teria uma eleição mais fácil do que o ex-secretário de Segurança Pública do Estado.
O que Vorcaro (realmente) quer
O que mais preocupa o ex-banqueiro dono do Banco Master hoje é seu dinheiro “malocado” mundo afora. A avaliação de advogados é de que, quanto mais rápido sair a delação, mais fácil fica ele correr atrás dos bilhões guardados em fundos offshore.
Discurso padrão
Parte da bancada do União Brasil defende o presidente da sigla, Antonio Rueda, com o mesmo discurso usado pelo MDB a respeito do ex-presidente Michel Temer, após vir a público o recebimento de dinheiro do Master. Ambos não têm mandato e são advogados. Portanto, podem perfeitamente prestar serviços jurídicos. Os políticos esperam que Daniel Vorcaro esclareça a natureza da relação ao contar o que sabe aos investigadores para se livrar da tornozeleira.
Correção de rota
Nas solenidades de que participou, ontem, em municípios paulistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu mais destaque às entregas de seu governo do que a críticas aos adversários. Foi considerado um ponto positivo pelos aliados. Até aqui, muita gente reclamava que ele perdia a oportunidade de apresentar as realizações e focava mais no ataque aos rivais.
Apoio a Messias
A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) apoia a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em um dia cheio de manifestos contrários, e até documentos ensinando a entrar em contato e cobrar de senadores da oposição o voto “não”, a Conamp foi no caminho contrário. “Messias construiu uma reputação pautada pela atuação técnica, compromisso com a Constituição e defesa das instituições democráticas, exercendo com equilíbrio e responsabilidade funções de elevada relevância jurídica”, ressalta a Conamp.
CURTIDAS

Tarja preta/ Enquanto cuidam das suas pré-campanhas nos estados, alguns deputados, senadores e outros políticos ficam com um olho em Brasília, no fechamento da delação premiada de Vorcaro. Para completar, foi fechada a delação de Maurício Camisotti (foto), no caso do desvio das aposentadorias e pensões do INSS. Tem muita gente dormindo à base de remédios.
Sonhos diferentes/ Pré-candidato do PL ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) citou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como “sonho de consumo” para vice na sua chapa. O projeto que ela acalenta é o de presidir o Senado, em 2027.
A guerra na internet/ Na eleição de 2018, os bolsonaristas reinavam nas redes sociais, com raras críticas a postagens dos Bolsonaro. Agora, em várias publicações dos filhos do ex-presidente há registros de opiniões contrárias e internautas acusando Bolsonaro de “fugir” do país quando deixou o governo.
Em ano eleitoral…/ Na próxima terça-feira, a partir das 19h na Câmara dos Deputados, será lançado o Caderno de Políticas Públicas 2026, do grupo Livres, instituição da sociedade civil que prega o liberalismo. O documento contém 170 propostas nacionais e federais para temas como segurança pública, educação, saúde, sustentabilidade, reforma do Judiciário, primeira infância, modernização do Estado e emancipação da pobreza. O embaixador e diplomata de carreira do Itamaraty Paulo Roberto de Almeida será um dos palestrantes do evento.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 26 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A intenção do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao aprovar as convocações dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e do ex-controlador do banco Master Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, é montar a teia de conexões nos Três Poderes do ex-banqueiro. Vieira quer expor os nomes da República que estão ligados à maior fraude financeira do país. A ideia é avaliar qual o grau de participação do ministro no caso para definir se há razões para se promover um pedido de impeachment.

Na hipótese de Vorcaro não comparecer à CPI, o senador espera conseguir esse objetivo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Vorcaro deve comparecerem 10 de março. Os senadores querem o ex-banqueiro explicando como um esquema de pirâmide cresceu tanto e quem são as pessoas que lhe deram suporte político.
O chamado está próximo
Muitos parlamentares aguardam a saída do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha do cargo para concorrer a uma vaga no Senado. O plano é, assim que ele desincompatibilizar, convocá-lo ao Senado para dar seu testemunho sobre o caso Master, sem o direito de negar convites.
Enrolou, recorreu
A demora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em convocar uma sessão do Congresso Nacional e fazer a leitura do pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do banco Master levou um grupo de senadores a mudar o jogo. O plano agora é preparar um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a criação de uma CPI do Senado.
Sem desculpa
A avaliação é a de que o Supremo não teria como negar esse pedido, uma vez que autorizou na CPI da Covid. Quanto ao fato de já haver um inquérito no próprio Supremo, os senadores avaliam que os fatos sob investigação na CPMI do INSS também estão sob a lupa da Política Federal.
E por falar em STF…
Penduricalhos que ultrapassam o teto salarial e caso Marielle vão ajudar o Tribunal a melhorar a percepção do trabalho perante a opinião pública. O que as pesquisas qualitativas indicam é que, se cada um cumprir com sua obrigação, não tem crise de imagem.
Haja calmante
As bets respiraram aliviadas, quando, na noite de terça-feira, os parlamentares retiraram a nova taxação do Projeto de Lei Antifacção. Porém, agora dormem ansiosas com a promessa da base governista de apresentar um projeto com o CIDEBets para financiar o fundo da segurança pública. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), atualmente, as bets pagam 32% de impostos, o que correspondeu quase 1/3 do faturamento das casas em 2025, que foi de R$ 37 bilhões. A expectativa é que os impostos passem dos 40% em 2033, ano em que a reforma tributária estará totalmente implementada.
CURTIDAS

Ainda há tempo/ Na avaliação de parte do PT, o baixo desempenho do presidente Lula entre os mais pobres na pesquisa Atlas/ Bloomberg, divulgada na última quarta-feira, não é o fim do mundo. Na perspectiva dessa ala, a grande surpresa positiva foi pontuar bem entre os mais ricos e mais velhos. Já entre os menos favorecidos, os petistas calculam que dá para recuperar devido aos projetos sociais do governo.
Recalcular a rota I/ O que os petistas não esperavam era um empate no segundo turno tão cedo. Por isso, a ordem agora é partir para o confronto com o senador Flávio Bolsonaro, que aparece muito bem posicionado neste pós-carnaval.
Recalcular a rota II/ O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, fez questão de telefonar ao senador Esperidião Amin (PP-SC) para informar da escolha do PL, de bancar a candidatura da deputada Caroline De Toni (PL-SC) ao Senado. Agora, o senador conversa com a outra chapa, do PSD de Gilberto Kassab, para conseguir uma vaga por ali.
Projetos para o país, nome para o futuro/ A senadora Tereza Cristina (foto) lançou o Instituto Diálogos com pesos-pesados do mercado financeiro, do agro e apoio de uma série de parlamentares. Entre os aliados dela, muita gente diz que 2026 está lotado de candidatos, mas 2030 ainda é uma incógnita.
Por falar em mulheres…/ O seminário “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo” hoje, a partir de 08h30, no auditório do Correio Braziliense vem num momento em que o país vive quase que uma epidemia de feminicídio. “Aqui, foram 19 assassinatos este ano”, comenta a ex-senadora Ana Amélia Lemos.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Que ninguém espere complacência do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Renan Calheiros, em relação ao caso Master. Nem tampouco que ele preserve aliados ou adversários. Quem estiver enrolado, que responda por seus atos. Até aqui, Renan tem colocado seu maior adversário na roda. Numa conversa com jornalistas em seu gabinete, o senador foi claro: “Os dirigentes da Câmara do Centrão chantagearam o ministro do Tribunal de Contas da União (Jhonatan de Jesus). Arthur Lira e Hugo Motta levaram o rapaz a isso (tentar reverter a liquidação do Master). O presidente do TCU evitou e Jhonatan foi para Roraima e não voltou mais”.
Vem mais/ Da mesma forma que fala de Arthur Lira, Renan quer que o governo Lula explique as três reuniões palacianas com Daniel Vorcaro. Até aqui, Renan Calheiros não se pronunciou sobre a investigação aberta pelo Superior Tribunal de Justiça em relação ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que é do seu partido, o MDB. Seu plano de trabalho não cita o BRB. Porém, com os três senadores do Distrito Federal na subcomissão, não faltará quem proponha o chamamento do GDF e do Banco Regional de Brasília (BRB), para prestar esclarecimentos.
União e PP longe dos palanques presidenciais
As primeiras reuniões de cúpula dos presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, indicam que eles pretendem oficializar um casamento com qualquer candidato ao Planalto. A ordem é focar na eleição de deputados e senadores. Afinal, é o número de deputados que define o valor do fundo partidário destinado a cada agremiação. A federação, segundo cálculos de parlamentares, planeja eleger entre 109 e 120 parlamentares.
A polêmica das salvaguardas
No acordo do Mercosul-União Europeia, parlamentares do agro querem que o Brasil negocie as salvaguardas adotadas pelos europeus, de forma a evitar que a aplicação de gatilhos automáticos, o que pode levar a suspensão dos benefícios tarifários em caso de queda nos preços de 5%. O setor quer que o gatilho seja negociado caso a caso, quando houver algum pedido para que seja aplicado. É isso que vai nortear as discussões da tramitação no Congresso.
Falta atuação
Convidados para participar da solenidade de pacto contra o feminicídio no Palácio do Planalto, alguns parlamentares não compareceram. A senadora Margareth Buzetti (MT), por exemplo, aprovou seu projeto do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, que entrou em vigor em novembro de 2024, mas até hoje não viu a implementação. Basta uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o cadastro começar a valer e o Ministério da Justiça tomar a frente dessa implementação.
Quer bancar, que pague
O setor produtivo olha com atenção e cautela a discussão da PEC 6×1, que propõe a redução da jornada dos trabalhadores brasileiros. Os empregadores são favoráveis a conceder direitos, mas querem que o governo arque com os custos. Uma possível saída é a desoneração da folha de pagamento para setores que tiverem a carga horária reduzida. O assunto ainda está incipiente e foi colocado na roda durante almoço na Frente Parlamentar de Comércio e Serviços.
CURTIDAS

É para investigar, viu?/ Escaldado com o fato de o senador Izalci Lucas (PL-DF) defender o governo Jair Bolsonaro na CPI da Covid, em 2021, o ex-relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), virou-se para Izalci e foi direto: “Aqui é para apurar tudo. Não faremos uma investigação com cloroquina!”
“No Senado colocamos o feminicídio no Código Penal. Não pude ir à solenidade do Planalto porque estava abrindo a investigação contra o Master. Mas a ausência master de Alagoas na solenidade de combate às agressões contra a mulher foi do deputado Arthur Lira”. Do senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos autores da proposta que colocou o feminicídio no Código Penal, ao se referir ao ex-presidente da Câmara e seu ferrenho adversário no estado.
Por falar em Arthur Lira…/ Causou estranheza entre os integrantes do partido Progressistas o fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ter determinado a acareação do deputado José Rocha (União-BA) apenas com Arthur Lira (PP-AL). Os pepistas dizem que outros deputados fizeram as mesmas afirmações que Lira, e por enquanto ao que eles sabem, não serão obrigados a passar por esse constrangimento.
Casa da Liberdade, mas…/ Sem liberdade de circulação. Na festa que promoveu para marcar a abertura do ano legislativo, a Casa da Liberdade, que reúne empresas e parlamentares que defendem o livre-mercado, os anfitriões mantiveram a parte interna apenas para parlamentares, autoridades e convidados com “pulseiras douradas”. E a verde para os demais convidados.











