Uma viagem, milhões de objetivos

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 22 de maio de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Kleber Sales

A ida do pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, aos Estados Unidos, é, obviamente, a grande aposta para tirá-lo da defensiva em relação ao dinheiro recebido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Oficialmente, só se fala da possibilidade de reunião com o presidente Donald Trump. Porém, há outros objetivos velados nessa ida. O senador pretende aproveitar para, junto com o irmão, Eduardo Bolsonaro, organizar as explicações da prestação de contas do filme Dark Horse que o parlamentar precisa dar ao próprio partido daqui a 27 dias, a fim de cumprir o prazo de 30 dias que solicitou à cúpula do PL. Paulo Calixto, advogado do ex-deputado e gestor do fundo Mercury Legacy Trust, teria recebido os recursos para a produção.

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Me deixem quieto/ Os dias nos EUA representam a oportunidade para Flávio sair do cerco de entrevistas que podem terminar desastrosas — tal como a que ocorreu na semana passada, quando um repórter do portal The Intercept Brasil perguntou se o filme havia sido financiado por Vorcaro e o senador disse que era mentira. As imagens do pré-candidato negando esse financiamento, e rindo da pergunta, continuam em alta nas redes sociais. O momento é de reorganizar o jogo e salvar a lavoura — ou seja, a candidatura.

E a minirreforma eleitoral?

Senadores divergem sobre o texto aprovado na Câmara, que aliviou a vida dos partidos. A base governista afirma não ter clima para votar a proposta que blinda o uso dos fundos Partidário e Eleitoral, além de dar um prazo maior para pagamento de dívidas. Já o Centrão e a oposição esperam que seja aprovado por votação simbólica, tal como na Câmara. Há acordo entre os presidentes das legendas e até o PT, na avaliação de partidos de esquerda, ofereceu baixa resistência ao texto. Por isso, a aposta é de que será votado quando estiver perto do recesso branco da Copa do Mundo.

Unidos venceremos

Depois de meses de negociação e espera, os produtores rurais endividados podem ter um bote salva-vidas. Relator da securitização no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) conseguiu chegar a um consenso entre o agronegócio e o Ministério da Fazenda. De acordo com o senador, não está descartada a edição de uma medida provisória com mais de 90% do que foi defendido em seu relatório.

Cálculo temporal

A decisão entre seguir a tramitação do projeto no Congresso ou editar a MP cabe ao governo. Calheiros defende a medida provisória por ser imediata e, assim, aliviar no curtíssimo prazo a situação dos produtores rurais endividados e muitos inadimplentes. O Executivo, porém, aceita a carência de 10 anos com a criação de um fundo e a solução para os produtores que não têm mais como dar garantias para conseguir empréstimos.

1989 e 2026

Com a alta rejeição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro, todos os partidos farão seus testes rumo ao Planalto. A aposta é que esta eleição terá mais candidatos do que a de 2022. A primeira eleição direta pós- ditadura militar, em 1989, foi recordista, com 22 postulantes ao Planalto. Agora, espera-se metade disso. E será um recorde.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Jogue ao mar/ Aliados da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), defendem o rompimento definitivo com o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). Inclusive, apontam que isso está demorando, uma vez que ninguém sabe ao certo o que virá na delação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que continua preso.

Vespeiro/ O leilão de energia que joga peso e recursos nas termoelétricas a gás, óleo e carvão, na contramão da energia limpa, virou uma casa de marimbondos que niguém destrói. A esperança dos parlamentares é que o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público consigam agir em junho. Da parte do Executivo, não se espera uma ação contundente.

Explica aí/ Por falar em Executivo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (foto), foi convocado para prestar esclarecimentos sobre o leilão na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Ele é esperado por lá na próxima quarta-feira.

Instale se for capaz/ A depender das declarações públicas do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e de Flávio Bolsonaro, tem que haver uma CPI do Banco Master. Davi Alcolumbre (União- AP), porém, guardou esse pedido na gaveta. E só vai tirá-lo de lá se houver ordem judicial.

PL vira terra de Murici

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 21 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Kleber Sales

O fato de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter pedido um prazo de 30 dias para apresentar a prestação de contas a respeito do filme Dark Horse deixou muita gente no PL com a certeza de que tudo não passa de uma estratégia para “ganhar tempo” e tentar justificar todo o dinheiro recebido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de que se estivesse tudo certo, essa prestação teria sido apresentada na reunião desta semana, de forma a virar essa página de uma vez por todas. Se não apresentou é porque não tem os documentos, conforme avaliam muitos. E, sendo assim, vai ficar difícil a situação do pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.

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Em tempo: daqui a 30 dias, o país estará em período de Copa do Mundo e de consolidação das chapas estaduais — portanto, às portas da campanha eleitoral. E, nesse sentido, a ideia de muitos é cuidar da própria vida, deixando que Flávio cuide da sua defesa sobre os recursos recebidos de Vorcaro. Se o senador conseguir se explicar, terá todos os palanques à sua disposição. Se não for convincente, receberá muitas “escusas” quando for visitar os estados no período de apresentação das chapas estaduais. Afinal, sua presença, a preços de hoje, é considerada dispensável para a eleição de deputados federais e estaduais. Até segunda ordem, no PL é cada um por si.

Me liga, Celina

A reunião do MDB na casa do ex-governador Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado, não é lida no plano nacional como um rompimento entre ele e a governadora Celina Leão. Os emedebistas classificam o encontro como uma forma de chamar a atenção do PP do Distrito Federal para a necessidade de acomodar Ibaneis.

“Olha eu aqui”

Em conversas reservadas, muita gente diz que Celina sequer procurou o MDB para tratar da chapa majoritária. E, nesse sentido, é preciso que ela dê alguma atenção ao partido. O que se diz nas hostes da Executiva Nacional do partido é que “até um não” pode ser conversado, desde que haja atenção e acordo. O importante é dialogar.

A difícil escolha de Lula

O projeto que reduz os limites de floresta no Pará para a construção da Ferrogrão colocou em campos opostos dois grandes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta campanha: a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atualmente deputada, e o ex-governador do Pará, Helder Barbalho. Marina discursou contra o texto no plenário e Helder foi lá conferir de perto a aprovação. No Planalto, o que se diz é que se a proposta passar no Senado intacta, algum veto — pelo menos em parte — virá para atender a deputada.

Três estilos

Na sabatina promovida pela Marcha dos Prefeitos com os pré-candidatos à Presidência, apenas o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seguiu o roteiro: apresentação e respostas a perguntas escolhidas mediante sorteio. Flávio Bolsonaro (PL) fez apenas uma fala sem direito a perguntas. Ronaldo Caiado (PSD) se apresentou por 42 minutos e respondeu a apenas uma pergunta.

A bandeira deles

Flávio Bolsonaro usou fortemente o discurso da segurança pública, mas sem apresentar, de fato, um projeto de governo para o tema. Caiado falou sobre as conquistas de sua gestão em Goiás, com foco em inteligência artificial, educação e segurança pública. E Zema focou no bolso dos prefeitos ao dizer que seu governo pagou as dívidas com os municípios.

CURTIDAS

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Me inclui fora dessa/ O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez questão de ficar longe do Plenário quando a Casa votou o limite de multas a partidos políticos e ampliação de prazos para pagamento desses débitos. Ele sabia que a proposta era desgastante, mas tinha apoio das grandes agremiações partidárias.

Muita calma nessa hora/ Publicamente, o senador Cleitinho (Republicanos-MG, foto) evita dar uma opinião sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Ele justifica que irá conversar pessoalmente com o filho 01 para poder formar uma opinião. Seus aliados afirmam que, no papel de pré-candidato a governador, Cleitinho sabe que precisará dos votos bolsonaristas. Não é momento de atacar ninguém.

Enquanto isso, em São Paulo…/ Aliados do governador Tarcísio de Freitas, outro nome do Republicanos, acreditam que o caso Flávio-Vorcaro não afetará a pré-campanha à reeleição. Pelo menos, é isso que indicam os primeiros levantamentos feitos com prefeitos do interior paulista.

… e no Salão Negro do Senado…/ Nos bastidores do lançamento da coletânea de romances do presidente José Sarney, todo mundo comentava reservadamente que ainda tem muita coisa para sair a respeito da relação de Vorcaro com os políticos.

Um procurador e as palavras/ O procurador Roberto Livianu lança hoje, 19h em Brasília, seu mais novo livro, O Poder das Palavras. Ele autografará a obra no auditório Cyro dos Anjos (SEPS 706/707 Sul), onde também promove ainda uma roda de conversa com o escritor e advogado Max Telesca e os jornalistas Eliane Cantanhêde e Guilherme Waltenberg.

Flávio na montanha-russa

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 20 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A série de versões do senador Flávio Bolsonaro sobre sua conversa com o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro deixou uma parte da bancada do PL e de legendas aliadas com dúvidas sobre a capacidade de reverter o desgaste provocado pelos contatos e os negócios entre os Bolsonaro e o ex-banqueiro. Até aqui, as explicações deixam a desejar, e a maioria não está totalmente segura de que nada mais aparecerá. Em conversas reservadas, muitos dizem que virão novos fatos sobre os negócios do senador.

Omissão até vai…/ …, mas mentira não. A bancada do PL ainda está chateada com a falta de comunicação do senador Flávio Bolsonaro sobre as negociações com Daniel Vorcaro. Os integrantes do PL avaliam que honestidade é um dos valores mais defendidos pelos conservadores e, nesse sentido, se surgir algo além do encontro já divulgado, talvez a candidatura de Flávio não suporte, porque ficará configurado que ele mentiu aos seus pares. Alguns afirmam que Flávio acertou ao falar sobre o encontro, porém só o fez depois que essa informação já estava circulando no meio político. As próximas semanas serão cruciais para saber se o parlamentar sobreviverá aos solavancos da montanha-russa.

Esqueça aliança formal

A relação exposta pelo The Intercept Brasil sobre o financiamento de Daniel Vorcaro ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro fragilizou o apoio do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Para o PP, por exemplo, a “crise” começou ainda na conduta de Flávio com a busca e a apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O filho do ex-presidente disse que “as acusações são gravíssimas” e soltou um “parabéns, Mendonça” . Nada disse foi bem-visto pela bancada do PP. Já há um movimento pela neutralidade em curso, ou seja, o PP não apoiar ninguém oficialmente na eleição presidencial.

É o que tem para hoje

Tem muita gente no PL reclamando de Flávio Bolsonaro e com receio de problemas, mas ninguém baterá na porta do ex-presidente Jair Bolsonaro para pedir a troca de candidato. Afinal, o melhor nome que o bolsonarismo tinha, o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não pode concorrer ao Planalto este ano, porque não se desincompatibilizou do cargo estadual.

Não tem o que fazer

Alguns parlamentares do PL estão frustrados com o desgaste de Flávio, mas Michelle Bolsonaro não é vista como uma opção, nem mesmo na ala mais moderada do partido. Sua viabilidade é defendida apenas em um nicho muito pequeno, e isso, de acordo com parlamentares, deve-se à falta de confiança do próprio Jair Bolsonaro e dos filhos na ex-primeira-dama.

E a 6 x 1, hein?

Está prevista para hoje a apresentação do relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 na comissão especial. Uma das mudanças deve ser a contagem de horas, que passaria a ser contabilizada mensalmente e não mais semanais, embora haja o desejo de manter a proporção de 40 horas. O texto também não deve definir um número máximo de horas extras. Ainda na noite de ontem, o relator, Léo Prates (Republicanos-BA), negociava com os partidos os últimos detalhes, sob a orientação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

CURTIDAS

Crédito: Letícia Clemente/MRE

Enquanto isso, na Ásia… / O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira (foto), faz um périplo por países asiáticos em busca de novos mercados para produtos brasileiros. Lá, descobriu o interesse do Japão em importar petróleo do Brasil.

… tem jogo/ está todo mundo buscando meios de fugir do conflito e do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circula o óleo que sai do Oriente Médio. A aposta é de que a guerra criará novas rotas de comércio e de produtos.

Alfinetou/ Durante sua apresentação na XXVII Marcha dos Prefeitos, o senador Flávio Bolsonaro falou sobre muitos assuntos — como economia, segurança pública e tecnologia —, mas excluiu os fatos recentes sobre o filme biográfico de seu pai, Jair Bolsonaro. Ovacionado, ele aproveitou o momento para dar uma indireta ao presidente Lula, que não marcou presença: “Um grande desrespeito não comparecer a um evento como esse” .

Nem todo mundo/ Enquanto o senador Flávio Bolsonaro citava que é empresário, advogado, esposo e pai, um dos participantes da Marcha dos Prefeitos questionou da plateia: “Rachador também?”

O grande teste

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 19 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

A reunião desta terça-feira com os próceres do PL será a chance de o senador Flávio Bolsonaro convencer o próprio partido de que tudo não passou de um grande “engano ou mal-entendido” . O que se diz entre os correligionários do parlamentar é que, se ele não conseguir deixar os seus aliados convictos de que a relação com Daniel Vorcaro não era tão próxima quanto dão a entender os diálogos, será difícil manter uma campanha forte em defesa do pré-candidato ao longo dos próximos meses.

Aliás…/ Dentro do PL, já há muita gente olhando para o retrovisor, arrependida de ter deixado Tarcísio de Freitas candidato ao governo de São Paulo, porque cresce a cada dia a certeza de que ele seria o melhor nome para concorrer contra o presidente Lula. Se Flávio não convencer, o movimento pró-Ronaldo Caiado ganhará força dentro do partido, tal e qual já se vê no mercado financeiro, em que, conforme o leitor da coluna já sabe, o senador Flávio Bolsonaro perdeu musculatura.

Quem está seguindo Arruda?

De volta à política como pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-governador José Roberto Arruda enfrenta por esses dias uma situação, no mínimo, preocupante. Em 30 de abril, ao sair de casa para buscar a filha na escola, ele percebeu que estava sendo seguido. Mais tarde, ao chegar à casa de um amigo para almoçar, na QI 9 do Lago Sul, foi avisado pelo caseiro que estavam fotografando a casa. E o mesmo veículo que o seguira mais cedo, um Renault Clio, cor preta, estava parado na rua.

E com que objetivo?

A perseguição continuou até que Arruda, ao parar o carro nas proximidades do Centro Comercial Gilberto Salomão, foi ultrapassado pelo veículo. No semáforo, o ex-governador emparelhou seu automóvel com o do perseguidor e perguntou por que estava sendo seguido. O sujeito mostrou uma arma de fogo, da qual Arruda não se recorda o calibre. O caso agora está em apuração pela polícia do DF. As duas perguntas — quem mandou seguir Arruda e por quê — seguem sem resposta pelas autoridades de segurança pública.

Se insistir, vai se desgastar

No Senado, já há pareceres em elaboração para que qualquer tentativa de reapresentar o nome de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal seja devolvida. Afinal, a Casa já deliberou sobre isso nesta sessão legislativa e não irá apreciar o mesmo nome novamente.

CURTIDAS

Crédito: Cadu Ibarra/CB/D.A Press

Mágoas/ O ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato ao Planalto, tem um vídeo em que João Caldas, presidente do Avante, cita o nome dele como candidato à Presidência da República. Aldo tem dito aos quatro ventos que sua candidatura está mantida.

Ciro e a energia I/ O deputado Danilo Forte (União-CE) encontrou um conterrâneo para ajudar na luta pela energia limpa. Pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) reforça em suas redes a campanha contra o leilão para a contratação de termoelétricas movidas a carvão, gás e óleo diesel.

Ciro e a energia II/ “Enquanto o mundo inteiro procura investir em energia limpa e mais barata possível, o governo brasileiro faz o contrário: privilegia energia a carvão, a gás, energia suja. Isso gera mais inflação, compromete o potencial de hidrogênio verde, e você paga mais cara a sua conta de luz.”

Sarney da Academia/ O ex-presidente José Sarney (foto), que ocupa a cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras, lança, nesta quarta-feira, às 18h30, no Salão Negro do Congresso Nacional, uma coletânea com três romances, O Dono do Mar, Saraminda e A Duquesa Vale uma Missa.

Na Marcha de Prefeitos, sabatina de presidenciáveis

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Coluna Brasília-DF publicada no Sábado, 16 de maio de 2025, por Rosana Hessel com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Os gabinetes do Senado Federal estão em polvorosa com a expectativa do movimento de milhares de prefeitos pelos corredores do Congresso Nacional na próxima semana. A partir de segunda-feira, será dada a largada da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Mais de12 mil gestores e três mil prefeitos estão confirmados, mas esse número ainda pode aumentar, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que promove o evento, e que promete ser a maior edição da história.

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Realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), no Setor de Clubes Sul, a Marcha dos Prefeitos será marcada pela primeira sabatina presencial com os os principais pré-candidatos à Presidência da República. A programação política terá início na terça-feira. Confirmaram presença o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), além de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). Eles devem responder às perguntas dos participantes nas mais diversas áreas da administração municipal ao longo dos dias 19 a 21, data final do evento. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava confirmada até o fechamento desta edição.

Flávio na berlinda

Apesar de uma parte do mercado financeiro ainda aguardar os desdobramentos do impacto do vazamento das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negociando recursos para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse (Cavalo Negro, na tradução literal), alguns analistas já começam a admitir que a candidatura do filho 01 morreu, conforme informou ao Correio um analista de uma grande gestora de ativos financeiros, que pediu anonimato.

Chapa competitiva

“A busca, agora, é por chapa competitiva e que tenha pelo menos uma mulher na composição”, disse o analista. Na avaliação dele, o fato de Flávio ter sido atingido, contudo, não significa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está reeleito. “É muito cedo para concluir isso. Há opções maduras na direita”, acrescentou. Na avaliação dele, o centro e a direita do país precisam ser pragmáticos e trabalhar por outro candidato o quanto antes para que a chapa tenha condições de ser mais competitiva contra Lula e Geraldo Alckmin. “Se a política falhar (novamente), aí sim entregarão mais quatro anos para Lula”, afirmou.

Caiu nas redes

Após o vazamento das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, os petistas não perdoaram e fizeram uma música sertaneja por inteligência artificial (IA) com as falas do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro para o ex-banqueiro intitulada “Estarei sempre contigo”.

Deu certo

Os bolsonaristas mais fiéis usam as redes sociais para defender o patrocínio “oculto” do Banco Master ao filme biográfico de Jair Bolsonaro Dark Horse. De acordo com internautas, Daniel Vorcaro patrocinou o projeto para receber parte dos lucros da bilheteria do projeto. Do outro lado, os petistas estão felizes coma nova postura do PT em publicar, diversas vezes, o áudio vazado. Não só comemoraram, como pediram mais. De acordo com alguns, a esquerda aprendeu a usar as mesmas ferramentas que a direita.

Rachou legal

Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro não gostaram nada das críticas enfáticas do pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). O momento gerou um racha dos mais próximos de Flávio Bolsonaro com o mineiro. O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), afirmou à coluna que a ruptura não engloba o partido Novo. Mesmo com uma tentativa de Flávio em apaziguar o atrito, ainda há quem não queira uma reaproximação por enquanto.

Pressões por delações I

Detentos presos preventivamente por conta da Operação Sem Desconto, que apura as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dizem sofrer pressão para firmarem acordos de delação. De acordo com as alegações, a ação ocorreria no Bloco 5 da Penitenciária do Distrito Federal (PDF) IV. A parentes e advogados, eles contam serem vítimas de pressão psicológica para forçá-los a assinar acordos de colaboração. Entre as queixas estão ter de dormir em colchões cortados pela metade, receber quentinhas já abertas, ouvir barulhos altos e intermitentes de equipamentos de raio-x instalados na porta das celas e até permanecer por horas em um espaço apertado após receberem a visita de seus defensores.

Pressões por delações II

Os presos dizem que são pressionados a entregar eventual participação de autoridades do Tribunal de Contas da União (TCU) e dos Poderes Legislativo e Judiciário na suposta organização criminosa investigada. Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou “que todas as rotinas de custódia, movimentação, segurança e atendimento aos reeducandos nas unidades prisionais do DF seguem protocolos operacionais padronizados, fundamentados na legislação vigente, nas normas de segurança penitenciária e nos princípios previstos na Lei de Execução Penal”. Sobre eventual pressão para firmar acordo de delação, a Seap disse que “não há, até o presente momento, registro formalizado na Corregedoria da Pasta acerca de supostas abordagens indevidas e que toda denúncia recebida pelos canais oficiais é devidamente apurada, com rigor e observância ao devido processo administrativo”

Colaborou Renato Souza

O risco de perder

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 12 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Nova York — Ligado ao PT e advogado de Ibaneis Rocha no caso Master, o advogado Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, advogava para Ciro Nogueira há mais de 10 anos. Venceu todas as causas do senador ao longo do período. Porém, agora, o desafio vai além do senador. Envolve um partido aliado a Jair Bolsonaro, o que é demais para um advogado ligado ao PT, que tem entre seus clientes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu. Para completar, no caso Master, Kakay defende o ex-governador do Distrito Federal. Ou seja, juntou muita coisa. Daí, a assunção de Conrado Gontijo, em quem Kakay confia. Conrado é citado entre tarimbados advogados como “um menino novo, porém brilhante”. Mas se Conrado perder a causa, não terá sido Kakay.

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Valia por dois/ A família de Ciro será representada por Rodrigo Mudrovich, que lá atrás advogou para a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha. A tempestade sobre os Nogueira está apenas começando.

Diferenças

Muita gente mudou de advogado, ao longo dos últimos meses, porque queria partir para uma delação premiada. Não é o caso de Ciro Nogueira. O discurso do senador é e será o de perseguição política. Até quando conseguirá manter essa versão é que é a maior incógnita. O futuro a Deus pertence.

Quem tem tempo…

… não tem pressa. Até aqui, quem acompanha o processo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro avalia que a delação está muito longe de ser homologada.

Ralo clandestino I

Segundo dados enviados à Comissão Externa sobre os Atos de Pirataria e a Agenda do “Brasil Legal”, o país deixou de arrecadar, entre 2017 e 2025, R$ 8 bilhões em impostos devido à pirataria. Esse valor poderia custear sete meses de Bolsa Família, por exemplo.

Ralo clandestino II

O estudo alerta para uma brecha dentro das plataformas internacionais que usam o modelo cross-border — comércio eletrônico internacional onde empresas vendem produtos para consumidores em outros países— e que ainda pagam metade da carga tributária de empresas brasileiras. A ação tem, ainda, o apoio da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI).

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

As voltas que o mundo dá/ Há dois anos, Ciro Nogueira passeava pela Quinta Avenida, em Nova York, acompanhado do ex-deputado Fábio Faria, quando foi flagrado pela coluna. Ambos são ex-ministros de Jair Bolsonaro. E Ciro logo tratou de deixar meio de lado a sacola de uma loja de grife, que levava a tiracolo. No ano passado, o senador aproveitou a viagem aos Estados Unidos por esse período para uma reunião com Eduardo Bolsonaro, Guilherme Derrite e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

“Coloca na pauta aí”/ Os deputados Alberto Fraga (PL-DF, foto) e Soraya Santos (PL-RJ) estiveram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na última quarta-feira, para pedir que paute um projeto de autoria de Fraga. A proposta prevê o aviso às vítimas de violência doméstica e tentativa de feminicídio quando seus agressores forem soltos. A expectativa é de que entre em votação ainda esta semana.

Por falar em votação…/ É tanto deputado em Nova York para a Brazilian Week e a bateria de eventos de bancos e think-tanks que as votações desses dias serão via Infoleg.

Shows na maçã/ Enquanto os turistas e formandos de cursos de artes fazem fila na Broadway, os brasileiros que estarão hoje no Lide Brazil Invesment Forum, em Nova York, assistiram a um pocket show de Michel Teló, patrocinado pelo Spotify. Os debates do Lide terão lugar hoje, com as presenças dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Networking/ Não é só para Lula que os irmãos Batista fizeram uma ponte com o governo Trump. O Diálogos Esfera de ontem, em Nova York, recebeu Donald Trump Jr. Lá estava também André Esteves, do BTG-Pactual.

André Mendonça e o recado aos seus

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 8 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

O fato de o relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, ameaçar mandar Daniel Vorcaro de volta à Papuda provocou reações no meio político e jurídico. Há, inclusive, quem esteja procurando alguma brecha para ver se tira a relatoria de Mendonça. Ciente das pressões, o ministro avisou que não cederá e irá prosseguir com a investigação e as operações, doa a quem doer. E mais: se houver qualquer empecilho ao seu trabalho, o ministro levantará o sigilo de tudo o que já tem em mãos. Afinal, nada como a luz do sol para matar os germes.

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Enquanto isso, na União Progressista…/ O casamento entre PP e União Brasil virou um salve-se quem puder. Como o leitor da coluna já sabe, os deputados farão campanha tratando apenas do próprio nome e número. O partido virá minúsculo no material de propaganda. Seus filiados comentavam, ontem, num restaurante, que essa operação que teve como alvo o presidente do PP, Ciro Nogueira, “é o começo do fim do mundo”.

Vem mais

A operação contra Ciro Nogueira era lida no meio político como algo esperado. Agora, os olhos se voltam para Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Os aliados dele esperam que ele sobreviva para tocar a federação nesse período eleitoral.

Protocolar

Só no fim da tarde, mais de 10 horas após a busca e apreensão contra Ciro Nogueira, é que o partido comandado por ele soltou uma nota a respeito da operação. Nas oito linhas que levam a assinatura do secretário-geral do PP, Aldo Rosa, nem uma palavra criticando o mandado do ministro André Mendonça. O partido se limitou a dizer que espera veros fatos devidamente esclarecidos, que prevaleça o exercício do amplo direito à defesa e reafirma confiança na Justiça.

O “ganha-ganha” de Lula e Trump

Por mais que existam diferenças entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, o fato de terem dialogado abertamente na Casa Branca, ontem, foi comemorado pelos dois países. Afinal, Trump precisa ampliar sua interlocução no mundo e Lula precisa mostrar que sua aposta no diálogo não é apenas retórica. A avaliação de diplomatas é de que ambos atingiram seus objetivos nessa conversa.

Golfo pede apoio

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad(PSD-MS) recebeu um grupo de embaixadores de países do Golfo. Querem que o Brasil emita uma nota de repúdio às nações que estão bombardeando regiões que não estão em guerra. Trad prometeu ajudar.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Recordar é viver I/ Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dizendo, há alguns meses, que Ciro Nogueira (ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro) poderia ser seu vice, porque era de uma lealdade ímpar ao ex-presidente.

Recordar é viver II/ Fez sucesso ainda um vídeo divulgado há alguns meses em que Ciro Nogueira, num evento no Piauí, diz que o CPF dele era um e o de Daniel Vorcaro outro, mas que se surgisse “alguma denuncia comprovada”, renunciaria ao mandato. Os internautas fizeram da hashtag #RenunciaCiro um dos assuntos mais comentados do Brasil.

O que se diz em Teresina…/ Ditado muito ouvido entre os políticos do Piauí: “Ninguém faz a feira confiando em Nogueira”.

Ceará em Nova York/ O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT, foto),será “keynote speaker” no LIDE Brazil Investment Fórum, que reunirá cerca de 400 empresários na Big Apple, na próxima terça-feira (12). Participam do debate sobreo “o futuro do Brasil”, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O evento faz parte da Brazilian Week, que reúne empresários e autoridades na capital financeira do mundo.

Em busca de um nome irrecusável

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 6 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Depois da rejeição de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula busca um nome no qual os senadores ficariam constrangidos em votar contra. O que está em alta na bolsa de apostas esta semana é o do ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas. Bruno tem laços em todos os partidos. É ligado, em especial, ao ex-presidente José Sarney e ao senador Renan Calheiros (MDB-AL). No caso de Bruno, o MDB votaria e trabalharia para aprovar, algo que não foi feito no caso de Messias.

Deu ruim/ Bruno já esteve cotado outras vezes para ministro do STF. Mas Lula sempre preferiu um nome mais ligado ao PT. Agora, ressabiado com a derrota, o presidente cogita indicar um nome mais afeito a um partido aliado. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é considerado carta fora desse baralho, porque seria se render ao que, desde o início, havia pedido o senador Davi Alcolumbre (União-AP). E atender Renan, que foi derrotado por Alcolumbre lá atrás, quando o senador amapaense foi candidato a presidente do Senado pela primeira vez, não seria de todo ruim para Lula em termos de um certo chega para lá no atual comandante do Senado.

Celina que lute

O fato de o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ter deixado a escandalosa compra do Master pelo BRB no colo do Distrito Federal e dito que “não dá para cobrir um rombo mal-explicado” foi um recado claro de que não haverá socorro federal. No Planalto, ninguém diz nada diferente disso. Mas, a intenção é esperar a conversa da governadora Celina Leão com o presidente Lula.

Gonet tem a força

Os investigadores podem até querer correr com a delação de Daniel Vorcaro e de Paulo Henrique Costa. Porém, há quem diga que quem tem a ampulheta para definir o tempo é o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. Se ele quiser deixar para depois das eleições, não haverá muito o que fazer, anão ser cobrar celeridade.

Esse é o caminho

…Aos poucos, governo e oposição se alinham para chegara o consenso em torno da Proposta de Emenda à Constituição(PEC) sobre fim da escala 6 x 1. A palavra de ordem hoje é “compensação”, ou seja, desoneração da folha. O Poder Executivo quer proteger a contribuição previdenciária. Os opositores acenam com outros encargos, e até mesmo a possibilidade de uma linha de crédito — tese já defendida por membros da base.

… que surge

Já no setor produtivo, o que se diz é que o Congresso pode aprovar o texto, se o governo retomar a sucumbência em processos trabalhistas — princípio jurídico que obriga a parte perdedora em um processo a pagar os honorários do advogado da parte vencedora e as custas processuais —, e colocar condições especiais e melhores para terceirizados e Micro e Pequenos Empreendedores (MEI). À coluna, parlamentares já citaram a ideia de isentar os MEI e pequenas empresas para diluir os custos da redução da jornada.

Fica, Messias

Dentro do PT tem deputado defendendo que o advogado-geral da União, Jorge Messias, assuma o Ministério da Justiça. Wellington César Lima e Silva, atual ministro, não é visto com bons olhos por uma ala do Partido dos Trabalhadores. Muitos petistas não se esquecem que Wellington afirmou não ver problema em realizar um plebiscito para avaliar a redução da maioridade penal — tema que o PT é totalmente contrário. Pesa ainda o fato de César Lima não ter se mexido para ajudara indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Me dê um tempo/ Messias (foto) prefere tirar um período sabático para se refazer das traições que sofreu. Afinal, as contas do governo indicavam, no mínimo, 43 votos, descontadas aqueles dos quais o Planalto tinha dúvidas. Messias obteve o “sim” de 34 senadores.

Suspense/ Até o fechamento desta edição, ainda não havia anúncio oficial do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, em Washington. Porém, uma equipe de diplomatas trabalha nesse tema.

Câmara 200 anos/ A Câmara dos Deputados vai homenagear seus ex-presidentes em sessão solene nesta quarta-feira, 10h, para comemorar seus 200 anos. A lista é grande: Aécio Neves, Aldo Rebelo, Arlindo Chinaglia, Arthur Lira, Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, João Paulo Cunha, Marco Maia, Michel Temer e Rodrigo Maia. Henrique Eduardo Alves não estará presente, porque se recupera de uma cirurgia.

Homenagens ao decano/ Marilene Carneiro Mattos, Pedro Ivo Velloso Cordeiro e Ronald Siqueira Barbosa Filho, todos com profundo conhecimento e atuação no direito, lançam hoje, 18h, na Biblioteca do STF, o livro Constitucionalismo Digital e seus Desafios — reflexões em homenagem ao ministro Gilmar Mendes.

Ibaneis que se prepare

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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 29 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Com Daniel Vorcaro elencando os integrantes da política nacional em sua delação, a pretensão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa é centrar na figura do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e outros próceres da política local. Aliás, foi por essa perspectiva de referências a Ibaneis que o advogado Cleber Lopes, conforme ele mesmo relatou a amigos, deixou a defesa de Paulo Henrique e indicou Davi Tangerino e Eugênio Aragão. Cleber foi advogado de Ibaneis, de quem é amigo. Não dava para misturar as coisas.

Veja bem/ O problema é que parte da nova defesa de Paulo Henrique já teve alguns embates com ministros do STF e não foram dentro de processos. Em janeiro de 2017, por exemplo ,o ministro Alexandre de Moraes anunciou que processaria Eugênio Aragão por causa de insinuações difamatórias de ligações com o PCC, feitas por Aragão em entrevistas. Como dizem os políticos, quem bate costuma se esquecer, mas quem apanha não esquece fácil. Só o tempo para amortecer. De lá para cá, passaram-se quase 10 anos.

Dosimetria em xeque

A oposição sentiu o baque diante das afirmações de integrantes do governo Lula sobre a derrubada do veto da dosimetria beneficiar chefes de facções, diminuindo o tempo de espera para a flexibilização das penas desses criminosos. Os bolsonaristas passaram essa terça-feira em reuniões tentando encontrar algum meio de contornar a situação. Um dos planos é votar apenas trechos do projeto vetado e manter os vetos relativos às penas de crimes hediondos.

Nem vem, mas vai

A base governista considera ser impossível manter o veto a apenas essa parte do texto. Porém, no Congresso, com acordo, tudo é possível. Os oposicionistas esperam o apoio do centro para encontrar e aprovar uma brecha regimental, a fim de tirar qualquer benefício dos chefes de facções criminosas.

No centro

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, fizeram campanha abertamente para Jorge Messias integrar a Corte. Num STF rachado, as apostas são de que, se for aprovado, Messias chegará “pianinho” ao tribunal, evitando se alinhar de primeira a um ou outro grupo do colegiado.

Tempo & votos

A previsão é de que a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado seja longa, tal e qual a de Flávio Dino, que durou mais de 10 horas. E sem pausa até a votação. O relator Weverton Rocha (PDT-MA) pretende reduzir esse tempo, pedindo aos senadores da base aliada que não usem os 10 minutos que cada um terá para fazer perguntas a Messias. Na visão do relator, a sabatina não mudará o voto de ninguém, todos os congressistas da CCJ sabem como vão se posicionar. Entre os aliados de Messias no Senado, a contagem de votos no plenário flutua entre 43 e 48 votos. Na CCJ, cravam 17.

Papo reto

A recomendação que os aliados passaram para o advogado-geral da União, Jorge Messias, é que ele seja “direto e curto” nas respostas, que não enrole para não se complicar. Uma vez que a oposição falará de temas polêmicos — aborto, 8 de janeiro de 2023 e dosimetria das penas —, o relator considera que Messias não deverá exprimir opiniões pessoais, porque, caso se torne ministro do Supremo Tribunal Federal, isso poderá prejudicar a futura atuação jurídica.

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Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Mais uma/ A história das malas que não passaram pelo raio X do aeroporto de São Roque (SP),revelada pela Folha de S.Paulo, é considerada aponta de um iceberg. As malas estavam num jatinho com passageiros ilustres da política, inclusive o presidente da Câmara, Hugo Motta. Alguns senadores dizem que só o fato de o presidente da Câmara, o senador Ciro Nogueira e outros líderes viajarem no avião de um empresário investigado pela CPI das bets já vale outra CPI.

Não está fácil para ninguém/ As últimas rodadas da pesquisa Genial/Quaest nos estados indicam que está difícil prever o comportamento do eleitor nesse período de pré-campanha. Os líderes das pesquisas para vários governos, seja de Minas Gerais, o senador Cleitinho (foto, Republicanos); seja de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), adotam a cautela. Todos se recordam que muita gente que começou a campanha lá atrás terminou eleito. Haja vista, inclusive, o caso de Gilberto Kassab para prefeito de São Paulo, em 2008, citado ontem no CB.Poder. Começou bem atrás nas pesquisas e foi eleito.

Por falar em Cleitinho…/ O Republicanos não tem do que reclamar nesta temporada eleitoral. Tem Cleitinho liderando as pesquisas, em Minas, e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. Tem tudo para sair das urnas com dois dos três maiores colégios eleitorais do país, o que é visto como algo capaz de ajudar na eleição de deputados federais.

Por falar em João Campos…/ O articulado presidente nacional do PSB, João Campos, conseguiu reunir, no mesmo almoço, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e…Jorge Messias. A foto de Pacheco ao lado de Messias é considerada um ponto positivo para ajudar o AGU a ser aprovado no Senado.

 

A grande briga da escala 6 x 1

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 24 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

 

A desoneração da folha de salários será o grande embate dentro da comissão especial que vai analisar a proposta de emenda constitucional que prevê o fim da escala 6×1 (seis dias trabalhados para um de folga). A avaliação de parlamentares de centro é de que, se o governo não ceder nada no quesito desoneração, corre o risco de não aprovar o texto. Hoje, esse tema está no seguinte pé: do lado do governo, tanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, quanto parlamentares afirmam que não aceitam nenhum tipo de desoneração porque não há como bancar a conta. Os oposicionistas vão jogar todas as suas fichas nisso. O centro buscará o meio-termo.

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Nem lá, nem cá/ Ao centro, prevalece a ideia de uma “desoneração light”, em que o governo abra mão de alguns encargos — não todos — e apenas para as pequenas empresas, que vão sentir mais o impacto do fim da 6×1. Para esses parlamentares, as grandes empresas conseguirão absorver os custos sem maiores problemas.

O recado de Gilmar

A fala do ministro Gilmar Mendes sobre as delações premiadas, na entrevista ao CB.Poder, foi do agrado dos investigadores. O decano foi incisivo ao dizer que as delações precisam ir além daquilo que a polícia já sabe. No caso Master, quem acompanha de perto diz que ou Daniel Vorcaro e outros entregam tudo, ou vai ficar difícil conceder o benefício.

Tudo junto e misturado

A avaliação de muitos é de que as delações relativas ao caso Master deverão sair às vésperas do período de convenções partidárias, ou seja, final de julho. Até lá, muitas candidaturas ficarão pelo caminho.

Deixa para depois

Os opositores do governo querem mesmo promover a reforma do Judiciário via Congresso Nacional, mas com as duas Casas Legislativas mais fortalecidas à direita. A oposição aposta que será maior e mais forte após as eleições — tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado —, e, assim, conseguirá aprovar a reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), com impeachment de ministros, idade mínima para ingresso na Corte e código de conduta.

Por falar em STF…

Muitos no Congresso veem a futura decisão do Parlamento sobrea dosimetria das penas, em pauta na próxima quinta-feira, como um tema capaz de tentar baixar a poeira entre os Poderes, caso o Supremo Tribunal Federal não derrube o que for deliberado por deputados e senadores. Afinal, antes mesmo de o STF se debruçar sobre o assunto, será invadido por uma enxurrada de pedidos de soltura.

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Crédito: Cadu Ibarra/CB/D.A Press

Mão na massa/ Com a proximidade da sessão do Congresso Nacional para apreciar o veto integral do projeto de dosimetria das penas para os condenados pelo 8 de Janeiro de 2023, o relator deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) fará um corpo a corpo junto aos deputados na próxima semana, a fim de garantir os votos necessários para a derrubada do veto. Paulinho acredita que não terá dificuldades para isso. Porém está preocupado com o fato de a votação ocorrer na véspera de um feriado.

Fique tranquilo/ O relator até chegou a pedir o adiamento da sessão com medo de possível esvaziamento por ser véspera de feriado, mas o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que a análise será semipresencial. Logo, os deputados e os senadores poderão apreciar o veto pelo sistema remoto.

Memória viva/ A Câmara promoveu sessão solene em homenagem ao Dia da Libertação Italiana, comemorada amanhã. “Data de profundo significado histórico, político e humano, que marca a derrota do fascismo e do nazismo e a retomada do caminho da liberdade e da democracia na Itália. A homenagem não apenas recorda um episódio do passado, mas reafirma valores que permanecem centrais no presente: compromisso com a democracia, com a dignidade humana e a preservação das instituições”, afirmou o deputado Carlos Zaratini (PT-SP), autor do pedido.

Hoje tem festa/ O ex-presidente José Sarney (foto) completa 96 anos nesta sexta-feira. Sarney é uma referência sempre consultada por todos os espectros da política brasileira e história vivada nossa democracia. A coluna registra aqui os parabéns e os votos de saúde e prosperidade.