Onde mora o desespero

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Com a intenção dos investigadores de fechar, ainda neste semestre, toda a investigação a respeito da parte do mercado financeiro relacionada ao escândalo do Banco Master-BRB, muita gente no mundo político começa a entrar em pânico. É que isso tende a deixar todas as apurações relacionadas a parlamentares e afins para o auge do período eleitoral. O receio é de que, com mais de 100 dispositivos — entre celulares, computadores e tablets a serem periciados —, vazamentos seletivos e/ou notícias falsas comecem a circular nas redes e tomem conta do pleito, de forma a nocautear candidatos e partidos, sem que a população possa saber ao certo como separar as notícias falsas do que for verdadeiro.

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Até aqui, o que se sabe a respeito das excelências é que há menções a vários políticos, mas não há informações oficiais dos investigadores sobre o grau de envolvimento de cada um. Com a eleição à porta, ninguém dormirá com um barulho desses.

A onda da vez

As defesas dos influenciadores digitais investigados por, supostamente, atacarem o Banco Central (BC) para defender o Master querem aproveitar o embalo dos vazamentos das conversas íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para tirarem seus clientes desse processo. A estratégia é alegar quebra na cadeia de custódia das provas. Os advogados consideram que a Polícia Federal (PF) deveria ter guardado as informações, de forma a garantir o sigilo.

Segue o líder

Os responsáveis pelas defesas dos influenciadores lembram, ainda, da recente declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o risco dos vazamentos terem ferido a cadeia de custódia. Outro ponto a ser usado é o recente parecer do ministro-relator do processo na Corte, André Mendonça, sobre o direito constitucional de críticas e sigilo de fontes.

Futuro preocupante

Com a guerra Irã x Estados Unidos e Israel, a situação de combustíveis no Brasil se torna crítica e pode impactar o agronegócio em cheio. É que os agricultores brasileiros estão na época de colheita da soja — maior safra da história do grão no país. No Pará, por exemplo, há engarrafamento de quase 40 km de caminhões tentando chegar ao porto — e tudo se move com diesel, inclusive, tratores e maquinários. O risco de falta de combustível com a guerra é alto e os impactos nos preços podem ser enormes.

A salvação será o biodiesel

Os parlamentares ligados ao agronegócio pressionam o governo para saber se o país tem reserva suficiente de diesel para manter a colheita. Caso a resposta seja negativa, o setor vai defender a liberação emergencial do aumento da mistura de biodiesel no diesel. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) explica que, hoje, o limite é nacional, de 15%, e é preciso avaliar a porcentagem regionalmente.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves CB/DA Press

Querer não é poder/ O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL, foto), quer transformar os convites de quem não comparece à comissão em condução coercitiva. Os três depoimentos da sessão de ontem foram cancelados de última hora porque os convidados faltaram.

Ilegalidade nas rodovias/ A Associação das Administradoras de Meios de Pagamento Eletrônico de Frete (Ampef) lançará, hoje, um estudo sobre o custo da sonegação fiscal nas estradas brasileiras por meio de fretes ilegais. O levantamento foi realizado pelo escritório GO Associados, do economista e professor da FGV Gesner Oliveira, e aponta que o lucro da ilegalidade pode aumentar para R$ 34 bilhões por ano. “A economia do país passa pelas estradas: o setor rodoviário movimenta cerca de R$ 800 bilhões, dos quais R$ 340 bilhões são movimentados no mercado informal” , alerta.

Anota aí/ Amanhã, a Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) realiza uma reunião-almoço com os deputados Paulo Azi (União-BA), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da Jornada 6 x 1, e Kim Kataguiri (Missão-SP), relator da PEC do IPVA, que muda o cálculo do imposto. Será na sede da FPN, a partir das 12h. A ideia é discutir as duas propostas com outros parlamentares e entidades do setor produtivo.

“Temos um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de tudo e ficar impune. Não é porque julga que não pode ser julgado” Governador Romeu Zema (Novo-MG), que pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Uma federação em apuros

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 6 de março de 2026, por Denise Rothenbug com Eduarda Esposito

O que veio a público a respeito da amizade entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do Progressistas, Ciro Nogueira, é pouco para um processo judicial, mas suficiente para provocar um movimento na política, a partir da abertura da janela para troca de partido que começa hoje e vai até à meia-noite de 05 de abril. As apostas são de que a federação ficará bem menor do que os 120 deputados que Rueda e Ciro calculavam juntar quando começaram a tratar do casamento. Naquela época, os dois partidos somavam 109 deputados. Esta semana, quem anunciou a saída da legenda foi o deputado Danilo Forte (União-CE). Em ano eleitoral, a maioria dos deputados quer distância de Vorcaro e de seus amigos.

Crédito: Maurenilson

Quem sobe/ Com a perspectiva de encolhimento dos dois partidos nesta janela, quem projeta um crescimento é o Podemos, da deputada Renata Abreu (SP). Pelo menos, ali muita gente considera possível se manter distante do caso Master. Também estão contando com um incremento de bancadas o Republicanos, presidido por Marcos Pereira e o PSD, de Gilberto Kassab. O balanço final, lá em abril, dirá se as contas de cada um estão certas.

O que tira o sono das excelências

Enquanto vierem a público as conversas de WhatsApp, um uso de helicóptero ali, uma carona de avião acolá, os políticos estão tranquilos. O problema é se começarem a circular imagens das festas do ex-banqueiro.

CPIs fragilizadas

Com a onda de suspensões e anulações de quebras de sigilos bancário e fiscal de vários personagens nas mais diversas CPIs, a avaliação de muitos parlamentares é a de que esse instrumento de investigação perdeu força, ainda que tenha dado alguma luz a fatos, como a movimentação financeira de Fábio Lula da Silva, e o contrato da milionário da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes com o Master.

Fechem as brechas

A Câmara dos Deputados adiou o debate sobre o projeto que corrigiria as fragilidades do sistema bancário para a semana de 16 de março. A proposta é de 2019 e ganhou força no Parlamento após o escândalo do Banco Master. A intenção é dar uma resposta às falhas que deram chance para que Vorcaro conseguisse dar um golpe tão grande no mundo financeiro.

Falou, agora prove

O deputado Alencar Santana (PT-SP) pediu à Procuradoria-Geral da República que apure as declarações do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, sobre pessoas que estariam procurando prefeitos solicitando a compra de títulos e ações do Master. Alencar quer que o presidente do partido de Jair Bolsonaro seja ouvido para identificar os envolvidos, quais prefeitos foram abordados e quais ativos foram ofertados.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Tudo termina no Supremo/ O adiamento da votação para escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) vai provocar mais um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, os deputados vão pedir que a Câmara, leia-se o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), cumpra o calendário definido pelo Decreto Legislativo nº 6 de 1993.

Quem tem tempo…/ A legislação fixa o prazo de cinco dias úteis para indicação dos candidatos pelas “lideranças da Casa”, a contar da abertura vaga no TCU. O período se esgotou nesta quarta-feira. Agora, há ainda mais três dias úteis para uma “arguição pública” dos candidatos.

… não tem pressa/ O deputado Danilo Forte (CE) esperava a indicação do partido. Não ocorreu. Agora, deixa a legenda, abrindo a porteira logo no início da temporada de reacomodação partidária. Ainda não decidiu para onde irá. (Foto)

Daqui para frente…/ Não resta um Poder que não precise se explicar no escândalo do Master. Até a Polícia Federal foi obrigada a se manifestar sobre o falecimento do “Sicário” de Vorcaro, que teve a morte cerebral confirmada pelos médicos.

Vai chegar pela metade

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Vai cair por terra a esperança dos integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de ter acesso integral ao sigilo bancário, fiscal e temático do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. É que a própria Advocacia-Geral do Senado alertou que parte do material estava fora do escopo da investigação do roubo dos aposentados. Agora, a Polícia Federal (PF), enquanto aguarda uma nova decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, separa o material para enviar apenas o que for relacionado ao caso do INSS.

Crédito: Caio Gomez

Vai dar confusão/ Até aqui, a CPMI do INSS não foi informada desse filtro e aguarda as quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático do ex-dono do Banco Master integralmente. No entendimento do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a decisão de Mendonça garante todos os dados dos pedidos de quebra aprovados pela comissão, mesmo que haja conteúdos não relacionados ao roubo dos aposentados. O colegiado, porém, só receberá o material completo se o ministro autorizar.

Alckmin fica na vice de Lula

Com a possível candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo, a leitura no PSB é a de que a manutenção da chapa presidencial Lula-Geraldo Alckmin está selada. “Agora, está clara a posição de Geraldo Alckmin como vice de Lula”, afirma o líder da bancada na Câmara, deputado Jonas Donizettte (SP).

MDB conformado

No MDB, Alckmin também é visto como um nome consolidado ao lado de Lula. “Eu defendo que ele (Alckmin) fique. O presidente Alckmin tem feito um grande trabalho. Um homem que tem sido muito correto e leal ao presidente Lula. Não vejo sentido nem razão para que seja substituído. Time que está ganhando, não se mexe”, comentou o ministro Jader Filho, em entrevista ao CB.Poder (veja no site do Correio)

Vai ter VAR

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ganhou mais um tema para emparedar o governo. Ele será o juiz da decisão a respeito da votação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que quebrou o sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Alcolumbre, agora, vai pedir uma investigação da Polícia Legislativa. É o senhor do tempo e da decisão.

Se demorar demais…

… favorece o adversário do governo. Geralmente, os dados dos sigilos demoram entre 10 e 15 dias para chegar ao Parlamento. Os de Vorcaro chegaram neste prazo.

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Crédito: Evaristo Sá/AFP

Onde está pegando I/ A configuração que Lula está montando em São Paulo joga para escanteio o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (foto), do PSB, que concorreu ao governo paulista em 2018. Perdeu para João Doria, mas ele foi o representante da esquerda que chegou mais perto de conquistar o Palácio dos Bandeirantes.

Onde está pegando II/ França foi ainda peça-chave na escolha de Alckmin como vice na chapa de Lula, há quatro anos. Neste Lula 3, assumiu o Ministério de Portos e Aeroportos, mas saiu para ceder a vaga ao então deputado Sílvio Costa Filho, do Republicanos. Márcio ficou com o recém-criado Ministério do Empreendedorismo. Agora, os petistas mencionam Simone Tebet e Marina Silva para o Senado. Nos bastidores do PSB, o que se diz é que, se ingratidão tem nome.

Chama-se PT. Quem diria…/ Durante a fala no CB.Debate — O Brasil pelas Mulheres, proteção a todo tempo, a vice-governadora Celina Leão foi incisiva ao defender o respeito à primeira-dama Janja: “Estou muito perplexa, esta semana, pelo nível de agressão que as duas primeiras-damas do Brasil, a anterior e a atual, estão sofrendo. Agressões que… Meu Deus! Isso é massacre contra mulheres que são de partidos diferentes, de ideologias diferentes e que são agredidas, muitas vezes, por aqueles que acham que defendem uma ideologia. Não, isso não é defesa ideológica. Isso é massacre a mulheres que estão em posição e em lugar de poder, sejam elas de que partido forem. Isso é nocivo. Isso é letal”.

Vacina/ Celina sabe que em alguns setores da política o machismo impera e, desde já, busca se proteger dos ataques que certamente virão apenas pelo fato de ser mulher. A expectativa do PP é de que a campanha seja disputada com respeito.

 

Cerco fechado para raio-x de Vorcaro

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Reforma tributária, Segurança Pública, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 26 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A intenção do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao aprovar as convocações dos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e do ex-controlador do banco Master Daniel Vorcaro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, é montar a teia de conexões nos Três Poderes do ex-banqueiro. Vieira quer expor os nomes da República que estão ligados à maior fraude financeira do país. A ideia é avaliar qual o grau de participação do ministro no caso para definir se há razões para se promover um pedido de impeachment.

Crédito: Caio Gomez

Na hipótese de Vorcaro não comparecer à CPI, o senador espera conseguir esse objetivo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde Vorcaro deve comparecerem 10 de março. Os senadores querem o ex-banqueiro explicando como um esquema de pirâmide cresceu tanto e quem são as pessoas que lhe deram suporte político.

O chamado está próximo

Muitos parlamentares aguardam a saída do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha do cargo para concorrer a uma vaga no Senado. O plano é, assim que ele desincompatibilizar, convocá-lo ao Senado para dar seu testemunho sobre o caso Master, sem o direito de negar convites.

Enrolou, recorreu

A demora do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em convocar uma sessão do Congresso Nacional e fazer a leitura do pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do banco Master levou um grupo de senadores a mudar o jogo. O plano agora é preparar um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a criação de uma CPI do Senado.

Sem desculpa

A avaliação é a de que o Supremo não teria como negar esse pedido, uma vez que autorizou na CPI da Covid. Quanto ao fato de já haver um inquérito no próprio Supremo, os senadores avaliam que os fatos sob investigação na CPMI do INSS também estão sob a lupa da Política Federal.

E por falar em STF…

Penduricalhos que ultrapassam o teto salarial e caso Marielle vão ajudar o Tribunal a melhorar a percepção do trabalho perante a opinião pública. O que as pesquisas qualitativas indicam é que, se cada um cumprir com sua obrigação, não tem crise de imagem.

Haja calmante

As bets respiraram aliviadas, quando, na noite de terça-feira, os parlamentares retiraram a nova taxação do Projeto de Lei Antifacção. Porém, agora dormem ansiosas com a promessa da base governista de apresentar um projeto com o CIDEBets para financiar o fundo da segurança pública. De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), atualmente, as bets pagam 32% de impostos, o que correspondeu quase 1/3 do faturamento das casas em 2025, que foi de R$ 37 bilhões. A expectativa é que os impostos passem dos 40% em 2033, ano em que a reforma tributária estará totalmente implementada.

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Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Ainda há tempo/ Na avaliação de parte do PT, o baixo desempenho do presidente Lula entre os mais pobres na pesquisa Atlas/ Bloomberg, divulgada na última quarta-feira, não é o fim do mundo. Na perspectiva dessa ala, a grande surpresa positiva foi pontuar bem entre os mais ricos e mais velhos. Já entre os menos favorecidos, os petistas calculam que dá para recuperar devido aos projetos sociais do governo.

Recalcular a rota I/ O que os petistas não esperavam era um empate no segundo turno tão cedo. Por isso, a ordem agora é partir para o confronto com o senador Flávio Bolsonaro, que aparece muito bem posicionado neste pós-carnaval.

Recalcular a rota II/ O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, fez questão de telefonar ao senador Esperidião Amin (PP-SC) para informar da escolha do PL, de bancar a candidatura da deputada Caroline De Toni (PL-SC) ao Senado. Agora, o senador conversa com a outra chapa, do PSD de Gilberto Kassab, para conseguir uma vaga por ali.

Projetos para o país, nome para o futuro/ A senadora Tereza Cristina (foto) lançou o Instituto Diálogos com pesos-pesados do mercado financeiro, do agro e apoio de uma série de parlamentares. Entre os aliados dela, muita gente diz que 2026 está lotado de candidatos, mas 2030 ainda é uma incógnita.

Por falar em mulheres…/ O seminário “O Brasil pelas Mulheres: Proteção a todo tempo” hoje, a partir de 08h30, no auditório do Correio Braziliense vem num momento em que o país vive quase que uma epidemia de feminicídio. “Aqui, foram 19 assassinatos este ano”, comenta a ex-senadora Ana Amélia Lemos.

Federação União Progressista sobe no telhado

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Um jantar na casa do senador Laércio Oliveira (PP-SE) colocou em xeque a perspectiva da federação entre União Brasil e Progressistas. Anunciada no ano passado com direito a discursos, no Centro de Convenções de Brasília, a coligação sucumbe por causa das divergências regionais. À coluna, o parlamentar contou que as discrepâncias são grandes demais para que a federação siga em frente. “Quando o projeto se iniciou, se tinha a ideia de que Ciro Nogueira (PP-PI) fosse candidato a vice-presidente (numa chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas) e isso tinha um peso eleitoral. Mas, como não se concretizou, é melhor nem federar”, defende o senador sergipano.

Crédito: Maurenilson Freire

Porta de saída/ O sentimento de Laércio é compartilhado por outros nomes da sigla de Ciro, porém o presidente tem resistido à ideia de não concretizar o projeto UP. O senador afirmou, ainda, que a sigla pode terminar menor do que quando começou o projeto de federação, já que muitos têm afirmado que deixarão o Progressistas caso o casamento seja mantido. Só tem um probleminha: talvez a pressão dos parlamentares tenha vindo tarde demais. É que a cúpula dos dois partidos espera que a federação seja aprovada, esta semana, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Se depender de Dirceu…

… o vice-presidente Geraldo Alckmin fica onde está. Na reunião do partido em São Paulo, José Dirceu foi incisivo ao dizer que tirar Alckmin da chapa arrisca comprometer a reeleição. O MDB está rachado, a troca do vice não levará à ampliação dos votos e ainda ameaça perder votos cruciais em São Paulo.

Não está fácil para ninguém

Se o PT está brigando internamente por causa da questão da vice, no outro extremo a briga também impera — haja vista o malestar dentro do PL. Tem troca de farpas entre Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e entre Valdemar Costa Neto e Carlos Bolsonaro. Em meio às intrigas, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenta vestir a fantasia “simpatia e amor”, dizendo em suas redes que gostaria de contar com todos, todas e “todes” — expressão que os bolsonaristas abominam.

Separar as estações

Se depender do senador Laércio Oliveira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de desoneração da folha não vai se misturar com a que estabelece a redução da escala 6 x 1. “Não há sintonia entre a PEC do emprego e o fim da escala 6 x 1. A PEC é desoneração para reduzir o custo do emprego e incentivar geração de posto de trabalho formal, sem onerar os cofres públicos. Na verdade, é uma proteção para a Previdência Social, que fecha todos os anos em deficit”, afirmou à coluna.

Pragmatismo

Se tem algo que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) vai cobrar para ser candidato a governador é carta branca para definir o palanque. Seus aliados dizem que não dá para o PT insistir que ele seja candidato e não deixá-lo trabalhar na ampliação de forças. Ou seja, Pacheco quer, sim, Aécio Neves, do PSDB, no seu arco de alianças.

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Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

Powerpoint revive/ O ex-deputado Deltan Dallagnol, famoso nos tempos da Opertação Lava-Jato pelo powerpoint que colocava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro da trama, repete a mesma imagem em suas redes sociais com outro personagem e outro escândalo: o ministro Dias Toffoli toma o lugar de Lula ao centro e os círculos se referem ao caso Master/BRB.

Tempo de tela/ A afirmação do presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sobre não aceitar nada além da presença física do ex-banqueiro Daniel Vorcaro à comissão, tem sido vista como pura forma de ganhar holofotes com o depoimento. À coluna, parlamentares afirmam que se quisesse mesmo as informações, Viana aceitaria a ida à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Haja pizza!/ Com a liberação do acesso dos documentos relacionados às transações de Vorcaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) convidou a amiga e deputada Bia Kicis (PL-DF) para uma mudança de rotina nos próximos dias. Levar um colchão e pedir uma pizza para um fim de semana analisando toda a papelada e arquivos digitais. Serviço não falta.

Essa é nova/ Quando os experientes integrantes de CPIs acham que já viram de tudo, aparece uma “pérola” diferente para tentar explicar o inexplicável. Na CPMI do INSS, a empresária Ingrid Santos (foto), dona de empresas suspeitas de receber desviados de aposentados e pensionistas com registro na Conafer, referiu-se ao trabalho de seu marido como prestador de “consultoria da vida”

Maioria do Congresso acredita que CPMI do Master será instalada

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Crédito: Kleber Sales

Por Eduarda Esposito — O Ranking dos Políticos realizou uma pesquisa entre os deputados e senadores sobre a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do banco Master. De acordo com o levantamento, 50% da Câmara dos Deputados e do Senado Federal acreditam que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), instalará a CPMI antes das eleições deste ano. Já quem acredita que será formalizada após o pleito, foram 28,7% dos deputados e 13,3% dos senadores, o que indica que a maior parte do Parlamento tem a convicção de que Alcolumbre dará sequência às investigações.

Analisando os campos políticos dentro das Casas, o centro (44%) e a esquerda (41,4%) parecem ter uma opinião mais cautelosa sobre o trabalho da CPMI no Congresso, apostando em uma instalação após o período eleitoral. De acordo com o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, “sinaliza uma preocupação com a estabilidade institucional e com os desdobramentos do processo investigativo em ano eleitoral, além de um cálculo político defensivo e uma tentativa de reduzir a exposição do governo”.

Já para a direita, uma CPI seria usada como uma arma política, já que a expectativa de instalação é praticamente unânime, sobretudo antes do processo eleitoral. 55% dos deputados e 100% dos senadores acreditam que será instalada antes do pleito. “A direita demonstra postura mais assertiva e vê a CPMI como um instrumento claro de pressão política”, explicou.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi realizada com 108 deputados federais, de 18 partidos, e 30 senadores, de 12 partidos, respeitando o critério de proporcionalidade partidária. A coleta de dados ocorreu entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro de 2026, por entrevistadores da instituição. A margem de erro é de 6,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Dino põe o dedo na ferida

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 6 de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Ao suspender os penduricalhos dos Três Poderes da República que não estejam expressamente previstos em lei, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um discurso para vetar o projeto que ampliou as benesses departe dos servidores do Legislativo. Agora, dizem integrantes da base do governo, o presidente pode, perfeitamente, justificar uma decisão contrária à proposta do Congresso, dizendo que antes é preciso tratar de uma legislação específica para esses pagamentos e garantir que não ultrapassem o teto do funcionalismo, hoje R$ 46,3 mil.

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Mais, muito mais/ Quando o projeto estava em votação, o próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse em alto e bom som que, sim, os servidores podem ganhar mais do que os parlamentares. É mais um ponto que leva muita gente ligada a Lula a dizer que o veto virá.

Bilhete premiado

No Congresso há diversos projetos para o corte de penduricalhos acima do teto constitucional. Com a decisão de Dino, os parlamentares estão correndo contra o tempo para se tornarem “o pai do corte de privilégios”. Os deputados ligados à Reforma Administrativa dizem que é necessário votá-la agora. O PT sacou um projeto de lei, de autoria do deputado Lindbergh Farias (RJ), que propõe fechar as brechas para pagamento de “supersalários” no serviço público, abrangendo todos os Poderes e esferas.

Briga feia

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a madrasta Michelle andam às turras. O senador não gostou das conversas da ex-primeira-dama com ministros do STF porque, segundo amigos do parlamentar, considerou isso um “rebaixamento”.

Outra versão

A turma mais afinada com Michelle diz que Flávio, no papel de pré-candidato ao Planalto, teme que, com Bolsonaro em casa, a ex-primeira-dama tenha mais influência sobre o ex-presidente. Especialmente agora, enquanto ainda há tempo de substituir o escolhido para representar o bolsonarismo na campanha presidencial.

Tem que correr atrás do prejuízo

O BRB deve apresentar ao Banco Central um plano de integralização de imóveis do Governo do Distrito Federal para recuperar o rombo que a operação de comprado Banco Master deixou. Consultores próximos ao BC explicaram à coluna que o GDF tem aproximadamente mais de R$ 100 bilhões em imóveis e deve repassar parte ao Banco de Brasília para que vendam via fundo e recuperem o déficit. A Terracap, inclusive, já começou o levantamento dos terrenos do DF.

Por falar em Master…

… A pressão pela quebra de sigilo dos documentos não vai arrefecer. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), por exemplo, considera que é chegada a hora de o ministro relator do caso no STF, Dias Toffoli, levantar o sigilo de todo o processo. Numa conversa em seu gabinete, esta semana, saiu-se com esta: “Se não (quebrar), fica a suspeita de que as provas não estão intactas”, defende Renan.

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Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press

Quem agrada a um…/ A relação da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (foto), e o senador Renan Calheiros trincou. Dia desses, num evento do governo federal em Alagoas, lá estavam as autoridades estaduais e federais do grupo de Calheiros, mas a ministra perguntava “cadê Arthur Lira?”. Renan não estava, mas aliados dos Calheiros se remexeram na cadeira.

… desagrada a outro/ Hoje, o grupo do senador em Alagoas — que, inclusive, temo ministro dos Transportes, Renan Filho(MDB-AL), candidatíssimo ao governo estadual — é o palanque de Lula por lá. E na construção dos Calheiros não haverá espaço para Lira.

Casa nova/ A deputada Caroline de Toni (PL-SC) está mudando de partido. Fontes ligadas ao partido Novo garantem que só falta marcar o dia da festa. Nos últimos temos, gerou um mal-estar muito grande a tentativa da legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro segurá-la até o fim da janela partidária, a fim de evitar que ela deixe o partido. O PL esperava contar com a deputada para aumentar a bancada.

Racha em SC/ À coluna, interlocutores da direita afirmam que o PL está com medo de que Carlos Bolsonaro não consiga uma das vagas ao Senado por Santa Catarina .Como Caroline aparece em primeiro nas pesquisas e o senador Esperidião Amin (PP-SC) consegue votos também de centro-esquerda, há um temor de que o filho 02 fique de mãos abanando após bagunçar o cenário da direita no estado.

O “raio X” do Master vai tensionar a política

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Que ninguém espere complacência do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senador Renan Calheiros, em relação ao caso Master. Nem tampouco que ele preserve aliados ou adversários. Quem estiver enrolado, que responda por seus atos. Até aqui, Renan tem colocado seu maior adversário na roda. Numa conversa com jornalistas em seu gabinete, o senador foi claro: “Os dirigentes da Câmara do Centrão chantagearam o ministro do Tribunal de Contas da União (Jhonatan de Jesus). Arthur Lira e Hugo Motta levaram o rapaz a isso (tentar reverter a liquidação do Master). O presidente do TCU evitou e Jhonatan foi para Roraima e não voltou mais”.

Vem mais/ Da mesma forma que fala de Arthur Lira, Renan quer que o governo Lula explique as três reuniões palacianas com Daniel Vorcaro. Até aqui, Renan Calheiros não se pronunciou sobre a investigação aberta pelo Superior Tribunal de Justiça em relação ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que é do seu partido, o MDB. Seu plano de trabalho não cita o BRB. Porém, com os três senadores do Distrito Federal na subcomissão, não faltará quem proponha o chamamento do GDF e do Banco Regional de Brasília (BRB), para prestar esclarecimentos.

União e PP longe dos palanques presidenciais

As primeiras reuniões de cúpula dos presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, indicam que eles pretendem oficializar um casamento com qualquer candidato ao Planalto. A ordem é focar na eleição de deputados e senadores. Afinal, é o número de deputados que define o valor do fundo partidário destinado a cada agremiação. A federação, segundo cálculos de parlamentares, planeja eleger entre 109 e 120 parlamentares.

A polêmica das salvaguardas

No acordo do Mercosul-União Europeia, parlamentares do agro querem que o Brasil negocie as salvaguardas adotadas pelos europeus, de forma a evitar que a aplicação de gatilhos automáticos, o que pode levar a suspensão dos benefícios tarifários em caso de queda nos preços de 5%. O setor quer que o gatilho seja negociado caso a caso, quando houver algum pedido para que seja aplicado. É isso que vai nortear as discussões da tramitação no Congresso.

Falta atuação

Convidados para participar da solenidade de pacto contra o feminicídio no Palácio do Planalto, alguns parlamentares não compareceram. A senadora Margareth Buzetti (MT), por exemplo, aprovou seu projeto do Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, que entrou em vigor em novembro de 2024, mas até hoje não viu a implementação. Basta uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o cadastro começar a valer e o Ministério da Justiça tomar a frente dessa implementação.

Quer bancar, que pague

O setor produtivo olha com atenção e cautela a discussão da PEC 6×1, que propõe a redução da jornada dos trabalhadores brasileiros. Os empregadores são favoráveis a conceder direitos, mas querem que o governo arque com os custos. Uma possível saída é a desoneração da folha de pagamento para setores que tiverem a carga horária reduzida. O assunto ainda está incipiente e foi colocado na roda durante almoço na Frente Parlamentar de Comércio e Serviços.

CURTIDAS

Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

É para investigar, viu?/ Escaldado com o fato de o senador Izalci Lucas (PL-DF) defender o governo Jair Bolsonaro na CPI da Covid, em 2021, o ex-relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), virou-se para Izalci e foi direto: “Aqui é para apurar tudo. Não faremos uma investigação com cloroquina!”

“No Senado colocamos o feminicídio no Código Penal. Não pude ir à solenidade do Planalto porque estava abrindo a investigação contra o Master. Mas a ausência master de Alagoas na solenidade de combate às agressões contra a mulher foi do deputado Arthur Lira”. Do senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos autores da proposta que colocou o feminicídio no Código Penal, ao se referir ao ex-presidente da Câmara e seu ferrenho adversário no estado.

Por falar em Arthur Lira…/ Causou estranheza entre os integrantes do partido Progressistas o fato de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ter determinado a acareação do deputado José Rocha (União-BA) apenas com Arthur Lira (PP-AL). Os pepistas dizem que outros deputados fizeram as mesmas afirmações que Lira, e por enquanto ao que eles sabem, não serão obrigados a passar por esse constrangimento.

Casa da Liberdade, mas…/ Sem liberdade de circulação. Na festa que promoveu para marcar a abertura do ano legislativo, a Casa da Liberdade, que reúne empresas e parlamentares que defendem o livre-mercado, os anfitriões mantiveram a parte interna apenas para parlamentares, autoridades e convidados com “pulseiras douradas”. E a verde para os demais convidados.

“Investigação do Master não tem mais volta”

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Política, Reforma tributária, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Chamada a integrar a subcomissão de parlamentares que acompanhará as investigações sobre o caso do banco Master, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirma à coluna que as apurações chegaram a um ponto que não tem mais volta, ou seja, “agora é individualizar as condutas, a fim de que, quem estiver responsabilidade, pague pelo seu delito” neste que promete ser o maior escândalo doa últimos tempos.

Crédito: Caio Gomez

O papel deles/ Quanto aos senadores, caberá o trabalho de avaliar o que causou a bandalheira: se foram brechas na legislação, ou falhas na fiscalização que permitiram que fossem colocados no mercado títulos e empréstimos consignados fraudados. “Nosso trabalho será um novo marco regulatório, a fim de fechar essas brecha e ou apertar a fiscalização” , comentou Damares.

Alcolumbre ganha tempo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse à coluna que vai esperar passar o carnaval para avaliar com os líderes se deve ou não ter CPI ou CPMI do banco Master. Na visão de alguns parlamentares, uma Comissão Parlamentar de Inquérito não seria viável, porque essas investigações se tornarão um espetáculo — ainda mais em ano eleitoral. E, para completar, caso haja alguém disposto a fazer uma delação premiada, não faria à CPI.

Desembarque em construção

O PL pretende, de fato, lançar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado no DF. E, se a chapa de Celina Leão (PP) ao Governo do Distrito Federal tiver outro nome, será difícil fechar o apoio. Esse é o discurso que começa a correr léguas no partido de Jair Bolsonaro.

A hora é agora

O governo vai enviar um projeto de lei com urgência constitucional para tratar com mais rapidez a jornada de trabalho 6×1 no Congresso. A intenção, claro, é obter a sanção do presidente Lula assim que possível. Essa decisão, inclusive, é apoiada por líderes de centro ouvidos pela coluna. Os deputados afirmavam que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada hoje teria mais dificuldade de tramitar.

Futuro promissor

Deputados classificam de oportunidade para o Brasil o que consideram o momento político turbulento nos Estados Unidos. A avaliação é a de que, em 2025, projetos importantes aprovados deram mais segurança jurídica — novo marco das PPPs, IOF, fintechs ao panorama econômico nacional. Assim, abriu-se uma janela de oportunidade para atrair os investimentos que não foram para o país de Donald Trump.

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Crédito: William Sant’Ana

E eu?!!/ Na primeira versão de criação da subcomissão que acompanhará as investigações do caso Master, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) colocou apenas sete senadores, sendo dois do Distrito Federal, Damares Alves e Leila Barros. Izalci (foto) foi questionar por que era o único senador do DF excluído.

Aumenta aí/ Renan prontamente acolheu Izalci no colegiado, até porque o senador do PL é titular da Comissão de Assuntos Econômicos. Agora, a tendência são 11 integrantes, tal e qual o STF.

Ambiente relax/ Durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), o presidente deputado Joaquim Passarinho, em clima descontraído, brincou com o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. “Lógico que ele quer arrecadar. Nossa função é frear um pouco” , disse. Todos riram ao final.