Conheça quatro novidades gastronômicas do Rio de Janeiro

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Olivetto: Luciano Boseggia e Manoel Oliveira

Rio de Janeiro – Quando o empresário Omar Resende Peres reabriu o Hippopotamus, na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, em parceria com Ricardo Amaral, em junho de 2017, pretendia devolver às noites cariocas um ícone que marcou época 30 anos atrás. Ele, que aqui também já havia salvo o Piantella pela mesma razão —  “ser ícone da gastronomia brasiliense” — não demorou a mudar os planos.

Catito, como é conhecido o empresário, transformou o prédio da Hippo em 3 em 1 e, no fim do ano, inaugurou de uma vez Pietro, Olivetto e Esch, esse último uma charutaria no terraço. Agora, os dois primeiros se tornaram Olivetto, que pratica cardápio elaborado pelo craque italiano Luciano Boseggia. Nascido na Lombardia, Boseggia chegou a São Paulo há 33 anos para chefiar a cozinha do Fasano.
O chef entregou o comando da cozinha para seu braço direito, o cearense Manoel Oliveira, de 32 anos, enquanto permanece na consultoria da casa. No menu, destaque para risoto à carbonara (foto) salpicado de pancetta crocante e flores comestíveis (R$ 60); espaguete com frutos do mar e risoto de camarão, ambos por R$ 69. Por R$ 51 tem um clássico fusili all’arrabiata toscana. Telefone: (21) 3577-4101.
Com mais tempo para viajar, o veterano chef italiano aceitou convite da restauratrice Neila Guimarães e virá a Brasília protagonizar jantar no La Tambouille a quatro mãos com o chef baiano Kenis Henon, que foi seu pupilo e, há um ano, responde pelas caçarolas da bonita casa do ParkShopping.
Risoto à carbonara salpicado de pancetta crocante e flores do restaurante Olivetto, no Rio de Janeiro

De frente pro mar

Outra viagem pelos sabores da Itália está reservada para ser feita em Copacabana conduzida por um chef igualmente premiado, Renato Ialenti, que já passou por Brasília, nas cozinhas da embaixada italiana e da Belini, e comanda no Rio de Janeiro o restaurante Alloro Al Miramar, anteriormente chamado Sá, no térreo do hotel Miramar. Lá, nada é pré-cozido e todos os pratos chegam à mesa com produtos muito frescos.

Polvo com batata e tinta de lula
Extremamente rigoroso no preparo das receitas, Ialenti foca na cozinha italiana do campo, com viés popular, que usa ingredientes locais e respeita o modo de preparo dos pratos. O menu passa pelas regiões italianas, como a Campania, de onde vem o polvo (foto) com batata e tinta de lula (R$ 43); o Sul da Bota com ravióli de lagosta, burrata com bisque de crustáceos e legumes crocantes (R$ 92); a milenar Sardenha, pátria do espaguete com vôngole e bottarga (R$ 85); ou o Marche, com filé de cherne com vieiras ao molho de azeitonas, alcaparras, tomate e legumes em tempurá (R$ 106). Tudo extremamente gostoso. Fica na Av. Atlântica 3668, telefone (21) 2195-6200.
Pollo a la brasa do restaurante Lima, no Rio

Frango na brasa

Para quem for passar o carnaval na Cidade Maravilhosa, nada melhor do que se alimentar com uma carne de ave grelhada, saborosa e bem temperada. Estou falando do pollo à la brasa,  frango assado inteiro na parrilla do modo como é feito em Lima, onde “o prato é mais popular que o ceviche”. Quem afirma é o chef Marco Espinoza, que acaba de introduzir o frango na brasa em seu restaurante carioca, Lima Cocina Peruana, em Botafogo.
Sem prejuízo do menu de peixes e frutos do mar que domina o cardápio —  do mesmo modo que acontece no Taypá, o endereço brasiliense de Espinoza —, a casa carioca oferece o frango inteiro por R$ 80, que serve quatro pessoas. Meio frango sai por R$ 50 e um quarto, R$ 25. Acompanham batata frita, salada e farofa, além dos molhos de pimenta e vinagrete. Rua Visconde de Caravelas 89. Telefone: (21) 3647-3411.

A opção de Roberta

Quase rompendo com a alta gastronomia, da qual ela foi a sua melhor expoente, a chef Roberta Sudbrack enveredou por um modelo simples e lançou nos fundos de uma casa no Jardim Botânico um restô de 12 mesas, parecido com café. Leva o nome de Sud. Inspirado na avó Iracema, que foi o principal esteio da neta, o menu reúne ingredientes frescos de máxima qualidade, “o que sempre pautou meu trabalho”, explica a chef.

Estavam deliciosas as almôndegas (Keftedes no menu) que comi com especiarias, homus, legumes crus e pão pita assado no forno à lenha que fica no salão. O prato saiu por R$ 49. Outras opções são carne crua, nozes torradas e queijo brasileiro (R$ 58); shimeji na brasa, lardo, pão queimado (R$ 52) e arroz caipira molhadinho com legumes assados preparado no forno à lenha por R$ 29. O café é muito bom e pode ser levado para casa. Fica na Rua Visconde de Carandaí 35, e funciona de terça a sábado, das 12h às 21h. Telefone: (21) 3114-0464.