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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou, aos poucos, os partidos de centro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inclusive o PP de Ciro Nogueira. Agora, vem a segunda fase: apoios ostensivos. Na segunda-feira, foi o dia de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarar o apoio à reeleição. Agora, os petistas aguardam gestos semelhantes do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre chegou pela primeira vez ao comando da Casa pelas mãos dos bolsonaristas e pela proximidade com o ex-ministro Onyx Lorenzoni. Naquela época, Bolsonaro acabara de ser eleito presidente da República e o candidato apoiado pelo PT para Presidência do Senado era Renan Calheiros (MDB-AL). Agora, com os bolsonaristas dispostos a eleger um nome mais fiel a Bolsonaro, Alcolumbre se vê obrigado a buscar uma reaproximação com o Palácio do Planalto.
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Perdas e danos/ O encontro de Lula e Alcolumbre, com a presença do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi considerado positivo. Do ponto de vista político, porém, esse convescote ainda será muito explorado por Flávio Bolsonaro, que se referiu, ontem, ao magistrado como “o grande articulador político de Lula”. Dentro do PL, essa aproximação é mais um motivo para promover o impeachment do ministro, um assunto que esta semana o PL colocou de vez na campanha, com a reunião entre o filho 01 e os senadores.
Siameses
A decisão de Flávio de não participar de debates dependerá sempre da presença de Lula. Se o petista não for, o senador também não irá. A campanha avalia que se expor para potenciais aliados de segundo turno seria prejudicial para o candidato do PL, uma vez que ele se tornaria o alvo com a ausência do presidente da República. Afinal, tanto Ronaldo Caiado (PSD) quanto Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) atacariam Flávio de olho no segundo lugar que o filho 01 apresenta nas pesquisas.
Só tem um probleminha
A fuga dos debates, porém, pode ser uma faca de dois gumes. Embora Flávio tenha um exército nas redes sociais, alguns aliados temem que ele passe a impressão de despreparo para tais eventos, algo que não ocorre com Lula, que disputou seis eleições e participou de vários embates presidenciais.
Carimbo
Ao longo da sabatina do Correio Braziliense com os 11 candidatos ao governo do Distrito Federal homologados nas convenções partidárias, todos os 10 adversários da governadora-candidata Celina Leão se referiram à atual administração do GDF como “Ibaneis-Celina” ou “Celina-Ibaneis”. Todos querem colar a imagem da governadora no desgaste político do antecessor, depois do escândalo Master-BRB e da desistência da candidatura ao Senado.

Por quem o MDB raiz torce
Enquanto o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tece loas a Flávio Bolsonaro, os dois emedebistas que já ocuparam a Presidência da República, José Sarney e Michel Temer, posam para fotos ao lado do candidato do PSD, Ronaldo Caiado, na casa (foto) do candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab (PSD). Caiado, que está morando em São Paulo, tem o apoio ainda de Aldo Rebelo, Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen e Roberto Brant. Todos ex-parlamentares de um tempo em que a política era feita com mais respeito e diálogo entre os adversários.
CURTIDAS
Nem perguntou/ O PT e a base governista cogitaram o nome do senador Eduardo Braga (MDB-AM) para a relatoria da medida provisória da taxa das blusinhas na comissão mista. O parlamentar sequer foi consultado. Ele concorre à reeleição no Amazonas e o período de campanha se inicia domingo.
Mais um/ O deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) é um dos indicados para a presidência da comissão mista da MP da taxa das blusinhas. É mais uma indicação de peso da Câmara dos Deputados entregue ao partido do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Entretanto, o PT escolheu Reginaldo Lopes (MG) e planeja brigar pelo posto.
Vote sim/ Movimentos sociais ligados à proteção das mulheres marcaram presença na Câmara dos Deputados, na terça-feira, para pressionar Hugo Motta a colocar o projeto de lei que criminaliza a misoginia em votação. As voluntárias distribuíram adesivos de apoio à matéria, escrito “Eu Voto Sim”.
Por falar em Motta…/ O PL não gostou nada da afirmação do presidente da Câmara de que votaria em Lula. Para membros do partido, fica clara a inclinação de Motta para ajudar o governo com pautas na Casa
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 11 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A operação da Polícia Federal de ontem, em Alagoas, foi recebida no meio político como mais um sinal de que o escândalo do Banco Master ainda tem muito potencial para colocar candidaturas na berlinda. Dessa vez, a operação teve como alvo principal o secretário de Fazenda de Maceió, João Felipe Alves Borges, que está no cargo desde o início da gestão de João Henrique Caldas na prefeitura, em 2021. Agora já fora do Executivo municipal e disposto a concorrer a um mandato eletivo, seja governo estadual, seja Senado, JHC, embora não seja alvo da operação, será chamado pelos adversários a explicar por que não evitou a aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência de Maceió no Master.
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Até aqui…/ O imbróglio alagoano é mais um em meio aos que já surgiram no rastro do Master e do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS. Na semana passada, foi o senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de mais uma fase da Operação Sem Desconto — sobre o escândalo da Previdência —, que ainda se mantém candidato, mas obrigado a se explicar. No DF, Ibaneis Rocha desistiu do Senado. No Rio de Janeiro, o ex-governador Cláudio Castro também se afastou da disputa eleitoral, depois que veio a público sua ligação com Daniel Vorcaro. Quem continua firme fazendo campanha no Piauí e sem mencionar o caso é o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira. Até sábado, data-limite para registro das candidaturas, muita coisa ainda vai mudar Brasil afora.
Ponto central
A tomar pelo discurso dos candidatos a senador pelo PL Brasil afora, o Supremo Tribunal Federal irá dominar os debates para o Senado. A maioria deles, sem exceção, menciona a necessidade de colocar os pedidos de impeachment dos ministros para tramitar. E hoje, na reunião de Flávio Bolsonaro com os candidatos, ficará decidido que esses ataques ao STF terão que estar presentes no discurso.
Alcolumbre que se cuide
Para cumprir seu objetivo, os bolsonaristas esperam eleger, no mínimo, 30 senadores. Se atingir esse número, um bolsonarista será guindado ao comando do Senado com a missão de colocar os processos em andamento. E já está decidido que este candidato para comandar a Casa não será Davi Alcolumbre (União-AP).
Por falar em Flávio…
Candidato ao governo de São Paulo, o ex-minsitro Fernando Haddad (PT) aproveitou a entrevista à CNN para se referir ao patrimônio de Flávio Bolsonaro e aos imóveis comprados com dinheiro vivo. Ainda se referiu ao dinheiro obtido com Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
E o Congresso, hein?
A semana será de esforço concentrado, mas nem tanto. É que foi aberta a possibilidade de votação pelo sistema Infoleg, em que o parlamentar pode votar de forma remota. Vai ter muito candidato que não pisará em Brasilia.
CURTIDA

Sem defensor/ O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos, foto) aproveitou o debate da Band com os candidatos ao governo estadual para dar uma cutucada no presidenciável Flávio Bolsonaro. “Flávio, vou mandar um recado para você. Que vergonha, teu candidato não te defende”, afirmou.
Cada um por si/ Garotinho referia-se aos ataques a Flávio proferidos pelo candidato William Siri (PSol) durante o debate no estado e a falta de uma palavrinha em prol do Zero Um de Jair Bolsonaro por parte de Douglas Ruas, que concorre ao governo fluminense pelo PL.
Esquenta 2030/ Assim os políticos estão se referindo ao debate entre os candidatos ao governo de São Paulo — Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. É que ambos são considerados apostas para a Presidência da República na próxima eleição.
É hoje!/ De 7h até 17h, o Correio Braziliense entrevistará todos os candidatos ao Governo do Distrito Federal. É o compromisso do jornal em manter o eleitor informado sobre projetos e planos para a capital do país. Acompanhe pelas redes sociais do Correio, pelo site do jornal e pela edição impressa de amanhã.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Os dois dígitos que o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, apresentou na pesquisa Correio/Opinião sobe intenção de votos no Distrito Federal, foram vistos nos partidos e centro — e até por integrantes do PL — como um sinal de que a candidatura do ex-governador de Goiás não pode ser desprezada. No DF, um dos menores colégios eleitorais do país, a pesquisa estimulada tem Flávio Bolsonaro (PL) com 33,5% na liderança; Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segundo, com 32%; Caiado em terceiro, com 11,5%; e Renan Santos (Missão), com 4,6%. Já tem gente apostando que Flávio, com uma rejeição alta, tem o recall de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Caiado, ao contrário, tem baixa rejeição e se conseguir se tornar conhecido, vai dar trabalho ao senador do Rio de Janeiro.

Termômetro/ Os bolsonaristas não escondem o incômodo com os candidatos conservadores que concorrem em raias separadas do bolsonarismo-raiz. Um dos pontos que chamou a atenção até mesmo de integrantes do PL foi um post nas redes sociais do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado em Santa Catarina. Diz o filho 02 de Jair Bolsonaro: “Os únicos três objetivos da chamada ‘terceira via’, hoje camuflada como a chamada ‘direita permitida’, são eleger Lula, enterrar politicamente Jair Bolsonaro e os presos do 8 de Janeiro (…)”. Termina dizendo que “esse grupo é ainda mais prejudicial ao país do que o próprio PT”. No DF, o raciocínio do ex-vereador carioca sobre eleger Lula não se sustenta, uma vez que, a preços de hoje, num segundo turno, Caiado teria 50% dos votos contra Lula e Flávio, 46%. Ambos derrotariam Lula, mas Caiado teria mais votos.
Um discurso para Lula
O pedido de conversa do presidente Lula com o dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa o norte-americano na seguinte situação: se recusar, soará como alguém que não pretende dialogar com o Brasil, reforçando a narrativa de interferência no processo eleitoral; se Trump aceitar a conversa, quem não vai gostar é Flávio Bolsonaro.
Um teste para Messias
Após a nota dos 27 superintendentes regionais da Polícia Federal em defesa da direção e da independência da corporação, coube ao advogado-geral da União, Jorge Messias, intermediar uma reunião entre os ministro da Justiça, Wellington Silva, e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para tentar acertar os ponteiros em relação ao trabalho da PF e do STF nos casos envolvendo o INSS e o Banco Master. Se as conversas avançarem a bom termo, Messias, que foi apoiado por Mendonça quando da indicação para o Supremo, vira um potencial nome para a Justiça na hipótese de reeleição de Lula.
Veja bem
Lula não desistiu de indicar Messias ao STF, mas não pretende dar murro em ponta de faca. E se ficar praticamente impossível garantir os votos pró-Messias no Senado, o Ministério da Justiça é o caminho mais viável.
Aos números
Numa entrevista com Flávio Bolsonaro, a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, atacou o trabalho na área feito pelo governo Lula com dados da pandemia. “Se você pegar o primeiro semestre deste ano, são mais de seis mil empresas quebradas, sendo que na pandemia não foram duas mil quando ficou tudo fechado”, disse. Contudo, estudo divulgado em 16 de julho de 2020 pelo IBGE, intitulado “Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas”, apontou que mais de 716 mil empresas fecharam, sendo quatro em cada 10 devido à pandemia (522 mil).
CURTIDAS

Revisa aí/ A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres pediu ao STF a revisão criminal da condenação dos 24 anos de prisão pela trama golpista. Os advogados declaram falta de provas e pedem a soltura imediata de Torres. Caso a absolvição seja negada, a defesa insistirá na redução da pena, sob a alegação de que não houve “fundamentação individualizada” no julgamento. O ex-ministro está preso na Papudinha desde novembro de 2025.
Corrige aí/ Até agora, pelo menos dois candidatos vieram a público explicar que houve erros em suas autodeclarações de raça ao Tribunal Superior Eleitoral. Candidata a vice-governadora do Rio Grande do Norte, Larissa Rosado (PSB) constava como parda e afirmou que vai pedir a correção. O segundo vice-presidente da Câmara, deputado Elmar Nascimento (União-BA, foto), candidato à reeleição, consta como negro. Vai solicitar a alteração.
Dégradé/ Em 2018, Elmar se declarou branco; em 2022, pardo; e em 2026, negro. E frisou que demais candidatos têm passado o mesmo. Em nota, afirmou que houve um erro: “Situações dessa natureza têm sido verificadas por outros candidatos durante o processo de registro de candidaturas para as eleições deste ano, evidenciando tratar-se de uma inconsistência pontual de natureza administrativa, passível de correção pelos meios legalmente previstos”, disse.
Hora da união/ O STF e o TSE deverão evitar alfinetadas públicas, na avaliação de fontes próximas aos magistrados. O Poder Judiciário passa pela sua pior crise de imagem, de acordo com interlocutores ouvidos pela coluna, e nesse momento, para amenizar a crise institucional, os ministros devem adotara unidade em vez da individualidade, como forma de protegerem a instituição.
Colaborou Renato Souza
Coluna publicada na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto ajuda dois personagens numa das disputas mais ferrenhas para o Senado: Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP). O ex-relator da CPMI do INSS era candidato a senador, reforçou isso, inclusive, na madrugada anterior a seu anúncio como o parceiro do filho 01 de Jair Bolsonaro na campanha presidencial. Agora, a tendência é a de que Renan e Lira consigam atingir o objetivo eleitoral, em outubro.
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O melhor dos dois mundos/ Até aqui, Lira, feliz com a ida de Gaspar para a campanha presidencial, não pretende colar sua campanha à de Flávio. Prefere seguir a neutralidade adotada pela direção nacional do partido. Lira pretende fazer a própria campanha, em parceria com prefeitos de partidos de centro que apoiam Lula, mas não estão fechados com os Calheiros. Porém, Flávio tem esperanças de que isso seja revisto. Afinal, ele espera que Gaspar, uma indicação do coordenador da campanha, Rogério Marinho, seja a porta de entrada no eleitorado nordestino, onde Lula tem a preferência. Até aqui, porém, a escolha não levou a ampliar seu palanque nem em Alagoas, nem em outros estados. A ver como será ao longo da campanha.
Marinho, o padrinho
Rogério Marinho foi um dos nomes cogitados para vice de Flávio, mas não quis porque prefere ser candidato a presidente do Senado para ter o controle da Casa. E permitir a tramitação de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Discurso anti-Lulinha
A tarefa de Alfredo Gaspar nesta campanha é usar o trabalho como relator da CPMI do INSS para reforçaras denúncias contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com o intuito de desgastar o pai presidente e candidato à reeleição.
Atestado de inabilidade
Do alto da respeitabilidade e da experiência que acumulou ao longo de 40 anos de carreira política, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) foi direto ao comentar a escolha de Gaspar: “É uma pessoa muito qualificada, mas não é disso que se trata. A indicação dele veio depois de várias tentativas de ampliação que a campanha do Flávio Bolsonaro fez. Então, é antes de tudo um atestado de uma incapacidade de ampliar a sua base de apoio”, afirmou à coluna, no 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense.
Espere setembro chegar
A pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política para a Presidência da República no DF mostra Flávio na liderança, com 33,5%, e Lula, com 32%. Está mais apertado para o petista do que foi na pesquisa de agosto de 2022, quando Lula tinha 39% e o então presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, 36,7%. Naquela eleição, Bolsonaro ultrapassou Lula e fechou o primeiro turno com 51,6% dos votos. Lula ficou com 36,8% dos votos do DF. A ultrapassagem foi detectada pelo mesmo instituto, em 5 de setembro de 2022.
CURTIDAS

A Faria Lima só observa/ Ninguém levou muita fé na escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio. Quem ganha com isso, conforme avaliam por lá, é Ronaldo Caiado (PSD, foto).
Por falar em Caiado…/ Ele tem 11,5% dos votos do DF, conforme a pesquisa estimulada Correio/Opinião. Sinal de que ainda pode crescer por aqui, furando o bloqueio da polarização.
Palavra do decano/ Logo depois da palestra de abertura do 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense, o ministro Gilmar Mendes, do STF, comentou a escalada de tensão entre Brasil e Estados Unidos. “É preciso ter muita serenidade, muita calma nessa hora. A gente tem que ter um olhar mais amplo, vendo sempre a árvore e a floresta. A relação do Brasil e dos Estados Unidos é mais do que secular, e é extremamente importante que prossiga dentro dos parâmetros da diplomacia”, argumentou.
A nova onda do BRB/ No mesmo evento, o diretor-executivo de Atacado e Governo do BRB, Bruno Watanabe, foi direto: “Quando existem regras claras, estabilidade e segurança jurídica, criam-se condições para que investimentos aconteçam e saiam do papel. Nosso papel como banco público é conectar crédito e projetos que gerem emprego, renda e competitividade”. Logo depois do evento, uma autoridade que estava na plateia comentou com a coluna que os tempos de irresponsabilidade de Paulo Henrique Costa acabaram no banco.

Por Eduarda Esposito — A presidente do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), anunciou a neutralidade da legenda na eleição para a Presidência da República deste ano. De acordo com Abreu, o partido ouviu todos os diretórios estaduais e decidiu não formalizar apoio a nenhum candidato ao Planalto. “Depois de ouvir o partido de norte a sul, de construir essa decisão de forma coletiva, que o Podemos definiu permanecer neutro na disputa presidencial”, disse em vídeo divulgado pela legenda.
O Podemos era uma das legendas procuradas pelo candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), para compor uma chapa Planalto. A deputada Renata Abreu era cotada para ocupar o cargo, mas com a neutralidade confirmada, o PL deverá encontrar outro caminho.
Ao mesmo tempo, o PL chamou uma coletiva para esta quarta-feira (5/8) às 11h na sede nacional do partido em Brasília para anunciar a chapa de Flávio ao Planalto.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 4 de agosto de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito
Na volta do recesso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, fez o que se esperava: defendeu a urna eletrônica e o sistema que consagra a democracia brasileira. Para comprovar o que diz, pretende promover diversas demonstrações públicas, entre atividades educativas e visitas guiadas, acerca da “transparência” e “robustez” da urna eletrônica e do sistema digital de votação.
A mensagem de Nunes Marques é um contraponto à posição de Flávio Bolsonaro em relação à lisura da disputa eleitoral no Brasil. Em julho, o presidenciável lançou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, ao mencionar uma empresa envolvida em suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas. Na ocasião, o TSE afirmou serem “falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil”.

Para além do discurso, há uma expectativa de como Nunes Marques atuará ao longo dos próximos meses na batalha das urnas. Pesquisas eleitorais, uso de deep fakes e suspeitas contra a eleição são os primeiros problemas a desafiar a corte comandada pelo ministro. Há, ainda, a vigilância de integrantes do Supremo Tribunal Federal, como o ministro Alexandre de Moraes. Ele já deixou claro ter uma visão bastante severa sobre artimanhas como o vídeo de IA com Jair Bolsonaro. Moraes cobrou explicações da campanha de Flávio, alegando possível “flagrante desrespeito à legislação eleitoral.”
Violência processual
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve aprovar, nesta terça-feira, uma recomendação para orientar magistrados a identificar e coibira violência processual de gênero — quando o processo judicial é usado para intimidar, controlar, retaliar ou revitimizar mulheres.
Não à intimidação
Relatora da proposta, a conselheira Jaceguara Dantas afirma que a medida busca impedir que o próprio sistema de Justiça seja transformado em instrumento de perpetuação da violência. Segundo ela, é comum que, após a vítima denunciar o agressor, este passe a mover sucessivas ações nas áreas cível, criminal e de família como forma de intimidação e continuidade do ciclo de violência. A iniciativa será apresentada às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha.
Suspense
Na convenção partidária estadual realizada no último fim de semana, a federação União Progressistas deixou em aberto a decisão de apoiar ou não a candidatura do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB). O evento oficializou a candidatura do deputado Arthur Lira (PP) ao Senado, mas sem nome ao governo ou apoio ao projeto de JHC. A Federação e o PSDB devem conversar mais até amanhã para selar ou declinar do apoio ao ex-prefeito.
Cálculos mineiros I
O PL de Minas Gerais entrou em campo para apoiar a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo. O presidente do diretório estadual, deputado Zé Vitor, reuniu-se ontem com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para reforçar o apoio ao senador e garantir a aliança até o final.
Cálculos mineiros II
O movimento, contudo, foi insuficiente. Agora, o PL vai recalcular rota e organizar a chapa própria ao governo mineiro. A ideia de coligar com o senador republicano era atrair o apoio da federação União Progressista e formar uma grande aliança da direita no estado.
Chapa feminina
Após a expulsão de Aldo Rebelo do partido e a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa de concorrer ao Palácio do Planalto, o Democracia Cristã aposta na força das mulheres para a corrida presidencial. O partido deve oficializar, amanhã, o nome da advogada e presidente do diretório em Mato Grosso, Clariana Barão, como candidata à presidente e o da advogada Fabiana Torquato como sua vice.

O fator Lula
Aliados do ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) acreditam que, quando o presidente Lula subir ao palanque do presidente do PSB, o nome de Campos vai deslanchar na eleição para o governo de Pernambuco. Eles afirmam que não veem Lula apoiando Raquel Lyra (PSD). Explicam que há vários gestos do PT ao PSB, como a manutenção da vice-presidência de Geraldo Alckmin. Não haveria motivos, portanto, para se fazer “uma descortesia” com João Campos.
Contas públicas
O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo Filho (foto), é um dos palestrantes do 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense. Amanhã, a partir das 8h, no Hotel Brasília Palace, juristas, parlamentares e empresários debatem a segurança jurídica e os desafios para o desenvolvimento da infraestrutura do Brasil. Todos os leitores poderão acompanhar pelas redes sociais do Correio, TV Lide e se informar sobre os principais pontos do evento na edição impressa do Correio Braziliense.
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 2° de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

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E a forma?/ Os gestos, em política também importam. Flávio passou as últimas semanas atrás de uma vice para a sua chapa. Ele só procurou a senadora Tereza Critina depois que já havia recebido um “não” do presidente do PP, Ciro Nogueira. Depois, em vez de conversar com todo o PP, chamou Tereza Cristina para uma conversa sem juntar o presidente do partido. A tentativa de dar o fato consumado não prosperou, e o PP pediu a inversão da chapa. Agora, volta ao Republicanos, partido que tem a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques para a vice — um nome que não passou pelo crivo do comando partidário. Fracassada a aliança com o PP, Flávio percebeu que precisa do aval dos comandos partidários. Por isso, ao discursar na convenção que consagrou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição em São Paulo, o candidato do PL ao Planalto elogiou o presidente do partido, Marcos Pereira. Flávio tem até o dia 5 para ver se convence o Republicanos a ser seu parceiro nessa empreitada. Mas, antes de qualquer coisa, terá que recuperar a confiança dos potenciais aliados.
Entrelinhas de Tarcísio
O discurso do governador Tarcísio de Freitas na convenção, com agradecimento especial ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido por muitos pesos-pesados da política no palco como um sonoro ‘sou grato, mas agora ando com as próprias pernas’. Por mais que tenha dito que Flávio Bolsonaro, se eleito, “ajudará São Paulo”, Tarcíso tem um leque de alianças de 11 partidos, que inclui o PSD de Ronaldo Caiado. O governador de São Paulo não dedicará toda a sua campanha à dobradinha com o Zero Um.
Aliás…
As comparações foram inevitáveis. Quando Tarcisio terminou de elencar os partidos que o apoiam, um as da política que acompanhava a convenção paulista comentou: “Se ele fosse o candidato ao Planalto, teria fila para ocupar a vice”.
Uma crise em Pernambuco
A federação PSDB Cidadania trocou de lado. Presidida por João Freire, filho do presidente de honra, Roberto Freire, tinha fechado a apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). O candidato do PSB, João Campos, cobrou do presidente nacional da federação, Aécio Neves, o compromisso de apoio selado lá atrás. Alex Manente, presidente nacional do Cidadania, destituiu o diretório estadual para que a federação apoie João Campos.
Outras intervenções
Pernambuco é apenas um dos 10 estados em que houve intervenção do Cidadania desde que Alex Manente assumiu o comando da legenda, e não necessariamente por causa dos palanques regionais. Já passaram por intervenção os diretórios de Paraíba, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
CURTIDAS
Traição/ Assim, o ex-presidente do Cidadania Roberto Freire reagiu à intervenção partidária em Pernambuco. Entregou, inclusive, o cargo de presidente de honra da federação PSDB Cidadania. É praticamente a aposentadoria de um quadro do antigo Partido Comunista. Porém, ele não deixará o partido: “Continuo filiado ao Cidadania. Até porque, tem minha única digital política e com lealdade e honra que infelizmente neste Brasil de hoje são coisas raras”.
E a Michelle, hein?/ A aposta é a de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro dirá sim à candidatura ao Senado pelo DF.
Vem aí/ Na próxima terça-feira, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregará uma lista de candidatos com contas julgadas irregulares para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 17h. O documento ajudará a Justiça Eleitoral na análise das candidaturas para estas eleições.
Tema relevante e necessário/ Decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes (foto) abre, nesta quarta-feira, o 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense, a partir de 8h, no Brasília Palace Hotel. Em debate, a importância da segurança jurídica no desafio para fortalecimento da infraestrutura no Brasil.
Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 1° de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Nas conversas entre o PL e a federação União Progressista, chegou a ser sugerida uma inversão da chapa presidencial, com Tereza Cristina na cabeça e Flávio Bolsonaro no papel de candidato a vice. Diz-se, inclusive, que a chapa invertida representaria um projeto de país, enquanto a permanência de Flávio era um projeto de família. O PL não topou, uma vez que quem tem a predominância da direita hoje é o sobrenome Bolsonaro, que, aliás, ajudou muita gente a se eleger país afora nas eleições mais recentes. Zero Um chegou para ficar. E não pretende abrir a liderança do bolsonarismo para ninguém que possa representar algo que deixe o sobrenome em segundo plano.
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A senadora que, nos tempos de pandemia, como ministra da Agricultura, trabalhava noite e dia para manter o agro a pleno vapor não tinha uma candidatura à Vice-Presidência como parte dos seus planos. Esta semana foi procurada pelo PL e disse que, se o partido topasse, ela comporia a chapa. Com a negativa, Tereza, aliviada, volta-se aos movimentos no Poder Legislativo, onde, se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não concorrer a mais dois anos no comando da Casa, ela será candidata.
Suspense prolongado…
As tensões para formação das chapas não vão terminar em 5 de agosto, último prazo para realização das convenções destinadas à oficialização das candidaturas. É que, em muitos estados, os diretórios vão delegar essas decisões às comissões executivas, a fim de permitir a composição dos palanques até o dia do registro das candidaturas, 15 de agosto.
… para Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ficou de dar uma resposta final ao partido apenas no próximo domingo, mas não está descartado que isso seja prorrogado para 15 de agosto, se houver essa delegação à comissão executiva.
O dinheiro está curto
A campanha nem começou e os deputados comentam que já estão faltando recursos. Na federação petista na Bahia (PT-PCdoB-PV), por exemplo, cada deputado deve receber cerca de R$ 2 milhões. E as despesas com transporte, material gráfico e impulsionamento nas redes sociais superam esse montante. Muitos estão adeptos das vaquinhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou um teto de gastos de R$ 3,1 milhões para cada candidato a deputado federal.
Master & Bahia
Aliados dos petistas no estado acreditam que o escândalo do Banco Master, no qual o senador Jaques Wagner (PT) é investigado, não deve ser o diferencial nas eleições baianas. Isso porque o ex-prefeito de Salvador ACM Neto também terá de se explicar. Porém, nos eventos de campanha, nada disso tem sido cobrado pelo eleitor.
CURTIDAS

Master e o Congresso/ O Ranking dos Políticos ouviu deputados e senadores sobreo que pensam acerca do escândalo do Banco Master e como ele impactará as eleições de outubro. Segundo o levantamento, a maioria do Congresso avalia que o caso vai beneficiar mais Lula, 49,1% na Câmara e 57,1% no Senado. Além disso, o Centro aposta que as investigações do banco vão favorecer o petista, sendo 40,3% na Câmara e 57,2% no Senado.
“Sou candidato a governador. Não há hipótese de ser vice de ninguém” Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ADBI), que, nessa segunda-feira, será oficializado candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSB.
Assuma!/ A resistência da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (foto, PSD), e de outros candidatos a governos estaduais pelo PSD em baterem no peito e chamarem Ronaldo Caiado (PSD) de “meu candidato a presidente da República” está incomodando muita gente na política. Muitos dizem “não entender” essa postura, ainda mais com o presidente do partido, Gilberto Kassab, no papel de vice na chapa.
Segurança jurídica/ Esse é o tema central do 8º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, na próxima quarta-feira. Entre os palestrantes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva (foto).
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 31 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A conversa “produtiva” da senadora Tereza Cristina (PP-MS) com o pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ainda não é suficiente para levar toda a estrutura da federação União Progressista, que une PP e União Brasil, a fechar um casamento nacional entre eles. Para isso, será preciso o PL abrir mão de algumas candidaturas e, para completar, ajustar diferenças de projetos entre a maioria dos partidos de viés conservador coma família Bolsonaro. O que se diz nas bastidores é que Tereza Cristina, ao abrir a porta para ser vice, pretende tirar dos próprios ombros qualquer responsabilidade sobre o futuro de Flávio. Aliás, lá atrás, o próprio Jair Bolsonaro dizia não confiar em Tereza para ser vice de seu filho.
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O que vem por aí/ Os próximos dias prometem muita tensão entre União Brasil e PP, uma vez que as alianças já estão fechadas na maioria dos estados e nem todas estão alinhadas ao PL. Nem no Sul do país. No Paraná e em Santa Catarina, a federação é adversária do PL, situação que se repete em, pelo menos, outros 10estados. Essa será a queda de braço do momento.
Mensagem clara
O fato de a direção do Republicanos trazer a convenção nacional do partido para a sede em Brasília foi lido como uma forma de reforçar a neutralidade da legenda na corrida presidencial deste ano. Interlocutores afirmam à coluna que a decisão está tomada e será anunciada na próxima terça-feira. Como o foco da legenda é aumentar as bancadas no Legislativo, os diretórios têm pedido ao presidente, deputado Marcos Pereira (SP), que mantenha a agremiação neutra.
E a Bahia, hein?
É um dos lugares em que Flávio Bolsonaro deverá usar o palanque de candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado, como o do pré-candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos), para se promover. É que interlocutores próximos a ACM Neto, postulante ao governo baiano, afirmam que ele deve apoiar o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial.
Pressão para o “sim”
O ex-prefeito de Divinópolis (MG) e pré-candidato a deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do senador Cleitinho (Republicanos), foi às redes sociais pedir o apoio dos eleitores a fim de pressionar a legenda a lançar a candidatura do senador ao governo de Minas Gerais. Gleidison afirma que a demora em decidir foi devido ao luto pela perda de outro irmão, Matheus, e disse que “eles (o partido) não querem deixar ele ser candidato”. No vídeo, Gleidson elogia o presidente Marcos Pereira e acredita que a decisão de barrar Cleitinho foi apenas devido a um desencontro.
E o Lulinha, hein?
Todas as vezes que alguém do PT cita as agruras de Flávio Bolsonaro no caso BRB-Master — em especial o financiamento do filme Dark Horse —, a turma do PL rebate citando as suspeitas sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silvano escândalo dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS. Agora, com a perspectivada investigação, Lula ganha o discurso de que não protege ninguém. E, para completar, o filho do presidente não é candidato ao Palácio do Planalto.
CURTIDAS

Queremos mais/ Com quase R$ 881milhões em valor de fundo eleitoral, o PL lançou uma vaquinha virtual para arrecadar doações para a campanha de Flávio Bolsonaro. “A contribuição é fundamental para fortalecer nossa mobilização”, afirma o candidato. Mesmo com esse montante, o partido disse não ter recurso suficiente para bancar todas as candidaturas lançadas.
Empatou geral/ A última pesquisa Quaest mostrou cinco pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul tecnicamente empatados: Manuela D’Avila (PSol, foto), com 12% das intenções devoto; Germano Rigotto (MDB), com 9%; Paulo Pimenta (PT), também com 9%; Marcel Van Hattem (Novo), com 7%; e Ubiratan Sanderson (PL), com 6%. Outro dado da pesquisa mostra que 65% do eleitorado gaúcho não sabe em quem votar.
Polarização no RS/ O levantamento da Quaest também analisou o cenário eleitoral para o Planalto. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados no estado. O presidente com 30% e o senador com 32%. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Melhor prevenir…/ …do que remediar. Preocupada com o efeito do El Niño nos municípios brasileiros, uma vez que há a possibilidade de se tornar um dos eventos climáticos mais intensos das últimas décadas, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) lança um guia para as cidades. O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para prefeituras, secretarias e equipes técnicas. A ideia é dar subsídio para organizar prevenção, resposta emergencial e recuperação dos territórios atingidos.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 29 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Essa frase será muito ouvida nas campanhas dos adversários da família Bolsonaro no nível estadual e federal. O fato de todos os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro terem deixado o Rio de Janeiro para outros voos — inclusive o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina — reforçará esse discurso. Ainda que Rogéria Bolsonaro, a ex-mulher de Bolsonaro, mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente, seja cotada como candidata a deputada federal pelo PL e use o sobrenome do ex-marido, não será a mesma coisa. Até porque nenhum dos filhos conseguirá acompanhá-la diariamente na campanha. Não por acaso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Rio de Janeiro nessa terça-feira. É um dos estados em que Bolsonaro nadou de braçada em 2022.
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Calcanhar de Aquiles/ O tema segurança pública também não será um mar de rosas para Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, por causa do enfrentamento do crime organizado no estado. “Um aliado principal de Flávio, o ex-governador do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), e os seus aliados de forma geral no Rio de Janeiro, estão profundamente imbricados num estado onde a questão da segurança está longe de ter sido enfrentada com a eficiência necessária”, comentou o cientista político Antônio Lavareda, em recente almoço do grupo Lide (Líderes Empresariais).
Ponto para Flávio
O Ranking dos Políticos foi acampo verificar quais os reflexos eleitorais da decisão dos Estados Unidos de classificar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na Câmara, 73,6% dos deputados acreditam que Flávio Bolsonaro (PL) é mais beneficiado. No Senado, esse percentual aumenta para 78,6%. O levantamento mostra que até na esquerda há essa percepção: 11,5% de deputados e 28,6% dos senadores desse viés político afirmaram que Flávio capitaliza mais.
Aposta eleitoral
A Polymarket, maior plataforma de mercado de previsões (prediction market) baseada em criptomoedas do mundo, anunciou que as chances de reeleição de Lula dispararam para um recorde histórico de 63% entre os seus usuários. Na plataforma, os apostadores compram tokens de “sim” ou “não” e, caso o desfecho escolhido se concretize, as pessoas podem trocar as criptomoedas pelo valor proporcional ao total apostado.
Plano B em curso
Como forma de contornar a falta de palanques nas disputas para os governos estaduais, os candidatos à corrida presidencial planejam compartilhar os comícios e caminhadas dos correligionários que concorrem às vagas no Legislativo. Assim, os presidenciáveis conseguem viabilizar campanhas em estados, mesmo sem a chapa completa. Antes de entrar para a sabatina do Correio, Ronaldo Caiado deixou claro que contará mais com os deputados do PSD e o seu vice, Gilberto Kassab, do que com Tarcísio de Freitas.
CURTIDAS

Olho no Joaquim/ O futuro político de Joaquim Barbosa (foto) é mais um dos vários suspenses que rondam as eleições deste ano. Ele deixou para a última semana a decisão sobre uma candidatura a vice-presidente, em parceria com outro mineiro, o ex-governador de Minas Romeu Zema, que oficializou seu nome ao Planalto.
“Não sou pão de queijo para me meterem conversa de dois mineiros” João Caldas, presidente do Democracia Cristã, numa conversa com a coluna em que foi incisivo ao dizer que se Joaquim Barbosa topar ser vice de Zema, está feito
Todos têm meta/ Não existe um só partido sem projeções eleitorais. O Novo, por exemplo, calcula conseguir eleger três senadores e de 10 a 15deputados federais.
Hora H/ Pré-candidatos e candidatos com baixa expressão em pesquisas de intenção de votos apostam nos debates como momento de virada entre o eleitorado brasileiro. O que mais defendem é que, ao serem escutados, os indecisos e eleitores que desejam uma opção à polarização do PT e PL vão, finalmente, se ver representados na disputa.
Coreia e Brasil/ Depois do forró no Alvorada, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jaemyung, saiu-se com esta, ao referir-se à proximidade que está criando com Lula: “Nos tornamos uma relação em que ‘como tem passado?’ soa mais natural do que ‘prazer em conhecê-lo’”. Vale lembrar que, na visita de Lula e da primeira-dama Janja à Coreia, o uso do “hanbok” (traje típico coreano) por Janja foi considerado uma deferência positiva às tradições daquele país.











