STF quebrado, sem pacificação, reforça pressão por impeachment

Crédito: Caio Gomez
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Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A fratura do Supremo Tribunal Federal não tem remédio e nem prazo para acabar. Ninguém tem mais dúvidas de que a crise se arrastará para além do período eleitoral, a contar pelo andar da carruagem no primeiro dia de julgamento. Os ministros não conseguiram sair das preliminares nem sequer definir procedimentos e ritos. O presidente Edson Fachin não teve força para fazer valer a sua vontade de ver um desfecho esta semana, ainda que tenha evitado decisões monocráticas e tomado todo o cuidado para não melindrar mais os colegas.

Por falar em Fachin…/ O presidente do STF não mudará seu estilo conciliador. A avaliação é de que se ele for mais duro para uma ou outra ala do STF, não conseguirá reaglutinar o plenário nem pacificar a Corte. Até aqui, o estilo Fachin não obteve um resultado claro — apenas adiou tudo. Se até o fim do ano não houver uma resposta, restará aos ministros do STF o pior dos mundos: ver as dificuldades do Supremo em resolver internamente suas crises servir de combustível para a análise de pedidos de impeachment dos ministros no Senado.

O sobrevivente

Ao sair de fininho da sessão do STF depois de se declarar impedido, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), Kassio Nunes Marques, busca se preservar de desgastes. Fará o mesmo quando do julgamento do caso do ministro André Mendonça. Impedido e fora da sessão, evitou que fosse confrontado com os supostos pagamentos ao seu filho pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro — pagamentos esses que o escritório do filho de Nunes Marques negou. Agora, Kassio espera ficar longe da crise para ultrapassar o período eleitoral.

Mendonça interpelado

Líderes evangélicos apresentaram um manifesto interpelando o ministro André Mendonça, que também é pastor. A carta termina assim: “As mãos que se erguem para abençoar o povo de Deus ao final do culto, as mãos que acalentam as vidas feridas e os sofrimentos dos fiéis, as mãos que abençoam as alianças do matrimônio, as mãos que consagram os elementos da Santa Ceia, as mãos que são impostas sobre cabeça de um novo pastor, em sua ordenação, e que invocam sobre ele o Espírito Santo de Deus não podem ser as mesmas mãos que empunham a espada, símbolo do poder do Estado. Parece-nos ser esta a razão da norma confessional inscrita na Confissão de Fé adotada pela Igreja Presbiteriana do Brasil”. O grupo aguarda uma resposta de Mendonça.

Imagem deteriorada

Os brasileiros confiam mais no trabalho da Polícia Federal do que no STF. A pesquisa Indexa Broadcast mostrou que a confiança na PF é de 70% contra 42% na Corte. O percentual de quem não confia no Supremo é ainda maior, 45%. De acordo com o CEO do instituto, Arilton Freres, o resultado mostra como a polarização política tem impactado a percepção do eleitor com as instituições.

CURTIDAS

Quem sabe um ministério?/ Aliados do candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmam que, a depender de quem vencer o pleito, ele pode aceitar virar ministro por ter uma certa independência na tomada de decisão. O que ele jamais tentará é uma vaga no Legislativo. Seus fiéis escudeiros dizem que o ex-governador de Minas Gerais não quer saber do Parlamento porque “odeia” não poder tomar decisões de forma mais direta.

O “bonde” do Renan/ O candidato do Missão, Renan Santos, passará essas três semanas até o dia da eleição dentro de um ônibus. A ideia é percorrer sete estados: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. A ideia é fazer, pelo menos, cinco cidades por dia.

Olho no olho/ São dois ônibus, um grande e outro menor, bem no estilo anos 1970. Em cada cidade, Renan fará panfletagem acompanhada de uma coletiva na praça, num contato direto com a população local. A primeira parada é Vinhedo (SP), onde mora a mãe do candidato.

Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

“Quem teve a coragem de abrir o Senado para permitir que, minimamente, o Parlamento acompanhasse os fatos foi uma mulher, vossa excelência (senadora Damares Alves— Republicanos-DF). E só a ministra Cármen, outra mulher, teve a decência de pedir desculpas ao povo brasileiro” Do senador Alessandro Vieira (MDB-SE, foto), após a sessão no STF sobre as mulheres em cargos públicos.

Fachin joga pela “colegialidade”

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Depois de retirar a relatoria do Inquérito das Fake News das mãos do ministro Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, estuda como fazer com que André Mendonça calce as sandálias da humildade. Para isso, não está descartado que a relatoria do Caso Master também troque de mãos. Os argumentos nesse sentido estariam no fato de Mendonça ter acolhido, em caráter liminar, um pedido de um partido político (no caso o Novo), que tem candidato à Presidência da República, em pleno período eleitoral. Soma-se a isso, as investigações envolvendo Moraes sem levar o caso diretamente à Presidência do STF. A ideia de Fachin é tirar dos ministros os instrumentos que têm usado para ataques mútuos e as armas usadas na guerra entre Moraes e Mendonça. Nas mãos de alguém como a ministra Carmen Lúcia, a expectativa é de que o STF se preserve diante de tanto desgaste.

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Ação e reação/ Ao homologar a delação premiada do empresário José Antonio Freixo Junior, o Mineiro, Mendonça age para mostrar que não está impondo um ritmo mais leve ao caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Porém, há quem avalie que tudo está muito lento. Mas não tão lento quanto o Inquérito das Fake News, que estava há sete anos nas mãos de Moraes.

STF no palco eleitoral

Com o Caso Master ditando o tom dessa fase da campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva percebeu que só vai tirar sua candidatura do desgaste se houver uma transparência total de tudo que já foi apurado nas operações sobre o banco liquidado e o caso do INSS. As apostas do PT são de que, embora tenha alguns dos seus, o caos nos demais partidos será maior.

Sem sigilo

Não é apenas Lula que defende o fim do sigilo de tudo o que se sabe a respeito dos laços e financiamentos de Daniel Vorcaro a terceiros. Na própria Polícia Federal (PF), tem muita gente defendendo que os sigilos do Caso Master e dos descontos ilegais do INSS sejam derrubados integralmente.

O que eles pensam

Para alguns policiais na ativa, há o sentimento de que a corporação está sendo utilizada, fatiada e não há como permanecer dessa forma. “Não somos um Poder e os ministros são reflexos do Poder. A PF quer uma defesa da instituição e vamos deixar isso claro”, disse à coluna Flávio Werneck, especialista em segurança pública, mestre em criminologia e policial federal.

Crianças apostam em bets

O caso das bets é mais grave do que se possa imaginar. Um estudo apresentado pela Frente Parlamentar de Educação revelou que crianças a partir dos 11 anos têm realizado esse tipo de aposta. E mais: a estimativa de gasto de estudantes brasileiros com esses jogos passou de R$ 1 bilhão em 2025. Leia mais no Blog da Denise, no site do Correio Braziliense.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Não espere um messias/ A ideia de Andrei Rodrigues de buscar um advogado particular para sua defesa arrisca virar moda. É que, na Esplanada, tem muita gente cansada de esperar a Advocacia-Geral da União (AGU).

Não é de hoje…/ Que Andrei Rodrigues e Jorge Messias (foto) têm diferenças. Agora que a AGU se sentiu escanteada na defesa do diretor-geral da PF, tem gente apostando que o mal-estar vai crescer.

PT e STF/ O PT tem reunião, hoje, na sede nacional do partido, em Brasília, para definir posição sobre a crise do Judiciário. Líderes foram convocados para o encontro a portas fechadas, nesta manhã. O direcionamento deve seguir a linha que Lula já tem utilizado em seus pronunciamentos: pedir a quebra de sigilo dos casos e investigação para todos, doa a quem doer.

Até tu, Goiás?/ Candidatos a deputado federal do PSD fazem campanha no estado de Ronaldo Caiado sem qualquer menção ao presidenciável do partido. Um exemplo é Daniel AgroBom, que, em Valparaiso de Goiás, faz campanha em parceria com um candidato a estadual pelo Agir sem pedir votos para o ex-governador. Se nem os candidatos goianos pedem votos para presidenciável, quem o fará?

Com STF na roda, Vorcaro fica sem delação

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decidir o que fará diante da crise aberta com as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Master, Daniel Vorcaro, qualquer perspectiva de delação premiada do ex-banqueiro ficará congelada. Entre subprocuradores, há quem considere que se Vorcaro, o empresário, quiser fazer uma delação premiada, não poderá proteger ninguém nem mirar num único alvo. Não dá para ele escolher quem será exposto e quem ficará à sombra. E nem dizer que não fez nada de errado no caso do BRB, conforme vem insistindo.

Por falar em Vorcaro…/ Muitos procuradores classificaram o último depoimento de Vorcaro à equipe do ministro André Mendonça, do STF, como uma tentativa de tirar da frente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Porém, o ex-banqueiro do Master não apresentou qualquer prova concreta contra o policial — apenas o fato de estarem em eventos. Vale lembrar que, nos idos de 2023 e 2024, o Master patrocinava seminários internacionais de think-tanks brasileiros, nos quais Andrei esteve entre os palestrantes. Daí a dizer que são “amigos ou próximos”, a distância é grande. Por essas e outras, a ideia é ir com muita calma. Vorcaro ainda é considerado um personagem perigoso, que tenta manipular a situação a seu favor. Até aqui, deu errado.

Moraes joga gasolina na crise

A decisão de Moraes contra Mendonça, acusando o ministro relator do caso Master de ilegalidades em operações — como a Compliance Zero —, aumenta a pressão sobre o presidente do STF, Edson Fachin. É ele quem deverá assumir o inquérito do banco de Vorcaro ou designar um ministro para fazê-lo. O gesto de Moraes é prova deque a guerra está longe do fim.

Os intranquilos

O STF reforçou a segurança da Corte desde o início da crise entre Moraes e Mendonça. Mais seguranças foram alocados no prédio principal, especialmente nas saídas e entradas da Corte. Moraes também reforçou a segurança pessoal. Fontes consultadas pela coluna disseram que o temor é de eventuais atos hostis mirando o Supremo em razão da repercussão do caso.

A Igreja se posiciona

Durante duas horas, os oito cardeais expuseram suas preocupações e opiniões sobre as eleições, no evento “Igreja e Política — Diálogo dos Cardeais do Brasil”, transmitido pela Rede Vida de Televisão. Com todo cuidado, todos deixaram claro que a Igreja não tem candidato, mas, sim, valores. E que é preciso respeito e propostas por parte daqueles que desejam governar o Brasil. Todos estão muito apreensivos com a agressividade e divisão do país neste pleito.

E a CMO, hein?

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) está parada desde antes do recesso parlamentar, em julho. Foi instalada apenas com o presidente, deputado Domingos Neto (PSDCE), e aguarda a indicação para os relatores da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA). O que se diz entre técnicos da CMO é que o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), ficará com a relatoria do Orçamento este ano.

CURTIDAS

O recado de Alcolumbre/ Tem nome e endereço o desabafo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez no plenário esta semana. O primeiro foi para Carlos Viana (PSD-MG) que, enquanto era filmado por um integrante de sua equipe, cobrou “coragem” de Alcolumbre para pautar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. “Se eu fosse só mais um senador, ia falar muita coisa naquele microfone ali, inclusive para colegas nossos que se acham no direito de fazer um vídeo agredindo as pessoas para o assessor, ao lado, estar filmando para ganhar curtida na rede social e, talvez, para querer ganhar a eleição dia 4 de outubro”.

6 x 1 e os cálculos/ A base governista pretende votar o fim da escala 6 x 1em uma provável semana de esforço concentrado, entre o primeiro e o segundo turno. Na hipótese de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, será mais uma tentativa de levar a oposição ao desgaste de apostar contra uma medida que tem a chancela da maioria dos trabalhadores.

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Onda Cury chega ao DF/ Os dois dígitos que Ronaldo Caiado (PSD) apresentava na pesquisa Correio/Opinião, no mês passado, aparecem agora redistribuídos entre ele e o candidato do Avante, Augusto Cury (foto) — que aparecena frente de Caiado. Os números do levantamento estão no site e impresso do Correio Braziliense.

Até aqui…/ Esta primeira semana de campanha eleitoral de rádio e tevê colocou Cury na terceira posição, mas não ao ponto de mexer totalmente no cenário onde predominam Lula e Flávio.

Colaborou: Renato Souza

Motivos para as desculpas de Flávio

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 24 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

O senador Flávio Bolsonaro demorou mais de um mês para pedir desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pela desconsideração com que a tratou quando foi guindado à condição de pré-candidato do PL ao Planalto. Agora, porém, diante das inúmeras dificuldades que sua campanha atravessa, não teve saída, senão buscar a aproximação. Coincidentemente, o gesto vem no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autoriza a abertura de inquérito para investigar o financiamento do filme Dark Horse — que levou Flávio a pedir dinheiro ao ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. A avaliação de muita gente próxima ao senador é a de que Michelle pode ajudar em várias frentes, até no episódio do filme.

Pulinhos/ Quando o nome de André Mendonça foi aprovado para ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2021, Michelle foi ao Senado acompanhar a votação ao lado de Mendonça. Ali, fizeram orações e comemoraram. À época, o vídeo em que Michelle aparece pulando de alegria pela aprovação do nome fez o maior sucesso nas redes sociais. Tem muita gente avaliando que se tem alguém capaz de fazer com que Mendonça dê algum alento a Flávio, é a madrasta do senador.

Nem vem

O ministro André Mendonça tem dito a amigos que suas atitudes não têm nada de deslealdade com os Bolsonaro. Ele tem feito o que foi indicado para fazer: seguir a lei e a Constituição. Nesse sentido, qualquer conversa com Michelle Bolsonaro sobre a investigação do filme Dark Horse não surtirá o efeito desejado pelos aliados de Flávio Bolsonaro.

Mais urgentes

Paralelamente à lupa que a Polícia Federal colocará sobre financiamento do filme Dark Horse, Michelle é considerada crucial para ajudar Flávio no eleitorado feminino, especialmente, no segmento evangélico. O senador está com dificuldade de conseguir mais espaço entre as igrejas pentecostais, onde Michelle fez muita campanha em 2022 em defesa da reeleição do marido.

Por falar em dificuldades…

Flávio Bolsonaro retomou as lives que o pai dele tinha o hábito de comandar. Aliás, ele tem estudado tudo o que o pai fez lá atrás para ver se consegue repetir o feito do então deputado, vitorioso em 2018. A diferença é que, naquela época, os filhos do então candidato a presidente eram desconhecidos. A receita das lives precisa de alguns ingredientes novos.

Hora de arrumar a casa

Interlocutores da campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará afirmam que o pré-candidato está muito ocupado com a corrida ao Palácio da Abolição para se preocupar com a eleição nacional. De acordo com a equipe econômica de Ciro, o estado deverá ter um déficit fiscal de R$ 2,2 bilhões em 2026, considerado uma situação “dificílima de recuperar”. Já existe um plano para reduzir o número de secretarias. Quando Ciro foi governador, eram 18 pastas. Cid Gomes governou para 21. Elmano de Freitas aumentou para 39.

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Crédito: Reprodução Instagram

O agradecimento dela/ No vídeo em que aceitou o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradece à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e à senadora Damares Alves (RepublicanosDF) pelo trabalho de pacificação entre madrasta e enteado. Não citou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Roseana e a saúde/ Recuperada do câncer, a ex-governadora, ex-senadora e ex-deputada Roseana Sarney (foto) está de volta aos palanques políticos maranhenses como candidata ao Senado. “Estou preparando uma série de projetos para a área de saúde e a luta contra o câncer”, diz ela à coluna. Roseana, que foi uma das musas do impeachment de Fernando Collor de Mello e da defesa da democracia no passado, agora se dedicará de corpo e alma a esses projetos.

Meu país, Piauí/ O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), está totalmente em modo campanha eleitoral. Menos de 24 horas após anunciar a neutralidade da federação União Progressista no pleito nacional e depois de diversas publicações sobre entregas no estado, o senador postou um vídeo curto com a filha. Dirigindo, ainda fez dancinha, em clima de “zero” preocupação.

Para onde vai Leila/ Pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-interventor na segurança pública Ricardo Cappelli não desistiu de ter a senadora Leila Barros compondo a sua chapa como candidata à reeleição. No PDT, porém, o que se diz é que Leila deve sair alinhada ao PT. A ausência do PSB nacional na convenção do PDT esta semana e a presença em peso do PT no evento foram lidos como um sinal de que Leila sairá na chapa petista.

“O bom juiz tem que ser reconhecido pelo respeito, não pelo medo”, afirma o ministro do STF André Mendonça

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Por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça afirmou que “um bom juiz tem que ser reconhecido pelo medo, não pelo medo” durante seu discurso no 24º Fórum Empresarial LIDE no Rio de Janeiro. A fala do ministro se deu na abertura do evento na manhã desta sexta-feira (22). “O fortalecimento do estado de direito passa por haver instituições justas, pelo fortalecimento do princípio da legalidade, pela autocontenção do poder judiciário, pela garantia do justo processo e pela garantia das liberdades básicas do cidadão. Para isso, precisamos fazer um compromisso público de que o bom juiz tem que ser reconhecido pelo respeito, não pelo medo. Que as suas decisões gerem paz social e não caos, incerteza e insegurança”, disse.

Crédito: Evandro Macedo LIDE

Mendonça também ressaltou que é preciso haver autocontenção do Poder Judiciário para garantir o equilíbrio entre os poderes. “Não bastam instituições justas e o princípio da legalidade fortalecido. O estado de direito fortalecido demanda uma autocontenção do Judiciário, tenho legitimidade para dizer isso, pois integro a mais alta corte do nosso país. O estado de direito não significa a prevalência da vontade ou das pré-compreensões dos intérpretes da lei. Eu tenho meus valores, minhas pré-compreensões, mas devo servir à lei e à Constituição. O que significa que o Judiciário não pode ser o fator de criação e inovação legislativa. O estado de direito impõe a autocontenção, que se contrapõe ao ativismo judicial. O ativismo suprime, desconsidera e supera os consensos sociais estabelecidos pelos representantes periodicamente eleitos pelo verdadeiro detentor do poder, que é o povo. Implica no reconhecimento implícito de que o Judiciário tem a prevalência sobre os demais Poderes, na superação da vontade democrática — cujo consenso legítimo pode ser decidir, mas também pode ser não decidir. Implica no enfraquecimento e na superação do princípio democrático e no reconhecimento implícito, ainda que não desejado, do enfraquecimento dos demais Poderes”, ressaltou o ministro.

Para o ministro, o ativismo judicial acaba tirando o senso de responsabilidade dos demais Poderes em assumir suas obrigações. “Por isso, ao invés de fortalecer a democracia, o ativismo a uma só vez é sintoma e causa do seu enfraquecimento. É sintoma porque se parte do pressuposto de que os demais Poderes não estão funcionando adequadamente, e pode ser que isso seja verdade, mas também a causa, porque impede o indispensável amadurecimento dos demais Poderes que se sentem desobrigados a assumir as suas próprias responsabilidades a partir das legítimas pressões exercidas pela sociedade a fim de legislarem, ainda que tomando decisões difíceis, e a fim de construírem o bem comum”, ponderou Mendonça.

Crédito: Evandro Macedo LIDE

O magistrado ainda citou a Constituição Federal de 1988 para destacar a independência e harmonia entre os Poderes. “Na nossa Constituição se fala de independência e harmonia entre os Poderes, o que demanda um equilíbrio institucional e demanda mais do que isso. Demanda instituições justas, responsáveis com a sociedade e com o bem comum. Na perspectiva do direito, significa que esse Estado é onde as leis governam, não é mais a vontade pessoal, não são mais os interesses individuais, mas a governança e o império, está na lei. É o estado onde a racionalidade deve estar presente, onde a lei e a racionalidade funcionam como um fator de estabilidade e não de crise. É o estado onde o arbítrio deve ser contido e a justiça deve estar presente”, pontuou o magistrado.

Liberdade de expressão

Em seu discurso, André Mendonça também defendeu que a liberdade de expressão do cidadão é um mecanismo chave para o fortalecimento do estado de direito. “Garantir as liberdades básicas significa que ninguém pode ser obrigado a fazer, ou deixar de fazer algo, senão em virtude de lei, é o que diz a nossa Constituição. Significa garantir que os cidadãos possam livremente se expressar e emitir suas opiniões, defender suas ideias sem censura, direta ou indireta, isto é, sem medo de serem perseguidos por suas falas públicas ou de terem suas falas privadas expostas de maneira ilegítima”, disse.

Citou ainda o voto do ex-ministro do STF Celso de Mello na reclamação 1.856 para condenar a prática judicial inibitória. “O ministro Celso de Mello, quando do julgamento da reclamação 1856, deixou registrado que em diversas ocasiões, ou diversas decisões, que o exercício da jurisdição não pode converter-se em uma prática judicial inibitória, muito menos censória da liberdade constitucional de expressão e de comunicação. Isso não tem apenas uma dimensão privada, liberdade de expressão não é apenas uma dimensão de um direito individual, ela tem uma dimensão pública. Porque sem liberdade de expressão e de opinião, não há democracia. Assim, a democracia está diretamente relacionada ao livre exercício da razão pública, não há democracia se as liberdades de expressão e de opinião estão cerceadas de maneira direta ou indireta”, declarou.

*Enviada especial

A lição de André Mendonça

Publicado em coluna Brasília-DF

A aprovação do nome de André Mendonça para a 11ª cadeira do Supremo Tribunal Federal (STF) foi vista como uma demonstração de resistência de Jair Bolsonaro e de seu ex-ministro, que agora completará o quadro da Corte. Para os políticos, ficou a certeza de que o presidente não verga fácil quando alguém resolve “bater o pé” contra alguma indicação dele. Isso porque, diante de todas as pressões para que desistisse de Mendonça, o presidente não recuou. Ficou também a certeza de que o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) não tem mais aquela liderança toda no Senado. Jogou contra o governo e perdeu.

Só tem um probleminha: Alcolumbre tem tudo para atrapalhar o governo. Afinal, 47 votos é um placar que não dá a Bolsonaro a tranquilidade para aprovar emendas constitucionais no Senado. As PECs precisam, no mínimo, de 49 votos.

PSB discute federação…

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, reuniu a bancada para discutir 2022 e saiu dali a ideia de discutir uma federação com partidos de esquerda, inclusive o PT. “Há uma predominância em favor da federação dentro da bancada, porém a decisão cabe ao diretório nacional”, disse o deputado Tadeu Alencar (PSB-PE).

... no campo da esquerda

A avaliação é a de que se for para fazer uma federação, a fim de garantir a eleição de seus deputados, não se pode descartar o PT, que hoje é o maior partido desse campo. Só tem um problemão no meio desse caminho: a federação com os petistas exigirá uma aliança de Norte a Sul do Brasil. E, nesse momento, na maioria dos estados ninguém quer ceder a cabeça de chapa.

Onde moram os problemas

Em São Paulo, berço do PT, o partido de Lula considera que não dá para deixar de ter candidato. E o PSB joga todas as fichas numa candidatura do ex-governador Márcio França. Em Pernambuco, os socialistas também terão candidato a governador e não cogitam apoiar um nome do PT.

Polêmica amortecida

A aprovação de André Mendonça para o STF vem num momento em que o mundo jurídico se debruçava sobre os empates em julgamentos de ações penais. A posição de Luiz Fux sobre os empates não beneficiarem os réus, foi rebatida por muitos advogados. “Fux está equivocado. A presunção de inocência tem garantia constitucional e, havendo empate, prevalece o favorável ao réu”, diz o advogado Renato Stanziola Vieira, mestre em Direito Constitucional pela PUC de São Paulo.

Alckmin e Lula no Prerrô/ O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin já confirmou presença na festa de fim de ano do grupo Prerrogativas, que reúne advogados progressistas ligados a partidos de esquerda. Será mais um encontro dele com Lula, que deve ir.

E o Joaquim, hein?/ Sergio Moro telefonou para Joaquim Barbosa. Quer ouvir as avaliações do relator do mensalão no STF sobre 2022 e a respeito dos projetos necessários para ampliar as medidas de combate à corrução no Brasil.

Por falar em Moro…/ Um dia depois de o livro do ex-ministro chegar às livrarias em defesa da Lava-Jato, o ministro Jesuíno Rissato, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entrou em cena para anular as condenações do ex-ministro Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Pelo andar da carruagem…/ Daqui a pouco, será como se nunca tivesse ocorrido qualquer malfeito na Petrobras, apesar de apenas um diretor, Pedro Barusco, ter devolvido US$ 97 milhões.

STF vai impor limites em dossiê com dados de servidores contrários a Bolsonaro

André Mendonça AGU
Publicado em coluna Brasília-DF, Política
Coluna Brasília-DF

Ao julgar o relatório sigiloso do Ministério da Justiça, o Supremo Tribunal Federal pretende impor limites, hoje, à execução de um suposto dossiê com dados de 579 servidores que se posicionaram contra Bolsonaro em redes sociais.

A onda do STF é tentar separar o que é dado de inteligência de perseguições, como aquelas promovidas pelo antigo Serviço Nacional de Informações (SNI). A Corte dirá que é preciso ter equilíbrio e, nesse sentido, virá um recado ao ministro da pasta, André Mendonça — do tipo: perseguição política não dá.

Legado poderoso

O procurador-geral da República, Augusto Aras, terá dificuldades em simplesmente fechar as portas da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, em setembro. Por mais que haja filhotes da megaoperação espalhados pelo país, o símbolo do combate à corrupção continua vivo. A avaliação de muitos promotores é a de que a suspensão dos processos de Deltan Dallagnol foi um sinal forte de que a operação precisa terminar suas apurações e pegar a turma que conseguiu se esquivar até aqui.

Muda geral/ Bolsonarista raiz, o deputado Capitão Derrite (Progressistas-SP) renunciou ao cargo de vice-líder do governo. Garante que não é resistência a Ricardo Barros, seu colega de partido, e sim para deixá-lo à vontade para compor a equipe. Ele diz também que não há reação dos bolsonaristas pela nova geografia política. As reclamações, segundo ele, fazem parte do processo e de ciúmes.

Por falar em processo…/ O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) já foi aconselhado a tomar calmante para a acareação com o empresário Paulo Marinho, marcada para setembro. No depoimento, o senador ficou nervoso só de ouvir a voz do ex-amigo.

Festa virtual I/ Em razão da pandemia, a 13ª edição do Prêmio Congresso em Foco será totalmente on-line. Os vencedores serão conhecidos hoje, às 20h, em cerimônia transmitida pelo site e pelas redes sociais (You Tube, Instagram, Twitter e Facebook) do Congresso em Foco. A cantora Fernanda Abreu fecha o evento com um show exclusivo.

Festa virtual II/ A premiação bateu recorde de votação pela internet, com mais de 2 milhões de votos computados em apenas duas semanas. Vale lembrar que o processo de escolha popular é auditado pela APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais). Somando todas as categorias, são 75 parlamentares nominados.

André Mendonça, o novo ministro da Justiça

André Mendonça
Publicado em Governo Bolsonaro

 

O novo ministro da Justiça será o Advogado Geral da União, André Mendonça. Mendonça é um ministro de perfil discreto, técnico e “terrivelmente evangélico”, que já esteve cotado inclusive para o Supremo Tribunal Federal. O blog recebeu a informação de pessoas ligadas e fiéis ao presidente Jair Bolsonaro. A escolha foi fechada hoje e se deveu a vários motivos. O principal deles foi a dificuldade de colocar na Secretário Geral da Presidência da República, onde está Jorge Oliveira, alguém que fosse da “copa e cozinha” do presidente. Mandar Jorge Oliveira para a Justiça seria “cobrir um santo para deixar outro descoberto”.

Entre os aliados, há quem diga que é muito mais fácil buscar alguém para a AGU do que para o cargo do Planalto, que, entre outras atribuições, ajuda o presidente na avaliação das leis que serão sancionadas. Além disso, a escolha de Oliveira sacramentaria a versão de que o presidente quer, na Justiça, alguém mais ligado à sua família. Jorge Oliveira trabalhou no gabinete de Eduardo Bolsonaro antes de ser guindado ao posto de “ministro da casa”, jargão usado para definir os ministros com assento no Palácio do Planalto.

Sob o ponto de vista político, muitos afirmam que o fato de Bolsonaro apresentar Mendonça como seu ministro da Justiça e Segurança Pública ajudará a reduzir as críticas pela nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal. Ramagem é da “cozinha” do presidente. Mendonça, não. Resta saber se a troca de Jorge Oliveira por André Mendonça vai mesmo melhorar o clima na Polícia Federal com a chegada de Ramagem. Até aqui, apenas o problema de Bolsonaro no Planalto é que está resolvido, assim como o titular do Ministério da Justiça. a PF continuará como ponto nevrálgico.

André Mendonça, da AGU, é visto como o evangélico de Bolsonaro para o STF

André Mendonça AGU
Publicado em coluna Brasília-DF
Coluna Brasília-DF

Dia desses, numa reunião ministerial no Planalto, o ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, fez vários elogios ao ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, por causa da sustentação oral no Supremo Tribunal Federal em defesa da Petrobras.

Mal o almirante terminou de falar, o presidente Jair Bolsonaro completou: “E ele é evangélico!”. Os olhares se voltaram, então, para o ministro Sérgio Moro que, à mesa, não moveu a pestana. Para aqueles ministros seguidores da máxima “para bons entendedores, meia palavra basta”, Bolsonaro indicava ali em quem estava pensando quando havia dito que era chegada a hora de nomear um evangélico para o STF.

Dentro e fora do governo, Mendonça encabeça a bolsa de apostas. Moro, na defensiva, deixou de ser o plano A. Na entrevista que o Correio trouxe nesse domingo, o próprio Moro põe o STF em segundo plano. Depois da divulgação dos diálogos, sites e canais de youtube simpáticos ao governo tratam o ministro como o sucessor de Bolsonaro. Ele está, a cada dia, mais político e menos juiz.

Ele é assim

A um amigo, o presidente Jair Bolsonaro foi direto, dia desses, ao dizer que esquecesse a lista tríplice para a Procuradoria. Isso significa que ele escolherá quem quiser e considerar melhor para o cargo. E não quem a categoria prefere, tá ok?

Bolsonaro tomou gosto

Passados seis meses no cargo, os políticos dão o veredito: O presidente Jair Bolsonaro sentou-se de fato na cadeira, não se intimida mais com militares, nem tampouco com experts em áreas que ele não domina. Descobriu que pode muito e, devagarinho, trocou quase todos os ministros do Planalto. Da formação inicial, restam os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno, ambos sob constantes ataques.

Tem limite

A torcida, entretanto, é que não use esse poder para prevalecer a sua vontade e jogar o povo contra os outros Poderes da República. A questão dos policiais federais na reforma da Previdência, nesta semana, será mais um teste. Se nada mudar, dizem alguns, não dará para o presidente ficar no discurso fácil, do “eu queria, mas eles não deixaram”. Afinal, governar significa também buscar consensos e olhar o todo. Não apenas o lado de uma determinada categoria.

A casa da federação…

A defesa que o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho, fez da inclusão dos servidores estaduais na reforma da Previdência deixou muitos com a impressão de que, se a Câmara não incluir quando da votação em plenário, o Senado o fará. Só tem um problema aí: incluindo qualquer artigo nesse sentido, o projeto volta para nova rodada de deliberação entre os deputados.

…E dos governadores

No Senado, quem não foi governador tem pretensão de ser. Quem já ocupou o cargo sabe como é difícil a administração das despesas previdenciárias. Quem ainda não chegou lá fica preocupado só de pensar na hipótese de faltar recursos para pagar aposentados.

Curtidas

Damares ameaçada. De novo/ A Polícia Federal reforçou a segurança da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves. É que, quase diariamente, ela recebe ameaças de morte nas redes sociais.

Palavra de Bolsonaro I/ A Frente Parlamentar em Defesa de Furnas começará quente. A ideia é espalhar nas redes sociais vídeos com várias falas do presidente da República garantindo que a empresa está fora do rol de privatizações de seu plano de governo. São várias gravações ao longo da campanha, inclusive uma em que Bolsonaro aparece ao lado do senador Flávio Bolsonaro, o 01.

Palavra de Bolsonaro II/ A Frente Parlamentar será instalada na Câmara dos Deputados na terça-feira, às 11h, e parlamentares planejam exibir os vídeos para lembrar à equipe econômica o que o presidente prometeu na campanha. E, vale registrar, até aqui, o presidente tem cumprido a palavra empenhada junto ao eleitorado.