Nunes Marques na batalha eleitoral

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, PL, Política, PP, STF, TSE

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 4 de agosto de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

Na volta do recesso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, fez o que se esperava: defendeu a urna eletrônica e o sistema que consagra a democracia brasileira. Para comprovar o que diz, pretende promover diversas demonstrações públicas, entre atividades educativas e visitas guiadas, acerca da “transparência” e “robustez” da urna eletrônica e do sistema digital de votação.

A mensagem de Nunes Marques é um contraponto à posição de Flávio Bolsonaro em relação à lisura da disputa eleitoral no Brasil. Em julho, o presidenciável lançou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, ao mencionar uma empresa envolvida em suspeitas de fraude nas eleições venezuelanas. Na ocasião, o TSE afirmou serem “falsas as mensagens que circularam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil”.

Crédito: Maurenilson Freire

Para além do discurso, há uma expectativa de como Nunes Marques atuará ao longo dos próximos meses na batalha das urnas. Pesquisas eleitorais, uso de deep fakes e suspeitas contra a eleição são os primeiros problemas a desafiar a corte comandada pelo ministro. Há, ainda, a vigilância de integrantes do Supremo Tribunal Federal, como o ministro Alexandre de Moraes. Ele já deixou claro ter uma visão bastante severa sobre artimanhas como o vídeo de IA com Jair Bolsonaro. Moraes cobrou explicações da campanha de Flávio, alegando possível “flagrante desrespeito à legislação eleitoral.”

Violência processual

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve aprovar, nesta terça-feira, uma recomendação para orientar magistrados a identificar e coibira violência processual de gênero — quando o processo judicial é usado para intimidar, controlar, retaliar ou revitimizar mulheres.

Não à intimidação

Relatora da proposta, a conselheira Jaceguara Dantas afirma que a medida busca impedir que o próprio sistema de Justiça seja transformado em instrumento de perpetuação da violência. Segundo ela, é comum que, após a vítima denunciar o agressor, este passe a mover sucessivas ações nas áreas cível, criminal e de família como forma de intimidação e continuidade do ciclo de violência. A iniciativa será apresentada às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha.

Suspense

Na convenção partidária estadual realizada no último fim de semana, a federação União Progressistas deixou em aberto a decisão de apoiar ou não a candidatura do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB). O evento oficializou a candidatura do deputado Arthur Lira (PP) ao Senado, mas sem nome ao governo ou apoio ao projeto de JHC. A Federação e o PSDB devem conversar mais até amanhã para selar ou declinar do apoio ao ex-prefeito.

Cálculos mineiros I

O PL de Minas Gerais entrou em campo para apoiar a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo. O presidente do diretório estadual, deputado Zé Vitor, reuniu-se ontem com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para reforçar o apoio ao senador e garantir a aliança até o final.

Cálculos mineiros II

O movimento, contudo, foi insuficiente. Agora, o PL vai recalcular rota e organizar a chapa própria ao governo mineiro. A ideia de coligar com o senador republicano era atrair o apoio da federação União Progressista e formar uma grande aliança da direita no estado.

Chapa feminina

Após a expulsão de Aldo Rebelo do partido e a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa de concorrer ao Palácio do Planalto, o Democracia Cristã aposta na força das mulheres para a corrida presidencial. O partido deve oficializar, amanhã, o nome da advogada e presidente do diretório em Mato Grosso, Clariana Barão, como candidata à presidente e o da advogada Fabiana Torquato como sua vice.

Crédito: Antonio Leal/TCU

O fator Lula

Aliados do ex-prefeito de Recife João Campos (PSB) acreditam que, quando o presidente Lula subir ao palanque do presidente do PSB, o nome de Campos vai deslanchar na eleição para o governo de Pernambuco. Eles afirmam que não veem Lula apoiando Raquel Lyra (PSD). Explicam que há vários gestos do PT ao PSB, como a manutenção da vice-presidência de Geraldo Alckmin. Não haveria motivos, portanto, para se fazer “uma descortesia” com João Campos.

Contas públicas

O presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo Filho (foto), é um dos palestrantes do 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense. Amanhã, a partir das 8h, no Hotel Brasília Palace, juristas, parlamentares e empresários debatem a segurança jurídica e os desafios para o desenvolvimento da infraestrutura do Brasil. Todos os leitores poderão acompanhar pelas redes sociais do Correio, TV Lide e se informar sobre os principais pontos do evento na edição impressa do Correio Braziliense.

O primeiro elemento da política

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Michelle Bolsonaro, PL, Política, PP

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 2° de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, caminha para uma chapa pura nessa temporada eleitoral. E o fator mais citado nos bastidores para que ele chegasse à largada da campanha oficial com esse cenário é a falta de confiança que disseminou nos potenciais aliados e a forma com buscou essa aproximação. A confiança começou a ruir quando, em reunião fechada com o time do PL e em outros encontros privados, Flávio, olhando nos olhos dos interlocutores, afirmou que não havia nada que o ligasse a Daniel Vorcaro, o que foi desmentido dias depois. Esse foi o motivo que levou à revoada das agremiações para a montagem de projetos longe do candidato do PL. Não por causa do envolvimento com o ex-banqueiro, mas pelo fato de ter omitido algo que todos deveriam saber para montar uma estratégia de defesa. E, em política, sem passar confiança, não se conquista. Esse é hoje o principal desafio de Flávio para reconquistar apoios e simpatias.

» » » » » » »

E a forma?/ Os gestos, em política também importam. Flávio passou as últimas semanas atrás de uma vice para a sua chapa. Ele só procurou a senadora Tereza Critina depois que já havia recebido um “não” do presidente do PP, Ciro Nogueira. Depois, em vez de conversar com todo o PP, chamou Tereza Cristina para uma conversa sem juntar o presidente do partido. A tentativa de dar o fato consumado não prosperou, e o PP pediu a inversão da chapa. Agora, volta ao Republicanos, partido que tem a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniela Marques para a vice — um nome que não passou pelo crivo do comando partidário. Fracassada a aliança com o PP, Flávio percebeu que precisa do aval dos comandos partidários. Por isso, ao discursar na convenção que consagrou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição em São Paulo, o candidato do PL ao Planalto elogiou o presidente do partido, Marcos Pereira. Flávio tem até o dia 5 para ver se convence o Republicanos a ser seu parceiro nessa empreitada. Mas, antes de qualquer coisa, terá que recuperar a confiança dos potenciais aliados.

Entrelinhas de Tarcísio

O discurso do governador Tarcísio de Freitas na convenção, com agradecimento especial ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido por muitos pesos-pesados da política no palco como um sonoro ‘sou grato, mas agora ando com as próprias pernas’. Por mais que tenha dito que Flávio Bolsonaro, se eleito, “ajudará São Paulo”, Tarcíso tem um leque de alianças de 11 partidos, que inclui o PSD de Ronaldo Caiado. O governador de São Paulo não dedicará toda a sua campanha à dobradinha com o Zero Um.

Aliás…

As comparações foram inevitáveis. Quando Tarcisio terminou de elencar os partidos que o apoiam, um as da política que acompanhava a convenção paulista comentou: “Se ele fosse o candidato ao Planalto, teria fila para ocupar a vice”.

Uma crise em Pernambuco

A federação PSDB Cidadania trocou de lado. Presidida por João Freire, filho do presidente de honra, Roberto Freire, tinha fechado a apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). O candidato do PSB, João Campos, cobrou do presidente nacional da federação, Aécio Neves, o compromisso de apoio selado lá atrás. Alex Manente, presidente nacional do Cidadania, destituiu o diretório estadual para que a federação apoie João Campos.

Outras intervenções

Pernambuco é apenas um dos 10 estados em que houve intervenção do Cidadania desde que Alex Manente assumiu o comando da legenda, e não necessariamente por causa dos palanques regionais. Já passaram por intervenção os diretórios de Paraíba, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Ceará, Sergipe, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

CURTIDAS

Traição/ Assim, o ex-presidente do Cidadania Roberto Freire reagiu à intervenção partidária em Pernambuco. Entregou, inclusive, o cargo de presidente de honra da federação PSDB Cidadania. É praticamente a aposentadoria de um quadro do antigo Partido Comunista. Porém, ele não deixará o partido: “Continuo filiado ao Cidadania. Até porque, tem minha única digital política e com lealdade e honra que infelizmente neste Brasil de hoje são coisas raras”.

E a Michelle, hein?/ A aposta é a de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro dirá sim à candidatura ao Senado pelo DF.

Vem aí/ Na próxima terça-feira, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, entregará uma lista de candidatos com contas julgadas irregulares para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 17h. O documento ajudará a Justiça Eleitoral na análise das candidaturas para estas eleições.

Tema relevante e necessário/ Decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes (foto) abre, nesta quarta-feira, o 8º Brasília Summit Lide Correio Braziliense, a partir de 8h, no Brasília Palace Hotel. Em debate, a importância da segurança jurídica no desafio para fortalecimento da infraestrutura no Brasil.

 

Só com inversão de chapa

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, Michelle Bolsonaro, PL, Política, PP, PSB, PSD, Senado

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 1° de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Nas conversas entre o PL e a federação União Progressista, chegou a ser sugerida uma inversão da chapa presidencial, com Tereza Cristina na cabeça e Flávio Bolsonaro no papel de candidato a vice. Diz-se, inclusive, que a chapa invertida representaria um projeto de país, enquanto a permanência de Flávio era um projeto de família. O PL não topou, uma vez que quem tem a predominância da direita hoje é o sobrenome Bolsonaro, que, aliás, ajudou muita gente a se eleger país afora nas eleições mais recentes. Zero Um chegou para ficar. E não pretende abrir a liderança do bolsonarismo para ninguém que possa representar algo que deixe o sobrenome em segundo plano.

» » »

A senadora que, nos tempos de pandemia, como ministra da Agricultura, trabalhava noite e dia para manter o agro a pleno vapor não tinha uma candidatura à Vice-Presidência como parte dos seus planos. Esta semana foi procurada pelo PL e disse que, se o partido topasse, ela comporia a chapa. Com a negativa, Tereza, aliviada, volta-se aos movimentos no Poder Legislativo, onde, se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não concorrer a mais dois anos no comando da Casa, ela será candidata.

Suspense prolongado…

As tensões para formação das chapas não vão terminar em 5 de agosto, último prazo para realização das convenções destinadas à oficialização das candidaturas. É que, em muitos estados, os diretórios vão delegar essas decisões às comissões executivas, a fim de permitir a composição dos palanques até o dia do registro das candidaturas, 15 de agosto.

… para Michelle Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ficou de dar uma resposta final ao partido apenas no próximo domingo, mas não está descartado que isso seja prorrogado para 15 de agosto, se houver essa delegação à comissão executiva.

O dinheiro está curto

A campanha nem começou e os deputados comentam que já estão faltando recursos. Na federação petista na Bahia (PT-PCdoB-PV), por exemplo, cada deputado deve receber cerca de R$ 2 milhões. E as despesas com transporte, material gráfico e impulsionamento nas redes sociais superam esse montante. Muitos estão adeptos das vaquinhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou um teto de gastos de R$ 3,1 milhões para cada candidato a deputado federal.

Master & Bahia

Aliados dos petistas no estado acreditam que o escândalo do Banco Master, no qual o senador Jaques Wagner (PT) é investigado, não deve ser o diferencial nas eleições baianas. Isso porque o ex-prefeito de Salvador ACM Neto também terá de se explicar. Porém, nos eventos de campanha, nada disso tem sido cobrado pelo eleitor.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução TSE

Master e o Congresso/ O Ranking dos Políticos ouviu deputados e senadores sobreo que pensam acerca do escândalo do Banco Master e como ele impactará as eleições de outubro. Segundo o levantamento, a maioria do Congresso avalia que o caso vai beneficiar mais Lula, 49,1% na Câmara e 57,1% no Senado. Além disso, o Centro aposta que as investigações do banco vão favorecer o petista, sendo 40,3% na Câmara e 57,2% no Senado.

“Sou candidato a governador. Não há hipótese de ser vice de ninguém” Ricardo Cappelli, ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ADBI), que, nessa segunda-feira, será oficializado candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PSB.

Assuma!/ A resistência da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (foto, PSD), e de outros candidatos a governos estaduais pelo PSD em baterem no peito e chamarem Ronaldo Caiado (PSD) de “meu candidato a presidente da República” está incomodando muita gente na política. Muitos dizem “não entender” essa postura, ainda mais com o presidente do partido, Gilberto Kassab, no papel de vice na chapa.

Segurança jurídica/ Esse é o tema central do 8º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, na próxima quarta-feira. Entre os palestrantes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva (foto).

O desafio da aliança

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, PL, Política, PP, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 31 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A conversa “produtiva” da senadora Tereza Cristina (PP-MS) com o pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ainda não é suficiente para levar toda a estrutura da federação União Progressista, que une PP e União Brasil, a fechar um casamento nacional entre eles. Para isso, será preciso o PL abrir mão de algumas candidaturas e, para completar, ajustar diferenças de projetos entre a maioria dos partidos de viés conservador coma família Bolsonaro. O que se diz nas bastidores é que Tereza Cristina, ao abrir a porta para ser vice, pretende tirar dos próprios ombros qualquer responsabilidade sobre o futuro de Flávio. Aliás, lá atrás, o próprio Jair Bolsonaro dizia não confiar em Tereza para ser vice de seu filho.

» » »

O que vem por aí/ Os próximos dias prometem muita tensão entre União Brasil e PP, uma vez que as alianças já estão fechadas na maioria dos estados e nem todas estão alinhadas ao PL. Nem no Sul do país. No Paraná e em Santa Catarina, a federação é adversária do PL, situação que se repete em, pelo menos, outros 10estados. Essa será a queda de braço do momento.

Mensagem clara

O fato de a direção do Republicanos trazer a convenção nacional do partido para a sede em Brasília foi lido como uma forma de reforçar a neutralidade da legenda na corrida presidencial deste ano. Interlocutores afirmam à coluna que a decisão está tomada e será anunciada na próxima terça-feira. Como o foco da legenda é aumentar as bancadas no Legislativo, os diretórios têm pedido ao presidente, deputado Marcos Pereira (SP), que mantenha a agremiação neutra.

E a Bahia, hein?

É um dos lugares em que Flávio Bolsonaro deverá usar o palanque de candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado, como o do pré-candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos), para se promover. É que interlocutores próximos a ACM Neto, postulante ao governo baiano, afirmam que ele deve apoiar o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial.

Pressão para o “sim”

O ex-prefeito de Divinópolis (MG) e pré-candidato a deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do senador Cleitinho (Republicanos), foi às redes sociais pedir o apoio dos eleitores a fim de pressionar a legenda a lançar a candidatura do senador ao governo de Minas Gerais. Gleidison afirma que a demora em decidir foi devido ao luto pela perda de outro irmão, Matheus, e disse que “eles (o partido) não querem deixar ele ser candidato”. No vídeo, Gleidson elogia o presidente Marcos Pereira e acredita que a decisão de barrar Cleitinho foi apenas devido a um desencontro.

E o Lulinha, hein?

Todas as vezes que alguém do PT cita as agruras de Flávio Bolsonaro no caso BRB-Master — em especial o financiamento do filme Dark Horse —, a turma do PL rebate citando as suspeitas sobre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silvano escândalo dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS. Agora, com a perspectivada investigação, Lula ganha o discurso de que não protege ninguém. E, para completar, o filho do presidente não é candidato ao Palácio do Planalto.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Queremos mais/ Com quase R$ 881milhões em valor de fundo eleitoral, o PL lançou uma vaquinha virtual para arrecadar doações para a campanha de Flávio Bolsonaro. “A contribuição é fundamental para fortalecer nossa mobilização”, afirma o candidato. Mesmo com esse montante, o partido disse não ter recurso suficiente para bancar todas as candidaturas lançadas.

Empatou geral/ A última pesquisa Quaest mostrou cinco pré-candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul tecnicamente empatados: Manuela D’Avila (PSol, foto), com 12% das intenções devoto; Germano Rigotto (MDB), com 9%; Paulo Pimenta (PT), também com 9%; Marcel Van Hattem (Novo), com 7%; e Ubiratan Sanderson (PL), com 6%. Outro dado da pesquisa mostra que 65% do eleitorado gaúcho não sabe em quem votar.

Polarização no RS/ O levantamento da Quaest também analisou o cenário eleitoral para o Planalto. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados no estado. O presidente com 30% e o senador com 32%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Melhor prevenir…/ …do que remediar. Preocupada com o efeito do El Niño nos municípios brasileiros, uma vez que há a possibilidade de se tornar um dos eventos climáticos mais intensos das últimas décadas, a Associação Brasileira de Municípios (ABM) lança um guia para as cidades. O Guia Prático para Enfrentamento ao Super El Niño e Eventos Climáticos Extremos reúne orientações para prefeituras, secretarias e equipes técnicas. A ideia é dar subsídio para organizar prevenção, resposta emergencial e recuperação dos territórios atingidos.

Riscos extremos

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise com os EUA, Crise diplomática, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, PL, Política, Republicanos, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Com a renovação do “emergency act” contra o Brasil publicada no Diário Oficial do governo dos Estados Unidos, chovem memes nas redes sociais, em especial, no WhatsApp, insinuando o sequestro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tal e qual os norte-americanos fizeram com o ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Até aqui, essas postagens não têm qualquer relação com a verdade ou ações dos Estados Unidos. Porém, os que receiam o caos são unânimes em afirmar que o governo brasileiro tem que estar preparado para tudo.

Faca de dois gumes/ Qualquer ação mais radical de Donald Trump, porém, tende a jogar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no mesmo gueto que levou seu pai a perder a eleição em 2022. Naquele período, as ações radicais de apoiadores às vésperas do pleito — como, por exemplo, a então deputada Carla Zambelli correndo pelas ruas de São Paulo de arma em punho em perseguição a um apoiador de Lula — foram vistas pelos próprios aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como algo que reduziu a ampla diferença que ele teria para o petista em São Paulo. Se o governo Trump praticar qualquer ação extremista, Flávio terá novas dificuldades pela frente.

Cada um com seu cada qual

Com os excelentes índices apresentados pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no levantamento da Quaest, é nele que Flávio terá que ancorar sua candidatura para ampliar a diferença em relação a Lula. Já o adversário de Tarcísio, Fernando Haddad (PT), e Lula terão que colar suas campanhas em Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que lideram a corrida paulista para o Senado.

Por falar em Tarcísio…

O presidente do Republicanos no Distrito Federal, Joaquim Mauro, não esconde de ninguém que Tarcísio era o “mais preparado” para concorrer ao Palácio do Planalto. Porém, “há fatores políticos que estão acima do mundo ideal”, afirmou em entrevista ao CB.Poder.

Porta de saída

Ao dizer que será candidato a governador de qualquer jeito, o senador Cleitinho (Republicanos) corre o risco de terminar expulso do partido. Apesar do luto pelo falecimento do irmão, em 18 de julho, o partido esperava uma satisfação aos correligionários, que esperavam há meses por uma resposta. Para completar, Cleitinho, agora, chamou os partidários de “vagabundos”.

Ainda tem muito chão

A Polícia Federal ainda não concluiu as análises de todos os telefones do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Falta avaliar o conteúdo de três aparelhos, o que só aumenta o suspense entre os candidatos a estas eleições — e em todos os partidos.

CURTIDAS

Crédito: Instagram pessoal

Polarização eterna/ A eleição de 2026 mal começou e alguns políticos já anteveem que o mano a mano entre uma direita mais radical e a esquerda não vai passar tão cedo. Depois de Lula e os Bolsonaro, a próxima aposta é Nikolas Ferreira (PL-MG) versus João Campos (PSB-PE).

Por falar em Minas…/ Por lá, se diz que o senador Cleitinho está igual à famosa frase de José Saramago sobre o desencontro amoroso em “História do Cerco de Lisboa”: “Quando me querias, eu não te quis. Quando eu queria, não me quiseste. Quando quisemos, a vida não quis.” A vida, no caso, é o partido Republicanos.

Um adesivo de eliminação/ O adesivo redondo escrito “anti Manu” que o deputado Zucco (PL-RS) exibia no peito, com um X sobre o rosto da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D’Ávila, era da pré-candidata a deputada federal Júlia Zardo (Novo, foto). Num tom agressivo no Instagram pessoal, ela disse que trata-se de uma crítica a tudo que Manuela representa. Fez questão de colar o adesivo no peito e afirmou que seu nome havia sido apagado da reclamação feita pelo PSol. Citou, ainda, que há muros pichados em Porto Alegre coma inscrição “nocaute à extrema direta”, onde aparece o nome da ex-deputada Luciana Genro.

Em tempo/ Uma candidata a deputada federal começar a campanha ao Parlamento, a Casa do diálogo, com o adesivo “anti” qualquer pessoa, e com um x sobre o rosto de uma adversária política, corre o risco de queimar a largada.

Um problema para Flávio

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise diplomática, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Lula, MDB, PL, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 28 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Por mais que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, insista numa chapa com um integrante do Republicanos de vice, esse casamento partidário está para lá de difícil — e o motivo principal nem é o peso de Lula no Nordeste. É a entrada do senador e filho 01 nas igrejas evangélicas Brasil afora sem pedir bênção a ninguém. Esse é o principal motivo apontado nas conversas mais reservadas dentro do partido.

» » »

Demorou demais/ Obviamente, somam-se a isso as parcerias fechadas pelo Republicanos com outros candidatos ao Planalto Brasil afora. Vale lembrar que, na primeira campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1994,o então presidente do extinto PFL, Jorge Bornhausen, que iria indicar o vice em abril daquele ano, cobrou dos tucanos que se esforçassem para apoiar os candidatos pefelistas e recusassem outros parceiros. Houve tempo de corrigir algumas rotas, mas não todas. No caso do Republicanos, a avaliação é de que Flávio demorou demais. Tratou o partido como “sobra”, uma vez que outros movimentos fracassaram. E agora é tarde. A legenda caminha para anunciar a neutralidade, tal e qual a federação União Progressista e o MDB.

“Quem é esse cara?!”

A pergunta foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva referindo-se ao presidente Javier Milei, logo depois que tomou conhecimento das críticas e acusações feitas pelo argentino. No Planalto, a avaliação é de que Milei quer chamar Lula para o ringue a fim de se cacifar para ser o interlocutor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América do Sul, caso Flávio Bolsonaro perca a eleição.

Respostas institucionais, mas…

Lula está decidido a não cair nas provocações de Milei. A intenção, conforme avaliam assessores palacianos, é o presidente ficar quieto e “não bater palma para maluco dançar”. Obviamente, no calor de um discurso de improviso num palanque, vai ser difícil cumprir a própria determinação.

Enquanto isso, no Itamaraty…

As medidas oficiais a respeito do comportamento de Milei ainda serão decididas em um novo encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli. O desta semana foi apenas para troca de ideias.

Meta robusta

A neutralidade do MDB na eleição presidencial deste ano vem no sentido de criar condições para a eleição de 50 deputados federais e algo entre 10 e 12 senadores. Em Alagoas, por exemplo, o partido está aliado a Lula, mas, em Goiás, a Ronaldo Caiado (PSD). E em São Paulo, o partido apoia Flávio Bolsonaro (PL).

CURTIDAS

Crédito: Instagram/Manuela D’Ávila

Adesivo agressivo/ A campanha do deputado Zucco, em Porto Alegre, começa com um adesivo que entrou no perigoso terreno da violência contra a mulher. Diz “Seja Anti Manu Ela”, com o rosto da ex-deputada Manuela D’Ávila riscado com um X (foto). A bancada feminina na Câmara dos Deputados não gostou. Até deputadas do PL consideram a postura de muito mau gosto.

Mais uma escanteada/ Filiada ao partido Novo e mãe de João Giffoni, um dos presos do 8 de Janeiro, a pedagoga Theresa Vale contava com uma candidatura de deputada federal no DF. Só descobriu que estava fora da nominata na convenção local. Ela culpa o candidato a governador Kiko Caputo: “Soube que meu nome saiu porque o partido decidiu lançar candidato a governador. Como usa a dor de uma mãe, faz palanque comigo e, depois, me descarta sem nenhuma explicação?”, reclamou.

Não é a única/ Antes de Theresa Vale, Sílvia Waiãpi, no Amapá, teve a mesma surpresa na convenção local do PL. E ninguém duvida deque outras mulheres correm o risco de ter a mesma surpresa na hora de conferir as nominatas.

Batalha das urnas

Publicado em coluna Brasília-DF, Crise com os EUA, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, IA, PL, Política, PSD, PT

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 26 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A decisão do Ministério de Relações Exteriores (Itamaray), de não conceder vistos a dois observadores do Departamento de Estado dos Estados Unidos às eleições deste ano no Brasil, vem depois de uma série de movimentos para desacreditar as urnas eletrônicas, antes mesmo do pleito. O primeiro deles foi uma reunião na semana passada em que o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, criticou as urnas e ainda mencionou, sem qualquer base na verdade, que as urnas brasileiras vêm de uma empresa envolvida em fraudes na eleição venezuelana. A fala de Flávio foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia se pronunciado a respeito em 2020. O ex-policial e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, dois dias depois, foi na mesma toada. A suspeita das autoridades brasileiras é a de que os dois enviados do governo Trump viriam ao Brasil justamente para, junto às declarações de Eduardo e Flávio, preparar terreno para, em caso de derrota de Flávio, questionar a integridade das urnas.

Crédito: Valdo Virgo

Vale lembrar

No site da Casa Branca, o modelo de identificação dos eleitores feito no Brasil, por biometria, é inclusive citado como exemplo para evitar que quem não é cidadão brasileiro possa votar. Apesar disso, entre os integrantes do TSE, muita gente acredita que outras tentativas de desacreditar as eleições vão aparecer. Especialmente, se Flávio derreter nas pesquisas de intenção de voto. Até aqui, porém, Flávio tem superado todas as crises com resiliência. Conseguiu chegar ao final de julho como o candidato oficial quando muitos duvidavam. Agora, começa a próxima batalha.

Incomodou…

Esquecido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no discurso de abertura da convenção nacional da legenda, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem causado certo desconforto no partido de Flávio Bolsonaro. É que, nas últimas semanas, Tarcísio se reaproximou do presidente do PSD, Gilberto Kassab. Muitos bolsonaristas acreditam que o governador fará campanha em carreira-solo e só abraçará a campanha de Flávio quando o candidato estiver em São Paulo.

…e dividiu

Kassab colocou em suas redes uma foto ao lado de Caiado e outra ao lado de Tarcísio, o que incomodou o PL. Oficializado hoje candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) ao Planalto, Kassab ainda aproveitou para dizer com todas as letras que apoia Tarcísio sem exigir nada em troca. Ou seja, se o governador não aparecer na convenção de hoje, está tudo certo.

Por falar em Caiado…

Ronaldo Caiado adotou o tom certo nessa primeira etapa da campanha: Agora, é duelar mais com Flávio Bolsonaro do que com Lula para tentar ultrapassar o filho de Bolsonaro no eleitorado de direita e de centro. E, assim, num segundo turno, ir para o mano a mano contra o petista.

… o desafio está posto

A avaliação de muitos aliados do candidato do PSD é a de que, o candidato de centro-direita que conseguir se aproximar de Flávio até meados de setembro chega ao segundo turno no lugar de Zero Um.

CURTIDAS

Crédito: Ricardo Stuckert /PR

Olho no chapéu I/ Nos bastidores do Planalto, há uma brincadeira relacionando o chapéu do presidente Lula (foto) ao seu humor. Quando o presidente usa o adereço de cor clara, é porque ele está no modo “paz e amor”. Quando escolhe o chapéu preto, é porque está irritado com algo — inclusive, os dois momentos mais “agressivos” de Lula foram justamente com o chapéu preto.

Olho no chapéu II/ No início de julho, o presidente estava de chapéu preto, quando fez um gesto obsceno ao rebater o argumento de que “pobre não gosta de coisa boa”. E ontem, Lula usava o mesmo acessório quando comentou o envio de dois funcionários do governo dos Estados Unidos para o Brasil para falar da credibilidade das urnas. “Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições”, disse.

Enquanto isso no Pacaembu…/ O presidente da Argentina, Javier Milei, discursou por tanto tempo, que as autoridades no palco não conseguiram ficar quietas, nem prestar atenção total. Lá pela metade, alguns já estavam fazendo selfies com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ou distraídos em conversas paralelas e videochamadas.

Os políticos registraram/ Candidata ao Senado por Santa Catarina, Carol de Toni fez questão de comparecer à convenção nacional do PL, enquanto Carlos Bolsonaro, o outro candidato da chapa, mandou um vídeo e não foi até São Paulo abraçar o irmão. As lágrimas de Flávio deixaram a impressão de que brigas antiga de família pesaram na decisão e não comparecer mas o vídeo indicou uma aproximação entre eles.

Motivos para as desculpas de Flávio

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, PL, Política, PP, PSB, PT, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 24 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

O senador Flávio Bolsonaro demorou mais de um mês para pedir desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pela desconsideração com que a tratou quando foi guindado à condição de pré-candidato do PL ao Planalto. Agora, porém, diante das inúmeras dificuldades que sua campanha atravessa, não teve saída, senão buscar a aproximação. Coincidentemente, o gesto vem no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autoriza a abertura de inquérito para investigar o financiamento do filme Dark Horse — que levou Flávio a pedir dinheiro ao ex-controlador do Master Daniel Vorcaro. A avaliação de muita gente próxima ao senador é a de que Michelle pode ajudar em várias frentes, até no episódio do filme.

Pulinhos/ Quando o nome de André Mendonça foi aprovado para ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2021, Michelle foi ao Senado acompanhar a votação ao lado de Mendonça. Ali, fizeram orações e comemoraram. À época, o vídeo em que Michelle aparece pulando de alegria pela aprovação do nome fez o maior sucesso nas redes sociais. Tem muita gente avaliando que se tem alguém capaz de fazer com que Mendonça dê algum alento a Flávio, é a madrasta do senador.

Nem vem

O ministro André Mendonça tem dito a amigos que suas atitudes não têm nada de deslealdade com os Bolsonaro. Ele tem feito o que foi indicado para fazer: seguir a lei e a Constituição. Nesse sentido, qualquer conversa com Michelle Bolsonaro sobre a investigação do filme Dark Horse não surtirá o efeito desejado pelos aliados de Flávio Bolsonaro.

Mais urgentes

Paralelamente à lupa que a Polícia Federal colocará sobre financiamento do filme Dark Horse, Michelle é considerada crucial para ajudar Flávio no eleitorado feminino, especialmente, no segmento evangélico. O senador está com dificuldade de conseguir mais espaço entre as igrejas pentecostais, onde Michelle fez muita campanha em 2022 em defesa da reeleição do marido.

Por falar em dificuldades…

Flávio Bolsonaro retomou as lives que o pai dele tinha o hábito de comandar. Aliás, ele tem estudado tudo o que o pai fez lá atrás para ver se consegue repetir o feito do então deputado, vitorioso em 2018. A diferença é que, naquela época, os filhos do então candidato a presidente eram desconhecidos. A receita das lives precisa de alguns ingredientes novos.

Hora de arrumar a casa

Interlocutores da campanha de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará afirmam que o pré-candidato está muito ocupado com a corrida ao Palácio da Abolição para se preocupar com a eleição nacional. De acordo com a equipe econômica de Ciro, o estado deverá ter um déficit fiscal de R$ 2,2 bilhões em 2026, considerado uma situação “dificílima de recuperar”. Já existe um plano para reduzir o número de secretarias. Quando Ciro foi governador, eram 18 pastas. Cid Gomes governou para 21. Elmano de Freitas aumentou para 39.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução Instagram

O agradecimento dela/ No vídeo em que aceitou o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradece à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e à senadora Damares Alves (RepublicanosDF) pelo trabalho de pacificação entre madrasta e enteado. Não citou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Roseana e a saúde/ Recuperada do câncer, a ex-governadora, ex-senadora e ex-deputada Roseana Sarney (foto) está de volta aos palanques políticos maranhenses como candidata ao Senado. “Estou preparando uma série de projetos para a área de saúde e a luta contra o câncer”, diz ela à coluna. Roseana, que foi uma das musas do impeachment de Fernando Collor de Mello e da defesa da democracia no passado, agora se dedicará de corpo e alma a esses projetos.

Meu país, Piauí/ O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), está totalmente em modo campanha eleitoral. Menos de 24 horas após anunciar a neutralidade da federação União Progressista no pleito nacional e depois de diversas publicações sobre entregas no estado, o senador postou um vídeo curto com a filha. Dirigindo, ainda fez dancinha, em clima de “zero” preocupação.

Para onde vai Leila/ Pré-candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-interventor na segurança pública Ricardo Cappelli não desistiu de ter a senadora Leila Barros compondo a sua chapa como candidata à reeleição. No PDT, porém, o que se diz é que Leila deve sair alinhada ao PT. A ausência do PSB nacional na convenção do PDT esta semana e a presença em peso do PT no evento foram lidos como um sinal de que Leila sairá na chapa petista.

Presidentes de partidos buscam mandatos

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Crise com os EUA, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, PP, PT, Senado, Tarifaço de Trump, União Brasil

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 23 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Fracassada a tentativa de incluir os presidentes de partidos políticos na proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, projeto que terminou arquivado no Senado, grande parte dos comandantes das agremiações partidárias decidiu concorrer às eleições deste ano. Quase dois terços deles vão disputar um mandato eletivo. No União Brasil, Antonio Rueda estreia na disputa eleitoral como pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. As vagas ao Legislativo são as que mais atraem os dirigentes partidários.

» » »

Veja bem/ Em muitas conversas, quem convive diariamente com eles afirma que presidente departido com mandato consegue indicar emendas ao Orçamento, ganham foro privilegiado, e o fato de estar no Parlamento dá mais poder aos dirigentes, responsáveis pela distribuição do fundo eleitoral e partidário.

Receitas iguais, resultados semelhantes

As declarações de Flávio Bolsonaro contra a urna eletrônica foram lidas no próprio PL como mais uma repetição da estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Se naquela época, como governo na mão, Bolsonaro não conseguiu se reeleger, a reprise desse estratagema tende a levar ao mesmo desfecho.

Em meio ao tarifaço…

Nas Filipinas para a reunião de chanceleres da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean), o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, aproveitou as presenças dos chanceleres Wang Yi, da China, e Sergei Lavrov, da Rússia, em Manila, para tratar do fornecimento de fertilizantes. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, esses dois países se tornam ainda mais estratégicos como fornecedores.

… a China estende a mão

O governo chinês tem indicado que pode aumentar a oferta de alguns tipos de fertilizantes este ano, diante da crise em Ormuz.

Incertezas & movimentos eleitorais

A falta de confiança na candidatura de Flávio Bolsonaro foi o que levou a Federação União Progressista a preferir a carreira solo. O deputado Fausto Pinato (União -SP), por exemplo, tem andado pelo estado de São Paulo e não percebe o eleitor entusiasmado com a proximidade do pleito: “Não é uma eleição de amor e entusiasmo, e a sorte do Lula é que uma parcela do eleitorado votará com responsabilidade, e não com vontade”, afirma.

… eles se aproximam

Pinato considera que Lula teria uma eleição mais fácil se tivesse caminhado para o centro: “Fernando Haddad deveria ter sido vice de alguém do centro, mas o PT trabalha para manter a polarização acirrada, o que não é bom para o Lula. Por aqui, a mesma rejeição que o Flávio tem, o PT também tem”.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Outro apelido…/ … mesmo endereço. Enquanto por aqui, os petistas chamam o tarifaço a produtos brasileiros de “Tariflávio”, os políticos democratas nos Estados Unidos chamaram de “tarifas Bolsonaro”. Um vídeo que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, gravou quando das primeiras tarifas, voltou a fazer sucesso nas redes com a vigência da nova taxação de produtos brasileiros em 25%.

“Tarifas ilegais”/ “Estas tarifas contra o seu país são uma piada, uma abominação, ou melhor: as ‘tarifas Bolsonaro’. Vamos apenas deixar claro o que elas são. Nós estamos em superavit comercial com vocês, é um absurdo. São tarifas ilegais, e estão na Suprema Corte dos EUA agora. Nós fomos um dos primeiros estados a entrar com uma ação seguindo esse princípio. Isso está aumentando os custos dos produtos no meu país”, disse o governador.

Ciro é de todos/ O PSDB de Ciro Gomes (foto) não destinará seu palanque ao governo do Ceará exclusivamente a Flávio Bolsonaro. A contar pelas declarações de Ciro elogiando Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), eles podem chegar, que tem conversa.

E o PL, hein?/ A tendência é manter um “apoio envergonhado” a Ciro, apenas porque Flávio Bolsonaro sacramentou essa escolha. Nas redes sociais, porém, surgem muitas mensagens como “Michelle estava certa”. A ex-primeira-dama defendeu o apoio a Eduardo Girão (Novo).

Procure outra

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, PP, Senado, Tarifaço de Trump

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 22 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

A depender do desejo da senadora Tereza Cristina, o pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro pode buscar outro nome para compor a chapa na vaga de vice. No universo do agro Brasil afora, Tereza é citada como uma promissora candidata à Presidência da República e não uma fotografia ao lado do filho do ex-presidente da República para tentar atrair o eleitorado feminino. Tereza tem currículo de sobra. Foi ministra da Agricultura no desafiador período da pandemia de covid 19 e manteve o setor em pleno funcionamento. No Senado, relatou ainda projetos importantes e de difícil acordo e chegou lá. Ultimamente, fundou o instituto Diálogos para debate dos problemas nacionais. Se o PL quiser apoiá-la ao Planalto, muito bem. Porém, os Bolsonaro querem apenas quem tenha o sobrenome da família na cabeça de chapa.

» » »

Um baú de dificuldades/ Flávio continua com os mesmos problemas para ampliar o leque de partidos ao seu redor. O União Brasil e o Progressistas formam uma federação e quer ter liberdade para compor chapa nos estados e, assim, eleger deputados federais. O Republicanos caminha nessa mesma toada, com um grupo fechado com Lula, uma perna com Caiado e um braço com Flávio Bolsonaro.

Soberania

O tom do presidente Lula durante a Convenção Partidária Nacional do PDT foi lido como um “esquenta” da linha a ser usada na campanha à reeleição. Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destacou a defesa da sobera nianacional. Os bolsonaristas podem se preparar, porque esse será um dos eixos da campanha presidencial.

Por falar em Trump…

O Instituto Indexa Pesquisas detectou em seu último levantamento que 30% dos entrevistados culpam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas novas tarifas; 28% responsabilizam o presidente Lula; 17% responsabilizam o presidente norte-americano Donald Trump. Apenas 12% entendem que os três compartilham igualmente a responsabilidade; 13% não souberam ou preferiram não responder. A pesquisa está registrada no TSE com o Código BR-02904/2026.

Reflexos do tarifaço

Um terço dos entrevistados (33%), porém, considera que nem Lula nem Flávio Bolsonaro terão ganhos eleitorais com o episódio das tarifas. Enquanto 25% avaliam que Lula tema ganhar, outros 18% afirmam que a balança penderá mais para Flávio. Quanto às atitudes de Lula nessa seara, 36% acreditam que Lula agiu corretamente e outros 31% julgam que o presidente não representou adequadamente os interesses nacionais.

Suspense até o fim

O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB) só decidirá seu caminho nesta temporada eleitoral em 5 de agosto, último dia para definição de candidaturas. Não descarta sequer o apoio a Lula. Hoje, transita em todos os campos, do PL ao PT. Só tem um probleminha: ao governo de Alagoas, o candidato de Lula é Renan Filho (MDB), a quem o presidente trata quase como um filho.

CURTIDAS

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Tal e qual Melania/ A modalidade de green card que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro recebeu nos EUA é igual àquele obtido pela primeira-dama Melania Trump. Mrs. Trump, de acordo com reportagem do Washington Post, tem o EB-1 visa desde 2001. Esse visto é conhecido como “Einstein Visa” por ser concedido a pessoas com “habilidades extraordinárias”. Agora, quem recebe é Eduardo, o 03 de Jair Bolsonaro.

Quantos votos isso dá?/ A avaliação entre deputados do próprio PL é a de que o green card de Eduardo Bolsonaro não rende votos a Flávio Bolsonaro. O que poderia render, avaliam alguns, seria qualquer gesto de defesa das mulheres brasileiras, depois do episódio em que o empresário Paolo Zampolli, enviado especial para negócios globais do governo Donald Trump, chamou as brasileiras de “programadas para causar confusão” e “raça maldita”.

Ficou por isso mesmo/ Zampolli foi casado com a brasileira Amanda Ungaro, que terminou deportada em outubro do ano passado, após acusar o ex-marido de violência doméstica e abuso sexual. Na época das declarações contra as brasileiras, a Câmara aprovou uma moção, considerando Zampolli persona non grata. Os bolsonaristas nos Estados Unidos não fizeram qualquer gesto em defesa das mulheres do Brasil. O Partido Novo votou contra a proposta aprovada na Câmara.

Ex-ministro na campanha/ Aos poucos, os ex-integrantes do ministério de Lula vão fechando seus palanques Brasil afora. Celso Sabino (foto), ex-ministro do Turismo, teve a candidatura ao Senado confirmada durante a convenção partidária do PDT esta semana. Sabino apoiará Lula ao Planalto em palanque diferente daquele em que estará o ex-governador Helder Barbalho (MDB).