O novo risco de Flávio

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 14 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Dentro do PL, existe uma turma apostando que o caso Dark Horse já passou e, sendo assim, o pedido de recursos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a relação entre eles não vão comprometer a campanha. O problema, avaliam alguns, é outro: Se cristalizar a imagem de que os Bolsonaro só valorizam o próprio sangue e não pensam no bem comum, ou seja, ao que é bom para o país, o risco de cair ainda mais nas pesquisas é alto. Há um inconformismo de parte da legenda com as transferências de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina, e de Hélio Lopes (fiel ao clã que responde pelo nome político de Hélio Bolsonaro) para Roraima. O que se diz à boca-pequena nas conversas dos políticos é que nenhum deles é candidato no Rio de Janeiro neste ano porque, lá, a onda do ex-presidente passou. Ficou a onda conservadora, em busca de novos representantes.

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Enquanto isso, no PT…/ No partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a aposta é a de que o caso Master ainda tem potencial para baixar ainda mais os índices de intenções de voto a favor de Flávio. Daqui para frente, os petistas vão repisar que o Banco Master foi criado no período do governo Bolsonaro e as investigações que desvendaram um grande esquema foram adiante no governo Lula.

Depois do caso Zambelli…

O movimento da Justiça italiana, de negar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli alegando suposta parcialidade da Suprema Corte brasileira, provocou outros no Brasil. Tem muita gente no Judiciário defendendo que é hora de enviar Alexandre de Moraes para um cargo no exterior, de forma a tirá-lo do tiroteio. Por exemplo, a Corte Internacional de Justiça, em Haia. Moraes teve um papel importante, mas, avaliam alguns, tem errado a mão. Para completar, os contratos de Viviane Barci, esposa do ministro, com o Banco Master pioraram a situação.

Um silêncio que grita

Parte da oposição registrou o silêncio de parlamentares do PL, após a denúncia da revista Veja, sobre o pagamento de R$ 155 milhões de Daniel Vorcaro ao presidente Davi Alcolumbre (União-AP). A aposta é a de que devem ficar calados mesmo, caso contrário, será “chumbo trocado”, uma vez que o senador e pré-candidato do partido, Flávio Bolsonaro, pediu R$ 134 milhões para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro, Dark Horse.

Hora de pleitear I

O presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, apresenta amanhã duas demandas do setor de supermercados ao Ministério do Trabalho: a fiscalização das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e a implementação das mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Hora de pleitear II

O primeiro ponto se deve ao desafio que as empresas enfrentam para se adequar às diretrizes e aos requisitos gerais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), principalmente, com a inclusão de fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais. O segundo, sobre o PAT, é entender como o governo acompanha o cumprimento das novas regras e quais medidas estão sendo adotadas contra quem deliberadamente descumpre as exigências.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves CB/DA Press

Contando com o Centrão/ Pré-candidato ao governo da Paraíba, o senador Efraim Filho (PL, foto) espera contar com uma porcentagem dos eleitores de centro para garantir sua ida ao segundo turno. Jair Bolsonaro conseguiu cerca de 33% em 2022, e a equipe de campanha calcula que 13% a 16% foram votos do Centrão ao ex-presidente. É essa parcela que Efraim pretende somar à sua intenção de voto. Na última pesquisa da Real Time Big Data, divulgada em 27 de maio, o senador tinha 5% das intenções de voto, atrás de Lucas Ribeiro (PP) e Cícero Lucena (MDB), que marcaram 11%.

Dorothea na área…/ Ex-ministra do Trabalho e Indústria no governo de José Sarney, Dorothea Werneck lança seu novo livro em 17 de junho, na sede da Apex-Brasil, em Brasília: Aprendendo e Vivendo: Uma biografia de histórias e versos.

Uma aula/ Dorothea fará um bate-papo sobre a presença de mulheres em espaços de decisão, a partir dàs 18h, na quarta-feira. O evento será um espaço de diálogo sobre a urgência no combate ao assédio, à discriminação e às diversas formas de violência simbólica e institucional que ainda persistem no ambiente corporativo e público.

Causos/ Nessa seara de discriminação das mulheres, Dorothea coleciona episódios. Quando ela se tornou ministra, em 1989, o então presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Mario Amato, para elogiá-la, declarou que a economista era “muito inteligente, apesar de ser mulher”. Essa frase entrou para a política brasileira como um dos grandes exemplos do machismo cultural no país. Será que hoje isso mudou muito? Fica aí para reflexão de homens e mulheres, em especial, a turma que lida com o dia a dia da política brasileira.

Pressão submarina

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 13 de junhode 2026, por Denise Rothenburg, com Eduarda Esposito

Maurenilson Freire/CB/DA.Press

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abre a temporada de festas juninas como um submersível pressionado por governo, oposição e, agora, com o perigo de ter a Justiça no seu encalço. As cobranças incluem votação de projetos importantes para o governo, abertura da CPMI do Master, impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e, agora, a instalação do Conselho de Ética para que ele possa ser processado pela suspeita do recebimento de US$ 30 milhões no exterior (R$ 155 milhões) do Banco Master. A denúncia está na revista Veja desta semana, e o senador negou.

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Com tanta gente pressionando, Alcolumbre entra no “modo defesa”, sem muito espaço para manobras. O jeito, avisam alguns, é atender a algum dos lados, a fim de aliviar um pouco a pressão. Só tem um probleminha: nenhum dos lados dá hoje ao presidente do Senado a segurança de que ele precisa para levar adiante seus projetos de reeleição para o comando da Casa. Enquanto Alcolumbre não sentir firmeza, continuará driblando todas as alas que hoje o pressionam a tomar atitudes.

Ultimato à governadora Celina Leão

O PL do Distrito Federal tem hoje uma reunião com Celina Leão, a fim de esclarecer os pontos do acordo que o partido quer para oficializar apoio à reeleição da governadora: ou ela coloca as duas candidatas, Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ao Senado no seu palanque ou o PL terá que buscar um candidato ao GDF para abrigá-las.

Aliás…

Quem torce para que esse acordo entre PL e PP naufrague no Lago Paranoá é o senador Izalci Lucas (PL-DF), que sonha com uma candidatura ao governo local.

Todo cuidado é pouco I

Advogados pediram à Polícia Federal que investigue o email danielvorcaro@protonmail.com. O Proton Mail se apresenta como o serviço de mensagens mais seguro do mundo, com foco extremo em privacidade e servidores na Suíça, fora da jurisdição de vigilância internacional. Esse endereço tem enviado mensagens com ameaças a autoridades, advogados, empresários e jornalistas. Pode ser fake, mas os citados querem averiguar.

Todo cuidado é pouco II

A mensagem enviada recentemente diz “em breve terão novidades e um desconforto inimaginável. Vocês não perdem por esperar. Vamos começar pelos seus sócios e advogados dos vários de vocês e os que estão por vir. Tic-tac…”.

CURTIDAS

Crédito: Mariana Campos/CB/D.A Press

Fecha a torneira/ Com a chegada da Copa do Mundo, muitas lojas têm vendido camisas da Seleção falsificadas. O deputado Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria (FPI), afirma que são mais de 300 estabelecimentos, somente em São Paulo. “Essas lojas estão fechadas com dezenas de milhares de camisas tomadas do tráfico, do contrabando e da facção”, disse.

Hora do debate/ O 7º Brasília Summit Lide Correio Braziliense reúne autoridades nessa quarta-feira, a partir das 8h30, no Hotel Brasília Palace, para debater como a inteligência artificial pode tornar os setores público e privado mais produtivos. Entre os palestrantes, o relator do Marco Legal da IA, senador Eduardo Gomes (foto, PL-TO).

Olho no olho/ A Confederação Nacional da Indústria (CNI) faz sua tradicional reunião com os presidenciáveis para ouvir deles, de viva-voz, o que planejam para a indústria em suas propostas de governo. O evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis reunirá Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em 22 de junho em Brasília.

Santo Antônio e Copa/ Hoje é dia de reza e torcida. Que a Seleção de futebol do Brasil, um país de tantas mazelas, possa trazer alguma alegria ao povo brasileiro. Valei-me, Santo Antônio!

 

A resposta de Hugo Motta

Publicado em 6x1, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 12 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

Irritado pela interpretação de que a retirada da urgência do projeto de lei do fim da escala 6 x 1 era para procrastinar a aprovação do texto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reagiu indicando o relator para votar a proposta o mais rápido possível. O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que também analisou a proposta de emenda constitucional (PEC) que extinguiu a jornada 6 x 1, afirmou à coluna que não vai demorar em apresentar seu parecer. “Missão dada é missão cumprida” . Ele ainda vai avaliar o projeto de lei, mas a ideia é repetir o texto da PEC e incluir na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a carga de 40 horas semanais e os dois dias de folga — ou seja, a escala 5 x 2.

O Senado que se prepare/ A celeridade com que a Câmara vem avaliando esse tema obriga os senadores a tomarem uma atitude. O texto da PEC aprovado pelos deputados está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que sequer o enviou à Comissão de Constituição e Justiça. É no gabinete dele que a pressão vai crescer, ainda que o país esteja voltado para a Copa do Mundo e para as festas juninas.

Inclua-o fora dessa

Enquanto o governo culpa Alcolumbre pelas derrotas nas comissões do Senado, com a aprovação de propostas que podem provocar rombo fiscal, a oposição inocenta o comandante da Casa. Alcolumbre, na verdade, tem evitado pautar novos pisos salariais de diversas categorias profissionais. Esperem mais um pouco Exemplo disso é que a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), não foi votada esta semana no Plenário, mesmo com a pressão dos parlamentares para que fosse pautada.

São coisas diferentes

A renegociação das dívidas dos produtores rurais está fora dessa lista, mas, avisam os líderes, não pode ser atribuída à má vontade com o governo por parte do presidente do Senado. Na Casa, o que se diz é que ele fechou há tempos um acordo com a bancada do agro para que essa proposta fosse a voto. E quando o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu para que fosse retirada de pauta, era tarde. A avaliação dos parlamentares é de que o governo comeu mosca.

O que resta é esperar

Parlamentares que denunciaram supostas irregularidades no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aguardam que o processo na Justiça prossiga para que se tenha transparência sobre o LRCap. De acordo com o deputado Danilo Forte (PP-CE), ainda não se sabe quem autorizou o aumento do teto de remuneração das termelétricas, 72 horas antes do leilão. “Lamento que o país que a gente quer ver como líder da transição energética fique só no papel”, disse. Com a contratação, o preço da conta de luz pode subir em até 10%.

CURTIDAS

Crédito: Arquivo pessoal

Direito das famílias/ Pais levaram os filhos para a audiência pública sobre homeschooling na Comissão de Direitos Humanos do Senado. O Plenário ficou cheio de crianças que desenhavam ou liam livros, enquanto seus responsáveis debatiam o direito de poder educá-los em casa. Algumas crianças até tiraram um cochilo durante os debates.

Pré-campanha a pleno vapor/ Com a pauta da Câmara trancada, o líder do governo, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), aproveita o tempo numa reunião do PT de mobilização comunitária, em Porto Alegre. Ao seu lado o deputado estadual, Halley Lino (ao centro), candidato à reeleição, e o ex-prefeito da cidade, José Fortunatti (à esquerda na foto), que concorrerá a uma vaga de deputado federal.

Dia dos Namorados/ Num ano eleitoral tão cheio de brigas e incompreensões, que seja a hora de dar aquela pausa para celebrar o amor e a vida.

Tensão reduz no Planalto…

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 11 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A queda dos índices de intenção de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez o governo respirar um pouco melhor, mesmo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com dificuldades de crescimento. A diferença, agora, é que os governistas esperam uma mudança em relação aos políticos, e até de uma boa parte do empresariado — conforme pode ser visto na reunião do Conselhão esta semana. Até aqui, Lula era dado por muitos partidos de centro como carta fora do baralho. Esse retorno do presidente aos 44% e a queda do filho 01 de Jair Bolsonaro para 38%, como registrado pela pesquisa Genial Quaest desta semana, tem condições de frear esse afastamento dos centristas em relação ao governo. E isso, na avaliação de aliados do presidente, ajuda ainda na retomada do diálogo no Senado, onde o Palácio do Planalto enfrentou a maior derrota até o momento — a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Se a próxima pesquisa consolidar essa presença de Lula como primeiro colocado, ele não poderá mais ser tratado com desprezo nessa fase do jogo.

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…mas não dá para relaxar/ O fato de Lula poder levar o governo em frente com um pouco mais de tranquilidade não significa que pode deitar em berço esplêndido. Os números indicam segundo turno e a campanha nem começou. A rejeição ao PT é grande e a volatilidade dos cenários é alta nessa altura do campeonato.

Juramento em falso

Flávio Bolsonaro não perde pontos só no eleitorado. O filho 01 tem perdido muito apoio no próprio partido. É que, numa reunião a portas fechadas com a cúpula do PL antes de virem a público os diálogos entre ele e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o senador jurou que não havia qualquer relação entre eles. Somente depois é que admitiu que havia pedido dinheiro ao ex-banqueiro.

Os recados do decano

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), soltou um #ficaadica para quem reclama do aumento de despesa pública sem lastro orçamentário, como o que ocorreu, ontem, com a aprovação do piso de médicos e cirurgiões dentistas na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Em postagem, o decano da Corte lembrou que o Congresso não pode criar despesas a serem suportadas por estados e municípios sem indicar a fonte de custeio.

Vem suspensão

Gilmar lembra o caso do piso nacional da enfermagem, que teve sua eficácia suspensa pelo STF justamente por não se saber de onde sairia o dinheiro. “Impor ônus financeiro uniforme, sem repasse adequado e sem atenção à realidade local, esvazia a autonomia dos entes e atinge o pacto federativo. Pior, ao invés de alcançar os objetivos pretendidos, a medida pode produzir efeitos inversos, como desemprego na própria categoria que se buscava proteger e precarização dos serviços públicos prestados à população”, advertiu.

Nada de bandeira branca

Mesmo com o pedido do governo para segurar algumas pautas que causarão rombo fiscal, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não trabalha a favor do Planalto. Os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, chegaram a se reunir com ele na terça-feira, na tentativa de evitar o avanço de matérias que podem comprometer o Orçamento da União. Mas não surtiu efeito.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

A conta só cresce/ Além dos projetos que aumentam despesas aprovados esta semana nas comissões, no início da noite foi aprovada a renegociação de dívidas dos produtores rurais. Falta ainda a ampliação do Fundo de Participação dos Municípios, a ser apreciada em breve.

Sinuca de bico/ O governo está encurralado no jogo que ele mesmo montou. Ao manter a urgência constitucional do projeto de lei do fim da escala 6 x 1 na Câmara dos Deputados, e travar a pauta da Casa para pressionar o Senado a votar o texto que lá se encontra, o Planalto vê agora projetos importantes paralisados. Como os que tratam da misoginia, da inteligência artificial e da destinação do crédito extraordinário do preço do petróleo devido à guerra no Golfo Pérsico.

Por falar em IA… / O relator da regulamentação da Inteligência Artificial, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB, foto), ainda não conseguiu consenso entre artistas e empresas sobre o treinamento de IA com produtos originais. Por isso, a ideia é deixar a votação para depois das eleições. É que o prazo está curto para tratar de um tema tão polêmico, ainda mais num ano eleitoral.

A torcida do Planalto/ Com a aprovação da admissibilidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal, e os projetos que aumentam despesa, o governo torce mesmo é para que o Congresso entre no “modo avião”, com todos voando para as campanhas eleitorais.

AFD e Brasil devem fechar parceria para financiamentos em fundos de desenvolvimento regionais

Publicado em Economia, Política
Crédito: Eduarda Esposito

Por Eduarda Esposito — A Agência francesa de desenvolvimento (AFD), instituição financeira do governo francês que implementa política de ajuda ao desenvolvimento sustentável e solidariedade internacional, e o governo brasileiro devem assinar em breve um acordo para que a AFD invista em fundos de desenvolvimento regionais no país. O objetivo é acelerar a universalização do acesso à água no Brasil. Em entrevista ao blog, o diretor regional AFD Brasil – Cone Sul, Dominique Hautbergue, explicou sobre as parcerias e a importância que o Brasil tem para a França.

A agência francesa apoia projetos no Brasil há quase 20 anos. Só em 2025, a AFD financiou €$ 1,2 bilhão no país, em que 3/4 desse montante foi destinado ao setor de água. Um diferencial da agência é que grande parte dos investimentos não contam com garantia do governo federal, a AFD assume o próprio risco, e com isso, 90% dos projetos envolvendo água no Brasil foram fechados sem garantia.

Dominique explicou ainda que um dos principais motivos de todo o cuidado da França com o Brasil se deve à proximidade. “A Guiana Francesa é a maior fronteira externa da França com o Brasil. Tem muitas empresas francesas presentes no Brasil, são 500 mil empregos diretos, 1,4 mil empresas e 38 delas são as maiores empresas francesas. A França é o segundo investidor no estrangeiro no Brasil. São alguns dados que reforçam a importância da presença francesa e do interesse e da ligação entre a França e o Brasil”, pontuou.

Hautbergue ressaltou ainda que cuidar do Brasil é cuidar dos franceses que moram no país e do ecossistema das empresas que aqui funcionam. “É garantir o bem-estar dos franceses e garantir que as empresas e os investidores do Brasil tenham acesso a um serviço que consegue tratar os esgotos das empresas industriais. São quase 500 mil trabalhadores empregados nas empresas francesas que também podem se beneficiar de condições de vida digna através de água e saneamento sanitário”, concluiu.

Durante o evento Diego Pederneiras Moraes Rocha, assessor para assuntos jurídicos da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), destacou a importância do trabalho da FDA em parceria com o governo e empresas brasileiras. “São mais de 30 leilões no setor de saneamento por Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). No setor de saneamento, o Brasil, particularmente, é um é um país com grande diversidade, bastante heterogêneo. E a gente, por outro lado, tem diversas carências e esses são um pouco dos nossos desafios. No fim do dia, a gente precisa atrair parceiros privados para a implementação das estruturas e o PPI trabalha basicamente nisso”, destacou.

Despoluição das águas

A AFD ainda investe em projetos para despoluição de águas, como o do Sena em Paris, a Baía de Guanabara no Rio de Janeiro e do Lago Paranoá em Brasília. Dominique explica que o uso de satélites na fiscalização de pontos de poluição é um dos mecanismos mais eficientes nessa atuação.

“Decidimos apresentar o trabalho que está sendo feito hoje em dia na baia de Guanabara, e principalmente o monitoramento das poluições que permite identificar da onde que vem e como tratar através da engenharia espacial por dados de satélites. É um trabalho que foi desenvolvido pela cooperação francesa há um tempo e que permite identificar e ter um monitoramento a cada semana de cada ponto escolhido das poluições. É uma ferramenta que achamos muito interessante para o Brasil, para os reguladores, para as companhias de água e para as companhias que gerenciam represas também para identificar possíveis poluições”, disse.

Outro método é a destinação de subprodutos de tratamento de água, chamados de lodos de esgoto. Esse lodo pode ser utilizado em outras áreas da economia. “Tentar identificar a melhor maneira de reaproveitar esses lodos, por exemplo, na agricultura ou na produção de metano para produção energética. Então esse é um um tipo de despoluição que que fazemos”, contou.

Senado em dificuldades para segurar a 6 x 1

Publicado em 6x1, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, MDB, Política, Senado, TCU

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 10 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Maurenilson Freire

A contar pelo número de senadores que deseja aprovar o fim da escala 6 x 1, aqueles que pregam esperar mais para apreciar o texto terão problemas em fazer valer suas vontades. Muitos independentes já disseram que votam a favor e, para completar, as negociações para nomear logo um relator seguem quentes. Até aqui, o nome do líder do PSD no Senado, Omar Aziz (AM), tem sido considerado forte entre alguns parlamentares para relatar essa Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Aziz chegou a se reunir com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD- BA), e tinha uma reunião marcada com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP).

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É ganha-ganha para Aziz/ O senador pelo Amazonas ganharia muito com a relatoria, uma vez que é pré-candidato ao governo do estado e amarraria os votos da bancada do partido de Gilberto Kassab em favor da proposta — diferentemente do que aconteceu na votação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

E o MDB do DF, hein?

O presidente do partido, deputado Baleia Rossi (SP), tem dito a amigos que a Executiva Nacional caminhará no sentido de pacificar seus integrantes no Distrito Federal. Hoje, essa pacificação seria mais sedimentada com o apoio à candidatura da governadora Celina Leão (PP) à reeleição. Porém, nada disso será definido agora.

Veja bem

O MDB não quer saber de ter que custear mais uma candidatura de governador. A prioridade aqui ainda é a eleição de deputados federais e de Ibaneis Rocha senador. Porém, muita gente diz que é preciso dar tempo ao tempo para que se saiba tudo sobre a relação BRB-Master. Assim como no Rio de Janeiro, onde Cláudio Castro foi obrigado a sair de cena para se defender, é necessário esperar para ver se algo semelhante ocorrerá no DF com os candidatos aos mais variados cargos.

Subiu o sarrafo para Vorcaro

A decisão da Justiça das Bahamas, que reconheceu a liquidação do Banco Master, deixa o ex-banqueiro Daniel Vorcaro um pouquinho mais distante da delação premiada. Até aqui, o principal ponto atrativo do acordo estava calcado na devolução de dinheiro. Com as autoridades brasileiras e a equipe de liquidação do banco podendo correr atrás dos recursos lá fora, oferecer esses recursos diminui de importância.

“Vamos aprovar”

Senadores ligados ao agronegócio afirmam que votam hoje a securitização das dívidas dos produtores rurais, com ou sem acordo. Em conversas reservadas, afirmam ter votos suficientes para aprová-la no Senado. E mais: derrubam um possível veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse foi, aliás, um dos assuntos comentados nos bastidores da festa junina da Frente Parlamentar do Agro.

CURTIDAS

Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press

Pauta de todos/ Com o fim gradual dos ICMS e ISS até 2032, quando a Reforma Tributária e as leis vinculadas a ela forem implementadas, deputados tentam construir apoio para aprovar mais uma PEC sobre o tema. A ideia é permitir que estados e municípios atualizem suas legislações de incentivo à cultura e ao esporte.

E para todos/ Atualmente, essas duas áreas recebem uma parte do ICMS e do ISS em várias unidades da Federação. E se não houver previsão legal para que isso seja mantido no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), essa provisão acaba. A PEC conta com 171 assinaturas de partidos, como PT, PCdoB, PSol, PSD, PSB, PDT, Novo, Republicanos, PP, União Brasil e PL.

TCU e o Master/ No dia 17, o ministro Augusto Nardes (foto), do Tribunal de Contas da União (TCU), participa do tradicional “Café com Autoridade”, promovido pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Falará sobre governança e relações de poder em tempos de crise. O debate deve abordar o caso Master, marcado por problemas de governança, corrupção e da relação promíscua com o BRB.

Rodada de presidenciáveis/ A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) pretende ouvir os pré-candidatos à Presidência nas próximas semanas. O primeiro será o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que estará no almoço da entidade no dia 16. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ainda está acertando a data. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Lula também foram convidados, mas ainda não confirmaram presença.

A escolha de Lula

Publicado em Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, PL, Política, PT, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 9 de junho de 2026, por Denise Rothenburg

Crédito: Caio Gomez

Ainda que o presidente do PT, Edinho Silva, tenha rechaçado qualquer conversa com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), o presidente Lula não poderá se dar ao luxo de recusar apoio ao centro. O que se diz nos bastidores do partido é que, se Lula quiser vencer a eleição, terá que ampliar sua campanha para o centro. Em 2022, foi mais fácil porque o centro decidiu apoiá-lo no segundo turno, caso, por exemplo, de Simone Tebet, então candidata do MDB que foi para os palanques petistas cantar “está na hora do Jair já ir embora”. Agora, com dificuldades de atrair o eleitorado mais ao centro-direita, Lula terá que tentar pegar embalo no segmento do eleitorado agradecendo o apoio desses governadores que se aproximam.

O PT seguirá com o ex-prefeito de Recife João Campos, pré-candidato do PSB ao governo estadual, mas Lula não dispensará o palanque de Raquel, se esse apoio vier. Aliás, Raquel Lyra está numa posição parecida com a de Lula. Da mesma forma que o presidente precisa ampliar da esquerda para a centro-direita, ela precisa fazer esse mesmo movimento no sentido oposto, ou seja, da direita para a centro-esquerda. Ainda que o partido dela tenha um candidato ao Planalto, a governadora, sempre que puder, exaltará a relação amistosa com o presidente Lula de olho nos votos do petista no estado.

O que eles querem saber

Com o presidente do BRB, Nelson de Souza, confirmado hoje na Comissão de Assuntos do Senado, a tendência é de Casa lotada. É que os senadores estão ávidos para saber, em primeiro lugar, quando sairá o balanço da instituição. Em segundo lugar, querem todos os detalhes do acordo chancelado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux. Em especial, a taxa de juros.

Reforma do Judiciário

A reunião que o PT fará hoje em Brasília para debater uma reforma do Poder Judiciário vai na linha do que tem sido dito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Um dos pontos será o de que não dá mais para conviver com penduricalhos.

A hora delas

O pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, está focado em obter o voto das mulheres. Na semana passada, o mestre de cerimônias em Belo Horizonte se esmerou ao falar da presença feminina no evento do partido com a presença do filho 01 de Jair Bolsonaro. E, nesta semana, Flávio Bolsonaro se derramou em elogios à economista Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, batizada desde janeiro pela equipe do pré-candidato como o “posto Ipiranga” de Flávio.

Tem “hermano” na campanha do DF

O marqueteiro argentino Diego Brandy, que coordenou a equipe de Eduardo Campos na corrida presidencial de 2014 e trabalhou, ainda, para o então governador de Pernambuco em suas campanhas, deve assumir, em breve, o comando da equipe de marketing do candidato ao PSB ao governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli. Eles conversaram recentemente e… deu “match”

CURTIDAS

Crédito: Samuel Figueira/TCU

Da série “Perca o amigo, mas não a piada”/ Cappelli ainda não fechou sua chapa completa. Esta semana, conversa com a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) e espera que Reguffe decida concorrer ao Senado. A demora do ex-senador em decidir sobre a disputa já fez com que Ricardo Cappelli desse ao ex-parlamentar, em tom de brincadeira, obviamente, a alcunha de “Refugue”.

Flávio e Michelle/ A ex-primeira-dama e o enteado continuam com o que muitos classificam como “dificuldade de relacionamento”. Chega ao ponto de candidatos a cargos majoritários no DF evitarem aparecer ao lado de Flávio para não chatear Michelle. Porém, os dois vão se encontrar, amanhã, em um evento de lançamento de candidaturas distritais do PL.

Dia de São Pedro/ Voando baixo desde o início da crise envolvendo o Banco Master, os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, estarão juntos no dia 29, em São Paulo, no evento do Lide com a série de presidentes de partido para falar sobre o cenário eleitoral de 2026. Ambos rezam dia e noite para a federação União Progressista sobreviver ao vendaval provocado pelos negócios e fundos suspeitos de fraude geridos pelo antigo banco de Daniel Vorcaro.

José Jorge recebe título/ Ex-ministro de Minas e Energia e do Tribunal de Contas da União, o ex-senador e ex-deputado por Pernambuco José Jorge (foto) recebeu uma boa notícia, ontem: O conselho de administração do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) lhe conferiu o título de Doutor Honoris Causa da instituição. A carta que comunicou ao ex-senador a concessão da honraria é assinada pelo diretor-geral do IDP, Francisco Schertel Ferreira Mendes, e pelo ministro do STF Gilmar Mendes, fundador e professor do IDP. A data da solenidade ainda não foi marcada.

O desafio de Flávio Bolsonaro

Publicado em 6x1, Banco Central, Banco Master, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, crise do BRB, Economia, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, PL, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 5 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Estrategistas da pré-campanha de Flávio Bolsonaro consideram que, apesar dos pesares, ele não perdeu a preferência da maioria dos que escolheram Jair Bolsonaro na eleição de 2022, levando o então presidente ao segundo turno contra Lula. Por isso, todo o esforço agora é no sentido de manter esses eleitores fiéis ao clã. Não por acaso, os eventos do partido começam com exaltação ao ex-presidente, exibição de vídeos e áudios daquele que ainda é considerado o maior detentor devotos à direita. O difícil, avaliam alguns, será ultrapassar esse eleitorado, de forma a garantir uma vitória no segundo turno. Para que isso ocorra, será preciso se livrar das vinculações a Daniel Vorcaro e do “Tariflávio”, a cada dia mais forte na internet.

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Na defensiva/ Desde que vazaram os áudios em que Flávio Bolsonaro chama o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de “meu irmão”, o pré-candidato ao PL à Presidência da República não conseguiu colocar sua pré-campanha em voo de cruzeiro. Quando achou que havia respirado com a visita a Donald Trump, terminou atropelado pelo novo tarifaço anunciado pelo governo Trump. E, para completar, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ao tentar ajudar o irmão, complicou ainda mais ao citar o Zelle, o sistema de pagamentos privado que funciona somente no sistema bancário norte-americano, em alguns bancos filiados. Já o Pix brasileiro é público, universal e gerido pelo Banco Central do Brasil. Não demorou para que as redes taxassem os bolsonaros como “entreguistas” e “inimigos do Pix”. Os estrategistas agora terão que quebrar a cabeça para tentar jogar mais esse problema para escanteio.

Agora, faz sentido

Muita gente no BRB achava estranho quando Paulo Henrique Costa dividia as operações do banco com o Master em parcelas inferiores, mas não desconfiava que era de caso pensado para burlar os processos de controle. Depois que a história dos apartamentos veio à tona, a decepção por ali foi grande.

Sem clima

A avaliação geral é a de que dificilmente PHC terá um ambiente amistoso e cordial para, talvez, quem sabe, um dia, voltar a trabalhar na Caixa ou em qualquer outro estabelecimento ligado ao mercado financeiro. Melhor mudar de ramo, conforme aconselham alguns advogados.

Vai ter que mudar

Será necessário muito mais do que um projeto de lei para conceder alguma isenção capaz de ajudar os micro e pequenos empreendedores na implementação do fim da escala 6×1. É que a reforma tributária veda novas isenções fiscais. Dentro do Senado, há quem defenda que é preciso votar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para viabilizar essa saída ao empresariado.

Por falar em 6×1…

O governo ficou preocupado ao ver presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmar que encaminhará a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça. E, como não quer esperar para votar a proposta que muda a escala de trabalho, vai propor ao comandante da Casa que junte o texto aprovado na Câmara à PEC do senador Paulo Paim (PT-RS), que está pronta para ser votada em plenário. Seria uma forma de encurtar o tempo de tramitação no Senado. Alcolumbre resiste a essa solução.

Cerco às piratas

Com a sanção do “Marco Legal de Combate ao Mercado Ilegal de Jogos e Apostas” nesta semana, a expectativa do governo e do setor é sufocar financeiramente as plataformas ilegais de apostas. Agora, as operadoras de cartões de crédito devem identificar todas as transações com as casas de apostas irregulares, ou seja, as que estão fora da listagem da secretaria de prêmios e apostas.

CURTIDAS

Crédito: imagem cedida

Melhor evitar/ Ao transmitir uma live onde andava no meio da multidão durante a 34ª Marcha para Jesus em São Paulo, apoiadores de Flávio pediram nos comentários que não fizesse isso e lembraram do atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Alguns até perguntaram sobre o colete à prova de balas que o senador usava por baixo da camiseta.

Homenageado I/ No último dia do XIV Fórum de Lisboa, 15 magistrados e políticos se juntaram em torno do ex-presidente Michel Temer, para marcar os 10 anos de sua ascensão ao Planalto (foto). Logo depois do almoço, o ex-presidente posou para fotos, ladeado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, seu ex-ministro da Justiça, indicado por Temer ao Supremo. E, ainda, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Luís Salomão, e o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, do STJ, além dos aliados Carlos Marun, ex-ministro-Chefe da Secretaria de Governo, e Henrique Pires, advogado e ex-presidente da Funasa.

Homenageado II/ No almoço, Temer recebeu uma placa com os dizeres “único jurista empossado com supremo magistrado da nação brasileira após a promulgação da Constituição Cidadã de 1988”. E, ainda, “pela passagem em 12/05/2026 dos 10 anos do início de seu governo”

Ex-embaixador dos EUA na China e ex-conselheiro da Casa Branca participam de debate exclusivo em SP

Publicado em Economia, EUA, Política, Senado, Tarifaço de Trump
Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

Por Eduarda Esposito — O ex-embaixador dos Estados Unidos na China e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) Harvard Kennedy School — considerado um dos diplomatas mais experientes da política externa norte-americana — e o ex-conselheiro da Casa Branca e ex-cônsul dos EUA em São Paulo Ricardo Zuniga participam, na próxima terça-feira (9/6), de um debate sobre a nova ordem econômica mundial. Além deles, o especialista em relações EUA-China Nicholas Burns, o nome de referência em cadeias globais do agro e segurança alimentar Marcos Janks e o ex-presidente do Banco dos BRICS e especialista em comércio internacional e geopolítica Marcos Troyjo também estarão presentes.

O evento ocorre em meio a um turbilhão vivido pela geopolítica global e com as recentes tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O debate é organizado pelo Instituto Diálogos, fundado pela senadora e ex-ministra da agricultura Tereza Cristina (PP-MS) e será realizado no Teatro do Shopping Iguatemi, com a reunião de empresários, autoridades, diplomatas e representantes do setor produtivo.​ O ID foi criado com o objetivo de promover o debate plural e a difusão de conhecimento sobre grandes temas presentes nos cenários nacional e internacional.

Um alívio lá para 2030

Publicado em Banco Master, coluna Brasília-DF, Crise com os EUA, Economia, Eleições, Eleições 2026, EUA, Flávio Bolsonaro, GOVERNO LULA, Política

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 4 de junho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Em palestra no 10º Congresso Luso Brasileiro dos Auditores Fiscais, o mestre em políticas públicas Ricardo Leitão abriu um portal para revisão das alíquotas, capaz de dar esperança àqueles que acham que pagarão muitos impostos com a reforma tributária. Do alto de quem estudou a fundo por um ano “in loco” o sistema tributário chinês e indiano, o fiscal da Secretaria de Fazenda do Pará conta que China e Índia reduziram suas alíquotas para manter o crescimento econômico. A China o fez sem planejamento, quando os Estados Unidos começaram a aumentar as tarifas lá em 2018. Já a Índia planejou essa redução deforma a aquecer a economia. O pesquisador não afirma categoricamente que o Brasil terá condições de baixar a alíquota, mas aponta que a janela para revisão na próxima década está aberta: “Há previsão legal expressa — e em dois mecanismos distintos”, lembra. A Lei Complementar 214/2025 estabelece que o governo deve adotar medidas para que a alíquota de referência seja menor que 26,5% até 2030. Não é uma meta — é uma obrigação legal.

Veja bem/ A porta para revisar para baixo já está aberta na legislação vigente. O que a aciona são os dados de arrecadação real que o sistema vai gerando ao longo da transição. E, para completar, os exemplos da China e da Índia vão servir de freio para os candidatos que planejam jogar contra a reforma tributária sobre consumo antes de o texto entrar em vigor. Atualmente, há muita preocupação entre os técnicos sobre declarações de candidatos ao Planalto contra a reforma. O ex-governador de Minas Romeu Zema, por exemplo, fez várias declarações nesse sentido. Não por acaso, na palestra de abertura do Congresso, em Belo Horizonte, o ex-secretário especial da Reforma do Ministério da Fazenda Bernard Appy foi incisivo ao dizer que posicionamentos como esse geram insegurança jurídica. Primeiro, é preciso deixar a reforma ser implementada, para, depois, pensarem ajustes. E, até aqui, os exemplos de China e Índia são alvissareiros.

“Vamos conversar?”

O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o representante dos Estados Unidos para o Comércio, Jamieson Greer, encontraram-se casualmente nos corredores da OCDE (Organização para Cooperacão e Desenvolvimento Econômico). Greer se aproximou e disse que está dialogando como Brasil, que há um contato fluido e que quer continuar com esse diálogo aberto. Vieira respondeu que a disposição do Brasil é a mesma e que as recomendações da USTR, de novas tarifas de 25% e 12,5%, vão exigir que se intensifiquem essas negociações.

Sejamos amigos

Os dois governos ainda estão dentro do prazo de 30 dias estabelecido pelos presidentes Donald Trump e Lula no encontro que tiveram em Washington. E a conversa, embora rápida, foi suficiente para evitar um clima de animosidade. Da parte do Executivo brasileiro, não resta dúvidas de que há uma má vontade de setores da gestão dos Estados Unidos para com o governo Lula, mas tudo será feito para que essa posição não estrague o diálogo entre os dois países. A ordem é muita calma nessa hora, tal como ocorreu quando do primeiro tarifaço anunciado por Trump.

O interesse deles

As tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros vêm paulatinamente reduzindo o volume de trocas comerciais entre os dois países. Em 2009, o comércio entre Brasil e EUA representava 25% das transações comerciais brasileiras. Agora, está em 9,7%, conforme apontam dados do governo brasileiro.

Enquanto isso…

O comércio com a China quadruplicou. Aliás, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve em Pequim e saiu de lá com a decisão do governo chinês de declarar o Brasil livre da febre aftosa e de ampliar o fornecimento de fertilizantes para o país.

CURTIDAS

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Indefinição mineira I/ A situação da oposição em Minas Gerais anda complicada. Integrantes do PL pediram ao senador Cleitinho (Republicanos-MG) que ele não saísse para governador. Aliados do mineiro afirmam que Flávio Bolsonaro disse a Cleitinho que ele não tem “perfil executivo”. O republicano rebateu dizendo o mesmo sobreo pré-candidato à Presidência.

Indefinição mineira II/ Esse clima tenso ocorreu um dia antes dos vazamentos das conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro. Agora, a situação é diferente. O partido de Jair Bolsonaro quer negociar com Cleitinho seu apoio para a candidatura do empresário Flávio Roscoe ao governo do estado. Roscoe foi o anfitrião do jantar para Flávio Bolsonaro no início desta semana em Belo Horizonte. Está interessadíssimo em ingressar na política e tem perfil executivo.

Quando há silêncio…/ … é porque está caminhando. A delação de Daniel Vorcaro está sob análise agora da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. A nova versão foi reformulada, ampliada e aprofundada, de acordo com fontes próximas ao ex-controlador do Banco Master. Alguns a classificam como robusta. A PF já havia negado uma delação anterior por não revelar fatos novos, além da proposta de ressarcir o rombo deixado com o esquema.

Indefensável/ A situação do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (foto) é vista por muitos parlamentares do PL como sem argumentos para defesa pela legenda. E dizem que Castro ao menos teve senso em abdicar da pré-candidatura ao Senado.