Crédito: Kleber Sales
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A escolha do advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi uma frustração para a maioria dos ministros políticos. É que muitos esperam colocar os respectivos secretários-executivos no comando das pastas. E a nomeação de um nome ligado ao PT significa que o partido pode, inclusive, avançar sobre ministérios que estão a cargo de outras legendas. A própria Justiça estava sob a batuta do PSB no início deste Lula 3. Flávio Dino foi para o Supremo Tribunal Federal e o partido ficou a ver navios quando Lula escolheu o ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski.
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Em tempo: na Esplanada dos Ministérios, muita gente diz que o mais lógico seria manter na Justiça o secretário-executivo, atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto — tido como braço direito de Lewandowski. Tem muita gente preocupada que o PT indique técnicos para os cargos que estão com os partidos.
Nos bastidores do Governo do Distrito Federal, o que se diz é que qualquer problema que houver do BRB em relação ao Banco Master será debitado na conta de Paulo Henrique Costa, o ex-CEO do Banco Regional de Brasília.
O governo ainda não fechou todos os requisitos que devem ser atendidos pelos substitutos dos ministros políticos que deixam os cargos em abril para concorrer a um mandato eletivo. Uma coisa é certa: se o partido estiver com Lula, a agremiação continuará no direito de indicar. Se não for assim, o PT pedirá a vaga.
Ainda está forte na memória dos políticos o caso do Ministério do Turismo. Ali, o União Brasil deu um ultimato ao ministro Celso Sabino. Ele preferiu Lula e, mesmo assim, terminou fora da pasta, porque a bancada indicou outro nome, Gustavo Feliciano, da Paraíba.
É assim que deputados de esquerda se referem ao veto da parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que jogou no lixo uma parcela expressiva das emendas de 2019 a 2023 inscritas como os restos a pagar. O Centrão, conforme o leitor da coluna já sabe, aposta na derrubada do veto e a direita está dividida.
Fim do recesso/ Depois da operação contra o deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), em pleno período de calmaria no Congresso, acabaram as férias parlamentares. Tem muita gente com medo.
Pingos nos Is/ A frase do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em apoio ao Banco Central (BC) no caso do Banco Master não deixa dúvidas sobre quem é o vilão: “Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país”
Missão na avenida/ O Movimento Brasil Livre (MBL) escolheu o caso Master para manifestação de rua de 2026. Em 22 de janeiro, às 18h, na Avenida Paulista, o MBL coloca seu partido, o Missão, num ato a fim de pressionar por mais transparência no processo que tramita contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (foto) que corre em sigilo no STF.
Balanço geral/ O setor de bets completou um ano de regulamentação este mês e, para marcar a data, em 29 de janeiro vai realizar o Bet On Brasil, um evento com várias palestras e rodas de conversa a fim de analisar os primeiros 12 meses do mercado formal de apostas no país. Entre os painelistas confirmados para o encontro no Mané Garrincha, em Brasília, estão Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de Gestão de Redes de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde; Luiz Orsatti Filho, diretor do Procon-SP; e Plinio Jorge Lemos, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).
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