Presidentes de partidos buscam mandatos

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 23 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Fracassada a tentativa de incluir os presidentes de partidos políticos na proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, projeto que terminou arquivado no Senado, grande parte dos comandantes das agremiações partidárias decidiu concorrer às eleições deste ano. Quase dois terços deles vão disputar um mandato eletivo. No União Brasil, Antonio Rueda estreia na disputa eleitoral como pré-candidato a deputado federal no Rio de Janeiro. As vagas ao Legislativo são as que mais atraem os dirigentes partidários.

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Veja bem/ Em muitas conversas, quem convive diariamente com eles afirma que presidente departido com mandato consegue indicar emendas ao Orçamento, ganham foro privilegiado, e o fato de estar no Parlamento dá mais poder aos dirigentes, responsáveis pela distribuição do fundo eleitoral e partidário.

Receitas iguais, resultados semelhantes

As declarações de Flávio Bolsonaro contra a urna eletrônica foram lidas no próprio PL como mais uma repetição da estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Se naquela época, como governo na mão, Bolsonaro não conseguiu se reeleger, a reprise desse estratagema tende a levar ao mesmo desfecho.

Em meio ao tarifaço…

Nas Filipinas para a reunião de chanceleres da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean), o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, aproveitou as presenças dos chanceleres Wang Yi, da China, e Sergei Lavrov, da Rússia, em Manila, para tratar do fornecimento de fertilizantes. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, esses dois países se tornam ainda mais estratégicos como fornecedores.

… a China estende a mão

O governo chinês tem indicado que pode aumentar a oferta de alguns tipos de fertilizantes este ano, diante da crise em Ormuz.

Incertezas & movimentos eleitorais

A falta de confiança na candidatura de Flávio Bolsonaro foi o que levou a Federação União Progressista a preferir a carreira solo. O deputado Fausto Pinato (União -SP), por exemplo, tem andado pelo estado de São Paulo e não percebe o eleitor entusiasmado com a proximidade do pleito: “Não é uma eleição de amor e entusiasmo, e a sorte do Lula é que uma parcela do eleitorado votará com responsabilidade, e não com vontade”, afirma.

… eles se aproximam

Pinato considera que Lula teria uma eleição mais fácil se tivesse caminhado para o centro: “Fernando Haddad deveria ter sido vice de alguém do centro, mas o PT trabalha para manter a polarização acirrada, o que não é bom para o Lula. Por aqui, a mesma rejeição que o Flávio tem, o PT também tem”.

CURTIDAS

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Outro apelido…/ … mesmo endereço. Enquanto por aqui, os petistas chamam o tarifaço a produtos brasileiros de “Tariflávio”, os políticos democratas nos Estados Unidos chamaram de “tarifas Bolsonaro”. Um vídeo que o governador da Califórnia, Gavin Newsom, gravou quando das primeiras tarifas, voltou a fazer sucesso nas redes com a vigência da nova taxação de produtos brasileiros em 25%.

“Tarifas ilegais”/ “Estas tarifas contra o seu país são uma piada, uma abominação, ou melhor: as ‘tarifas Bolsonaro’. Vamos apenas deixar claro o que elas são. Nós estamos em superavit comercial com vocês, é um absurdo. São tarifas ilegais, e estão na Suprema Corte dos EUA agora. Nós fomos um dos primeiros estados a entrar com uma ação seguindo esse princípio. Isso está aumentando os custos dos produtos no meu país”, disse o governador.

Ciro é de todos/ O PSDB de Ciro Gomes (foto) não destinará seu palanque ao governo do Ceará exclusivamente a Flávio Bolsonaro. A contar pelas declarações de Ciro elogiando Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), eles podem chegar, que tem conversa.

E o PL, hein?/ A tendência é manter um “apoio envergonhado” a Ciro, apenas porque Flávio Bolsonaro sacramentou essa escolha. Nas redes sociais, porém, surgem muitas mensagens como “Michelle estava certa”. A ex-primeira-dama defendeu o apoio a Eduardo Girão (Novo).

“Apreensão de fuzis prova avanço do crime no Rio”

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Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 30 de outubro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito 

Crédito: Kleber Sales

Presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública (Consesp), o policial federal Sandro Avelar — que comanda a área de segurança no Distrito Federal — considera que a operação no Rio de Janeiro representa a “crônica de uma morte anunciada” , dado o período em que os policiais foram praticamente proibidos de subir nas favelas por causa da ADPF das Favelas. “Nesse período, a criminalidade se fortaleceu” , diz ele, ao considerar o número de 100 fuzis apreendidos só nesta operação.Este ano, os dados do Consesp indicam a apreensão de 600 fuzis no Rio de Janeiro. O segundo estado em número de apreensões desse tipo de arma, que é privativa das forças de segurança, é a Bahia, com 60. “Quem não é da área, talvez não se choque com esse número de 100 e de 600 fuzis, mas é altíssimo em se tratando de armamento restrito” , afirma.

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Mina de bandidos/ Secretários da Região Norte têm relatado em reuniões que as áreas tomadas pelo crime no Rio de Janeiro têm servido de esconderijo para os chefes do tráfico. Muitos monitoramentos de inteligência têm indicado que muitos estão por lá. Agora, depois da reunião conjunta, o governo federal e o do estado do Rio de Janeiro prometem cuidar disso e atuar em parceria para combater o crime organizado. A CPI no Senado também tratará desse tema. Vejamos se “agora vai” .

Virou a chave

A contar pelas declarações de assessores palacianos, acabaram as exonerações deflagradas depois que a medida provisória de compensação do IOF caducou. Agora, o governo está listando quais demissões serão canceladas e as novas nomeações nos estados. A base governista defende que a medida foi necessária para recompor a base no Congresso e garantir os votos.

Por falar em voto…

É com essa reorganização da base que o governo conta para aprovar os projetos do metanol, o do Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial e uma medida provisória sobre ajuste fiscal a ser enviada nos próximos dias. Com essa mexida em cargos de indicações, o governo espera evitar novas derrotas.

Novos rumos

O secretário Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marivaldo Pereira, vai deixar o governo em abril de 2026 para concorrer a um mandato de deputado federal pelo PT-DF. À coluna, ele afirmou que, caso seja eleito, lutará pelas pautas de segurança pública na Câmara dos Deputados. “Um dos grandes objetivos dessa pré-candidatura é ir para o Congresso Nacional para ajudar a qualificar o debate sobre segurança pública” , explicou.

A metralhadora de Ciro

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes afirma que o PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer nada fizeram para combater o crime organizado e, por isso, as facções criminosas chegaram onde chegaram, principalmente no Rio de Janeiro. Ciro também acusou o PT e PSB no Ceará de serem contatos políticos de organizações criminosas, mas não apresentou qualquer prova. Leia mais no Blog da Denise.

CURTIDAS

Crédito: L&PM/Divulgação

Inauguração em breve/ A ponte que caiu em Estreito (MA), em dezembro de 2024, deve ser entregue agora em novembro, menos de um ano depois da queda que abalou o Brasil. Os governos federal e local pretendem fazer uma ampla divulgação da entrega.

IA e a saúde/ Os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Haddad (Fazenda), além do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso participam, amanhã, do 29º Congresso da Associação Brasileira dos Planos de Saúde (Abramge). O encontro capitaneado pelo presidente da Abramge, Gustavo Ribeiro, vai debater os principais problemas relacionados à saúde pública e suplementar do Brasil e o uso da inteligência artificial no setor.

Ponto alto/ A palestra magna do congresso da Abramge estará a cargo do filósofo, historiador e escritor Yuval Noah Harari (foto), convidado de honra, um estudioso desta nova era da IA em todas as áreas. Para quem estiver em São Paulo, vale a ida, hoje, ao Teatro Santander.

Prestigiado/ O ministro Guilherme Boulos não pode reclamar de falta de prestígio. A posse estava lotada de deputados federais, mas, no meio da sessão da Câmara, Laura Carneiro (PSD-RJ), ao perceber que estava na hora da cerimônia, perguntou, “Ué? Ninguém vai para o Boulos?” O plenário da Câmara esvaziou rapidinho. Até o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez questão de comparecer.

Colaborou Luana Patriolino 

Partidos já analisam que será melhor Lula deixar manejo do Orçamento com Lira

Publicado em coluna Brasília-DF

Os cálculos feitos pelos políticos indicam que, passada a votação do arcabouço fiscal, o governo vai penar na Câmara para aprovar o que for do seu interesse mais premente. Está fora dessa conta a reformam tributária, vista como um projeto do Parlamento, em discussão há anos. O Centrão, por exemplo, considera que depois do arcabouço estará abeta a temporada de caça aos cargos de segundo escalão e pressão para que o PT amplie o espaço, inclusive no Planalto.

Com tantos pedidos pendentes, já tem muita gente disposta a levar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ideia de que, nos dias de hoje, deixar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com o poder de manejo do Orçamento, sairá mais barato do que buscar voto a voto nos partidos de centro, todos rachados em relação ao governo.

A avaliação nua e crua dos partidos é de que, num futuro não muito distante, os partidos centristas, se não forem atendidos, vão engrossar a linha de oposição. Se forem contemplados, podem adotar uma posição mais alinhada ao Planalto.

Os petistas, porém, não acreditam que a fidelidade do centro ao governo seja por “amor”. Aliás, os radares da política detectaram que todos tentam se projetar para uma carreira longe do PT no futuro. Nesse sentido, a intenção é resistir às pressões e aguentar os solavancos depois da aprovação do arcabouço fiscal.

Lira e Pacheco se aproximam

Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), estão em fase de reaproximação. O que os une é a vontade de aprovar a reforma tributária e ganhar discurso para o futuro. O palco para selar essa reunião será um encontro com líderes empresariais, na semana que vem.

Quem pisca primeiro

Ao ficar em silêncio durante o depoimento à Polícia Federal (PF), o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ganha tempo para ver como será a atuação dos outros implicados no caso dos cartões de vacinação.

Ensaio geral

A contar pelo discurso do presidente do PSD do Distrito Federal, Paulo Octávio, no jantar que ofereceu para homenagear os integrantes do partido, a linha mestra do programa de governo está dada: A estratégia é resgatar as metas de Juscelino Kubitscheck e atualizá-las para o cenário de hoje.

Milagres e santos

O PSD de JK montou o governo considerado mais desenvolvimentista e audacioso do século passado. O PSD quer repetir a dose, mas só tem um probleminha: ainda não encontrou o JK 2.0 para encabeçar esse projeto.

Deu água/ Ao marcar a data de instalação da CPMI do 8 de janeiro, o senador Esperidião Amin (PP-SC, foto), o mais velho dos senadores indicados para o colegiado até o momento, tira de cena a estratégia do comando da Casa de evitar que a discussão do arcabouço fiscal embole com as do colegiado.

No ritmo da narração/ Ao ler os nomes dos integrantes da CPI das apostas esportivas esta semana, o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP), que presidia a sessão da Câmara, fez questão de imitar os locutores esportivos ao elencar os times que vão entrar em campo. Os parlamentares, aliás, acreditam que esta investigação dará mais Ibope do que outras.

Pode limpar as gavetas/ Com tantos deputados escaldados depois da Lava-Jato, a tendência é a Casa dar o amplo direito de defesa ao ex-deputado Deltan Dallagnol, mas não deixar de autorizar a saída dele, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A esperança/ Os aliados de Deltan querem fazer valer a tese de que mandato eletivo só pode ser tirado pelo eleitor. Porém, geralmente, quando a Justiça solicita, a Câmara aprova.