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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito
Ao emplacar três aliados nas relatorias de projetos importantes no Senado, o Palácio do Planalto conseguiu dois feitos: encaminhar textos alinhados com os objetivos do governo e manter em destaque os aliados escolhidos para a eleição. Os senadores Cid Gomes (PSB-CE), que ficou com o Redata, e Eduardo Braga (MDB-AM), com a política nacional de minerais críticos, lideram as últimas pesquisas ao Senado feitas em seus estados.
No caso da senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da PEC que trata da taxa das blusinhas, a designação é mais um ativo na corrida para uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal. A ideia é votar o parecer na próxima terça-feira, na primeira reunião após a eleição da mesa da comissão especial, marcada para hoje.
O arranjo definido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) desata um nó institucional em que se encontravam os poderes Executivo e Legislativo há meses. Apesar dos avanços, com evidentes dividendos eleitorais, há dúvidas em relação ao comportamento do plenário do Senado, principalmente depois das eleições. Não é certo se as propostas sairão integralmente conforme os desígnios do Planalto.
Sem alteração
Cid Gomes pretende seguir o mesmo caminho que o colega Omar Aziz (PSD-AM): manter o texto da Câmara dos Deputados sobre o Redata, regime especial de tributação de datacenters, e buscar consenso. Até ontem, a matéria acumulava 22 emendas apresentadas. O texto está pronto para ir a Plenário.
Já vi esse filme
À coluna, Gomes afirmou que irá analisar todas as sugestões, mas não deverá aceitar alterações de mérito. “Não há nenhuma novidade. O Brasil já teve um programa de incentivo para data centers ainda no primeiro governo Lula, em 2005” , lembrou o relator.
Emendas do setor
Contudo, o setor defende que haja um aperfeiçoamento no texto aprovado na Câmara no começo do ano. A coalizão das frentes parlamentares produtivas apoia a emenda que prevê a utilização de fontes firmes, como gás natural, energia nuclear e biometano, complementares às fontes renováveis e essenciais para empreendimentos que operam de maneira contínua.
Se tem acordo…
Caso a emenda seja acatada, o texto deverá retornar à Câmara para uma nova votação. O setor ressalta que isso não seria um problema, haja vista o compromisso firmado entre Lula, Motta e Alcolumbre para aprovar essa matéria.
Hora de se apresentar
Na estreia do horário eleitoral no rádio e tevê, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) usará os quase três minutos de propaganda a que tem direito para divulgar seus feitos. Inicialmente, a campanha não deverá atacar Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas é possível uma mudança de tom até outubro. Nesta fase da campanha, Caiado pretende mostrar ao Brasil as realizações em Goiás, com enfoque especial na segurança pública.
Ficha limpa
As peças ainda devem ressaltar que, em 40 anos de vida pública, Caiado teria uma conduta imune a escândalos. O mote da campanha será: “Muito para mostrar e nada para esconder” .
Janela de oportunidade
Em relação à medida provisória da taxa das blusinhas, o PL pretende alcançar um equilíbrio entre a concorrência e o acesso aos mercados globais. O deputado Rodrigo Valadares (PL-SE, foto) afirma que a bancada buscará “um denominador comum” . “O caminho é pensar em desburocratizar o empreendedor nacional, e não criar mais regras para o e-commerce internacional” , avalia.
Isenção fiscal
Segundo o parlamentar, “a taxa das blusinhas fez tanto mal para o consumidor final quanto para pequenos empreendedores que compravam nas lojas on-line para fazer seus estoques” . A bancada também é favorável à isenção da taxa.
Combustível do futuro
Na próxima quarta-feira, será realizado, na Câmara dos Deputados, um seminário em comemoração aos dois anos da Lei do Combustível do Futuro. A Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde (Ceenerg) vai reunir representantes dos principais setores para discutir os avanços regulatórios, os desafios ainda existentes e as perspectivas para os combustíveis de baixo carbono no Brasil.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A decisão do senador Omar Aziz (PSD-AM) de apresentar seu parecer sobre o fim da escala 6 x 1 sem alterações levará os congressistas a se posicionarem sobre a proposta, expondo aqueles que são contra. Mesmo que a votação fique para depois das eleições, a avaliação geral é de que ninguém poderá se esconder sobre esse tema nesses 38 dias que antecedem o pleito. E dará discurso para o horário eleitoral gratuito, a partir da semana que vem.
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Narrativas em construção/ A ideia é deixar subentendido que, quem estiver contra a proposta agora, não aprovará projetos de interesse dos trabalhadores no futuro. Se a estratégia vai funcionar, ainda não se sabe. Afinal, são 38 dias em que, dizem os especialistas em pesquisas, nenhum candidato está livre de ser atropelado por fatores que podem jogar por terra qualquer plano de conquista de votos. Com o filme Dark Horse ainda fustigando Flavio Bolsonaro e o filho do presidente Lula, o Lulinha, deixando o pai na defensiva, os líderes das pesquisas não terão céu de brigadeiro até 4 de outubro.
Outra polêmica
Paralelamente à escala 6 x 1, estará em discussão a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), vai manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados a fim de acelerar a tramitação. Ele tentará votar a PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana, de forma a buscar a apreciação no Plenário ainda na semana que vem.
Renovação de promessa
A criação do Ministério da Segurança Pública, promessa do governo Lula que ainda não foi cumprida, está condicionada à aprovação da PEC relatada por Rogério Carvalho. Aliados avaliam que a votação seria positiva para a campanha do presidente e reforçaria o discurso de combate ao crime organizado no período eleitoral.
E em São Paulo…
…nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada ontem, mostra empate entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição, ambos com 30%. Na pesquisa realizada no fim de julho, o filho 01 de Jair Bolsonaro apresentou 34% na capital paulista, enquanto o petista, 30%. O resultado é comemorado pela campanha do presidente, uma vez que São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil e, muitas vezes, um laboratório sobre o que ocorre no restante do país.
Na incerteza…
…não ultrapasse. Nem o candidato a governador de Alagoas pelo PSDB, João Henrique Caldas, o JHC, nem o candidato ao Senado, Arthur Lira (PP-AL), compareceram ao evento de Flávio Bolsonaro em Maceió. Sinal de que nenhum dos dois alagoanos, opositores do senador Renan Calheiros (MDB), deseja brigar com Lula ou apostar todas as fichas num candidato que é dúvida entre os nordestinos.
CURTIDAS
Vai ser assim/ Onde for bom para o candidato a governador, a campanha presidencial será colada. Onde não for positivo para quem concorre a um governo estadual, cada político fará sua campanha e o presidenciável que se vire. Independentemente de partido.
Lula, Mourão e o diálogo/ Na solenidade do Dia do Soldado, o presidente aproveitou para conversar com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS, foto). O presidente pediu e obteve um sinal positivo do ex-vice-presidente do governo Bolsonaro para um voto favorável à proposta que trata da exploração de minerais críticos. Mourão não vota em Lula, mas não negou um cumprimento ao comandante em chefe das Forças Armadas. Na democracia é assim que se faz.
Nem na Lava-Jato/ A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, oficializou representações, externando a preocupação com vazamentos que considera “seletivos”, a respeito da investigação do primogênito de Lula. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, afirmou que nunca viu algo parecido. “Não tem precedentes, nem na história da finada Operação Lava-Jato. Precisamos tirar o rosto do processo. Se acontece algo assim com o filho do presidente, quem dirá o que pode ocorrer com outro cidadão qualquer”, critica. As representações foram enviadas ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal e aos ministros Flávio Dino e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Na cobrança/ A defesa de Lulinha permanece pressionando as autoridades competentes sobre a apuração dos inquéritos instaurados para apurar os vazamentos do caso. As informações que têm sido divulgadas preocupam não só os advogados de Fábio, como o entorno da campanha de Lula — ainda mais às vésperas do início do horário eleitoral no rádio e televisão.
IA, minerais críticos e agro se destacam no 15º LIDE Brazil Investment Forum 2026
Nova York, por Denise Rothenburg* com Eduarda Esposito — Na 15ª edição do LIDE Brazil Investment Forum 2026, que acontece hoje em Nova York (12/5), os participantes do primeiro painel “O Brasil e o seu futuro” destacaram a importância de alguns temas para o desenvolvimento do Brasil: Inteligência Artificial, terraras raras, transição energética e agronegócio. O primeiro a trazer um dos temas foi o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que salientou os conflitos internacionais e a necessidade do Congresso Nacional trabalhar em uma agenda para amenizar os impactos.
“Enfrentamos uma conjuntura internacional de fortes turbulências e incertezas. Conflitos se multiplicam com sérias consequência para um conjunto de países. Diante deste cenário, à frente da Câmara tenho trabalhado em uma agenda centrada no crescimento econômico. Também na abertura de novas oportunidades para o Brasil e na valorização da política como ferramenta para a construção de soluções para os problemas reais do país”, disse Motta em vídeo enviado ao evento.
O presidente também pontuou todos os projetos aprovados em seu mandato que colaboram para a economia do país. “Criamos regras para facilitar a exportação de produtos brasileiros, inclusive por empresas menores. Depois de 26 anos, em tempo recorde, aprovamos o acordo Mercosul-União Europeia, uma clara sinalização de que preferimos a abertura dos mercados ao fechamento das fronteiras. Há poucos dias, a Câmara aprovou um projeto de lei para que o Brasil possa mobilizar os recursos valiosos das terras raras e dos minerais críticos. São pontos centrais para a economia do século XXI, de uma maneira que facilite os investimentos produtivos e aumente nossa participação nas etapas mais elaboradas de sua industrialização”, defendeu.
Inteligência Artificial
Na parte de tecnologia, Cristiano Amon, CEO da Qualcomm e homenageado com o Person of the Year 2026 pelos Estados Unidos durante o evento, destacou o potencial do Brasil no desenvolvimento de Inteligência Artificial. “O Brasil sempre foi um mercado grande, um país que sempre consumiu tecnologia e internet móvel, mas hoje em dia como você vê o avanço da computação e da IA, ela tem sido parte de transformação de vários setores da indústria e o Brasil se desenvolvendo no setor da agroindústria, serviços, digital em que você vê hoje oportunidades hoje de desenvolvimento no país em tecnologia. Um momento muito importante, em que a IA derruba barreiras para a entrada de empresas de tecnologia”, disse.
O relator do projeto de lei para regular a IA e tramita na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), também esteve presente e enfatizou que o Brasil é fértil para as tecnologia, principalmente a inteligência artificial. “Temos a inteligência embarcada em tudo e o desafio de regular para que o Brasil não iniba a inovação, mas proteja nossos cidadãos. Tenho certeza que é uma grande oportunidade, e podemos aproveitar votando agora o Redata para produzir infraestrutura de tecnologia, conectividade, cabos submarinos, data centers, que são temas que são importantíssimos e não podemos perder essa oportunidade”, afirmou.
O deputado Ricardo Barros (PP-PR), também defendeu a regulamentação do Redata, que está parada no Senado a espera de um relator, e pontuou que o Brasil perde tempo. “A energia limpa do Brasil é o capital diferencial para os datacenters. Era requerido por todos que os datacenters fossem feitos com energia limpa, no entanto, nós não demos conta de fazer o Redata, não estamos com a lei, apesar dos esforços do deputado Aguinaldo Ribeiro, da inteligência artificial que está discutindo direitos autorais da pesquisa feita pela IA e perdendo oportunidades. Os investimentos estão sendo feitos e não serão realocados depois de realizados em outros países”, defendeu.
Transição energética
Ao abordarem o tema de transição energética, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que relatou diversos textos referentes ao tema na Casa — regulamentação do hidrogênio de baixo carbono, combustível do futuro e terras raras e minerais críticos — salientou que a guerra no Golfo Pérsico é uma oportunidade para que o Brasil assuma a liderança do processo e seja referência mundial.
“O Brasil pretende ser líder da transição energética em termos mundiais. A referência que o país tem de ter a matriz energética mais limpa e renovável se combina com a matriz de biocombustíveis que nós temos, uma matriz sem igual, sem paralelo em todo o planeta. A recente crise que nós enfrentamos agora no Irã acabou demonstrado, em uma recente publicação pela The Economist, que dentre as grandes potências o Brasil é o que tinha uma condição peculiar para enfrentar o desafio da escalada dos preços internacionais do petróleo. A presença do etanol que vai de 30% a 32% na nossa mistura, do biodiesel e agora do SAF, que muitas empresas e nações estavam se dedicando ao combustível sustentável de aviação, e no Brasil foi redefinido o Inflection Reduction Act recentemente e fez com que empresas passassem a apostar no Brasil como supridor da descarbonização do combustível aeronáutico e marítimo. A Organização Marítima Internacional (OMI) na última semana aprovou o etanol de milho do Brasil como combustível apto a substituir o combustível marítimo e ser a base para o bio banker”, enumerou.
Jardim ainda lembrou que minerais críticos foi um dos temas presentes no diálogo da semana passada entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, e que a regulamentação e a conversa abrirão portas para o país. “(minerais críticos) foi um dos temas presentes no diálogo do presidente Lula e o presidente Trump, vai se desdobrar em parcerias que pode realizar o Brasil com os EUA e outras nações para tratarmos destes minerais que são estratégicos para a transição energética ou que são fundamentais para o desenvolvimento do país. Na minha opinião, nós temos problemas nas instituições, mas temos uma base institucional que o Brasil deve e pode se orgulhar”, comemorou.
Por fim, a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), relatora do Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/26 que trata do orçamento extraordinário oriundo da alta do preço do Petróleo devido à guerra, enfatizou que ouvirá todos os setores interessados nesse montante. “Hoje o presidente Motta me passou a relatoria do PLP 114 que fala da guerra no Oriente Médio, tudo o que o Brasil tem a dependência da parte de fertilizante e nitrogenados, agora temos também o embaraço do barril do petróleo que comercializávamos a U$ 60 dólares e hoje vendemos a U$ 100, U$ 120, que rendeu uma receita extraordinária. Se o texto passasse em forma de Medida Provisória, poderia dar a famosa pedalada fiscal. Então, veio o projeto pela liderança do governo e eu como relatora vou trabalhar da forma mais responsável possível, ouvindo a todos e buscando otimizar o relatório para que as receitas extraordinárias sejam usadas da melhor forma possível dentro do que é correto para o setor, tanto para os combustíveis fósseis e para os biocombustíveis que é nosso, do Brasil e precisamos alavancar esse produto do etanol”, disse.
*Viajou a convite do LIDE
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 7 de maio de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Dois senadores norte-americanos — um democrata e um republicano — procuraram o presidente de Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), para conversar sobre a posição do governo e do Congresso acerca dos minerais críticos e terras raras. O parlamentar deixou claro que o Brasil não abrirá mão da soberania nacional e informou que há um projeto em tramitação no Legislativo. Nos bastidores, a certeza é deque os senadores dos Estados Unidos vieram pegar informações para o encontro de hoje entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington.
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Ganha-ganha/ O encontro entre Lula e Trump é visto por parte dos políticos brasileiros ligados ao governo como positivo para os dois presidentes. Trump está com a popularidade em baixa nos EUA e precisa ampliar o diálogo. Lula, idem, ainda mais em se tratando de um ano eleitoral. Se a “química” continuar funcionando, ambos sairão da conversa de hoje tendo o que comemorar.
O que eles temem
A notícia de que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, havia apresentado a sua proposta de delação premiada, surgiu em meio à sessão de comemoração dos 200 anos da Câmara dos Deputados. A aposta dos políticos é que, em breve, virá uma nova bateria de buscas e apreensões para confirmar o que o ex-banqueiro apresentou. A maior preocupação é que tudo comece a aparecer justamente no início das campanhas eleitorais. Aí será difícil explicar.
Apostou…
A oposição tem certeza de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não levará os três processos de suspensão dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) ao Plenário. Seria um desgaste grande no futuro de quem deseja se reeleger presidente da Casa.
… errado
Contudo, aliados próximos à Motta garantem: ele irá até o fim nas suspensões. De acordo com os deputados, o presidente quer passar um recado claro de que há limites para manifestações dentro da Câmara, e que impedi-lo de sentar-se na cadeira da Presidência ultrapassou o decoro parlamentar. Além disso, outros parlamentares defendem que Motta paute as três punições no Plenário para não desmoralizar a Casa. Um sinal, segundo aliados, foi o cancelamento da Ordem do Dia, na terça-feira, para que o Conselho de Ética apreciasse as suspensões.
A vantagem de Caiado
A pesquisa Quaest divulgada esta semana foi comemorada pelo PSD. Nela, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato ao Planalto pelo partido, aparece no estado que governou com um índice de 76% de “conhece e votaria”. Em Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, tem apenas 38%nesse mesmo ponto, enquanto 53% afirmam conhecer e não votar nele.
CURTIDAS
Candidatíssimo/ O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que será candidato a um mandato por Minas Gerais, deixou nos antigos colegas de Parlamento a sensação de que, se voltar, tentará retornar ao comando da Casa. Ele fez questão de dizer que a aprovação das emendas impositivas, em sua gestão, garantiu a independência do Legislativo diante do Executivo. E comemorou o feito rebatendo o argumento de que as emendas estariam “sequestrando” o Orçamento.
Reencontros/ A sessão solene dos 200 anos da Câmara foi quase uma “volta às aulas”. O ministro da Defesa, José Múcio, presente ao evento, foi cumprimentado por representantes de todos os partidos. E quem se destacou no quesito “rejuvenesceu” foi o ex-deputado Rodrigo Maia. De barba e mais magro. Alguns deputados tiveram dificuldade de reconhecer o ex-presidente da Casa.
Cancela isso aí/ Os deputados Danilo Forte(PP-CE) e Joaquim Passarinho (PL-PA) apresentaram (foto), ontem, à Comissão de Minas e Energia um relatório recomendando ao Tribunal de Contas da União (TCU) o cancelamento do leilão de capacidade de energia deste ano. O documento foi encaminhado aos órgãos de controle e fiscalização para instauração de inquéritos, auditorias e pedidos de informação, sob argumentos de corrupção passiva e prevaricação, práticas anticoncorrenciais, entre outras possíveis irregularidades. De acordo com os parlamentares, o leilão ignorou outros tipos de energias limpas e o uso de baterias.
Anota aí/ A posse do novo ministro do TCU, Odair Cunha, será em 20 de maio. O deputado venceu as eleições na Câmara dos Deputados, em abril, e foi homologado pelo Senado um dia depois.










