Governo empurrado para uma nova CPMI

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, CPMI do INSS, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Segurança Pública, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

O movimento que políticos do governo tentam levar adiante contra a CPMI do Banco Master perderá força tal e qual perdeu os primeiros acordes de resistência à CPMI do INSS. Lá atrás, com as citações envolvendo associações ligadas ao PT, o governo acabou defendendo a comissão parlamentar de inquérito para tentar reverter o jogo e atirar a oposição no fosso da investigação. Desta vez, a reunião do presidente Lula, em 2024, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com direito à participação de um elenco de ministros, colocará o governo com dificuldades de segurar a apuração por parte dos congressistas.

Mais uma vez, a criação ou não da CPMI depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até aqui, Alcolumbre tem dito a amigos que ano eleitoral dificulta instalação da CPI’s, porque fica difícil evitar a formação de um ringue entre adversários políticos, atrapalhando a pauta positiva que ele pretende empreender, escala 6X1 e segurança pública, coincidentemente, os mesmos assuntos que o governo pretende levar adiante este semestre.

Mudança de alvo

Até aqui, a parte interessada do mercado financeiro atacava o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli para tentar catapultá-lo da relatoria do caso Master. Não conseguiu. Agora, a mira se volta ao governo do presidente Lula e a reunião de 2024, pedida pelo então consultor do Master, Guido Mantega, ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff.

Imagem é tudo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por enquanto, se segura apenas no nome do pai e terá que mostrar que é mais do que isso, se quiser que sua pré-candidatura realmente vá além do recall bolsonarista. Entre os poderosos da indústria no país, muitos consideram que ele é um “bon vivant” , arrogante e que não se agarra no serviço da política.

Gestão conta

Muitos industriais continuam rezando por uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Acreditam que ele é mais competitivo do que Flávio e tem o que mostrar numa campanha nacional. A quinta-feira, porém, quando o governador se encontra com Jair Bolsonaro deverá marcar o fim dessas esperanças.

O que quer Bolsonaro

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em breve. O encontro será para que Bolsonaro defina as prioridades do bloco para 2026. O maior foco, segundo o líder contou à coluna, é montar estratégias para derrubar o PT. Entre as pautas que devem receber atenção especial estão a lei Antifacção, PEC da Segurança Pública, CPMI do INSS e a derrubada do veto da dosimetria aos condenados de 8 de janeiro de 2023.

CURTIDAS

Crédito: Reprodução redes sociais

Recuperação/ O ex-presidente José Sarney publicou em suas redes sociais uma foto com a filha Roseane Sarney Murad (foto), que enfrenta uma luta contra o câncer e deve passar por uma cirurgia em breve. Recentemente, Roseane teve alta após ficar internada devido a pneumonia.

Expectativas/ O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD, entrou numa enrascada com o eleitorado quando a prefeitura colocou uma música da cantora Britney Spears, ao falar do show de Copacabana, em maio. Agora, tem gente cobrando a presença da estrela do pop internacional da seguinte forma: “Acho que se depois dessa você não confirmar a Britney, nem precisa concorrer em outubro” , respondeu um internauta à postagem de Paes sobre não saber quem será a atração deste ano. Já outros, dizem que se ele trouxer essa celebridade do mundo da música, se tornará prefeito vitalício.

Justiça por Orelha I/ Após a repercussão do crime bárbaro contra o cachorro comunitário na Praia Brava, em Santa Catarina, brasileiros criaram um abaixo-assinado para que crimes contra animais sejam enquadrados e punidos com o mesmo rigor aplicado a outros crimes violentos. Já conta com mais de 165 mil assinaturas.

Justiça por Orelha II/ Adolescentes suspeitos de torturar o cachorro terminaram “premiados” com uma viagem aos Estados Unidos e ainda não voltaram ao Brasil para que se defendam e, se culpados, assumam suas responsabilidades. É o mínimo que pessoas de bem devem fazer. Não dá para ficar vendo o Pateta e o Mickey como se nada tivesse ocorrido.

Renan e a Lei Complementar 105

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai coordenar a comissão composta por ele e mais quatro senadores para acompanhar as investigações do Banco Master/BRB. E vai para cima do mercado financeiro. A partir de 4 de fevereiro, quando essa comissão de acompanhamento será instalada, Renan vai sacar a Lei Complementar 105, que dispõe sobre o sigilo de dados de instituições financeiras, e já tem em mãos pareceres que dão à comissão acesso aos dados sigilosos. Até aqui, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu evitar que os políticos tivessem acesso às informações classificadas da investigação. Resta saber se conseguirá fechar mais essa porta que Renan abrirá.

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O vídeo liberado por Renan menciona R$ 50 bilhões de impacto sobre o Fundo Garantidor do Crédito (FGC) e descasca a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Renan quer ir atrás dos fundos de investimento cujos beneficiários eram outros fundos. E seguir o caminho do dinheiro até chegar aos beneficiários finais. Em um ano eleitoral, é ouro puro para quem tiver acesso às informações.

A esfinge

Os políticos estão fazendo fila para tentar uma conversa com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master/BRB. Até aqui, o ministro está “fechado em copas”. Não recebeu ninguém. Aliás, ele foi escolhido relator por sorteio. E, conforme o leitor da coluna já sabe, não abrirá mão da relatoria e vai trabalhar no caso em silêncio.

Lula de olho no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado quase todos os seus momentos de folga para montar os palanques estaduais. Em São Paulo, fará de tudo para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ser candidato ao Senado. No entorno do presidente, há um consenso: sem o Senado, não dá. Hoje, o “plenário azul” é estratégico para qualquer lado da política.

Na mira

Paralelamente a projetos com peso eleitorais, parlamentares ligados ao livre mercado vão defender a regulamentação dos cigarros eletrônicos, os “vapes”. De acordo com a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), 100% do mercado de venda de “vapes” é ilegal e pertence ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, 66% dos brasileiros acreditam que o combate ao cigarro eletrônico não tem sido eficiente. Por isso, legalizar com regras semelhantes às do tabaco é visto como uma boa solução.

Um dos problemas

Na análise de João Accioly, presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o antigo hábito de resolver tudo com termo de compromisso pode ser uma das lições que a autarquia deverá aprender. “Os acordos (relativos às empresas ligadas ao Banco Master desde 2019) foram feitos sem prever que o escândalo chegaria onde chegou”, disse. Conforme disse, o primeiro processo com empresas ligadas ao banco de Daniel Vorcaro são de 2020 e, por isso, as investigações começaram, no mínimo, em 2019.

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Crédito: Marcelo Ferreira/CB

Não desiste nunca/ O coach e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal está oferecendo consultoria política para précandidatos. Apesar da derrota no primeiro turno e da inelegibilidade, Marçal acredita que teve importância no cenário político paulistano e pode ajudar os interessados.

Cinema brasileiro em alta!/ Com quatro indicações ao Oscar, O Agente Secreto bate o recorde de indicações para um filme brasileiro. Direto de Recife para Los Angeles!

“O pessoal lá sempre falava que o Senado era o céu, o mais perto do paraíso. A casa do equilíbrio. Mas estão transformando num inferno. Uns capetinhas ganharam o mandato fazendo selfies e espalhando fake news, com inserções aventureiras nas redes sociais. Tem que se resgatar o paraíso. Não é à toa que é preciso ter 35 anos para ser senador” Do presidente da Agência Brasiliera de Exportações (Apex-Brasil), Jorge Viana, que já foi senador e governador do Acre

Toffoli e o tempo

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

As pressões crescentes para que o ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deixe a relatoria do caso Master não vão levá-lo a abrir mão dessa função. Dentro da Corte, muitos magistrados consideram que é preciso dar tempo ao tempo e que nada será feito enquanto houver o que classificam de “uma campanha” contra Toffoli. Para completar, na visão de alguns, num ano eleitoral, esse caso arrisca ter nomes citados que sequer estão sob investigação ou são mencionados. Portanto, a avaliação é de que é preciso evitar vazamentos.

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Só tem um probleminha/ A abertura dos trabalhos do STF deste ano está marcada para 2 de fevereiro e, até lá, a tendência é Toffoli continuar como principal alvo de críticas. No fim de semana, por exemplo, houve a nota da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) chamando as decisões do ministro de “atípicas”. Juristas acreditam que o inquérito sequer deveria estar no STF, já que casos semelhantes nunca foram levados à Suprema Corte. O possível envolvimento da família do ministro com empresas ligadas a Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, é apontado por especialistas como uma razão forte para que o ministro seja impedido de julgar a fraude do Master. Pessoas ligadas a ele, porém, dizem que não há justificativa legal para que deixe o caso.

Lula e Geraldo

O presidente Lula recebeu o vice-presidente Geraldo Alckmin, ontem, fora da agenda. Além das questões relacionadas ao Ministério de Indústria e Comércio, os dois estão conversando muito e afinados sobre os planos rumo a 2026. A repetição da chapa é dada como certa.

Lula e o PT

Só tem um partido reclamando do fato de Geraldo Alckmin manter a vaga de vice na chapa de Lula: o PT. E nem é todo o PT. É que uma parte considera que, como Lula não será candidato em 2030, a legenda tem que ter a vice para que haja um sucessor “natural”. O problema é que, antes de pensar em 2030, tem que vencer 2026. E uma chapa pura dificulta. Lula precisa de Alckmin.

Conflito ideológico

Empresas do setor de trabalho por aplicativos estão confusas com a união entre parlamentares do PL e da esquerda na regulamentação da atividade. O estranhamento se deve ao fato de que tanto o presidente da comissão especial, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), quanto o relator, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), são de partidos de direita. E, por isso, o setor considera que ambos deveriam ir contra os desejos do governo Lula e da esquerda. Porém, o relatório seguiu a linha da base governista.

Não é por aí

O setor busca um argumento para, neste ano eleitoral, tentar separar os dois polos da política nesse tema, questionando a “união” da direita com a esquerda e, principalmente, com o PSol, partido do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos — que elogiou muito o relatório apresentado no fim do ano passado. As empresas, porém, tendem a perder essa batalha.

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Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Baderneiros na porta de saída/ A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai discutir, hoje, a mudança da Resolução 400, que prevê condutas das empresas aéreas sobre comportamento dos passageiros durante os voos. Devido ao aumento de perturbações e casos de agressões aos comissários de bordo, a Anac estuda sanções aos viajantes indisciplinados. Atualmente, uma lei impede essas pessoas de voarem por até um ano, mas falta a regulamentação. A agência quer regulamentar essa medida.

Vai aumentar a pressão/ O caso do homem que, em prisão domiciliar, matou uma adolescente de 14 anos, no Distrito Federal, fará aumentar a pressão para que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha o benefício. O PL vai repisar que não é possível a Justiça conceder a prisão domiciliar a um estuprador e assassino e não atender à defesa de um homem de mais de 70 anos que tem comorbidades.

Independência municipal/ Uma empresa de capacitação, a Innovc, está treinando administradores municipais para pensar em soluções de gestão inovadoras. Um dos exemplos é a cidade de Eusébio (CE), que está criando um portfólio de soluções para vender para outros municípios. A ideia é criar uma parceria público-privada em projetos entre o município e a empresa para, juntos, venderem a proposta a outros prefeitos. Dessa forma, uma parte do dinheiro retorna ao caixa da cidade e paga aquele primeiro investimento da prefeitura, no início do projeto.

Press Jungmann/ O ex-ministro Raul Jungmann (foto) foi definido assim por parentes e amigos no velório no Campo da Esperança: “Um humanista, defensor do diálogo entre todas as forças e instâncias, ainda que tenham pensamentos totalmente opostos”. A trajetória foi marcada, ainda, pela “coragem” de aceitar desafios em momentos cruciais. A coluna registra aqui os mais profundos sentimentos de pesar pela morte de um intelectual que sabia exercer a paciência e aproximar diferentes.

TCU amplia espaço

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg

Crédito: Caio Gomez

A reunião entre os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, serviu para ampliar o poder da Corte tal e qual ocorreu em momentos passados, com a Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O que se diz nos bastidores é que, quanto mais o TCU estiver presente, mais importância seus ministros adquirem. O tribunal é órgão assessor do Legislativo. E, como tal, não tem poder de barrar uma liquidação, uma vez que o Bacen é independente. No entanto, pode dar instrumentos para que os poderes competentes tomem decisões. Agora, coloca um pé no banco. Resta saber a que senhor servirá.

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A perder de vista/ A única certeza que se tem, atualmente, é de que o caso Master entrará no calendário eleitoral. Não será o principal tema da campanha, mas, dadas as ligações de Daniel Vorcaro, as apostas são de que muita gente abrirá a temporada de 2026 com explicações a dar.

Vai-se um banco, ficam os bens

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro não desistiu da ideia de recuperar seu banco. Mas o que se diz entre agentes do mercado financeiro em São Paulo é que ele deseja mesmo é recuperar seus bens.

É o que tem para hoje

Políticos paulistas são praticamente unânimes em afirmar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recolheu os flaps para voos nacionais. Agora, está cuidando da campanha pela reeleição. Sinal de que o candidato a presidente da República a carregar a bandeira bolsonarista será o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Funciona na avenida Faria Lima

Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro tem usado suas redes sociais para atacar os gastos do governo federal. Só tem um probleminha: se as despesas governamentais atenderem os programas que beneficiam o povo, será difícil esse discurso crítico “pegar” entre a população mais pobre. Em especial, no Nordeste.

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Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Troca no ministério I/ Ricardo Lewandowski pegou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de surpresa. Quando o ministro avisou que estava de saída, o chefe do Executivo não acreditou que seria tão rápido. Afinal, outros já disseram que iam sair e, a pedido do petista, acabaram ficando. Com o ministro aposentado do STF, não funcionou.

Troca no ministério II/ Ao deixar para enviar ao Congresso apenas em fevereiro a indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal, o presidente Lula ganhou prazo para escolher o substituto na Advocacia-Geral da União (AGU).

Hora de contar os votos/ A ideia é só anunciar um novo ministro depois da aprovação no plenário do Senado. Até aqui, o governo acredita que vence na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda não garantiu a vitória final.

O samba de Wagner Moura/ Quem é da política avisa que os prêmios conquistados pelos filmes Ainda estou aqui e O agente secreto elevaram o sarrafo. Agora é buscar histórias da nossa gente. “Não deixe o samba morrer” , no caso, o cinema brasileiro.

A nova onda da oposição

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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As narrativas nas redes sociais não deixam dúvidas sobre a primeira estratégia dos bolsonaristas para 2026: espalhar aos quatro ventos que Maduro é Lula e Lula é Maduro. Ainda que a invasão à Venezuela pelos Estados Unidos e a prisão de Maduro tenham sido feitas em total desrespeito às leis e aos tratados internacionais, a ideia dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato Flávio Bolsonaro será usar essa crise para tentar empatar o jogo depois do desastre da disputa envolvendo o tarifaço. Ali, Lula venceu o embate e ganhou muitos pontos ao manter a soberania que levou à negociação das tarifas.

Crédito: Maurenilson Freire

A aposta do governo brasileiro é de que, até outubro, esse tema ficará em segundo plano. Porém, como seguro morreu de velho, o plano é manter em alto e bom som o discurso de defesa da soberania, da mesma forma como Lula trabalhou na questão das tarifas. Ali, deu resultado. Lula não rompeu relações com os Estados Unidos naquela ocasião e não o fará por causa da Venezuela. A ordem é cuidar mais da vida no Brasil do que se preocupar com o futuro do vizinho.

Recesso total

Lá se vão mais de 72 horas da operação dos Estados Unidos na Venezuela, e o Poder Legislativo do Brasil se mantém alheio a tudo. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não fizeram qualquer comunicado, nem sobre a crise no país vizinho, nem a respeito da confirmação de presença nas solenidades para marcar os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Chapa quase fechada

Muita gente tem dito que o palanque de João Campos (PSB) para o governo de Pernambuco ainda está recheado de incógnitas. Porém, nos bastidores, o que se diz é que os dois candidatos ao Senado estão definidos: o senador Humberto Costa (PT) concorrerá à reeleição, e a outra vaga ficará com o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho. Falta só o nome do candidato a vice.

Esquerda unida

Os partidos de esquerda não fazem questão de ter nomes do PT para o Senado e o governo no Rio Grande do Sul. A legenda vai lançar o ex-deputado Edegar Pretto para o Palácio Piratini e apoiar o deputado Paulo Pimenta ao Senado. O outro nome será Manuela d’Ávila. Para vice-governador, a indicação ficará a cargo do PDT.

“Erro grave”

Tem quem diga nos bastidores que, ao apostar em Paulo Pimenta e não na reeleição do senador Paulo Paim, o PT comete um “erro gravíssimo”. Na avaliação de aliados da legenda no estado, Pimenta é considerado um voto radical. Paim tem capilaridade maior por conseguir votos no centro e até na direita.

CURTIDAS

Crédito: Ed Alves/CB/DA.Press

Sem RSVP I/ O PT não deu nenhum tipo de instrução cobrando a presença dos parlamentares da legenda nos atos desta quinta-feira, 8 de janeiro. À coluna, integrantes do partido disseram que foram enviados apenas convites, e comparece quem puder e quiser. Em seus canais oficiais, o PT colocou um vídeo do presidente Lula, mas sem uma convocação obrigatória.

Sem RSVP II/ Para o ato simbólico no Planalto, muitos ministros ainda não decidiram se vão. Até o fechamento desta edição, estavam confirmados Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Ricardo Lewandowski (Justiça), Carlos Fávaro (Agricultura), Márcia Lopes (Mulheres), Marina Silva (Meio Ambiente), Camilo Santana (Educação), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), Wolney Queiroz (Previdência Social), Anielle Franco (Igualdade Racial) e José Múcio (Defesa).

Modo avião/ Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet (foto), estão oficialmente em férias, descansando para as cobranças futuras de um ano que promete ser tenso e tumultuado.

Dia de Reis/ Hoje é dia de galette des rois, a torta francesa que traz sorte àquela pessoa que encontrar o objeto de porcelana no seu pedaço. Se você não ganhou na Mega-Sena da Virada, pode tentar a sorte aí, enquanto desmonta a árvore de Natal.

Ataque à Venezuela, mais um reforço à polarização

Urna eletrônica
Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 4 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg

Os primeiros acordes dos oposicionistas brasileiros ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela indicam que este será mais um tema para apimentar as discussões. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a ação norte-americana como “inaceitável”, nomes mais ligados ao bolsonarismo, como o deputado Zucco (PL), pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e outros aplaudiram a ação do governo de Donald Trump. Falaram, inclusive, de “devolução da liberdade” ao povo venezuelano. Para quem havia perdido o discurso de defesa da democracia depois do 8 de janeiro de 2023, os bolsonaristas, agora, acreditam ter em mãos um reforço da “defesa da liberdade” e do “respeito à democracia”. Ainda que tenha sido pelo uso da força, é por aí que eles tentarão construir uma narrativa com vistas a fazer uma limonada do limão do 8 Janeiro.

Só tem um probleminha/ A maioria do centro não aplaudiu efusivamente a operação de Trump na Venezuela. Aliás, esse segmento da política brasileira tem muitas críticas sobre mais esse abalo nas relações internacionais, em que um país invade outro, leva seu presidente e primeira-dama sem dar satisfações a ninguém. O maior temor, revelado nos bastidores, é o de que mais dia, menos dia, alguém invente supostos envolvimentos em atividades ilícitas para tentar justificar uma invasão a outras nações.

No escuro

Até o início da primeira reunião de emergência no Itamaraty sobre a operação dos Estados Unidos na Venezuela, o governo brasileiro quase não tinha informações precisas sobre tudo o que havia ocorrido. Aliás, no fim de 2025, Lula tentou mediar o conflito e o governo de Washington não deu qualquer resposta.

A conta dos partidos

A maioria dos pré-candidatos a cargos majoritários já está no aquecimento para deflagrar as pré-campanhas neste trimestre, mas os presidentes de partido estão com o foco ajustado para a eleição das bancadas de deputados federais. É esta eleição que define o montante do fundo partidário e eleitoral a que cada legenda tem direito e, ainda, o tempo de horário eleitoral gratuito na tevê.

Ganhou peso

A tevê aberta perdeu força diante da velocidade e do alcance das redes sociais, mas ainda é considerada um ativo importante. Especialmente, em tempos de muita fake news embalada por inteligência artificial, os canais de acesso livre são considerados um bom meio para transmitir a mensagem real dos partidos.

Lhes dê motivos

O veto de Lula aos recursos destinados ao seguro do agro terá troco. A contar pelo pronunciamento do presidente da Frente Parlamentar do Agro, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), a vingança virá na primeira votação importante que tiver este ano. Seja ela qual for.

Alivia aí

A expectativa do governo, porém, é que diante da crise da Venezuela, a oposição dê um refresco. Vem aí o discurso clamando por união e soberania.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A mudança de Caiado

Se o União Brasil não apoiar e aprovar a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (foto), ao Planalto, ele mudará de partido. Já tem convite para se filiar, por exemplo, ao Solidariedade, do deputado Paulinho da Força (SP).

Assédio sobre Lula

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, Política

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Na posse do novo ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi assediado por políticos que devem dar palanque à oposição em 2026. Foi o caso do atual vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), que tirou fotos com o chefe do Planalto mesmo sendo candidato a governador com apoio do bolsonarista Ciro Nogueira. Quem dará palanque ao petista na Paraíba é o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que já lançou sua candidatura ao governo estadual.

Nada aconteceu

Seis meses depois, nada mudou. Na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), domina o clima de insatisfação com a presença de Luiz Fernando Corrêa ainda no comando do órgão. Os servidores fizeram pressão — e até ameaçaram greve — para demissão do diretor-geral. Nome de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Corrêa foi indiciado pela Polícia Federal por obstrução de Justiça no caso da Abin paralela. O chefe do Planalto prometeu resolver a questão, mas o ano está acabando e nada foi feito.

Mudanças

Com Rui Costa na lista dos ministros que deixarão o governo federal no início de 2026, Lula já tem uma escolhida para chefiar a Casa Civil. Trata-se de Miriam Belchior, número dois da pasta e nome conhecido do PT. Ela ocupou o cargo de ministra do Planejamento na gestão de Dilma Rousseff e, antes, em 2004, foi subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Caso assuma o órgão, os servidores da Abin não descartam procurá-la, pois, pelo que se sabe, ela não se bica com Luiz Fernando Corrêa.

Pendências do BRB

Em meio à polêmica do Banco Master, outros esqueletos do BRB foram desenterrados para o começo de 2026. O ex-presidente da instituição Tarcísio Franklin de Moura é acusado de comandar um esquema que desviou R$ 400 milhões do banco, entre 2004 e 2007. Após o réu ser condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), em 2021, a ação foi levada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está pautada para ser analisada em fevereiro.

Ainda não

A defesa de Tarcísio Franklin de Moura contava com a prescrição do caso em outubro do ano passado, mas o STF decidiu manter uma decisão cautelar sobre o prazo prescricional na nova lei de improbidade administrativa — passando de quatro para oito anos.

Ódio às mulheres

Um ano após o governo federal sancionar a lei que torna o feminicídio crime hediondo, o número de mortes de mulheres não para de crescer. Na sociedade, cresce a expectativa de que o Congresso trate de projetos de lei sobre o tema em 2026. O assunto também deve ser amplamente explorado no debate eleitoral. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam um aumento de 26% no número de tentativas de feminicídio em 2024. De janeiro a setembro de 2025, mais de 2,7 mil sofreram esse tipo de crime. Outras 1.075 morreram.

Crédito: Marcelo Regua/Gov Rio de Janeiro

Na mira

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se prepara para retomar o julgamento de dois governadores por abuso de poder político e econômico referente às eleições gerais de 2022. O primeiro envolve o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (foto). De acordo com a acusação, houve desvios de recursos públicos para promover a sua candidatura no pleito.

Pedido de vista

O outro refere-se ao governador reeleito de Roraima, Antonio Denarium, por distribuir cestas básicas e por reformar casas em ano eleitoral. Ambas as ações foram suspensas por pedidos de vista (mais tempo de análise) e estão sob relatoria da ministra Isabel Gallotti.

Efeito Flávio Bolsonaro

Publicado em Anistia 8 de janeiro, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Orçamento, Política, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg e Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Quanto mais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentar fôlego nas pesquisas, mais os partidos de centro se aproximarão do governo Lula. Inclusive, a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo faz parte desse “pacote”. O cálculo que se faz nos bastidores é de que “melhor um cenário conhecido do que as incertezas dos Bolsonaro”, que obedecem a um líder que não tem uma conduta linear. Jair Bolsonaro é visto como um político de altos e baixos, imprevisível. Era assim na Presidência da República. E embora Flávio seja mais do diálogo, estará sempre sujeito à imprevisibilidade do pai.

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Tendências/ Por isso, a tendência dos partidos de centro é não formalizar coligação com filho 01. Ciente disso, já tem gente no PL defendendo que Flávio ofereça a vice a uma das legendas de centro. Alguns vislumbram a chapa Flávio-Ratinho Júnior (PSD) ou Flávio-Tereza Cristina, a líder do PP e ex-ministra da Agricultura do governo do ex-presidente.

Vem “doideira”

É assim que os deputados se referem, nos bastidores, às consequências da operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o deputado Antônio Doido (MDB-PA).  O parlamentar é suspeito de desvio de emendas. O que se diz é que, se ele cair, não cairá sozinho.

Uma no cravo, outra na ferradura

O governo teve que engolir a aprovação do PL de Dosimetria das penas dos condenados do 8 de janeiro de 2023. Porém, estava tudo acertado para levar em troca o projeto de corte dos benefícios fiscais e aumento de impostos das bets e das fintechs e juros sobre capital próprio. Os deputados fecharam esse acordo, porque a arrecadação decorrente deste último é considerada crucial para aprovar o Orçamento do ano que vem.

O bordão mudou

Os deputados até aqui diziam que eram totalmente contrários ao aumento de impostos. Bastaram ameaças sobre corte em emendas, que a redução de benefícios fiscais e aumento de imposto passou. Agora, só falta o Orçamento, que deve ficar para amanhã. Hoje, vai ficar difícil, porque o relator precisará de tempo para adequar o texto.

Xepa de apostas

Os senadores pretendiam votar, ainda ontem, na última sessão do Senado de 2025, o projeto que legaliza os cassinos no Brasil. A bancada evangélica se mobilizou contrariamente.

CURTIDAS

Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Alcolumbre controla tudo/ Do alto da Mesa Diretora da Presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) interrompeu o discurso do senador Marcelo Castro (MDB-PI) para avisar que os fotógrafos nas galerias do plenário estavam de olho nos celulares dos senadores, fotografando mensagens. “Isso é invasão de privacidade”, avisou.

Há precedente/ Há alguns anos, um deputado foi flagrado assistindo a vídeos obscenos em plena sessão da Câmara.

Efeito Kandir/ O senador Fabiano Contarato (PT-ES, foto) votou a favor da dosimetria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Sou totalmente contrário ao PL da Dosimetria e tudo o que ele representa. Hoje na CCJ, lutei para que o projeto fosse derrubado ou que a discussão fosse, pelo menos, adiada. No entanto, por engano, no momento da votação, registrei no aplicativo do Senado um voto diferente à minha convicção e já procurei a Presidência da CCJ para retificar no painel”, justificou à coluna.

Homenagens/ O agrônomo João Henrique Hummel, que ajudou na profissionalização da Frente Parlamentar de Agricultura e outras, foi saudado em seu aniversário de 63 anos por vários parlamentares como o fundador da FPA. Aliás, passaram pela festa de homenagem a Hummel mais deputados do que na confraternização de fim de ano da FPA.

Caso Master vai abrir o ano eleitoral

Publicado em Anistia 8 de janeiro, Bolsonaro na mira, Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Crise entre os Poderes, Economia, Eleições 2026, Orçamento, Política, PSD, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 16 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A turma enroscada no Banco Master não terá um fim de ano tranquilo, depois da decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de determinar à Polícia Federal que, em 30 dias, proceda os depoimentos dos investigados no caso. Porém, as consequências na política virão justamente no ano eleitoral. O fato de o magistrado determinar, ainda, que a PF avalie a quebra de sigilo telemático, fundamentando A turma enroscada no Banco Master não terá um fim de ano tranquilo, depois da decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de determinar à Polícia Federal que, em 30 dias, proceda os depoimentos dos investigados no caso. Porém, as consequências na política virão justamente no ano eleitoral. O fato de o magistrado determinar, ainda, que a PF avalie um a um, indica nuvens pesadas para o primeiro trimestre, quando os partidos definem candidaturas. Ao mencionar a “necessidade de diligências urgentes”, Toffoli indica que quer tudo pronto para, quando o STF e o Congresso retomarem os trabalhos, as investigações estejam avançadas. (Leia mais no Blog da Denise).

Crédito: Caio Gomez

Bote salva-vidas

A emenda do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), que restringe a dosimetria das penas aos eventos do 8 de Janeiro é vista como a salvação da proposta e garantia de apreciação este ano. Pelo menos, é a aposta do PL, para assegurar o apoio do centro e aprovar o texto na Casa.

Até o fim

A proposta de restrição do alcance da dosimetria foi fruto de um acordo entre Otto Alencar e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O PL não abre mão de votar logo esse tema. Seja dosimetria ou seja anistia, o assunto foi a grande pauta dos bolsonaristas este ano e promessa eleitoral para 2026.

Ele manda

Quem selará a chapa do PSD no Distrito Federal será o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Aliás, onde houver problemas, é Kassab quem moverá as pedras. No caso do DF, isso será feito até para evitar constrangimentos ao presidente do PSD do Distrito Federal, Paulo Octávio.

Contagem regressiva

No Congresso, o que se diz é que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem menos de 48 horas como deputado federal. Alexandre Ramagem (PL-RJ) tem uma situação melhor entre os colegas, mas, se for preservado, o “xará” dele, Alexandre de Moraes, não hesitará em pedir o afastamento, tal e qual fez com Carla Zambelli.

Os empresários reclamam

Na solenidade que marcou os 500 mercados abertos para produtos brasileiros, nos últimos três anos, e a inauguração do edifício-sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), empresários elogiaram esse trabalho. Mas, nas conversas, diziam que não é possível tirar os incentivos de 10% da indústria, linearmente, como o governo pretende fazer. O empresariado quer que isso seja visto caso a caso.

CURTIDAS

Crédito: Pedro França/Agência Senado

Aquele abraço/ A filiação de José Roberto Arruda ao PSD contou com a presença de Gilberto Kassab, do líder da bancada na Câmara dos Deputados, Antonio Brito (BA), e vários parlamentares, como Eliziane Gama (MA), Nelsinho Trad (MS), Sérgio Petecão (AC) e Domingos Neto (CE). Ausência de destaque foi o presidente do PSD do DF, Paulo Octávio. Arruda começou o discurso mandando um abraço ao empresário.

Caminhos/ Expulso do União Brasil, o ministro do Turismo, Celso Sabino (foto), está conversando com o PDT para se filiar à legenda. Em conversas reservadas, fontes ligadas ao partido disseram à coluna que a negociação está em andamento, mas ainda sem definição.

A volta de Heloísa Helena/ Fundadora do PSol, a ex-senadora Heloísa Helena (AL) assume hoje um mandato de deputada federal pelo partido, na vaga aberta com a suspensão de Glauber Braga (PSol-RJ). Tal e qual Braga, Heloísa não dará sossego à oposição. Em especial, aos bolsonaristas.

“Código de conduta não é moralismo barato. A magistratura precisa observar uma linha de conduta. Não existe desinfetante melhor do que a luz do sol. A corrupção do juiz é uma das piores, porque ele é o último recurso do cidadão. É preciso honrar a toga” Da presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha, em café com a coluna e outros jornalistas, ontem

Direita em disputa

Publicado em Câmara dos Deputados, coluna Brasília-DF, Congresso, Economia, Eleições, Eleições 2026, GOVERNO LULA, Lula, Orçamento, Política, PSD, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 7 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto ocorreu por dois motivos. O primeiro é que os Bolsonaro perceberam que estavam perdendo o controle do processo. Circularam conversas a respeito de uma ida dos presidentes de partido de centro ao Palácio dos Bandeirantes, convidando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a concorrer ao Planalto. Esse movimento deixaria Tarcísio como um nome de centro. E não do bolsonarismo. Os demais governadores pré-candidatos já são todos do centro — Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG) e Ratinho Júnior (PR). Agora, o bolsonarismo volta ao ringue. E o bordão do momento no grupo familiar é “melhor perder liderando do que vencer liderado” .

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Em segundo lugar, diz-se entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava reinando sozinho, sem que houvesse um adversário mais solto para fazer o contraponto. Afinal, os governadores estão ocupados. Se descuidarem-se de seus respectivos estados, fica ruim. Agora, tem um senador pré-candidato. Se será apenas esse o papel de Flávio Bolsonaro, o tempo dirá (leia as notas ao lado).

A outra disputa

O Progressistas, de Ciro Nogueira, já percebeu um movimento do PSD, de Gilberto Kassab, para tomar seu espaço e seus filiados na janela de 2026. É a vontade de controlar o centro.

O tempo do PL

Muita gente do partido diz que Flávio Bolsonaro tem até março para levantar voo. Se não conseguir, os Bolsonaro oferecerão o nome para uma vice, com o compromisso de indulto a Jair Bolsonaro e anistia.

Ou vai ou racha

Dentro da família, o que se comenta é que, com a candidatura de Flávio, chegou a hora de saber quem na política está com Jair Bolsonaro e quem apenas finge que apoia o ex-presidente.

À la PT

Até março, a briga na direita será semelhante àquela que dominou a esquerda quando Lula estava preso: um grupo queria a candidatura de um nome fora do PT e outro defendia que o partido não poderia ceder espaço. O PT não cedeu e lançou Fernando Haddad. Mesmo que fosse para perder — e foi —, os petistas manteriam seu patrimônio político.

CURTIDAS

Crédito: Divulgação

Tem jogo em solo gaúcho/ Os petistas consideram que nem tudo está perdido no Sul do país. Afinal, Lula obteve 43,6% dos votos no Rio Grande do Sul em 2022. Agora, depois das ações de governo, a avaliação é de que será possível ampliar esse percentual num segundo turno.

Boca de siri/ Mesmo convocado para prestar depoimento no STF, o que se diz no mundo jurídico é que Daniel Vorcaro (foto), o ex-controlador do Master, não pretende comparecer. Ninguém gosta de produzir provas contra si mesmo ou contra quem pode ajudar. Se for, será para ficar calado.

É Orçamento e tchau/ Com o ano eleitoral logo ali, os parlamentares planejam votar a Lei Orçamentária Anual (LOA) para sair de recesso. A tensão chegou ao ponto que não dá para votar mais nada.

Hora de leveza/ A jornalista Maria Lúcia Sigmaringa Seixas abre, nesta segunda-feira, a exposição de artes plásticas, no espaço Ivandro Cunha Lima, no Senado, às 19h. Malu Sig apresentará seus trabalhos Olhares desde o Cerrado.