“Já ganhou” abre campanha para comando da Câmara e do Senado

Arte de Maurenilson
Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 7 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Antes mesmo do segundo turno da eleição presidencial, os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionam os ocupantes de ministérios e nomes para as presidências do Senado e da Câmara. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) lança o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para comandar o Senado. O deputado Sóstenes Cavalcanti (PL-RJ) quer ser candidato ao comando da Câmara dos Deputados e outros apontam o senador Rogério Marinho (PL-RN) para ministro da Casa Civil da Presidência da República. A avaliação é de que, depois de coordenar a campanha de Flávio, Marinho ocupará o cargo que quiser. Outro nome citado para ministro é o do deputado Mendonça Filho (PL-PE), cotado para a pasta da Educação. Mendonça está muito próximo do candidato e, inclusive, coordenará a campanha no Nordeste, especialmente, em Pernambuco, onde a governadora reeleita, Raquel Lyra (PSD), declarou que não deve entrar de forma incisiva na campanha de Lula, a quem é grata por todos os projetos promovidos em conjunto.

Quem tudo quer…/ Dentro do Congresso, esses movimentos antes do segundo turno geram preocupações. Afinal, há outros aliados se apresentando para comandar a Câmara. E, em política, vale a máxima que serve para a vida: a pressa é inimiga da perfeição.

Discurso preocupante

Flávio já fala em mudar a Constituição. Embora não tenha dito em que parte, já tem muita gente apreensiva com a perspectiva de mudanças nos benefícios trabalhistas, nos direitos individuais e nas atribuições dos Poderes. Até aqui, ele não detalhou nada. Mencionou apenas que seria para “redemocratizar” o país. Alguns parlamentares de centro disseram que discurso mais vago do que esse impossível.

E o fim da 6 x 1?

A oposição ao governo Lula no Senado está preocupada com o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6 x 1 na Casa. A estratégia é esvaziar o plenário e boicotar o quórum, porque nas contas dos senadores e do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) há votos suficientes para aprovar o texto. A ideia dos aliados de Flávio é atrasar do jeito que der e não vincular o movimento ao candidato à Presidência da República durante a campanha de segundo turno.

Alcolumbre e o fim da 6 x 1

Há senador apostando que a Alcolumbre só resta votar e aprovar a PEC do fim da escala 6 x 1. Isso porque a bancada de Flávio não vai apoiar a reeleição de Alcolumbre e já articula um novo nome, conforme o leitor da coluna já sabe. Da parte de Alcolumbre, melhor ter o fim da escala 6 x 1 em seu currículo.

Finja que não viu

A federação União Progressistas ainda não decidiu o que será feito sobre os parlamentares e governadores que apoiam a reeleição de Lula. Porém, a ideia predominante é fazer cara de paisagem, uma vez que esse grupo é pequeno. A decisão de apoiar Flávio foi definida por unanimidade e aclamação dos membros presentes na reunião na última terça-feira, na Câmara dos Deputados. No Nordeste e Norte, há nomes que compõem com o PT, como o governador Lucas Ribeiro (PP), reeleito em primeiro turno na Paraíba.

No tempo do Pix…/ … Muitas pessoas que trabalharam para candidatos em cidades goianas no Entorno do Distrito Federal receberam em dinheiro vivo. Embora as campanhas de deputados federais e estaduais tivessem pedido inclusive a chave Pix de cada um, quem carregou bandeiras e distribuiu santinhos na reta final do primeiro turno saiu com cédulas de real no bolso.

Em busca do Centrão/  O Republicanos se reúne hoje, às 18h, na sede do partido em Brasília, para decidir se apoia Flávio no segundo turno. Serão ouvidos os representantes dos diretórios estaduais antes da nacional bater o martelo. Até aqui, PSD está neutro a nível nacional e a federação União Progressista fechou questão para apoiar e trabalhar pela eleição do senador.

Por falar em reunião…/ Os senadores de direita eleitos no último domingo, e aqueles com mandato, se reunirão no QG da campanha de Flávio hoje, às 15h. A ideia é definir as pautas e objetivos para a próxima legislatura, em fevereiro do ano que vem.

A campanha no DF/ A governadora Celina Leão (PP, foto) recebeu uma pesquisa, na quinta-feira, antes da eleição, mostrando que o eleitor não sabia o seu número e a associava ao 22, do PL. O resultado das urnas comprovou o tracking e agora a campanha está focando em conteúdos nas redes sociais martelando o número 11 de Celina nas urnas. Já Leandro Grass pretende massificar o 13 dele e de Lula e correr atrás daqueles que preferiram não votar no primeiro turno. Há, inclusive, eleitores que votaram em deputados distritais de esquerda e em Flávio ou Celina. Agora, os petistas e seus aliados vão tentar reverter esses votos.

Lira, o articulador

Crédito: Kleber Sales
Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, Eleições 2026, Lula, Senado

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 6 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Deputado Arthur Lira (PP-AL).
Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Eleito em Alagoas com votação recorde para o Senado, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP, foto) não pretende se apresentar para presidir a Casa. Mas já existe, pelo menos, um nome que ele não pretende ajudar: Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). As dificuldades entre eles são antigas.

Por falar em dificuldades…

Lira deve participar, hoje, do anúncio do apoio do PP a Flávio e se colocar à disposição para ajudar na campanha em Alagoas. Ele não gostou nada de Lula ter ido ao estado e anunciado apoio aos candidatos que faziam campanha junto com Renan Filho, do MDB, para o governo — leia-se seu maior adversário político, o senador Renan Calheiros. E, nas Alagoas, com a eleição fechada no primeiro turno e com a vitória de JHC ao governo, vai ser difícil espaço para ampliar a campanha petista por lá.

… no Senado, tem fila

Se for para ser um nome do PP a concorrer à Presidência do Senado, esse nome será o da senadora Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, que já se apresentou há tempos. Se Flávio vencer a eleição, ela só não será presidente da Casa se for o nome do partido para ocupar um ministério.

O jogo deles

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Lula, Política

Coluna Brasília-DF publicada no sábado, 3 de outubro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Enquanto a maioria do Brasil assiste a uma campanha eleitoral sem debates e repleta de decisões judiciais, os partidos de centro fazem suas projeções e acreditam que continuarão mandando no Congresso Nacional, pelo menos até a temporada eleitoral de 2030. Nesse sentido, trabalham, via frentes parlamentares, vários projetos para tentar resgatar a própria imagem e não deixar tudo nas mãos do Poder Executivo.

Com ou sem segundo turno, está prevista para 21 de outubro a apresentação de megaprojetos, sob o guarda chuva “Empreende Brasil” e  “Congresso pelo Brasil”. Em gestação na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, a ideia dessas propostas é tratar de temas como taxa de juros, insegurança jurídica, ambiente de negócios no país e segurança pública — apontados pelo empresariado como os grandes responsáveis pela dificuldade de atração de investimentos no país. Assim, seja quem for o presidente da República, os congressistas terão seus próprios projetos, com prioridade sobre qualquer proposta a ser apresentada pelo Palácio do Planalto.

Propostas nada constitucionais

O Grupo Livres, organização que promove soluções liberais para o Brasil, comparou todos os planos de governo dos candidatos à Presidência da República e um dado chamou a atenção. No quesito segurança pública, quatro presidenciáveis — Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) — propõem medidas consideradas incompatíveis com a Constituição Federal, segundo análise do grupo. Castração química, prisão preventiva automática e decretos sucessivos de Estado de Defesa são alguns desses projetos.

O tempo e a razão

Logo que foi escolhido candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) comentou com um amigo que estava indo para o “sacrifício”. Em seis meses, saiu do “sacrifício” ao tornar-se um candidato competitivo, graças aos votos que herdou do pai. Agora, o resultado, seja para o bem ou para o mal, estará na conta do próprio candidato, que não debateu seu programa de governo com os adversários. Desde a redemocratização, a única vez que um desafiante não participou de nenhum debate em primeiro turno foi Fernando Collor, em 1989.

Tensão no ar

Embaixadas começaram a emitir alertas de precaução a viajantes e estrangeiros residentes no Brasil devido à proximidade do primeiro turno das eleições, amanhã. O movimento foi iniciado pela embaixada dos Estados Unidos, que fechou a sede e consulados e pediu reforço na segurança junto à polícia militar. Irlanda, Austrália e Reino Unido emitiram avisos também. Com a polarização acirrada, o temor é que possa haver uma tentativa de golpe ou atos violentos após os resultados.

Sátiras da política

Durante as últimas semanas, diversos jogos on-line foram criados revivendo momentos recentes de políticos e de magistrados do Supremo Tribunal Federal, como um simulador de luta entre os ministros. O mais recente é sobre Flávio no mesmo estilo do jogo Super Mario World, com missões para o presidenciável. A primeira exige que o filho 01 bata ponto como assessor na Câmara dos Deputados enquanto estuda e faz estágio no Rio de Janeiro. A ideia de usar joguinhos on-line com figuras políticas não é nova. Em 2023, apareceu um jogo chamado Lula, escape da Prisão, em que o jogador era o Lula que precisava escapar da penitenciária.

24 horas

Hoje é dia de refletir sobre as escolhas, tentar conquistar os últimos votos e, o mais importante, não brigar com seus parentes por causa de opções políticas. Seja quem for seu candidato, converse com respeito e educação.

As saias e Flávio

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, PL, politica, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Kleber Sales

Flávio Bolsonaro conseguiu, neste processo eleitoral, gabaritar o dito popular levado muito a sério na política: “Não se briga com quem usa saias: mulher, juiz e bispo”. Ele tentou se aproximar das mulheres, separar os juízes do caso Alexandre de Moraes, e, agora, bate nos bispos católicos. Acusa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de contribuir para as fake news sobre tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A CNBB respondeu que não se combate mentira com mentira.

Atrás do prejuízo

A nota do Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) foi clara ao repudiar a fake news sobre a Nossa Senhora e reafirmar o respeito entre as religiões. “Evangélicos e católicos vivem em paz”. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), publicou em seu WhatsApp: “É muito sério! Divulgue, por favor!”, devido à proporção que o tema tomou nas redes e na campanha de Flávio.

Veja bem

Católicos e evangélicos não vivem tão em paz assim. Em 1995, um pastor da Igreja Universal chutou a imagem de N.S. Aparecida ao vivo e o vídeo jamais foi esquecido. Houve um projeto, em 2007, que tirava o título de Padroeira do Brasil e foi arquivado. Recentemente, Flávio afirmou em suas redes sociais: “Vou decretar que o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. A frase foi lida como um aceno aos evangélicos e um desprestígio à Padroeira. Na avaliação de muitos, foi o que causou toda a celeuma desses dias.

Difícil escapar de processo de impeachment

Publicado em coluna Brasília-DF, Congresso, Eleições, Eleições 2026, impeachment de ministro do STF, Senado, STF

Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 29 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O think tank Ranking dos Políticos tenta mapear o que pensa a maioria dos candidatos ao Senado sobre abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Descobriu que, em Sergipe, por exemplo, dos 10 nomes ao Senado, nove são favoráveis à abertura de processo. Por lá, concorrem à reeleição os senadores Alessandro Vieira (MDB) e Rogério Carvalho (PT), que, segundo o levantamento do Ranking, são a favor da apuração da conduta dos membros do STF.

Muita calma nessa hora

A listagem que o Ranking publicou em seu site não é científica. Até porque, eles colocam como se todos os listados fossem “a favor de impeachment de ministros do STF”. E, na verdade, há dois grupos: os que defendem abertamente impeachment de ministros e aqueles que condicionam o apoio à apresentação de denúncia formal ou resultado de investigações em curso.

Discurso do medo muda de lado em jantar de Lula com elite empresarial em SP

Arte de Caio Gomez
Publicado em Política

Coluna Brasília-DF publicada na sábado, 27 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg

Arte de Caio GomezEm 2022, a atriz Regina Duarte dizia nas redes sociais ter medo se o PT voltasse a governar o país. Desta vez, esse discurso mudou de lado. No encontro de Lula com empresariado em São Paulo, foi o presidente do BNDES, Aluizio Mercadante, quem deu um dos principais recados daquela noite às 800 pessoas presentes, sendo 500 empresários, convidados pelo think tank Esfera e o grupo Prerrogativas. Mercadante disse que o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, já acenou com a presença de um representante do governo dos EUA em sua equipe de transição, caso vença a eleição. Seria entregar para uma nação estrangeira todas as informações sensíveis do país em todos os setores estratégicos. Lula foi mais direto ao se referir às riquezas de terras raras e outros mineiras brasileiros.

Disse que, “a depender de quem vocês elejam, vão entregar tudo”. Se o petista não conseguiu virar votos, pelo menos, muitos saíram dali comentando que estão dispostos a pensar melhor até o dia 4 de outubro. Afinal, ali, o discurso da soberania teve algum apelo. Também chamou a atenção o fato de Lula ter dito que, em relação aos escândalos recentes do país, é preciso investigar tudo, doa a quem doer, algo que levou muitos a refletir sobre a reunião do então presidente Jair Bolsonaro com seus ministros, em que o capitão disse que não deixaria perseguir sua família ou aliados.

Contras

Se tem algo que deixa o empresariado reticente ao presidente Lula é a questão fiscal. Embora eles saibam que o Banco Central é independente — ou seja, Lula não tem varinha mágica para baixar os juros —, os empresários esperavam que o chefe do Executivo e seus ministros fossem mais contundentes a respeito de novas regras fiscais. Lula, porém, lembrou que isso era obrigação de qualquer governante e não um diferencial. Nesse ponto, conforme a leitura de muitos empresários, foi mais do mesmo.

Efeito Dilma I

A escolha de dois senadores tem deixado os partidos praticamente no escuro. Ninguém tira da cabeça o que houve com a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2018. Candidata ao Senado em Minas Gerais, Dilma estava muito bem posicionada nas pesquisas de intenção de voto e terminou em quarto lugar. É que todas as pesquisas para o Senado, quando são dois votos, têm dificuldade de captar a vontade do eleitor, que, conforme o leitor da coluna já sabe, deixa para escolher a segunda vaga no último dia.

Efeito Dilma II

Essa preocupação está na cabeça de quem concorre por Minas Gerais, onde a candidata Marília Campos (PT) lidera as pesquisas, com 13% na última rodada da Quaest, mas é seguida de perto por Aécio Neves (PSDB), Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL), todos com 10%. Considerando a margem de erro de cinco pontos percentuais, ainda tem Marcelo Aro (PP), que está com 6% e não pode ser considerado carta fora do baralho.

O tema dos bastidores

O que mais se comentou no encontro de Lula com o empresariado foi a questão das bets. Todos queriam saber de perto as projeções do governo. Em rodas de conversa, os ministros tratavam de explicar que há muito tempo o presidente já se mostrava indignado com a jogatina virtual.

O ingresso do jogo agradou

Os aliados de Lula — e até parte dos adversários — comemoram a entrada das bets na campanha eleitoral. Num país em que as pessoas se deixam levar pelas redes sociais e os temas são voláteis, esse assunto tirou os holofotes do caso Master e do INSS, escândalos que desgastam Lula e Flávio Bolsonaro. Lula, por causa do filho, Lulinha, e as suspeitas sobre o INSS e uma lobista. Já Flávio é o candidato a presidente que pediu dinheiro e voou no avião de Daniel Vorcaro, o banqueiro que se sustentou com dinheiro oriundo dos fundos de pensão e do BRB.

CURTIDAS

Perfume de poder

Cresce a cada dia o número de candidatos pedindo evento com a governadora Celina Leão no Distrito Federal. Sinal de que sentem que ela é capaz de agregar votos. Em política, o maior sinal de que um candidato majoritário tem dificuldades de vitória é o sumiço dos aliados.

Em casa

Quem se sentiu em casa no encontro com o empresariado foi o vice-presidente candidato, Geraldo Alckmin. Afinal, ali, muitos deles fizeram campanha para Alckmin, quando ele concorreu a governador de São Paulo pelo PSDB. Aliás, por lá apareceram uma filha de Fernando Henrique Cardoso e um filho de Franco Montoro, uma forma de mostrar amplitude na campanha petista.

Por falar em amplitude…/ Não foi apenas o PT que fez questão de se mostrar amplo, Camila Camargo, que comanda o think tank Esfera e foi uma das anfitriãs do encontro de Lula com o empresariado, foi direta ao dizer que “os associados do Esfera não são só a Faria Lima. São a indústria, o varejo, os serviços e também os maiores bancos do país”. Completou reforçando que o Esfera é apartidário e dialoga com todos os que desejam ouvir o setor produtivo. Na introdução, lembrou que, há quatro anos, Lula perguntava aos empresários o que eles fariam se fossem presidente e ouviu mais em vez de falar. Agora, indagou Camila: “Hoje, os empresários perguntam, o que o maior vencedor de eleições da Nova República tem a dizer a quem investe, arrisca, emprega, paga impostos e ainda sonha com um país melhor?”

Elogios

Camila fez questão de lembrar o discurso do presidente na ONU e fez também um alerta suave, mas incisivo a Lula: “Na ONU, lembrou ao mundo que a guerra é a falência da politica. O respeito da comunidade internacional pelo Brasil segue alto e isso é mérito seu. Mas o cenário externo e interno pedem cuidado e é por isso que essa conversa é importante”.

Eles tinham outro nome

Nos bastidores, antes da chegada de Lula, um empresário paulista comentava com outro que, se o Flávio (Bolsonaro), que tem muito o que explicar e zero experiência de gestão pública, está empatando com Lula, se fosse o Tarcísio, o risco de vitória da oposição no primeiro turno era grande. Referiam-se ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Pelo menos, se dependesse da seleta plateia que Lula tenta conquistar no seleto grupo que tende a votar na oposição.

A disputa dos Carlos

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, PL

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

No Rio de Janeiro a deputada Benedita da Silva (PT) mantém a liderança das pesquisas de intenção devoto para o Senado, pontuando 15% na nova rodada da Quaest. Empatados em segundo lugar estão o senador Carlos Portinho (PL) e o deputado Carlos Jordy (PL) com 10%.

Os dois brigam agora por uma das cadeiras, mas já disputaram a candidatura internamente, lá atrás, quando o ex-governador Cláudio Castro (PL) desistiu de concorrer. Portinho conquistou a candidatura naquela ocasião e Jordy passou a candidato em julho, quando Márcio Canella (PP) foi preso.

Caso Arruda acende o alerta nos partidos

Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, PSD, Republicanos, TSE

Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Maurenilson Freire

Ao barrar a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo do Distrito Federal, o Tribunal Superior Eleitoral fez soar o alarme no PSD, comandado por Gilberto Kassab, e no Republicanos, presidido por Marcos Pereira. É que há candidatos a governador desses partidos sob risco de serem jogados ao mar. No PSD, o ex-prefeito de Macapá Doutor Furlan, que lidera as pesquisas, espera que o ministro André Mendonça devolva ao plenário da Corte eleitoral o processo em que ele é acusado de ter saído da prefeitura de Macapá para escapar da Lei da Ficha Limpa. Furlan pode ser enquadrado em razão da acusação de desvio de recursos de um hospital na cidade. O relator Dias Toffoli, já votou para barrar a candidatura. No Republicanos, é Anthony Garotinho, quem está fazendo campanha por uma liminar concedida pelo TSE. A dúvida dos presidentes dos partidos é se dá para continuar “investindo” o dinheiro do fundo eleitoral em campanhas que podem cair logo ali. O julgamento de Garotinho está marcado para a próxima terça-feira, no TRE do Rio de Janeiro.

» » »

Pobre eleitor/ O caso de Arruda está resolvido, mas diante da fila de processos no TSE e nos TREs espalhados pelo país, o eleitor-contribuinte chegará ao dia da eleição com a névoa da insegurança jurídica sobre a cabeça. Há risco de muitos processos não serem decididos antes de 4 de outubro. Seja em relação ao caso Master, seja quanto à elegibilidade dos candidatos, o eleitor irá às urnas no escuro.

A aposta de Kiko

Tão logo o Tribunal Superior Eleitoral declarou José Roberto Arruda fora da corrida para o Governo do Distrito Federal, o candidato do Partido do Novo, Kiko Caputo, foi para as redes sociais com uma postagem que começava com o título “Manda para o seu amigo que iria votar no Arruda”. Todos agora vão correr em busca dos eleitores do segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto. E Kiko quer sair na frente.. Pelo menos, nessa corrida pelo votos de Arruda.

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

A aposta de Cappelli

Candidato do PSB ao GDF, Ricardo Cappelli (foto), fez uma postagem em suas redes dizendo que Celina Leão era quem mais queria a queda de Arruda e afirma que ela deseja concorrer contra Leandro Grass, do PT, em caso de segundo turno. Cappelli considera que agora, será uma nova campanha a partir do zero e lançou até um novo slogan: “Nem oito, nem oitenta, Cappelli é quarenta”, diz.

Nunca antes

Crédito: Caio Gomez
Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Lula

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Em 1989, o Distrito Federal foi uma das unidades da Federação onde Lula derrotou Fernando Collor. Agora, aqui quem predomina é Flávio Bolsonaro, conforme mostra a pesquisa Correio/Opinião, divulgada hoje. Na estimulada, o filho “Zero Um” tem 40% e Lula, 33%. Ambos subiram em relação aos números de agosto, em que Flávio aparecia com 35,4% e Lula, com 29,3%.

A migração do eleitor/ Flávio começa a conquistar os votos dos adversários do seu campo. O fenômeno de agosto, Augusto Cury, caiu de 10,9% para 4,8%. E Ronaldo Caiado (PSD, foto) caiu de 8,3% para 7,1%. Veja a pesquisa completa aqui.

O risco do segundo turno

Crédito: Caio Gomez
Publicado em coluna Brasília-DF, Eleições, Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, Lula, PL, PT

Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

A possibilidade de os estados como maior número de eleitores na Região Nordeste — Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Piauí — decidirem o pleito para governador em 4 de outubro, acendeu o alerta no PT. Tudo por causa da perspectiva de crescimento da abstenção no segundo turno, na eleição presidencial, caso haja nova rodada de votação. Mas não é apenas a turma do presidente Lula que tem essa preocupação. O PL de Flávio Bolsonaro também considera necessário ficar de olho, especialmente em São Paulo, onde há risco alto de abstenção, caso a eleição do governo estadual seja decidida no primeiro turno.

» » »

Mobiliza aí/ O PT, assim como o PL, começa a planejar a segunda rodada antes mesmo de terminar a primeira. Ninguém quer perder tempo. No caso do PT, os governadores aliados foram avisados que não é para se desmobilizarem, nem tirar férias em caso de vitória no primeiro turno. Isso deixaria a campanha de Lula enfraquecida.