Crédito: Caio Gomez
Texto publicado por Denise Rothenburg neste sábado (20/6) — O líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), só sairá do cargo se quiser. A avaliação que predomina no governo é de que, hoje, a Polícia Federal está dividida em grupos e tem investigações para todos os lados e gostos. Tirar o senador da liderança seria abrir um flanco para atitudes semelhantes em outras operações. Dentro do Poder Executivo, prevalece a ideia de que é preciso partir para o enfrentamento no caso Master, jogando a parte mais pesada do caso no colo de Flávio Bolsonaro. E mostrar que, no governo Lula, a PF tem liberdade de atuação.
Limão e limonada/ O governo vai aproveitar a operação que teve o seu líder como alvo para propagar o discurso de que a PF é independente e tem autonomia para fazer qualquer investigação. Se for o caso, ainda confrontará com o vídeo de 22 de abril de 2020, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro constrange o então ministro da Justiça, Sergio Moro, dizendo que tinha que ter informação e que não iria “esperar f**** um parente meu, um amigo meu, porque não posso trocar alguém na ponta. Vai trocar”. Moro, logo depois, saiu do governo. Agora, pré-candidato ao governo do Paraná, o ex-ministro se reaproximou do bolsonarismo.
A discussão dos “penduricalhos”
Indicado pela Associação Nacional dos Desembargadores para integrar o grupo de trabalho que analisará a remuneração de juízes, o desembargador Marcelo Buhatem, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), tem várias sugestões. A primeira delas é “modular” as mudanças. Por exemplo: em casos de auxílio educação, pagos por alguns tribunais, a ideia é que se espere terminar o ano letivo para suspender o benefício.
Vem mais
Buhatem rechaça o termo penduricalhos e diz que a Constituição, no artigo 37, inciso X, determina a correção anual dos salários, o que nem sempre foi feito. “Quando se vê valores elevados recebidos por magistrados, muitas vezes é por causa deste artigo. Ou se muda a Constituição ou é preciso cumprir. Não é salário. É dívida que o Estado tem com os integrantes do Poder Judiciário”, afirma.
TCU alerta…
Não é só o BRB e a PF que causam dores de cabeça à turma do Governo do Distrito Federal. Pelas contas do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, o GDF precisa devolver à União cerca de R$ 4 bilhões. A justificativa é que o GDF usou indevidamente esse valor oriundo do Fundo Constitucional, que deveria ser aplicado em saúde, educação e segurança pública.
… e cobra
Não é a primeira vez que Nardes faz essa cobrança. Isso já foi feito em outras oportunidades, a partir de 2014, quando o GDF apresentou problemas para pagar a folha de salários de educação e saúde. Os recursos precisam ser aplicados na finalidade correta, sob pena de devolução. “Lá atrás, nós queríamos fazer uma fiscalização profunda do Fundo Constitucional e detectamos que o dinheiro não estava indo nem para a segurança, nem para saúde e educação. O governo, então, tem que devolver dinheiro — acho que R$ 4 bilhões no total, por uso de forma irregular”, disse.
Liguem para o Paulo Henrique/ Alvo de operação em plena sexta-feira por parte do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a cúpula do BRB fez questão de deixar claro que os fatos não dizem respeito à atual administração do banco. Em outras palavras: o caso de descontos irregulares na folha de pagamentos de servidores é mais um assunto a ser respondido pelo ex-presidente Paulo Henrique Costa.
A largada do PSB no DF/ Ex-presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e interventor na segurança do DF, logo depois do 8 de janeiro de 2023, Ricardo Cappelli (foto) lança hoje oficialmente sua pré-candidatura ao Palácio do Buriti pelo PSB. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, é um dos convidados mais aguardados. O presidente nacional do partido, João Campos, mandou um vídeo para marcar sua participação.
Assediado no bom sentido/ Ao ver o presidente Lula à mesa numa das reuniões do G-7, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, puxou o tradutor e foi em direção ao brasileiro. Bastante descontraídos e relaxados, deram a muitos a impressão de que vêm novas parcerias aí.
O Master e o Congresso/ Não são apenas as festas juninas e o são-joão que prometem paralisar os trabalhos do Legislativo, na semana que vem. Essa é a grande desculpa. Na verdade, estão todos fugindo de ter que comentar as novas fases da Operação Compliance Zero.
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