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Governo tenta formar base política, mas vê partidos do centro se distanciando

Coluna Brasília-DF

O primeiro semestre marcou uma tentativa de aproximação maior dos partidos de centro com o governo, sem que o presidente Jair Bolsonaro buscasse, de fato, uma base política para o que der e vier. Agora, entretanto, enquanto o país se distrai com as frases polêmicas do inquilino do Palácio da Alvorada, os papéis prometem se inverter: o governo vai, aos poucos, tentando formar essa base mais coesa e fiel.

Ocorre que os partidos de centro começam, de forma sutil, a deixar de lado qualquer gesto mais ostensivo de aproximação com o presidente. Com as emendas ao Orçamento praticamente liberadas, a ordem é aprovar as reformas e cuidar da própria vida. Um dos que promete tomar esse caminho é o DEM. Tanto que, por ali, ninguém cobra mais o anúncio de apoio formal ao governo, com direito a foto dos comandantes do partido com o presidente da República. Na convenção de maio, por exemplo, só o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, havia feito essa cobrança. Agora, nem ele.

Protocolar

O fato de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dizer que pode retomar a discussão da capitalização foi lido nos partidos de centro como uma cortesia. A preços de hoje, não há clima para misturar os estados com a implantação do regime de capitalização.

Olho no gato…

Desde a polêmica em que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a devolução de R$ 10 bilhões do fundo constitucional do DF, o governo federal começou a estudar o tema numa comissão formada por representantes do ministério da Economia, da Casa Civil, GDF e outros.

… E outro no peixe

Depois de anos ouvindo seus colegas na Câmara cobrarem uma nova repartição dos recursos do fundo do DF que financia a área de segurança, saúde e educação, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) pediu que nada seja feito sem que ele possa dar uma olhada.

“Eles não têm autoridade moral para apontar o dedo para o Brasil”

Do general Eduardo Villas Bôas, referindo-se às críticas vindas da Alemanha, Noruega e outros países sobre o manejo da Amazônia.

Na base, tudo bem/ Há tempos, os deputados não voltam tão dóceis para votações. Explica-se: o governo liberou boa parte das emendas ao Orçamento. E acreditem: muitos parlamentares foram ao plenário dizer que, nas férias, foram cobrados pela aprovação da reforma.

Voto/ No papel de vice-líder do governo, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) é considerado voto certo a favor da indicação de Eduardo Bolsonaro a embaixador do Brasil em Washington.

A volta dos Moreira Salles a Minas/ A secretaria de Educação de Minas Gerais realiza sua primeira ação efetiva na área. Vai anunciar uma parceria com o Instituto Unibanco, que colocará à disposição do governo mineiro o projeto “Jovem de Futuro”, já aplicado em escolas do Ceará, Piauí e Espírito Santo.

A la Roberto Campos/ Ao falar por último num dos painéis do Correio Debate, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega: “Ser o último a falar nos dá a sensação de que tudo já foi dito. Meu amigo Roberto Campos sempre dizia que se sentia como o oitavo marido da Elizabeth Taylor na noite de núpcias: não vai ter novidade”.

Denise Rothenburg

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