Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais — Marcelo Camargo/Agência Brasil
Num café nesta manhã (28/1) com jornalistas, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, revelou que , quando o escândalo do Master veio a público, o governo já sabia desde, janeiro de 2024, que o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski havia prestado consultoria para o banco de Daniel Vorcaro. Porém, segundo a ministra isso em nenhum momento influenciou o trabalho do ministro ou o comportamento do governo em relação ao hoje ex-banqueiro. Gleisi afirmou inclusive que quem tem mais a explicar sobre o caso Master é a oposição ao governo Lula e citou o Governo do Distrito Federal, comandado por Ibaneis Rocha (MDB), e o do Rio de Janeiro, capitaneado por Claudio Castro (PL).
Os argumentos que Gleisi tem para reforçar essa avaliação a respeito do ex-ministro e integrantes da oposição são o fato de que Vorcaro foi preso na gestão de Lewandowski frente ao Ministério da Justiça: “A primeira aproximação do governo que tem o banco Master é a da fiscalização rigorosa do que aconteceu e da apuração e responsabilização pelas fraudes ocorridas. Em nenhum momento o governo titubeou sobre isso”, disse a ministra, para, em seguida, se referir especificamente ao ex-ministro: “Sabíamos que o ministro Lewandowski prestava consulta ao Banco Master quando o presidente o convidou pra fazer parte do governo. Não vejo nem pro crime nisso de prestar consultoria. Vamos lembrar que isso não afetou em nada a fiscalização e a apuração dos fatos. Foi no nosso governo que Vorcaro foi preso, foi no nosso governo que houve a liquidação e no nosso governo que está sendo feita a investigação”, disse a ministra, que repetiu, na conversa, cinco vezes que Vorcaro foi preso na gestão do ministro Lewandowski, graças ao trabalho da Polícia Federal que atua com autonomia.
Gleisi, no entanto, não vincula a saída do ministro do governo à liquidação do Master. Justificou o afastamento lembrando uma entrevista do próprio ministro, que entregou a carta de demissão ao presidente Lula há 20 dias. Naquela oportunidade, Vorcaro já havia sido preso e inclusive prestado depoimento à Polícia Federal, dentro do inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal.
Quanto à reunião do presidente Lula com o ex-banqueiro Vorcaro, também em 2024, a ministra se esquivou dizendo que nem era do governo naquele período, portanto, não havia participado. Fez o mesmo em relação aos pedidos de CPI apresentados na Câmara e à coleta de assinaturas, dizendo que era um assunto afeito ao parlamento. Por diversos momentos, Gleisi foi incisiva ao afirmar que o governo Lula quer apuração rigorosa de tudo o que envolve o Master e disse que a oposição ao governo Lula tem muito o que explicar, citando especificamente os governos do Distrito Federal e o do Rio de Janeiro.
“A maioria dos envolvidos nesse processo do Master, inclusive de contratos com órgãos públicos, é da oposição ao governo Lula. A oposição tem que explicar o envolvimento dos seus governos com essa questão. Governo do Distrito Federal, governo do Rio de Janeiro, que (no caso do Rio) estão envolvidos com fundos de pensão relacionados ao Master. A oposição também tem que explicar por que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o maior doador individual da campanha de (Jair) Bolsonaro e de Tarcísio (de Freitas, governador de São Paulo). Então, me parece que tem muito mais explicações para lá. Quem tem e quem tinha a relação com o banco Master tá com eles. Isso tá claro e tudo que a gente tá vendo aqui, né?”, disse a ministra, ao afirmar que o governo está “muito tranquilo, assim como o ministro”.
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