Categoria: Câmara dos Deputados
Brasil vulnerável
com terras raras
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 26 de março de 2026, por Carlos Alexandre de Souza com Eduarda Esposito

A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado Federal promoveu audiência pública para debater o projeto de lei 2197/2025, que regulamenta a exportação das terras raras — elementos químicos altamente valorizados na indústria de alta tecnologia. A principal motivação do debate é construir uma legislação que permita ao Brasil ir além de mero exportador de commodity e se tornar capaz de agregar valor aos minerais encontrados em solo nacional. Do contrário, pode ficar relegado a um papel secundário na economia mundial.
Os especialistas convidados ressaltaram os diversos desafios. O professor Nélio Fernando dos Reis, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, descreveu a posição vulnerável do Brasil no contexto das terras raras. “O desafio não é geológico; é industrial. O Brasil tem reservas, mas não domina a cadeia. Exporta concentrado e importa tecnologia”, comentou.
À frente da audiência pública, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) comentou: “Seremos meros exportadores de matéria-prima, reproduzindo um modelo primário-exportador, ou protagonistas de uma nova etapa de desenvolvimento, agregando valor, tecnologia e inovação aos nossos recursos naturais?”.
Cadeia qualificada
Mourão defende um modelo que garanta uma cadeia produtiva qualificada, além de oferecer segurança jurídica para investimentos. “Nosso compromisso deve ser com um marco regulatório que concilie desenvolvimento econômico, soberania nacional, sustentabilidade ambiental e justiça social”, disse o senador.
“A casa caiu”
Aliados do Planalto comemoraram a decisão de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, de trocar de advogados e encaminhar uma delação premiada. Parlamentares como Paulo Pimenta, Rogério Correia e outros lembram, em vídeo, que Zettel doou milhões de reais para as campanhas eleitorais de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
Pecado
Afirmam, ainda, que Zettel pode trazer revelações sobre a relação entre a Igreja Batista da Lagoinha, da qual era pastor, e o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana. Rogério Correia acusa Viana de blindar a denominação evangélica nos trabalhos da CPMI.
Acorda, PT
Conhecido pela verve, o deputado federal André Janones (PT-MG) começou por conta própria a desferir ataques agressivos ao bolsonarismo. E não alivia nem mesmo para a esquerda. “Quem quiser continuar de braço cruzado, achando que a eleição está ganha, que continue. Eu não vou fazer isso”, diz. “O presidente Lula é favorito. Mas sabe qual é o único jeito de perder uma eleição ganha? Se a gente acreditar que ela está ganha”, avisa.
Antidiscriminação
A educação é fundamental para que a sociedade brasileira adote um letramento antidiscriminatório — conjunto de medidas voltadas para combater o preconceito estrutural. Esse foi o consenso entre os participantes de audiência pública promovida pelo Observatório Pró-Equidade da Justiça Militar da União (JMU).
É na base
“Não basta apenas reconhecer a diversidade; é preciso educar, desde a base”, defendeu a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, na abertura do evento. Ela ressaltou a importância na formação para educadores, nos moldes já existentes em legislações como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a Lei Maria da Penha.
Mais mulheres
Em relação direta com iniciativas antidiscriminatórias, o evento também marcou o lançamento da plataforma “Mais Mulheres na Política”, com apoio do STM. A ferramenta busca coletar assinaturas digitais para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que estabelece uma reserva de 50% das cadeiras nas casas legislativas para mulheres, com previsão de cotas para mulheres negras.
Decepção
Parlamentares lamentaram o cancelamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que seria realizada hoje. Os membros discutiriam um aumento da mistura do biodiesel de 15% para 16% ou 17% como forma de amenizar os impactos da alta e oscilação do preço do petróleo. Há um consenso de que hoje o etanol poderia absorver a demanda. Além disso, o aumento da mistura seguraria os preços, pois as distribuidoras operam apenas com 70% da capacidade para o biodiesel.
Deixa para depois
O governo ainda não concluiu os estudos técnicos para a implementação da Tarifa Zero. A ideia agora é usar o projeto no plano para o próximo mandato e virar promessa de campanha. O problema maior identificado pelo Planalto é a dificuldade de fiscalizar as empresas nos municípios.
Insistência
Contudo, a bancada do PT ainda não desistiu de aprovar a proposta este ano. O deputado Jilmar Tatto (PT-SP) pretende apresentar uma emenda do Tarifa Zero ao projeto do marco regulatório do transporte público. O texto não está pronto, Tatto pretende trabalhar nele na semana que vem.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 20 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
… E onde todos brigam e têm alguma razão. Antes da Páscoa, os principais atores políticos tentarão chegar a um acordo de cavalheiros no sentido de preservar todos em meio às crises do Master, que atinge os Três Poderes em vários governos; a das emendas, focadas nos parlamentares; e a do INSS, que atinge a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados de Jair Bolsonaro. Em meio a isso tudo, muitos militares começam a considerar injusto que os seus estejam presos e com o risco de perder patentes, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) blinda os ministros, deixando-os longe da luz do Sol.
Que fique claro/ Ninguém em posto de comando nas Forças Armadas pensa em aviltar a democracia, mas o recado é cristalino como as águas do Caribe brasileiro: se alguém tem que pagar por malfeitos, que assuma seus erros e pague. Lula, até aqui, foi o único que parece ter entendido isso mais claramente, ao declarar que se o filho Lulinha errou, que pague. Os demais ainda estão às voltas com as chincanas e à espera da delação de Daniel Vorcaro, que promete entregar muita coisa.
Insatisfação
No Senado não falta excelência frustrada com as ações recentes do STF. E essa decepção nem se refere a emendas. É que muitos processos envolvem projetos já aprovados na Casa e que estão parados na Câmara dos Deputados ou foram considerados inconstitucionais pela Corte. Um exemplo é o fim a recente decisão sobre o fim da aposentadoria compulsória para juízes. Já estava no do Código de Processo Civil, aprovado em 2015, texto que foi considerado inconstitucional pelo Supremo. Há quem diga que pautas como essas, positivas, voltam agora para tentar limpar a imagem do STF, arranhada com suspeitas de envolvimento de dois ministros no caso do Banco Master — Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Falando nisso…
Nos bastidores jurídicos, há quem diga que Moraes tem embasamento para se defender, já que foi sua mulher quem teve negócios com Vorcaro e não ele. No caso de Toffoli, seria mais complicado, porque houve sociedade da empresa da qual ele fazia parte em fundos ligados ao complexo Master. Muitos apostam que Toffoli preferiria renunciar do que enfrentar um processo de impeachment. Porém, no contexto em que os negócios foram feitos, não se sabia nem se via o grupo de Vorcaro como uma quadrilha.
Sai ou não sai
Parlamentares dos partidos União Brasil e Progressistas aguardam a homologação da federação por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma possível data de aprovação seria no próximo dia 26. Muitos deputados e senadores estão infelizes com esse casamento. E se houver delação de Vorcaro envolvendo a cúpula dos partidos, a porta da rua tende a ser a serventia da casa.
O tempo é o senhor da razão
No caso de Marcelo Odebrecht, lá na Operação Lava-Jato, foram muito mais do que os 15 dias que faltam para a janela de troca de partido se fechar
CURTIDAS

Gosto amargo/ A oposição, apesar de saber que a redução da Selic não foi tão expressiva, assume que a queda de 0,25 ponto percentual dos juros abre um discurso para o governo. “Desde que o Lula entrou, (o juro) só aumentou, mas eles (governo) são bons de marketing e vão usar isso”, afirmou Joaquim Passarinho (PL-PA). O deputado não acha que a redução será favorável ao governo, mas dá um certo alento para o setor produtivo, que mostrou resiliência ao sobreviver por quase um ano com a Selic em 15%.
Decida e me avise/ O senador Izalci Lucas (DF foto) deu um prazo para o PL apoiar sua candidatura ao GDF: 28 de março. Caso o partido de Valdemar Costa Neto não dê certeza de que ele será candidato ao governo, o senador tem outras duas legendas que pode seguir — PSD e Novo. No partido de Gilberto Kassab, ele competiria com José Roberto Arruda, que já lançou pré-candidatura ao GDF, inclusive, com a presença do senador. No partido de Eduardo Ribeiro, Izalci teria candidatura própria e sem coligação com o PSD, tendo ainda o desembargador aposentado Sebastião Coelho para o Senado.
Em tempo/ No PL, as duas pré-candidatas ao Senado — Michelle Bolsonaro e Bia Kicis — mantêm o apoio à pré-candidatura de Celina Leão (PP) ao GDF.
Pausa necessária/ Para quem passou janeiro e o animado réveillon de depoimentos do caso Master trabalhando, chegou a hora de tirar aqueles dias para recarregar as baterias enquanto Daniel Vorcaro acerta a sua delação. Depois da Páscoa, de tédio ninguém padecerá. Até lá, a coluna fica cargo do bravo time de politica do Correio Braziliense.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 19 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, adotou uma nova estratégia para a campanha de deputados estaduais e federais. Na intenção de obter apoio formal de partidos nos estados para os seus candidatos majoritários, em especial, para a Presidência da República, a legenda está cedendo para outras agremiações alguns nomes que são bons de voto — mas não seus puxadores principais. É que, com a restrição ao número de candidatos que um partido pode lançar (a quantidade de vagas, mais um), há muitas siglas com “engarrafamento” em alguns estados.
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O PL não adota essa atitude por bondade. O objetivo é garantir que os filiados façam campanha para Flávio Bolsonaro. E, ainda que os partidos não fechem o apoio formal ao senador, a turma simpática ao PL nos estados ajudará na base. No Rio Grande do Sul, a ideia é fazer essa parceria com o Podemos, e, em Santa Catarina, com Novo e Republicanos.
Baixou o desespero
Com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro caminhando a passos largos para uma delação, o mundo político entrou em polvorosa. É que essa turma é a mais visada em qualquer cenário. E, para completar, ainda veio a prorrogação por 60 dias do inquérito em curso na Polícia Federal. Logo, quando terminar toda a apuração, a janela partidária estará fechada.
Uma digital de Flávio
Excelências da base governista consideram que a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 será definida pela posição do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto. A avaliação é de que, se Flávio for favorável, vota-se mais rápido. Se ele for contra, partidos de oposição e de centro seguram a PEC até quando der.
Expectativas
O Tribunal de Contas da União (TCU) enviou os documentos referentes ao BRB e ao Banco Master para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Agora, os membros precisarão analisar os arquivos para saber o que é ou não sigiloso. Das sete pastas compactadas, quatro delas não têm documentos sigilosos, incluindo o relatório preliminar relativo ao BRB, do Banco Central. Agora, a CAE espera entender como tudo se desenrolou, identificar os gargalos e os nomes ligados à fraude.
CURTIDAS

Faca de dois gumes/ Com a redução da taxa Selic em 0,25%, parlamentares tiveram olhares diversos sobre essa decisão. Alguns acharam “descalibrada”, principalmente por causa do contexto atual, de alta de preço dos combustíveis e da guerra no Golfo.
Faca de dois gumes II/ Porém, manter os juros no patamar de 15% seria incentivar ainda mais as recuperações judiciais e a baixa atividade econômica, o que traz efeitos mais “desastrosos”. A avaliação é de que essa redução na Selic será positiva, uma vez que a equipe econômica deverá usar os juros mais baixos para validar as medidas adotadas nos últimos meses.
Quem já foi rei…/ A festa de 80 anos do ex-deputado e ex-ministro José Dirceu foi uma demonstração de que ele continua dando as cartas no PT. Fila para entrar e um discurso forte em defesa da soberania nacional, dando o tom do que virá na campanha de Lula pela reeleição.
Passa lá em casa/ Embora esteja disposta a colaborar com as investigações do caso Master, a ex-noiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro não planeja prestar depoimento presencial a comissões parlamentares de inquérito. A contar pela entrevista do advogado Lucio de Constantino, que atende Martha Graeff, à CNN, sua cliente foi vítima de uma exposição “agressiva, imprudente” e foi “maculada pelo Estado brasileiro”.
A aula de Cármen/ A ministra Cármen Lúcia (foto), do Supremo Tribunal Federal, foi para lá de direta em palestra no evento da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) sobre os direitos das mulheres. Eis algumas de suas frases: “Quando uma de nós é violentada, todas somos também. É preciso que essa sensibilidade nos atinja. Se não for por solidariedade, por egoísmo. Isso pode acontecer na sua casa, com a sua filha”; “uma sociedade na qual mulheres são assassinadas todos os dias só por serem mulheres é o testemunho de que estamos longe de termos igualdade”; “não há democracia plena, efetiva, eficaz, forte quando mais da metade da população não pode ter acesso a iguais oportunidades para chegar a cargos particulares, públicos ou de direção”; “nós precisamos reinventar essa sociedade preconceituosa e sexista. E isso não se faz por decreto, isso é uma construção permanente”
Deputado Felipe Becari se filia ao Podemos nesta quarta-feira

Eduarda Esposito — O deputado Felipe Becari deixa o União Brasil nesta janela partidária e será recebido no Podemos de Renata Abreu (SP). A legenda vem buscando reforçar a bancada federal e aproveita o momento em que deputados podem trocar de partidos para trazer nomes com potencial. Becari é um dos deputados que atua na defesa da causa animal na Câmara e tem se destacado também por pautas ligadas à segurança pública. Outro ponto que chamou atenção do Podemos foi sua forte presença nas redes sociais, o que ajuda a fortalecer a legenda.
“Felipe Becari representa uma política moderna, conectada com as pessoas e comprometida com causas relevantes. Sua atuação na defesa dos animais e na proteção da vida está em total sintonia com os valores do Podemos. Ele chega para somar à nossa família e fortalecer ainda mais o partido”, afirma a presidente do partido, Renata Abreu.
Gratidão, reconhecimento e lealdade
O deputado Felipe Becari (União-SP) contou ao Blog que a decisão de migrar para o Podemos é mais uma decisão pessoal do que política. A presidente Renata Abreu e seu marido, Gabriel Abreu, vereador de São Paulo, são padrinhos de casamento de Becari e foram um suporte emocional muito forte quando o deputado passou por um momento pessoal delicado em 2023.
“A escolha tem cunho pouco político por causa da minha amizade com Renata, Gabriel e gestores do Podemos. Por conta da proximidade e carinho, me comprometi a estudar o convite e tomar uma decisão”, disse.
Becari foi Secretário Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo na primeira gestão de Ricardo Nunes (MDB), uma vaga que era do Podemos, e deixou o cargo em dezembro de 2024 após um ano.
Sua filiação ao União Brasil foi devido ao seu padrinho político, Milton Leite, vereador de São Paulo. Becari diz que sua passagem pela legenda de Antônio Rueda teve pouco envolvimento partidário e que seu mandato foi mais independente.
Agora, o parlamentar pretende se envolver mais no Podemos e teve a promessa de que as pautas ambientais e de segurança dos animais, matérias prioritárias de Becari, serão apoiadas pela legenda.
O evento de filiação ocorre hoje (18) às 17h na liderança do podemos na Câmara dos Deputados, no edifício principal, ala E, sala 7.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 18 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
Com o escândalo de desvio de emendas passando da fase de investigação para a de condenação de deputados, a Comissão Mista de Orçamento sequer foi montada. Muitos deputados têm dito que não dá para montar a CMO e, daqui a pouco, os integrantes da comissão serem obrigados a deixar o colegiado, por causa de um veredicto que leve a excelência para a prisão.

A condenação por corrução passiva dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), João Bosco da Costa (PL-SE) e Gildenemyr Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil, foi considerada um problema para tratar de emendas este ano. Ainda mais com o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarando com todas as letras que outros virão para fazer companhia ao trio condenado ontem. Não dá para colocar um “atacadista de emendas”, conforme definiu Dino, cuidando da CMO. Principalmente, em ano eleitoral.
Vai pesar no bolso
As tarifas das contas de luz serão revistas em abril. Parlamentares estimam que o aumento deve ser de 8% a 12%. Juntando com o aumento do diesel pela Petrobrás, de 11,6%, a oposição está rindo à toa pela fritura que o governo Lula deve passar nas próximas semanas.
Vão engolir os antigos
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, está dividido em grupinhos. A ala mais moderada, que já estava ali antes de Bolsonaro chegar, está em desvantagem contra os “bolsonaristas raiz”, mais fortes nas redes sociais. Isso lhes dá uma vantagem na hora de conseguir votos e, principalmente, serem escolhidos como os nomes das chapas majoritárias.
Rachadura profunda
Resta aos mais antigos ter jogo de cintura e angariar apoio de outras formas, caso contrário, serão defenestrados logo ali. Há muito incômodo com o fato de o grupo bolsonarista estar ditando os rumos das alianças estaduais, abençoados pelo ex-presidente e pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ).
Hora de dividir a conta
Parlamentares têm reclamado, tanto nos bastidores quanto em eventos abertos, sobre a falta de apoio de entidades e federações na hora de defenderem pautas controversas no Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi mais um que voltou a pedir mais presença das entidades e lembrou-se da ausência delas durante o debate do IOF. “Os setores prejudicados deveriam ter se mobilizado melhor”, disse, durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).
CURTIDAS

E o Vorcaro, hein?/ Tem muita gente na política, e fora dela, dormindo à base de remédios com a história de que vem por aí uma delação recheada de fatos novos.
Corre aí/ O setor de data centers pressiona senadores em busca de apoio para que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o projeto de lei que estabelece o programa tributário do setor. Como a medida provisória caducou e o projeto substituto foi aprovado na Câmara dos Deputados, as empresas têm feito seu lobby para que o Senado não deixe o tema esfriar e vote logo o texto que está acordado. O contato tem sido o senador Eduardo Gomes (PL-TO) que deverá ser o relator da matéria.
Dever cumprido/ Os senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Tereza Cristina (PP-MS), mais o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), conversavam sorridentemente (foto) enquanto aguardavam a promulgação do acordo Mercosul-União Europeia, no plenário do Senado. Os três parlamentares foram peças essenciais na tramitação do acordo nas duas Casas.
Epa!/ A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), conta tanto com a reeleição que, dia desses, num evento por lá, saiu-se com esta: “O primeiro de cinco anos…” Referia-se a este ano, o último de seu mandato mais os quatro de quem for eleito em outubro.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 17 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As últimas decisões do relator do caso do Banco Master-BRB no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, indicam que ele não está brincando no sentido de apurar o que estiver por ali, doa a quem doer. O fato de deixar Daniel Vorcaro preso, por exemplo, foi considerado uma decisão corajosa. E há quem diga que se o ex-banqueiro quiser fazer uma delação seletiva, tende a continuar na cadeia. O relator cuida para não ter nada que possa comprometer provas ou dar qualquer sinal de que pretende proteger qualquer pessoa que esteja enroscada no processo.
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Aliás…/ Ao fechar o acesso às conversas de Vorcaro, o relator do escândalo do Banco Master-BRB pretende segurar os vazamentos e, ao mesmo tempo, evitar que tudo termine exposto antes que se feche um acordo de delação premiada — algo que já começou a ser trabalhado, ainda de forma preliminar. A liberação do material à CPMI do INSS foi visto no meio jurídico como o erro de Mendonça ao assumir a relatoria. Agora, o ministro tenta corrigir a rota, a fim de não dar argumentos para a defesa pedir a anulação de provas.
Reprise para comparar
Que ninguém se surpreenda se aquela reunião do então presidente Jair Bolsonaro, lá em 2021, em que ele reclama das apurações de denúncias envolvendo seus parentes — e diz que “troca delegado, troco ministro” — se tornar ativo eleitoral a favor do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que se seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tiver qualquer problema, que seja responsabilizado.
Celina na lida
Com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, interessado em deixar o cargo para concorrer ao Senado, vai sobrar para a vice-governadora Celina Leão o desafio de resolver a crise do Master. Há quem diga que ela precisa se preparar desde já. Afinal, em julho, quando começar a campanha, o jogo será bruto.
Raquel Lyra joga a rede…
O “engarrafamento” na órbita da candidatura do prefeito de Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco, terminou por ajudar a governadora Raquel Lyra (PSD) a tentar organizar seu palanque à reeleição. Ela vem a Brasília, hoje, para uma rodada de conversas com vários partidos.
… e tem chance de sucesso
Raquel tem um partido de centro que terá candidato ao Planalto. Boas chances de atrair, por exemplo, o Republicanos do ministro de Portos Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que era esperado como candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo prefeito da capital. Que ninguém se surpreenda, também, se Marília Arraes, outra neta de Miguel Arraes, concorrer a uma vaga de senadora, ao lado de Raquel, e não de seu primo, João Campos.
CURTIDAS

Atualização necessária I/ A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) trabalha para aprimorar a Lei do Stalking, legislação pioneira de sua autoria, que passou a reconhecer a perseguição como crime no Brasil. Atualmente, o stalking é punido com pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. O novo projeto aumenta a punição de acordo com a gravidade dos atos.
Atualização necessária II/ Quando houver risco concreto à integridade física ou psicológica da vítima, a pena poderá chegar a até quatro anos de reclusão. A proposta também prevê a aplicação obrigatória de medidas protetivas em situações de perigo atual ou iminente, e estabelece que, nos casos mais graves, a ação penal poderá ser instalada, independentemente de representação formal da vítima, reduzindo o risco de silenciamento e intimidação.
Anabb celebra as mulheres/ A Associação Nacional dos Servidores do Banco do Brasil (Anabb) promove amanhã, 9h, em sua sede, um evento para refletir sobre a desigualdade de gênero que ainda reina no país. Para isso, receberá a ministra Carmen Lúcia (foto), do Supremo Tribunal Federal, e a consultora jurídica do BB, Lucineia Passar. A ministra falará sobre os principais desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade brasileira contemporânea. Lucineia discorrerá sobre a importância das mulheres em espaços de decisão.
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 15 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O fato de o banqueiro Daniel Vorcaro ter trocado de advogado justamente em meio ao período de janela partidária acendeu o pisca-alerta no União Brasil e no Progressistas. É que isso reforçou, como já se sabe, a tese da delação premiada. E, nesse sentido, muitos deputados estão inseguros em permanecer nas duas legendas que vêm sendo citadas por terem seus presidentes, Ciro Nogueira, do PP, e Antônio Rueda, do União Brasil, mencionados nas conversas de Vorcaro. A aposta de muitos é a de que, se a situação do União Brasil estava difícil com a saída de deputados e governadores, como Ronaldo Caiado, a tendência é ficar pior.

Enquanto isso, no STF… / ... a tensão é tão grande quanto a dos parlamentares, porque haverá uma cobrança para que, em caso de delação, Vorcaro fale também de suas relações com o Judiciário. Ninguém está tranquilo com a sombra do banqueiro pairando no ar.
Um acordo entre PT e PL
Que ninguém se surpreenda se o PT e o PL fecharem um acordo em relação ao novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). É que os petistas apresentaram o deputado Odair Cunha (PT-MG) para a vaga de Aroldo Cedraz, e o PL planeja indicar um dos seus quadros para a próxima vaga que surgirá mais à frente. O nome citado é o do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) .
A saúde de Bolsonaro
Um dos pontos que mais preocupa a família e os amigos do ex-presidente é o fato de ele realmente demorar a chamar qualquer pessoa quando não está bem de saúde. Em casa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e auxiliares costumam acompanhá-lo mais de perto, para chamar médicos antes que a situação se agrave. Isso será agora usado para, mais uma vez, buscar a prisão domiciliar do ex-presidente.
Em banho-maria
O Plano Nacional de Educação (PNE) está desde dezembro de 2025 esperando despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para ser discutido e votado na Comissão de Educação da Casa. Entidades do setor estão preocupadas com a demora da aprovação do PNE, uma vez que já foi adiada, de 2024 para o ano passado, e ainda não se tem nem vislumbre de quando isso ocorrerá.
O tempo urge
A Associação De Olho no Material Escolar está bastante preocupada com o calendário político, uma vez que, a partir de 4 de julho, fica tudo paralisado até as eleições em outubro. “Se o plano não for aprovado este ano, o risco é de que todo o processo se arraste para a próxima legislatura, já que o país entra em período eleitoral. Isso pode significar mais atraso para uma agenda que deveria ser prioridade nacional” , destacou Letícia Jacintho, presidente da associação.
CURTIDAS
Pegue a última onda, a que importa/ Dentro do PSD, embora cresça a pressão para o anúncio do candidato a presidente e muita gente diga que esse nome é o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (foto), Gilberto Kassab trata de manter a calma. É que um candidato do partido precisa surfar quando a campanha começar. Não adianta nada crescer agora e cair ali na frente. Aliás, toda eleição tem essas ondas. O perigo, porém, é demorar demais e a onda virar uma marolinha.
Voto importante/ Embora a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já tenha fechado maioria para manter Daniel Vorcaro na cadeia, o voto do decano Gilmar Mendes gera muitas expectativas. É que Gilmar é visto como aquele que sempre “coloca os pingos nos is” , ou seja, fala o que precisa ser dito. A expectativa é de uma defesa alentada do trabalho do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), para marcar a importância das instituições. A palavra do decano sempre é algo que provoca reflexões e norteia caminhos.
Aliás…/ O voto de Gilmar Mendes virá com a defesa de Vorcaro com um novo advogado. Pierpaolo Bottini tem outros clientes políticos há mais tempo e não quer se expor a conflitos de interesses. Sinal de que vem mais coisa aí da parte do banqueiro.
Deixa ele lá/ Entre líderes do centrão, há quem concorde com a manutenção da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro pelo Supremo. “Foi correta, de fato estamos assistindo a coisas graves que precisam ser aprofundadas e provadas, mas com ele (Vorcaro) solto, poderia interferir nessa parte das investigações” , disse o líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Augusto Coutinho (PE).
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 13 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
A sessão de hoje da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que começará a discutir a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, promete uma alentada defesa do trabalho da Procuradoria-Geral da República. É que entre os ministros da Corte não foi considerado de bom tom o puxão de orelhas de André Mendonça na PGR, por escrito, na decisão que mandou o dono do Banco Master de volta à prisão. O magistrado reclamou da demora da PGR em avaliar o caso e as ameaças feitas pelo detento a várias pessoas.

Por falar em detento…/ No meio jurídico, muita gente aposta que os votos do ministro Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques serão para tirar Vorcaro do presídio e mandá-lo para casa, de tornozeleira eletrônica. Ainda que ele tenha ameaçado pessoas, o que justificaria a saída da prisão, na avaliação de muitos, é a “contemporaneidade”, uma vez que as ameaças teriam sido feitas no ano passado, antes da primeira prisão do ex-banqueiro. Se essa tese prevalecer, vai ter muito advogado ganhando aposta.
Ibaneis manda chamar Nelson
Ao recusar o convite para comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), fez com que seu partido entendesse que ele jogará os problemas relacionados à compra do Master pelo BRB no colo da antiga administração do banco —problemas, aliás, que o atual comandante da instituição, nomeado por Ibaneis, tenta consertar. Em ofício ao gabinete do senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente do colegiado, Ibaneis sugeriu que o convidado fosse o atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O governador quer tomar distancia desse caso. Porém, parte da equipe de Renan está em tratativas para ouvir o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
O que eles pensam
Nos escaninhos do Senado, a suspeita de que Ibaneis jogará toda a responsabilidade no colo da antiga administração do BRB está nas declarações do governador. Sempre que perguntado, ele reforça que não tem relação com o Master e que, quem tiver problema, que responda na Justiça.
Hora de escolher
O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), está numa saia justa. O que se diz é que ele recebeu um ultimato do partido: se quiser permanecer, só poderá concorrer à eleição para governador. E tem mais. Nem sua esposa, Marina Cândida, poderá disputar o Senado. Políticos de Alagoas alegam que é tudo para não atrapalhar a candidatura de Arthur Lira (PP-AL) à Casa.
CURTIDAS
Sem refresco/ O ministro Luiz Fux, do STF, mudou de turma logo depois do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando seu voto divergiu dos demais. Achava que a Segunda Turma seria mais tranquila. Agora, com as fraudes no Master e a prisão de Vorcaro, não terá sossego por ali.
Segura isso aí/ Após os vazamentos das conversas telefônicas de Vorcaro, os ministros do STF têm pressionado o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a ter mais cautela, a fim de evitar novos vazamentos. Parlamentares acreditam que decisão de Viana em deixar os novos sigilos liberados em uma sala-cofre, e proibir acesso ao local com celulares, tenha sido por isso.
Jovens desanimados/ Na Bahia e em Minas Gerais, partidos como MDB e PT têm tido dificuldades em conseguir nomes para deputados federais. O interesse para a disputa estadual está em alta. Para alguns políticos, o principal motivo dessa configuração é o pouco interesse dos jovens na política. A perspectiva é de que a mudança no quadro dos deputados federais no ano que vem seja bem baixa.
O périplo de Flávio/ O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) vai a Rondônia, neste fim de semana, para evento de filiação do partido. No próximo fim de semana, 21 e 22 de março, será a vez do Nordeste. A estratégia é atrair candidatos para o PL
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 11 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber o subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, é lido no PL como um dos principais passos para auxiliar no enfrentamento às medidas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal e na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. Beattie não é um qualquer. É ele quem assessora o presidente Donald Trump nos assuntos relacionados ao Brasil. Foi um dos que defenderam a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e nunca escondeu que considera a prisão do ex-presidente uma perseguição. Deixou isso claro, inclusive, quando da aplicação do tarifaço a produtos brasileiros. Doutor em filosofia pela Universidade de Duke, integra o Maga — Make America Great Again —, o movimento liderado por Trump. É um personagem a ser acompanhado de perto na visita que fará ao Brasil.

Veja bem/ O PT fechou 2025 com o receio de que o presidente Donald Trump tentasse interferir nas eleições deste ano no Brasil. Agora, com a visita de Beattie ao país, esse medo volta com tudo. O que até aqui vinha sendo considerada uma “caraminhola” na cabeça de alguns aliados começa a ganhar outros ares.
Precedente grave
Se a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de não deixar nada do Banco Master sob o tapete, não dá para manter em sigilo as conversas de Daniel Vorcaro com seus advogados numa prisão federal. Isso é proibido a outros detentos em presídios federais. Portanto, liberar no caso de Vorcaro vai provocar uma avalanche de pedidos judiciais de chefões do crime organizado. Pelo menos, essa é a opinião de muita gente que trabalha com o sistema penal. Não se pode abrir exceções a um ex-banqueiro que, segundo gravações em poder da PF, ameaçou pessoas.
Governo encurralado
A bancada do PT na Câmara dos Deputados não gostou de ver a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) promover debates em vez de votar logo a admissibilidade da proposta de emenda constitucional (PEC) de redução da escala 6×1. Petistas consideram que isso não passa de uma manobra para protelar a apreciação em plenário. É que, depois da aprovação na CCJ, o texto segue para a comissão especial, onde pode demandar 40 sessões. Ou seja, o calendário tem tudo para ser atropelado, e o assunto ficar para depois das eleições.
Contragolpe
Com esse cenário, uma ala do Partido dos Trabalhadores acredita que ganhará força a ideia do Planalto de enviar um projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema. Isso exigirá que os deputados deliberem o texto em até 45 dias na Casa e mais 45 dias no Senado Federal.
Veja bem
A ideia de um projeto com urgência é apoiada pelo Centrão, uma vez que, por meio dele, não é possível alterar a escala de 6 x 1 para 5 x 2, somente a redução da jornada de trabalho, que seria de 44 para 40 horas semanais. Essa tem sido uma vertente que o Centrão e o setor produtivo têm defendido em debates e eventos realizados nos últimos meses.
CURTIDAS

Cartas à mostra/ O rompimento do PL com o governo de Ibaneis Rocha segue a receita de ficar distante de problemas em ano eleitoral. Ibaneis é visto como enfraquecido, e o PL não quer ser parceiro no desgaste. Aliás, no plano nacional, a deputada Bia Kicis defendeu todas as investigações propostas, enquanto dois integrantes do PL, o deputado Alberto Fraga e o senador Izalci Lucas, já estão afastados há tempos de Ibaneis e, inclusive, fizeram questão de comparecer ao lançamento da pré-candidatura de José Roberto Arruda ao governo local.
Embaralhou geral/ Depois da reunião da bancada do PT do Maranhão com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (foto), a eleição por lá ganhou novos contornos. Os petistas desistiram de lançar candidatura própria e vão apoiar o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), para o Palácio dos Leões. O vice-governador, Felipe Camarão (PT), teria dito a Gleisi que deseja disputar uma vaga ao Senado Federal.
Mais um do PP/ Falta fechar o nome para a segunda vaga. Tem muita gente de olho no ministro do Esporte, André Fufuca (PP), que deve disputar o Senado e ainda não está fechado na chapa do pré-candidato ao governo, Orleans Brandão (MDB).
Cálculos políticos/ Orleans Brandão é sobrinho do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão, e não quer fechar a chapa com o ministro Fufuca. Orleans prefere lançar o líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas, ao Senado, junto com o senador Weverton Rocha, que concorrerá à reeleição. Entretanto, deputados petistas acham que Weverton não tem chance, já que tem sido chamado no estado de “ladrão de velhinhos”, após ser um dos alvos da Operação sem Desconto, que investiga as fraudes no INSS.
Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 10 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Com a intenção dos investigadores de fechar, ainda neste semestre, toda a investigação a respeito da parte do mercado financeiro relacionada ao escândalo do Banco Master-BRB, muita gente no mundo político começa a entrar em pânico. É que isso tende a deixar todas as apurações relacionadas a parlamentares e afins para o auge do período eleitoral. O receio é de que, com mais de 100 dispositivos — entre celulares, computadores e tablets a serem periciados —, vazamentos seletivos e/ou notícias falsas comecem a circular nas redes e tomem conta do pleito, de forma a nocautear candidatos e partidos, sem que a população possa saber ao certo como separar as notícias falsas do que for verdadeiro.
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Até aqui, o que se sabe a respeito das excelências é que há menções a vários políticos, mas não há informações oficiais dos investigadores sobre o grau de envolvimento de cada um. Com a eleição à porta, ninguém dormirá com um barulho desses.
A onda da vez
As defesas dos influenciadores digitais investigados por, supostamente, atacarem o Banco Central (BC) para defender o Master querem aproveitar o embalo dos vazamentos das conversas íntimas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para tirarem seus clientes desse processo. A estratégia é alegar quebra na cadeia de custódia das provas. Os advogados consideram que a Polícia Federal (PF) deveria ter guardado as informações, de forma a garantir o sigilo.
Segue o líder
Os responsáveis pelas defesas dos influenciadores lembram, ainda, da recente declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o risco dos vazamentos terem ferido a cadeia de custódia. Outro ponto a ser usado é o recente parecer do ministro-relator do processo na Corte, André Mendonça, sobre o direito constitucional de críticas e sigilo de fontes.
Futuro preocupante
Com a guerra Irã x Estados Unidos e Israel, a situação de combustíveis no Brasil se torna crítica e pode impactar o agronegócio em cheio. É que os agricultores brasileiros estão na época de colheita da soja — maior safra da história do grão no país. No Pará, por exemplo, há engarrafamento de quase 40 km de caminhões tentando chegar ao porto — e tudo se move com diesel, inclusive, tratores e maquinários. O risco de falta de combustível com a guerra é alto e os impactos nos preços podem ser enormes.
A salvação será o biodiesel
Os parlamentares ligados ao agronegócio pressionam o governo para saber se o país tem reserva suficiente de diesel para manter a colheita. Caso a resposta seja negativa, o setor vai defender a liberação emergencial do aumento da mistura de biodiesel no diesel. O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) explica que, hoje, o limite é nacional, de 15%, e é preciso avaliar a porcentagem regionalmente.
CURTIDAS

Querer não é poder/ O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL, foto), quer transformar os convites de quem não comparece à comissão em condução coercitiva. Os três depoimentos da sessão de ontem foram cancelados de última hora porque os convidados faltaram.
Ilegalidade nas rodovias/ A Associação das Administradoras de Meios de Pagamento Eletrônico de Frete (Ampef) lançará, hoje, um estudo sobre o custo da sonegação fiscal nas estradas brasileiras por meio de fretes ilegais. O levantamento foi realizado pelo escritório GO Associados, do economista e professor da FGV Gesner Oliveira, e aponta que o lucro da ilegalidade pode aumentar para R$ 34 bilhões por ano. “A economia do país passa pelas estradas: o setor rodoviário movimenta cerca de R$ 800 bilhões, dos quais R$ 340 bilhões são movimentados no mercado informal” , alerta.
Anota aí/ Amanhã, a Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN) realiza uma reunião-almoço com os deputados Paulo Azi (União-BA), relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da Jornada 6 x 1, e Kim Kataguiri (Missão-SP), relator da PEC do IPVA, que muda o cálculo do imposto. Será na sede da FPN, a partir das 12h. A ideia é discutir as duas propostas com outros parlamentares e entidades do setor produtivo.
“Temos um pequeno grupo que se julga intocável, capaz de tudo e ficar impune. Não é porque julga que não pode ser julgado” Governador Romeu Zema (Novo-MG), que pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.














